Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Macau – Superado apenas pelo Brunei no que diz respeito ao bem-estar da população entre os países ou zonas da Ásia

Depois de ter percorrido um longo roteiro passando por Yunnan, Tibete e outras localidades, o nosso grupo de visita de estudo à China chegou finalmente a Hengqin, uma parte de Zhuhai que parecia uma cidade moderna cuja construção em ilhas Hengqin, atrasadas, começou em 2009, no âmbito da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin desde 2021, com grande dinamismo económico e com um posto de controlo para entrada e saída de Macau.


Com dois anos de trabalho em Macau e algumas visitas posteriores, atravessei imensas vezes a fronteira Macau-Zhuhai pelas Portas do Cerco, onde tinha de passar pelo controlo de Macau e fazer uma caminhada com malas para chegar ao controlo de Zhuhai, ou vice-versa. Mas o posto de Hengqin apresenta um processo totalmente diferente: num enorme salão moderno passámos com malas pelo controlo de Zhuhai e depois, para grande surpresa nossa, o controlo de Macau estava mesmo ao lado, separado apenas por um vidro.

Quando saímos de Macau via Ilha Artificial, ou posto da Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau, era o mesmo sistema de dois controlos num posto, mas com dois destinos a optar: Zhuhai e Hong Kong. A passagem era tão fácil, sendo realmente uma novidade para mim.

Logo no dia seguinte da nossa chegada, fomos visitar a Macau University of Science and Technology (MUST) e deparei-me com outra novidade: existem agora dez estabelecimentos de Ensino Superior, em contraste com uma, Universidade Ásia Oriental (hoje Universidade de Macau), em 1987 quando trabalhava em Macau. Fundada em 2000, a MUST tem conhecido grandes desenvolvimentos fabricando até um satélite lançado em 2023.

Vimos grandes filas de novos alunos a fazer matrícula, levando malas muitos grandes, a revelar que vinham de outras partes da China.

Tivemos um convívio alegre com professores e alunos do Departamento dos Estudos Portugueses, a ver vídeos sobre Macau, sendo alguns feitos pelos alunos chineses a apresentar, em português, temas referentes à cultura portuguesa em Macau, como a língua, a gastronomia, etc. Seguiu-se uma sessão de perguntas e respostas em português entre visitantes e alunos. A conversa era tão animada que até pedimos para adiar o almoço e todos concluímos que era o ponto alto da nossa viagem.

A senhora Zhang, nossa guia, falou-nos de Macau com orgulho: em relação ao bem-estar do povo, Macau ocupa o 2.º lugar entre países ou zonas da Ásia, superado apenas por Brunei; boas políticas de assistência médica gratuita, sobretudo para idosos e doentes de cancro e problemas mentais; Educação gratuita durante 15 anos e pedidos de subsídios a estudos; subsídio anual em dinheiro, pensão para idosos... Essas novidades foram confirmadas e complementadas pelos meus amigos de Macau.

Esta visita a Macau foi um projeto conjunto da Fundação Macau e da nossa Associação, com a participação de 35 sócios e/ou discentes de chinês, entre os quais muitos pisaram pela primeira vez esta terra longínqua pela qual a China e Portugal cruzaram o seu caminho e a sua sorte durante séculos.

Forneceu-nos, gente simples de Portugal, uma oportunidade de aprofundar a compreensão do desenvolvimento e da realidade de Macau em todas as áreas.

Graças à Fundação Macau, constatámos emocionados, com os próprios olhos, a prosperidade e a estabilidade de Macau, a felicidade e a satisfação do seu povo, a valorização do seu governo da cultura portuguesa e a integração harmoniosa das duas culturas, o que resultou num consenso total: “Depois de voltarmos para Portugal, vamos divulgar com empenho o que vimos e sentimos em Macau − um autêntico exemplo da prática bem-sucedida de 'um país, dois sistemas'.” Wang Suoying – Portugal inDiário de Notícias

