Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quinta-feira, 23 de abril de 2026

Portugal - Instituto Pedro Nunes assegura coordenação nacional do Programa MIT Portugal até 2030

O Instituto Pedro Nunes (IPN), em conjunto com a Universidade do Minho (UMinho), vai assegurar a gestão e coordenação nacional da Fase IV do Programa MIT Portugal (MPP) até 2030. O contrato foi assinado com a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) e prevê um orçamento anual de cerca de 500 mil euros


A nova fase do programa traz uma mudança na sua governação reforçando a sua abrangência nacional. Após a coordenação pelo Instituto Superior Técnico (Fases I e II) e pela Universidade do Minho (Fase III) a responsabilidade passa agora a ser partilhada com a Universidade de Coimbra, através do IPN, que assume a direção executiva do programa. Os Diretores Nacionais do Programa MIT Portugal serão João Pedro Barreto, da Universidade de Coimbra, e Alexandre Ferreira da Silva, da Universidade do Minho.

Para João Gabriel Silva, Presidente da Direção do IPN, esta nomeação reflete o percurso da instituição. “A escolha do IPN para a Direção Executiva do Programa MIT Portugal é um marco que valida o nosso percurso de décadas na ponte entre o conhecimento académico e o mercado. Estamos prontos para dar ao MIT Portugal uma grande eficácia operacional.", frisa.

A Fase IV do Programa MIT Portugal continuará a promover a colaboração entre o Massachusetts Institute of Technology (MIT) e universidades, centros de investigação, laboratórios e empresas portuguesas, com o objetivo de reforçar a excelência científica e a transferência de conhecimento para a economia.

"Esta fase pretende dar atenção redobrada à ciência aplicada, onde a colaboração com o MIT resultará em soluções tangíveis para desafios concretos, através de um modelo de projetos mais ágil e orientado para o impacto”, sublinha João Pedro Barreto, Diretor Nacional do Programa MIT Portugal.

O reforço desta parceria é também visto como um passo relevante para a internacionalização do sistema científico nacional. “Este programa consolida Coimbra como um hub tecnológico de relevância internacional, criando condições para que o talento nacional lidere novas transformações tecnológicas”, destaca o Reitor da Universidade de Coimbra, Amílcar Falcão.

Entre as novidades já em curso destacam-se um novo modelo de projetos de investigação colaborativa, com concurso aberto até 25 de maio, e a iniciativa de empreendedorismo universitário “MIT Portugal 100K”, organizada por estudantes para estudantes, cuja final nacional decorreu recentemente nas instalações do IPN.

Desde a sua criação, em 2006, o Programa MIT Portugal tem desempenhado um papel central na internacionalização e modernização do sistema científico nacional, envolvendo centenas de investigadores, projetos colaborativos e empresas em áreas estratégicas como energia, bioengenharia e transportes. Instituto Pedro Nunes - Portugal


sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Timor-Leste - Reforça coordenação para liderança da CPLP em 2026-2027

Timor-Leste avançou com a preparação para a presidência pro tempore da CPLP, marcada para 2026-2027, com uma reunião estratégica entre os pontos focais setoriais. O objetivo foi alinhar estratégias e fortalecer a cooperação interinstitucional, garantindo uma coordenação eficaz para a implementação das iniciativas. A presidência de Timor-Leste visa reforçar a visibilidade do país e consolidar a CPLP como um espaço de diálogo e cooperação global.


Timor-Leste deu um importante passo na preparação para assumir a presidência pro tempore da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), com a realização de uma reunião estratégica entre os pontos focais setoriais do país.

O encontro, organizado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação (MNEC), teve como objetivo alinhar as estratégias e fortalecer a coordenação interinstitucional para garantir uma presidência eficaz de Timor-Leste no biénio 2026-2027.

A reunião ocorreu a 9 de fevereiro, no Salão Nobre do MNEC, em Díli, e contou com a participação de representantes de vários ministérios do Governo, reunidos para discutir como otimizar a implementação das iniciativas da presidência e a cooperação entre os Estados-membros da CPLP. O Secretário-Geral do MNEC, Embaixador Juvêncio Martins, sublinhou a importância da boa coordenação entre os diferentes setores para o sucesso do processo.

