Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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terça-feira, 24 de dezembro de 2019

França – Um pinheiro de Natal ecológico



Este ano o Pinheiro de Natal do Instituto Lusófono e da Associação Portuguesa Cultural e Social (APCS) de Pontault-Combault (77) tem uma cor diferente. No âmbito da reciclagem, mas sobretudo na descoberta do nosso país, o Pinheiro de Natal foi criado com rolhas de cortiça.

Um momento para falar na produção de cortiça que o nosso país tem, na importância que este produto tem na economia do país e também como é uma matéria prima que serve para a realização de diferentes objetos e suportes.

Graças aos alunos, pais, familiares e ao restaurante l’Horloge de Pontault-Combault professores e alunos conseguiram arranjar rolhas suficientes para criar este Pinheiro que foi realizado pelos alunos e por um grupo de voluntários armados de boa vontade.

“O diferente é que marca a diferença e queremos sensibilizar os nossos alunos para a importância da reutilização e ao mesmo tempo implicá-los de forma ativa para a mudança no agir e formá-los para uma cidadania responsável” explica ao LusoJornal a professora Débora Cabral Arruda. “Assim nasceu o nosso Pinheiro que está exposto na sede da APCS e Instituto Lusófono”.

Desta forma, a APCS deseja a todos festas felizes “e que 2020 seja um ano de concretizações e de ações responsáveis”. In “LusoJornal” - França

domingo, 22 de dezembro de 2019

Estados Unidos da América - Clube e escola Infante D. Henrique em South River, Nova Jersey, levaram a efeito Festa de Natal



Cerca de uma centena de crianças, alunos da escola Infante D. Henrique e filhos de sócios do clube, tiveram a sua festa de Natal na tarde de domingo do passado dia 15. Os pais também participaram em bom número, com o salão parcialmente cheio, e apoiaram vivamente os pequenos actores nas suas interpretações.

A professora Sandra deu as boas vindas aos presentes após o qual foi aberto o programa com os alunos a cantarem os hinos nacionais. Seguiram-se breves representações pelos alunos, bem aplaudidos pela assistência, e mais tarde chegou o momento mais esperado, o Pai Natal e a Mãe Natal carregados de presentes. In “Luso Americano” – Estados Unidos

domingo, 27 de dezembro de 2015

Síria – Há Natal


As fotos aí de cima foram tiradas em Latakia, na Síria, nas comemorações da noite de Natal. Há muitas mais que você pode ver no twitter de uma moça síria, Lina Arabi, aqui.

Não é outra Síria. É a Síria de verdade, que agora nos acostumamos a ver apenas nas multidões de refugiados e nas atrocidades do “Exército Islâmico”.

Um país multirreligioso, que sempre soube conviver com suas diferenças e do qual temos aqui tantos descendentes, como dos seus irmãos do Líbano, quase um povo só no nome que lhes damos e eles, de bom grado, aceitam: sírio-libaneses.

Mas o Ocidente, para derrubar o que chama de ditadura de Bashar Al-Assad fomentou, financiou e armou a Síria sanguinária, tão próxima da barbárie dos fanáticos do Isis.

Mas há mais humanidade na Síria do que imaginam os tolos, os que discriminam os muçulmanos e árabes como fossem selvagens.

A Al Jazzera noticiou que o Governo sírio permitiu que grupos rebeldes, entre eles muitos do “Exército Islâmico” se retirassem do bairro de Yarmouk, nos subúrbios da capital, Damasco, onde estavam sitiados há tempos. Deram-lhes um salvo-conduto, extensivo às suas famílias para viajarem para onde desejarem, inclusive para as áreas ainda controladas pelo Isis.

De Yarmouk e arredores, certamente, saíram muitos dos refugiados que vimos nos jornais. Da população de 160 mil pessoas, restavam apenas 18 mil sob o controle do Isis e de outros grupos.

E que, quem sabe, quando entenderem que é preciso acabar com o fruto sangrento da intervenção do Ocidente no mundo árabe, possa estar reunida em festas, cristãs ou muçulmanas, outra vez.

Como era na Síria. Fernando Brito – Brasil in “Tijolaco.com.br”

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Síria – Na cidade de Qamishli ainda há esperança

Síria - Cidade de Qamishli Natal 2015   Foto syria.liveuamap.com 


Num país dilacerado pela guerra, onde o amanhã é uma incógnita para milhares de sírios, numa cidade lá bem no nordeste do país junto à fronteira turca, na província de al-Hasakah, de nome Qamishli, os cidadãos preparam-se para a festa do Natal e para a celebração do Ano Novo.

Síria - Cidade de Qamishli Natal 2015   Foto syria.liveuamap.com


Bem longe de tudo, mas não da guerra, a cidade de Qamishli mantêm-se ligada ao mundo através da companhia de aviação Cham Wings Airlines que com apenas um avião, um Airbus A320-214, transporta regularmente pessoas e bens, permitindo ao povo desta cidade a esperança de melhores dias. Baía da Lusofonia 

Síria - Cidade de Qamishli Natal 2015   Foto syria.liveuamap.com

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Natal


Natal de Quem?

Mulheres atarefadas
Tratam do bacalhau,
Do peru, das rabanadas.
- Não esqueças o colorau,
O azeite e o bolo-rei!
- Está bem, eu sei!
- E as garrafas de vinho?
- Já vão a caminho!
- Oh mãe, estou pr'a ver
Que prendas vou ter.
Que prendas terei?
- Não sei, não sei...
Num qualquer lado,
Esquecido, abandonado,
O Deus-Menino
Murmura baixinho:
- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?
Senta-se a família
À volta da mesa.
Não há sinal da cruz,
Nem oração ou reza.
Tilintam copos e talheres.
Crianças, homens e mulheres
Em eufórico ambiente.
Lá fora tão frio,
Cá dentro tão quente!
Algures esquecido,
Ouve-se Jesus dorido:
- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?
Rasgam-se embrulhos,
Admiram-se as prendas,
Aumentam os barulhos
Com mais oferendas.
Amontoam-se sacos e papeis
Sem regras nem leis.
E Cristo Menino
A fazer beicinho:
- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?
O sono está a chegar.
Tantos restos por mesa e chão!
Cada um vai transportar
Bem-estar no coração.
A noite vai terminar
E o Menino, quase a chorar:
- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?
Foi a festa do Meu Natal
E, do princípio ao fim,
Quem se lembrou de Mim?
Não tive tecto nem afecto!
Em tudo, tudo, eu medito
E pergunto no fechar da luz:
- Foi este o Natal de Jesus?!!!

Coelho dos Santos – Portugal

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Noite


Um homem, — era aquela noite amiga,
noite cristã, berço no Nazareno, —
ao relembrar os dias de pequeno,
e a viva dança, e a lépida cantiga,

Quis transportar ao verso doce e ameno
as sensações da sua idade antiga,
naquela mesma velha noite amiga,
noite cristã, berço do Nazareno.

Escolheu o soneto... A folha branca
pede-lhe a inspiração; mas, frouxa e manca,
a pena não acode ao gesto seu.

E, em vão lutando contra o metro adverso,
só lhe saiu este pequeno verso:
"Mudaria o Natal ou mudei eu?"

Machado de Assis - Brasil