Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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segunda-feira, 27 de abril de 2020

Internacional – Universidade de Coimbra lidera consórcio para estudo pioneiro sobre a resiliência psicológica durante a pandemia COVID-19

A Universidade de Coimbra (UC) lidera um consórcio internacional que vai estudar a compaixão, conexão social e resiliência perante o trauma durante a pandemia COVID-19.

Coordenado por Marcela Matos, do Centro de Investigação em Neuropsicologia e Intervenção Cognitivo-Comportamental (CINEICC) da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra (FPCEUC), este estudo, pioneiro pelo foco da análise e pela abrangência multicultural da equipa de investigadores e da população-alvo, envolve investigadores de 18 países de todo o mundo - Portugal, Espanha, Itália, França, Reino Unido, Dinamarca, Eslováquia, Estados Unidos da América, Canadá, Austrália, Japão, Argentina, Chile, Colômbia, Perú, Uruguai, México e Brasil -, provenientes de instituições académicas, empresas e organizações sem fins lucrativos, como a The Compassionate Mind Foundation (Reino Unido).

Considerando que a crise associada à COVID-19 tem efeitos nefastos tanto na saúde física quanto na saúde mental das pessoas em todo o mundo, o objetivo, explica Marcela Matos, «é examinar o impacto psicológico desta pandemia e compreender que fatores podem ser protetores contra as suas consequências negativas ao nível da saúde mental».

«Pretende explorar, ao longo do tempo e em diferentes países/culturas, os efeitos da pandemia COVID-19 na nossa sensação de segurança e ligação aos outros, sintomas psicopatológicos (como a ansiedade, depressão e trauma), procurando determinar de que modo as pessoas lidam com esta situação e se a mesma pode ser fonte de crescimento pessoal pós-traumático. Um dos aspetos mais inovadores consiste na investigação do possível efeito protetor da compaixão e da autocompaixão», explicita a coordenadora do consórcio.

A compaixão «tem sido definida como a sensibilidade ao sofrimento no próprio e nos outros, capaz de gerar esforços concretos para aliviar ou prevenir esse mesmo sofrimento. Este projeto investigará, de modo transcultural, se a compaixão desempenha um papel protetor relevante na atenuação dos efeitos nocivos da pandemia na saúde mental dos indivíduos», acentua.

Este estudo tem como população-alvo indivíduos da população geral (com idades compreendidas entre os 18 e os 80 anos), profissionais de saúde e pessoas em cargos de chefia em empresas e instituições. A participação envolve o preenchimento anónimo e confidencial de um questionário online.

Mais informações sobre o projeto e como participar podem ser encontradas aqui. Universidade de Coimbra - Portugal

domingo, 11 de agosto de 2019

Lusofonia - Escolas de engenharia portuguesas unem-se para reforçar impacto no mundo lusófono

Com a presença da Universidade de Aveiro (UA), um Consórcio que une seis das principais Escolas de Engenharia portuguesas numa estratégia conjunta e com vista para o mundo e o futuro - e tendo para já como foco os países de língua portuguesa- foi anunciado a 24 de julho, numa cerimónia presidida pelo ministro da Ciência e Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor



O evento contou com os representantes das seis escolas de Engenharia, e da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) que se junta a esta colaboração. O Consórcio (CEE) reúne o Instituto Superior Técnico, a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), a Escola de Engenharia da Universidade do Minho (EEUM), Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (FCT Nova) e a UA. A colaboração assume linhas de ação comuns em vários domínios, nomeadamente na contribuição para a excelência no ensino, na investigação e inovação.

Segundo Paulo Vila Real, que acompanhou a criação do Consórcio por parte da UA, “a qualidade do ensino, da investigação e o número de alunos na área das Engenharias, permitiu à UA associar-se aos seus membros fundadores. A participação da UA nesta iniciativa, permitir-lhe-á aprofundar a cooperação com os membros do Consórcio, contribuindo de maneira relevante para a formação de quadros, docentes e investigadores dos países de língua portuguesa. Os decisores políticos passarão a dispor de um interlocutor que contribua para as reflexões e decisões de políticas de educação e investigação na área das engenharias”.

