Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

domingo, 15 de março de 2026

Timor-Leste - Portugueses procuram aprender tétum

“Neineik, neineik” (devagar), é assim que a professora timorense Beatriz Sarmento lida com o desânimo dos seus alunos portugueses, que estão a aprender tétum, língua oficial de Timor-Leste a par do português, na Escola Portuguesa de Díli (EPD)


Desde o início de fevereiro, que mais de 20 portugueses se inscreveram na nona edição do curso de tétum, nível básico, do Centro de Formação da EPD.

Beatriz Sarmento não tem dúvidas que aumentou a procura de portugueses a querer aprender tétum.

“Já avançámos até à nona edição do curso tétum e tenho pedidos individuais de portugueses que querem aprender. Na verdade, cresceu. Este ano a turma cresceu bastante”, afirmou à Lusa.

A professora explicou o aumento do interesse pela aprendizagem do tétum com a integração social, mas também por razões profissionais.

“Estou a aprender tétum principalmente por uma questão profissional e depois também por uma questão de integração em Timor-Leste. No meu caso, acho que me devo render ao tétum e integrar-me na sociedade timorense”, afirmou à Lusa Bruno Pereira, um dos alunos do curso, que trabalha como assessor no Governo timorense.

Mário Coutinho, professor em Timor-Leste, disse que decidiu aprender tétum por “curiosidade” e por “necessidade” de perceber como os alunos comunicam.

Questionado pela Lusa sobre se é uma língua difícil de aprender, Mário Coutinho disse que é um “bocadinho complicado”.

“O sistema gramatical, a sintaxe semântica é um bocadinho diferente da língua portuguesa, mas ‘neineik, neineik’, aos poucos iremos conseguir”, afirmou Mário Coutinho.

Para Amélia Costa, que trabalha como jurista no Governo timorense, a aprendizagem do tétum é essencial para quem trabalha com a Administração.

“Só as pessoas mais idosas é que falam e percebem português e para acompanharmos reuniões e falar em reuniões é absolutamente necessário o tétum”, disse.

Amélia Costa afirmou também que é um bocado difícil aprender a falar tétum até porque a estrutura da língua é completamente diferente do português.

“Eu supunha que havia muito mais palavras portuguesas no tétum, que tinha uma base essencialmente portuguesa e não tem tanto como eu pensava, e depois há palavras que querem dizer várias coisas ao mesmo tempo, por isso, é um bocadinho difícil”, considerou Amélia Costa.

Apesar da grande percentagem de palavras emprestadas do português, mas que se escrevem de outra forma, a professora Beatriz Sarmento salienta que “não é fácil adquirir o tétum” para os portugueses.

É que o tétum, explicou, tem uma estrutura frásica bastante diferente do português e as palavras que se usam diariamente são muito diferentes.

Depois há também verbos que se encontram implícitos e as letras aspiradas, como o “h”, que não existem no português, e a troca e adaptação da ortografia.

“Outra dificuldade é o sentido duplo ou triplo de uma palavra”, acrescentou.

Mas, “neineik, neineik”, a aprendizagem lá se vai fazendo e após um mês de aulas, o curso termina no final de março, os alunos já conseguem articular algumas frases e ter os conhecimentos básicos para as necessidades diárias, incluindo ir às compras.

Sobre se a aprendizagem da língua portuguesa também está a ter mais procura por parte dos timorenses, Beatriz Sarmento, que trabalha igualmente como professora no Centro de Língua Portuguesa da Universidade Nacional de Timor-Leste, afirmou que há cada vez mais pedidos.

“Neste momento não temos recursos humanos suficientes para atender os pedidos que chegam” ao centro da universidade pública timorense, acrescentou.

Após a restauração da independência, em 20 de maio de 2002, Timor-Leste adotou as línguas tétum e portuguesa como línguas oficiais, e o indonésio e o inglês como línguas trabalho. In “Bom dia Europa” – Luxemburgo com “Lusa”


Medos










Medos

 

Não sei dizer

porque tenho medos

sei que os tenho

sou dona de cada um

proprietária absoluta

escritura lavrada

em purgatório

fiel depositária

de um por um

quando me esqueço

eles saem a passeio

vão ao largo

vão ao fundo

bem ao leito

rio seco

enxurradas

em segundos.

 

Não sei dizer

por que existem

os meus medos

não me atrevo

a detê-los

são rebeldes

são peraltas

pulam muros

abrem asas

voam longe

voltam fortes

me devoram

bem aos goles.

 

Não sei dizer

porque persistem

os meus medos

são altivos

são vorazes

andam sozinhos

pelos ares

fazem festa

ou alarde

destemidos

são meus medos.

 

Não sei dizer

porque tenho medos

só sei dizer

que os temo

um por um

em segredo

bem por isso

são meus medos.

 

Nic Cardeal – Brasil

Sem referência bibliográfica com a data de 08 de junho de 2017 na web.