Na abertura da reunião, Juvêncio Martins destacou que o trabalho conjunto e a comunicação constante são elementos cruciais para garantir a efetividade da presidência de Timor-Leste. “A boa coordenação, a partilha de informações e o espírito de solidariedade são fundamentais para que possamos enfrentar os desafios comuns de forma eficaz e harmoniosa”, afirmou.

O Embaixador também lembrou que a presidência de Timor-Leste não é apenas uma oportunidade para o país afirmar sua liderança na CPLP, mas também um compromisso com o fortalecimento da cooperação regional e internacional. “A nossa liderança vai garantir que as prioridades setoriais estejam totalmente alinhadas com a agenda da CPLP, assegurando coerência, complementaridade e uma ação concertada em prol dos objetivos comuns”, disse.

A presidência de Timor-Leste será uma plataforma crucial para aumentar a visibilidade do país a nível internacional. “A CPLP é um espaço estratégico para o diálogo e a cooperação multilateral. Temos de garantir que a nossa atuação na presidência seja relevante não só para a nossa região, mas também globalmente”, sublinhou Juvêncio Martins.

O Embaixador fez um apelo à partilha regular de informações e boas práticas entre os pontos focais setoriais, destacando que a troca constante de conhecimento é essencial para evitar duplicações de esforços e promover sinergias. “Uma coordenação eficaz entre os pontos focais permitirá alcançar resultados concretos e duradouros”, afirmou.

Durante a reunião, o Diretor para a CPLP, Joaquim Fernandes, apresentou um panorama das principais atividades previstas para o período da presidência de Timor-Leste. Fernandes explicou que o Ministério dos Negócios Estrangeiros tem desenvolvido um intenso trabalho de concertação com os Estados-membros da CPLP, tanto em Díli como em Lisboa.

“Estamos a trabalhar de forma estreita com a Secretária Executiva da CPLP e com os Estados-membros, e temos uma missão permanente para coordenar todos os aspetos da presidência. Estamos a garantir que a CPLP será uma plataforma de diálogo eficaz e de cooperação multilateral para todos os seus membros”, explicou Joaquim Fernandes.

Entre as atividades previstas para o biénio 2026-2027, destacam-se várias reuniões ministeriais e encontros setoriais nas áreas de Saúde, Educação, Cultura, Comércio, Defesa, Finanças, Ambiente, Ciência e Tecnologia, entre outras. Além disso, a presidência de Timor-Leste dará atenção especial à promoção da língua portuguesa, com a realização de eventos como a Semana Cultural da CPLP em Lisboa e a celebração do Dia Internacional da Língua Portuguesa, com um enfoque especial nas comunidades luso-asiáticas.

Embora seja um dos membros mais jovens da CPLP, com quase 24 anos de independência, Timor-Leste tem demonstrado uma maturidade crescente na sua abordagem diplomática, com o objetivo de fortalecer a presença da CPLP no cenário internacional. Joaquim Fernandes destacou que a presidência será uma oportunidade para expandir a presença do país no cenário global e afirmar a sua posição enquanto elo estratégico para os países de língua portuguesa.

“A nossa liderança na CPLP reflete o compromisso de Timor-Leste com o multilateralismo e com a construção de uma comunidade mais forte, coesa e dinâmica. Temos uma grande responsabilidade, mas também um enorme potencial para contribuir para o fortalecimento da CPLP como um espaço de diálogo e cooperação global”, afirmou Joaquim Fernandes.

A presidência de Timor-Leste será marcada por desafios logísticos e orçamentais, como destacou Joaquim Fernandes. Algumas reuniões poderão ser realizadas em Lisboa, por questões orçamentais e logísticas, mas a maior parte dos encontros será realizada em Díli. O Diretor para a CPLP frisou que o Governo está a trabalhar para garantir que as condições necessárias para o bom funcionamento da presidência sejam criadas, incluindo a definição de um calendário de reuniões, algumas ainda em fase de proposta.