“Formar docentes e investigadores dos países de língua portuguesa, capacitando-os da melhor forma para os desafios do futuro e para as lideranças que poderão exercer” é um importante objetivo deste consórcio, de acordo com João Falcão e Cunha, diretor da FEUP. Prova disso mesmo serão as 20 bolsas de doutoramento atribuídas anualmente ao consórcio, a serem atribuídas por concurso, e que estarão já disponíveis a partir do próximo ano letivo.

A ideia vem sendo trabalhada pelos representantes das escolas de Engenharia há algum tempo, cientes das mais-valias que residem nesta colaboração. “Como se costuma dizer a união faz a força e conjuntamente temos uma capacidade de ensino, inovação e investigação muito maior”, salienta o professor João Falcão e Cunha, que foi nomeado diretor executivo do consórcio. “Queremos, com este consórcio, que a Engenharia tenha, cada vez mais, um maior impacto na sociedade e na economia portuguesas, e o reforço da formação é um investimento fundamental para atingirmos esse objetivo”, acrescenta o diretor da FEUP.

Os resultados deste Consórcio tornar-se-ão visíveis já em setembro, com a abertura de concursos para os estudantes de doutoramento. “O que vamos propor é que esse conjunto de alunos, apesar de serem distribuídos pelas várias escolas, sejam acompanhados e se mantenha o contacto entre eles para que se criem laços que no futuro podem vir a ser importantes como forma de ligar as escolas e empresas em que vão trabalhar”, salienta o professor Arlindo Oliveira, membro da Comissão Executiva. Além das bolsas, está previsto que sejam, também, celebrados anualmente, e no âmbito das mesmas, dois contratos para investigadores doutorados.

O MOOC “Astrolábio” que versará sobre a área de Sistemas de Informação e Engenharia de Software é outro dos produtos resultantes deste Consórcio.  O curso de ensino à distância conta com o contributo das seis escolas da Engenharia e estará disponível a partir de janeiro de 2020. “Este é também um contributo importante, e identificámos esta área das tecnologias de informação como sendo uma das mais relevantes nos dias que correm”, explica o professor Arlindo Oliveira.

O Centro UNESCO, com a designação de Ciência LP – Centro Internacional para a Formação Avançada em Ciências Fundamentais de Cientistas oriundos dos Países de Língua Portuguesa, também apresentado hoje pela FCT, é um reforço e simultaneamente um pilar dos objetivos do CEE. O mesmo tem como objetivo dar formação avançada aos cientistas, numa primeira fase de língua portuguesa, e se as necessidades identificadas assim o justificarem em outras línguas. O objetivo é melhorar a capacidade de investigação e de educação dos candidatos que vêm destes países. As bolsas de doutoramento e a contratação de investigadores por parte dos consórcios serão feitas em articulação com o Centro UNESCO.

A sessão da assinatura do Consórcio contou também com a presença da ministra do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação de Angola, Maria do Rosário Sambo, do ministro da Educação Nacional e Ensino Superior da Guiné-Bissau, Daurtarin Costa e da ministra da Educação, Família e Inclusão Social de Cabo Verde, Maritza Rosabal Peña.

Aproveitando o momento e a sua essência foi também assinado um protocolo de cooperação entre a Direção-Geral do Ensino Superior (DGES) e o Consórcio de Escolas de Engenharia (CEE) para “estimular a modernização progressiva e a reestruturação do ensino da engenharia no contexto universitário europeu”. In “Universidade de Aveiro” - Portugal

quarta-feira, 29 de maio de 2019

União Europeia – Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra participa em consórcio europeu que pretende industrializar a impressão 3D de metais



Uma equipa de investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), coordenada por Pedro Neto, desenvolveu um sistema de geração automática de programas de robô para a fabricação de peças de metal de geometria complexa pelos processos de manufatura aditiva (vulgarmente designada impressão 3D).

