Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sábado, 12 de setembro de 2026

Macau - Cooperação estatística une bancos lusófonos

Representantes de bancos centrais de vários países de expressão portuguesa desenvolveram intercâmbios de aprofundamento da cooperação e promoção conjunta do desenvolvimento dos dados, em encontro promovido pela Autoridade Monetária de Macau. De entre as matérias abordadas, destaque para os pagamentos electrónicos e a cooperação entre as unidades bancárias e os serviços no âmbito da função estatística


A Autoridade Monetária de Macau (AMCM) levou a efeito o XV Encontro de Estatísticas dos Bancos Centrais dos Países de Língua Portuguesa (PLP), sendo esta a segunda vez, desde a edição de 2021, que a entidade assume a organização do evento.

A reunião contou com a participação de um total de 21 representantes do Banco Nacional de Angola, Cabo Verde, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e da AMCM, tendo sido desenvolvidos intercâmbios em torno do tema “Aprofundamento da cooperação estatística e promoção conjunta do desenvolvimento dos dados”.

Na sua intervenção de abertura, a vogal do Conselho de Administração da AMCM, Henrietta Lau Hang Kun, referiu que a AMCM, enquanto uma das entidades produtoras de estatísticas oficiais da RAEM, “tem cumprido rigorosamente as normas internacionais na elaboração e publicação dos dados estatísticos do sector financeiro e do sector externo, bem como participado activamente em diversos projectos de cooperação estatística internacional”.

Sublinhou que “estes resultados estatísticos de elevada qualidade constituem uma base científica sólida para os trabalhos de formulação de políticas, avaliação de desempenho, entre outros”.

Com o florescimento da economia digital, a rápida evolução dos meios de pagamento e a entrada da 7ª edição do Manual da Balança de Pagamentos e da Posição de Investimento Internacional (BPM7) na fase transitória de implementação, “os trabalhos estatísticos dos bancos centrais irão acolher novas oportunidades e enfrentar novos desafios”, disse o dirigente da AMCM.

De acordo com um comunicado divulgado, os representantes procederam a um intercâmbio e debate aprofundados sobre diversas matérias, nomeadamente os mais recentes desenvolvimentos das estatísticas relativas aos pagamentos electrónicos.

Além disso, o encontro abordou os desafios na elaboração das estatísticas do sector externo, as concepções e os trabalhos preparatórios respeitantes à fase transitória de implementação do BPM7, bem como a divisão de funções e a cooperação entre os bancos centrais e os serviços no âmbito da função estatística.

A AMCM espera que, através dos debates e intercâmbios realizados neste encontro, seja possível a “consolidação de consensos e a promoção de inspiração mútua, com vista à elevação conjunta, com os PLP, da capacidade profissional no domínio da estatística e ao reforço do grau de alinhamento internacional dos trabalhos estatísticos”.

O organismo refere que, no futuro, reforçará os contactos com os bancos centrais dos PLP, promoverá a cooperação multilateral entre a RAEM, consolidará a função de Macau enquanto plataforma de serviços financeiros entre a China e os PLP e desempenhará adequadamente o papel de “interlocutor de precisão”. Vítor Rebelo – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”


segunda-feira, 6 de outubro de 2025

Cabo Verde e Macau alargam cooperação financeira

O combate ao branqueamento de capitais e ao financiamento do terrorismo e a formação de quadros são algumas das áreas abrangidas por um novo acordo de cooperação entre a Autoridade Monetária de Macau e o Banco de Cabo Verde


A Autoridade Monetária de Macau (AMCM) e o Banco de Cabo Verde assinaram um novo acordo de cooperação, para aprofundar o intercâmbio em matérias relacionadas com a supervisão financeira. Focado na vertente “prudencial”, este acordo, celebrado durante o 12.º “Encontro de Governadores dos Bancos Centrais dos Países de Língua Portuguesa”, realizado em Cabo Verde, “abrange áreas como a supervisão no combate ao branqueamento de capitais e ao financiamento do terrorismo, a cooperação técnica, a formação de quadros profissionais, bem como a supervisão e o intercâmbio relativos a serviços financeiros emergentes, com o objectivo de salvaguardar em conjunto a segurança e a estabilidade dos respectivos sistemas financeiros”, informou a AMCM, num comunicado.

“Esta iniciativa simboliza um aprofundamento da cooperação e intercâmbio entre as duas instituições no domínio da supervisão financeira”, sintetiza a entidade reguladora de Macau.

A AMCM selou o primeiro acordo de cooperação e assistência técnica com o Banco de Cabo Verde em 1999, tendo a versão actualizada sido assinada, em Setembro de 2024, em Macau, por ocasião da 2ª “Conferência dos Governadores dos Bancos Centrais e dos Quadros da Área Financeira entre a China e os Países de Língua Portuguesa”.

