Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quinta-feira, 14 de agosto de 2025

China - Lança novo visto para jovens cientistas e engenheiros para atrair talentos

Pequim - O governo chinês anunciou no dia 14 que alterará os seus regulamentos sobre o controlo de entrada e saída de estrangeiros, criando um novo "visto K" para "jovens talentos científicos e tecnológicos". O novo visto entrará em vigor em 1 de outubro. A intenção do governo é atrair jovens talentosos do exterior para as áreas de ciência e tecnologia e utilizá-los em inovação tecnológica.

Para obter o visto K, os candidatos devem atender a certas condições estabelecidas pelas agências governamentais chinesas relevantes. As condições específicas são desconhecidas. A China está a concentrar-se em promover tecnologias de ponta, como inteligência artificial (IA), robótica e semicondutores, e treinar engenheiros envolvidos nesses desenvolvimentos é um desafio. Kyodo News - Japão

 

quinta-feira, 20 de março de 2025

Portugal - Estudantes da Universidade de Coimbra desafiam jovens talentos para competição de programação aplicada à robótica

A BotOlympics, a maior competição de programação aplicada à robótica da região Centro, está de regresso à Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), de 27 a 30 de março, para desafiar jovens talentos nesta área. A edição deste ano, à semelhança das anteriores, decorrerá no Departamento de Engenharia Eletrotécnica e de Computadores (DEEC) da FCTUC, e, a final, no Alma Shopping.


 

Este evento, organizado pelo Núcleo de Estudantes de Engenharia Eletrotécnica e de Computadores da Associação Académica de Coimbra (NEEEC/AAC), em conjunto com o Clube de Robótica (CR) da Universidade de Coimbra, tem como objetivo principal dar a conhecer o mundo da robótica a jovens aspirantes a engenheiros.

Durante os quatro dias de competição, os participantes, vindos do ensino básico, secundário e superior, terão a oportunidade de desenvolver e testar as suas capacidades de programação e resolução de problemas, aplicando os seus conhecimentos a desafios práticos em robôs autónomos. 

De acordo com a organização, as três provas da competição refletem diferentes cenários do mundo real e são ajustadas ao nível de ensino dos participantes. A prova ISR, destinada ao ensino básico, prevê que um robô percorra um trajeto rodoviário, enfrentando cruzamentos e obstáculos como passagens de animais. Já a prova Bot’n Roll - “Robot Delivery”, pensada para o secundário, passa por programar um robô para realizar entregas com eficiência e autonomia. Por fim, a prova FCTUC - “Polícia e Ladrão”, preparada para o ensino Superior, pressupõe que um robô polícia capture um robô ladrão, simulando um cenário de resposta rápida. 

De acordo com Luís Ventura, coordenador-geral da 10.º edição, «o BotOlympics distingue-se por aliar competição e formação num ambiente dinâmico e acessível, proporcionando uma experiência única aos participantes, independentemente da sua idade ou nível de experiência». 

Além da competição, o BotOlympics aposta também na divulgação da programação e da robótica junto do público em geral. No dia 29 de março, o Alma Shopping acolhe o programa paralelo BotKids, com demonstrações, desafios e atividades interativas dirigidas especialmente às crianças e às famílias.

«Queremos que este evento seja uma porta de entrada para o mundo da programação e da robótica. O BotKids permite que qualquer pessoa, especialmente as crianças, experimentem e compreendam como estas tecnologias fazem parte do nosso dia a dia», conclui a organização.

Ao longo dos últimos 10 anos, o BotOlympics tem crescido e afirmado a sua importância no panorama educativo e tecnológico português, sendo já a maior competição de programação aplicada à robótica da região Centro. A iniciativa continua a incentivar jovens a desenvolverem competências essenciais para o futuro, combinando criatividade, raciocínio lógico e trabalho em equipa.

Para mais informações sobre o evento consultar o sítio oficial. Universidade de Coimbra - Portugal


terça-feira, 15 de outubro de 2024

Emirados Árabes Unidos – Universidade de Coimbra organiza fórum em Abu Dhabi sobre o papel da robótica no futuro da qualidade de vida das pessoas

O Instituto de Sistemas e Robótica (ISR) da Universidade de Coimbra integra a organização do fórum “Robots for a Better Tomorrow: Wellbeing Through Advanced Technology”, inserido na “International Conference on Intelligent Robots and Systems (IROS 2024)”, a decorrer em Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos, até sexta-feira, dia 18 de outubro.


Paulo Menezes, professor do Departamento de Engenharia Eletrotécnica e de Computadores (DEEC) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UC (FCTUC) e investigador no ISR, além de membro da organização, vai também moderar este fórum sobre o papel da robótica na qualidade de vida.

