Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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terça-feira, 27 de novembro de 2018

Brasil - Porto de Santos em expansão, apesar de tudo

SÃO PAULO – Levantamento estatístico da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) mostra que o porto de Santos, apesar do abalo provocado pelos desdobramentos da operação da Polícia Federal que apura suspeitas de fraude em licitação e corrupção em contratos da estatal de R$ 37 milhões nas áreas de tecnologia da informação, dragagem e consultoria, segue em ritmo célere de crescimento, tendo o complexo portuário ultrapassado, pela primeira vez, a marca histórica de 100 milhões de toneladas de cargas movimentadas entre janeiro e setembro de 2018. Foram 100,3 milhões de toneladas, ou seja, 2,8% a mais, em comparação com os nove primeiros meses de 2017, quando o porto movimentou 97,6 milhões.

Entre as cargas de maior destaque, está a de soja, cuja movimentação atingiu 24,2 milhões de toneladas, quando somadas as variedades em grãos e farelo do produto. O crescimento é de 19,8% em relação à movimentação registrada entre janeiro e setembro do ano passado. Entre as importações, o adubo foi a carga de maior destaque. Até setembro, 2,8 milhões de toneladas entraram pelo porto. Apesar de expressivo, o movimento foi apenas 0,5% maior do que o registrado em 2017.

Só nos embarques de açúcar é que houve um decréscimo (26%). Já a movimentação de contêineres atingiu a marca de 3 milhões de TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), com uma evolução de 9,4% em relação a 2017. Nesse período, o fluxo de navios foi de 3.646, um aumento de 0,3% em relação aos três primeiros trimestres de 2017.

Tudo isso mostra que a diretoria que substituiu aquela que foi afastada depois das investigações da Polícia Federal terá muito trabalho pela frente para colocar o complexo portuário em condições de atender a uma demanda que cresce a cada ano. Dentro desse contexto, são de fundamental importância as obras da nova entrada da cidade de Santos, que neste ano tiveram grandes avanços com o prosseguimento das intervenções de responsabilidade da Prefeitura municipal e o início das que competem ao governo do Estado. Agora, a expectativa é que o governo federal, que assume a partir do dia 1º de janeiro de 2019, comprometa-se com o avanço da obra e também dê início à parte de revitalização que é de responsabilidade da União.

De grande importância também seriam as obras de dragagem, que tiveram início já ao final do atual governo e abrangem os quatro trechos que compõem o canal de navegação, da Barra até a Alemoa, numa extensão de 24 quilômetros, mais as bacias de evolução e os trechos de acesso aos berços de atracação. A previsão era que um total de até 4,3 milhões de metros cúbicos de sedimentos seriam retirados do fundo do canal. Com isso, esperava-se que os calados máximos de operação (13,2 metros) fossem restabelecidos, o que permitiria que o porto voltasse a operar sem restrições, proporcionando mais produtividade à principal zona portuária a serviço do comércio exterior e da economia nacional. No entanto, agora, diante das irregularidades constatadas pela Polícia Federal, já não se sabe se esse trabalho de dragagem terá continuidade.

Aliás, como esse trabalho equivale mais a encher um saco sem fundo, pois a sedimentação sempre volta em pouco tempo, melhor seria se o novo governo federal estudasse a possibilidade da construção de novas plataformas operacionais no porto de Santos, até mesmo offshore (longe da praia), que permitissem a atracação de navios post panamax, ainda que essa iniciativa tenha de ser entregue a uma empresa estrangeira com tecnologia e suporte financeiro para suportar tamanho empreendimento. Com isso, com certeza, em pouco tempo, seriam triplicados os atuais números da movimentação de cargas no porto santista. Milton Lourenço - Brasil


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Milton Lourenço é presidente da Fiorde Logística Internacional e diretor do Sindicato dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística do Estado de São Paulo (Sindicomis) e da Associação Nacional dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística (ACTC). E-mail: fiorde@fiorde.com.br. Site: www.fiorde.com.br

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Brasil - Movimentação em portos aumenta 2%

Os portos brasileiros movimentaram 490 milhões de toneladas de cargas nos primeiros seis meses deste ano. O volume é 2% maior do que a movimentação de mercadorias no primeiro semestre do ano passado. Deste total, 57,7 milhões de toneladas tiveram como origem ou destino o Porto de Santos, o que representa 11,7% do total operado em todo o País.

