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Wang Suoying - Prof.ª Auxiliar aposentada da Universidade de Aveiro e Presidente da Associação Portuguesa dos Amigos da Cultura Chinesa


sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Macau e Malásia têm “enorme potencial” para aprofundar cooperação bilateral

O Chefe do Executivo da RAEM iniciou em Kuala Lumpur a última etapa do périplo pelo Sudeste Asiático, tendo-se reunido com representantes dos chineses ultramarinos e câmaras de comércio da Malásia. Sam Hou Fai apontou a Malásia como um dos parceiros comerciais mais importantes de Macau na ASEAN


No primeiro dia da sua visita oficial a Kuala Lumpur, Sam Hou Fai reuniu-se ontem com Low Kian Chuan, membro do Senado malaio e presidente do conselho empresarial Malásia-China e vários representantes dos chineses ultramarinos e câmaras de comércio naquele país. No encontro, foram trocadas impressões sobre o reforço contínuo da cooperação económica e comercial entre Macau e a Malásia.

Na ocasião, Sam Hou Fai salientou que a deslocação do Presidente Xi Jinping à Malásia no ano passado abriu um novo capítulo de “período dourado de 50 anos” para as relações sino-malaias e novas oportunidades de cooperação entre Macau e aquele país do Sudeste Asiático. O Chefe do Executivo referiu que a Malásia é um dos parceiros comerciais mais importantes da RAEM na região da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), e a cooperação entre as duas partes tem sido aprofundada nos domínios da economia, comércio, indústria de convenções e exposições e turismo ao longo dos anos.

Recordou que o território está actualmente empenhado em implementar a estratégia “1+4” para o desenvolvimento da diversificação adequada da economia, desenvolvendo as indústrias de turismo e cultura, medicina tradicional chinesa, actividades financeiras com características próprias de Macau e tecnologia de ponta, “o que se coaduna perfeitamente com a orientação de desenvolvimento da Malásia, existindo um forte potencial para aprofundar a cooperação bilateral”.

De acordo com uma nota oficial, Sam Hou Fai frisou que a inclusão na sua comitiva de um grupo empresarial, composta por representantes de empresas de Macau, Hengqin e do Interior da China, permitirá explorar oportunidades de negócio sob o lema de “Partilhar um barco para navegar em conjunto”. Estas empresas englobam vários domínios, entre os quais economia e comércio, tecnologia, medicina tradicional chinesa, cultura e turismo, bem como indústria halal.

O líder da RAEM espera que possam ser criadas, através de sessões de promoção, bolsas de contacto e assinatura de acordos de cooperação, que resultará “numa ponte de ligação”, a fim de aumentar as oportunidades de cooperação e alcançar benefícios mútuos. Em particular, expressou o desejo de que os representantes dos chineses ultramarinos e câmaras de comércio na Malásia “potenciem as próprias vantagens e aproveitem as oportunidades decorrentes da integração entre Macau e Hengqin e do aprofundamento contínuo da cooperação entre Macau e a Malásia”.

Por seu turno, o presidente do conselho empresarial Malásia-China sublinhou que as duas partes mantêm contactos frequentes e laços estreitos, indicando ainda que Macau possui uma “plataforma internacional madura” para convenções e exposições, uma rede global de empresários chineses bem como desempenha o papel de “interlocutor de precisão” entre a China e os países de língua portuguesa e é parte importante da Grande Baía. Além disso, Low Kian Chuan disse que o reforço da cooperação económica e comercial entre as empresas malaias e as de Macau e de Hengqin contribui para “expandir de forma eficaz os seus mercados para a Grande Baía e para os países de expressão portuguesa e espanhola.

