Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
Mostrar mensagens com a etiqueta Mostra. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Mostra. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 2 de setembro de 2025

UCCLA - Inauguração da exposição “Laboratório do Atlântico - Arte Contemporânea de São Tomé e Príncipe”

Vai ter lugar no dia 11 de setembro, às 17h30, a inauguração da exposição “Laboratório do Atlântico - Arte Contemporânea de São Tomé e Príncipe” na galeria de exposições da UCCLA.


Para assinalar o momento, decorrerá uma palestra no auditório, que contará com a intervenção de Esterline Gonçalves Género (Embaixador de São Tomé e Príncipe em Portugal e embaixador permanente junto da CPLP), Luís Álvaro Campos Ferreira (Secretário-Geral da UCCLA), Isabel Castro Henriques (historiadora) e João Carlos Silva (curador e presidente da Roça Mundo).

A proposta curatorial - por João Carlos Silva e Ricardo Barbosa Vicente - pretende revelar a riqueza e a complexidade da produção artística ligada ao arquipélago, destacando São Tomé e Príncipe como um autêntico entreposto de artes e um laboratório de criação artística.

O território tem sido, ao longo dos tempos, um ponto de confluência de culturas, onde influências diversas se cruzam, se reinventam e se traduzem em expressões visuais únicas. Assim, a exposição não se limitará à obra de artistas santomenses, mas incluirá também aqueles que, ao passarem por São Tomé e Príncipe, incorporam a fusão cultural e contribuem para a contínua construção da sua identidade criativa.

A mostra pretende estabelecer um diálogo profundo entre passado, presente e futuro, celebrando a herança histórica e cultural do país enquanto projeta novas perspetivas e narrativas. A seleção de artistas procura evidenciar a diversidade de linguagens e abordagens artísticas que vão da pintura à fotografia, do vídeo à instalação, permitindo ao público uma experiência sensorial e imersiva.

A exposição reunirá obras dos seguintes artistas: Adilson Castro, Amadeo Carvalho, Conceição Lima, Daniel Blaufuks, Dário Pequeno Paraíso, Eduardo Malé, Emerson Quinda, Geane Castro, Inês Gonçalves, Ismael Sequeira, Ivanick Lopandza, Janik Santos, José Chambel, Kwame Sousa, Mafalda Santos, Mariana Maia Rocha, Marilene Mandinga, Miguel Ribeiro, Nuno Prazeres, Olavo Amado, Preta (Roxana Perreira), René Tavares, Valdemar Dória e Yuran Henrique.

Este tecido artístico, composto por criadores locais e internacionais inspirados pela cultura santomense, traduz a multiplicidade de perspetivas que orbitam em torno do arquipélago e da sua diáspora.

As técnicas utilizadas nesta mostra são: desenho, fotografia, instalação, instalação sonora, pintura e vídeo-instalação.

A entrada é livre.

A exposição poderá ser visitada até ao dia 11 de dezembro de 2025, de segunda a sexta-feira, das 10 às 13 horas e das 14 às 18 horas.

Parceiros da exposição “Laboratório do Atlântico - Arte Contemporânea de São Tomé e Príncipe”:

Organização: UCCLA e Camões I.P.;

Parceiros: Roça Mundo, Embaixada de São Tomé e Príncipe em Portugal, Câmara Municipal de Lisboa, Comemorações Oficiais dos 50 anos da Independência de São Tomé e Príncipe e governo santomense;

Apoio: DGArtes, Fundação Calouste Gulbenkian, Câmara Municipal de Loulé, Câmara Municipal do Porto, Atelie M, Coletivo Multimédia Perve, Galeria Vera Cortês, Innovarisk, Mén Non, MOVART e This is Not a White Cube;

Media Partner: RTP, jornal Téla Nón e CST.



quinta-feira, 31 de agosto de 2023

França - Paris homenageia Natália Correia

Uma exposição com obras de artistas plásticos que dialogam com a obra literária de Natália Correia (1923-1993), enriquecendo o contexto histórico e estético da poetisa e deputada, vai ser inaugurada a 8 de setembro, em Paris


Intitulada “Natália Correia – Confissão poética em torno de Mulher Atlante”, a mostra de artes plásticas com cerca de 30 autores terá lugar na Casa de Portugal – André de Gouveia, da Cité Internationale Universitaire de Paris – Fundação Calouste Gulbenkian em França.