__________________

Eunice Maria Cardeal (Nic Cardeal), natural de Brusque (SC) onde nasceu em 1963, reside em Curitiba (PR) desde 2006. Graduada em direito, é funcionária pública federal aposentada pelo TRF da 4ª Região, com atuação como assessora jurídica / oficial de gabinete na Justiça Federal do Paraná e de Santa Catarina. Seus textos literários estão compilados na página do Facebook Escrevo porque sou rascunho. Colabora, como autora e editora adjunta, na publicação eletrônica Revista Feminina de Arte Contemporânea Ser MulherArte.

Para conhecer a sua bibliografia e alguns dos seus poemas aceda aqui.

 

Quantos mortos

 

Quantos mortos na Palestina?

Não há contas que sustentem

os horrores, os temores

nem memórias ou histórias.

A mídia desconhece

(ou conhece

mas se esquece).

Nos pratos em estilhaços

nem comida

- ou seu resto -

que pague o preço.

Tantos mortos caem em Gaza

às avessas

escondidos em escombros

sem futuro

sem mais nada.

Nós, aqui

- sem sentido -

prosseguimos aos tropeços

   preocupados com desejos

         ocupados com as vestes

                                   e os festejos.

O que faremos dos nossos gestos

                      desumanos indigestos?

 

Nic Cardeal – Brasil

in Facebook Escrevo porque sou rascunho em 09 de junho de 2025

 

Canção do medo











Vamos aprender português, cantando

 

Canção do medo

 

Dentro de um homem que nasce

debaixo da pele e do sangue lá está

o medo que ronda os sentidos

que atravessa o tempo de tudo o que há

que vem do ventre da memória

e pousa leve sobre a imaginação

e cria este desassossego

este mistério fundo no teu coração

 

Dentro da tua lembrança

há monstros e lobos que te vêm buscar

nos sonhos que alguém te deixou

e nunca paraste de procurar

o mundo não é o que te dão

mas sim esse medo que podes quebrar

abre os teus olhos à noite

e vê como a treva te vai libertar

 

Ai esta sombra dentro de nós

ai chega sempre tarde ou cedo

eu oiço sempre a sua voz

mas sou mais forte do que o medo

 

ai este não saber porquê

ai quando gela o arvoredo

eu trago sempre a sua voz

mas sou mais forte do que o medo

 

Dentro de um homem que nasce

debaixo da pele e do sangue lá está

o medo que ronda os sentidos

que atravessa o tempo de tudo o que há

que vem do ventre da memória

e pousa leve sobre a imaginação

e cria este desassossego

este mistério fundo no teu coração

 

Dentro da tua lembrança

há monstros e lobos que te vêm buscar

nos sonhos que alguém te deixou

e nunca paraste de procurar

o mundo não é o que te dão

mas sim esse medo que podes quebrar

abre os teus olhos à noite

e vê como a treva te vai libertar

 

Dentro da tua lembrança

há monstros e lobos que te vêm buscar

nos sonhos que alguém te deixou

e nunca paraste de procurar

o mundo não é o que te dão

mas sim esse medo que podes quebrar

abre os teus olhos à noite

e vê como a treva te vai libertar

 

Marco Oliveira - Portugal

 

sábado, 14 de março de 2026

Angola - Abertas candidaturas para a I edição do Prémio Provincial de Literatura do Huambo

Está em curso a recepção das obras para a I edição do Prémio Provincial de Literatura, nas categorias de texto lírico, dramático e narrativo, promovido pelo Gabinete da Cultura e Turismo do Huambo

Trata-se de livros já publicados ou inéditos, a serem entregues em formato físico e digital apenas pelos autores residentes nesta região do Planalto Central, até 31 do corrente mês, numa iniciativa do Governo Local, com o objectivo de preservar a cultura e valorização do esforço dos escritores, que contribuem para o desenvolvimento da literatura.

Em conferência de imprensa, o director do gabinete local da Cultura e Turismo, Jeremias Piedade Chissanga, disse ser um prémio que visa, entre outros, incentivar a produção de mais obras de qualidade e a promoção da leitura à nova geração.

Referiu que as obras serão entregues ao Arquivo “Constantino Camõli”, bibliotecas do Centro Cultural “Manuel Rui Monteiro” e Provincial do Huambo e no gabinete da Cultura e Turismo, assim como nas 17 administrações municipais. Segundo o cronograma, adiantou, a gala de divulgação e premiação dos vencedores será feita a 23 de Abril próximo, Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor, instituído pela UNESCO, em 1995.

Assegurou que o vencedor de cada categoria terá como prémio a edição de 100 exemplares do livro pela Mayamba Editora e um milhão de Kwanzas. O responsável afirmou que, para além dos livros inéditos, a intenção desta I edição será, também, dar a possibilidade de participação de obras já publicadas, mas que, até agora, nunca tiveram a oportunidade de estar num concurso do género.