A IROS é uma das maiores e mais importantes conferências de investigação em robótica do mundo, atraindo investigadores, académicos e profissionais da indústria de todo o mundo. Fundada em 1988, a IROS fornece uma plataforma para a comunidade internacional de robótica trocar conhecimentos e ideias sobre os últimos avanços nesta área.

“Robótica para o Desenvolvimento Sustentável” é o tema da edição deste ano, que se foca em destacar o papel da robótica na consecução de metas de sustentabilidade. A IROS 2024 conta com mais de 4 mil inscritos e um conjunto distinto de oradores em áreas que vão desde a robótica humanoide, à ética, passando pela utilização da robótica na medicina.

Esta conferência tem como objetivo destacar investigadores emergentes e profissionais, que apresentam as suas contribuições para o desenvolvimento sustentável através de palestras plenárias, workshops, sessões técnicas, competições e fóruns interativos.

Para mais informações consultar o sítio da IROS 2024. Universidade de Coimbra - Portugal


domingo, 4 de agosto de 2024

Europa - Universidade de Coimbra integra projeto que pretende utilizar a robótica para dar segunda vida a sapatos usados

A Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) integra o projeto europeu REMAIN - Robotic REMAnufacturing of deformable INdustrial Products, que pretende dar uma segunda vida aos produtos manufaturados, principalmente os da indústria do calçado, que gera uma enorme quantidade de resíduos descartados de forma inadequada.

«Este projeto consiste no desenvolvimento de novas ferramentas que permitam detetar danos em produtos usados e de um sistema multirobô capaz de desmontá-los e prepará-los para a sua reintrodução nas cadeias de produção. Para tal, será também avaliada a refabricação dos produtos atuais, oferecendo critérios de melhoria relacionados com a conceção dos produtos e os sistemas de fabrico, que serão incluídos num Guia de Eco design», explica Hélder Araújo, docente do Departamento de Engenharia Eletrotécnica e de Computadores (DEEC) e coordenador do projeto na FCTUC.

«Trata-se de viabilizar o reparo do produto como alternativa à compra de um novo ou ao descarte de usados, de forma técnica e economicamente viável», revela o também investigador do Instituto de Sistemas e Robótica (ISR), acrescentando que o objetivo é também contribuir para a sustentabilidade ambiental, cumprindo assim os requisitos estabelecidos pela União Europeia nesta matéria.

O projeto REMAIN faz parte do Interreg Sudoe, o Programa de Cooperação Territorial do Espaço Sudoeste Europeu, que apoia o desenvolvimento regional através do cofinanciamento de projetos transnacionais através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).

De acordo com o consórcio, «a área SUDOE é composta por muitas pequenas e médias empresas com baixo nível tecnológico que produzem diferentes produtos de uso corrente e com um ciclo de vida curto, principalmente devido ao baixo custo, dificuldades de reparação/renovação, gerando assim uma grande quantidade de desperdício. Desta forma, pretende-se introduzir a remanufactura como parte do modelo de negócio», conclui.

O projeto é liderado pelo INESCOP, centro tecnológico do calçado, e fazem parte do consórcio a Federação Espanhola das Indústrias do Calçado (FICE), a Câmara de Comércio AIDA-CCI (Portugal); as universidades de Alicante, de Clermont Auvergne INP, de Coimbra e de Saragoça, bem com as empresas Automatic Control Numerical SL e SMA-RTY (França) e Associação Social Proyecto Lázaro España. Universidade de Coimbra - Portugal


quarta-feira, 24 de abril de 2024

Internacional - Universidade de Coimbra coordena projeto europeu que visa desenvolver robótica e machine learning para agricultura digital

A Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) está a coordenar um projeto europeu que visa desenvolver robótica e machine learning para agricultura digital.


O “Artificial Intelligence and sensor-fusion systems in sustainable (Green) robotics for precision agriculture (AIGreenBots)” terá a duração de quatro anos e será financiado pelo Programa Horizonte Europa MSCA-DN com o valor global de 2,5 milhões de euros.

Em colaboração com instituições de Espanha, França, Países Baixos e Reino Unido, o projeto “AIGreenBots” pretende desenvolver novas plataformas de agro-bots, perceção robótica e sistemas de fusão de sensores, testar sistemas de robótica agrícola, mas também abordar as questões de segurança e aspetos importantes da legislação.

«Este projeto trata-se de uma Rede Doutoral Marie Skłodowska-Curie Actions (MSCA) que implementará uma aprendizagem multidisciplinar, desenvolvimento de carreira e investigação para nove estudantes internacionais de doutoramento», explica o coordenador do projeto, Cristiano Premebida, professor do Departamento de Engenharia Eletrotécnica e de Computadores (DEEC) e investigador do Instituto de Sistemas e Robótica (ISR) da FCTUC.