Este sistema foi criado no âmbito do INTEGRADDE (Intelligent data-driven pipeline for the manufacturing of certified metal parts through Direct Energy Deposition process), um mega projeto europeu que recebeu um financiamento de 16 milhões de euros do programa Horizonte 2020 da União Europeia.

Liderado pela Asociación de Investigación Metalúrgica del Noroeste - Centro Tecnológico AIMEN, de Espanha, o projeto INTEGRADDE foca-se precisamente na incorporação da manufatura aditiva de componentes metálicos de médio e grande porte no ambiente industrial europeu, especialmente nas indústrias aeronáutica, aeroespacial, metalomecânica e metalúrgica. Para atingir este ambicioso desígnio do novo paradigma da Indústria 4.0, o projeto junta em consórcio 26 parceiros de 11 países (Alemanha, Eslovénia, Espanha, França, Grécia, Holanda, Itália, Polónia, Portugal, Reino Unido e Suécia).

Pedro Neto explica que, ao contrário do que acontece na manufatura aditiva de plástico, «que está hoje relativamente bem estabelecida, por exemplo na fabricação de protótipos, a manufatura aditiva de metal ainda está numa fase de desenvolvimento. As soluções existentes apresentam custos elevados (mão de obra especializada e equipamentos)».

Por isso, «é grande a necessidade de robotização do processo para que este seja mais eficiente, quer em termos de custo, quer na qualidade dos componentes produzidos. A manufatura aditiva de metais possibilita o fabrico de componentes estruturais (em diversos tipos de metais) com geometrias complexas e impossíveis de realizar por outro processo. A título de exemplo, podemos fabricar componentes com cavidades internas e com menor massa», destaca o docente e investigador do Departamento de Engenharia Mecânica da FCTUC.

O sistema agora criado pela equipa de Coimbra, e que será integrado na estratégia global das tecnologias que resultarão do INTEGRADDE, «fornece as trajetórias que o robô deve executar, extraídas a partir de modelos 3D dos componentes a produzir. O método desenvolvido permite a fabricação de componentes com geometrias complexas de forma automática, reduzindo drasticamente os tempos de programação dos robôs e parametrização do processo. Além disso, este novo sistema apresenta um carácter genérico que pode ser aplicado em qualquer robô e nos diversos processos de manufatura aditiva de metal» detalha Pedro Neto.

Prevê-se que a robotização da impressão 3D de metais «conduza a grandes vantagens competitivas para a indústria reduzindo custos de produção, aumentado a flexibilidade dos sistemas produtivos e permitindo a fabricação de componentes com geometrias complexas. Para se ter uma ideia, prevê-se um aumento de 25 por cento na velocidade de produção de componentes complexos em pequenos lotes», conclui.

Os resultados do projeto INTEGRADDE vão ser demonstrados em cinco empresas parceiras do consórcio, dos setores aeroespacial, metalomecânico, moldes, metalúrgico e de construção civil. Mais informação sobre o projeto INTEGRADDE está disponível aqui. Universidade de Coimbra “Faculdade de Ciências e Tecnologia” - Portugal

quarta-feira, 17 de abril de 2019

Timor-Leste - Já detém participação maioritária no consórcio do Greater Sunrise



Singapura - Representantes timorenses e das petrolíferas ConocoPhillips e Shell assinaram, em Singapura, o documento final que concretiza a compra por Timor-Leste de uma participação maioritária no consórcio do Greater Sunrise, no mar de Timor.

O documento foi assinado por Xanana Gusmão, em nome de Timor-Leste, pelo presidente da ConocoPhillips Australia, Chris Wilson, e pela vice-presidente da Shell Australia, Cecile Wake, numa curta cerimónia num escritório de advogados, 24 horas depois de os 650 milhões de dólares (575 milhões de euros) do negócio serem transferidos para as petrolíferas.

"Apesar de serem negociações complexas, conduzidas num ambiente de respeito mútuo e cooperação, conseguimos chegar a um acordo, primeiro com a Conoco e depois com a Shell para comprar 56,56% dos campos de Sunrise", disse Xanana Gusmão na cerimónia.