Os dados foram divulgados pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) ontem, durante solenidade de posse do diretor-geral, Adalberto Tokarski, e do diretor Mário Povia, na sede do órgão, em Brasília. O primeiro segue no cargo até 18 de fevereiro de 2018. Já o segundo, que foi reconduzido, permanecerá na função até 18 de fevereiro de 2020.

“Os portos são estruturas fundamentais dentro de qualquer cadeia logística de transporte de carga, seja na movimentação de cabotagem e principalmente na movimentação de longo curso”, destacou Tokarski.

O diretor-geral da Antaq assumiu o cargo com o desafio de destravar investimentos no setor. Isso inclui a implantação de novos terminais privados e ainda os leilões de áreas portuárias que deveriam ter sido realizados no ano passado, mas que foram adiados por decisão do Governo Federal.

“Temos mais de cem pequenas áreas ou galpões mal utilizados ou sem utilização. A Agência está desenvolvendo, conforme previsto na Lei dos Portos, um procedimento licitatório simplificado. Isso permitirá licitarmos estas áreas por prazos menores de cinco ou dez anos e viabilizar novas atividades nos portos e ganho para o porto público”, destacou o executivo.

Tokarski destacou também que a parceria entre a agência reguladora e o Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, “no sentido de agilização dos processos que cada um tem como atribuição legal, evitando dessa forma o retrabalho”.

O diretor-geral da Antaq citou como uma de suas metas a implantação de um medidor de eficiência de gestão portuária. O resultado gerado servirá como ferramenta decisória para as autoridades portuárias, a agência reguladora e o poder concedente. In “A Tribuna” - Brasil

sábado, 19 de março de 2016

Brasil - Porta para o Pacífico, estratégica para Goiás

Porto Seco Centro-Oeste cresceu 9 mil por cento em 10 anos

Paralelamente à retomada da navegação para a exportação de grãos da Região Centro-Oeste, em direção aos portos do Sudeste do País, sob a liderança de Goiás, os governos do Brasil e do Equador discutem a conexão naval e rodoviária entre Manaus e Manta, no Equador, para reduzir o tempo de transporte de produtos, em até 10 dias, em comparação com a via do Canal do Panamá. O eixo multimodal seria estratégico para o aumento substancial das exportações e importações brasileiras para o Equador, Peru e Bolívia, mas o grande foco do Brasil através da criação de uma porta para o Pacífico é a ampliação das relações comerciais com a China, o Japão, a Índia e outras potências asiáticas.

Na esteira deste projeto estruturante para a economia sul-americana, a expectativa de criação do eixo rodo-ferro-naval de oito mil quilômetros entre o Porto Seco Centro-Oeste, em Anápolis, e o Porto de Manta potencializaria a criação de um gigantesco corredor agrícola nas regiões Centro-Oeste e Norte do Brasil e a consolidação da operação comercial da Ferrovia Norte-Sul. Com a aproximação dos mercados asiáticos, através da porta para o Pacífico, Anápolis seria o marco zero de um dos maiores corredores multimodais do mundo.

Estrategicamente localizado no centro geográfico do Brasil, o Porto Seco Centro-Oeste cresceu 9 mil por cento em 10 anos e ganhará mais competitividade com a abertura de uma porta para o Pacífico, passo decisivo para consolidação da Plataforma Multimodal de Goiás e do Centro de Distribuição de Anápolis, distante de 70 por cento do PIB brasileiro num raio de apenas 1.300 quilômetros.

