Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Macau é um “tesouro” jurídico que liga China e a Lusofonia

A Universidade de Macau acolheu o Fórum sobre a Herança e o Desenvolvimento do Direito Continental, durante o qual discursaram a Comissária do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China e o Secretário para a Administração e Justiça. Em matérias de justiça, Bian Lixin descreveu Macau como “um tesouro de encontro sino-ocidental”, enquanto Wong Sio Chak realçou a “tradição típica do direito continental” do sistema jurídico da RAEM


Para a Comissária do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China na RAEM, Macau é “um local tesouro de encontro sino-ocidental e um palco de abraçamento da diversidade”, assim como “uma ponte de ligação” entre a China e os Países de Língua Portuguesa (PLP). Segundo um comunicado do Gabinete do Secretário para a Administração e Justiça, Bian Lixin também disse esperar que a RAEM “aproveite bem as suas condições privilegiadas para explorar os tesouros da cultura jurídica chinesa e ocidental” e promover em conjunto “o progresso da civilização do Estado de Direito humano”.

Ao abrigo do tema “Construção conjunto um impulso para o desenvolvimento sustentável: intercâmbio de experiências em direito continental”, Bian Lixin discursou durante o Fórum sobre a Herança e o Desenvolvimento do Direito Continental, co-organizado pelo Comissariado que lidera, pelo Governo da RAEM e pelas Universidades de Macau (UM) e da Ciência e Tecnologia de Macau (UCTM). Na ocasião, aproveitou também para realçar “os resultados históricos obtidos na construção do Estado de Direito socialista com características chinesas para uma nova era” e o papel da China na defesa e construção do Estado de Direito internacional.

“Desde o retorno de Macau à Pátria, o Governo Central da China tem garantido, nos termos da lei, o sucesso da implementação do princípio ‘Um País, Dois Sistemas’ em Macau”, vincou a Comissária. Asseverou também que o Governo Central “irá construir e aperfeiçoar, de forma contínua, a rede jurídica de cooperação internacional da RAEM”.

Relativamente ao Fórum, Bian Lixin pediu um “reforço da aprendizagem mútua do Estado de Direito para o desenvolvimento nacional, a injecção de uma nova vitalidade na renovação para o acompanhamento da evolução dos tempos do direito continental e o contributo da sabedoria para a construção de uma comunidade de destino comum da humanidade”, segundo o comunicado.

À semelhança da Comissária, o Secretário para a Administração e Justiça, referiu que “o sistema jurídico de Macau tem uma tradição típica do direito continental, que não só consiste numa parte importante da história e cultura local, mas também constitui o elo particular do Estado de Direito que liga a China e a Europa e os PLP”.

Wong Sio Chak também disse esperar que o Fórum que teve lugar na UM ajude a “reforçar o intercâmbio e a cooperação entre Macau e os países do direito continental no domínio do Estado de Direito”, assim como “partilhar as experiências únicas do direito continental na prática em diversos países e regiões e explorar conjuntamente as perspectivas do seu desenvolvimento”.

O Secretário apontou para o 3.º Plano Quinquenal, que “indica o reforço da colaboração eficiente entre os poderes executivo e legislativo, a promoção da modernização do sistema jurídico, o aperfeiçoamento do sistema e dos mecanismos judiciais, o aprofundamento da cooperação jurídica inter-regional e internacional” e empenho “na construção de uma Macau moderna alicerçada no Estado do Direito”.