Mário Cesariny, Agostinho Gonçalves, Cruzeiro Seixas, Fernando Lemos, Isabel Meyrelles, Matilde Marçal, João Rodrigues, José Escada, Júlio Resende, Margarida Madruga, Eduardo Gageiro, Benjamim Marques, Raul Perez, Mário-Henrique Leiria e Borderlovers são alguns dos criadores representados, segundo um comunicado da organização.

Trata-se de uma iniciativa enquadrada no centenário do nascimento de Natália Correia, escritora portuguesa nascida no arquipélago dos Açores que foi deputada à Assembleia da República, destacando-se pela intervenção política nas áreas da cultura, na defesa dos direitos humanos e dos direitos das mulheres.

A iniciativa, comissariada por Rui A. Pereira, tem como objetivo evocar a vida e obra da pensadora, o seu universo criativo e os caminhos artísticos que estimulou, segundo a organização, a cargo de Carlos Cabral Nunes, da Perve Galeria.

No texto de introdução ao catálogo da exposição, o comissário refere que as memórias de infância e adolescência marcaram Natália Correia: “Ter vivido nos Açores até aos seus 16 anos, com a circunstância de, desde muito cedo, ter um pai ausente; assumir que a presença materna junto de si foi basilar na construção da sua consciência no Feminino; viver o ‘espanto’ permanente em contiguidade com a presença da imensidão do mar foram, certamente, fatores determinantes na formação da sua personalidade”.

A observação das sucessões de marés inspirou “visões de encanto e reverência tão bem celebradas por ela [Natália Correia] e muitos outros criadores, os poetas, pintores…”.

A Casa de Portugal organizará ainda um ciclo de eventos no âmbito desta comemoração do centenário, nomeadamente um colóquio internacional em parceria com as Universidades de Paris Sorbonne, Paris Nanterre, Paris 8, Universidades Nova de Lisboa e de Göttinghem, nomeadamente com a Cátedra Almada Negreiros.

Marcada para dia 08 de setembro, às 18:00, a exposição ficará patente até 28 de outubro.

Durante esta iniciativa decorrerá a pré-estreia internacional do filme “O aplaudido dramaturgo curado pelas pílulas pink”, conto de Natália Correia adaptado para cinema pela Marginal Filmes, com realização de Jo Monteiro. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


terça-feira, 15 de novembro de 2022

Macau - Chá Gordo de Natal apresenta 40 pratos

Será a terceira mostra do Chá Gordo macaense, mas também a última deste ano. A Associação dos Macaenses preparou um “Natal antecipado”, no dia 26 de Novembro, que vai contar com mais de 40 pratos, para dar a conhecer aquela que é uma das mais apreciadas tradições da cultura macaense e também cada vez mais rara


A Associação dos Macaenses (ADM) vai organizar a terceira e última edição deste ano do Chá Gordo macaense. “Esta mostra terá como tema o Natal, permitindo aos participantes experimentar não só a verdadeira consoada macaense – a refeição do dia 24 de Dezembro, mas também o jantar típico do Dia de Natal, um dos mais importantes celebrados pelas famílias macaenses”, indica a associação em comunicado.

A mostra está agendada para o sábado dia 26 de Novembro, das 17h30 às 20h30, na sede da associação. Os cerca de 40 pratos tradicionais serão preparados pelos chefs Marina de Senna Fernandes, Armando Sales Richie, Florita Alves, Gito de Jesus, Joyce Barros, Ivone Nogueira, Mena Pacheco Silva, Mário Novo, Paula Borges, Ivone de Senna Fernandes e Wilma Marques.

A ADM abre o apetite aos curiosos. “Com a sopa lacassá, marisco e peixe abrimos a ceia, representando a Consoada típica. Segue-se depois o jantar de Natal, com pratos conhecidos como o peru e o lombo assado, a perna de carneiro e o bacalhau, mas também os tradicionais de cabidela, o caril de badana e o ‘diabo’ – um guisado que, em rigor, era servido uma semana após as festas, com base nas sobras das refeições festivas anteriores. Não obstante, nesta mostra, o diabo será também servido, tendo em conta essa tradição”, pode ler-se.

