Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Portugal – A 12.ª Coimbra Space Summer School 2026 inspira-se na missão Artemis II para impulsionar a inovação e o empreendedorismo espacial

A escola de verão regressa de 2 a 4 de setembro, desafiando estudantes, investigadores e empreendedores a criarem soluções para a exploração lunar. A 12.ª edição marca também a estreia do evento na Pampilhosa da Serra.


O ecossistema de inovação ligado ao setor aerospacial prepara-se para acolher a 12.ª edição da Coimbra Space Summer School (CSSS), que decorre já entre os dias 2 e 4 de setembro de 2026. Este ano, o programa inspira-se diretamente no feito histórico da missão Artemis II — a primeira viagem tripulada a sobrevoar a Lua desde a Apollo 17 em 1972, ocorrida em abril deste ano —, utilizando esse marco como catalisador para desafiar a próxima geração de talentos a moldar o futuro da economia do espaço.

Concebida como uma plataforma intensiva de capacitação, a Coimbra Space Summer School dirige-se a estudantes do Ensino Superior, investigadores, empreendedores e entusiastas que pretendam transformar ativos e tecnologias espaciais em modelos de negócio viáveis. Ao longo de três dias, os participantes serão incentivados a analisar os avanços científicos e humanos que viabilizaram o regresso à órbita lunar e a responder aos complexos desafios que a permanência no espaço ainda coloca.

O programa de trabalho está desenhado para converter ideias em projetos concretos através do trabalho em equipas multidisciplinares. Com o apoio contínuo de mentores e o acompanhamento de especialistas nacionais e internacionais, os grupos vão desenvolver propostas em áreas críticas como a preservação da saúde humana em ambientes de radiação e gravidade extrema, a garantia de comunicações resilientes em espaço profundo, a prospeção responsável de recursos minerais na superfície lunar e a otimização logística de missões tripuladas de longa duração. A experiência culmina numa competição de ideias de negócio, onde as equipas apresentarão as suas propostas perante um júri de especialistas.

A edição de 2026 introduz uma novidade estrutural ao descentralizar as suas atividades. No dia 4 de setembro, o encerramento do evento terá lugar na Pampilhosa da Serra, permitindo aos participantes conhecer de perto o ecossistema e as infraestruturas espaciais do município, um território que tem vindo a consolidar a sua posição como polo regional estratégico e de referência no setor aerospacial.

A Coimbra Space Summer School é uma iniciativa organizada pelo Instituto Pedro Nunes (IPN), no âmbito da incubadora da Agência Espacial Europeia, o ESA BIC Centro. A organização conta com a parceria do Observatório Geofísico e Astronómico da Universidade de Coimbra (OGAUC), do Mestrado Conjunto Erasmus Mundus em Geociências Planetárias - GeoPlaNet e do Município da Pampilhosa da Serra. Instituto Pedro Nunes - Portugal


segunda-feira, 8 de junho de 2026

Portugal - Integra a rede de aceleradores da NATO DIANA

O acelerador nacional foi activado pela rede NATO DIANA (Defence Innovation Accelerator for the North Atlantic), o programa de desenvolvimento tecnológico para a indústria da Aliança Atlântica. Esta integração resulta da parceria estratégica entre a idD Portugal Defence e o Instituto Pedro Nunes (IPN), em Coimbra, que é o gestor operacional do acelerador, e coloca o nosso país no centro do desenvolvimento de tecnologias emergentes e disruptivas de duplo uso — inovações com forte aplicabilidade na Defesa.


A rede DIANA foi criada para detetar e acelerar soluções tecnológicas que respondam aos desafios críticos de resiliência e segurança das 32 nações aliadas, permitindo que as empresas testem o desenvolvimento tecnológico que realizem em centros de teste militares. O acelerador gerido pelo IPN passa agora a fazer parte de uma rede exclusiva de aceleradores distribuídos pela Aliança, acompanhando empresas portuguesas no terreno e apoiando-as a posicionarem-se com sucesso no mercado global de defesa.

