Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Moçambique - “Para Crentes Lerem Escondido”: Énia Lipanga chega com um livro que não pede licença para provocar

A escritora moçambicana Énia Lipanga lança, hoje, dia 14 de Setembro de 2026, o livro Para Crentes Lerem Escondido, numa sessão marcada para às 17h30, no Camões – Centro Cultural Português, em Maputo.

Publicado pela Ethale Publishing, o livro propõe uma abordagem provocadora sobre fé, convicções, experiências individuais e temas que muitas vezes permanecem afastados do debate público.

O próprio título levanta uma provocação: por que razão haveria crentes que precisam ler escondidos? A partir desta questão, Énia Lipanga convida o leitor a confrontar certezas, questionar silêncios e reflectir sobre diferentes dimensões da experiência humana.

No prefácio, a escritora brasileira Angélica Freitas destaca a dimensão de liberdade presente na obra, particularmente na forma como Énia aborda o corpo, o prazer e as imposições sociais sobre as mulheres.

O lançamento será apresentado por Elton Pila, com música de Yadah Angel e declamação de Negro, sob condução de Leia Chingubo. O evento, na Avenida Julius Nyerere, n.º 720, é aberto ao público. In “Moz Entretenimento” - Moçambique



domingo, 19 de julho de 2026

Moçambique - Camões – Centro Cultural Português e Catalogus lançam colectânea que celebra os 30 anos da CPLP com vozes da literatura contemporânea

O Camões – Centro Cultural Português e a Catalogus apresentam, no próximo 21 de Julho, às 17h30, em Maputo, a colectânea “As casas ainda respiram”, uma obra comemorativa dos 30 anos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). O lançamento decorrerá nas instalações do Camões – Centro Cultural Português e reunirá textos de escritores e poetas da literatura contemporânea em língua portuguesa.


Com 170 páginas, a colectânea reúne excertos de romances, contos e poemas de autores oriundos do espaço lusófono, procurando celebrar a língua portuguesa como elemento de união entre diferentes povos e culturas. A publicação apresenta textos de Alice Pina, Álvaro Fausto Taruma, Ana Bárbara Pedrosa, Calila das Mercês, Camila Afonso, Cheila Delgado, Edson Incopté, Elisângela Rita, Eltânia André, Helena Abrahamsson, Israel Campos, Jamila Pereira, Rita Canas Mendes, Samuel F. Pimenta e Virgília Ferrão, oferecendo aos leitores moçambicanos um panorama da literatura contemporânea em língua portuguesa.

A obra resulta de uma iniciativa conjunta do Camões – Centro Cultural Português em Maputo e da Catalogus para assinalar as três décadas da CPLP, organização criada em Julho de 1996 e actualmente constituída por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. Cada texto evidencia diferentes identidades, perspectivas e experiências, reflectindo a diversidade cultural que caracteriza o universo literário dos países lusófonos.

Na apresentação da colectânea, o director do Camões – Centro Cultural Português em Maputo, José Manuel Amaral Lopes, destaca que a celebração dos 30 anos da CPLP representa também a valorização de uma língua que aproxima povos, incentiva a criação literária e fortalece o diálogo intercultural, reafirmando a diversidade cultural como um dos maiores patrimónios da lusofonia. In “Moz Entretenimento” - Moçambique


terça-feira, 16 de junho de 2026

Angola - Evento “Pintar Camões” reforça intercâmbio cultural com Portugal

No âmbito das comemorações do mês de Portugal, o Camões – Centro Cultural Português vai acolher, nesta Quarta-feira, 17 do corrente mês, a actividade artística denominada “Pintar Camões”, uma jornada criativa dedicada aos amantes das artes visuais e plásticas, com a finalidade de reforçar o intercâmbio entre Angola e Portugal no domínio das artes e da cultura


O evento marcado para as 17:00 tem como principal objectivo incentivar a criação artística entre os participantes, promover a valorização da língua portuguesa, bem como dar importância a expressões artísticas no contexto educativo.

“A finalidade do evento é transmitir a ideia de que a educação e a cultura caminham de mãos dadas, expondo que a arte é uma poderosa ferramenta de aprendizagem, de desenvolvimento pessoal e de promoção à cidadania”, disse Ana Saldanha, organizadora do evento.

A fonte avançou que o evento, que faz menção ao Programa “Saber Mais”, desenvolvido pelos professores e alunos do Complexo das Escolas de Arte (CE ARTE), constitui um espaço de aprendizagem e partilha cultural, de forma a fortalecer os laços entre Angola e Portugal.

Ana Saldanha sublinhou que o evento reforça a relevância de iniciativas desta natureza para aproximar os jovens da literatura, da história e das artes, contribuindo para a valorização do património cultural comum.

A mesma fez lembrar que a criação do evento surgiu da necessidade de homenagear o poeta e pai da gramática portuguesa, Luís de Camões, com o intuito de unir a educação, cultura e a arte. Para Ana, com esta iniciativa, transmitir-se-á aos estudantes conhecimento sobre a vida e obra de Camões, através da pintura. In “O País” - Angola


quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Moçambique - Eusébio Sanjane vence a 9.ª edição do Prémio Imprensa Nacional / Eugénio Lisboa

O escritor moçambicano Eusébio Sanjane é o grande vencedor da 9.ª edição do Prémio Imprensa Nacional / Eugénio Lisboa, distinção anunciada no início de Dezembro de 2025. O autor concorreu sob o pseudónimo Madlhaia Nhoca e foi premiado com a obra inédita As 12 Caixas do Império, escolhida por unanimidade pelo júri.


De acordo com o júri, composto por Lucílio Manjate (presidente), Sara Jona e Paula Mendes, a obra destacou-se pela actualidade da intriga, situada entre Londres, Lisboa e Maputo, e pela forma corajosa como aborda a restituição histórica, a partir da descoberta de arquivos sobre crimes cometidos pela PIDE/DGS em Moçambique, actualmente guardados na Torre do Tombo, em Lisboa. O romance foi considerado um digno representante da ficção histórica, ancorado na História recente e contemporânea de Moçambique e Portugal.

O júri sublinhou ainda a narração fluida, a linguagem poética intensa e o uso eficaz da técnica do suspense, elementos que contribuem para a construção de uma atmosfera dramática e misteriosa, capaz de prender o leitor do início ao fim. Estas características fundamentaram a atribuição do galardão a Eusébio Sanjane, reforçando a relevância literária da obra premiada.

