Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
Mostrar mensagens com a etiqueta Planeamento. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Planeamento. Mostrar todas as mensagens

sábado, 20 de junho de 2026

Centro de Estudos Internacionais Iscte - Apresentação dos resultados do projeto Circularidade Urbana em Portugal

No próximo dia 23 de junho, às 14h30, terá lugar no Iscte a apresentação dos resultados do projeto "Circularidade Urbana em Portugal: Uma abordagem participativa, modular e adaptativa".

Nesta sessão serão apresentados o painel de indicadores desenvolvido em colaboração com os municípios, os resultados dos projetos-piloto e um conjunto de recomendações para apoiar a integração da circularidade no planeamento e na decisão pública.

O evento contará ainda com uma mesa-redonda dedicada aos desafios e oportunidades da medição e implementação da circularidade urbana em Portugal.

📍 Participação presencial

A inscrição é obrigatória devido à capacidade limitada da sala:

https://forms.cloud.microsoft/e/PfNayZ2MUT

💻 Participação online

Ligação de acesso:

https://teams.microsoft.com/meet/362592478175708?p=KGtCShGe0M5kUhrL9T

ID da reunião: 362 592 478 175 708

Código de acesso: DA7kE9TH

Consulte o programa completo na imagem abaixo.



 

segunda-feira, 15 de junho de 2026

China - Pode apoiar o desenvolvimento da inteligência artificial nos países lusófonos

A China pode ajudar os países de língua portuguesa no desenvolvimento da inteligência artificial (IA), uma oportunidade para países em desenvolvimento, partilhando conhecimento de como integrar energia, redes eléctricas e capacidade de computação, defendeu a investigadora Dong Ting, do Centro de Segurança Internacional e Estratégia da Universidade Tsinghua de Pequim.


“Nos últimos anos quando se fala em IA, chips, algoritmos, muitos pensam nos EUA como líder, mas enfrentam limitações na coordenação da rede eléctrica, fragmentada entre centenas de operadores. O futuro da IA depende também da capacidade de planeamento e coordenação”, disse Dong Ting, na sexta-feira.

Segundo a investigadora chinesa, nos EUA a construção de uma linha de transmissão de energia entre estados “pode demorar mais de uma década”, um “gargalo para o desenvolvimento da IA”. “A China conseguiu superar a escassez energética das décadas de 1990 com redes de transmissão de ultra-alta voltagem e planeamento integrado”, sublinhou.

No caso dos países lusófonos, Ting considerou que a integração entre energia verde, capacidade de computação e redes de dados será decisiva.

“O Brasil já está num nível avançado, Cabo Verde mostra inovação em micro redes, Angola investe em cabos submarinos, e Guiné-Bissau precisa de infra-estruturas básicas. Cada país terá um caminho próprio, mas todos podem beneficiar de modelos de cooperação adaptados”, disse.

Ting fez os comentários durante um painel com representantes governamentais do Brasil, Timor-Leste e Guiné-Bissau, realizado durante o 17.º Fórum e Exposição Internacional sobre o Investimento e Construção de Infra-estruturas (17º IIICF), organizado em Macau.

Segundo a investigadora, essa experiência pode ser replicada em países em desenvolvimento, incluindo os lusófonos. “A IA pode ser uma oportunidade de fazer o salto tecnológico para o mundo em desenvolvimento”, afirmou.

Entre os exemplos citados, Dong Ting destacou o projeto hidroeléctrico de Belo Monte, no norte do estado Pará no Brasil, onde a empresa estatal chinesa de energia China State Grid, a maior empresa de transmissão e distribuição de energia elétrica do mundo, construiu duas linhas de transmissão de ultra-alta voltagem com “forte recurso a mão-de-obra local”.

“Os nossos amigos brasileiros sabem que 80% da electricidade do país provém de energias renováveis, sobretudo hídrica. Isso é muito positivo, porque todos procuram electricidade verde para alimentar centros de dados”, disse.