Benefícios para quem se candidata

As empresas e startups selecionadas para os programas da DIANA recebem um financiamento inicial de 100.000 euros, podendo aceder a 300.000 euros adicionais na fase de crescimento. Beneficiam ainda de uma rede de mais de 200 centros de testes, de participação em exercícios operacionais, de apoio no desenvolvimento de modelos de negócio e de ligação estratégica ao Fundo de Inovação da NATO e a investidores de capital de risco.

Para apoiar as entidades portuguesas no processo de candidatura à edição de 2027, a idD Portugal Defence e o IPN organizam um webinar informativo sobre os novos Challenges do NATO DIANA, no dia 9 de junho.

Prioridades Tecnológicas

A activação do acelerador português da NATO DIANA ocorre num momento em que duas das startups incubadas no IPN — a Neuraspace (inteligência artificial para gestão de tráfego espacial) e a Connect Robotics (logística autónoma de entrega por drones) — foram recentemente selecionadas a nível nacional para integrar a rede de inovadores da DIANA, comprovando a competitividade internacional da tecnologia desenvolvida em Portugal.

O programa foca-se em áreas prioritárias como a Inteligência Artificial, a autonomia, os sistemas de energia e propulsão, a cibersegurança, os novos materiais, as ciências biológicas, as infraestruturas críticas e o Espaço.

Com este novo marco, Portugal e o IPN unem os seus laboratórios de I&D, a sua incubadora e a chancela internacional da NATO num esforço conjunto com a idD para projetar a indústria de Defesa Nacional na vanguarda da inovação tecnológica global.

Sobre a idD Portugal Defence:

A idD Portugal Defence é uma empresa pública que tem como missão promover o desenvolvimento de uma indústria de Defesa nacional competitiva, tecnologicamente avançada e com recursos qualificados para apoiar as Forças Armadas portuguesas e aliadas no desempenho das suas missões

Sobre o Instituto Pedro Nunes (IPN):

Fundado em 1990 por iniciativa da Universidade de Coimbra, o Instituto Pedro Nunes (IPN) é uma instituição privada sem fins lucrativos, de utilidade pública, que promove a inovação e a transferência de tecnologia, estabelecendo a ligação entre o meio científico e tecnológico e o tecido empresarial. O IPN atua através de três vertentes complementares: Investigação e Desenvolvimento Tecnológico (I&DT) com laboratórios próprios, Incubação e Aceleração de empresas de base tecnológica e Formação especializada. Instituto Pedro Nunes - Portugal


terça-feira, 19 de maio de 2026

Portugal - ESA BIC Centro: 60 mil euros para impulsionar startups portuguesas com ADN espacial

O Instituto Pedro Nunes (IPN), através do ESA BIC Centro, está à procura de startups portuguesas com soluções espaciais inovadoras ou que utilizem tecnologias ou dados do Espaço. As candidaturas para esta open call decorrem até ao próximo dia 24 de maio de 2026


A iniciativa, integrada na rede oficial da Agência Espacial Europeia (ESA), visa transformar projetos de elevado potencial em negócios escaláveis e competitivos à escala global.

As startups selecionadas beneficiam de um incentivo financeiro direto de 60 mil euros, sem cedência de capital (equity-free), destinado ao desenvolvimento de protótipos, produtos e estratégias de entrada no mercado.

Para além do apoio financeiro, o programa oferece um ecossistema de incubação completo durante até dois anos:

  • Acesso Técnico: Ligação direta a especialistas e infraestruturas da ESA.
  • Mentoria de Negócio: Apoio em modelos de negócio, estratégias de go-to-market e proteção de Propriedade Intelectual (PI).
  • Networking Global: Integração numa rede internacional de investidores e líderes da indústria aeroespacial.
  • Consultoria Especializada: Orientação jurídica e apoio em processos de licenciamento.