«Através de uma parceria internacional e complementar com universidades de topo, centros de investigação e partes interessadas relacionadas com a agricultura, dos diferentes países, esta Rede Doutoral tem como objetivo fornecer competências e conhecimentos necessários para enfrentar um dos principais desafios da nossa sociedade e do ambiente: a robótica agrícola para agricultura de precisão/digital», descreve o coordenador do projeto.

Ao envolver os estudantes num paradigma de investigação para exploração industrial, o “AIGreenBots” reúne participantes académicos e não académicos de diversas áreas, nomeadamente robótica, automação, deteção remota para agricultura de precisão, inteligência artificial (IA) confiável e aprendizagem de máquina probabilística, engenharia de sistemas, inferência probabilística, sensores de fusão, segurança e implantação real de robótica agrícola.

«Atualmente, na Europa, não existem programas de doutoramento centrados na agricultura-robótica que exponham os alunos a conceitos tão amplos e a experiências como esta, mas há uma necessidade cada vez maior deste tipo de investigação. Após a conclusão do projeto, os investigadores estarão plenamente capacitados para dirigir investigações interdisciplinares a nível internacional», assegura o coordenador do projeto na UC.

Desta forma, conclui o docente da FCTUC, «a estrutura do “AIGreenBots” servirá como plataforma europeia para uma formação doutoral de excelência em robótica inteligente para agricultura de precisão/automatizada e agricultura digital». Universidade de Coimbra - Portugal


segunda-feira, 4 de setembro de 2023

Macau - Quer atrair peritos, incluindo lusófonos

O Governo apresentou dois programas para atrair quadros qualificados das áreas da tecnologia de ponta que valorizam o conhecimento do português. O objectivo é captar profissionais formados nas 100 melhores universidades do mundo ou nas 20 melhores do Interior da China


Na sexta-feira entraram em vigor dois programas para captar “quadros altamente qualificados” e “profissionais de nível avançado” em tecnologia de ponta, cujos critérios valorizam o conhecimento da língua portuguesa.

De acordo com os despachos assinados pelo Chefe do Executivo, publicados no Boletim Oficial de Macau na quinta-feira, os programas têm como objectivo “impulsionar o desenvolvimento das indústrias chave”.

Nos despachos que enquadram os programas, Ho Iat Seng defendeu que a indústria de tecnologia de ponta é “necessária à diversificação adequada da economia” da RAEM, altamente dependente do turismo e dos casinos.

Os programas apontam para tecnologias como a inteligência artificial, novas energias, robótica, Internet das coisas, cibersegurança, mega dados, realidade virtual e aumentada, e circuitos integrados microelectrónicos, também conhecidos por ‘chips’.

Os candidatos aos programas têm de contar no currículo com, pelo menos, uma licenciatura, ter 21 anos ou mais e obter pelo menos 200 pontos numa lista de critérios que inclui experiência profissional e competências linguísticas. Quanto mais velhos forem os candidatos, menores serão os pontos atribuídos.

A nível das qualificações académicas, há pontos atribuídos para quem obter diplomas nas 100 melhores instituições do mundo ou nas 20 melhores do Interior, de acordo com os seguintes ranking: Times Higher Education World University Rankings, QS World University Rankings, U.S. News & World Report e Academic Ranking of World Universities.

Lista de critérios

Um candidato pode obter até 10 pontos se “possuir boa capacidade de expressão em duas línguas de entre o chinês, português ou inglês”, de acordo com os critérios dos dois programas.

Também os rendimentos anuais provados dos candidatos são alvo de avaliação, e se um candidato apresentar rendimentos superiores a 3 milhões de patacas, soma imediatamente 80 pontos, o valor mais alto. O nível mais baixo é de 30 pontos, para quadros com rendimentos de pelo menos 1,5 milhões de patacas por ano.

Estes dois programas são os primeiros a serem implementados no âmbito de uma lei, que entrou em vigor a 1 de Julho, e que procura captar para Macau quadros qualificados, entre eles vencedores de Prémio Nobel, nomeadamente com benefícios fiscais.

Os quadros qualificados poderão gozar de isenção do imposto do selo sobre a transmissão de bens ou sobre aquisição de bens imóveis destinado ao exercício de actividade própria, assim como isenção da contribuição predial urbana.

Além disso, terão isenção do pagamento do imposto complementar de rendimentos, assim como benefícios para efeitos do imposto profissional, caso sejam contratados por empresas locais.