O Fórum contou ainda com a presença de Zhang Yingjie, subdirector do Gabinete de Ligação do Governo Central na RAEM, Rui Martins, vice-reitor da Universidade de Macau, Vong Hin Fai, presidente da Associação dos Advogados de Macau, e mais de 120 representantes do Governo da RAEM, de organizações jurídicas locais e de universidades. O programa incluiu discursos temáticos dos professores Xu Xianming, vice-presidente do Comité Consultivo da Suprema Procuradoria Popular, e Eduardo Vera-Cruz Pinto, director da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Pedro Milheirão – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”


sexta-feira, 10 de abril de 2026

Macau - Novo laboratório sino-português ambiciona criar avião eléctrico

Um novo laboratório sino-português inaugurado ontem em Macau quer ajudar a desenvolver tecnologia que pode levar à criação de um “avião eléctrico” e supercomputadores sustentáveis. O novo laboratório sino-português de optoelectrónica vai juntar o Instituto de Nanoestruturas, Nanomodelação e Nanofabricação (i3N) da Universidade Nova de Lisboa (UNL) e o Instituto de Ciências e Engenharia de Materiais da Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau (UCTM).


Segundo Rodrigo Martins, coordenador do i3N-NOVA e Presidente da Academia Europeia de Ciências, a iniciativa pretende impulsionar uma tecnologia emergente capaz de transformar setores estratégicos, desde a aviação eléctrica até aos supercomputadores de baixo consumo energético, enquanto reforça a ligação científica entre Portugal, Macau e a China.

A optoelectrónica é o estudo e aplicação de aparelhos electrónicos que fornecem, detectam e controlam luz, incluindo os computadores do futuro, que poderão funcionar com luz e não só com transições electrónicas.

Entre os projectos em desenvolvimento, Martins apontou o sonho de criar um avião eléctrico, dependente de sistemas de armazenamento ultraleves, como baterias feitas de papel.

“Com as baterias actuais seria impossível levantar voo. Estamos a desenvolver sistemas ultraleves, incluindo baterias feitas de papel, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR)”, destacou o cientista.

Rodrigo Martins referiu também a necessidade de repensar os supercomputadores, que hoje consomem “mais energia do que a cidade de Lisboa”, destacando que o “caminho não é a energia nuclear, mas sim novos componentes electrónicos de ultra baixo consumo”.

Martins e a esposa, a cientista Elvira Fortunato, são conhecidos por terem inventado com colegas em 2008 o chamado “papel electrónico”, o primeiro transístor feito de papel.

O académico acrescentou que estas tecnologias têm também aplicações espaciais, nomeadamente em satélites.

“Folhas flexíveis de polímero podem substituir o silício, sendo mais resistentes à radiação cósmica e mais leves. Temos um projecto chamado Jump into Outer Space que explora exactamente isso”, disse o investigador.

Uma parceria da Nova e várias universidades italianas, francesas e alemãs, o projecto “Jump into Outer Space” quer desenvolver células solares ‘tandem’ totalmente em ‘perovskite’, leves, flexíveis e eficientes, integradas em substratos fotónicos resistentes para uso em órbita baixa.

Estas soluções prometem revolucionar a energia solar espacial, alimentando desde satélites e sistemas de propulsão até centrais solares, capazes de fornecer energia contínua à Terra e apoiar bases na Lua ou em Marte.

Shuit-Tong Lee, reitor do Instituto de Ciência e Engenharia de Materiais da UCTM, sublinhou à Lusa a importância da parceria para a diversificação económica de Macau. “Macau quer desenvolver alta tecnologia como forma de diversificar para além dos casinos. A optoelectrónica é uma das apostas para esse futuro. Temos um grupo dinâmico de pesquisa e a Universidade Nova é uma das melhores da Europa nesta área. Esta colaboração é um passo importante para o nosso desenvolvimento”, disse.

Rodrigo Martins destacou que a NOVA pretende que o laboratório seja uma “ponte” que una a China a Portugal e à Europa, “atraindo os melhores talentos e beneficiando o desenvolvimento” da área em Portugal. “Mas o grande mercado do futuro está na China, e, se não tivermos olhos para ver isso, não sei bem o que vamos fazer”, sublinhou.

O investigador recordou ainda a importância das parcerias já em curso com instituições chinesas, como a Universidade de Wuhan, onde é conselheiro científico.