"Hoje podemos dizer que alcançámos os objetivos, conseguimos concluir os dois acordos, que beneficiam não apenas os vendedores, mas Timor-Leste e os restantes parceiros no projeto Sunrise", frisou o representante especial do Governo para os temas de petróleo e gás.

A cerimónia foi essencialmente simbólica, já que equipas das duas partes verificaram e assinaram os complexos documentos do negócio na segunda-feira, transferindo depois os 350 milhões de dólares para a Conoco e os 300 milhões para a Shell.

"Hoje completamos a compra pelo Governo de Timor-Leste da participação de 30% da ConocoPhilips Australia e dos 26,56% de participação da Shell Australia nos campos de Greater Sunrise", lê-se na página assinada.

Segundo o documento, as participações da ConocoPhilips Australia e da Shell Australia que foram compradas incluem "a participação nos Contratos de Partilha de Produção (PSC) 03-19 e 03-20 dentro da Zona Conjunta de Desenvolvimento Petrolífero (JPDA) e as leases de retenção NT/RL2 e NT/RL4 emitidas pela Austrália".

Formalmente, a participação foi adquirida pela petrolífera timorense Timor Gap, através de quatro subsidiárias criadas especialmente para este negócio.

Com a concretização do negócio, acordado no ano passado com as petrolíferas, Timor-Leste assume uma participação maioritária de 56,6% no consórcio do projeto, que inclui ainda a petrolífera australiana Woodside, como operadora, e a Osaka Gas.

Estes são acordos "históricos", como recordou hoje Xanana Gusmão, e que agora abrem as portas para o desenvolvimento dos campos petrolíferos e de gás natural.

"Agora começa um novo período em que temos de encontrar a melhor solução para desenvolver o Sunrise de forma benéfica para todos e que contribua para o desenvolvimento do nosso povo e da nossa nação", disse.

O presidente da ConocoPhillips, Chris Wilson, saudou a conclusão da operação, afirmando que, apesar das diferenças de opinião sobre o modelo de negócio, as duas partes se respeitaram.

"A Conoco e Timor-Leste trabalharam juntos para tentar desenvolver Timor-Leste. Não estávamos alinhados na estratégia de desenvolvimento. Mas repetíamos sempre a opinião um do outro", disse.

"Respeitamos a escolha de Timor sobre o conceito de desenvolvimento e Timor respeitou o nosso desejo de fazer esta oferta de comprar a nossa participação", acrescentou, referindo que a empresa vai continuar como operador no campo Bayu Undan e "continuar a tentar maximizar os benefícios para Timor-Leste".

Esta foi também a postura da vice-presidente da Shell Australia, Cecile Wake, que considerou que o dia era "muito importante para Timor-Leste", mas deixava um ligeiro sabor "amargo" à Shell, que esteve ligada ao projeto "desde as primeiras perfurações em 1974".

"As amizades que se formam em jornadas longas e difíceis podem ser as mais fortes e perduram no tempo. [...] A amizade que fizemos com Timor-Leste e com parceiros do Sunrise vão perdurar no tempo. Respeitamos as aspirações do povo de Timor-Leste e desejamos todo o êxito no projeto", sublinhou.

Numa recente entrevista à Lusa, o presidente e diretor executivo da Timor Gap, Francisco Monteiro, disse que Timor-Leste quer evitar recorrer ao Fundo Petrolífero (FP) para financiar os custos de capital (CAPEX) de até 12 mil milhões de dólares norte-americanos (cerca de 11 mil milhões de euros) para o desenvolvimento do projeto do gasoduto para Timor-Leste e processamento na costa sul.

Após o início da produção, é esperado um retorno financeiro que pode alcançar os 28 mil milhões de dólares (24,7 mil milhões de euros), explicou o responsável. In “Sapo Timor-Leste” com “Lusa”

sexta-feira, 29 de março de 2019

Brasil - Consórcio luso-brasileiro desenvolve tratamento inovador para feridas de pele



Um tratamento inovador e mais econômico para úlceras de pressão, feridas de pele provocadas pela diminuição de circulação sanguínea, está sendo desenvolvido por acadêmicos do Brasil e Portugal.