Na sua perspectiva, a comunidade dos chineses ultramarinos em Macau possui uma base sólida e desempenha um “papel importante na sociedade”. Nesse sentido, pode ajudar os chineses ultramarinos a investir e estabelecer-se em Macau e em Hengqin, e ainda funcionar como “uma ponte ideal para estabelecer ligações e promover a cooperação entre as diferentes partes”. Vítor Rebelo – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”


sexta-feira, 21 de agosto de 2026

China - Cidade universitária de Macau e Hengqin com regime de mobilidade académica

As três universidades de Macau, instaladas na Cidade (Universitária) de Educação Internacional de Macau e Hengqin, vão adoptar um programa de mobilidade académica, permitindo aos alunos frequentarem disciplinas em outras instituições com a devida creditação. O regime vai ser implementado já no próximo ano lectivo


A partir do próximo ano lectivo de 2026/2027, os alunos que estudam na Cidade (Universitária) de Educação Internacional de Macau e Hengqin vão poder frequentar disciplinas em regime de mobilidade académica entre as instituições.

As três instituições de ensino superior públicas, nomeadamente a Universidade de Macau (UM), a Universidade Politécnica de Macau (UPM) e a Universidade de Turismo de Macau (UTM), já estão neste mês a estabelecer-se no espaço. Os alunos matriculados numa instituição de ensino superior podem frequentar temporariamente disciplinas noutra universidade parceira, mantendo o vínculo e garantindo a obtenção dos créditos no curso de origem.

As instituições vão ainda, a partir do ano lectivo 2027/2028, lançar cursos de microcredenciação abertos à escolha interuniversitária, enquanto as disciplinas interuniversitárias serão também creditadas, revelou O Lam, secretária para os Assuntos Sociais e Cultura.

Com o novo modelo de cooperação, o Governo espera alcançar a partilha de recursos curriculares para formar mais “quadros qualificados pluridisciplinares”. “As instituições podem tirar partido dos seus recursos de excelência para formar talentos, promovendo assim uma colaboração profunda entre as três instituições”, salientou O Lam, na conferência de imprensa de terça-feira sobre o 3.º Plano Quinquenal de Desenvolvimento Socioeconómico de Macau.

A construção da Cidade Universitária é dividida em três fases, estando o campus da primeira fase já em pleno funcionamento. De acordo com o Executivo, mais de 1450 estudantes de pós-graduação, incluindo mestrandos e doutorandos de três universidades públicas, vão começar o estudo neste campus no próximo ano lectivo, sendo que a grande maioria já se instalou no espaço.

Segundo prevê o planeamento do Governo, a Cidade Universitária, com início da primeira fase da actividade lectiva em Agosto deste ano, deve operar em regime experimental o novo campus da UM na Ilha da Montanha em 2028, concluindo totalmente a sua construção e entrando em funcionamento até 2029. O plano quinquenal estabelece ainda que o projecto deverá concluir a construção dos campus da UPM e da UTM em 2030.

O Governo sublinha que o projecto adopta os princípios de “disposição unificada, concepção coordenada, abertura e partilha”, quer na gestão do campus e nas operações logísticas dos alojamentos, quer no trabalho pedagógico.

Além disso, as autoridades querem alargar os recursos do ensino superior de Macau e apoiar mais instituições de ensino superior públicas e privadas de Macau que reúnam condições para alargar o seu ensino a Hengqin.

O Lam considera que o projecto da Cidade Universitária é um eixo para o Governo impulsionar o desenvolvimento integrado da educação, tecnologia e talentos. As instituições de ensino superior, segundo a secretária, serão incentivadas a estruturar redes de cooperação entre a produção, o ensino e a investigação, de forma a apoiar a reserva de quadros qualificados de Macau.

A primeira fase do projecto da Cidade Universitária localiza-se na Praça Dezhi, em Hengqin, ocupando uma área de construção de cerca de 65 mil metros quadrados.

As informações adiantadas pelos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ) no início deste mês apontam que as obras principais foram já concluídas e entregues, encontrando-se prontas as instalações que incluem edifícios lectivos e administrativos, edifícios de dormitórios, cantinas, auditórios e salas para experiências de investigação científica, entre outras.

As três instituições de ensino superior públicas vão lançar, no primeiro ano de funcionamento neste espaço, cursos de pós-graduação em áreas como Inteligência Artificial, Microelectrónica, Big Data e Internet das Coisas, e Gestão de Indústrias Culturais e Criativas, para “acompanhar as necessidades de desenvolvimento do País e da região”.