O concurso está aberto a Startups portuguesas constituídas há menos de cinco anos, Empreendedores/Projetos ainda em fase de constituição de empresa, Soluções que demonstrem ambição comercial e que utilizem tecnologia espacial (ex: comunicações, satélites, GNSS, novos materiais) ou dados de observação da Terra para aplicações terrestres.

O ESA BIC Centro é uma rampa de lançamento para o talento nacional, provando que o Espaço não é apenas o destino, mas uma ferramenta poderosa para inovar em setores como a agricultura, energia, mobilidade e ambiente.

O prazo para o próximo ciclo de avaliação termina a 24 de maio de 2026. Os interessados devem submeter a sua candidatura através do portal oficial: space.ipn.pt/apply.

O ESA BIC Centro é uma iniciativa da ESA implementada pelo IPN em colaboração com o Pampilhosa da Serra Business Center e a Incuba+ Santa Maria. É financiado pela subscrição portuguesa à ESA, pela Câmara Municipal de Coimbra e pela CIM Região de Coimbra.

Entre 2014 e 2024, a coordenação do programa ESA BIC em Portugal foi assegurada pelo IPN. Em 2026, a iniciativa entrou numa nova fase, prevista até 2028, em que passa a contar com dois programas: o ESA BIC Centro, liderado pelo IPN e o ESA BIC Tagus, coordenado pelo Instituto Superior Técnico.

Para mais informações aceda aqui. Instituto Pedro Nunes - Portugal


quinta-feira, 23 de abril de 2026

Portugal - Instituto Pedro Nunes assegura coordenação nacional do Programa MIT Portugal até 2030

O Instituto Pedro Nunes (IPN), em conjunto com a Universidade do Minho (UMinho), vai assegurar a gestão e coordenação nacional da Fase IV do Programa MIT Portugal (MPP) até 2030. O contrato foi assinado com a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) e prevê um orçamento anual de cerca de 500 mil euros


A nova fase do programa traz uma mudança na sua governação reforçando a sua abrangência nacional. Após a coordenação pelo Instituto Superior Técnico (Fases I e II) e pela Universidade do Minho (Fase III) a responsabilidade passa agora a ser partilhada com a Universidade de Coimbra, através do IPN, que assume a direção executiva do programa. Os Diretores Nacionais do Programa MIT Portugal serão João Pedro Barreto, da Universidade de Coimbra, e Alexandre Ferreira da Silva, da Universidade do Minho.

Para João Gabriel Silva, Presidente da Direção do IPN, esta nomeação reflete o percurso da instituição. “A escolha do IPN para a Direção Executiva do Programa MIT Portugal é um marco que valida o nosso percurso de décadas na ponte entre o conhecimento académico e o mercado. Estamos prontos para dar ao MIT Portugal uma grande eficácia operacional.", frisa.

A Fase IV do Programa MIT Portugal continuará a promover a colaboração entre o Massachusetts Institute of Technology (MIT) e universidades, centros de investigação, laboratórios e empresas portuguesas, com o objetivo de reforçar a excelência científica e a transferência de conhecimento para a economia.

"Esta fase pretende dar atenção redobrada à ciência aplicada, onde a colaboração com o MIT resultará em soluções tangíveis para desafios concretos, através de um modelo de projetos mais ágil e orientado para o impacto”, sublinha João Pedro Barreto, Diretor Nacional do Programa MIT Portugal.

O reforço desta parceria é também visto como um passo relevante para a internacionalização do sistema científico nacional. “Este programa consolida Coimbra como um hub tecnológico de relevância internacional, criando condições para que o talento nacional lidere novas transformações tecnológicas”, destaca o Reitor da Universidade de Coimbra, Amílcar Falcão.

Entre as novidades já em curso destacam-se um novo modelo de projetos de investigação colaborativa, com concurso aberto até 25 de maio, e a iniciativa de empreendedorismo universitário “MIT Portugal 100K”, organizada por estudantes para estudantes, cuja final nacional decorreu recentemente nas instalações do IPN.

