Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

terça-feira, 29 de julho de 2014

Portugal – Porto de Leixões bate recorde no 1º semestre de 2014

Porto de Leixões movimenta 8,8 milhões de toneladas no 1º semestre

O Porto de Leixões atingiu um valor recorde de 8,8 milhões de toneladas no primeiro semestre de 2014, um crescimento de 4,2% face ao período homólogo do ano anterior, alicerçado no aumento de 9% das exportações.

A evolução do semestre foi positiva na carga contentorizada (+8%), nos granéis líquidos (3%) e no Ro-Ro (+835%). Neste último segmento, o forte crescimento posicionou Leixões em primeiro lugar no ranking nacional. Por outro lado, verificaram-se quebras nos granéis sólidos (-11%) e na carga fracionada (-2%). O movimento de contentores registou um aumento de 10% tanto em TEU como em número.

No que diz respeito às exportações, registou-se um aumento de 9% destacando-se o crescimento verificado nos cubos de granito (+24%) e no papel e cartão (+37%). Angola (+19%) e França (+43%) foram os países de destino que mais contribuíram para este crescimento. Porto de Leixões - Portugal

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Guiné Equatorial - Comércio Internacional 2009 - 2013

Comércio Internacional de mercadorias
Guiné-Equatorial face ao mundo e à CPLP
(2009 a 2013)


Walter Anatole Marques   
Julho 2014



No passado dia 23 de Julho, durante a X Cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que decorreu em Timor-Leste, a Guiné-Equatorial1 foi aceite, por consenso, como membro de pleno direito desta Organização.
No texto que se segue pretende-se analisar as trocas comerciais efectuadas pelo novo Estado-membro com o mundo e no contexto da CPLP, ao longo dos últimos cinco anos.
A Balança Comercial de mercadorias da Guiné-Equatorial é superavitária, com saldos de 7,1, 10,4 e 8,6 milhões de Euros respectivamente em 2011, 2012 e 2013, anos em que os elevados graus de cobertura das importações pelas exportações atingiram 387,6%, 682,6% e 428,5%.



Após quebras anuais em 2011 e 2012, as importações aumentaram em 2013 (+24,0%). Por sua vez as exportações cresceram de 2010 a 2012, para acusarem uma quebra em 2013 (-11,3%).
Os principais mercados de origem das importações da Guiné-Equatorial em 2013 foram os EUA (25,6%), a Espanha (15,3%), a China (12,1%) e Singapura (11,3%).
Seguiu-se a França (5,3%), a Itália (4,7%) e Portugal (3,0%), este com fornecimentos a crescerem sustentadamente ao longo dos últimos quatro anos, embora de menor monta.



1- Localizada na África Ocidental e banhada pelo Oceano Atlântico, a parte continental da Guiné Equatorial faz fronteira com os Camarões a Norte, e com o Gabão a Leste e a Sul. A sua capital, Malabo, situa-se na ilha de Bioko (antiga Fernando Pó, a que o navegador português aportou em 1471), no Golfo de Biafra. Compreende ainda outras ilhas:Ano Bom, a Sul de S.Tomé e Príncipe, Corisco, Elobey Grande e Pequeno, e ilhotas adjacentes, ao largo do Gabão. Com uma população de cerca de 760 mil habitantes e uma superfície de apenas 28000 Km2,  tem por línguas oficiais o Espanhol, o Francês e recentemente também o Português.


As importações originárias da Nigéria, essencialmente petróleo, que em 2009 e 2010 haviam representado respectivamente 63,4% e 52,3% do total, anularam-se nos dois últimos anos, na sequência do grande incremento verificado na exploração deste produto no país, cuja exportação em número de barris por habitante se aproximará já da do Kuwait.


Os principais mercados de destino das exportações da Guiné-Equatorial em 2013 foram a China (17,2%), o Japão (14,0%), o Reino Unido (12,8%) e a França (10,5%).

Seguiu-se a Espanha (7,5%), o Brasil (6,8%) e os EUA (6,5%), tendo Portugal ocupado a 14ª posição, com apenas 1,8%).

Em 2013, a maior percentagem das importações efectuadas pela Guiné-Equatorial, por agrupamentos de produtos, incidiu nas “Máquinas” (39,0%), com destaque para a máquinas e aparelhos mecânicos.
Seguiu-se o “Material de transporte” (16,0%), compreendendo tanto automóveis como outro material de transporte, os “Minérios e metais” (14,1%), com destaque para os metais, e os produtos “Agro-alimentares” (12,1%), em que o vinho e outras bebidas alcoólicas e também as carnes ocuparam lugar de relevo.
No agrupamento “Produtos acabados diversos” (8,0%), incluem-se produtos muito diversificados, como cerâmica e vidro, entre outros.
Uma referência ainda ao agrupamento “Químicos” (5,8%), com destaque para os plásticos e para a borracha e suas obras.  
