A mostra vai permitir observar não só a influência portuguesa na ceia de Natal, como também a inglesa, “devido à comunidade macaense em Xangai e Hong Kong” – especialmente no que toca às sobremesas. A associação explica que serão preparadas mais de uma dezena de sobremesas para encerrar este “Natal antecipado”, além de que todos os participantes receberão uma lembrança.

As inscrições estão abertas, no entanto, a ADM alerta que os lugares são limitados. Os bilhetes custam entre 280 e 330 patacas para adultos e 150 patacas para crianças dos três aos onze anos.

O Chá Gordo é uma tradição macaense centenária, que acontecia principalmente nas casas típicas das antigas famílias macaenses, normalmente para celebrar feriados católicos, como a Páscoa e o Natal, mas também datas comemorativas como casamentos, aniversários e baptizados.

Na nota enviada às redacções, a ADM explica que o Chá Gordo se popularizou por ser uma refeição volante, onde as pessoas se movimentavam num ambiente descontraído. Além disso, na sua base “está a arte de bem receber e da hospitalidade e, apesar do conceito familiar deste convívio, a indumentária é algo importante” – tradicionalmente, “os convidados apareciam vestidos a rigor para petiscar numa mesa farta e variada, também decorada de forma aprumada”.

Sendo uma das mais apreciadas tradições da cultura macaense, o Chá Gordo tornou-se cada vez mais raro, “sendo, nos dias de hoje, organizado tipicamente sob forma de mostras, para manter viva a memória dos velhos tempos”, refere a organização. Catarina Pereira – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”



segunda-feira, 10 de outubro de 2022

Macau - Mostra de vidro “sino-lusófona” conta com obras de Cristina Vinhas

Naquele que foi declarado o Ano Internacional do Vidro pelas Nações Unidas, a artista Meng Shu fez a curadoria de uma mostra de obras em vidro que está patente no espaço “Fantasia 10”, no Bairro de São Lázaro, durante o mês de Outubro. Cristina Vinhas, que representa Portugal, apresenta duas peças. à Tribuna de Macau sublinhou que este tipo de intercâmbio é uma experiência enriquecedora. Já Amélia António salientou a importância de a Casa de Portugal estar representada na exposição, apontando que “cada vez mais é imprescindível que artistas de um lado e do outro se conheçam mais” 


Oito artistas, uns de Macau, outros da China continental, uma de Portugal. Em comum: a arte de trabalhar com o vidro. Assim surge a exposição “Dazzling Glow: Macao International Glass Art Invitational Exhibition”, pelas mãos de Meng Shu, curadora da mostra, artista e directora de arte da “10 Fantasia”, incubadora de indústrias criativas situada no Bairro de São Lázaro.

Meng Shu sublinhou o esforço das “duas gerações” de artistas que trabalham o vidro para ajudarem a concretizar a exposição, tendo em conta as “vantagens únicas” de Macau. “O primeiro passo é sempre o mais difícil. E este esforço vai certamente dar origem a mais intercâmbios sobre a arte do vidro em Macau no futuro”, afirmou.

Além da exposição de arte – que está patente ao público até 30 de Outubro – o intercâmbio contempla ainda demonstrações de técnicas tradicionais de artesanato em vidro, troca de conhecimentos académicos e oficinas de arte com este material. Esta troca de experiências é uma mais-valia, sublinhou Cristina Vinhas, formadora na Escola de Artes e Ofícios da Casa de Portugal, e cujas obras estão a ser apresentadas nesta iniciativa.

“Só temos a ganhar com esta troca de experiências. Devia haver mais intercâmbios. Há aqui coisas fantásticas, as quais estou super interessada em vir a aprender com estes artistas que vieram agora da China. São coisas que posso adaptar também à minha joalharia, porque essa é a minha área base. Há técnicas que depois posso ajustar. É uma grande aprendizagem”, afirmou Cristina Vinhas ao Jornal Tribuna de Macau. Naquele que foi declarado o Ano Internacional do Vidro pelas Nações Unidas, a artista disse estar “super feliz” por ter recebido o convite para integrar a mostra.