“Abrimos também ‘hubs’ em Hefei e Chongqing. A Europa precisa dos grandes talentos que existem na China e nós precisamos de saber explorar melhor este novo mercado”, apontou.

Elvira Fortunato destacou, por outro lado, que a China “teve um crescimento tecnológico exponencial nos últimos 20 anos” e é hoje líder em vários setores tecnológicos.

“A ciência é global e não tem barreiras. É preciso trabalhar em conjunto para um mundo melhor, seja na China, Portugal, na Rússia ou nos Estados Unidos. A diplomacia científica pode muitas vezes ajudar a resolver problemas muito difíceis”, indicou a antiga ministra portuguesa da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (2022-2024). In “Jornal Tribuna de Macau” – Macau com “Lusa”


quarta-feira, 29 de março de 2023

Macau – Último Governador português defende fomento do diálogo entre Portugal e instituições na RAEM

Vasco Rocha Vieira, último Governador de Macau antes da transferência, defende que Portugal deve dar maior atenção à Escola Portuguesa de Macau, nomeadamente através do fomento do diálogo com as instituições portuguesas no território. Foi o que defendeu em declarações aos jornalistas, observando que a Língua Portuguesa é um “trunfo”, uma vez que se está a “afirmar” no mundo e que a China tem nela cada vez maior interesse. Disse ainda que a visita do Chefe do Executivo a Portugal “é um grande sinal das boas relações” entre as duas partes


Cerca de três anos depois de ter estado pela última vez no território, o último Governador de Macau durante a administração portuguesa, Vasco Rocha Vieira, regressou agora a Macau a propósito da atribuição, pela Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau (UCTM), de um doutoramento honoris causa em Ciências Sociais. “Voltar a Macau é sempre muito agradável. Todas as pessoas que aqui estiveram, viveram e trabalharam têm Macau no coração, como eu tenho, portanto, voltar aqui nestas circunstâncias é muito agradável”, começou por dizer aos jornalistas.

Rocha Vieira falou depois do desenvolvimento da RAEM e da integração do território na China continental – a este propósito, disse não ter receio de que a cada vez maior aproximação ao Continente chinês possa interferir com as garantias acordadas entre Portugal e a China aquando da transferência. O ex-Governador de Macau considera ainda que o facto de haver “relações tão boas” com a China, principalmente devido à história com Macau, é um “trunfo” para Portugal no seio da União Europeia. Defendeu também que deve ser dada à Escola Portuguesa de Macau (EPM) uma maior atenção por parte de Portugal. “O Português é um trunfo muitíssimo grande”, observou.

“Acho que da parte de Portugal tem de haver mais interesse pela Escola Portuguesa, porque o Português está-se a afirmar no mundo, a China está interessada em que o Português se desenvolva, em que as pessoas conheçam Portugal, mas é também a maneira de, no mundo, a China poder ter, através de Portugal e neste caso da nossa história, uma relação mais estreita com os Países de Língua Portuguesa. O Português é um trunfo muitíssimo grande, devemos orgulhar-nos de que o Português seja cada vez mais uma língua internacional”, afirmou Vasco Rocha Vieira.

Em concreto, o também curador da EPM disse que “é preciso incrementar o diálogo entre Portugal e as instituições portuguesas que estão aqui em Macau”. Uma das que é “talvez a mais importante” é a Escola Portuguesa, frisou, “que tem feito um trabalho notável, reconhecido”. Rocha Vieira recordou depois que há hoje muitas universidades chinesas que ensinam a língua de Camões, um número que tem “crescido nos últimos anos”, e que, por isso, “temos de tirar partido desse grande trunfo para Portugal que é o conhecimento da Língua Portuguesa”. Durante a sua visita ao território, Rocha Vieira estará, de resto, com os elementos da Direcção da EPM e também da Fundação da EPM.