Natural do histórico bairro de Chamanculo, em Maputo, Eusébio Sanjane é politólogo formado pela Universidade Eduardo Mondlane e mestre em Gestão Estratégica de Recursos Humanos pela Universidade Politécnica. Estreou-se na literatura em 2006 com Rosas e Lágrimas e consolidou a sua trajectória com obras como Frenesim: Poesia em Pétala de Lume (2017), Anatomia do Vazio e Arquivo Morto – As cartas de uma guerra que não acabou (2025), desenvolvendo uma escrita marcada pelo surrealismo íntimo e pela inquietação existencial.

Membro da Associação Moçambicana de Escritores (AEMO), o autor soma vários reconhecimentos nacionais e internacionais, entre os quais o Prémio Especial Jovem Il Convivio, atribuído pela Accademia Internazionale Il Convivio, da Itália, e o título de “Melhor Escritor do Ano”, concedido pela revista TVZINE em 2005. Para além da poesia e da prosa, Sanjane escreve crónicas, contos e textos de intervenção social, com publicações em jornais, antologias e revistas dentro e fora de Moçambique.

Nesta edição, o júri atribuiu ainda uma menção honrosa à obra Nhatua: o sapatear de um buraco do terceiro mundo, da autoria de Pedro Mucheu, descrita como uma alegoria com traços distópicos e kafkianos da realidade social e política moçambicana e africana.

Criado em 2017, o Prémio Imprensa Nacional / Eugénio Lisboa resulta de uma parceria entre a Imprensa Nacional - Casa da Moeda (INCM) e o Camões – Centro Cultural Português em Maputo, com o objectivo de incentivar a criação literária moçambicana e a língua portuguesa. Para além de um prémio pecuniário no valor de cinco mil euros, a distinção garante a publicação da obra vencedora sob a chancela da Imprensa Nacional. In “Moz Entretenimento” - Moçambique


terça-feira, 16 de dezembro de 2025

Angola - Paula Agostinho estreia-se na literatura com “A Coruja e a Baleia

A artista multidisciplinar angolana Paula Agostinho dá o primeiro passo no mundo da literatura com o livro “A Coruja e a Baleia”, livro ilustrado sobre amizade, aceitação e a força das histórias, a ser lançado amanhã, 17, às 17h30, no Camões – Centro Cultural Português, sob égide da editora Kacimbo


A obra, que vai ser ainda apresentada na Livraria Kiela, no dia 20, às 11 horas, assinala a incursão de Paula Agostinho na literatura, uma disciplina que a artista multidisciplinar ainda não tinha explorado.

Neste livro bilingue (português / inglês), o texto da autora e as ilustrações em aguarela da artista sul-africana Jansie Pienaar encontram-se para contar a amizade improvável entre uma coruja e uma baleia.

Através de diálogos sobre cantar, sentir e viver, as duas personagens falam-nos de aceitação, encantamento e da força das pequenas histórias que cada um carrega consigo. Como diz Oki, a baleia, ao seu amigo Bubo: “Tu não precisas de ser um grande cantor. Só precisas de ter uma estória para contar.” In “O País” - Angola


quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

Angola - Antologia “Construir amanhã com barro de dentro – vozes do pós-independência” vai ser lançado no Camões – Centro Cultural Português em Luanda

Depois de Moçambique, a antologia de prosa Construir amanhã com barro de dentro – vozes do pós-independência, organizada pelos escritores e jornalistas Eduardo Quive e Israel Campos, e editada pela Catalogus, será lançada em Angola.


Em evento que será no dia 11 de Dezembro, às 17h30, no Camões – Centro Cultural Português em Luanda, a obra que reúne 19 narrativas de 19 autores de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe será apresentada pelo escritor e crítico de arte Adriano Mixinge.

Por ocasião do lançamento do livro, o escritor moçambicano Eduardo Quive participará de uma série de actividades literárias, juntamente com o escritor Israel Campos, juntando-se a eles, os autores angolanos que participam na antologia, Rosa Soares, Oliver Quiteculo e Sérgio Fernandes.

Essas actividades serão, nomeadamente, no dia 05 de Dezembro, às 17h30 na Livraria Kiela, uma sessão de conversa o tema “Pontes literárias nos PALOP: Desafios e Oportunidades”, moderada por Ngoi Salucombo (Programador cultural do Goethe-Institut Angola). No dia 06 de Dezembro, às 10 horas, uma sessão de conversa com autores na Biblioteca Contr’Ignorância, e às 15 horas, do mesmo dia, na 10Padronizada, debate sobre o tema “construindo pontes, sonhando utopias: o livro, a circulação e o acesso em Angola e Moçambique”.

No dia 08 de Dezembro, às 17 horas na União dos Escritores Angolanos (UEA), debate-se sobre o tema “entre a memória e o porvir: os jovens e os livros nos PALOP”, moderado pelo escritor e jornalista Gociante Patissa.

Dia 09 de Dezembro, às 11 horas, na Faculdade de Humanidades da Universidade Agostinho Neto, conversa sobre o livro “Construir amanhã com barro de dentro – Vozes do pós-independência”, com a moderação da professora e escritora Domingas Monte.

A antologia Construir amanhã com barro de dentro – vozes do pós-independência, é editada pela Catalogus com o apoio do Camões – Centro Cultural Português em Maputo, tendo sido lançada na capital moçambicana em Agosto de 2025. Agora ela persegue a utopia em constituir uma ponte de circulação e acesso à literatura contemporânea dos países unidos pela língua portuguesa dentro do continente africano.

A obra contempla escritores nascidos no período pós-independência que, na sua maioria, já são referência na literatura contemporânea africana e outros promissores que têm vindo a destacar-se pelo seu talento. São eles Amadu Dafé, Ailton Moreira, Alice Pessoa, Edson Incopté, Eileen Barbosa, Happy Taimo, Ivanick Lopanza, Janine Oliveira, Jessemusse Cacinda, Luana Cardoso Pereira, Marinho Pina, Maya Ângela Macuácua, Mélio Tinga, Oliver Quiteculo, Pedro Sequeira de Carvalho, Rosa Soares e Sérgio Fernandes, incluindo os contos dos organizadores, Eduardo Quive e Israel Campos.

A antologia conta com o prefácio da consagrada escritora moçambicana Paulina Chiziane e de Inocência Mata, professora de Literatura e Estudos de Cultura na Universidade de Lisboa.