Realçou que, para a escolha da melhor obra de cada categoria vencedora do prémio, o jurado deverá reger-se pelos princípios da originalidade, valorização da cultura, género literário, interesse público, transparência, rigor artístico e moralidade.

O jurado é liderado pelo presidente do Instituto Superior de Ciências da Educação (ISCED-Huambo) Alfredo Maria Paulo. O prémio foi lançado a 8 de Janeiro deste ano pelo governador da província do Huambo, Pereira Alfredo, enquanto factor de incentivo à escrita, à leitura e à valorização dos escritores, para contribuir no fortalecimento da cultura, da consciência cívica e da identidade nacional. In “O País” - Angola


Espanha - "Biblioteca oculta de Barcarrota": fidalgo português emparedou livros proibidos no século XVI em Badajoz

O proprietário da famosa "biblioteca oculta de Barcarrota", com livros do século XVI, descoberta em 1992 dentro das paredes de uma casa perto de Badajoz, era de um fidalgo português, Fernão Brandão, perseguido pela inquisição, segundo um estudo recentemente publicado

O estudo A biblioteca oculta de Barcarrota e o fidalgo português Fernão Brandão, de Pedro Martín Baños, doutorado em Filologia Hispânia, foi publicado recentemente pela Universidade da Extremadura e pela Universidade Autónoma de Barcelona.

"A hipótese defendida neste trabalho é, precisamente, que o ocultador dos livros emparedados foi o fidalgo português Fernão Brandão, perseguido pela Inquisição no seu país, que deve ter passado algum tempo em Roma e depois veio parar a Barcarrota", afirma Pedro Martín Baños.

Acusações da Inquisição a Fernão Brandão

A biblioteca encontrada em 1992 incluía 12 volumes, um manuscrito e um elemento determinante para a identificação de Fernão Brandão, um amuleto de papel que tinha inscrita "uma dedicatória com um nome, um lugar e uma data: Fernão Brandão, de Évora; 23 de abril de 1551. Roma, 23 de abril de 1551."

A partir desta inscrição, Pedro Martín Baños centrou a investigação em registos com o nome de Fernão Brandão e identificou o fidalgo português nos arquivos da Inquisição de Évora, onde foi alvo de diversas acusações e queixas entre 1547 e 1549, e depois em Barcarrota, em documentos relacionados com transferências de propriedades da localidade.

Fernão Brandão foi acusado pelo Tribunal da Inquisição de Évora por "impiedade e irreligiosidade" e "sodomia", por possuir "um livro de sodomia", forrado como se fosse religioso, "em que estão homens representados cavalgando contra a natura uns a outros por trás".

Segundo as acusações da inquisição portuguesa, citadas no estudo agora publicado, estavam que comia peixe e carne todas as sextas-feiras, domingos e outras festas religiosas, nunca rezava, jogava à bola com os criados em vez de ir à missa, desaparecia da cidade durante a Quaresma para se refugiar numa casa no campo, não se confessava, blasfemava contra Deus e os santos e possuía pequenas figuras de metal com que praticava rituais de magia e feitiçaria.

Fernão Brandão exilou-se em Castela "pelos excessos cometidos no seu reino", segundo genealogistas portugueses citados no estudo.

Livros do século XVI proibidos pela Inquisição em Portugal e Espanha

Os livros da "biblioteca oculta de Barcarrota", comprada pelo governo regional da Extremadura em 1995, são do século XVI e estão escritos em castelhano, português, francês, italiano e latim.

O conjunto inclui livros proibidos e não só pela Inquisição em Portugal e Espanha, como uma edição desconhecida de "Lazarillo de Tormes" (impressa em Medina del Campo, Espanha, em 1554), um exemplar de Alborayque, uma sátira aos judeus convertidos, dois tratados sobre quiromancia, um manual de exorcismos, uma obra de Erasmo de Roterdão, um livro de orações em vários idiomas, uma Oração da Emparedada em português e um diálogo erótico de carácter homossexual, La Cazzaria, do italiano Antonio Vignali.

O livro agora publicado em Espanha sugere que Fernão Brandão emparedou a sua biblioteca entre finais de 1559 e início de 1560, quando se publicou em Espanha o "Índice de Livros Proibidos do Inquisidor Fernando de Valdés".

A lista do inquisidor Fernando de Valdés, de 1559, foi o primeiro índice sistemático da inquisição espanhola e proibiu 698 obras por serem consideradas hereges ou imorais. In “SIC Notícias” – Portugal com “Lusa”


Portugal - Campanha Educativa “O meu Atum”

No âmbito da Campanha Educativa “O Meu Atum”, realizaram-se visitas de estudo à Conserveira Portugal Norte, em Matosinhos, e à Conserveira Freitas Mar, em Olhão, unidades de referência do setor, que proporcionaram aos formandos um contacto direto com a realidade da indústria conserveira portuguesa.