Outro caso mencionado foi Cabo Verde, que apesar de não ter petróleo, integrou energia eólica, armazenamento e redes inteligentes. “Micro-redes podem garantir fornecimento estável a hospitais, escolas ou pequenas cidades”, explicou.

Em Angola, Dong Ting recordou a construção do cabo transatlântico ligando África e América do Sul, que reduziu custos de transmissão de dados ao evitar a passagem por Miami. “Se um país tem capacidade de construir, operar e utilizar infra-estruturas, é competitivo”, afirmou.

Já na Guiné-Bissau, a investigadora apontou carências básicas: “Ainda precisa de electricidade, estradas, habitação e planeamento urbano. O modelo de cooperação deve ser adaptado a cada realidade.”

Dong Ting concluiu que a cooperação China e Países de Língua Portuguesa não terá “um modelo único”, mas sim soluções personalizadas.

“Projectos de geração de energia, redes eléctricas, capacidade de computação e centros de dados deixam de ser isolados e tornam-se partes de um mesmo sistema. Isso exige planeamento integrado e de longo prazo”, afirmou. In “Jornal Tribuna de Macau” – Macau com “Lusa”




quinta-feira, 12 de janeiro de 2023

Timor-Leste – Nova chefe das Nações Unidas no país quer mudar mentalidades na organização

A nova coordenadora residente das Nações Unidas em Timor-Leste disse que a sua principal acção será com as próprias agências da ONU no país, defendendo a necessidade de uma mudança de mentalidades sobre a forma como opera


“O papel mais importante que vou fazer aqui vai ser com a própria ONU. A ONU precisa de uma mudança de mentalidades sobre a forma como opera”, disse Funmi Balogun em entrevista à Lusa. “O papel da ONU está alinhado com o processo de reforma da ONU, que começou em 2019, globalmente, para ver exatamente o que os países e as pessoas precisam e como é que as Nações Unidas podem verdadeiramente contribuir”, referiu.

Em Timor-Leste há cerca de um mês, e reconhecendo que ainda está no processo de aprendizagem sobre a situação local, Funmi Balogun aponta a necessidade de maior coordenação entre as próprias agências da ONU e a forma como atuam com o Governo.

“Aqui em Timor-Leste, o que vejo, apesar do meu curto tempo aqui, tem a ver com coerência em governação, política e sistemas. Olhar para a ‘big picture’ e ver como a ONU pode ajudar a identificar quais são os passos mais críticos e estratégicos que podem ser integrados, de forma sistemática”, explicou. “Que políticas, que passos, como estão a ser implementadas, se os vários setores envolvidos estão alinhados e se falam entre si. O papel da ONU é poder identificar essas questões críticas, reunindo especialistas”, frisou.

Mais do que trazer recursos financeiros, vincou, a ONU pode contribuir com “experiência, lições aprendidas, que se deve somar à experiência existente no país, procurando assim ajudar o Governo”. “Muitas vezes quando se está a fazer um trabalho, as pessoas ficam amarradas aos seus mandatos e aos seus serviços. Focam-se independentemente nos problemas, decide-se o que se deve fazer em cada uma das áreas, mas esquecemos que tudo tem que ser integrado”, enfatizou.

Reconhecendo que os recursos da ONU são limitados, e que os recursos disponíveis do Governo timorense são muito maiores, Funmi Balogun questiona-se sobre a forma mais estratégica de atuar, ajudando a mobilizar todos os setores para que os programas possam ser “estrategicamente implementados”.

E entre os objectivos prioritários, alinhados com os do Governo, destaca “nutrição, sistemas alimentares, educação, reforma do setor público”, setores onde deve ser feita “uma análise adequada e implementados passos simples e estratégicos com metas alcançáveis que definam recursos necessários para as alcançar”.

Admitindo favorecer o modelo de apoio orçamental direto, Funmi Balogun nota que isso exige a construção de “confiança no sistema”, procurando “garantir que os sistemas são confiáveis, trabalham bem e assim tornar mais fácil o apoio orçamental”.