Sobre os organizadores

Eduardo Quive é jornalista e escritor. Publicou, entre outros, A cor da tua sombra (Romance, 2025), Mutiladas (Contos, 2024), Para onde foram os vivos (Poesia, 2022) e O Abismo aos pés – 25 escritores lusófonos respondem sobre a iminência do fim do mundo em 2020 (co-autor, Entrevistas). Co-fundou a Catalogus e é colaborador da Fundação Fernando Leite Couto.

Israel Campos é jornalista e escritor angolano, vencedor da 2ª edição do Prémio Literário Imprensa Nacional/Casa da Moeda (2024) e do Prémio de Literatura Juvenil Ferreira de Castro (2025). Com quase uma década de experiência na imprensa, colaborou como freelancer para a imprensa internacional em órgãos como a BBC, Voice of America, Al Jazeera e Wall Street Journal. Em 2023, publicou o seu romance de estreia E o Céu Mudou de Cor (Kacimbo, 2023). Actualmente é doutorando em Media e Comunicação na University of Leeds. In “Moz Entretenimento” - Moçambique


Galiza - Lançamento de As histórias do futuro de Machado de Assis no Camões – Centro Cultural Português em Vigo

O evento decorrerá na quinta-feira, dia 18 de dezembro, às 19:30h no local do Camões – Centro Cultural Português, na praça de Almeida s/n, do casco velho viguês. No lançamento falarám o professor Carlos Paulo Martínez Pereiro e a professora Alva Martínez Teixeiro, acompanhados do poeta e gestor cultural brasileiro André de Oliveira.


O clássico que inaugura a coleção Através do Brasil compila “uma novela e 24 contos que contam”, sendo aquela o mítico relato machadiano “O alienista”. A seleção, a edição dos textos e o posfácio foram trabalhados pelas professoras da Universidade da Corunha, Alva Martínez Teixeiro e Carlos Paulo Martínez Pereiro.

“Este livro seleciona vinte e cinco ficções da melhor e mais representativa narrativa curta de Joaquim Maria Machado de Assis (1839-1908), em concreto aquelas que possuem uma maior potência de atualidade e em que, desde o passado, o genial escritor conseguiu dizer e narrar para os sucessivos futuros por vir; aquelas, enfim, que nos ajudam sempre a melhor nos compreender.

A gigantesca vertente ficcional da obra breve de um tão genial escritor, mais de cem anos volvidos, continua a falar por extenso da umana cosa bocacciana para os nossos corações e para as nossas mentes, merecendo, a rigor, figurar na nossa sensibilidade moderna pelas numerosas ocasiões em que se referiu com autenticidade aos nossos sentimentos, grandezas, contradições e limitações”.

Joaquim Maria Machado de Assis (Rio de Janeiro, 21 de junho de 1839 – Rio de Janeiro, 29 de setembro de 1908), foi um dos maiores escritores da literatura brasileira. Era filho de um operário e de uma lavadeira. Autodidata, destacou-se como romancista, contista, poeta, dramaturgo e cronista. Fundador e primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras, é autor de obras-primas como Dom Casmurro, Memórias Póstumas de Brás Cubas e Quincas Borba. Sua escrita irónica e profunda revela crítica social e análise psicológica refinada. Apesar das origens humildes e do preconceito racial da época, tornou-se uma referência incontornável da literatura em língua portuguesa. Morreu em 1908, consagrado nacional e internacionalmente. In “Portal Galego da Língua” - Galiza


domingo, 2 de novembro de 2025

Índia - Camões – Centro Cultural Português em Nova Deli promove leitura de “Amor de Perdição”

No âmbito das comemorações do bicentenário do nascimento de Camilo Castelo Branco, o Camões – Centro Cultural Português em Nova Deli dedica o IV Grupo de Leitura de Autores de Língua Portuguesa à leitura integral do clássico “Amor de Perdição”


O IV Portuguese Book Club decorrerá ao longo de um mês, com encontros semanais online às quartas-feiras, nos dias 5, 12, 19 e 26 de novembro, entre as 18h00 e as 20h00 (hora local).

A participação é livre mas sujeita a inscrição obrigatória, através de um formulário online. A iniciativa está aberta a leitores da Índia e de outros países, com ou sem domínio da língua portuguesa. Os participantes poderão optar por ler o romance na sua versão original ou na tradução inglesa de Alice R. Clemente.

As sessões semanais, que servirão para discutir e refletir sobre as leituras individuais, serão dinamizadas em inglês por João Ribeirete, Diretor do Camões – Centro Cultural Português em Nova Deli. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


quarta-feira, 2 de julho de 2025

Moçambique - Maria João e João Farinha apresentam álbum “Abundância” em Maputo

A cantora portuguesa Maria João assinala 40 anos de carreira com o lançamento de “Abundância”, o seu mais recente álbum de originais, em colaboração com o pianista João Farinha.


O novo trabalho, o trigésimo primeiro da artista, foi gravado maioritariamente em Maputo, e é o resultado de uma parceria artística e cultural com o colectivo moçambicano TP50, com quem os músicos têm vindo a colaborar regularmente desde 2016.

Desde o início desta relação artística com o TP50, Maria João e João Farinha têm contribuído de forma consistente para a construção de pontes culturais entre países de língua portuguesa, levando a palco uma mistura rica de influências e identidades. Desta colaboração contínua surgiu, há três anos, o desejo de criar um álbum que reflectisse a diversidade cultural que a define — uma fusão viva entre as suas raízes portuguesas e moçambicanas.

Numa nota de imprensa, diz-se que o sonho torna-se agora realidade com o lançamento de “Abundância”, um disco que celebra de forma profunda a criatividade artística partilhada, a fusão de ritmos e línguas de Portugal e Moçambique (e não só), e a universalidade humanista da Arte.

O concerto de apresentação terá lugar no próximo dia 4 de Julho, no Centro Cultural Franco-Moçambicano, em Maputo.

“Abundância” explora a riqueza criativa de Maria João, cruzando influências africanas com sonoridades electrónicas, numa abordagem inovadora e emotiva.

A fase inicial da criação decorreu nos Aurora Estúdios, em Lisboa, com João Farinha e André Nascimento, sendo posteriormente concluída em Maputo, no Estúdio Ekaya. A gravação envolveu uma equipa diversificada de músicos moçambicanos, como Texito Langa, Valter Mabas, Cheny Wa Gune, o Coro TP50, e os cantores convidados José Mucavel e Stewart Sukuma.