Com duas peças expostas, Cristina Vinhas afirmou estar contente com o resultado final e contou que numa delas utilizou uma técnica nova. “Tenho uma peça inspirada no fundo do mar – que continua sempre a inspirar-me – e é uma peça em que usei uma técnica nova, que é fundir o vidro dentro de um molde aberto. Foi a primeira vez que fiz e resultou super bem, estou muito feliz com o resultado. A outra é um método tradicional de fusão de vidro, que é vidro em pó e que depois é transformado ou dobrado para a forma de taça. São duas peças diferentes, mas acho que as duas são muito bonitas”, explicou, acrescentando que há uma variedade de obras apresentadas por outros artistas na exposição que valem a pena ser vistas.


A presidente da Casa de Portugal frisou que não só é “muito importante” ter o trabalho da artista portuguesa ali representado, como também a Casa de Portugal participar no evento. “Cada vez mais é imprescindível que artistas de um lado e do outro se conheçam mais, promovam os trabalhos quer em Macau quer na China, e que o covid permita um intercâmbio maior. Esse intercâmbio só se pode realizar se houver conhecimento mútuo […] e isso é extremamente importante para que se desenvolva um entendimento cada vez mais harmonioso, conforme é tradição de Macau”, começou por dizer a este jornal.

Amélia António disse, neste sentido, que é “fundamental” criar mais iniciativas do género. “Muitas vezes, as pessoas pensam que pelas dificuldades da língua, ou outras, vivem um bocadinho em mundos separados, e já houve tempos em que não foi tanto assim, mas depois desenvolveu-se um bocadinho este espírito de cada um fazer as suas coisas, e que foi de certa maneira estimulado por algumas entidades, mas nós nunca apoiámos esse tipo de atitudes, por isso as nossas actividades sempre estiveram abertas a toda a comunidade”, prosseguiu.

O entendimento de Amélia António é de que é na prática que as pessoas se aproximam mais e é através do conhecimento, da experiência artística e da troca de ideias que se percebe melhor a outra cultura: “E isso é a raiz do segredo de Macau. Sem esse desenvolvimento, dificilmente Macau continuará a ser a tal ponte e espaço de fusão de culturas, onde as coisas se encontram e fazem eventualmente nascer mais ideias e mais criações”.

Amélia António concluiu dizendo que a Casa de Portugal está “aberta” a mais colaborações do género e sempre fez “um grande esforço” para chegar a diferentes comunidades, o qual “nem sempre foi reconhecido”.

Além das obras de Cristina Vinhas, a mostra de obras em vidro conta ainda com trabalhos da própria curadora, Meng Shu, e de Chi-son Chang, que representam Macau; assim como dos artistas do Continente Li Huitong, Ren Bo, Zhao Tingting, Jiang Guimei e Hunag Ji. Catarina Pereira – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”





quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

Portugal - Universo poético de Florbela Espanca atrai investigadores a Vila Viçosa



Na vila alentejana de Vila Viçosa, ergue-se o busto de Florbela Espanca (1894-1930), um dos mais reconhecidos ‘filhos da terra’. A poetiza dá também nome ao cineteatro e a biblioteca, assim como à rua onde está uma casa onde viveu.

É nessa casa, com sinais de degradação, que se projeta construir uma casa-museu para divulgar ao público o espólio de Florbela Espanca.

Na fachada há uma placa com o texto “Nesta casa viveu Florbela Espanca”, uma caricatura da poetisa e, abaixo dela, o conhecido verso “E é amar-te, assim, perdidamente…“

“Existe um carinho muito grande” por Florbela na sua “terra natal”, diz à agência Lusa Noémia Serrano, vice-presidente do Grupo Amigos de Vila Viçosa, que detém um “espólio valioso” com “cerca de 100 peças” da poetisa, legado pelo seu terceiro e último marido, Mário Lage.

No país, “penso que o nosso espólio é o segundo, em termos de riqueza”, destaca, indicando que “o primeiro está na Biblioteca Nacional, em Lisboa”, e que, em Matosinhos, onde Florbela viveu os seus últimos anos e onde morreu, “também existe alguma coisa”.

O nome da poetisa, que funciona como “chamariz” turístico local, “quebra” as “fronteiras” do concelho alentejano e mesmo do país e atrai investigadores vindos de longe.

“Florbela Espanca é uma grande poetisa nacional” e tem “um peso fundamental para a cultura nacional e também de Vila Viçosa”, assinala Luís Nascimento, vice-presidente da câmara municipal.