Com o advento do modal aéreo, através do Aeroporto Internacional de Cargas, cuja pista para operação dos maiores aviões do mundo já está concluída, Anápolis consolidará um competitivo hub logístico multimodal interligado ao entreposto da Zona Franca de Anápolis. Tão importante para o Centro-Oeste quanto para o Norte do Brasil, este projeto estruturante deverá sair do papel com a operação comercial da Ferrovia Norte-Sul.

A expectativa de abertura de uma porta para o Pacífico, assim como a retomada da navegação, é um desafio para a aceleração do desenvolvimento da Região Centro-Oeste e para o crescimento das exportações e importações do Estado de Goiás, conquanto estratégica para a inserção de Anápolis no seleto grupo de cidades globalizadas. Manoel Vanderic – Brasil in “Diário da Manhã”

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Brasil - Portos têm movimentação recorde de cargas em 2015

A movimentação de cargas nos portos brasileiros bateu recorde histórico em 2015, superando 1 bilhão de toneladas pela primeira vez na história. O volume alcançou 1,006 bilhão de toneladas em 2015, 3,9% acima da movimentação de 2014, que totalizou 968,87 milhões de toneladas.

Os dados estão na nova plataforma que reúne informações dos portos do Brasil, chamada WebPortos, lançada pelo ministro da Secretaria de Portos da Presidência da República (SEP), Helder Barbalho, nesta terça-feira, 16/02.
“Estamos muito otimistas com o desempenho dos portos em 2016 e acredito que vamos continuar na linha crescente de volume de carga transportada, como ocorreu em 2015, quando batemos recorde, ultrapassando a marca de 1 bilhão de toneladas movimentadas em nossos portos”, concluiu o ministro.

Desenvolvida em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina, o novo sistema consolida as informações sobre os portos brasileiros oriundas de diversas fontes, como Antaq, IBGE, Companhias Docas, entre outras.

“Nossa intenção é continuar agregando mais informações e fazendo aprimoramentos em nosso sistema para que o WebPortos seja uma referência em termos de transparência, com acesso pleno, atualizações permanentes e dados seguros, tudo para orientar a tomada de decisão de investimento”, explicou o ministro durante a solenidade de lançamento da plataforma.

O novo sistema já está aberto para consultas e o link está disponível na página da Secretaria de Portos na internet – www.portosdobrasil.gov.br.

Os dados de 2015 no WebPortos, por exemplo, mostram que a maior parte da carga movimentada, com uma parcela de 62,75%, foi de granel sólido. Em seguida, por participação, vieram granel líquido (22,37%), contêiner (9,87%) e carga solta (5,01%). Por tipo de carga específica, o destaque foi o minério de ferro com 364 milhões de toneladas movimentadas em 2015, com crescimento de 5,35% em 12 meses.

O WebPortos também permite ver que 64,58% do comércio exterior realizado por meio de portos no ano passado foi por terminais de uso privado, construídos e explorados diretamente por empresas, com autorização do Poder Público.


O sistema mostra dados de portos públicos, Companhias Docas e terminais privados, como localização e movimentação. A informação sobre carga movimentada pode ser pesquisada por resultado mensal, anual ou acumulado até determinado mês por ano desde 2010. Os dados também podem ser classificados por importação, exportação ou soma de comércio exterior. Há ainda rankings por portos ou por produtos. In “Secretaria de Portos” - Brasil


sábado, 13 de fevereiro de 2016

Brasil - Porto de Santos: 124 anos

SÃO PAULO – No dia 2 de fevereiro, completaram-se 124 anos da criação do porto de Santos, embora a primeira presença de navios na barra e no canal do estuário da antiga vila seja hoje informação perdida no tempo. Comemora-se essa data porque foi em 1892 que atracou o vapor Nasmyth, da armadora inglesa Lamport & Holt, no primeiro trecho de cais com 260 metros lineares construído no lugar dos velhos trapiches no local então conhecido como Porto do Bispo, na região onde hoje se localiza o Centro da cidade.