Com produção de Luís Fernandes, o álbum inclui 10 faixas, muitas da autoria da própria Maria João. Entre os temas destaca-se “Esperança”, baseado num poema do escritor moçambicano e Prémio Camões, José Craveirinha, musicado por Maria João e João Farinha.

O show do dia 4 de Julho, na cidade de Maputo, conta com o apoio do Camões – Centro Cultural Português. In “O País” - Moçambique


domingo, 11 de maio de 2025

Guiné-Bissau - Documentário português “Nteregu” estreia na cidade de Bissau

O documentário “Nteregu”, dos realizadores portugueses Roger Mor e Manuel Loureiro, teve a sua anteestreia este sábado, 10 de maio, no Espaço Camões – Centro Cultural Português, em Bissau. Com entrada livre o evento faz parte da mostra de cinema de Mandjuandadi 3, no âmbito da Bienal MoAC Biss



O documentário foi apresentado pelo realizador Roger Mor e pela diretora de produção Maria M. Andrade. A atividade começou com mini-concerto de abertura com Juca Delgado e Alana Sinkëy.

Dirigido ao público em geral, com especial enfoque nos jovens e nos artistas, “Nteregu” é um poema visual e oral que conta e canta a história da música da Guiné-Bissau. Da Tina à cultura dos mandjuandadi, das tabancas dos Djidjius às pistas de dança da Europa, esta é uma viagem secular que revela as origens e o destino da música guineense moderna.

“Nteregu” mergulha no património imaterial do país, destacando as tradições orais, as músicas ancestrais e os saberes populares que têm passado de geração em geração. O filme é uma homenagem à memória coletiva guineense e àqueles que a vivem e preservam.

Cada história contada, cada canto entoado e cada gesto partilhado pretendem transportar o espectador para uma realidade onde a oralidade continua a ser uma das formas mais ricas de transmissão de conhecimento e identidade.

Com uma duração de 70 minutos, o documentário é também uma homenagem às mulheres guineenses que, graças à Tina — instrumento tradicional —, lançaram as bases culturais da nação, abolindo barreiras culturais e unindo grupos étnicos em torno da música. Curiosamente, “Nteregu” é uma palavra que evoca escuta e respeito — princípios que norteiam todo o trabalho dos realizadores.

As filmagens decorreram na Guiné-Bissau entre abril e maio de 2023. O documentário conta com a produção da Associação Ser Mudança e apoio à pós-produção do Instituto Camões e da União Europeia.

A estreia no Centro Cultural Português reforça o papel deste espaço como ponto de encontro entre culturas e como promotor de iniciativas artísticas que dão voz a narrativas africanas contadas por quem delas faz parte.

Acrescente-se que a Bienal MoAC Biss decorre de 1 a 31 de maio e é a primeira edição deste evento dedicado à arte e cultura da Guiné-Bissau, com o lema “Mandjuandadi: Identidades em Liberdade”. A bienal pretende fortalecer a produção cultural guineense e criar espaços de intercâmbio entre artistas locais e internacionais. Esta iniciativa conta com o apoio da Equipa Europa, entre outros parceiros nacionais e internacionais. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


quarta-feira, 16 de abril de 2025

Moçambique - Inês Blanc lança “O Cantar da Chuva” pela Kuvaninga Cartão d’arte

A Kuvaninga Cartão d’arte, plataforma de produção de livros com capas de cartão reaproveitado, lança, esta quinta-feira, às 14h, o livro da escritora e mediadora portuguesa Inês Blanc, intitulado “O Cantar da Chuva”.



A sessão de lançamento será em forma de oficina de pintura e produção de livros artesanais no Centro de Teatro do Oprimido (CTO), na Feira de Hulene, em Maputo.

De acordo com a nota de imprensa da Kuvaninga, trata-se de um conto infanto-juvenil inédito que conta a história de um pássaro solitário e tímido que vivia num embondeiro muito alto e não se misturava com os outros animais mais abaixo, mas tudo muda quando chega a seca e o pássaro teve que voar mais alto para as nuvens suplicando pela chuva.

O texto, acompanhado por desenhos da autoria também de Blanc, carrega um ensinamento profundo sobre a coragem, superação do medo e empatia colectiva.

“O livro O Cantar da Chuva tem apenas quatro páginas, mas transmite ensinamentos cruciais sobre a importância de sair da zona de conforto, a força que nasce das dificuldades e a conexão com os outros. A oficina de pintura e de produção de livros com capas de cartão reaproveitado será dirigida a um universo de 30 crianças. Trata-se de membros do Centro de Teatro do Oprimido, crianças da comunidade e filhos de catadores de lixo da Lixeira de Hulene”, adianta a nota de imprensa. 

Durante a oficina, com a duração de 45 minutos, cada participante, juntamente com a autora, irá produzir cerca de quatro livros, onde cada livro ficará com o oficinando e outros serão distribuídos pelos parceiros do projecto.

O lançamento e a oficina de livros com capas de cartão reaproveitado é uma actividade que conta com o apoio do Camões – Centro Cultural Português e o Centro do Teatro do Oprimido. In “O País” - Moçambique


terça-feira, 8 de abril de 2025

Angola - Camões – Centro Cultural Português acolhe exposição documental sobre os 50 anos das independências

O Festival Internacional de Cinema Documental, DocLuanda, vai decorrer de 10 a 16 deste mês, em Luanda, antecedida da exposição “Independências nos arquivos: 50 anos de cinema e utopia”, da investigadora portuguesa Maria do Carmo Piçarra



A exposição, que abre hoje, no Camões – Centro Cultural Português, às 18 horas, consta da estratégia do DocLuanda sobre divulgação das artes, tendo a direcção do festival convidado a renomada investigadora Maria do Carmo Piçarra para organizar a exposição, numa parceria com o Camões.

A mostra “Independências nos arquivos: 50 anos de cinema e utopia”, patente ao público até 9 de Maio, assinala os 50 anos das independências africanas nas cinematografias de Angola, Moçambique e Guiné-Bissau. Na óptica da investigadora Claire Andrade-Watkins, “as ex-colónias portuguesas partilharam o legado de uma dominação colonial dura e destituída de meios, não possuindo infra-estruturas cinematográficas ou técnicos formados”.