Desde a sua criação, em 2006, o Programa MIT Portugal tem desempenhado um papel central na internacionalização e modernização do sistema científico nacional, envolvendo centenas de investigadores, projetos colaborativos e empresas em áreas estratégicas como energia, bioengenharia e transportes. Instituto Pedro Nunes - Portugal


segunda-feira, 30 de março de 2026

Portugal - Instituto Pedro Nunes abre candidaturas para a 15.ª edição do INEO START: Transformar Ciência e Tecnologia em Negócios de Sucesso

Estão abertas as candidaturas para a 15.ª edição do INEO START, um dos programas de aceleração mais consolidados no panorama nacional, inteiramente dedicado à transformação de ideias disruptivas e tecnologias de base científica em projetos empresariais inovadores e viáveis


O programa foca-se em projetos early-stage de base tecnológica ou serviços avançados, destinando-se especificamente a empreendedores e equipas com origem em entidades do sistema regional de investigação e inovação, tais como instituições de ensino superior, centros tecnológicos, centros de transferência de tecnologia e outras estruturas de I&D. O grande objetivo é acelerar a transição do conhecimento académico para soluções competitivas no mercado global.

Ao longo de todo o percurso de aceleração, os participantes terão acesso a um ecossistema de apoio completo que privilegia a capacitação e o crescimento. O programa integra workshops práticos e sessões de mentoria personalizada (1-to-1), garantindo um acompanhamento próximo de cada projeto. Além disso, promove momentos de networking estratégico com especialistas do setor e parceiros de referência, proporcionando, ao mesmo tempo, uma preparação intensiva para a apresentação das soluções a investidores e stakeholders relevantes.

Este percurso culmina no Demo Day, inserido no Startup Capital Summit, onde as equipas participantes terão a oportunidade de apresentar as suas soluções perante uma audiência de investidores e entidades influentes do ecossistema. Com um historial de impacto consolidado, o INEO START já apoiou 168 equipas, contributo que resultou na criação de mais de 40 startups inovadoras que hoje fortalecem o tecido empresarial de Coimbra e da Região Centro.

As candidaturas para esta 15.ª edição estão abertas até ao dia 12 de abril, podendo os interessados obter mais informações e formalizar a sua inscrição através do sítio oficial do Instituto Pedro Nunes ou no sítio do evento.

Sobre o Instituto Pedro Nunes (IPN): Fundado por iniciativa da Universidade de Coimbra, o IPN é uma instituição sem fins lucrativos que visa promover a inovação e a transferência de tecnologia. Através da sua incubadora e dos seus seis laboratórios de investigação aplicada, o IPN estabelece a ponte fundamental entre o conhecimento científico e o mundo empresarial. Instituto Pedro Nunes - Portugal




segunda-feira, 23 de março de 2026

Portugal - Instituto Pedro Nunes reforça serviços de diagnóstico fitossanitário para o setor vitivinícola

O Instituto Pedro Nunes (IPN), através do seu Laboratório de Fitossanidade (FITOLAB), disponibiliza serviços especializados de diagnóstico para a vinha, com o objetivo de apoiar produtores e técnicos na deteção precoce de doenças que colocam em causa a produtividade e a sustentabilidade do setor. Esta iniciativa surge num contexto global onde as pragas e doenças são responsáveis pela perda de uma fatia considerável da produção agrícola mundial, com impactos particularmente severos na viticultura europeia.


O cenário atual do setor enfrenta ameaças críticas, como a Flavescência Dourada, capaz de reduzir a produtividade em níveis superiores a 90%, ou o patógeno emergente Xylella fastidiosa. Perante estes desafios, o IPN atua como um parceiro estratégico ao fornecer suporte técnico e análises laboratoriais que permitem identificar agentes patogénicos de forma célere. A intervenção precoce viabilizada por estes diagnósticos é fundamental para travar a propagação de doenças e garantir a preservação do potencial produtivo das explorações.