Professores do Instituto Federal do Maranhão (IFMA), da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra (ESTeSC), em equipe coordenada pela professora Ana Angélica Macedo, do IFMA Campus Imperatriz, esteve reunida em Coimbra até 7 de fevereiro para realizar as primeiras análises laboratoriais.

O projeto “Preparação e Caracterização de Hidrocolóide obtido a partir de Galactomanana Reticulada para Aplicações em Úlceras de Pressão” foi financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Maranhão (FAPEMA) e será desenvolvido até junho de 2020.

As úlceras de pressão são habitualmente tratadas com hidrocolóides – curativos que fazem a regeneração da pele e que são produzidos com material de alto custo, explicou Ana Angélica Macedo.

O objetivo do consórcio luso-brasileiro é encontrar uma solução mais econômica por meio da extração de polissacarídeo da semente Adenanthera pavonina L., segundo a pesquisadora do IFMA. Só no final da investigação será possível quantificar a economia que este método pode representar, mas a utilização de “material vegetal biodegradável, abundante e de baixo custo” permite antecipar que os custos de produção serão reduzidos comparativamente aos métodos existentes.

“O objetivo principal, é que, no final, tenhamos um produto inovador e eficaz para úlceras de pressão para patentear e comercializar”, informou Ana Angélica Macêdo.

Parceria portuguesa

“Complementando os recursos existentes nas diferentes instituições de ensino superior, a investigação é mais célere e produtiva”, afirmou o professor Fernando Mendes, da ESTeSC, justificando assim a parceria Brasil-Portugal.

O consórcio “caracteriza bem a investigação científica nos dias de hoje: multidisciplinar e transnacional, com diferentes conhecimentos, competências e aptidões, a trabalhar em conjunto para encontrar soluções para problemas na área da saúde, e com forte impacto no indivíduo e na sociedade”, complementou.

A pesquisa reúne uma equipe de especialistas multidisciplinar, composta por três professores brasileiros (Ana Angélica Macedo e Rafael Mendonça de Almeida, do IFMA, e Cléber Cândido Silva, da UFMA), cinco estudantes bolsistas, sendo três deles do Maranhão (Gabriel Sá de Sena e Lucas Ribeiro de Sousa, do IFMA, e Romicy Dermondes Souza, da UFMA), além de quatro professores da ESTeSC: Ana Paula Fonseca e Jorge Balteiro (Departamento de Farmácia), Fernando Mendes (Ciências Biomédicas Laboratoriais) e Filipe Amaral (Ciências Complementares). In “Mundo Lusíada” - Brasil

terça-feira, 13 de novembro de 2018

São Tomé e Príncipe - Consórcio Total / Sonangol com contrato para explorar petróleo

O consórcio Total/Sonangol foi escolhido para explorar com o Governo de São Tomé e Príncipe o bloco 1 na Zona Económica Exclusiva são-tomense, no âmbito de um contrato de partilha de produção, anunciou o director da Agência Nacional de Petróleos (ANP) de São Tomé, Orlando Pontes



Segundo o responsável, o compromisso entre o Executivo são-tomense e o consórcio Total/Sonangol será assinado "dentro de algumas semanas" e prevê a exploração de poços em outros blocos, já a partir do próximo ano.

Falando aos jornalistas à saída de um encontro com o primeiro-ministro de São Tomé, Patrice Trovoada, Orlando Pontes adiantou que o governante já está a par desse acordo.

"Nós lançámos, há uns meses, um concurso restrito para a exploração do bloco 1. Viemos informar o senhor primeiro-ministro que vamos anunciar o início das negociações para a assinatura do contrato com o consórcio Total/Sonangol para o bloco 1 na nossa zona exclusiva", clarificou o director da ANP, citado pela agência Lusa.

Orlando Pontes acrescentou que o dossiê do petróleo de São Tomé e Príncipe atravessa uma "fase importante", com o país a "atrair as grandes empresas" petrolíferas.