Foi esse, a rigor, o primeiro grande esforço do poder público para se construir um complexo marítimo que pudesse permitir o escoamento da produção nacional, embora não se possa deixar de reconhecer que pelo menos desde o século XVIII, ao tempo do Brasil colônia, vários governantes paulistas tenham se empenhado, com o apoio da comunidade, em encetar obras que pudessem superar a precariedade do caminho entre São Paulo e Santos.

E, assim, deixasse o porto santista de ser exclusivamente de cabotagem, passando a receber navios que viessem em direitura de Lisboa, o que se deu a partir de 1789, já que antes as transações com a metrópole eram feitas por intermédio do Rio de Janeiro, com grande perda de tempo e despesas que aumentavam o preço das mercadorias.

Mais de um século passado, ainda é esse o grande desafio do porto de Santos: preparar-se para continuar a desempenhar a nobre função de promover o desenvolvimento do Brasil, já que 27,3% do comércio internacional do País passaram em 2015 por suas margens. É de se ressaltar que, no ano passado, 119,9 milhões de toneladas de carga foram movimentadas no porto, o que representou não só um aumento de 7,7% em relação a 2014 como o maior volume de todos os tempos, impulsionado pela significativa alta de 14,4% nas operações de exportação, com forte influência dos embarques de açúcar, do chamado complexo soja (grãos e farelo) e de milho. Um resultado acima do esperado, levando-se em conta o momento crítico que vive o País.

Para 2016, a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) espera uma movimentação um pouco menor, ou seja, 119,6 milhões de toneladas, mas é provável que essa projeção seja superada, já que as exportações de soja tendem a crescer, a carga conteinerizada, que em 2015 chegou a 3,7 milhões de TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), deverá manter-se no mesmo nível e a carga geral alcançar 4,4 milhões de toneladas, impulsionada pela recuperação da celulose e pelo crescimento das vendas de veículos para o exterior. Aguarda-se também uma retomada das importações, que, em 2015, acusaram queda de 6,4%.

Com o recente arrendamento de três terminais, espera-se, por fim, que a modernização dessas instalações propicie índices de produtividade cada vez maiores, atraindo mais cargas de celulose e de granéis sólidos vegetais. Isso, obviamente, deverá se refletir no aumento da arrecadação da Codesp que, dessa maneira, terá maiores condições para investir na melhoria da infraestrutura portuária. Milton Lourenço – Brasil


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Milton Lourenço é presidente da Fiorde Logística Internacional e diretor do Sindicato dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística do Estado de São Paulo (Sindicomis) e da Associação Nacional dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística (ACTC). E-mail: fiorde@fiorde.com.br. Site: www.fiorde.com.br

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Brasil – Carga aérea mais optimista em 2016

Desde o início da crise econômica mundial em 2008, o tráfego de carga aérea mundial teve uma média de crescimento de apenas 1,7% ao ano até 2013. De forma positiva, o tráfego de carga aérea mundial voltou a crescer em 2014, registrando uma alta de 4,4%. As previsões para 2015 eram de um crescimento sustentado, e as previsões eram que se manteria em 2016.

De acordo com Natan Machado de Campos Neto, gerente de Prospecção e Fidelização da Infraero, assim como em diversos setores da economia, o ano de 2015 foi de retração na tonelagem de carga transportada pelo modal aéreo. “A desaceleração econômica afetou principalmente o movimento de cargas domésticas e de importação. Na Rede Teca, a redução total, considerando todos os segmentos, foi de 23% em comparação com os números de 2014”, explica.

A participação das principiais empresas na quantidade de carga transportada no mercado internacional no ano passado, mostrou um resultado desacelerado. “Nos importadores de maior volume, a redução de movimentação foi mais evidente. Foram constatados, em alguns momentos, picos de desaceleração nestes clientes”.