Autonomia não pode ser “fechada”

Questionado sobre se receia que a cada vez mais visível integração de Macau no país possa corroer algumas das garantias acordadas entre Portugal e China aquando da transferência de soberania, Rocha Vieira foi peremptório, disse não estar apreensivo quanto a esta questão.

“Creio que as garantias são dadas pelo trabalho de todos nós, por aquilo que pensamos, dizemos, sentimos e podemos dar. E, portanto, é um compromisso de todos – das autoridades chinesas, dos portugueses que aqui estão e das instituições portuguesas. Sendo certo que Macau é um território único no mundo exactamente pela miscigenação de culturas, pelo respeito mútuo das diferenças que existem e isso é um valor extraordinário para Macau e que é reconhecido internacionalmente”, prosseguiu.

Afirmando que a autonomia “não pode ser uma coisa fechada”, Rocha Vieira acrescentou que com o desenvolvimento que o território tem tido, principalmente nos últimos anos, Macau está em condições de o fazer. “Dentro da orientação geral da China existe a Grande Baía, acho que Macau está vocacionado para a Grande Baía muito mais do que para a Faixa e Rota, e que é importantíssima. (…) Macau fechado não é nada, ou é muito pouco. Portanto a abertura de Macau que se está a verificar é extremamente importante. Acho que as coisas estão a correr bem”.

Ainda assim, o antigo Governador frisou que “se pode sempre dizer que pode ser melhor” – “E ainda bem que pode ser melhor, porque isso é um desafio para que lutemos para que seja melhor”. Segundo disse, na agenda da sua passagem pelo território está também agendada uma visita de um dia a Hengqin e à região da Grande Baía.

Rocha Vieira sublinhou depois ser “muito optimista” em relação ao futuro, apontando que “Macau é um exemplo para o mundo inteiro”. “Entre Portugal e Macau houve sempre uma relação muito estreita de cooperação, de amizade e de respeito. E isso prolonga-se no tempo e é um valor imenso”.

Neste sentido, defendeu que “Portugal ter relações tão boas com a China resultantes, no fundo, principalmente de Macau, é também um trunfo para Portugal”. Na sua opinião, Portugal pode ser “uma voz, não no sentido de influenciar destinos, mas no sentido de dar opiniões, de aconselhar e pôr a sua experiência, amizade e conhecimento que tem da China ao serviço da União Europeia”.

Num mundo que hoje vive numa “instabilidade muito grande”, Rocha Vieira sublinhou que esse papel é “importante”: “É bom que haja entidades, neste caso países, que possam contribuir para que haja respeito, progresso e paz”. Rocha Vieira disse também que este papel de Macau, nas boas relações históricas sino-lusófonas continuará a existir.

“É muito bom” que Chefe visite Portugal

Por outro lado, em relação à visita oficial do Chefe do Executivo a Portugal, o general Vasco Rocha Vieira frisou ser “muito importante” que aquele seja o primeiro país a receber a visita de Ho Iat Seng, desde que tomou posse, em 2019.

“Isso é um grande sinal das boas relações e do respeito que essas relações merecem por parte dos dirigentes chineses em relação a Portugal e de Portugal em relação aos dirigentes chineses”, assinalou.

Apontando que a visita surge numa boa altura, Rocha Vieira – que se encontrará também com Ho Iat Seng em Portugal, durante a visita que decorrerá entre 18 e 22 de Abril – acrescentou: “É sempre bom estreitarmos relações, conhecermo-nos, falarmos”.

Também no território esteve ontem reunido com o líder da RAEM, com quem teve “sempre” uma “relação muito boa”. “Há aqui uma relação pessoal muito amiga e respeitosa, isso é bom porque é mais fácil as pessoas entenderem-se, falarem”.

Sem desvendar que mensagem levaria a Ho Iat Seng, Rocha Vieira disse apenas que, tendo em conta a relação entre ambos, seria um encontro com “verdade”.