Nos últimos cinco anos as exportações dominantes por agrupamentos de produtos couberam aos “Energéticos”, essencialmente petróleo bruto, com quotas compreendidas entre 92% e 95%.
Entre os restantes agrupamentos, uma referência ao dos “Químicos” (3,5% do total em 2013), quase que exclusivamente produtos químicos orgânicos, como benzeno ou xileno, “Material de transporte” (1,6%), principalmente partes de aeronaves e da “Madeira, cortiça e papel” (1,2%), praticamente apenas madeira.













São ainda pouco significativas, embora tendencialmente crescentes, as quotas globais da CPLP nas importações e nas exportações da Guiné-Equatorial, sendo mesmo nulas ao nível de alguns Estados-membros.

A Balança Comercial da CPLP com a Guiné-Equatorial, no conjunto dos seus anteriores oito Estados-membros, registou um valor das importações superior ao das exportações ao longo dos últimos cinco anos.
Os principais intervenientes em ambos os fluxos foram o Brasil e Portugal, que conjuntamente averbaram a quase totalidade das trocas.
Nos cinco anos em análise não se efectuaram importações, com origem na Guiné-Equatorial, em Angola, Guiné-Bissau e Timor-Leste.
As importações em Moçambique ocorreram apenas em 2013.
Por sua vez, no mesmo período, não houve lugar a exportações para a Guiné-Equatorial a partir de Angola, Guiné-Bissau, Moçambique e Timor-Leste.
Cabo Verde apenas efectuou escassos fornecimentos em 2012 e S.Tomé e Príncipe em 2011 e 2012.




















As importações globais na CPLP por agrupamentos de produtos, com origem na Guiné-Equatorial, centraram-se na sua quase totalidade, ao longo dos cinco anos em análise, no agrupamento “Energéticos”.





















A excepção ocorreu em 2012, ano em que se registou uma importação da ordem dos 150 milhões de Euros no agrupamento “Material de transporte”. Tratou-se neste caso da importação pontual, em Portugal, de uma aeronave.
Em 2013 as importações de “Energéticos” pelo conjunto dos países da CPLP, principalmente petróleo bruto mas também gás de petróleo, ultrapassaram os 920 milhões de Euros.
As exportações da CPLP por agrupamentos de produtos, com destino à Guiné-Equatorial, bem mais diversificadas, dirigiram-se em 2013 principalmente para os agrupamentos “Minérios e metais” (34,3%), “Agro-alimentares” (18,2%) e “Máquinas” (18,1%).






















Seguiram-se os agrupamentos “Energéticos” (9,5%), “Químicos” (8,1%), “Material de transporte” (5,4%) e “Produtos acabados diversos” (4,5%).
Com pesos inferiores a 1%, o “Vestuário e calçado” (0,9%), a “Madeira, cortiça e papel”  e as ”Peles, couros e têxteis” (com apenas 0,5% cada).
Os exportadores de produtos “Energéticos” em 2013 para este país exportador de petróleo bruto e de gás, foram o Brasil (betume de petróleo e refinados) e Portugal (betume de petróleo principalmente, asfaltos e óleos lubrificantes).
Julho de 2014.

Walter Marques - Portugal para o blogue Baía da Lusofonia















Moçambique – Escritor Adelino Timóteo lança livro em Lisboa

No próximo dia 31 de Julho de 2014 o escritor moçambicano apresenta em Lisboa a sua mais recente obra “Apocalipse dos Predadores” na Livraria, Bar, Galeria, Clube Literário desassossego, na Rua de São Bento, nº 34 pelas 20 horas.



Escritor e artista plástico, Adelino Timóteo nasceu na cidade da Beira em Moçambique no ano de 1970. É formado em docência da língua portuguesa e actualmente é jornalista no Canal de Moçambique. Foi homenageado pelo Instituto Superior Politécnico Universitário e pelo Conselho Municipal da Beira em 2004, pela sua obra poética, e em 2007, pelo seu contributo cultural para a cidade da Beira, como escritor e artista plástico.

Adelino Timóteo venceu o Prémio do SNJ para a Melhor Crónica Jornalística em 1999. Em 2001 venceu o Prémio Nacional Revelação de Poesia na AEMO. Publicou os seguintes títulos: Os Segredos da Arte de Amar (1999), Viagem à Grécia através da Ilha de Moçambique (2002) (Prémio Nacional ANEM), A Fronteira do Sublime (2006), Mulungu (2007), A Viagem da Babilónia (2009), Nação Pária (2010), Dos Frutos do Amor e Desamores até à Partida (2011), (Prémio BCI 2011), Nós, os do Macurungo (2013), Não chora, Carmen (2013), Livro Mulher (2014) e Na Aldeia dos Crocodilos (2014).