No Brasil, segundo um estudo da Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas), mesmo com a facilidade que o setor aéreo representa para o transporte em um país com a dimensão territorial, a logística de cargas por avião ainda é pouco aproveitada. Menos de 20% da capacidade (em peso) para transporte de cargas nas aeronaves é utilizada. E as previsões são tímidas: estima-se que o modal aéreo doméstico cresça 58% até 2020, enquanto o transporte de passageiros irá dobrar de quantidade.

Na demanda de transporte aéreo de carga no mundo, os números até novembro de 2015 mostraram uma queda de 1,2%. O que para Adalberto Febeliano, vice-presidente de Marketing da Modern Logistics, não impacta em seus serviços, já que seu foco principal é no transporte doméstico de carga. “Não esperamos muito reflexo da situação internacional no mercado interno, pelo menos nos primeiros anos. Como, segundo a CNT, somente 0,4% do total de cargas no país é transportada no modal aéreo, contra 2% a 3% em países de dimensões geográficas comparáveis, como Canadá e Austrália, acreditamos que existe um vasto potencial de mercado a ser explorado no Brasil”.

Nesse sentido, o gerente de Prospecção e Fidelização da Infraero ressalta o constante trabalho da companhia na promoção da eficiência logística junto aos importadores e toda a cadeia logística. “Este trabalho, iniciado há mais de uma década, permite que as empresas do setor otimizem seus custos tanto financeiros como de tempo, sendo que a cobertura do setor também foi ampliada ao longo dos anos”.

De acordo com Neto, no âmbito do transporte de carga doméstica entre aeroportos dentro do Brasil, as tratativas ocorrem junto às companhias aéreas, que detêm a maior parte desse segmento. “No entanto, em um país predominantemente rodoviário como o Brasil, sabemos que essa é uma tarefa complexa e que inclui ações de vários setores, tanto em âmbito público quanto privado”, disse.

Infraestrutura

O setor vem debatendo as demandas de infraestrutura logística, políticas de preços, segurança e operação. Os novos equipamentos de inspeção por raios x do Teca (Terminal de Carga) do Aeroporto de Fortaleza/CE (Pinto Martins), por exemplo, representa um avanço. O setor vem trabalhando para atender regulamentações nacionais e internacionais, e isso eleva o nível de segurança para esse tipo de transporte. Para somar aos avanços em segurança, o setor espera que medidas de incentivo sejam aplicadas em breve.

Para Neto, esse é um reflexo do trabalho que já vem sendo realizado trabalho junto aos órgãos anuentes com o objetivo de obter e manter as certificações necessárias para o processamento eficiente de cargas. “Um exemplo é a Autorização de Funcionamento emitida pela Anvisa, que trata do processamento de mercadorias destinadas para o consumo humano como medicamentos e produtos médicos. Na esfera do atendimento aos clientes, a Infraero vem aprimorando ferramentas que permitem aos importadores ter maior visibilidade e previsibilidade sobre o andamento de seus processos logísticos, como o envio regular e constante de relatórios e a oferta de assessorias personalizadas, construídas de acordo com as necessidades do mercado”, explica.

Para o vice-presidente de Marketing da Modern Logistics, a política de concessões na infraestrutura aeroportuária trouxe mais modernidade e flexibilidade ao setor, com resultados bastante interessantes, porém ressalta: “Para que o transporte aéreo se faça cada vez mais presente nas cadeias produtivas, é preciso que os custos operacionais impostos às empresas aéreas sejam reduzidos, em particular o custo do combustível, no Brasil, continua a ser dos mais altos do mundo, apesar da forte queda nos preços internacionais do petróleo”.

Além disso, ele ressalta a burocracia como outro fator que embarrera o setor, não muito diferente de outros. “O país todo sofre com a burocracia; não há setor imune a ela. No caso do transporte aéreo, em particular, a necessidade de certificação prévia da empresa e de suas operações aéreas acrescenta uma pesada barreira ao processo”.