Recordando que, tradicionalmente, o principal papel da ONU em Timor-Leste tem sido de serviços humanitários, a nova coordenadora residente vinca que esse modelo deve ser reservado apenas para situações graves.

A ONU “deve antes estar a apoiar o Governo nos trabalhos de prevenção e planeamento, alocar recursos para lidar com desastres”, disse. “Sim, é fácil fazer projetos. Toda a gente gosta de projetos, servem como montra. Muitas vezes a equipa nacional e internacional muda. Ficam alguns anos e querem deixar algum legado, alguns projetos. Mas isso não vai levar às mudanças estruturais que são necessárias”, sublinhou.

Por isso reitera a necessidade de análise interna, de ver como as agências da ONU podem “trabalhar de forma diferente, melhorar os próprios sistemas internos. “Ver como operamos, se somos coerentes, ver até se as agências que estão aqui são atualmente as mais adequadas tendo em conta o que há para fazer. Quando se fala de mudança há sempre resistência, porque as pessoas estão habituadas a trabalhar de uma certa forma”, nota.

Vincando a paixão que une os quadros das Nações Unidas no terreno em torno em garantir a melhor prestação de serviços, Funmi Balogun defende que importa capitalizar nessa força e ver “que mudanças pequenas podem ser feitas para aumentar o impacto” das iniciativas. “Não devemos ver desafios como um falhanço, mas como uma oportunidade para ver se podemos mudar algumas coisas para conseguir melhores resultados”, vincou.

Funmi Balogun conta mais de 30 anos de experiência a trabalhar e a liderar projectos humanitários, de paz e desenvolvimento na ONU e em organizações não-governamentais (ONG) internacionais.

Antes de ser nomeada para Timor-Leste, Balogun era responsável da Normativa Humanitária e Coordenadora de Ação da ONU Mulheres, agência onde liderou a resposta global das mulheres da ONU às crises humanitárias.

Nas anteriores funções, deu ainda apoio aos escritórios da ONU Mulheres para reforçar a integração de temas de igualdade de género na resposta humanitária das Nações Unidas em países afectados pela crise.

A nigeriana esteve também destacada na Etiópia e no Quénia, trabalhando com várias instituições, incluindo a ONG Federação Internacional do Planeamento Familiar (International Planned Parenthood Federation).

Balogun liderou a coordenação interagências das Nações Unidas em avaliações conjuntas, no desenvolvimento e aplicação de programas conjuntos da organização, incluindo sobre violência de género, governação e proteção contra a exploração e abuso sexuais. Actualmente, a presença da ONU em Timor-Leste engloba 21 agências residentes e não residentes. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”


sábado, 8 de junho de 2019

Estados Unidos da América - Portos: subida do nível das águas pode custar até 69 mil milhões

São números de um estudo realizado pela Universidade de Rhode Island com base nos portos dos Estados Unidos



Investigadores da Universidade de Rhode Island concluíram que os 100 principais portos dos Estados Unidos da América podem precisar de investir entre cerca de 50 mil milhões de euros e 69 mil milhões de euros para lidar com a possível subida do nível médio das águas do mar em dois metros.

Na sequência das piores previsões que têm vindo a ser conjecturadas por vários especialistas, de acordo com as notícias veiculadas, há já vários gabinetes de projecto norte-americanos a trabalharem para tal eventualidade, o que, na perspectiva de Austin Becker, Professor do Departamento de Assuntos Marinhos da Universidade de Rhode Island, para além de ter uma primeira grande vantagem de permitir estimar eventuais custos, serve também e sobretudo para incentivar os respectivos portos a tomar consciência da necessidade de perseguirem e adoptarem, desde já, novas políticas e consequentes práticas de sustentabilidade.