O Governo definiu como aposta para os próximos anos o investimento em indústrias que podem absorver quadros qualificados, como é o caso do sector financeiro e das áreas de investigação, desenvolvimento científico e tecnológico, saúde com alta tecnologia e medicina tradicional chinesa. In “Hoje Macau” - Macau


segunda-feira, 18 de julho de 2022

Tailândia - Portugal vence a maior competição de Robótica do Mundo, o RoboCup 2022

A equipa das universidades do Porto e de Aveiro foi a grande vencedora da liga de "Simulação 3D" do RoboCup 2022


A equipa FC Portugal, composta pelo Laboratório de Inteligência Artificial e Ciência de Computadores da Universidade do Porto (LIACC/U.Porto), sediado na Faculdade de Engenharia (FEUP), e pelo Instituto de Eletrónica e Informática de Aveiro (IEETA/UAveiro), acaba de sagrar-se campeã do mundo no RoboCup 2022, a competição de robótica que decorreu em Banguecoque, na Tailândia, entre os dias 13 e 17 de julho.

A histórica vitória foi alcançada na liga de Simulação 3D, após o triunfo por 6-1 frente à equipa alemã magmaOffenburg, resultado que espelha bem o domínio da equipa FC Portugal, cujo historial incluía já dois terceiros lugares – em 2016 e 2018 – na competição.

A prestação dos robôs portugueses na competição permitiu ainda interromper um ciclo vitorioso dos EUA que durava há vários anos:  84 golos e só 2 sofridos, numa prova em que participaram 10 equipas provenientes da Alemanha, Brasil, China, EUA, França e India.

O RoboCup é a mais importante competição mundial de robôs e tem como objetivo principal promover a investigação e desenvolvimento em Robótica e em Inteligência Artificial. O desafio é que universidades de todo o mundo possam testar os seus limites a partir de uma competição de futebol robótico com robôs domésticos e industriais ou então simulando missões de socorro e salvamento sempre com robôs.

O RoboCup teve a sua estreia em 1997 em Nagoia, Japão, e acontece anualmente em vários países e continentes. No caso do futebol robótico, o grande objetivo é que em 2050 exista uma equipa de robôs humanoides que possa defrontar a seleção campeã do mundo de futebol desse ano.

Além das competições, o RoboCup inclui ainda uma conferência científica designada RoboCup Symposium, que este ano contou com a organização de Nuno Lau, Professor da Universidade de Aveiro, e um dos membros da equipa FC Portugal.

A próxima edição do RoboCup vai decorrer em Bordéus, França, em julho de 2023, potenciando assim uma participação de equipas portuguesas muito mais numerosa.

A participação portuguesa

A equipa FC Portugal é um projeto conjunto das universidades do Porto e Aveiro, que usa as competições de futebol robótico do RoboCup para desenvolver investigação em Coordenação de Equipas de Robôs e Aprendizagem Computacional para Robôs e Equipas de Robôs. A equipa, este ano, foi composta por Miguel Abreu (estudante do Programa Doutoral em Engenharia Informática da FEUP e investigador do LIACC), Nuno Lau (Universidade de Aveiro/IEETA) e Luís Paulo Reis (FEUP/LIACC), embora outros estudantes das Universidades do Porto e Aveiro tenham também colaborado no seu desenvolvimento.

A equipa FC Portugal é baseada em comportamentos desenvolvidos usando inteligência artificial, nomeadamente aprendizagem por reforço e usa técnicas multiagente para a coordenação da equipa. A segurança e robustez do jogo de equipa é potenciado por uma movimentação em campo rápida e omnidirecional (os robôs humanoides podem andar em todas as direções) e por uma manipulação de bola de excelente qualidade (drible e chuto) que surpreendeu todas as equipas.

Esta foi a primeira vitória de uma equipa portuguesa numa competição principal do RoboCup desde a vitória da equipa CAMBADA, da Universidade de Aveiro, em 2008, na Liga de Robôs Médios. Universidade do Porto – Portugal

Mais Informações




domingo, 14 de junho de 2020

Portugal - Meninas portuguesas ganham competição mundial de robótica

Beatriz e Flor Curto, duas irmãs de Penamacor, com 8 e 9 anos de idade, ganharam a competição mundial de robótica “Wonder League Robotic Competition”, que vai já quinta edição. Este concurso permite que as crianças possam empenhar-se numa tarefa muito complexa e com várias vertentes, entre a programação, o design, a engenharia, as artes e a reutilização de materiais, sempre com muita criatividade



Entre mais de 4500 equipas de 91 países, com mais de 8400 participantes, e 43% de raparigas, a solução vencedora foi da equipa Mountain Explorers, constituída pelas manas Curto, alunas da Escola Básica de Penamacor.