As universidades asseguram ainda que vão continuar a promover a realização conjunta de cursos e aprofundar a cooperação na investigação científica com instituições de ensino superior internacionais e do interior da China. Catarina Chan – Macau in “Ponto Final”


sexta-feira, 12 de junho de 2026

China - Hengqin subsidia tradução de microdramas para língua portuguesa

A Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin anunciou um pacote de apoio financeiro para empresas de produção de microdramas que operam na região. O plano oferece subsídios para a tradução de microdramas para português e espanhol.


Os microdramas são produzidos especificamente para serem vistos em telemóveis e em redes sociais, geralmente com episódios com duração entre 60 e 90 segundos, e têm vindo a ganhar popularidade nos últimos anos, tanto na China como no estrangeiro.

“Foram introduzidos subsídios de tradução para ajudar as séries locais a chegar a públicos internacionais, aproveitando a posição única de Macau como ponte para os países de língua portuguesa”, disseram as autoridades de Hengqin.

De acordo com o plano, as traduções de chinês para português e espanhol são elegíveis para um subsídio máximo de 36 mil yuan por versão. Para traduções para outras línguas, incluindo inglês, japonês e coreano, o subsídio vai até 30 mil yuan.

Uma produção que envolva actores estrangeiros pode receber um subsídio máximo de 100 mil yuan. As empresas sediadas em Hengqin podem obter vistos de 90 dias para estrangeiros envolvidos em filmagens.

Além disso, as autoridades estão a oferecer um subsídio de até 200 mil yuan por cada produção concluída, exigível apenas após a exibição da série, “com o objectivo de incentivar a produção em larga escala de conteúdo de alta qualidade”. Entre outros subsídios, um argumento pode receber até 10 mil yuan.

Este financiamento faz parte de um orçamento anual de 10 milhões de yuan, que abrange também eventos com marca, alojamento, instalação em locais emblemáticos em Hengqin e em Macau.

As candidaturas estarão abertas a partir de 21 de Junho e até ao final de 2027.

No ano passado, a empresa chinesa de microdramas COL estabeleceu um estúdio de produção especializado em Hengqin, para acelerar a sua expansão global. Com 10 mil metros quadrados, este é o primeiro estúdio dedicado a microdramas do sector, contando com 30 estúdios de gravação projectados especificamente para a produção de microdramas em várias línguas, incluindo em português, tendo o Brasil como alvo.

De acordo com o mais recente Relatório de Investigação sobre o Desenvolvimento do Sector Audiovisual na Internet na China, o número de empresas que se dedicam a vídeos curtos e transmissões ao vivo já ultrapassava as 800 mil em 2025. In “Jornal Tribuna de Macau” – Macau com “Lusa”


segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

China - Arrancou construção do novo campus da Universidade de Macau

A construção do novo campus da Universidade de Macau (UM), que vai incluir a primeira faculdade de medicina pública da região chinesa, em colaboração com a Universidade de Lisboa (ULisboa) arrancou na sexta-feira


Num comunicado, a UM disse que a cerimónia de lançamento da primeira pedra, presidida pelo líder do Governo, Sam Hou Fai, decorreu na Zona de Cooperação Aprofundada Guangdong-Macau, na vizinha Hengqin (ilha da Montanha).

O novo campus ocupará uma área de quase 376 mil metros quadrados na zona económica especial e a construção deverá demorar cerca de três anos, com uma inauguração parcial prevista para 2028 e a conclusão das obras em 2029.

Quatro novas faculdades irão nascer no novo campus da UM em Hengqin, incluindo as de Ciências de Informação, Design e Engenharia, assim a primeira faculdade de medicina pública de Macau.

A Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau, uma instituição privada, tem desde 2008 uma Faculdade de Ciências da Saúde, oficialmente rebatizada como Faculdade de Medicina em 2019.

Em junho, o diretor da Faculdade de Medicina da ULisboa disse à Lusa que os médicos formados na futura Faculdade de Medicina da UM poderão também exercer em Portugal.