Até agora, a AMCM já celebrou acordos de cooperação bilateral com 12 autoridades de supervisão financeira de oito países de língua portuguesa. Olhando para o futuro, o organismo garante que “continuará a aprofundar a cooperação bilateral e multilateral com os países de língua portuguesa no âmbito financeiro, promovendo activamente o intercâmbio e a interacção” entre a China e os países lusófonos, por forma a “desempenhar plenamente o papel de Macau como “Plataforma de Serviços Financeiros entre a China e os Países de Língua Portuguesa”.

O Encontro de Governadores dos Bancos Centrais dos Países de Língua Portuguesa inclui intervenções de representantes de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, e Timor-Leste, bem como do Banco Central dos Estados da África Ocidental e do Banco dos Estados da África Central. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau


terça-feira, 26 de setembro de 2023

Macau – BNU recebe delegação de bancos centrais de países de língua portuguesa

A convite da Autoridade Monetária de Macau (AMCM), uma delegação de representantes dos bancos centrais dos países de língua portuguesa esteve recentemente de visita à sede da BNU, uma visita que “evidenciou as relações de longa data entre o BNU e a AMCM” e o “papel do BNU como banco emissor e a sua forte presença no sector financeiro” na RAEM. Em nota, o banco acrescentou ainda que durante a visita, que contou com uma exposição das notas emitidas pelo BNU e a evolução histórica e presença do banco no território, o director geral Carlos Cid Alvares agradeceu a visita da delegação.


“O BNU tem uma forte reputação no meio local e uma relação histórica profundamente enraizada na comunidade, posicionando-se como um banco com uma presença proeminente no mercado de retalho, a par do apoio activo ao crescimento das PME locais”, destacou o representante do BNU. Já Rui Gomes, director executivo do banco, esclareceu os presentes sobre a posição do banco no Grupo CGD e do seu papel fundamental como plataforma de negócios entre Macau, a China, a Área da Grande Baía e, em particular, os Países de Língua Portuguesa.

A sessão culminou com uma visita à recém-renovada Agência Central do BNU, no cruzamento entre as avenidas Almeida Ribeiro e Praia Grande, onde os convidados “tiveram a oportunidade de testemunhar em primeira mão as modernas instalações do banco e a dedicação dos seus colaboradores na prestação de serviços bancários de excelência” indicou ainda a mesma nota. A visita desta delegação, destacou o BNU, serviu para reforçar ainda mais os laços com as entidades reguladoras, “abrindo caminho a futuras colaborações. In “Ponto Final” - Macau


segunda-feira, 20 de setembro de 2021

Macau - Juntou bancos centrais lusófonos para debater futuro da estatística pós pandemia

A Autoridade Monetária de Macau (AMCM) juntou os bancos centrais dos países lusófonos para discutir o futuro da estatística nestas instituições após a pandemia de covid-19, informaram autoridades do antigo território administrado por Portugal.

O presidente do conselho de administração da AMCM, Chan Sau San, sublinhou durante a iniciativa que “a função estatística das instituições centrais desempenhará um papel cada vez mais ativo, estabelecendo fundamentos objetivos indispensáveis para os estudos e a definição de políticas e a supervisão subsequente”, devido à “incerteza causada pelo cenário pandémico na economia e no setor financeiro.

A importância da função estatística e dos dados estatísticos financeiros dos bancos centrais para a avaliação da economia e da estabilidade financeira, no contexto pandémico, bem como os desafios tecnológicos, foram também temas abordados numa videoconferência que juntou os bancos centrais de Angola, Brasil, Cabo Verde, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, para além da AMCM.

O XI Encontro de Estatísticas dos Bancos Centrais dos Países de Língua Portuguesa é um evento bianual que deveria ter ocorrido em 2020, mas que foi adiado devido à pandemia, tendo-se realizado por videoconferência.

Para a AMCM, o evento fortaleceu o contacto com os bancos centrais dos países lusófonos e reforçou a promoção da cooperação multilateral, “consolidando o papel de Macau como plataforma de serviços financeiros entre a China e os países de língua portuguesa”.

O evento foi subordinado ao tema “Da sobrevivência à inovação: a função estatística no pós-epidemia”.

Chan Sau San lembrou que os dados estatísticos elaborados e publicados pelas instituições bancárias centrais “desempenham um papel relevante de promoção para a monitorização das tendências económicas, dos potenciais riscos para o sistema financeiro, bem como do desempenho global do setor financeiro, para além de fornecer uma base (…) sólida para a elaboração de políticas e avaliação”. In “Mundo Lusíada” – Brasil com “Lusa”