A produção cinematográfica, refere a direcção do DocLuanda, em nota de imprensa, não foi, por isso, fácil durante as lutas de libertação ou após as independências. Cabo Verde e São Tomé e Príncipe não desenvolveram cinematografias nacionais.

Em Angola, Moçambique e Guiné-Bissau, cita a nota, a utopia da construção da nação apoiou-se em projectos de cinema militante, implementados inicialmente pelos movimentos de libertação, como o MPLA, a FRELIMO e o PAIGC, e, após as independências, pelo Estado, que usou os filmes politicamente para fomentar a criação da identidade nacional e para informar ou fazer propaganda.

“Os cinemas de “Estado” foram postos em causa pelas guerras subsequentes, a falta de recursos financeiros e o esmorecimento das políticas culturais estatais. Deixaram as raízes do cinema contemporâneo, “fora do Estado”, frequentemente realizado na diáspora, em que a rememoração, a preocupação ecológica, as preocupações culturais e sociais, e os desafios da vida contemporânea são linhas fortes”.

A exposição fica patente ao público até dia 9 de Maio

Este ano, o Festival Internacional de Cinema Documental de Luanda conta com uma programação especial e recheada, incluindo workshop e master class sobre escrita de guião para cinema, com o argumentista português Virgílio Almeida, e propriedade intelectual e cinema, com Alexandra Fonseca e Igor Chaves, concerto musical com Ohali, a homenagem ao cineasta Nguxi dos Santos, e a presença do cineasta americano Billy Woodberry, para o troféu Sarah Maldoror.

A curadora

Curadora e autora dos textos, Maria do Carmo Piçarra é investigadora portuguesa contratada pelo Instituto de Comunicação da Universidade Nova de Lisboa (ICNOVA), professora auxiliar na Universidade Antiga de Lisboa (UAL) e programadora de cinema.

Em 2023, foi galardoada com a Cátedra Hélio e Amélia Pedroso/Fundação Luso-Americana em Estudos Portugueses na Universidade de Massachusetts Dartmouth. Os seus actuais interesses académicos incluem as representações fílmicas (pós) coloniais, a propaganda cinematográfica e a censura em Portugal, as mulheres nos movimentos de descolonização e os usos militantes da imagem.

Entre as suas publicações contam-se “Catemb, esse Obscuro Desejo de Cinema” (2024), “Vento Leste: Luso-orientalismo(s) nos Filmes da Ditadura” (2023) e “Projectar a Ordem. Cinema do Povo e Propaganda Salazarista 1935 – 1954” (2020).

Com Teresa Castro, foi editora do livro “(Re)Imagining African Independence”. Film, Visual Arts and the Fall of the Portuguese Empire2 (2017), e com Jorge António, da trilogia “Angola, o Nascimento de uma Nação (O cinema da propaganda; O cinema da libertação; O cinema da independência)”.

Recebeu financiamento da Fundação Oriente para conduzir uma investigação sobre “Representações da ‘Ásia Portuguesa’ nos Arquivos Cinematográficos” (2018-2020).

Entre 2013 e 2018, desenvolveu o projecto de investigação de pós-doutoramento “Cinema Empire. Portugal, França e Inglaterra” na Universidade do Minho e na Universidade de Reading e foi investigadora visitante na Universidade de Reading e na Université Sorbonne-Paris 3. Francisco Pedro – Angola in “Jornal de Angola”


quarta-feira, 22 de janeiro de 2025

Moçambique - Candidaturas abertas para residência literária em Lisboa

O Camões – Centro Cultural Português em Maputo abre, de 1 a 28 de Fevereiro, as candidaturas para uma residência literária, a realizar-se na capital portuguesa, Lisboa, de 1 a 31 de Maio deste ano.



O programa é dirigido a autores(as) de nacionalidade moçambicana, ou que tenham residência oficial em Moçambique, com obra publicada.

De acordo com a nota de imprensa do Camões – Centro Cultural Português em Maputo, trata-se de um de Programa de Intercâmbio Literário promovido ao abrigo do Protocolo de Cooperação entre a Câmara Municipal de Lisboa e o Camões, Instituto da Cooperação e da Língua, IP, através do seu Centro Cultural Português em Maputo, que seleciona um(a) autor(a) com obra publicada, como incentivo à criação literária e aposta na internacionalização da cultura.

As candidaturas deverão ser formalizadas mediante preenchimento de formulário, enviado preferencialmente para o endereço electrónico do Camões, com os restantes elementos da candidatura referidos nas Normas de Participação, não podendo exceder no seu total, a dimensão de 10MB, ou através de envelope opaco e fechado, devidamente identificado, enviado para Av. Julius Nyerere, 720, Maputo.

As respetivas Normas de Participação, bem como outros documentos necessários às candidaturas, poderão ser consultados no website do Camões – Centro Cultural Português.

Segundo a mesma nota de imprensa, o(a) escritor(a) selecionado(a) terá a oportunidade de desenvolver um projecto de criação literária, beneficiando de Bolsa, no valor de setecentos e cinquenta euros (750€), viagem internacional paga e alojamento gratuito na cidade de Lisboa.

Durante o mesmo período, entre 1 e 28 de fevereiro, e com as mesmas condições, a Direção Municipal de Cultura do Município de Lisboa abre candidaturas para uma residência literária, a realizar na cidade de Maputo, Moçambique, de 1 a 31 de Outubro 2025. O programa é dirigido a autores(as) de nacionalidade portuguesa com obra publicada ou que tenham morada fiscal ou que se encontrem, comprovadamente, a viver, estudar e/ou trabalhar no concelho de Lisboa. Neste caso, as candidaturas são submetidas online, através da plataforma de residências artísticas – LAAR, em laar.cm-lisboa.pt, onde poderão ser consultadas também as respetivas Normas de Participação. In “O País” - Moçambique


quinta-feira, 26 de setembro de 2024

Moçambique - Eduardo Quive conversa sobre “Mutiladas”

Na próxima terça-feira, às 18h00, o Camões – Centro Cultural Português recebe uma sessão de leitura e conversa sobre o livro “Mutiladas”, de Eduardo Quive, chancela pela Catalogus. Para a organização, será um momento de conversa entre o autor e o público, contando com a participação especial de Dora Chipande, que tecerá os seus comentários sobre a obra e também de Lorna Zita, que fará leituras do livro. A moderação da conversa será feita por Elton Pila.