A ULisboa está a colaborar com a UM para criar um currículo com uma estrutura “próxima daquela que é a estrutura” dos cursos na instituição portuguesa, disse Luís Graça.

O dirigente explicou que os cursos vão funcionar em co-tutela, permitindo aos médicos formados na UM obterem “uma equivalência e um reconhecimento” pela Faculdade de Medicina da ULisboa.

Entre as vantagens estará “permitir assim que os médicos formados no território possam também exercer medicina em Portugal”, sublinhou o investigador.

Em Dezembro, o vice-reitor da UM, Rui Martins, disse que o novo campus apostará em “‘dual degrees’ [cursos em co-tutela] com universidades estrangeiras. A medicina já está com Lisboa e agora estamos a definir para as outras faculdades”.

O novo campus em Hengqin deverá permitir à UM passar dos atuais 15 mil para um máximo de 25 mil alunos, sublinhou o vice-reitor para Assuntos Globais, numa entrevista ao canal em língua portuguesa da televisão pública local TDM.

Luís Graça, especialista em imunologia de transplantes, demonstrou também entusiasmo com potenciais colaborações entre as duas universidades na área da investigação científica. “Se nós pensarmos em termos de ciência, o reforço do potencial científico de ambas as instituições com uma colaboração próxima entre si é algo que claramente vai beneficiar ambos os lados dessa parceria”, disse o dirigente. Graça disse que a Faculdade de Medicina da ULisboa está a organizar o primeiro simpósio para reunir os investigadores da instituição e da UM, com vista a promover projetos conjuntos de investigação. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”


quarta-feira, 5 de novembro de 2025

Macau - Instituto Internacional de Macau inaugura exposição fotográfica “À Descoberta de Macau e Hengqin”

A exposição fotográfica “À Descoberta de Macau e Hengqin” reúne trabalhos que propõem uma exploração da zona de Hengqin, Macau e arredores, fruto de uma iniciativa do Instituto Internacional de Macau (IIM). A inauguração está marcada para 27 de Novembro, às 18h30, na sala de actividades do Jardim Cidade das Flores na Taipa.


O evento representa o culminar de um concurso fotográfico que registou uma participação significativa, com mais de 200 trabalhos submetidos até ao dia 6 de Outubro. A mostra permanecerá aberta ao público até o dia 9 de Dezembro, oferecendo uma oportunidade para o público explorar visualmente as riquezas patrimoniais e tradições que definem a cultura da região, incluindo as atracções da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin.

O júri, composto por António Monteiro, do IIM, Yuen Wai Man e Cheong Chi Keong, da Associação de Fotografia Digital de Macau, Cheong Hio I, da Associação dos Embaixadores do Património de Macau, e José Sales Marques, da Associação Fotográfica Halftone, seleccionou os vencedores em duas categorias distintas.

Na categoria de Residentes de Macau, os premiados foram Lei Heong Ieong, Kou Wai In e Chan Chi Pan. Na categoria geral destacaram-se Alka Li, Wyatt Lin e Ng Pak Lun. A exposição incluirá ainda cinco obras com menção honrosa e um prémio especial atribuído por um sócio da Associação de Fotografia Digital de Macau.

A iniciativa conta com o patrocínio da Fundação Macau e é co-organizada por várias entidades, incluindo a Associação de Fotografia Digital de Macau, a Associação dos Embaixadores do Património de Macau, a Associação Fotográfica Halftone e a Macau Cable TV, com colaboração adicional da Associação dos Jovens Macaenses, Language Exchange and Culture Promotion (LECPA) e Clube Leo Macau Central. In “Ponto Final” - Macau


sexta-feira, 17 de outubro de 2025

China - Portugueses abrem restaurante em Hengqin

Um restaurante de gastronomia mediterrânica abre oficialmente este sábado na Zona de Cooperação Aprofundada em Hengqin. Localizado no centro comercial Huafa, o restaurante Vivo é um Projecto de dois portugueses que viram uma oportunidade de aproximar duas geografias – China e sul da Europa.


Não se trata de culinária de fusão. Ainda assim convivem neste restaurante várias tradições: culinárias portuguesa, espanhola e italiana, preparadas por um chef de Xangai com matéria-prima chinesa.