Algumas das exposições como pintor:

Colectivas: Com Ferrão, Silva y Sito em Beira. Workshop com artistas de Zimbabwé e Mozambique. Com Paulo Jorge, Casa de Cultura, Beira.

Individuais: “O Muipiti”, Nampula. "Ilhoas Macuas", Maputo e Beira, "Crossing Cultures", Linz, Áustria, "Deixa passar meu povo", Beira. “Zwischenwelten Frauenwelten" Viena. Baía da Lusofonia

Portugal - Direitos humanos

As notícias chegam em “catadupa” mostrando a realidade que o povo palestiniano está a sofrer nos últimos dias. É a destruição das residências de populações civis indefesas, o bombardeamento de um hospital, a eliminação de uma escola da ONU, um número elevado de mortes e feridos entre a população civil.

Em Portugal, os políticos e comentadores de televisão, céleres em tomarem posições sobre os direitos humanos, vão até a um átrio de um estabelecimento de qualidade, bebem um copo, assobiam para o ar e a questão palestiniana não lhes diz respeito.

Numa cela americana, país onde a pena de morte resiste em muitos dos estados federais, um cidadão de nome Joseph Wood agonizou durante uma hora e quarenta minutos, sim uma hora e quarenta minutos, após ter recebido uma injecção letal durante uma execução no estado do Arizona. O cidadão lutou contra a morte com grandes dificuldades respiratórias.

Em Portugal, os políticos e comentadores de televisão, céleres em tomarem posições sobre os direitos humanos, vão até a um átrio de um estabelecimento de qualidade, bebem um copo, assobiam para o ar e sobre a questão da pena de morte no país amigo, nem uma palavra.

Numa fazenda brasileira, acabou de ser notícia, a libertação de trabalhadores agrícolas que exerciam as suas actividades sem qualquer remuneração e num tratamento desumano inaceitável em pleno séc. XXI, só comparável aos tempos em que a escravatura imperava. Em Portugal uma notícia semelhante foi conhecida há alguns meses numa herdade alentejana, passada com imigrantes dos países do leste.

Em Portugal, os políticos e comentadores de televisão, céleres em tomarem posições sobre os direitos humanos, vão até a um átrio de um estabelecimento de qualidade, bebem um copo, assobiam para o ar e sobre o trabalho escravo nem uma palavra. 

Quem nos conhece já sabe o fim a que se destinam as palavras anteriormente escritas. Numa semana em que todo o mundo, incluindo políticos e comentadores de televisão, com acesso a um meio de comunicação social dissertaram sobre direitos humanos num país, que há alguns meses atrás poucos sabiam da sua existência, ainda menos, onde ficava concretamente situado, obviamente que estou a falar da República da Guiné Equatorial, desenvolveram todo o género de argumentação, mas sobre os tópicos que acima foram referenciados, um silêncio total.

No blogue “Baía da Lusofonia” muitos textos sobre a Guiné Equatorial foram publicados nestes dois anos e dois meses de existência sobre este país, desde notícias sociais sobre a protecção da tartaruga à investigação arqueológica na ilha de Corisco, do falar das gentes da ilha de Ano Bom, um idioma que é um conjunto de português e crioulo antigo de nome Fá D'Ambô, um património cultural imaterial lusófono, estudado e publicado entretanto pelo Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), no âmbito do roteiro da adesão da Guiné Equatorial à CPLP. Quando se declara que não se fala português na Guiné Equatorial é uma afirmação que demonstra ignorância e que esquece os milhares de trabalhadores, angolanos, cabo-verdianos, portugueses e brasileiros que encontraram nessa terra a forma de auferirem o que a sua não lhes dá e de contribuírem para o crescimento que a Guiné Equatorial tem tido nos últimos anos que alguns pretendem escamotear.

Por aqui também poderá encontrar textos políticos, como as posições do CPDS, principal partido da oposição e que está representado na Internacional Socialista, sobre os últimos cidadãos a serem executados, devidamente identificados, presos de delito comum transformados rapidamente em casos de perseguição política, ou o acontecimento das últimas semanas, em vésperas da adesão do país à CPLP, do cidadão italiano também devidamente identificado com a presença do embaixador italiano.