Segundo ainda outros estudos igualmente recentes mas ainda por publicar, como revelou igualmente o Professor Austin Becker, sem identificar quais, haverá pelo menos 15 portos no Costa Atlântica onde se podem identificar problemas semelhantes, segundo as respectivas autoridades portuárias.

Todavia, defende o Professor Austin Becker, o grau de consciência das autoridades portuárias norte-americanas é superior para este tipo de ameaça sendo, por consequência, os respectivos portos os que melhor se estão a preparar para tal eventualidade.

Nesse sentido, crê igualmente que os portos dos países menos desenvolvidos, por falta de adequado planeamento, poderão vir a ser os que mais sofrerão se nada entretanto for feito para os ajudar. In “Jornal Economia do Mar” - Portugal

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Lusofonia - X Congresso sobre Planeamento e Gestão das Zonas Costeiras dos Países de Expressão Portuguesa



O X Congresso sobre Planeamento e Gestão das Zonas Costeiras dos Países de Expressão Portuguesa realiza-se nos próximos dias 14 a 16 de Maio de 2019, no Instituto Superior Técnico, em Lisboa.

As inscrições estão abertas até 31 de Março de 2019, tendo um custo, para associados, de 250 €, para não associados de 300 € e para estudantes de 125 € (necessário comprovativo de matrícula).

A inscrição pode ser feita onlineaqui.

A organização do evento está a cargo da APRH — Associação Portuguesa dos Recursos Hídricos, da Associação Brasileira de Recursos Hídricos, a Associação Aquashare Moçambique e da Associação Moçambicana de Avaliação de Impacto Ambiental.

O evento conta com o patrocínio da Caixa Geral de Depósitos (CGD).
Programa
Diz a organização do Congresso que a crescente consciencialização das populações para os problemas de erosão costeira pressiona os órgãos de planeamento e gestão para a necessidade de tomada de decisões.
Por isso, a comunidade científica deve desenvolver-se no sentido de apoiar e sustentar tecnicamente estas decisões.
O congresso pretende promover a partilha do conhecimento actual entre os investigadores e gestores das zonas costeiras dos diversos países de expressão portuguesa.
Assim, o tema principal será: “Os desafios para a próxima década: monitorização e adaptação” e serão abordados temas da maior actualidade para o desenvolvimento sustentável das zonas costeiras de todos os países de expressão portuguesa, destacando-se, em particular:

·         Avaliação de custo-benefício de intervenções costeiras;
·         Usos e pressões na zona costeira;
·         Vulnerabilidade e risco nas orlas costeiras;
·         Processos físicos e evolução da linha de costa;
·         Governança da zona costeira;
·         Monitorização e modelação nas zonas costeiras;
·         Adaptação das zonas costeiras às alterações climáticas;
·         Portos e zonas costeiras adjacentes;
·         Gestão das bacias hidrográficas e impactos nas zonas costeiras.

Os trabalhos serão apresentados em sessões técnicas e sob a forma de poster. Estão também previstas mesas redondas a anunciar no próximo boletim. Serão organizados dois cursos técnicos de um dia, a realizar no dia 13 de Maio de 2019. Ana C. de Sá – Portugal in “Agricultura e Mar Actual”

quarta-feira, 27 de junho de 2018

UCCLA - Lançamento do livro “Oficinas de Muhipiti”



Terá lugar no dia 29 de junho, às 18 horas, o lançamento do livro “Oficinas de Muhipiti - planeamento estratégico, património, desenvolvimento”, numa organização da UCCLA e Patrimónios de Influência Portuguesa da Universidade de Coimbra.



O livro será apresentado pela Secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Fernanda Rollo.




Morada:
Avenida da Índia, n.º 110 (entre a Cordoaria Nacional e o Museu Nacional dos Coches), em Lisboa
Autocarros: 714, 727 e 751 - Altinho, e 728 e 729 - Belém
Comboio: Estação de Belém
Elétrico: 15E - Altinho
Coordenadas GPS: 38°41’46.9″N 9°11’52.4″W