Depois de muitos meses de trabalho, com a passagem à fase final depois de cinco etapas, juntamente com outras 600 equipas, a apresentação vencedora incluía um criativo episódio da referida série televisiva feito pelas meninas, para além das imagens do robôs a cumprir a missão final e dos desafios que a equipa enfrentou para chegar ao resultado, e ainda uma música final de equipa com robôs a dançar.

Um robô a colocar uma bola no copo a longa distância sem ajuda de mãos humanas foi o desafio conseguido, com base num lançador construído com um rolo de papel, um elástico, materiais de artes e, claro, muita fita cola.

Já no ano passado a equipa tinha ficado em segundo lugar, tendo recebido vários prémios incluindo computadores e robôs. Este ano o prémio principal é uma bolsa no valor de 5 mil dólares. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Portugal - Viana do Castelo recebe centro europeu de robótica



Um investimento de 8,5 milhões de euros, em três anos, vai criar em Viana do Castelo o primeiro centro europeu para testar robôs em parques eólicos flutuantes, informou o consórcio internacional responsável pelo projeto Atlantis.

O “primeiro centro europeu de teste de robôs marítimos em ambiente real” será criado no Windfloat Atlantic, o primeiro parque eólico flutuante da Europa continental, que começou a ser instalado, em outubro, a 20 quilómetros ao largo de Viana do Castelo pelo consórcio Windplus.

O novo centro “vai possibilitar a validação de soluções robóticas nas condições climatéricas mais extremas do Oceano Atlântico, em especial nos trabalhos de inspeção e manutenção das infraestruturas eólicas ‘offshore'”.

Em nota enviada à imprensa, o consórcio constituído pelo Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC), a EDP (NEW – Centre For New Energy Technologies) e mais oito parceiros, de cinco países, adiantou que o Atlantis “permitirá quantificar o valor acrescentado de nova tecnologia robótica e acelerar a sua integração no setor da energia eólica marítima”.

“O projeto assenta numa verdadeira simbiose entre as indústrias da energia e da robótica marinha. Este centro de inovação terá uma importância estratégica para o roteiro científico da robótica em toda a Europa”, destacou Andry Maykol Pinto, coordenador do projeto e investigador no INESC TEC, citado na nota.

A atividade do Atlantis estará centrada “na inspeção, manutenção e reparação de infraestruturas eólicas ‘offshore’, onde diversos robôs autónomos (subaquáticos, de superfície e aéreos) serão desenvolvidos e testados em diversos cenários industriais, como, por exemplo, na inspeção de cabos de amarração, monitorização de estruturas subaquáticas ou na limpeza de turbinas”.

A “utilização de soluções robóticas neste setor pretende mitigar riscos e diminuir os custos de operação e manutenção dos parques eólicos ‘offshore’, nomeadamente em águas profundas, contribuindo também para a redução do custo normalizado de energia (Levelized Cost of Energy)”.

O centro a criar “utilizará o parque WindFloat Atlantic para validar e demonstrar aplicações robóticas, desenvolvidas por centros de investigação ou por empresas tecnológicas, membros do consórcio, que contribuam para a sustentabilidade do setor”.

“O Atlantis Test Center será uma excelente oportunidade para as pequenas e médias empresas (PME) que desenvolvam tecnologias capazes de reforçar a sustentabilidade do setor eólico marítimo, pois terão a possibilidade de avaliarem experimentalmente os seus produtos, e adequarem a sua oferta às necessidades e expectativas de um mercado emergente”, acrescentou Andry Maykol Pinto.

Em causa está o Windfloat Atlantic (WFA), um projeto de uma central eólica ‘offshore’ (no mar), em Viana do Castelo, orçado em 125 milhões de euros, coordenado pela EDP, através da EDP Renováveis, e que integra o parceiro tecnológico Principle Power, a Repsol, a capital de risco Portugal Ventures e a metalúrgica A. Silva Matos.

As três turbinas que compõem o parque eólico, sendo que duas já estão montadas em plataformas flutuantes ancoradas no leito do mar, terão no seu conjunto uma capacidade instalada de 25 MW (megawatts), o equivalente à energia consumida por 60 mil habitações por ano.

Para o diretor de I&D da EDP, João Maciel, também citado naquela nota, referiu que aquele parque eólico flutuante “é um passo de gigante na criação de novos mercados para as energias renováveis e, em particular, para o setor eólico”.

“O projeto Atlantis é estratégico para a empresa porque aposta num dos vetores centrais que contribuirá decisivamente para aumentar a competitividade do eólico offshore flutuante: a operação e manutenção inovadoras, criando novas opções viáveis para a descarbonização do sistema energético e da sociedade”, reforçou João Maciel.

O projeto é financiado pelo H2020 – Programa Quadro para a Investigação e Inovação.