Eduardo Quive iniciou a escrita do seu mais recente livro durante a residência literária que realizou em Lisboa, em 2022, ao abrigo de um programa que resulta de uma parceria entre o Camões – Centro Cultural Português em Maputo e a Câmara Municipal de Lisboa.

“Mutiladas” são histórias sobre as mulheres, a vida urbana e o exercício de memórias do autor, numa escrita breve, intensa e provocadora. O destino das personagens reflecte uma sociedade de tragédias diárias, onde a violência e a indiferença se transformaram num manifesto de desumanidade. Em “Mutiladas”, a vida é líquida e dilui-se sem que os protagonistas se dêem conta, lê-se na nota de imprensa do Camões.

Eduardo Quive nasceu em Maputo, a 08 de Junho de 1991. É escritor, jornalista, produtor e programador cultural. Membro fundador do Movimento Literário Kuphaluxa, editou a Literatas – revista de artes e letras e é cofundador de Catalogus – portal de autores moçambicanos.

Escreve poesia e prosa. A sua poesia está publicada em antologias em Moçambique, Brasil e Itália. É autor do livro Lágrimas da Vida Sorrisos da Morte (Poesia, Literatas, 2012); Para onde foram os vivos (Poesia, Alcance Editores, 2022); e Mutiladas (Contos, Catalogus, 2024).

É coautor do livro Brasil & África-Laços Poéticos (Editora Letras, 2014); coorganizador das colectâneas Contos e crónicas para ler em casa vol. I e vol. II (Literatas, 2020); coorganizador do livro O Abismo aos pés – 25 escritores lusófonos respondem sobre a iminência do fim do mundo (Literatas, 2020). In “O País” - Moçambique


terça-feira, 10 de setembro de 2024

Moçambique - Jofredino Faife lança livro distinguido no Prémio Imprensa Nacional / Eugénio Lisboa

Na quinta-feira 12, às 17h30, terá lugar, no Camões – Centro Cultural Português em Maputo, o lançamento do livro Teatro de Marionetes (ou Ensaio sobre a Mecânica Descritiva da Desertificação dos Homens), de Jofredino Faife, com a chancela da Imprensa Nacional (Portugal), como resultado da distinção na sexta edição do Prémio Imprensa Nacional / Eugénio Lisboa (2022).

No Camões, Teatro de Marionetes será apresentado por Duarte Azinheira, vogal executivo do Conselho de Administração da Imprensa Nacional – Casa da Moeda.

“Com um vasto leque de personagens inesquecíveis, Teatro de Marionetas é uma rara proposta literária, uma narrativa distópica com tendência para a ficção científica, na qual se esbatem os limites entre ordem e desnorte, loucura e sanidade e, até, realidade e fantasia”, lê-se na nota de imprensa Camões – Centro Cultural Português em Maputo.

Jofredino Faife vive e trabalha em Maputo. É pedagogo de formação. Trabalhou como pesquisador, docente e chefe do departamento de Ciências da Educação e Psicologia na Universidade Pedagógica. É especialista em educação, trabalhando no sector não-governamental. É vencedor do Prémio Fundação Rui de Noronha — 2009 (Memórias de um carteiro, inédito) e Prémio TDM de Literatura — 2012 (Filha de um deus menor, AEMO). Em 2022 venceu o Prémio Imprensa Nacional / Eugénio Lisboa, com o seu trabalho Teatro de Marionetes (ou Ensaio sobre a Mecânica Descritiva da Desertificação dos Homens). In “O País” - Moçambique


quinta-feira, 29 de agosto de 2024

Moçambique - Camões – Centro Cultural realiza 33.º Curso de Literaturas em Língua Portuguesa

Entre os dias 16 e 19 de Setembro, das 17h30 às 19h30, o Camões – Centro Cultural Português em Maputo vai realizar o 33º Curso de Literaturas em Língua Portuguesa.


O Curso de Literaturas é a iniciativa cultural mais antiga do Camões – Centro Cultural Português em Maputo, realizada em parceria com a Faculdade de Letras e Ciências Sociais da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), que em edições anteriores trouxe a Maputo autores como José Saramago e Lídia Jorge, ou, mais recentemente, José Luís Peixoto, Afonso Cruz, David Machado, Pedro Mexia, Alexandra Lucas Coelho, Joana Bértholo e Lúcia Vicente.

Pretende-se, com o Curso, promover a leitura e o sentido crítico dos leitores, bem como proporcionar um espaço de debate e contacto com escritores ou académicos convidados.

A 33.ª edição do Curso de Literaturas em Língua Portuguesa destaca o quinto centenário do nascimento de Luís Vaz de Camões, que viveu dois anos em Nampula, numa abordagem transdisciplinar.

O programa do Curso decorre durante quatro dias, em período pós-laboral, e conta geralmente com um grande número de participantes, entre estudantes, escritores e uma comunidade profissional variada. Para esta edição do Curso de Literaturas, o Camões – Centro Cultural Português em Maputo convidou o escritor português Afonso Reis Cabral.

No dia 16 de Setembro, a abrir o programa do Curso, o convidado Afonso Reis Cabral partilhará a sua reflexão sobre a obra “Sonetos de Luís de Camões, escolhidos por Eugénio de Andrade”, mostrando um lado contemporâneo e transversal da obra do poeta. O dia seguinte, 17 de Setembro, será dedicado aos temas “A dimensão biográfica da poesia de Camões” e “Camões no Ensino Secundário em Moçambique: O que é que dele se sabe hoje?”, pelos docentes da Faculdade de Letras e Ciências Sociais (FLCS) da UEM, José Camilo Manusse e Lurdes Rodrigues.

No terceiro dia do Curso, dia 18 de Setembro, será apresentada uma nova criação alusiva ao tema do Curso, encenada por Rogério Manjate, num momento que terminará com uma partilha do processo criativo do encenador. A finalizar este programa, o dia 19 de Setembro será dedicado à partilha de leituras de Luís Vaz de Camões, pelos dinamizadores e participantes do Curso.

Todas as sessões do Curso de Literaturas em Língua Portuguesa contarão com a moderação de Mélio Tinga.

A participação no 33.º Curso de Literaturas é livre, mas caso se pretenda certificado de participação no Curso, deverá ser feita uma inscrição prévia, entre 26 de Agosto e 6 de Setembro, e assistir a todas as sessões do Curso.