De acordo com ele, de todas as áreas envolvidas com o transporte de mercadorias, a questão fiscal é, certamente onde há mais burocracia. “É onde há mais incongruências de procedimentos e, principalmente, onde mais onera o processo produtivo das transportadoras, sejam rodoviárias, ferroviárias, aquaviárias ou aéreas. É nesse ponto onde devem ser buscados ganhos importantes de produtividade, com a simplificação radical de procedimentos”, completa.

A Abear também vem trabalhando junto a órgãos nacionais e internacionais e operadores aeroportuários em um projeto chamado Secure Freight (Carga Segura). O objetivo é garantir que todo o processo logístico seja controlado, desde o exportador-fabricante até o produto chegar à aeronave. Na prática, a carga passará por uma cadeia segura antes de chegar ao aeroporto. Isso dispensa a necessidade de inspeção no terminal e gera eficiência e redução de custos. É o conceito mais moderno do mundo no que diz respeito ao transporte de carga pelo setor aéreo.

De acordo com a Infraero, com foco no aumento da demanda por serviços logísticos no país e na tendência de crescimento do comércio internacional, a empresa mantém um extenso e contínuo plano de investimentos para sua rede de terminais de logística de carga. Para o período 2014-2018, a empresa estima investir cerca de R$ 310 milhões a serem utilizados em construção, reforma, ampliação, adequação e modernização de seus complexos logísticos, bem como na aquisição de novos equipamentos operacionais para movimentação e armazenagem de cargas.

Perspectivas

Embora a taxa de crescimento anual tenha caído e as perspectivas da economia global permaneçam frágeis, partes da Ásia-Pacífico estão crescendo novamente e as encomendas de exportação estão melhorando. Nesse sentido, Febeliano diz que com o início das operações aéreas previsto para o final do primeiro trimestre, a previsão é de muito otimismo para esse ano. “Vemos 2016 como um ano em que teremos dificuldades em alguns setores mas com o início da retomada de crescimento em outros”.

As perspectivas para 2016, de acordo com ele, envolvem trabalhar na busca de mais eficiência e produtividade, “para auxiliar os setores que ainda enfrentarão dificuldades em seus ajustes, necessários ao novo cenário econômico, e na oferta de mais flexibilidade e velocidade de resposta, para aqueles setores que já retomarão sua trajetória de desenvolvimento, e que, portanto demandarão serviços que permitam a conquista de novos mercados”.

Para Neto, os planos são em ampliar suas parcerias com o setor privado para expandir a capacidade de processamento e atendimento da Rede Teca, buscando acelerar o desenvolvimento da infraestrutura já disponibilizada por seus complexos. “Vale destacar também que, nos últimos anos, foram realizados investimentos em alguns dos maiores terminais da Infraero, como a ampliação do Teca de Curitiba e a implantação de um novo transelevador em Manaus”.

Para esse ano, destaca ainda, que a expectativa é iniciar uma nova fase de ampliação da infraestrutura de logística de carga na Rede Teca por meio de parcerias com a iniciativa privada, com medidas como a concessão de áreas para implantação de centros logísticos, assim como para o aprimoramento das áreas em geral. “Estamos trabalhando também na ampliação do leque de oportunidades de negócios em nossos aeroportos, principalmente na integração multimodal e intermodal”. Kamila Donato – Brasil in “Guia Marítimo”

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Brasil – Movimento de cargas no Porto de Santos cresceu 7,9% em 2015 sustentado pelas exportações

O crescimento foi determinado, principalmente, pelas exportações de commodities agrícolas

A movimentação de cargas no Porto de Santos em 2015 superou todas as expectativas, atingindo 119,931 milhões, um crescimento de 7,9%, impulsionado pela significativa alta de 14,4% nas operações de exportação, com forte influência dos embarques de açúcar, do chamado complexo soja (grãos e farelo) e de milho, respectivamente. As importações acusaram queda de 6,4%.