O consórcio envolvido no projeto inclui, além do INESC TEC e da EDP NEW Center For New EnergyTechnologies, a Teknologian Tutkimuskeskus VTT e ABB OY (Finlândia), Principle Power France e ECA Robotics(França), Space Application Services NV (Bélgica), IQUA Robotics e Universitat de Girona (Espanha) e RINA Consulting SPA (Itália). In “Bom dia Europa” - Luxemburgo

terça-feira, 12 de novembro de 2019

Portugal - Investigador da Universidade de Coimbra desenvolve “EEG vestível” de baixo custo e reutilizável

O investigador Manuel Reis Carneiro, do Instituto de Sistemas e Robótica (ISR) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), desenvolveu um dispositivo eletrónico vestível (do inglês wearable), de baixo custo e reutilizável, que permite a aquisição de eletroencefalogramas de forma bastante mais confortável e durante períodos bem mais longos que a tecnologia atualmente utilizada na clínica.

Assim, no futuro, realizar um eletroencefalograma, ou EEG, exame bastante utilizado para avaliar a atividade cerebral, será muito mais simples e cómodo para o paciente.

Este inovador dispositivo baseado em eletrónica flexível, tecnologia que permite criar circuitos eletrónicos elásticos (maleáveis), é constituído por uma banda têxtil onde estão inseridos elétrodos não rígidos ultrafinos produzidos através de uma tinta específica que facilita a interface entre o aparelho eletrónico e a atividade cerebral, desenvolvida no Laboratório de “Soft and Printed Microelectronic” (SPM-UC) do ISR no âmbito de um outro projeto de investigação – Stretchtronics.

Atualmente, a eletroencefalografia é efetuada com elétrodos rígidos metálicos colocados no couro cabeludo, que se tornam desconfortáveis ao fim de algum tempo. Para além disso, os atuais sistemas são de grande dimensão, usam muitos fios, demoram tempo a preparar e exigem um técnico especializado, confinando a monitorização de pacientes a um laboratório ou hospital.

O "EEG vestível" desenvolvido pelo investigador do ISR ultrapassa essas limitações, podendo «ser colocado no paciente de forma extremamente simples e rápida por qualquer pessoa e, como é têxtil e os elétrodos são altamente flexíveis, permite a realização de exames ao longo de muito mais tempo, pois não se torna desconfortável, garantido a mesma qualidade dos atuais dispositivos utilizados na medicina», explica Manuel Reis Carneiro.



Pensado inicialmente para ser aplicado em serviços de urgência, «onde nem sempre está disponível um técnico especializado para a realização do exame, possibilitando assim que qualquer profissional coloque o dispositivo e fique a conhecer a condição do doente», o potencial de aplicação deste dispositivo vestível da próxima geração é vasto, refere o investigador.

«Ao permitir a interface homem-máquina, por exemplo, uma pessoa tetraplégica consegue controlar uma cadeira de rodas através da atividade cerebral. Por outro lado, como é um dispositivo sem fios e de muito baixo custo, pode também ser utilizado para exames médicos em locais remotos (telemedicina), ou seja, os dados podem ser adquiridos em qualquer lugar do mundo e analisados remotamente por um médico especializado, num hospital. Pode ainda ser aplicado em casos em que é necessária a monitorização contínua da atividade elétrica do cérebro», destaca.

Após o sucesso dos testes em laboratório, o investigador e a sua equipa pretendem avançar para a validação clínica tendo em vista a colocação no mercado deste “wearable”. «O dispositivo está a funcionar, é eficaz na aquisição de atividade cerebral, é simples e barato (a banda têxtil custa entre 1 e 2 euros), e por isso pretendemos que a tecnologia chegue ao mercado», conclui Manuel Reis Carneiro.

Financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) e pelo Programa Carnegie Mellon Portugal (CMU Portugal), o projeto foi desenvolvido no âmbito da tese de mestrado do investigador, orientada por Mahmoud Tavakoli, docente e diretor do Laboratório de “Soft and Printed Microelectronic” do ISR, e foi distinguido recentemente no concurso de ideias "Fraunhofer Portugal Challenge 2019". Universidade de Coimbra “Faculdade de Ciências e Tecnologia” - Portugal

terça-feira, 18 de junho de 2019

Portugal - Investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra desenvolvem software para nova geração de robôs colaborativos

Um novo software – o primeiro de interface em MATLAB - para robôs colaborativos KUKA (um dos líderes mundiais de robótica), desenvolvido no Laboratório de Robótica Colaborativa da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), já está a ser utilizado em grandes empresas, como é o caso do Grupo BMW, na Alemanha, e em várias universidades de todo o mundo.