Estas iniciativas tiveram como principal objetivo aproximar os participantes dos processos produtivos associados às conservas de pescado, permitindo-lhes compreender de forma prática as diferentes etapas que compõem esta atividade tradicional e perceber o seu papel económico em Portugal.

Durante as visitas, os formandos tiveram a oportunidade de conhecer o funcionamento das linhas de produção, desde a receção e seleção da matéria-prima até às fases finais de embalagem e rotulagem de espécies como a sardinha, a cavala e o atum. Os visitantes acompanharam várias etapas do processo produtivo, incluindo a preparação e limpeza do pescado, o corte e a colocação manual ou semi-automatizada nas latas, a adição de diferentes tipos de molhos ou azeites e o posterior processo de esterilização, que garante a conservação e segurança alimentar do produto.

As empresas apresentaram uma ampla gama de conservas, desde produtos de consumo corrente, designados como Standard, até linhas premium e gourmet, caracterizadas por matérias-primas selecionadas, métodos de preparação mais artesanais e apresentações diferenciadas.

Outro aspeto relevante observado pelos formandos foi a combinação entre tradição e inovação que caracteriza o setor conserveiro nacional. Apesar de muitas operações continuarem a exigir um elevado nível de intervenção manual, especialmente nas fases de preparação e colocação do pescado nas latas, as unidades visitadas integram também tecnologia moderna, que permite melhorar a eficiência produtiva, garantir elevados padrões de qualidade e assegurar o cumprimento rigoroso das normas de higiene e segurança alimentar.

Estas visitas constituíram um momento de aprendizagem relevante para os participantes da campanha educativa, permitindo-lhes aprofundar conhecimentos sobre a cadeia de valor das conservas de pescado e compreender melhor o papel que a indústria conserveira desempenha na valorização dos recursos marinhos e na economia das regiões costeiras portuguesas. In “Instituto Português do Mar e da Atmosfera” - Portugal


Cabo Verde - Hélio Batalha revela capa do novo álbum “Testamentu” e celebra nascimento da filha

Hélio Batalha revela capa do novo álbum “Testamentu” e celebra nascimento da filha Helena


O artista cabo-verdiano Hélio Batalha partilhou nas redes sociais um momento muito especial da sua vida pessoal e artística. Nesta sexta-feira, 13 de março de 2026, o artista apresentou oficialmente a capa e a contra-capa do seu novo álbum intitulado “Testamentu”.

Segundo o próprio artista, este projeto tem um significado profundamente pessoal e está fortemente ligado à família. A ideia do álbum nasceu com o objetivo de deixar uma mensagem e um legado para as pessoas mais próximas, especialmente para aqueles que fazem parte da sua vida.

Entre os elementos mais marcantes do trabalho estão cartas dedicadas à sua filha e à sua mãe, que fazem parte do conceito do álbum e reforçam o lado emocional e íntimo da obra.

O dia tornou-se ainda mais simbólico para o artista com o nascimento de Helena, a sua segunda filha, um acontecimento que Hélio Batalha descreveu como um dos momentos mais felizes e realizados da sua vida.

Na publicação, o músico também convidou os fãs e seguidores a abraçarem e sentirem esta obra, que segundo ele foi criada com muito amor.

O lançamento oficial do álbum “Testamentu” está previsto para 27 de março, data que coincide também com o aniversário do artista. In “Dexam Sabi” – Cabo Verde


sexta-feira, 13 de março de 2026

França - Associação estima 35 mil candidatos de origem portuguesa às autárquicas

Três gerações de portugueses concorrem às eleições autárquicas francesas, que têm a primeira volta no domingo, com estes candidatos a poderem atingir os 35.000, segundo o presidente da associação CIVICA


Paulo Marques, que preside a esta organização que reúne os 8000 eleitos de origem portuguesa em França, e é vice-presidente de Aulnay-sous-Bois, autarquia a que se recandidata, disse à Lusa que, eleição após eleição, se regista uma cada vez maior participação de candidatos portugueses ou luso-franceses.

O número de portugueses e luso-franceses candidatos, que em 2020 foi de 34.000, poderá atingir os 35.000, e envolve portugueses de três gerações, disse.

“Temos os portugueses sem nacionalidade francesa, que concorrem e vão ser eleitos para o conselho municipal, para a assembleia municipal; depois, os portugueses que já são franceses e que nasceram na geração de 70, 80 [do século passado]; e, depois, essa camada jovem [de franceses com origem portuguesa], que têm 18, 20, 25 anos, que também concorrem, muitos deles pela primeira vez”, adiantou.

Para o aumento da participação dos portugueses na vida eleitoral francesa contribuiu, segundo o presidente da CIVICA, o facto de, em 2001, os portugueses residentes em França passarem a poder votar nas eleições autárquicas e regionais francesas e também serem elegíveis para os cargos.

Segundo Paulo Marques, em França existe a maior representação lusa fora de Portugal, com reflexos nos números de candidatos e de eleitos.