“Com participação sobre o movimento geral da ordem de 73,0%, as cargas de exportações operadas no complexo santista garantiram o desempenho positivo”, explica o presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), Alex Oliva. “Crescemos, inclusive, acima do esperado”, comemora, explicando que no início de 2015, a previsão apontava para 114 milhões de toneladas. “O verificado de fato ampliou essa estimativa em cerca de 5 milhões de toneladas”, destaca o presidente, comentando que junto a essa marca, cresce também a importância do comprometimento da Autoridade Portuária em garantir as condições mais favoráveis possíveis para a operação e escoamento dessa demanda.

O açúcar que detém a posição de carga mais movimentada atingiu em 2015 um total de 18,185 milhões de toneladas, superando em 5,3% as operações no ano anterior. Na sequência, os embarques de grãos e farelo que compõem o complexo soja chegaram a 17,772 milhões de toneladas e crescimento de 7,9%. Com 15,786 milhões de toneladas, despontaram os embarques de milho, com elevado crescimento de 76%. Destacaram-se, também, os embarques de álcool, que atingiram 1,651 milhão de toneladas, 39,7% acima do volume registrado em 2014 (1,181 milhão de toneladas) e café em grãos com crescimento de 6,3%, saindo de 1,510 milhão de toneladas em 2014 para 1,605 milhão de toneladas em 2015.

O presidente da Codesp destacou que as elevadas marcas de movimentação dessas commodities agrícolas, demandam muito da infraestrutura portuária, notadamente as vias de acesso internas do porto, bem como uma programação muito ajustada no agendamento de chegada realizado em conjunto com os terminais.

Já nas importações, a queda resultou do declínio na operação de sete dentre as dez carga de maior movimentação nesse fluxo, com destaque para o decréscimo de 30% nas importações de adubo, a carga de maior participação nas descargas.

Quanto às operações de contêineres, o ano registrou um incremento de 5,5%, alcançando 41,196 milhões de toneladas, representando um incremento de 2,6% em teu (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés).

A consignação média (média da tonelagem embarcada por navio) das cargas movimentadas no complexo santista teve aumento de 8,7%, significando maior produtividade, pois enquanto a tonelagem cresceu 7,9% o número de navios reduziu 0,7%, refletindo em mais cargas movimentadas em uma quantidade menor de navios.

Balança Comercial - Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Industria e Comércio Exterior (MDIC), a participação do Porto de Santos na Corrente de Comércio brasileira em 2015 foi de 27,3% (US$ 99,0 bilhões), enquanto em 2014 chegou a 25,6% (US$ 116,1 bilhões). O total Brasil em 2015 atingiu US$ 362,6 bilhões e em 2014 chegou a US$ 454,2 bilhões. Nas exportações a participação de Santos somou 26,5% (US$ 40,8 bilhões), contra 25,6% em 2014 (US$ 57,7 bilhões). Já nas importações foi de 28,2% (US$ 48,3 bilhões), contra 25,5% em 2014 (US$ 58,4 bilhões). O Brasil atingiu US$ 191,1 bilhões nas exportações em 2015 (em 2014 foram US$ 225,1 bilhões) e US$ 171,4 bilhões nas importações no ano passado (em 2014 esse fluxo atingiu US$ 229,1 bilhões).

Cerca de 13,9% dos embarques efetuados em Santos tiveram como destino a China, 13,2% os Estados Unidos e 6,0% a Argentina. Já as descargas tiveram como proveniência a China, com 21,2%, os Estados Unidos, com 16,0% e a Alemanha, com 9,4%.

Na exportação as 3 cargas mais movimentadas quanto ao valor foram a soja (China, Tailândia e Coréia do Sul), o café em grãos (Estados Unidos, Alemanha e Itália) e o açúcar (China, Bangladesh e Índia). Na importação ganharam destaque, inseticidas (Estados Unidos, Bélgica e França), caixas de marchas (Japão, Coréia do Sul e Indonésia) e fungicidas (França, Reino Unido e Estados Unidos).