As inscrições poderão ser feitas na Biblioteca do Camões – Centro Cultural Português em Maputo ou nos Centros de Língua Portuguesa da Faculdade de Letras e Ciências Sociais da Universidade Eduardo Mondlane e da Faculdade de Ciências da Linguagem, Comunicação e Artes da Universidade Pedagógica de Maputo. In “O País” - Moçambique


quarta-feira, 28 de agosto de 2024

Moçambique – Poeta Léo Cote apresenta “Instalação do corpo” em livro

No dia 29 de Agosto, a partir das 17h30, no Camões – Centro Cultural Português em Maputo, o poeta Léo Cote vai apresentar o seu novo livro de poesia aos leitores.

Intitulado Instalação do corpo, possui cerca de 100 páginas e é composto por três cadernos, designadamente, “Mitografia”, “O ciclo da ilha” e “A geografia do afecto”.

Para o editor da Gala-Gala, Pedro Pereira Lopes, citado na nota de imprensa da editora que chancela o livro, “Cote, autor de reconhecida obra, evidencia-se, com este livro maduro, lírico, narrativo e introspectivo, como uma das vozes mais densas e originais da poesia moçambicana pós-Charrua”.

Na cerimónia do dia 29, a obra literária será apresentada pelo jornalista e crítico literário Américo Pacule, e integra a colecção Biblioteca de Poesia Rui de Noronha, da Gala-Gala Edições.

Em Instalação do corpo, que sucede Campo de areia (2019), Léo Cote confessa-se em textos médios e longos, com versos circunspectos, explorando o corpo, a paixão, a poesia e a Ilha de Moçambique, com uma intensidade que ecoa as influências de Rui Knopfli, Luís Carlos Patraquim, Virgílio de Lemos ou, ainda, Sangare Okapi, lê-se na nota de imprensa.

Léo Sidónio de Jesus Cote nasceu em 1981, em Maputo. Frequentou o curso de Linguística e Literatura na Faculdade de Letras e Ciências Sociais da Universidade Eduardo Mondlane. Foi professor primário e secundário. Actualmente, actua como revisor linguístico. Fez parte do projecto JOAC (Jovens e Amigos da Cultura), entre 2003 e 2004. Em 2004, faz-se membro co-fundador do grupo Arrabenta Xithokozelo, que passou a animar as noites de poesia e música no Modaskavalu (Teatro Avenida). Publicou os livros de poesia Carto poemas de sol a sal (2012), Poesia total (2013), Prémio Literário 10 de Novembro do Conselho Municipal Maputo 2012, Campo de areia (2019), Eroticus: onze poemas e uma quadra sobre medida (2020) e o romance Eva (2021). In “O País” - Moçambique


domingo, 28 de julho de 2024

Moçambique - João Ayres em exposição nas galerias de Maputo

A Associação Kulungwana (Moçambique) e a Associação Zé dos Bois (Portugal) apresentam, em parceria com o Museu Nacional de Arte, o Camões – Centro Cultural Português e o Instituto Guimarães Rosa, em Maputo, Nanquim Preto sobre fundo branco, uma exposição individual do artista João Ayres (1921-2001).


O comunicado de imprensa sobre a exposição avança que a inauguração terá lugar próxima quarta-feira, às 17h30, com início na Galeria Kulungwana, e continuidade nos outros espaços culturais envolvidos, nomeadamente no MUSART, no Instituto Guimarães Rosa e no Camões, onde encerra às 20h30, disponibilizando ao público, na mesma noite, uma visita geral a esta mostra inédita conjunta.

Nanquim preto sobre fundo branco conta com a curadoria de Natxo Checa (Portugal) e Alda Costa (Moçambique), ocupa os quatro espaços parceiros em simultâneo e é composta por um conjunto alargado de pinturas e desenhos, produzidos por João Ayres, entre 1947 e 1970, em Maputo.

A exposição apresenta e propõe olhar para as três primeiras décadas de produção artística de João Ayres, repondo a sua importância histórica e artística como precursor do Modernismo em Moçambique. É um regresso à casa mãe, ao território de produção de obras, cujo carácter apresenta pontos de convergência com as correntes intercontinentais vigentes na época (África do Sul, Brasil, Portugal, Moçambique).

Depois de décadas esquecido, tanto em Moçambique como em Portugal, e após uma primeira bem sucedida mostra em Lisboa (2022/2023), na Galeria Zé dos Bois, onde se expôs pintura e desenho que recolhia a primeira década de produção moçambicana do artista (1946-1957), é chegado o momento de uma apresentação mais alargada da obra de João Ayres, que devolve ao público de Maputo, após mais de 50 anos, a oportunidade de tomar contacto, de fruir e de valorizar o trabalho extraordinário de raiz africana que passa pelo neorrealismo, o concretismo e o expressionismo, ora figurativo ora abstracto.

Ao longo dos quatro momentos/espaços da exposição, pode-se constatar, entre outros: – corpos em esforço e lamento nas contrariedades da condição humana – com destaque para as pinturas do Cais Gorjão nos anos 40; uma série de pinturas e desenhos neoexpressionistas, do início dos anos 50, concebidos para serem mostrados no Museu de Arte Moderna de São Paulo, a convite do mecenas das artes Ciccillo Matarazzo, e na galeria do Ministério da Educação e Cultura do Rio de Janeiro, a convite de personalidades das artes; uma série de desenhos a tinta-da-china da corrente concretista, em que o artista deixa de representar uma condição que lhe é alheia e passa à abstração pura; uma série de trabalhos produzidos após o regresso de João Ayres do Brasil, em meados da década de 50, até aos anos 70, parte deles da colecção do Museu Nacional de Arte, que variam entre pintura sobre cartão e tinta-da-china sobre papel, onde reconhecemos figuras, corpos, caras, máscaras, cores e formas, que nos remetem indubitavelmente à sua vivência local moçambicana.

A programação complementar a esta exposição é composta por uma sessão de exibição do filme João Ayres, Pintor Independente (2022), de Diogo Varela Silva, por visitas guiadas, entre outras actividades.

A exposição Nanquim preto sobre fundo branco é uma mostra produzida pela Associação Zé dos Bois e a Associação Kulungwana, em parceria com o Museu Nacional de Arte, o Camões – Centro Cultural Português e o Instituto Guimarães Rosa, e conta com o apoio da Direcção-Geral das Artes de Portugal (DGArtes), Sociedade de Desenvolvimento do Porto de Maputo (MPDC) e da Embaixada da Noruega em Maputo. Tem entrada livre (à excepção do Museu Nacional de Arte, onde se aplicam as condições de acesso em vigor) e fica patente até ao dia 27 de Setembro de 2024.