Para o mandato de 2020-2026 foram eleitos 8000 candidatos portugueses ou luso-franceses e as eleições de domingo deverão aumentar muito este número, tendo em conta os candidatos que “não param de aumentar”.

“É a maior representação lusa democrática fora do país”, afirmou.

E adiantou que, em 2020, foram mais de 34.000 os autarcas portugueses ou luso-franceses candidatos, o que representou “um marco significativo”.

Nesse ano, os jovens franceses com origens portuguesas passaram a estar automaticamente inscritos como eleitores, podendo igualmente ser candidatos, e o resultado foi a eleição de cerca de 8000 autarcas com origens portuguesas, o dobro do resultado em 2014 (perto de 4000 eleitos).

Paulo Marques sublinhou que, para estas eleições autárquicas, com a primeira volta no próximo domingo e a segunda a 22 de março, existem muitos portugueses com fortes possibilidades de atingirem lugares como a presidência de câmaras ou vice-presidências, revelando “um nível de executivo potencial”.

Apesar de ainda não existir um número apurado de autarcas portugueses ou de origem portuguesa candidatos neste sufrágio, Paulo Marques diz que esse número já atingiu os 15.000 e que é expectável que chegue aos 35.000.

“Nós esperamos conseguir atingir perto dos 35.000 candidatos. Depois, haverá os que ganham e os que perdem”, afirmou.

Para Paulo Marques, “o que é interessante é ver o número consequente de jovens franceses, de origem portuguesa, já de terceira geração de portugueses residentes em França, e da segunda geração de franceses com origem portuguesa, a serem candidatos”.

O autarca, que em 1989 se candidatou, com 19 anos, à autarquia de Aulnay-sous-Bois, acredita que esta eleição vai ser “muito participativa” pelas várias gerações de portugueses e luso-franceses.

Sobre a marca que estes políticos de origem portuguesa deixam nas suas funções públicas, Paulo Marques, vice-presidente do Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP), identifica “uma visão alargada” que muito provavelmente “teve origem no conhecimento das suas raízes portuguesas”.

“Há essa vertente de um maior conhecimento internacional, nomeadamente através das suas raízes, do conhecimento da terra dos seus pais, do conhecimento de um Portugal moderno, do conhecimento também dos seus valores”, prosseguiu.

Mais de 500 mil candidatos concorrem a estas eleições autárquicas em França, nomeadamente a lugares nas 34.800 autarquias. In “Bom dia Europa” – Luxemburgo com “Lusa”



Hungria – Travado o transporte de ouro para a Ucrânia

O escândalo de grande repercussão envolvendo a detenção de transportadores ucranianos em Budapeste, que transferiam dezenas de milhões de dólares e euros, está a ganhar força. A história de como os húngaros apreenderam milhões de dólares e ouro ucranianos transportados por funcionários do banco estatal ucraniano Oschadbank tem causas muito mais complexas do que aparenta. E não é de se admirar que isso tenha gerado um susto na Ucrânia, como observou com satisfação o Ministro das Relações Exteriores da Hungria, Péter Szijjártó.


"O embaixador húngaro em Kiev foi novamente convocado ao Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia depois que um significativo susto ter-se instaurado em Kiev devido a ucranianos terem sido apanhados a movimentar centenas de milhões de euros e dólares pela Hungria", disse.

Lembrando que, na semana passada, Budapeste apreendeu dois carros blindados que transportavam € 35 milhões, US$ 40 milhões e 9 kg de ouro da Áustria para a Ucrânia. O parlamento húngaro já congelou esses fundos por 60 dias para determinar a sua origem.

Segundo o Ministro Szijjártó, as autoridades estão a tratar o incidente envolvendo a importação de uma quantia significativa para o país em circunstâncias suspeitas como uma potencial ameaça à segurança nacional. Foi revelado que o transporte de centenas de milhões de euros e dólares está ligado à interferência ucraniana nas eleições parlamentares húngaras, que serão realizadas em 12 de abril. A Hungria acusou a Ucrânia de financiar a oposição. Os serviços de inteligência húngaros apresentaram ao parlamento provas de que a Ucrânia está a financiar o partido de oposição Tisza, anunciou o Secretário de Estado Zoltán Kovács. Ele afirmou que dezenas de milhões de euros em dinheiro vivo confiscados de funcionários do banco ucraniano Oschadbank correspondem ao montante necessário para a campanha eleitoral do partido. Além disso, o lado húngaro já havia declarado que uma empresa ligada a membros da oposição do partido Tisza assumiu a representação legal dos transportadores ucranianos do dinheiro.

