Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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segunda-feira, 12 de maio de 2025

Macau - Grand Lisboa Palace inaugura galeria de arte com exposição sobre a herança cultural da Região

A SJM inaugurou um novo espaço artístico no Grand Lisboa Palace esta quinta-feira, com uma cerimónia onde participaram vários convidados dos sectores da arte, cultura, turismo e política. A primeira exposição “The Lisboa, Stories of Macau” homenageia os mais de 500 anos de intercâmbio cultural em Macau com oito zonas temáticas de jogos interactivos, testemunhos de residentes e experiências imersivas de inteligência artificial. A entrada é livre



A primeira galeria de arte do Grand Lisboa Palace abriu ao público na passada quinta-feira, 8 de Maio, com a exposição inaugural “The Lisboa, Stories of Macau”, centrada nos mais de 500 anos de evolução e multiculturalidade do território. O evento contou com a presença de várias personalidades relevantes dos panoramas político, cultural e artístico de Macau e do interior da China, incluindo o primeiro Chefe do Executivo da RAEM, Edmund Ho, e o cônsul-geral de Portugal em Macau e Hong Kong, Alexandre Leitão.

O novo espaço criativo da SJM assume-se como uma celebração da expressão artística contemporânea em todas as suas formas, desde a colecção de artefactos históricos à criação de experiências interactivas com recurso a tecnologia de ponta. O objectivo, reconhece a directora da SJM, é impulsionar a cena artística de Macau e contribuir para a promoção da cultura local entre os milhões de turistas que todos os meses entram no território.

“Através da exposição inaugural ‘The Lisboa, Stories of Macau’, criámos uma plataforma cultural inclusiva que alimenta o ‘soft power’ de Macau e fortalece a conexão do público ao património da cidade, contando a história de Macau através das nossas vozes”, afirma Daisy Ho, citada em comunicado de imprensa. “A galeria reúne também talentos criativos autóctones, para promover desenvolvimentos diversificados e de alta qualidade na paisagem cultural criativa”.

O primeiro ponto de atracção do espaço, localizado no segundo piso, serve como homenagem ao mosaico diversificado de Macau, uma região alimentada por influências orientais e ocidentais desde as dinastias Ming e Qing. Os visitantes são convidados a entrar numa sala circular e a admirar um filme panorâmico de cinco minutos onde é narrada a trajectória de Macau, percorrendo as origens como porto comercial chinês, a influência da administração portuguesa e, por fim, o regresso à pátria.



Já dentro da exposição, existem oito zonas temáticas debruçadas sobre diferentes pontos de interesse em Macau: o Templo de Kun Iam (um dos templos budistas mais antigos da região); o Hotel Lisboa Macau (que “captura a era dourada” de Macau, lê-se na nota de imprensa da SJM); o Teatro Dom Pedro V (como símbolo da fusão entre a arte chinesa e a ocidental); a praça do Tap Seac (representando a vida comunitária); as Ruínas de São Paulo (um dos ícones históricos mais relevantes do território); o Casa Garden (prova dos intercâmbios culturais da cidade); o Templo A-Má (monumento mais antigo do que a própria cidade, incluído na lista do Património Mundial da Humanidade da UNESCO); e, por fim, a Avenida de Almeida Ribeiro (ou “San Ma Lou”, uma das áreas de maior afluência em Macau).

Cada uma destas zonas apresenta as suas próprias narrativas específicas, incluindo relatos de cidadãos macaenses de diferentes origens e profissões. Os visitantes são convidados a integrar a exposição através de tecnologias interactivas sensíveis ao movimento e à voz, criando uma experiência sensorial imersiva em que é até possível “dialogar” com figuras histórias através de inteligência artificial.

Dentro da galeria do Grande Lisboa Palace, há ainda um espaço menor – o “The Lisboa Collection” – onde serão apresentadas diversas exposições temáticas temporárias, começando pela actual “Chinese Treasure: Qing Dynasty Court Art”. Tanto nesta exposição como na principal, a figura do dragão surge recorrentemente como símbolo milenar da identidade chinesa.