"No princípio desta semana, a Shell anunciou que vai entrar em quatro blocos em São Tomé e Príncipe, por isso estamos numa fase em que as grandes empresas manifestam os seus interesses. Já temos três: a BP, a Shell e a Total", explicou o responsável. In “Novo Jornal” - Angola

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

São Tomé e Príncipe - Consórcio norte-americano e britânico negoceia dois blocos de petróleo

São Tomé – As autoridades petrolíferas são-tomenses e consórcio formado pela britânica British Petroleum “BP” e a norte-americana Kosmos Energy vão iniciar “nos próximos dias as negociações”, visando, a prospeção de dois blocos de petróleo no mar são-tomense – anunciou o director da Agência Nacional de Petróleo, Orlando Pontes.

Através de um comunicado Pontes explicou que a abertura das negociações surge do direito de prospeção adquirido pelo consórcio formado pela britânica Exploration Operating “BP” e pela norte-americana Kosmos Energy que venceu o concurso “restrito” lançado pela Agência Nacional de Petróleo referente aos blocos números 10 e 13 da Zona Económica Exclusiva de São Tomé e Príncipe.

“A Agência Nacional do Petróleo informa que no âmbito do concurso restrito nº1 e 2/2017, relativo aos blocos nº 10 e 13 da Zona Económica Exclusiva de STP, após a avaliação das propostas apresentadas, o consórcio BP Exploration Operating Company Limited e a Sociedade Kosmos Energy saiu vencedor”- lê-se no comunicado.

A Agência Nacional de Petróleo acrescenta em seu comunicado que “dará início nos próximos dias, as negociações com o referido consórcio com vista a assinatura do Contrato de Partilha de Produção de petróleo e gás” dos supracitados blocos petrolíferos.

Numa Zona Económica Exclusiva, ZEE com cerca de 129 mil kms quadrados, repartidos em 19 blocos, São-Tomé e Príncipe prevê efectuar a sua primeira perfuração em 2019 de acordo com os estudos sísmicos da Kosmos Energy, que detém maioritariamente os blocos 5, 6,11 e 12 da zona considerada rica em petróleo e gás. Ricardo Neto – São Tomé e Príncipe in “Agência STP-Press”

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Lusofonia - Consórcio vai realizar estudo sobre o ensino do português como língua de herança

O consórcio é composto pelo Camões, IP e pelas universidades de Lisboa, Nova de Lisboa, Porto, Minho, Lancaster (Reino Unido) e Tübingen (Alemanha). No seu âmbito, vão ser estudados durante cinco anos, cerca de 300 mil textos de alunos que aprendem Português como língua de herança

Um consórcio criado pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua (Camões, IP) e por seis universidades, quatro portuguesas e duas estrangeiras, vai criar o primeiro ‘corpus’ (coleção de textos) mundial de Português Língua de Herança.

O consórcio é composto pelo Camões, IP e pelas universidades de Lisboa, Nova de Lisboa, Porto, Minho, Lancaster (Reino Unido) e Tübingen (Alemanha).

No seu âmbito, vão ser estudados durante cinco anos, cerca de 300 mil textos de alunos de português no estrangeiro.

A universidade de Lancaster será a responsável pelos projetos de investigação a desenvolver no âmbito do protocolo.

O ‘corpus’ vai reunir cinco ou seis textos redigidos por ano pelos mais de 70 alunos que aprendem português como língua de herança em todo o mundo, num total de “200 a 300 mil” trabalhos, explicou Patrick Rebuschat, da Universidade de Lancaster, na sessão de formalização do consórcio, que decorreu na sede do Camões, IP, em Lisboa.

Entre os objetivos desta parceria está a elaboração de um estudo sobre a motivação de alunos e pais para a aprendizagem do Português, a realizar a partir de inquéritos e entrevistas, num trabalho de recolha que será assegurado pela rede de coordenadores do Ensino do Português no Estrangeiro (EPE), tanto da rede oficial, como da particular.

Onde não houver coordenações de ensino, a recolha será assegurada pelos postos consulares e diplomáticos.

Atualmente, há no estrangeiro mais de 72 mil alunos a aprenderem português como língua de herança, enquanto o português como língua segunda conta com mais de 113 mil estudantes.