“Estamos na China, queremos apostar em produtos frescos chineses”, diz à Lusa um dos sócios, João Maria Pegado.

Tanto é que no menu não se encontra, para já, o tradicional polvo à lagareiro. Há que continuar a percorrer os mercados locais até encontrar o produto ideal, explica Pegado.

“Poderíamos ir a Macau buscar o polvo congelado, mas o nosso grande objectivo era trabalhar com produtos frescos na China. Em termos de custo, torna muito mais rentável, mas queremos também aproveitar e fazer esta fusão entre produtos chineses e pratos portugueses”, diz.

O Vivo está em modo ‘soft opening’ desde 18 de Julho. E João Maria Pegado não se queixa do trajecto percorrido até aqui, apesar da dificuldade da língua.

À Lusa, diz que vai concorrer em breve aos apoios do Governo de Macau, numa altura em que as autoridades incentivam o investimento na Zona de Cooperação Aprofundada, uma área económica especial, criada em 2021 com vista à diversificação económica e integração regional da RAEM no resto do país.

E Hengqin atrai cada vez mais visitantes de Macau, refere o investidor. Nesta área gerida pelos dois lados da fronteira, já é permitida, por exemplo, a circulação de condutores de Macau, mediante pedido de licença, lembra Pegado.

Mas há outros atractivos: a gasolina é mais barata – “os carros de Macau vêm abastecer-se ao fim de semana, parecemos nós [portugueses] em Badajoz” – os supermercados mais em conta, mais espaço e mais áreas verdes. “Espaço aberto onde se pode relaxar sem se estar no meio da cidade. Essa é a grande razão que faz com que as pessoas troquem Macau por Hengqin ao fim-de-semana e às vezes até durante a semana, à hora do almoço”, reflecte.

Também Hengqin parece ser uma opção mais económica para os chineses que visitam Macau, onde, de acordo com dados referentes a Agosto, o preço médio de um quarto de hotel é 1461 patacas.

“Hengqin tem sido cada vez mais um ponto de concentração, de dormida, utilizado por muitos visitantes. Muitos dos prédios que foram feitos como escritórios, o Governo deu licenças (…) para se fazerem hotéis ao estilo de Airbnb [alojamento local]”, disse.

Hong Kong e Macau são, para já, origem do grosso dos visitantes do restaurante, mas João Maria Pegado espera também alcançar mais consumidores do Interior da China.

“Ainda há poucas pessoas que sabem o que significa [o conceito] mediterrânico”, salienta, referindo, no entanto, que, para muitos dos que visitaram o Vivo, a paella negra tem sido escolha recorrente.

A este prato juntam-se outras especialidades da casa, como arroz à pescador, camarões à guilho ou frango no churrasco, nomeia Pegado, que deixou uma carreira ligada ao desporto para se dedicar ao negócio da restauração.

“É especial”, assume. “Sentia que faltava um restaurante de comida ocidental, e que poderia ter sucesso nessa parte (…). Vivo em Hengqin há três anos e é um local que aprecio bastante, permite-me estar perto de Macau, cidade onde cresci e com a qual me sinto identificado”, conclui. In “Jornal Tribuna de Macau” – Macau com “Lusa”


sexta-feira, 3 de outubro de 2025

Macau - Governo avança com projectos de cooperação sino-lusófona

O Governo planeia avançar ainda mais a cooperação com os países lusófonos através de vários projectos comerciais. O Chefe do Executivo revelou que está a trabalhar para a criação do Centro de Serviços Económicos e Comerciais entre a China e os Países de Língua Portuguesa (e de Língua Espanhola), bem como o estabelecimento de um Fundo de Desenvolvimento Económico e Comercial China–Países de Língua Portuguesa, com um montante inicial de mil milhões de renminbis.