“É aquilo que cada um sente e os propósitos são comuns: a aproximação entre Portugal e Macau e a resposta que temos de dar às possibilidades que se vão abrindo, porque a China também está num processo de desenvolvimento e de mudança muito grande. Isso merece respostas adequadas e nós estamos em condições [para as dar] porque conhecemos a China e a China também conhece a nossa maneira de ser”, continuou.

Rocha Vieira deixará no sábado o território rumo a Portugal, depois de ter vindo a convite da UCTM. Quanto ao doutoramento honoris causa que lhe foi atribuído, o antigo Governador de Macau disse ficar satisfeito por ver que o trabalho que os portugueses aqui deixaram é reconhecido.

A propósito, disse ainda que o facto de haver universidades como a UCTM e também a Universidade de Macau “contribuiu para a internacionalização” da RAEM. “A autonomia de Macau faz-se saindo das suas fronteiras também. O ranking que hoje as nossas universidades têm, quer a de Macau, quer esta [UCTM] é reconfortante e é fruto de um trabalho muito sério, de gente muito competente e muito devotada”, destacou. Catarina Pereira – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”


segunda-feira, 6 de junho de 2022

Macau - Plataforma digital desvenda história de quatro canhões antigos

O Instituto Cultural lançou uma plataforma digital sobre os quatro canhões antigos descobertos nos últimos anos, para divulgar as respectivas informações históricas


Os quatro canhões descobertos em 2020 e 2021 em estaleiros de construção na Península e no COTAI já podem ser vistos online aqui, numa exposição promovida pelo Instituto Cultural (IC). Os canhões estão sob a protecção e gestão do Museu de Macau, e continuam a ser alvo de trabalhos de análise e restauro encomendados ao Instituto de Investigação Social e Cultural e ao Laboratório de Conservação do Património da Faculdade de Humanidades e Artes da Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau (UCTM).

Na plataforma digital são exibidos modelos 3D dos canhões e divulgados os resultados de análise e o progresso do trabalho de restauro. Devido ao avançado grau de deterioração dos canhões, uma vez que estiveram enterrados durante muito tempo, os trabalhos de restauro deverão demorar vários anos, pelo que, a curto prazo, não poderão ser fisicamente expostos, explicou o IC.

Com a ajuda do modelo 3D e de informações textuais e gráficas, a exposição online divulga de “forma minuciosa” os materiais, a forma, as características e os anos de proveniência dos canhões. O IC pretende assim promover o reforço do conhecimento do público sobre as descobertas arqueológicas de Macau e a sua respectiva história e proporcionar referências aos investigadores.

O organismo considera que estas descobertas vieram “enriquecer” a variedade de canhões antigos em Macau, pois os locais onde foram encontrados contribuem para ter “uma noção mais completa” sobre a disposição dessas peças de artilharia no território. No fundo, sublinha, servem de “provas vivas que validam o papel da área marítima da Taipa e Coloane” como “importante ponto da rota comercial entre a China e o Ocidente e um local de atracagem e reparação das embarcações vindas do estrangeiro”.

“Além disso, a nova descoberta revela ter igualmente um valor fundamental, enquanto referência histórica, para investigações sobre o passado militar, da defesa costeira e comercial de Macau”, destacou ainda o IC.

O público terá ainda a oportunidade de conhecer melhor os canhões antigos durante visitas guiadas à Fortaleza do Monte, nos próximos dias 11 (14:00 e 16:00) e 12 (11:00 e 15:00), no âmbito do “Carnaval do Dia do Património Cultural e Natural da China”. As visitas serão conduzidas por um guia profissional do Museu de Macau, que apresentará a história de canhões no território desde 1622 e as semelhanças e diferenças entre os que foram desenterrados e os existentes na Fortaleza do Monte. Os interessados podem usar o “Sistema de Inscrição em Actividades” (www.icm.gov.mo/eform/event), sendo o número de vagas limitado à disponibilidade. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau