Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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segunda-feira, 7 de setembro de 2026

China - Hengqin já tem mais de 8100 empresas com capitais da RAEM

O lançamento do “Projecto Geral de Construção da Zona de Cooperação Aprofundada” completou cinco anos, tendo diversas estratégias produzido frutos. Segundo o Governo de Hengqin, até ao final de Julho deste ano, o número de empresas de capitais da RAEM em Hengqin aumentou 75% para 8148, em relação ao verificado há cinco anos


No dia 31 de Julho deste ano, o número de empresas de capitais de Macau em Hengqin fixou-se em 8148, ilustrando um aumento de 75,7% face a 2021, ano em que foi oficialmente criada a Zona de Cooperação Aprofundada. Desse modo, as empresas de capitais da RAEM em Hengqin representam 16,2% do total, o que significa que “em cada seis empresas, há uma com gene de Macau”, salientou a Direcção dos Serviços Administrativos e Jurídicos da Zona de Cooperação.

Por ocasião do quinto aniversário da promulgação do “Projecto Geral de Construção da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin”, o Governo de Hengqin constata ainda que já foram lançadas 350 medidas de articulação de regras, envolvendo áreas como a economia e comércio, assuntos comerciais e bem-estar da população. Simultaneamente, os serviços correspondentes ao objectivo “Assuntos de Macau tratados em Hengqin cresceram para um total de 474.

Noutra esfera, indica que o “Novo Bairro de Macau” acolhe até ao momento mais de 4000 residentes, ao passo que a Escola de Hengqin Anexa à Escola Hou Kong conta com um total de 970 alunos, do ensino infantil, primário e secundário, estando em preparação a unidade de ensino secundário complementar. Também no âmbito da educação, realça que mais de 1450 alunos de pós-graduação das três universidades públicas de Macau estão a estudar de forma transfronteiriça entre a RAEM e Hengqin.

Por outro lado, revela que, no segundo trimestre do corrente ano, o valor acrescentado das “quatro novas indústrias” em Hengqin atingiu 19,537 mil milhões de renminbis, traduzindo-se num acréscimo homólogo de 7,9%, ocupando 68,1% do Produto Interno Bruto. Paralelamente, até Agosto deste ano, 81 produtos de nove empresas obtiveram as designações “fabricado sob supervisão de Macau”, “produzido sob supervisão de Macau” ou “design de Macau”.

No que respeita ao turismo, na primeira metade deste ano, um dos sinais do “crescimento robusto” do mercado reflecte-se na subida homóloga em 168,7% do volume de participantes nas excursões Hengqin-Macau. No mesmo intervalo temporal, o número de convenções ou exposições realizadas sob o modelo “Um Evento, Dois Locais” de Macau e Hengqin mais do que duplicou face ao período homólogo do ano passado.

Quanto às finanças modernas, garante que têm sido explorados constantemente novos caminhos para fluxos de capital transfronteiriços.

Ademais, sublinha que deverá arrancar este ano a construção da Estação de Comboio Rápido de Hengqin, que se ligará à rede ferroviária nacional de alta velocidade.

Por outro lado, sublinha que o Centro de Serviços Económicos e Comerciais entre a China e os Países de Língua Portuguesa/Espanhola tem-se dedicado à criação de “pontes” para empresas expandirem negócios para o estrangeiro. Até Julho deste ano, o Centro estabeleceu parcerias com mais de 200 entidades de mercado e prestadores de serviços profissionais, e celebrou acordos de cooperação estratégica para a expansão internacional com 16 empresas líderes, incluindo a Huawei Macao, JD.com, Kuaishou Technology, Didi Chuxing e China Southern Airlines Technology.

Também até Julho, os 12 bancos-piloto em Hengqin abriram quase 800 contas de comércio livre multifuncionais, movimentando transferências de capitais superiores a 630 mil milhões de renminbis. Por outro lado, até 22 de Agosto, o Posto Fronteiriço de Hengqin tratou mais de mil pedidos para o serviço de reembolso do imposto à saída do território, que impulsionaram 7,3 milhões de renminbis em consumo por parte de visitantes.

Noutro domínio, indica ainda que, desde Fevereiro de 2026, foram filmadas 48 séries no Estúdio Internacional de Cinema e Televisão de Hengqin. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau


sábado, 3 de janeiro de 2026

Guiné Equatorial - Por que a Cidade da Paz, Djibloho, é a nova capital?