A galeria pode ser visitada todos os dias, das 11:00 às 19:00, na loja 213 do segundo piso do Grande Lisboa Palace. A entrada é livre. In “Ponto Final” - Macau


quinta-feira, 28 de novembro de 2024

Macau - Cinemateca Paixão acolhe workshop de pintura de azulejos portugueses

No âmbito do corrente Festival de Cinema entre a China e os Países de Língua Portuguesa, que está a decorrer de 22 de Novembro a 13 de Dezembro, a Cinemateca Paixão será palco de um “Workshop de Pintura de Azulejos Portugueses”, onde os participantes poderão conhecer as técnicas tradicionais deste reconhecido património cultural imaterial, este sábado, dia 30 de Novembro. Outros eventos que fazem parte do Festival, incluem a “Projecção ao Ar Livre” com curtas-metragens locais, no dia 7 de Dezembro e um “Diálogo sobre a obra de Miguel Gomes” no dia 8 de Dezembro



O Festival de Cinema entre a China e os Países de Língua Portuguesa solidifica-se como uma importante plataforma de intercâmbio cultural, promovendo um diálogo enriquecedor entre as distintas tradições cinematográficas das duas regiões. O evento, que está a decorrer de 22 de Novembro a 13 de Dezembro de 2023, integra o 6.º “Encontro em Macau – Festival de Artes e Cultura entre a China e os Países de Língua Portuguesa”, e oferece um vasto conjunto de actividades que visam não apenas a exibição de obras cinematográficas, mas também a promoção da cultura e das artes.

Entre as actividades programadas, destaca-se o próximo “Workshop de Pintura de Azulejos Portugueses”, agendado para o dia 30 de Novembro. Esta sessão será estruturada em duas partes. A primeira destinada a pais e filhos, que terá lugar das 11h30 às 12h30, e outra para participantes individuais, das 15h00 às 16h00. O workshop será conduzido por um instrutor profissional que guiará os participantes na exploração da história e das técnicas tradicionais de pintura de azulejos portugueses. Os participantes terão a oportunidade de apreciar diferentes estilos de azulejos, além de aprender sobre os métodos de produção desta arte tão característica da cultura portuguesa e património cultural imaterial reconhecido pela UNESCO.

Após o workshop, o festival prossegue com uma série de actividades igualmente enriquecedoras. No dia 7 de Dezembro, terá lugar a “Projecção ao Ar Livre – Novas Forças Visuais em Macau”, que ocorrerá na revitalizada zona dos Estaleiros Navais de Lai Chi Vun. Este evento contará com a exibição de quatro curtas-metragens do programa “Macau – O Poder da Imagem”. A projecção será seguida por uma sessão de partilha com os realizadores, proporcionando assim um espaço de interação e diálogo com o público.

No dia 8 de Dezembro, o festival albergará o “Diálogo: O Fabuloso Miguel Gomes, Contador de Histórias”, mais uma vez na Cinemateca Paixão. Este evento promete ser uma reflexão sobre a narrativa cinematográfica, utilizando como base materiais inspirados em “As Mil e Uma Noites” e outros filmes do realizador português Miguel Gomes. Este diálogo será uma oportunidade para explorar como Gomes retrata as histórias de Portugal através da sua obra, promovendo uma compreensão mais profunda da sua visão artística.

A programação do festival ainda inclui várias sessões de cinema com base nas temáticas das diferentes secções. Por exemplo, a secção “Alegria de Dupla Exibição” foca-se nas obras de realizadores como Guan Hu e Miguel Gomes. Uma outra oportunidade para apreciar distinções e semelhanças nas abordagens cinematográficas entre os dois países.

Sobre os resultados mais recentes das actividades, a dinâmica do festival tem vindo a estimular a participação da comunidade, através de eventos como a “Visita de Pais e Filhos aos Galaxy Cinemas”, realizada no passado dia 23 de Dezembro, onde o intuito foi de dar aos mais novos a oportunidade de conhecer o funcionamento de uma sala de cinema, desde a venda de bilhetes até à projecção de filmes.