Os projectos foram apresentados por Sam Hou Fai no seu discurso proferido na recepção da Celebração do 76.º Aniversário da Implantação da República Popular da China, na passada quarta-feira, que contou com a presença de 1320 convidados. O líder do Governo assumiu que Macau vai, assim, desempenhar melhor o papel de “interlocutor de precisão” no âmbito de cooperação entre a China e os Países de Língua Portuguesa.

O plano de criar o centro de serviços económicos e comerciais sino-lusófonos foi iniciado por parte do Governo em Março deste ano, com intuito de começar as operações até ao final do ano, oferecendo serviços de formação, correspondência de recursos internos e externos, consultoria, tradução linguística, serviços jurídicos e auditoria financeira. O centro será gerido conjuntamente por Macau e Hengqin.

Além dos projectos relacionados com a cooperação sino-lusófona, Sam Hou Fai disse ainda estar prevista, neste trimestre, a entrada em funcionamento de canais automáticos de inspecção integral de reconhecimento facial, que não exigem a exibição de documento de identificação, no Porto de Hengqin, facilitando a sinergia de desenvolvimento entre Macau e Hengqin.

No seu discurso sobre o Dia Nacional da RPC, Sam Hou Fai mostrou-se bastante optimista ao desenvolvimento nacional e de Macau, frisando que a China apresenta este ano uma estabilidade e uma vitalidade inovadora da economia e da sociedade e o “poder nacional está cada vez mais forte”.

“Macau vai aproveitar as oportunidades do desenvolvimento nacional para continuar a alcançar uma nova conjuntura de desenvolvimento de alta qualidade do princípio ‘um país, dois sistemas’, e concretizar com empenho a desejada perspectiva de uma Macau alicerçada no Estado de Direito, dinâmica, cultural e feliz”, indicou.

Ao mesmo tempo, Sam Hou Fai não esqueceu os elogios à actual situação da RAEM, referindo que o desenvolvimento socioeconómico de Macau apresenta uma “evolução estável e positiva” e caminha para uma nova fase da recuperação ao desenvolvimento de alta qualidade, “conseguindo salvaguardar a sua harmonia e a estabilidade global”. Catarina Chan – Macau in “Ponto Final”


domingo, 7 de setembro de 2025

China – Projeto imobiliário em Hengqin coloca à venda praça construída ao estilo manuelino

O operador de casinos Macau Legend lançou um concurso público para a venda de um projeto imobiliário em Hengqin, que inclui uma praça ao 'estilo manuelino'


De acordo com um comunicado enviado pela empresa à bolsa de valores de Hong Kong, os eventuais interessados na compra do projeto Ponto Legend podem apresentar propostas até 30 de outubro.

Na nota, divulgada na semana passada, sublinha-se que “não há preço inicial definido para o concurso público” e que o lucro para a Macau Legend “dependerá do preço final oferecido pelo licitante vencedor”.

Os interessados terão de apresentar, no entanto, uma garantia bancária no valor de 15 milhões de yuan à Zhuhai Lai Ieng, empresa que detém o Ponto Legend.

A Macau Legend detém uma participação de 21,5% na Zhuhai Lei Ieng e a operadora não revelou a identidade dos restantes acionistas.

O Ponto Legend, situado junto à fronteira que separa a zona económica especial de Hengqin e Macau, tem atualmente 109 espaços comerciais e 862 lugares de estacionamento, referiu a empresa.

O projeto, com uma área de cerca de 130 mil metros quadrados, foi lançado em 2014. Na altura o líder da Macau Legend, David Chow, disse que poderia servir como “porta de entrada” dos turistas chineses para a cultura portuguesa.

Em março de 2019, a operadora disse num comunicado que o Ponto Legend estaria pronto até ao final do ano, incluindo uma praça ‘manuelina’ com capacidade para acolher dez mil pessoas.

O edifício principal do projeto seria um centro de exposições, que poderia “promover os produtos de qualidade”, nomeadamente os vindos dos países lusófonos.

Na semana passada, a Macau Legend admitiu ter “dúvidas significativas sobre a capacidade do grupo de continuar em atividade” devido a dívidas totais de 2,4 mil milhões de dólares de Hong Kong. In “Plataforma” – Macau com “Lusa”