Movimento do mês de dezembro - O Porto de Santos estabeleceu em 2015 novo recorde para o mês de dezembro, atingindo 10,116 milhões de toneladas, contra 9,022 milhões de toneladas em 2014, um crescimento de 12,1%. As exportações totalizaram 7,878 milhões de toneladas, ficando 30,6% acima do mesmo período de 2014 (6,031 milhões de toneladas). Já as importações somaram 2,237 milhões de toneladas, ficando 25,2% abaixo do verificado no mesmo período de 2014 (2,991 milhões de toneladas).

Destacam-se entre os embarques o milho (2,662 milhões de toneladas), com aumento de 103,3%; o açúcar (1,754 milhão de toneladas), com crescimento de 17,6%; e o farelo (401,001 mil toneladas), que aumentou 62,2%. Nas importações o adubo apresentou queda de 31,7%, o carvão de 100,0% e o enxofre de 7,7%.

A carga conteinerizada, em tonelagem, apresentou queda de 5,5%, somando 3,279 milhões de toneladas, contra 3,470 milhões de toneladas em dezembro de 2014. Em teu o movimento de contêineres reduziu em 7,7%. A quantidade de navios atingiu 438, menos 1,1% da quantidade verificada no mesmo mês de 2014 (443 embarcações). In “Porto de Santos” - Brasil


sábado, 9 de janeiro de 2016

Argélia – Investimento de três mil milhões num novo porto

A Argélia anunciou que vai investir 3,3 mil milhões dólares (3 069 milhões de euros) na construção de um porto em El Hamdania, perto da cidade de Cherchell.

Citado pela agência de notícias “ANSAmed”, o primeiro-ministro argelino, Abdelmalek Sellal, afirmou tratar-se “do maior projecto de infra-estruturas desde a independência” do país da França, há 54 anos.

O projecto, que terá, segundo a comunicação social da Argélia, concurso aberto em breve, terá duas fases de desenvolvimento e será uma parceria público-privada aberta à participação estrangeira. O porto terá 23 cais e capacidade para movimentar 25,7 milhões de toneladas de carga.

Devendo ocupar uma área de mais de 2 000 hectares a menos de 100 km da capital Argel, o novo porto localizar-se-á numa baía naturalmente protegida com fundos de -20 metros.

Actualmente, a Argélia tem uma capacidade de movimentação de carga de apenas 10,5 milhões de toneladas, dividida entre os portos de Argel e Ténès. In “Transportes & Negócios” - Portugal

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Brasil – Porto de Vitória tem crescimento de 22,5% nas cargas

O volume de cargas nos terminais do Porto de Vitória registraram crescimento de 22,5% no primeiro semestre deste ano, em comparação com o mesmo período de 2013. Foram 3,4 milhões de toneladas em 2014 contra 2,7 milhões no semestre anterior.

Entre as principais cargas movimentadas estão veículos, rochas ornamentais e graneis sólidos. Segundo o substituto da Superintendência Geral, Enildo Moreira, o incremento computado superou as expectativas da companhia. “A projeção da Codesa é fechar o ano com movimentação de volume superior a seis milhões de toneladas”, diz. Para 2015, a projeção é de um crescimento de 10% na movimentação de cargas. “Com a finalização das obras de dragagem e derrocagem, previstas para dezembro deste ano, o porto passará a receber navios com carga completa, eliminando um dos gargalos do Porto de Vitória”, acrescentou.

Por conta da conclusão das obras de contenção e ampliação do Cais Comercial de Vitória no ano passado, houve um aumento considerável de embarque e desembarque de cargas nos Berços 101 e 102. Além disso, o Cais passou a contar com uma considerável área de estocagem de mercadoria.

Além do aumento do volume de cargas nos terminais do porto e a partir do incremento da exploração de petróleo e gás na costa do sudeste, também houve aumento na utilização dos berços do porto pelas embarcações de apoio offshore, que fazem o transporte de carga e pessoal até as plataformas marítimas. Atualmente, 60% da movimentação de navios (cerca de 2.500 embarcações-ano) que operam no porto capixaba estão voltados para a indústria do petróleo. In “Guia Marítimo” - Brasil