No entanto, esta é a primeira vez que transportadores de dinheiro ucranianos foram detidos, embora, segundo estimativas de Budapeste, mais de 900 milhões de dólares, 420 milhões de euros e 146 quilos de ouro tenham sido transportados através do país desta forma apenas desde o início de 2026. Parece que apenas o último lote de dinheiro se destinava a financiar a oposição húngara, enquanto os húngaros anteriormente permitiam que os restantes carregamentos prosseguissem sem impedimentos, ignorando as "caravanas de ouro" ucranianas que circulavam entre os dois países. Neste contexto, a conclusão de que o escândalo tem motivação política não é a principal. In “Agências Internacionais”


Moçambique propõe rede global de justiça social para fim da violência contra mulher

A Ministra do Trabalho, Género e Ação Social apresentou proposta em evento paralelo da 70.ª Sessão da Comissão sobre o Estatuto da Mulher, CSW70, em Nova Iorque. Moçambique aposta no empoderamento económico como caminho para reduzir agressões, em nível nacional iniciativas reforçam rede de atendimento a vítimas e envolvem influenciadores digitais na sensibilização da população


Para acabar com a violência de género é preciso eliminar a pobreza feminina. Essa é a mensagem que Moçambique quer marcar na 70.ª Sessão da Comissão sobre o Estatuto da Mulher, CSW70, que acontece na sede da ONU, em Nova Iorque, até 19 de março.

Em entrevista para a ONU News, a ministra do Trabalho, Género e Ação Social de Moçambique, Ivete Alane, revelou que o país está a propor a criação de uma articulação internacional para proteger as mulheres com abordagens que passam pelo empoderamento económico.

Relação entre pobreza e violência de género

“Assumimos dois compromissos, que é a zero violência e a eliminação da pobreza feminina. E nós viemos para esta sessão da CSW com um evento paralelo com a intenção de criarmos uma rede global de justiça social para o fim da violência baseada no género e a eliminação da pobreza feminina. E foi um evento bastante importante que nós realizamos à margem da CSW, em que tivemos diversos países que partilham dos mesmos objetivos e opiniões que nós temos, que assumem que existe uma ligação intrínseca, difícil de separar, entre a pobreza e a violência baseada no género”.

A ministra disse que o evento paralelo também serviu para colher experiências de outros países e definir novas parcerias para avançar em ações de igualdade de género.

Expansão do atendimento às vítimas

A nível nacional, ela destacou o lançamento recente do programa “Empodera”, que é focado na prevenção da violência baseada no género por meio de estratégias de sensibilização e reforço da rede de cuidados para sobreviventes.

“Vai ser um programa que prevê a expansão dos centros de atendimento integrados. Portanto, são centros que atendem vítimas da violência, onde as vítimas encontram no mesmo local todos os serviços que elas precisam para poderem ser devidamente atendidas sem ter de passar por várias portas de entrada, temos uma única porta de entrada. Aí a vítima evita passar por uma questão de revitimização. Não tem de contar a história várias vezes sobre o que aconteceu”.

Ivete Alane explicou que, nesses centros, as vítimas que forem vítimas atendidas poderão ter acesso a pacotes de empoderamento económico da mulher.

Influenciadores digitais apoiam combate ao feminicídio

A ministra destacou a importância do envolvimento de diversos setores da sociedade no combate à violência de género, inclusive celebridades e influenciadores das redes sociais.

“Nós estamos agora a iniciar uma campanha de combate ao feminicídio, que é uma das formas mais agressivas da violência baseada no género. E estamos a envolver os influenciadores, estamos neste momento a produzir um vídeo, spots de divulgação, uma campanha, e ainda ontem recebi com muita satisfação um vídeo produzido pela sociedade civil, porque as sociedades civis também são parceiros importantes, complementam a ação do governo. E a sociedade civil fez um vídeo muito recente com vários influenciadores em que eles falam da importância do combate à violência baseada no género, em que eles assumem o papel, e eles como homens devem sensibilizar outros homens”.

Ela ressaltou a importância de criar peças de comunicação que abordem o papel do homem na mobilização pelos direitos das mulheres.

“Estamos agora também a desenvolver e a desenhar a estratégia do engajamento masculino. Portanto, estamos a trabalhar com influenciadores masculinos, pois sentimos que é preciso trazer o homem para o barco. A mulher não pode ser a única que deve lutar ou promover a igualdade de género e combater a violência baseada no género. Se nos referimos à violência baseada no género, nós estamos a falar de duas pessoas: homem e mulher. Então precisamos de ter o homem. Precisamos de engajar o homem nesta luta”.

Uma luta de toda a sociedade

A representante moçambicana também mencionou o papel da primeira-dama do país, Gueta Chapo, que foi convidada para ser patrona da iniciativa “Empodera”.

O objetivo é fazer com que a mensagem chegue para diversas comunidades sobre a importância de prevenir a violência baseada no género, a exemplo de uma intervenção feita no lançamento do Mês da Mulher, na província de Cabo Delgado.

A ministra relatou que Gueta Chapo conseguiu transmitir para as comunidades mensagens sobre a necessidade de deixar as meninas estudarem e de pôr fim às agressões praticadas por homens.