O Decreto nº 1/2026 estabelece as razões pelas quais La Ciudad de la Paz se tornou a nova capital da Guiné Equatorial


O Decreto nº 1/2026, de 2 de janeiro de 2026, declara a Cidade da Paz (Djibloho) como a nova capital da República da Guiné Equatorial, uma decisão baseada em razões estratégicas, territoriais, administrativas e de segurança nacional.

Um dos principais princípios do Decreto é a necessidade de desconcentrar e descentralizar as funções estatais no âmbito de uma política de desenvolvimento equilibrado e da modernização da administração pública. O Governo considera que a concentração administrativa em Malabo e Bata tem limitado o desenvolvimento harmonioso do resto do país.

O texto observa que, nas últimas décadas, Malabo e Bata vivenciaram um rápido crescimento urbano, impulsionado pela migração interna e pela concentração de infraestrutura, serviços públicos e oportunidades de emprego. Essa situação levou a problemas de planejamento urbano, sobrecarga nos serviços básicos, sobrecarga nas redes de transporte e comunicação e aumento da desigualdade regional.

Diante desse cenário, o Decreto ressalta a necessidade de promover o desenvolvimento regional inclusivo, por meio de investimentos em infraestrutura e serviços que impulsionem as economias locais e facilitem o acesso da população à administração pública, aproximando as sedes institucionais de mais cidadãos e equilibrando a distribuição demográfica.

Outro motivo fundamental citado é a paz e a segurança nacionais, consideradas pilares essenciais para o desenvolvimento e a estabilidade institucional. O documento recorda que a Guiné Equatorial enfrentou ameaças e tentativas de desestabilização no passado, tornando necessário o reforço de uma estratégia de segurança abrangente, adaptada aos novos riscos, tanto internos como externos.

Nesse contexto, a Cidade da Paz (Djibloho) é apresentada como a opção mais adequada para abrigar a capital, devido à sua localização geográfica estratégica, seu potencial de expansão urbana, sua capacidade de acomodar infraestruturas administrativas modernas e sua conectividade com o resto do país.

A designação de La Ciudad de la Paz como capital responde, portanto, a uma visão de Estado que visa garantir um desenvolvimento mais equilibrado, uma administração mais próxima do cidadão e uma maior coesão nacional. Marisa Okomo – Guiné Equatorial in “Real Equatorial Guinea”


sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Guiné Equatorial – A jovem Cidade da Paz, na província de Djibloho, declarada a nova capital política do país

A designação foi feita pelo Decreto número 1/2026, de 2 de Janeiro, sancionado pelo Presidente da República, Obiang Nguema Mbasogo


A Cidade da Paz, na província de Djibloho, foi oficialmente declarada capital política da República da Guiné Equatorial, após a aprovação do Decreto nº 1/2026, de 2 de janeiro, sancionado pelo Presidente da República, Obiang Nguema Mbasogo.

A decisão representa uma grande mudança institucional para o país, estabelecendo a Cidade da Paz (Djibloho) como a nova sede do Governo e das principais instituições do Estado.

A cidade, que integra a província criada em 2017, assume agora o papel de capital política, reforçando a sua posição na organização política e administrativa do país. Com esta medida, Malabo deixa de ser a capital da Guiné Equatorial, estatuto que detinha até então.

Djibloho, concebida desde o início como a futura sede da capital administrativa, abriga há anos infraestrutura governamental e prédios institucionais. Sua designação oficial faz parte de uma estratégia de reorganização territorial do estado e descongestionamento administrativo.

A declaração de La Ciudad de la Paz como capital política inaugura uma nova etapa na estrutura institucional do país, com implicações políticas, administrativas e logísticas que serão definidas conforme as disposições oficiais derivadas do Decreto nº 1/2026 forem aplicadas. Juan Nka – Guiné Equatorial in “Real Equatorial Guinea”

O projeto urbanístico da Cidade da Paz, Djibloho, foi concebido pelo atelier português de arquitectura e urbanismo FAT – Future Architecture Thinking fundado pelo arquitecto Miguel Correia.

Na fase inicial da criação, o ateliê português Ideias do Futuro (IDF) também participou no desenvolvimento conceptual de Djibloho em colaboração com a construtora Zagope. Baía da Lusofonia


segunda-feira, 8 de junho de 2020

Portugal - Sabia que o Rio de Janeiro chegou a ser capital do Reino?



Ao longo de mais de 900 anos de história, Lisboa nem sempre foi a capital do Portugal.