Por último, os participantes do festival têm ainda ao seu dispor um programa de promoção especial, designado “Cinemateca Paixão X Galaxy Cinemas”, que possibilita descontos nas entradas de cinema. Elói Carvalho – Macau in “Ponto Final”


domingo, 3 de novembro de 2024

CPLP - Tem oportunidade única de posicionar-se como um destino turístico globalmente atrativo” segundo o ministro são-tomense da economia

São Tomé – O ministro são-tomense da Economia, Disney Ramos, declarou esta quinta-feira que “a CPLP tem, portanto, uma oportunidade única de posicionar-se como um destino turístico globalmente atrativo valorizando a herança comum”.


Disney Ramos fez esta declaração na décima segunda reunião dos ministros do turismo da comunidade de países de língua portuguesa na capital são-tomense sob o lema, Turismo Sustentável e Inclusivo, desafios e oportunidades na CPLP.
O governante são-tomense disse que “através deste património [turismo] comum podemos criar itinerários e experiências turísticas que não só atraem visitantes, mas, também promovem entendimento, intercâmbio cultural entre os nossos povos e o resto do Mundo”.
Disney Ramos adiantou que “esta conexão é uma ponte que transcende fronteiras oferecendo um potencial turístico singular e cativante, juntos formamos um mosaico de influências e tradições que vão desde da música, dança, literatura, gastronomia até as práticas culturais ancestrais que enriquecem cada uma das nossas relações”.
Disse ainda que “além da nossa parceria estratégica, os países da CPLP partilham uma ligação profunda e sólida sustentada por uma história comum, uma rica herança cultural e uma língua que nos conecta a todos”.
O ministro da Economia acrescentou que “ estes laços históricos culturais linguísticos são pilares que fortalecem a nossa identidade coletiva que nos diferenciam do panorama global”.
Na sua intervenção, o Representante do secretário executivo da CPLP, Manuel Lapão, disse que “estamos convictos que a cooperação da CPLP neste sector, nomeadamente, a nível da capacitação e da formação dos nossos recursos humanos, da melhoria e manutenção das infraestruturas e do incentivo aos investimentos privado constituem oportunidades que devemos explorar em conjunto”
Para Manuel Lapão “o turismo pode contribuir de forma decisiva para o processo de consolidação da CPLP e consideramos o seu potencial ainda por explorar e desafia-nos olharmos para este activo como excelente oportunidade para o futuro”.
O representante do secretário executivo da CPLP, Manuel Lapão, adiantou que “pelo conhecimento da importância social e económica que o turismo projecta na vida dos nossos Estados membros convocamos a CPLP a desenvolver um olhar integrado que contribua para formação de políticas de turismo, vector em desenvolvimento, que se quer sustentado e sustentável”.
Moçambique foi o único país que não esteve presente nesta reunião. In “STP -Press” – São Tomé e Príncipe



sexta-feira, 11 de outubro de 2024

Macau - 27º Festival da Lusofonia

O 6.º Encontro em Macau – Festival de Artes e Cultura entre a China e os Países de Língua Portuguesa inaugurará o seu programa de actividades culturais com o 27º Festival da Lusofonia que terá lugar de 25 a 27 de Outubro e 1 a 3 de Novembro, celebrando a diversidade cultural do mundo lusófono. Com artistas renomados como Fernando Daniel e Yuri da Cunha, o festival contará com uma variedade de actividades, incluindo música, dança, exposições de arte e cinema. Este ano, o evento estende-se por dois fins de semana, permitindo maior participação do público e reafirmando Macau como um importante centro de intercâmbio cultural

O 6.º Encontro em Macau – Festival de Artes e Cultura entre a China e os Países de Língua Portuguesa está prestes a apresentar a visitantes e residentes uma programação que promete destacar a riqueza e a diversidade cultural lusófona. Este ano, o Festival da Lusofonia inaugura a programação, entre os dias 25 e 27 de Outubro e 1 e 3 de Novembro, que terá a participação de artistas renomados, incluindo o cantor português Fernando Daniel e o angolano Yuri da Cunha, cujas performances visam enriquecer ainda mais a experiência cultural do evento, que marca o seu 27.º ano em celebração da cultura e arte dos países de língua portuguesa.