A oferta tecnológica do IPN abrange a deteção de um vasto espetro de organismos que afetam a videira, desde bactérias e fitoplasmas até fungos do lenho e podridões radiculares. Ao recorrer a estas análises, os produtores conseguem basear as suas decisões agronómicas em dados laboratoriais rigorosos, o que resulta numa gestão mais eficaz das culturas, na redução de custos com tratamentos desnecessários e na implementação de estratégias mais sustentáveis para o ecossistema agrícola.

O Laboratório de Fitossanidade do IPN destaca-se como o primeiro laboratório nacional acreditado nesta área e detém o reconhecimento oficial da Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) para o diagnóstico de doenças reguladas de plantas. Esta valência reforça o papel do Instituto Pedro Nunes enquanto instituição de interface tecnológica de referência, dedicada a transferir conhecimento científico para o mercado e a apresentar soluções concretas para os desafios reais da indústria e da agricultura.

Sediado em Coimbra, o IPN continua assim a consolidar a sua missão de apoio à inovação e ao desenvolvimento tecnológico, afirmando-se como um pilar essencial na ligação entre a investigação aplicada e o tecido empresarial nacional e internacional. Instituto Pedro Nunes - Portugal


quarta-feira, 18 de março de 2026

Internacional - Projeto Europeu REENFORCE impulsiona Agricultura Sustentável e Inovação em Coimbra

O setor agrícola europeu enfrenta o desafio crítico de conciliar a eficiência produtiva com a preservação da biodiversidade e a redução do impacto ambiental. Para responder a esta urgência, Portugal integra o consórcio internacional do projeto REENFORCE, uma iniciativa apoiada pelo programa Horizon Europe da União Europeia.


O projeto REENFORCE foca-se no desenvolvimento de soluções de baixo risco e base biológica para a proteção de culturas, utilizando técnicas de pulverização inteligentes e tecnologia de precisão para minimizar o uso de fitofarmacêuticos convencionais. Coordenado pela Agricultural University of Athens, o consórcio reúne instituições de referência da Grécia, Portugal e Bélgica.

A Clover Strategy, empresa sediada na Incubadora do Instituto Pedro Nunes (IPN), assume um papel central nesta parceria. Sendo a única empresa em Portugal com o reconhecimento de Boas Práticas de Laboratório para estudos de toxicidade ambiental em organismos terrestres e aquáticos, a Clover Strategy reforçará a sua capacidade científica através deste projeto.

Até 2029, a empresa participará num ambicioso programa de intercâmbio, prevendo o envio de colaboradores para missões na Bélgica e Grécia, e o acolhimento de especialistas nas suas instalações em Coimbra.

O REENFORCE assenta num modelo de destacamentos temporários entre os parceiros, visando: troca de conhecimento: promover a colaboração direta entre universidades e empresas; formação especializada: capacitação em gestão de I&D e competências científicas; e empregabilidade: reforçar a carreira dos investigadores e a ligação entre a academia e a indústria.

"O projeto REENFORCE é apoiado pelo programa Horizon Europe da União Europeia, no âmbito da ação HORIZON-WIDERA-2024-TALENTS-03". Esta iniciativa reforça a transição da Europa para uma bioeconomia resiliente e competitiva, posicionando Coimbra e o ecossistema do IPN na vanguarda da inovação tecnológica aplicada à sustentabilidade.

Sobre a Clover Strategy: Sediada na Incubadora do Instituto Pedro Nunes (IPN), a Clover Strategy é especialista em serviços de ecotoxicologia e avaliação de risco ambiental, detendo certificações únicas no mercado nacional para estudos de toxicidade em diversos organismos. Instituto Pedro Nunes - Portugal


terça-feira, 1 de julho de 2025

Portugal - Estudo identifica pela primeira vez estirpes de bactéria que afeta gravemente várias culturas agrícolas

Uma investigação da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) isolou, pela primeira vez em Portugal, várias estirpes da bactéria Xylella fastidiosa, associada à doença de Pierce, que apresenta um elevado risco para a agricultura nacional.