Assim, Guimarães, Coimbra, Lisboa, Rio de Janeiro e Angra do Heroísmo foram as cinco capitais que Portugal já teve. Pouco portugueses o saberão e as circunstâncias em que cada uma destas cidades se tornou capital são também bastante desconhecidas, exceto talvez Guimarães, a primeira capital do Condado Portucalense e do país, ainda hoje uma importante memória viva da afirmação e independência de Portugal.

Coimbra tornou-se a cidade mais importante abaixo do Rio Douro, capital de um vasto condado governado pelo moçárabe Sesnando. Com o Condado Portucalense, o conde D. Henrique e a rainha D. Teresa vieram viver para a cidade. Alguns historiadores ainda acreditam que no interior das suas muralhas terá nascido D. Afonso Henriques, o primeiro rei de Portugal que fez dela capital do Condado, substituindo Guimarães. Esta mudança de capital para a região do Mondego foi vital para viabilizar a independência de Portugal ao nível económico, político e social.

Coimbra foi capital até 1255, sendo Lisboa a sua sucessora. No entanto, com as invasões francesas, a família real estabeleceu-se no Brasil, movendo assim a capital do reino de Portugal para o Rio de Janeiro. Alguns historiadores referem este momento da nossa história como ‘inversão metropolitana’, a governação do império ultramarino português passou a ser exercida a partir da antiga colónia portuguesa.

No século XIX, Angra do Heroísmo assume-se como o centro e alma do movimento liberal em Portugal. A cidade açoriana abraçou a causa constitucional e nela se instalou, em 1828 a Junta Provisória, em nome de Maria II de Portugal, na sequência, a cidade foi nomeada capital do reino em 1830.

Em suma Portugal já teve 5 capitais: Guimarães, Coimbra, Lisboa, Rio de Laneiro e Angra do Heroísmo. In “Mundo Português” - Portugal

sábado, 17 de agosto de 2019

Indonésia - Presidente propõe mudança da capital do país para o Bornéu Oriental

Jacarta - O presidente indonésio, Joko Widodo, propôs hoje formalmente a mudança da capital do arquipélago de Jacarta para o Bornéu devido à elevada taxa demográfica e a problemas relacionados com o afundamento dos solos.

O chefe de Estado pediu apoio aos deputados sobre o assunto, durante um discurso que decorreu no Parlamento no âmbito das celebrações do 74.º aniversário da independência que se assinala no sábado.

Widodo pediu "apoio formal" aos deputados "para mudar a capital nacional (Jacarta) para Kalimantan", o nome indonésio da ilha que o país comparte com a Malásia e o reino do Bornéu.

"A capital não é apenas um símbolo de identidade nacional, mas é também a representação do progresso da nação", disse o chefe de Estado durante o discurso que foi transmitido pela televisão sublinhando que a decisão pode ajudar também a alcançar objetivos de "igualdade económica".

Widodo não especificou o local exato na ilha do Bornéu para onde pretende mudar a capital da República da Indonésia nem adiantou uma data para iniciar o processo apesar de o governo já ter defendido anteriormente que a primeira fase da mudança deve começar em 2024.

Em maio, o presidente visitou a parte indonésia da ilha e várias cidades candidatas a acolher a nova capital, entre as quais a zona conhecida como Bukit Soeharto, situada a 40 quilóemtros da capital provincial do Bornéu Oriental, Balikpapan.

O chefe de Estado prometeu até ao final do ano anunciar o nome da nova capital administrativa do país, sendo que Jacarta, na ilha de Java, vai continuar a ser o centro financeiro e empresarial da Indonésia.

Na zona metropolitana de Jacarta vivem cerca de 30 milhões de pessoas que habitam igualmente as cidades satélites que rodeiam uma das capitais mais poluídas do mundo onde, por exemplo, os problemas de trânsito automóvel provocou prejuízos consideráveis ao Estado.

Devido às fortes chuvas e à extração de águas subterrâneas, as inundações provocam perigosos afundamentos de solos, sobretudo no norte de Jacarta.

A proposta sobre a mudança da capital procura igualmente ajudar a "redistribuir a riqueza no arquipélago" onde a maioria da concentração populacional está nas ilhas de Java e Sumatra, enquanto que ilhas como o Bornéu estão menos desenvolvidas.

Os planos de mudança da capital foram sempre considerados pelos vários governos da Indonésia desde o mandato de Sukarno que governou a República da Indonésia entre 1945 e 1967. In “Sapo Timor-Leste” com “Lusa”