“Este estudo vai permitir descrever detalhadamente o Português Língua de Herança e compará-lo com o Português Língua Não Materna”, sublinhou Patrick Rebuschat.

Para o Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas o “primeiro grande objetivo” deste consórcio “é estudar o perfil dos alunos e das suas famílias – um estudo de contexto – tendo em vista aperfeiçoar os conteúdos dos materiais didático-pedagógicos quer a própria formação de professores”.

José Luís Carneiro voltou a referir que o Ministério dos Negócios Estrangeiros tem “duas prioridades que caminham juntas”, referindo que “o objetivo de integração da língua nas estruturas curriculares dos países onde temos comunidades não significa desguarnecer ou dar menor atenção ao ensino da língua portuguesa enquanto língua de origem”.

Sobre o estudo, sublinhou que vai permitir responder a questões como: “Porque é que procuram a língua portuguesa? Qual o papel das famílias na procura da língua portuguesa? Se a língua portuguesa é um fator de inserção, de inclusão, ou é um fator de bloqueio à integração cívica ou institucional?”.

Já o secretário de Estado da Educação afirmou que são cada vez mais necessárias políticas públicas fundamentadas “em evidências”, apesar de não se deixar de parte a aposta em políticas baseadas na ideologia.

“Quando decidimos apoiar os filhos dos nossos emigrantes que não têm acesso à língua materna, há aqui uma aposta ideológica de não deixar que percam as suas raízes com a sua língua materna”, sublinhou João Costa.

Algo que só se constrói se for assente em “políticas de evidência (científica)”, acrescentou o governante. “E sem dados, não há evidências”, disse ainda, referindo-se ao estudo que será realizado. In “Mundo Português” - Portugal

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Argélia – Consórcio chinês cria hub de transbordo na Argélia

Dentro de sete anos, se tudo correr como previsto, a Argélia disporá de um porto de transhipment de contentores com uma capacidade projectada para atingir os 6,5 milhões de TEU em quatro anos.

O novo porto será construído por um consórcio chinês e operado pela Shanghai Ports Group. As autoridades argelinas estimam que assim será mais fácil captar tráfegos e contentores com origem/destino no Extremo Oriente, que ali façam transhipment, que utilizem as redes viária e ferroviária argelinas para chegar ao interior do continente africano.

A primeira fase do novo porto deverá estar operacional dentro de sete anos. Serão precisos depois mais quatro anos atingir os programados 23 postos de atracação e a capacidade de movimentar 6,5 milhões de TEU e 26 milhões de toneladas de mercadorias/ano.

O acordo para o desenvolvimento do novo projecto foi ontem mesmo assinado na Argélia pelo ministro dos Transportes argelino e por representantes da China Harbour Engineering Company e da China State Construction Engineering Corporation.

O projecto deverá arrancar formalmente em Março próximo, assim esteja constituída a nova sociedade que ficará responsável pelo seu desenvolvimento. In “Transporte & Negócios” - Portugal

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Consórcio

Línguas Portuguesa e Chinesa Lançam consórcio

As Universidades de Lisboa e de Estudos Estrangeiros de Pequim lançaram o Consórcio para a Cooperação e Intercâmbio para as Culturas e Língua Portuguesa e Chinesa para reforçar a aprendizagem das línguas dos dois países.

“Nós, neste momento, temos uma cooperação muito forte com eles e, portanto, (o consórcio) cria condições para estabelecer os materiais para o ensino do português na China, que está em enorme expansão nos últimos anos “, sublinhou.









O mesmo responsável explicou que o documento hoje assinado com a universidade chinesa prevê também a instalação em Lisboa de um centro do Instituto Confúcio “onde se ensina chinês aos alunos portugueses”.

Sem quantificar números, António Cruz Serra defendeu que o ensino da língua portuguesa na China “está a explodir” num movimento que acontece também devido às oportunidades que se criam no âmbito do relacionamento entre a China e os países de língua portuguesa. in “Notícias ao minuto” - Portugal