A
Universidade de Coimbra (UC) lidera um consórcio internacional que vai estudar
a compaixão, conexão social e resiliência perante o trauma durante a pandemia
COVID-19.
Considerando
que a crise associada à COVID-19 tem efeitos nefastos tanto na saúde física
quanto na saúde mental das pessoas em todo o mundo, o objetivo, explica Marcela
Matos, «é examinar o impacto psicológico desta pandemia e compreender que
fatores podem ser protetores contra as suas consequências negativas ao nível da
saúde mental».
«Pretende
explorar, ao longo do tempo e em diferentes países/culturas, os efeitos da
pandemia COVID-19 na nossa sensação de segurança e ligação aos outros, sintomas
psicopatológicos (como a ansiedade, depressão e trauma), procurando determinar
de que modo as pessoas lidam com esta situação e se a mesma pode ser fonte de
crescimento pessoal pós-traumático. Um dos aspetos mais inovadores consiste na
investigação do possível efeito protetor da compaixão e da autocompaixão»,
explicita a coordenadora do consórcio.
A
compaixão «tem sido definida como a sensibilidade ao sofrimento no próprio e
nos outros, capaz de gerar esforços concretos para aliviar ou prevenir esse
mesmo sofrimento. Este projeto investigará, de modo transcultural, se a
compaixão desempenha um papel protetor relevante na atenuação dos efeitos
nocivos da pandemia na saúde mental dos indivíduos», acentua.
Este
estudo tem como população-alvo indivíduos da população geral (com idades
compreendidas entre os 18 e os 80 anos), profissionais de saúde e pessoas em
cargos de chefia em empresas e instituições. A participação envolve o
preenchimento anónimo e confidencial de um questionário online.
Mais
informações sobre o projeto e como participar podem ser encontradas aqui. Universidade de Coimbra
- Portugal
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