O “Kuka Sunrise Toolbox”, assim batizado pelos autores, é um software de licença livre e dispõe de mais de 100 funcionalidades, permitindo, por exemplo, o controlo dos movimentos do robô e guiamento manual de precisão. Funcionalidades de matemática e algoritmos avançados estão também disponíveis, nomeadamente para utilização em trabalhos de investigação.

Mohammad Safeea, o principal investigador deste projeto, cujos resultados foram publicados na “IEEE Robotics & Automation Magazine”, revista de referência internacional em robótica, explica que «este software permite que um utilizador com conhecimentos básicos em robótica possa em poucas horas estar a operar um robô, não sendo necessário conhecimentos avançados e grandes tempos de adaptação ao equipamento. É bom saber que este trabalho de mais de dois anos está a criar um impacto positivo na sociedade».

Por seu lado, Pedro Neto, responsável pelo Laboratório de Robótica Colaborativa da FCTUC, salienta que «pretendemos que os robôs sejam acessíveis a qualquer pessoa, por isso este software é um contributo nesse sentido. Este é um ponto-chave considerando que os robôs colaborativos trabalham lado a lado com os humanos, por exemplo em fábricas ou hospitais, e onde a interação com o equipamento é constante e contínua ao longo do dia».

A demonstração das capacidades do software desenvolvido pela equipa da FCTUC está disponível: aqui. Universidade de Coimbra “Faculdade de Ciências e Tecnologia” - Portugal

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Portugal - Equipa da FCTUC desenvolve ferramenta para integrar a Realidade Virtual na programação de robôs industriais

A inclusão da realidade virtual na robótica, especialmente na robótica industrial, pode ser vantajosa?

Pode, e muito, revela um estudo inédito realizado na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), em resposta a um desafio lançado pela DOLL Engineering, empresa alemã que desenvolve sistemas robóticos para a indústria.

Com recurso a dispositivos de realidade mista (como a usada no Microsoft HoloLens – óculos que juntam objetos de realidade virtual (hologramas) e de realidade aumentada), um grupo de investigadores do Laboratório de Robótica Industrial da FCTUC desenvolveu uma ferramenta robótica que tem tudo para «revolucionar a robótica industrial, designadamente a programação de robôs, porque estamos perante um novo conceito de interação Homem-máquina. Qualquer técnico vai poder programar um robô sem saber nada sobre ele», afirma Norberto Pires, coordenador do projeto.

Basicamente, partindo do potencial do equipamento HoloLens da Microsoft, que projeta hologramas (imagens tridimensionais) no ambiente real onde é utilizado, «o sistema desenvolvido permite que o utilizador extraia informação visual da peça real, por exemplo, do projeto em 3D dessa peça realizado numa ferramenta CAD, e a explore e manipule – visualmente em ambiente real – de acordo com a aplicação pretendida, através de simples gestos com as mãos. De seguida, transmite essa informação ao robô, que por sua vez a assimila e gera o código necessário para a realização das operações definidas, as quais podem incluir a produção da própria peça (por impressão 3D, por exemplo)», explicita o cientista da FCTUC.

Assim, esta nova ferramenta torna a programação de um robô «acessível a qualquer pessoa, uma vez que o programador deixa de ter de saber o código específico de cada máquina, como é que se programa um determinado robô, isto é, os seus detalhes, a linguagem específica usada, as características do robô, etc., ou seja, tudo isso pode ser escondido do programador, o qual se concentra somente nos aspetos operacionais», acentua Norberto Pires.

A equipa acredita que o sistema desenvolvido, em colaboração com a DOLL Engineering, terá «um vasto campo de aplicação num futuro próximo, mudando radicalmente a forma de programar robôs industriais. E, consequentemente, irá reduzir significativamente o tempo de projeção e de fabrico dos produtos, diminuindo os custos associados.»

A «integração da tecnologia de realidade virtual nos sistemas robóticos industriais atuais é, sem dúvida, um ponto de viragem na redução da complexidade para os utilizadores finais. A atual tecnologia de robôs ainda requer especialização avançada na programação», conclui Norberto Pires.

Este estudo foi publicado recentemente na revista internacional “Industrial Robot” da editora Emerald. Visualize de seguida a demonstração realizada no âmbito do projeto. Universidade de Coimbra “Faculdade de Ciências e Tecnologia” - Portugal



sábado, 21 de junho de 2014

Drones

Por que a sociedade não se posiciona contra os robôs assassinos?

Máquinas que matam humanos

A realidade encontrou a ficção cara a cara no campo da robótica.

Contudo, além do encontro estar passando despercebido pela sociedade, a robótica parece ter chegado de forma menos controlada do que a ficção previra.