Pela primeira vez, o festival estende-se por dois fins de semana, permitindo uma “maior participação da comunidade e dos visitantes”. A decisão de alargar o evento foi tomada para proporcionar mais oportunidades de intercâmbio cultural, segundo Leong Wai Man, presidente do Instituto Cultural (IC), responsável pela organização. O festival terá como palco principal a tradicional zona das Casas da Taipa, onde serão realizadas diversas actividades culturais, incluindo música, dança, gastronomia e exposições de arte.

Para além de Fernando Daniel e Yuri da Cunha, o festival contará com uma gama de artistas provenientes de diferentes países lusófonos. Entre os destacados estão a cantora moçambicana Selma Uamusse, o brasileiro Filipe Toca, e o grupo de funaná cabo-verdiano Ferro Gaita. A programação também incluirá a cantora guineense Nené Pereira, o grupo de dança GE Dancers, representando a Guiné Equatorial, o grupo cultural 100% Santola de São Tomé e Príncipe, e o grupo de dança timorense Le-Ziaval.

Além de performances de música, também haverá a participação do grupo de dança Daman Darshan, a representar o legado cultural de Goa, Damão e Diu. Com um ‘line-up’ diversificado, o festival procurará animar os palcos com performances que reflectem a vitalidade e variedade da cultura lusófona.

Música e exposições

O festival não se limita apenas às apresentações musicais do Festival da Lusofonia. Inserida no programa do 6.º Encontro em Macau, será realizada a Exposição Anual de Artes entre a China e os Países de Língua Portuguesa, entre os dias 25 de Outubro e 9 de Fevereiro de 2025, que trará obras de 23 artistas, como Manuela Pimentel e João Alexandrino, conhecido como JAS. Com um total de 136 peças em exibição, a mostra abordará o tema “Memórias, Legados, Mutações” e estará disponível no Museu de Arte de Macau, na Galeria de Exposições das Casas da Taipa e na Rua da Felicidade. Além disso, o programa incluirá um mural criado pelo artista brasileiro Eduardo Kobra, famoso por cobrir edifícios inteiros com coloridas pinturas, chegando a receber o recorde de maior mural pelo Guinness World Records em 2017 com a obra “Cacau é Show” de 5724 metros quadrados.

Simultaneamente, será promovido um Festival de Cinema que apresentará cerca de 30 filmes chineses e dos países de língua portuguesa, com a intenção de proporcionar um espaço de diálogo cultural e artístico, entre 22 de Novembro e 7 de Dezembro, em três locais da cidade, incluindo sessões na Cinemateca Paixão e nos Estaleiros Navais de Lai Chi Vun. A programação do festival também será complementada com uma Exposição de Livros Ilustrados e infantis, a realizar-se numa das Casas da Taipa que leva o nome de Casa da Nostalgia, permitindo que famílias e crianças se envolvam com a literatura em português e chinês, entre 25 de Outubro e 5 de Novembro.

Ainda dentro do programa deste 6º Encontro, o concerto do cantor cabo-verdiano Tito Paris com a Orquestra Chinesa de Macau, agendado para 15 de Novembro, será um dos pontos altos do evento. Leong Wai Man referiu que esta colaboração com Tito Paris, famoso por integrar morna com jazz, seria uma “nova ideia”, em comparação com as edições anteriores, que se focaram na fusão do fado com a música chinesa. É de relembrar que no dia 4 de Novembro, a fadista Mariza irá actuar com a mesma orquestra para fechar o Festival Internacional de Música de Macau.

O título de Macau como “Centro de Intercâmbio Cultural” entre a China e os países de língua portuguesa será consolidado através de actividades que promovem a interacção e a aprendizagem mútua. Estão previstas várias oficinas, palestras e workshops, incluindo um workshop de prova de vinhos, em três datas diferentes, 23 e 30 de Novembro e 7 de Dezembro, com duas sessões por dia.

Leong Wai Man enfatiza a importância dessa interacção cultural ao afirmar que o festival representa uma “oportunidade significativa” para as comunidades de língua portuguesa mostrarem a sua cultura num contexto onde a cultura chinesa é predominante. Através do evento, o IC espera não apenas celebrar as raízes culturais, mas também fomentar a criatividade e a colaboração artística entre diferentes nações.