A ministra enfatizou que os influenciadores, os membros do governo e todos os estratos da sociedade moçambicana devem reforçar a luta por igualdade e justiça para a população feminina. Felipe de Carvalho ONU News – Nações Unidas


quinta-feira, 12 de março de 2026

Cabo Verde e Portugal assinam memorando para reforçar cooperação no mar

Cabo Verde e Portugal assinaram um memorando de entendimento no domínio do mar para reforçar a cooperação institucional, técnica e científica entre os dois países, com foco no desenvolvimento da economia azul e na gestão sustentável dos recursos marinhos


“Assinámos este memorando de entendimento para hoje e para o futuro, mas com base numa análise profunda de tudo o que tem sido a cooperação entre Portugal e Cabo Verde no domínio do mar”, afirmou o ministro do Mar cabo-verdiano, Jorge Santos, durante a cerimónia realizada no arquipélago, na ilha de São Vicente.

Segundo o governante, o acordo permite consolidar a parceria entre os dois países num setor estratégico para o arquipélago, sublinhando o potencial da economia azul para gerar crescimento económico, emprego e novas oportunidades de investimento.

A cooperação deverá incidir, entre outros aspectos, na partilha de informação e dados científicos, na formação de recursos humanos e no reforço da capacidade institucional no domínio das políticas do mar.

Jorge Santos destacou ainda que o mar constitui uma das maiores riquezas de Cabo Verde e defendeu que a cooperação com Portugal pode contribuir para melhorar a organização do setor das pescas, a qualidade e certificação do pescado e o aproveitamento sustentável dos recursos marinhos.

O memorando foi assinado com o secretário de Estado das Pescas e do Mar de Portugal, Salvador Malheiro, e renova um entendimento anterior estabelecido entre os dois países em 2014.

Salvador Malheiro afirmou que a cooperação no domínio do mar tem sido consolidadas ao longo dos anos, refletindo as décadas de relações entre Cabo Verde e Portugal e o reforço dos laços institucionais e pessoais. “Temos uma ligação fortíssima pela nossa língua, mas antes da língua já tínhamos o mar que nos unia”, afirmou, acrescentando que a renovação do memorando surge num contexto em que a economia do mar e azul assumem crescente relevância a nível global. “Somos duas nações marítimas por excelência e chegou o momento de tirar partido dessa riqueza natural para melhorar a vida das pessoas”, disse, apontando que Cabo Verde tem sido “um país exemplo” na gestão do oceano e defendeu que o aproveitamento económico do mar deve estar sempre associado à sua preservação.

Além disso, avançou que estão a ser dados os primeiros passos para integrar Cabo Verde numa plataforma internacional dedicada à gestão do oceano. “Vamos com certeza concretizar essa integração de Cabo Verde numa plataforma internacional do mais alto nível, a chamada Alliance 100%, que visa, sobretudo, reconhecer esses países que olham para o mar e querem ter uma gestão a 100% do mar. E Cabo Verde pode contar com Portugal ainda para outros voos nesta matéria”, garantiu.

O governante acrescentou que Portugal está disponível para reforçar a cooperação com Cabo Verde em áreas como a pesca, o turismo náutico, a preservação dos ecossistemas marinhos e a construção e reparação naval.

Durante a visita de dois dias à ilha de São Vicente, Salvador Malheiro visitou várias infraestruturas ligadas ao sector marítimo e das pescas, nomeadamente os estaleiros navais, o Instituto do Mar e complexos de pesca. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”


Espanha - A revolução das energias renováveis manterá as contas de energia baixas, mesmo com a alta dos preços do gás

Nos últimos seis anos, a Espanha investiu fortemente em energia eólica e solar, o que resultou em alguns dos preços de energia mais baratos da Europa


A guerra com o Irão mergulhou o mundo numa crise energética repentina. O fecho do Estreito de Ormuz e a redução das exportações de energia do Oriente Médio geraram temores de contas mais altas para famílias já sobrecarregadas.

Mas um país europeu está bem posicionado para resistir a estes choques graças ao seu investimento em energia renovável.

Desde 2019, a Espanha duplicou a sua capacidade eólica e solar, adicionando mais de 40 GW – mais do que qualquer outro país da UE, excepto a Alemanha, cujo mercado de energia tem o dobro do tamanho do da Espanha.

Como resultado, o preço da eletricidade na Espanha é muito menos influenciado pelo custo sempre flutuante do gás, que aumentou 55% no dia seguinte ao início da guerra com o Irão e continuou a subir.

“O crescimento da energia eólica e solar na Espanha reduziu em 75% a influência das caras centrais a combustíveis fósseis no preço da eletricidade desde 2019. Essa redução nas horas em que o preço da eletricidade estava atrelado ao custo do gás foi mais rápida do que noutros países dependentes de gás, como Itália e Alemanha”, segundo um relatório do think tank de energia Ember, publicado em outubro do ano passado.

Especialistas concordam que a dependência da importação de combustíveis fósseis deixa os países perigosamente vulneráveis.