Este estudo revela a origem da introdução da bactéria e reforça a necessidade de vigilância desta doença, que pode afetar gravemente culturas como a vinha e o amendoal. Xylella fastidiosa é considerada, pela Comissão Europeia, uma praga de quarentena prioritária, com impactos económicos estimados em mais de 5,5 mil milhões de euros por ano, na União Europeia.

Desde a primeira deteção, em Apúlia, Itália (2013), a bactéria já está presente em quase duas dezenas de áreas demarcadas em Portugal, sobretudo nas regiões Norte e Centro. Agora, um grupo de investigadores da FCTUC isolou, pela primeira vez em território nacional, a subespécie fastidiosa ST1.

«Este é um contributo científico crucial para compreender o risco real da presença da bactéria em Portugal. A estirpe que identificámos, pertencente ao ST1, um tipo genético específico, está associada a doenças graves em vinhas na Califórnia. A sua presença levanta preocupações para o futuro das culturas portuguesas», destaca Joana Costa, coordenadora do projeto XylOut e investigadora do Centro de Ecologia Funcional (CFE) e do Departamento de Ciências da Vida (DCV) da FCTUC.

«As estirpes foram isoladas na região da Cova da Beira, uma das principais zonas fruteiras do país, e os resultados genómicos sugerem uma única introdução da bactéria em Portugal, com origem genética associada à Califórnia. As plantas afetadas incluem espécies cultivadas e silvestres, o que reforça a importância da vegetação espontânea como possível reservatório da bactéria», revela o grupo de investigação.

De acordo com a especialista, apesar do estudo indicar uma única introdução da bactéria em Portugal com origem na Califórnia, a investigação prossegue, no sentido de desvendar um 'hiato temporal' (entre 3 e 23 anos) na história da estirpe no nosso país, o que significa que a sua data precisa de introdução e dispersão inicial, ainda está por determinar. A equipa já está a trabalhar numa nova campanha de amostragens, alargando as áreas de estudo e focando-se noutras áreas demarcadas

Esta investigação decorreu no FITOLAB – Laboratório de Fitopatologia, do Instituto Pedro Nunes (IPN), o primeiro, em Portugal, acreditado para a deteção de Xylella fastidiosa e reconhecido pela Direção-Geral de Alimentação e Veterinária como Laboratório Oficial. Dirigido por Joana Costa e António Portugal, o FITOLAB é um exemplo da ligação estratégica entre a FCTUC e o IPN, que permitiu não só ultrapassar as barreiras legais e técnicas associadas ao estudo desta bactéria de quarentena, como garantir que os avanços da investigação fundamental chegam à interface com o setor agrícola, promovendo soluções aplicáveis em contexto real.

«Este contributo genético representa um avanço decisivo no reforço da vigilância e no planeamento de estratégias eficazes de contenção da bactéria em Portugal», concluem.

O trabalho foi desenvolvido no âmbito do doutoramento de Eva Garcia (Programa Doutoral em Biociências da UC), em colaboração com o Centro de Citricultura do Instituto Agronômico de Campinas (Brasil) e a Universidade da Califórnia, Berkeley (EUA).

O artigo científico “Isolation, Phylogenetic Inferences, and Early Diversification of Xylella fastidiosa subsp. fastidiosa in Cova da Beira Region, Portugal” está publicado na revista científica Phytopathology e pode ser consultado aqui. Universidade de Coimbra - Portugal



segunda-feira, 20 de maio de 2024

Portugal - Desenvolvida tinta inovadora com capacidade de impermeabilização ao radão por adição de resíduos de cascas de ovos

Uma equipa de especialistas da Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra (FCTUC), em colaboração com o Instituto Pedro Nunes (IPN), desenvolveu uma tinta inovadora por adição de resíduos de cascas de ovos com capacidade de impermeabilização à passagem do gás radão.


«O projeto ShellutionPlus procurou desenvolver cargas minerais biogénicas de forma inovadora e sustentável para a formulação de tintas e de papel, conciliando os desafios associados à gestão e processamento de um resíduo alimentar com o desempenho técnico dos novos produtos desenvolvidos», começa por explicar Teresa Vieira, professora no Departamento de Engenharia Mecânica (DEM) da FCTUC.