Interessados em consultar o espólio, chegam “muitos mestrandos e doutorandos” de universidades do Brasil, país onde “Florbela é mesmo muito importante”, conta Noémia Serrano.

E investigadores “de Oxford”, em Inglaterra, ou de “S. Francisco”, nos Estados Unidos, e “de várias universidades” nacionais também “rumam” à vila, acrescenta.

Peças do Grupo Amigos de Vila Viçosa e manuscritos do acervo da poetisa pertencentes à Fundação da Casa de Bragança, que foram adquiridos no tempo do então presidente do conselho administrativo e, agora, Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, estão expostos no Paço Ducal de Vila Viçosa, até ao próximo dia 12, numa mostra comemorativa da escritora.

“Temos manuscritos do ‘Dominó Preto’ que foram adquiridos” quando Marcelo Rebelo de Sousa foi “presidente do conselho administrativo da Fundação da Casa de Bragança”, a par de “manuscritos” e do próprio “berço de Florbela”, do Grupo Amigos de Vila Viçosa, conta Tiago Salgueiro, técnico superior do Museu-Biblioteca da Casa de Bragança.



Espólio corre o risco de se perder

Num congresso recente sobre a escritora, investigadores brasileiros visitaram a mostra e “ficaram extremamente emocionados por verem estes materiais” escritos pelo “próprio punho” de Florbela Espanca, relata.

“Isto dá-nos uma ideia daquilo que poderia vir a ser o impacto da casa-museu num futuro próximo. Portanto, o que desejamos é que o projeto se possa vir a concretizar a curto prazo”, diz Tiago Salgueiro, que, como investigador e membro de um grupo de cidadãos, lançou, há uns anos, um abaixo-assinado em defesa da casa-museu e tem identificado coleções particulares com “objetos relacionados com Florbela Espanca”.

Em casas pela vila, descobriu manuscritos, pinturas de João Maria Espanca, pai da escritora, “a banheira onde a Florbela tomou banho” e respetiva “botija de gás” e até “uma escrivaninha que também terá pertencido à família e à própria Florbela”.

“Há um espólio muito considerável que corre o risco de se perder”, alerta, defendendo que a casa-museu “é fundamental” para proteger as peças e reuni-las num “espaço digno”, que permita “a fruição pública” e seja motivo de atração turística.

“Muitos dos proprietários estão disponíveis para fazer esse depósito a longo prazo”, reunindo “todas essas coleções num espaço que, efetivamente, sirva de homenagem à Florbela Espanca e à sua obra literária”, garante Tiago Salgueiro à Lusa, lamentando que o avanço do projeto tenha “sido complicado” porque “não tem existido vontade política”.

A criação da casa-museu “é uma batalha que já tem barbas”, marcada por “muitas dificuldades, tanto por parte da família” detentora da casa, “como por parte da edilidade, que umas vezes tem verba, outras vezes não tem”, afiança Noémia Serrano.

Mas, desta vez, a porta-voz do Grupo Amigos de Vila Viçosa acredita no sucesso das negociações: “Penso que está tudo a conseguir-se para que o objetivo seja atingido” e o grupo “terá todo o gosto em possibilitar a mostra do espólio”.

O vice-presidente da câmara lembrou que “já há alguns anos” que o município contacta com “os proprietários do edifício onde viveu” a poetisa: “Continuamos em conversações, temos em orçamento a rubrica para poder adquirir esse edifício, estamos a aguardar respostas para que essa aquisição possa ser feita”.

A autora do ‘Livro de Mágoas’, ‘Livro de Soror Saudade’, ‘Charneca em Flor’ ou ‘Juvenília’ é considerada uma das mais brilhantes poetisas de língua portuguesa de todos os tempos. Florbela Espanca nasceu em Vila Viçosa, a 08 de dezembro de 1894, e faleceu em Matosinhos, de 07 para 08 de dezembro de 1930, com 36 anos. Foi sepultada naquela localidade, mas os seus restos mortais foram depois trasladados para o cemitério de Vila Viçosa. In “Mundo Português” – Portugal com “Lusa”

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Macau - Fundação Oriente abre Casa Garden às aguarelas e “Estilos Distintos” da região

As aguarelas dos artistas de Macau Lai Leng, Sin In Leong e Lei Vai Wa vão estar patentes na Casa Garden da delegação de Macau da Fundação Oriente a partir de quinta-feira, numa mostra intitulada de “Estilos Distintos”. A técnica da aguarela passou a ocupar um lugar importante na cena artística de Macau, muito devido à influência de pintores que viveram no território, como George Chinnery (1774-1852) e George Vitalievich Smirnoff (1903-1947).