“A turbulência que testemunhamos hoje no Médio Oriente torna evidente que estamos diante de um sistema energético global amplamente atrelado aos combustíveis fósseis – onde o fornecimento está concentrado em poucas regiões e cada conflito corre o risco de gerar ondas de choque na economia global”, afirma o Secretário-Geral da ONU, António Guterres.

As contas de energia na Espanha estão entre as mais baixas da Europa.

Segundo o relatório da Ember, entre 2020 e 2024, a Espanha "reduziu a sua fatura de importação do setor elétrico mais do que qualquer outro país da UE". Isso foi possível graças à instalação de novos parques solares e eólicos, que "evitaram a importação de 26 mil milhões de metros cúbicos de gás, o que representou um custo de € 13,5 mil milhões".

Em agosto de 2025, a Espanha não utilizou nenhuma fonte de energia a carvão. Uma realidade bem diferente de apenas 10 anos antes, quando o carvão representava um quarto da energia consumida no país.

A transição para energias renováveis ​​representou um grande ganho para as contas de energia das famílias. Em 2019, antes da revolução eólica e solar na Espanha, o país tinha alguns dos preços de eletricidade mais altos da Europa. Agora, possui alguns dos preços mais baixos.

“A Espanha começou [2026] com alguns dos preços de energia mais baratos da Europa, uma tendência que continuou na primeira semana de março”, afirma Chris Rosslowe, um dos autores do relatório da Ember.

O que ainda falta na Espanha, assim como em grande parte da Europa, é mais capacidade de armazenamento de energia – o seu parque de baterias de 120 MW é apenas o 13.º maior da Europa.

As energias renováveis ​​são custos fixos e pontuais

Com os governos sob pressão constante para reduzir dívidas e impostos, a produção de energia precisa custar o mínimo possível.

Ao contrário das turbinas eólicas e dos painéis solares, que os países compram e instalam uma única vez, o petróleo e o gás precisam ser adquiridos continuamente, com preços sujeitos a choques imprevisíveis, como guerras.

Alguns questionam se a guerra de Trump contra o Irão poderia, inadvertidamente, impulsionar a Europa em direção à tecnologia de energia limpa fabricada na China. O especialista em financiamento de energia, Gerard Reid, aponta para o facto das energias renováveis ​​terem custos de longo prazo mais baixos do que os combustíveis fósseis.

"Prefiro depender da China para a importação de painéis solares e baterias do que do petróleo e gás do Golfo, e vou explicar porquê: porque se eu comprar esse painel solar, essa bateria, essa turbina eólica, esse transformador, compro-os apenas uma vez a cada 25 anos. Não preciso comprá-los todos os dias."

Um novo relatório publicado em 11 de março pelo Comité de Alterações Climáticas do Reino Unido reforça esse ponto: o custo total para atingir emissões líquidas zero até 2050 provavelmente não será maior do que o custo de um único choque no preço dos combustíveis fósseis - como o desencadeado pela invasão da Ucrânia pela Rússia.

Ao simular uma crise semelhante que ocorreria em 2040, o estudo constatou que, se o Reino Unido estivesse no caminho para atingir emissões líquidas zero, as contas de energia das famílias aumentariam apenas 4%, em comparação com 59% sem medidas climáticas.

Será que a guerra com o Irão poderia desencadear uma mudança em direção à energia limpa?

Caroline Baxter, diretora do Laboratório de Riscos Convergentes do Conselho de Riscos Estratégicos em Washington, afirma que "não ficaria surpreendida" se houvesse alguma mudança em direção à energia limpa por causa do conflito, mesmo que apenas porque a energia renovável oferece mais estabilidade do que os combustíveis fósseis.

“Acredito que existe uma oportunidade, certa ou errada, para os países se voltarem para dentro e tentarem fortalecer-se de uma maneira que elimine a sua dependência de outras nações como fonte de recursos”, afirma Baxter, que foi subsecretário adjunto de defesa dos EUA para educação e treinamento das forças armadas de 2021 a 2024, durante o governo Biden.

Baxter afirma que, se ela estiver certa e se "todos fizerem isso nos seus quintais", isso limitará as alterações climáticas futuras "sem as espinhosas negociações diplomáticas, os apertos de mão e as maquinações a portas fechadas" das conferências climáticas internacionais.

A cúpula climática COP30 da ONU do ano passado terminou sem um compromisso com a eliminação gradual dos combustíveis fósseis.

A guerra levará à instalação de mais painéis solares e bombas de calor nos próximos meses, afirma a analista de energia Ana Maria Jaller-Makarewicz, do IEEFA Europa.

É aqui que as pessoas comuns podem fazer a sua parte, não só para reduzir as suas próprias contas de energia, mas também para diminuir a dependência do seu país em relação aos combustíveis fósseis. Como afirma Marin Gillot, da Strategic Perspectives: "Cada bomba de calor, veículo elétrico, turbina eólica ou painel solar instalado significa menos moléculas de gás importado." Euronews com “Associated Press”