Com uma participação esperada de mais de 700 artistas e a realização de mais de 70 sessões de actividades, o Festival da Lusofonia em Macau eleva-se como um importante acontecimento cultural, reiterando o papel de Macau como uma plataforma de intercâmbio cultural entre a China e os Países de Língua Portuguesa.

Apesar da diminuição do orçamento, de 9,6 milhões de patacas na edição do ano anterior para cerca de 8 milhões de patacas, a direcção do festival mantém a sua ambição de proporcionar uma experiência rica e diversificada ao público. A expectativa é de que o evento não apenas atraia um grande número de visitantes, mas que também continue a promover a herança cultural das comunidades de língua portuguesa em Macau. Elói Carvalho – Macau in “Ponto Final”


sexta-feira, 22 de dezembro de 2023

Macau - Festival sino-lusófono atraiu 45 mil participantes

As actividades do 5º Encontro em Macau – Festival de Artes e Cultura entre a China e os Países de Língua Portuguesa contaram com cerca de 600 artistas e 45 mil participantes, segundo o Instituto Cultural


O “Encontro em Macau – Festival de Artes e Cultura entre a China e os Países de Língua Portuguesa” traduziu-se num “sucesso”, considera o Instituto Cultural (IC), num balanço sobre a quinta edição desta iniciativa destinada a “intensificar o intercâmbio entre culturas”.

Complementado pelo Festival da Lusofonia, o evento apresentou, entre Outubro e Dezembro, 70 sessões de programas e actividades de extensão, divididas em sete séries, contando com a participação cerca de 600 artistas. Até agora, o Festival já atraiu cerca de 45 mil participantes, referiu o IC, recordando que o programa ainda integra uma exposição de obras de arte pública do artista português Bordalo II, patentes a partir de hoje, na Antiga Fábrica de Panchões Iec Long e nos Estaleiros Navais de Lai Chi Vun.

Só no Festival da Lusofonia, que reuniu artistas provenientes dos países e regiões de língua portuguesa e cerca de 30 grupos artísticos lusófonos de Macau, registaram-se cerca de 23 mil visitantes. Por sua vez, a Exposição de Livros Ilustrados em Chinês e Português contou com a participação de mais de 30 livrarias e editores do Interior da China, de Macau, Hong Kong, Taiwan e Portugal, levou mais de 6700 visitantes ao Auditório do Carmo, na Taipa. Já a Casa da Literatura acolhe até ao dia 29 a Exposição de Ilustração e de Livros Ilustrados em Chinês e Português “Amor nas Páginas”, no âmbito da qual foram apresentadas 50 peças (conjuntos) de ilustrações originais de nove autores (grupos) do Interior da China, Portugal e Macau, para além de palestras e workshops.

Por outro lado, o Festival de Cinema entre a China e os Países de Língua Portuguesa apresentou cerca de 30 filmes do Interior da China, de países lusófonos e Macau. Nesta edição, teve lugar, pela primeira vez, uma sessão de exibição ao ar livre de filmes de animação numa zona histórica revitalizada, a Antiga Fábrica de Panchões Iec Long.

Outro destaque do Festival foi o “Concerto de Camané com a Orquestra Chinesa de Macau” dirigido por Yao Shenshen, maestro permanente da Orquestra Chinesa de Xangai. O fadista interpretou canções suas adaptadas a instrumentos musicais chineses, num concerto que gerou “uma resposta altamente entusiástica do público”, que inclusive motivou a adição de mais lugares.

A edição deste ano do Encontro integrou ainda um workshop de prova de vinhos, em cooperação com o Instituto de Formação Turística, espectáculos de música e dança tradicional na comunidade, a exposição “Relações”, com sete artistas do Interior da China, Portugal, Brasil, Angola e Macau, que continua patente na Galeria de Exposições e Casa de Nostalgia das Casas da Taipa até 1 de Janeiro. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau

sexta-feira, 1 de setembro de 2023

Angola - Semana do Brasil: 14 anos a apostar no intercâmbio cultural

A Semana do Brasil em Angola visa celebrar o 7 de Setembro, Dia do Brasil e segundo os intervenientes é a mais longa comemoração da brasileiridade e que tem mais tempo que o mediático “Brazilian Day”, que acontece nos Estados Unidos


Os organizadores justificaram a festa porque em Angola tem a maior comunidade brasileira em África, com mais de 25 mil cidadãos.