Lai Ieng é director da Associação de Artistas da China, vice-Presidente da Associação de Artistas de Guangdong e chefe da Comissão de Supervisão da Associação de Artistas de Macau. Estudou pintura de aguarela na Associação de Artistas de Macau desde 1970, com Lok Cheong, um pioneiro local desta técnica. Lai já exibiu as suas obras em Macau, Pequim, Portugal, Hong Kong, Taiwan e nos Estados Unidos.

Já Sio In Leong participou em todas as exposições dos membros da Sociedade de Artistas de Macau. Em 1985, ganhou o Prémio de Excelência na Exposição de Jovens Artistas de Macau. Em 1995, ganhou o Prémio de Excelência (Categoria de Pintura Ocidental) na Exposição Coletiva de Artistas de Macau e, em 2005, uma obra sua foi seleccionada como uma das dez melhores da Exposição Anual de Artes Visuais que se realiza também no território. As suas obras fazem parte de colecções do Museu Nacional de Arte da China, em Pequim, do Museu de Arte de Macau, do Instituto Cultural daquele território e ainda da Fundação Macau. Sio é membro da Associação de Artistas da China, e vice-presidente executivo da Associação de Artistas de Macau.

Por fim, Lei Vai Wa é especializado em pintura a óleo e guache. Em meados de 2015, recebeu o título de “Artista com Virtude e Excelente Aptidão”, que distingue aqueles que tiveram contribuições de vulto para a causa das artes. Como artista sénior, Lei é agora conselheiro de arte da Associação Internacional de Artistas da China, vice-presidente da Associação de Cultura e Arte de Macau, vice-director geral da Sociedade Internacional de Pintura a Óleo de Macau, chefe do comité de supervisão da Academia de Caligrafia de Macau e director da Associação dos Artistas de Belas-Artes do território. In “Ponto Final” - Macau

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Goa - Mostra de Cinema Brasileiro Contemporâneo

Nos próximos dias 17, 18 e 20 de Fevereiro de 2017, realiza-se em Goa uma Mostra de Cinema Brasileiro Contemporâneo organizado pela Sociedade Lusófona de Goa em colaboração com a Ancine (Agência Nacional do Cinema – Brasil), o Ministério da Cultura Brasileiro e o Consulado Geral Brasileiro em Mumbai (Bombaim). Local: State Central Library, Lecture Hall, Patto, Pangim

17 de Fevereiro (sexta-feira pelas 18h) – A mulher invisível (2009) – comédia

A Mulher Invisível é uma comédia romântica. Pedro acreditava no casamento, mas foi abandonado pela esposa. Após três meses de depressão e isolamento, ele ouve batidas na sua porta. É a mulher mais linda do mundo pedindo uma xícara de açúcar: sua vizinha. Pedro se apaixona por aquela mulher perfeita, carinhosa, sensível, inteligente, uma amante ardente que gosta de futebol e não é ciumenta. Seu único defeito era não existir.

18 de Fevereiro (sábado pelas 18horas) – FilmeFobia (2008) Ficção / Documentário

Filmefobia é estranho, polêmico, bizarro. Ficção/documentário. As pessoas que participam são voluntários que decidem enfrentar as próprias fobias. Gente com aracnofobia, fobia de avião, fobia de cobras, fobia de sangue, fobia de agulhas, fobia de balões... o filme foi realizado com "atores, atores fóbicos e fóbicos de verdade"

20 de Fevereiro (segunda-feira pelas 18 horas) -  O filme dos espíritos (2011) Drama

O filme conta a história do psiquiatra e professor universitário Bruno Alves (Reinaldo Rodrigues), que, por volta dos 40 anos, perde a mulher, vítima de câncer, e se vê completamente abalado. A perda do emprego se soma à sua profunda tristeza e o suicídio parece ser a única saída. Nesse momento, ele entra em contato com O Livro dos Espíritos... In “Sociedade Lusófona de Goa” - Goa