Sobre João Ayres (1921-2001)

Nasceu em Lisboa, em 1921. Estudou arquitectura na Escola de Belas Artes de Lisboa e Porto.

Em 1944 integra o II salão “Independentes” (exposição colectiva onde, entre outros, participam Fernando Lanhas, Nadir Afonso e Júlio Resende) no Coliseu do Porto, e a exposição Anual da Sociedade Nacional de Belas Artes, em Lisboa.

Em 1946, João Ayres muda-se para Moçambique, onde se encontrava o pai, o pintor naturalista Frederico Ayres, como professor na Escola Técnica da ex-Lourenço Marques. Em Moçambique exerceu, para além da actividade de pintor, com exposições na África do Sul e Brasil, outras actividades, nos Serviços de Obras Públicas, nos Serviços de Instrução Pública/Ensino Técnico, onde foi professor e, paralelamente, orientou cursos de pintura e desenho no Núcleo de Arte em diferentes períodos, tendo influenciado e contribuído para a formação de artistas como António Bronze, José Júlio, Malangatana, entre outros.

Expõe, pela primeira vez, com o pai, o pintor Frederico Ayres, em 1947. Realiza a sua primeira exposição individual em 1949, promovida pelo Núcleo de Arte, onde expõe as primeiras telas neorrealistas. Continua a expor colectiva e individualmente nos anos que se seguem, destacando-se as exposições individuais no Museu de Arte Moderna de São Paulo (1955); na Voster’s Gallery, em Pretória (1961); no Left Bank Galleries, em Joanesburgo (1965); na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa (1981).

A obra de João Ayres está representada em diversas colecções privadas e públicas, destacando-se a Fundação Calouste Gulbenkian, o Museu Grão Vasco (Viseu), o Museu Nacional de Arte (Maputo), e o Museu de Arte Moderna de São Paulo. In “O País” - Moçambique


sexta-feira, 5 de abril de 2024

Moçambique - Ungulani Ba Ka Khosa e João Paulo Borges Coelho conversam sobre 25 de Abril no Camões – Centro Cultural Português

O Camões – Centro Cultural Português em Maputo e os dois Centros de Língua Portuguesa situados na Universidade Pedagógica de Maputo e na Universidade Eduardo Mondlane promovem um ciclo de conversas que contam com a participação de Ungulani Ba Ka Khosa, Joaquim Furtado, João Paulo Borges Coelho e Luís Loforte, por ocasião da celebração dos 50 anos do dia 25 de Abril de 1974.


A data representa um ponto de inflexão na História de Portugal e dos países africanos de língua oficial portuguesa, um momento em que, há 50 anos, a resistência à opressão se encontrou com a liberdade individual e colectiva.

Ao longo do mês de Abril, será dinamizado um Ciclo de Conversas e outras actividades subordinadas ao tema “Memórias do 25 de Abril de 1974”, tendo como pano de fundo a exposição “50 Passos para a Liberdade – Portugal, da Ditadura ao 25 de Abril”, a qual ficará patente na galeria do CCP Maputo até ao dia 1 de Junho. Os convidados do Ciclo de Conversas são personalidades do mundo da literatura, do jornalismo e da História que viveram o 25 de Abril e que, sob diferentes perspectivas, partilharão as suas vivências e reflexões.

A iniciativa pretende também recordar a vida e a obra de Leite de Vasconcelos, jornalista e escritor moçambicano que, às 00h20 do dia 25 de Abril de 1974, transmitiu, no programa Limite da Rádio Renascença, em Portugal, a canção Grândola, Vila Morena de Zeca Afonso, a senha esperada pelos militares para dar início às operações que poriam fim ao regime ditatorial em Portugal.  O jornalista português Joaquim Furtado, um dos convidados deste Ciclo, leu o primeiro comunicado do Movimento das Forças Armadas, na Rádio Clube Português, também na madrugada do dia 25 de Abril de 1974.

Durante esta iniciativa que decorrerá nos dias 4, 11, 18 e 25 deste mês, será também exibido o filme “Capitães de Abril”, de Maria de Medeiros, como documento audiovisual dos acontecimentos que ocorreram naquele dia 25 de Abril de 1974.

Enquanto a sessão com Ungulani Ba Ka Khosa e Joaquim Furtado, com moderação de Eduardo Quive, decorreu esta quinta-feira na Galeria do Camões, o encontro com João Paulo Borges Coelho e Luís Loforte, com moderação de Eduardo Quive, será a 11 de Abril, 18h00, igualmente, na Galeria do Camões – CCP Maputo. In “O País” - Moçambique


terça-feira, 26 de março de 2024

Moçambique – Camões Centro Cultural acolhe apresentação do Catálogo Digital da UPCycles

Esta quarta-feira, às 18h00, o Camões – Centro Cultural Português em Maputo acolhe a apresentação do Catálogo Digital da Residência Criativa Audiovisual UPCycles 2019-2022, projecto organizado pela Associação Amigos do Museu do Cinema em Moçambique (AAMCM).


De acordo com uma nota de imprensa, a Residência Artística UPCycles é uma iniciativa de incentivo à criação artística, à mobilidade e ao intercâmbio entre artistas emergentes dos PALOP, cuja primeira edição se realizou em 2019. Durante um período de dois meses, num regime de desenvolvimento à distância, seguido de dias intensivos de finalização e montagem, os participantes são orientados para a concepção e criação de obras multimédia que “reciclem” imagens do arquivo audiovisual destes países e proporcionem novas interpretações da História e da Memória, a elas associadas, criando novas narrativas.

Acrescenta a nota de imprensa, o catálogo resume os trabalhos e contextualiza as primeiras três edições da residência criativa, foi desenhado pela DEZAINE Talk. A sua apresentação contará com a presença e participação da curadora residente, Ângela Ferreira, a historiadora Alda Costa, membro permanente do comité de selecção UPCycles, o realizador João Ribeiro, os designers e vários artistas participantes nas edições 2019-2022.

A UPCycles é organizada pela Associação dos Amigos do Museu do Cinema em Moçambique, financiada pela Fundação Calouste Gulbenkian, e conta com o apoio da Fortaleza de Maputo – Direcção da Cultura da Universidade Eduardo Mondlane, Centro Cultural Franco-Moçambicano e Camões – Centro Cultural Português em Maputo. In “O País” - Moçambique