Interessante assistir-se na televisão a um político “meia-leca” que chegou a ministro da defesa, defender, ao ser entrevistado sobre o tema da Guiné Equatorial, que a língua portuguesa pertence a Portugal, esquecendo-se do século em que vive e que a língua portuguesa, a segunda língua universal a seguir à língua inglesa, pertence à humanidade e teve as suas origens nas terras da Galiza.

Todos sabemos que a Guiné Equatorial é governada por um ditador de seu nome Teodoro Obiang Nguema Mbasogo há quase 35 anos, mas nesta região do globo, um país ser governado por um ditador ou por um democrata marioneta, manobrado por uma potência ocidental como pretendem os franceses, com grandes interesses na região, ou pelos espanhóis, última potência colonial, venha o diabo e escolha!

Oyala
Daqui a cinco anos, caso não haja um acontecimento precipitado por terras da Guiné Equatorial, vamos assistir sentados, a todos estes políticos e comentadores televisivos a tentarem conseguir um bilhete de avião gratuito, para irem beber um copo e tecer os mais rasgos elogios na futura capital do país, Oyala, a primeira do mundo a ser totalmente sustentável com energias renováveis. Baía da Lusofonia

domingo, 27 de julho de 2014

Inglaterra – Londres aprova português no metro

Na quarta-feira, 16 de julho de 2014, a Assembleia de Londres aprovou por unanimidade uma moção pedindo que as máquinas do metrô de Londres coloquem o Português como uma de suas línguas, após o upgrade de £20 milhões previsto para as máquinas de vendas.



“O Português é a sexta língua mais falada em Londres, e com uma grande comunidade latino-americana na capital precisamos fazer mais para entender os problemas e as necessidades desta comunidade”, disse Caroline Pidgeon, que propôs a moção.



Hoje em dia é possível comprar os cartões de transporte em 17 idiomas, incluindo o castelhano, mas não o Português. Há quatro anos a Aliança Latino-americana promove reuniões, inclusive com o pessoal da Transport for London, para alcançar essa mudança. Também neste caso foi solicitado que a categoria “latino-americana” seja incluída nos formulários étnicos.



Desde 10 de setembro de 2010, a prefeitura de Londres aprovou a inclusão da categoria da América Latina/latino-americana em todos os formulários. Isaac Bigio – Inglaterra in “Braziliannews”

Angola e Moçambique unidos na música

Canal de música dedicado a Angola e Moçambique

Grupo de media Trace lança canal dedicado à cultura dos dois países.

O grupo de media Trace vai lançar um novo canal de música dedicado essencialmente à música e cultura africana lusófona em Angola e Moçambique, dois “dos países mais criativos e prolíficos para a música em África”.

“Angola e Moçambique estão entre os países mais criativos e prolíficos para a música em África; a identidade cultural afro-lusófona obrigava a um canal de música dedicado e especialmente feito para ir ao encontro dos gostos dos fãs da música local”, disse o co-fundador e presidente do Trace Group, Olivier Laouchez, citado site noticioso Digital TV Europe.

O canal, que se denominará Trace Toca começou as emissões esta semana no DSTV em Angola e Moçambique, acrescentando a oferta que os subscritores já tinham de canais deste grupo, nomeadamente o Trace Urban e o Trace Sport Stars.

No princípio do ano, o grupo empresarial Modern Times comprou 75 por cento do grupo Trace por 30 milhões de euros, tendo recebido em Junho a aprovação das autoridades de regulação francesas. Rede Angola - Angola

Moçambique – Novas infra-estruturas em Cabo Delgado

Novas infra-estruturas em perspectiva no norte de Moçambique

A Empresa Nacional de Hidrocarbonetos apresentou esta quarta-feira o Plano Geral de Urbanização do distrito de Palma, na província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique, com vista a uma gestão e uso da terra naquele distrito onde foram descobertas enormes reservas de gás natural.

Este plano de 18 mil hectares em Palma deve ser o alicerce de projectos que visam o desenvolvimento da extracção e tratamento do gás natural naquela zona. Este projecto orçado em 50 mil milhões de Dólares, prevê a construção de residências, lojas, escolas, hospitais, e outras infra-estruturas em apoio daquela que deverá ser a segunda maior unidade de liquefacção de gás do mundo, a seguir ao Qatar.

Ao apresentar este plano, a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos referiu que os cerca de 8 mil habitantes das oito aldeias situadas na zona onde deve ser erguida a urbanização "estão satisfeitos com o projecto". Todavia, esta não é a visão dos ambientalistas daquela área que, ao denunciar a usurpação de terras para a concretização desse projecto, também expressam receios quanto aos prejuízos que poderão sofrer o meio ambiente e a população local. RFI - Moçambique