“Este é um processo dinâmico e flexível. Estamos a ajustar a logística de acordo com as necessidades e as condições disponíveis, mas temos a certeza de que vamos estar prontos para garantir que a presidência de Timor-Leste será um sucesso”, concluiu Joaquim Fernandes. Rilijanto Viana – Timor-Leste in Diligente


quinta-feira, 12 de janeiro de 2023

Timor-Leste – Nova chefe das Nações Unidas no país quer mudar mentalidades na organização

A nova coordenadora residente das Nações Unidas em Timor-Leste disse que a sua principal acção será com as próprias agências da ONU no país, defendendo a necessidade de uma mudança de mentalidades sobre a forma como opera


“O papel mais importante que vou fazer aqui vai ser com a própria ONU. A ONU precisa de uma mudança de mentalidades sobre a forma como opera”, disse Funmi Balogun em entrevista à Lusa. “O papel da ONU está alinhado com o processo de reforma da ONU, que começou em 2019, globalmente, para ver exatamente o que os países e as pessoas precisam e como é que as Nações Unidas podem verdadeiramente contribuir”, referiu.

Em Timor-Leste há cerca de um mês, e reconhecendo que ainda está no processo de aprendizagem sobre a situação local, Funmi Balogun aponta a necessidade de maior coordenação entre as próprias agências da ONU e a forma como atuam com o Governo.

“Aqui em Timor-Leste, o que vejo, apesar do meu curto tempo aqui, tem a ver com coerência em governação, política e sistemas. Olhar para a ‘big picture’ e ver como a ONU pode ajudar a identificar quais são os passos mais críticos e estratégicos que podem ser integrados, de forma sistemática”, explicou. “Que políticas, que passos, como estão a ser implementadas, se os vários setores envolvidos estão alinhados e se falam entre si. O papel da ONU é poder identificar essas questões críticas, reunindo especialistas”, frisou.

Mais do que trazer recursos financeiros, vincou, a ONU pode contribuir com “experiência, lições aprendidas, que se deve somar à experiência existente no país, procurando assim ajudar o Governo”. “Muitas vezes quando se está a fazer um trabalho, as pessoas ficam amarradas aos seus mandatos e aos seus serviços. Focam-se independentemente nos problemas, decide-se o que se deve fazer em cada uma das áreas, mas esquecemos que tudo tem que ser integrado”, enfatizou.

Reconhecendo que os recursos da ONU são limitados, e que os recursos disponíveis do Governo timorense são muito maiores, Funmi Balogun questiona-se sobre a forma mais estratégica de atuar, ajudando a mobilizar todos os setores para que os programas possam ser “estrategicamente implementados”.

E entre os objectivos prioritários, alinhados com os do Governo, destaca “nutrição, sistemas alimentares, educação, reforma do setor público”, setores onde deve ser feita “uma análise adequada e implementados passos simples e estratégicos com metas alcançáveis que definam recursos necessários para as alcançar”.

Admitindo favorecer o modelo de apoio orçamental direto, Funmi Balogun nota que isso exige a construção de “confiança no sistema”, procurando “garantir que os sistemas são confiáveis, trabalham bem e assim tornar mais fácil o apoio orçamental”.

Recordando que, tradicionalmente, o principal papel da ONU em Timor-Leste tem sido de serviços humanitários, a nova coordenadora residente vinca que esse modelo deve ser reservado apenas para situações graves.

A ONU “deve antes estar a apoiar o Governo nos trabalhos de prevenção e planeamento, alocar recursos para lidar com desastres”, disse. “Sim, é fácil fazer projetos. Toda a gente gosta de projetos, servem como montra. Muitas vezes a equipa nacional e internacional muda. Ficam alguns anos e querem deixar algum legado, alguns projetos. Mas isso não vai levar às mudanças estruturais que são necessárias”, sublinhou.