Na ficção, conforme preconizado por Isaac Asimov, as máquinas estavam sujeitas às Três Leis da Robótica:

•1ª: um robô não pode fazer mal a um ser humano e nem, por omissão, permitir que algum mal lhe aconteça.

•2ª: um robô deve obedecer às ordens dos seres humanos, exceto quando estas contrariarem a Primeira Lei.

•3ª: um robô deve proteger a sua integridade física, desde que, com isto, não contrarie a Primeira e a Segunda leis.

Na realidade, enquanto alguns criam robôs que ajudem paraplégicos a recuperar seus movimentos e explorar outros planetas, os primeiros produtos a chegar ao mercado visam, ao contrário, ferir e matar.

O problema atingiu proporções que chamaram a atenção da ONU (Organização das Nações Unidos), que, sem maiores divulgações, reuniu-se para discutir a "ética" dos robôs assassinos pela primeira vez.

Pesquisadores, especialistas em robótica e até ex-comandantes militares reuniram-se em Genebra, na Suíça, para falar sobre os recentes avanços em "armas letais autônomas", um eufemismo para robôs assassinos ou armas robotizadas.

Os tópicos incluíram as questões éticas envolvidas e quais leis estão sendo afetadas ou eventualmente desobedecidas pelas máquinas de matar que, percebidas ou não, já estão em operação.

Os resultados da discussão só serão conhecidos em Novembro, quando o grupo que dirigiu os trabalhos vai apresentar seu relatório oficial.

Robôs assassinos

O risco dos robôs assassinos não é mais uma ameaça hipotética.

A Rússia acaba de equipar suas bases de mísseis com robôs armados que podem atirar em qualquer invasor - ou humano desavisado - de forma autônoma.

Enquanto isso, uma empresa na África do Sul começou a vender robôs para combater manifestações da sociedade civil, citando sobretudo as greves, um direito constitucional em virtualmente todos os países do mundo.

De acordo com uma pesquisa da ONU, civis foram mortos em 33 ataques com drones ao redor do mundo. No Paquistão, de 2.200 a 3.300 pessoas foram mortas por ataques de drones norte-americanos desde 2004, 400 dos quais eram civis. De acordo com os últimos dados do Ministério da Defesa do Paquistão, 67 civis foram mortos em ataques de drones no país desde 2008.

Em 2006, o Japão decidiu adotar a primeira lei de Asimov, argumentando que ainda não seria realístico dar atenção às outras duas.

Mas os fatos mostram que já não é mais suficiente confiar em humanos responsáveis para fazer robôs responsáveis.

"Não é mais 'muito cedo' para começar a discutir esse tipo de questão, dada a velocidade de seu desenvolvimento," afirmou Linda Johansson, pesquisadora em ética robótica no Instituto Real de Tecnologia da Suécia.

Por que a sociedade não se posiciona contra os robôs assassinos?

Para quem os controla, os drones são o supra-sumo da tecnologia. Para os civis em terra, são máquinas que matam inocentes à distância, sem qualquer chance de defesa. [Imagem: KTH/Paul Fleet]

Decisão robótica

Linda sugere que, com a realidade atropelando as previsões dos futurólogos, é necessário reconsiderar as leis internacionais de guerra e examinar quem deve ser responsabilizado pelas ações dos robôs avançados.

"Soldados podem matar outros soldados em uma guerra - seria admissível que alguém do outro lado da terra ataque os operadores que controlam os drones?" Questiona a pesquisadora.

Ela também questiona a ética de atribuir aos operadores de drones a tarefa de rastrear uma pessoa à distância por dias, eventualmente semanas, antes de disparar no momento "mais propício": "Isso é diferente de soldados de combate comuns que enfrentam seus adversários diretamente," diz ela.

"Em breve poderemos estar diante de uma situação em que um operador controla dois drones em vez de um, por razões de custo," prevê Linda. "Acrescente a isso a tendência humana de confiar na tecnologia; agora imagine uma situação em que decisões muito rápidas devem ser tomadas. Fica fácil deixar a etapa da decisão fora do circuito e entregar o controle para o robô ou computador."

"O homem se torna o elo mais fraco," conclui ela.

Valor da vida

Na semana passada, um relatório da organização Human Rights Watch pediu o banimento das armas robotizadas e autônomas.

"Como máquinas inanimadas, armas totalmente autônomas não podem verdadeiramente compreender nem o valor de uma vida individual, nem o significado de sua perda", afirma a nota da entidade.

Desde Asimov, muitas têm sido as preocupações com o risco do surgimento de "máquinas assassinas".

Confiando que o futuro demoraria muito a chegar, a sociedade não se preparou, e agora terá que lutar para evitar que o problema atinja um ponto sem volta. Inovação Tecnológica – Brasil