Uma das grandes marcas do evento é o intercâmbio cultural que a AEBRAN leva noutros momentos.

Raimundo Lima falou do compromisso que a AEBRAN tem de trazer artistas brasileiros que reflectem o mosaico cultural do seu país e recordou a presença de artistas como  Jorge Vergílio,  Grupo Olodum, Geraldo Azevedo, Zeca Balero, Jorge Aragão, Luís Melodia, Zezé Mota, dentre outros nomes, que actuaram na Semana do Brasil em Angola.

O também músico falou da gravação de um DVD na passagem de Luís Melodia e Zezé Mota, cuja receita foi revertida para as vítimas da Sida. Regina Mestre, executiva da AEBRAN, partilhou dois concertos que considera memoráveis: "não posso esquecer a presença de Jorge Aragão, na Fortaleza, numa noite de chuva e com alguns constrangimentos administrativos, mas que no final resultaram em alto marcante. A passagem do Olodum, com as batucadas que fizeram no Chá de Caxinde, mostrou a semelhança rítmica entre Salvador e Angola.

A Semana do Brasil em Angola é marcada por coincidências neste ano, porque a AEBRAN de acordo com Raimundo Lima teve o seu embrião há 20 anos, incentivados pela primeira visita do Presidente Lula da Silva a Angola, na época numa residência no bairro Valódia, que depois foi a primeira Casa da Cultura do Brasil em Angola. In “Jornal de Angola” - Angola

segunda-feira, 21 de novembro de 2022

Macau - “Plataforma de grande relevo” para intercâmbio cultural entre a China e os países lusófonos

O relacionamento cultural entre a China e os países de língua portuguesa tem estabelecido Macau como “plataforma de grande relevo” para o intercâmbio cultural entre estas nações, afirmou o secretário-geral do Fórum de Macau.

“Durante muito tempo, a aprendizagem mútua e a fusão entre a cultura tradicional chinesa e as culturas singulares dos países de língua portuguesa têm colocado Macau numa posição privilegiada de plataforma de grande relevo para o intercâmbio cultural” entre a China e o bloco lusófono, disse Ji Xianzheng, na abertura da 14.ª Semana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa.

Desde a criação do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Macau), em 2003, “o secretariado permanente tem-se empenhado na promoção da cooperação e intercâmbio no domínio cultural” entre a China e os países lusófonos, “procurando apoiar no esforço constante a construção da plataforma de intercâmbio comercial e cultural” no território.

Esta edição continua a realizar-se em formato híbrido ‘online’ e ‘offline’, com várias actividades para apresentar as culturas tradicionais dos países participantes do Fórum Macau: China, representada pela província de Zhejiang, Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

As “Festas e Festividades tradicionais”, tema das actividades ‘online’, apresentam, entre outras, ópera tradicional chinesa, a festa da puberdade do sul de Angola e o famoso baile das máscaras, as Tunas portuguesas e a demonstração das técnicas de produção artesanal de sal de Timor-Leste.

Na vertente presencial, decorreram demonstrações de artesãos chineses e espetáculos de música e dança realizados pelas associações dos países lusófonos no território, ‘workshops’ e jogos tradicionais.

Até 11 de Dezembro, estará patente a exposição “Policromias lusófonas” com as obras de nove artistas: Don Sebas Cassule (Angola), Luciano Dremher (Brasil), Leomar (Cabo Verde), Lemos Djata (Guiné-Bissau), Walter Zandamela (Moçambique), Maria Leal da Costa (Portugal), Olavo Amado (São Tomé e Príncipe), Jafet Potenzo Lopes (Timor-Leste) e Lio Man Cheong (Macau). In “Ponto Final” - Macau