Por isso reitera a necessidade de análise interna, de ver como as agências da ONU podem “trabalhar de forma diferente, melhorar os próprios sistemas internos. “Ver como operamos, se somos coerentes, ver até se as agências que estão aqui são atualmente as mais adequadas tendo em conta o que há para fazer. Quando se fala de mudança há sempre resistência, porque as pessoas estão habituadas a trabalhar de uma certa forma”, nota.

Vincando a paixão que une os quadros das Nações Unidas no terreno em torno em garantir a melhor prestação de serviços, Funmi Balogun defende que importa capitalizar nessa força e ver “que mudanças pequenas podem ser feitas para aumentar o impacto” das iniciativas. “Não devemos ver desafios como um falhanço, mas como uma oportunidade para ver se podemos mudar algumas coisas para conseguir melhores resultados”, vincou.

Funmi Balogun conta mais de 30 anos de experiência a trabalhar e a liderar projectos humanitários, de paz e desenvolvimento na ONU e em organizações não-governamentais (ONG) internacionais.

Antes de ser nomeada para Timor-Leste, Balogun era responsável da Normativa Humanitária e Coordenadora de Ação da ONU Mulheres, agência onde liderou a resposta global das mulheres da ONU às crises humanitárias.

Nas anteriores funções, deu ainda apoio aos escritórios da ONU Mulheres para reforçar a integração de temas de igualdade de género na resposta humanitária das Nações Unidas em países afectados pela crise.

A nigeriana esteve também destacada na Etiópia e no Quénia, trabalhando com várias instituições, incluindo a ONG Federação Internacional do Planeamento Familiar (International Planned Parenthood Federation).

Balogun liderou a coordenação interagências das Nações Unidas em avaliações conjuntas, no desenvolvimento e aplicação de programas conjuntos da organização, incluindo sobre violência de género, governação e proteção contra a exploração e abuso sexuais. Actualmente, a presença da ONU em Timor-Leste engloba 21 agências residentes e não residentes. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”


quinta-feira, 5 de novembro de 2020

Macau - Novo Coordenador do Centro Internacional Português de Formação do Instituto Politécnico de Macau

 


O Instituto Politécnico de Macau (IPM) anunciou ontem que Joaquim Ramos de Carvalho foi nomeado para assumir o cargo de Coordenador do Centro Internacional Português de Formação da instituição. No comunicado divulgado ontem, o IPM diz que a nomeação surge “no sentido de responder às cooperações internacionais e melhorar as formações em língua portuguesa”. Joaquim Ramos de Carvalho foi vice-Reitor da Universidade de Coimbra, entre 2011 e 2018, e, segundo a nota, tem uma “vasta experiência em termos de ensino e investigação, bem como no intercâmbio e cooperação internacional”.

O IPM explica que o Centro Internacional Português de Formação do IPM tem como objectivo apoiar os trabalhos de Macau como uma plataforma de serviços entre a China e os países de língua portuguesa. Assim, o centro “vai fornecer um leque de oportunidades formativas e de cooperação, de forma a responder às necessidades crescentes de Macau, da União Europeia e da comunidade internacional, no desenvolvimento da Área da Grande Baía e nas suas implicações globais”.

O comunicado do IPM dá as boas-vindas a Joaquim Ramos de Carvalho e sublinha que “a sua experiência bem reconhecida em liderar a promoção das cooperações na área de Educação, tanto entre a China e a Europa como entre a China e os Países de Língua Portuguesa, vai trazer nova dinâmica para os trabalhos de formação em língua portuguesa e as cooperações do IPM com a União Europeia e com a Grande Baía, contribuindo assim para elevar ainda mais a posição académica do IPM na comunidade internacional”.

Na nota, o IPM diz que Joaquim Ramos de Carvalho confessou estar “muito feliz por trabalhar no IPM, uma instituição reconhecida pelo seu continuado compromisso de alto-nível com o desenvolvimento das relações entre a China e os Países de Língua Portuguesa”.

Na Universidade de Coimbra, Joaquim Ramos de Carvalho criou a Academia Sino-Lusófona, o Centro de Estudos Chineses da Academia Chinesa de Ciências Sociais e o Instituto Confúcio especializado em Medicina Tradicional Chinesa. In “Ponto Final” - Macau