O que diferencia o carbonato de cálcio existente no ovo da galinha do que ocorre na natureza e do sintético «é a nano porosidade que está presente na casca do ovo, e que se mantém durante o processamento da tinta, contribuindo para melhorar certas propriedades óticas e potenciar o efeito de barreira à passagem do gás radão», complementa João Duarte, investigador do IPN, avançando que esta nova composição de tintas está patenteada.

«No caso da indústria papeleira demonstrou-se o potencial das cargas minerais biogénicas para a melhoria das propriedades de resistência mecânica», afirmou Paulo Ferreira, professor no Departamento de Engenharia Química (DEQ), que coordenou o projeto na FCTUC, na vertente da aplicação em papel.

Todavia, revelam os coordenadores do projeto, «não se avançou com a utilização deste carbonato de cálcio à escala industrial porque a capacidade de produção de casca de ovo em Portugal não é suficiente para satisfazer as necessidades das empresas produtoras de papel».

Apesar dos resultados promissores, esta inovação enfrenta ainda alguns desafios e necessita de otimização. A quantidade insuficiente de produção da casca de ovo é um problema, mas a questão da separação da parte orgânica e inorgânica está também a tornar difícil a sua comercialização.

«Ainda assim, no futuro o impacto deverá ser positivo, tanto para quem produz o resíduo, que o consegue encaminhar e evitar a ida para o aterro, como também para quem o recebe, uma vez que têm um produto melhorado em algumas características e que advém de um resíduo, posicionando, desta forma, a indústria na vanguarda da sustentabilidade», concluem.

O “SHELLUTIONPLUS - Utilização de casca de ovo nanoporosa em cargas de tintas e papel” foi coordenado pelo investigador João Duarte e pelos docentes da FCTUC Paulo Ferreira e Teresa Vieira. Universidade de Coimbra - Portugal


sexta-feira, 22 de março de 2024

Portugal - Tecnológica de Coimbra quer conquistar mercado em Singapura

A Stratio, empresa sediada em Coimbra que assegura manutenção preditiva com recurso a inteligência artificial, está a colaborar com o maior operador de autocarros em Singapura e espera agora crescer no mercado asiático


A empresa, criada em 2017 e com sede no Instituto Pedro Nunes (IPN), em Coimbra, desenvolve tecnologia de manutenção preditiva a partir de modelos de inteligência artificial (IA), permitindo aos operadores de transportes coletivos de passageiros prever falhas antes que estas ocorram e, dessa forma, evitar interrupções de serviço.

Depois de ter estabelecido parcerias com as gigantes europeias Keolis, Arriva e Rapp, a Stratio iniciou recentemente a sua operação em Singapura, com uma colaboração com a empresa SBS Transit, operador que lidera o mercado daquele país do sudeste asiático, envolvendo mais de 3000 autocarros que vão passar a contar com a tecnologia desenvolvida pela empresa de Coimbra, foi anunciado, em nota de imprensa.

“Com Singapura, temos possibilidades interessantes. Temos os pés na terra, mas há um mercado grande”, disse à agência Lusa o presidente e cofundador da empresa, Rui Sales.

Segundo o responsável, o projeto de Singapura torna-se bastante relevante para a empresa por a SBS Transit ser “muito exigente”.

“Foi há dois anos que iniciámos com mil veículos. Com os resultados que tivemos, conseguimos expandir agora para toda a frota de 3000 veículos”, salientou.

De acordo com Rui Sales, Singapura, no que toca a transportes públicos coletivos, define “um pouco o estado da arte para o resto da Ásia”, considerando que a entrada naquele país poderá abrir portas para outras zonas, como Hong Kong ou Indonésia e outros países da região.

Para além de querer continuar a reforçar a sua presença na Europa, a empresa pretende expandir-se agora para a Ásia, assumiu.

As perspetivas para o curto prazo passam por continuar a ter “um crescimento rápido” e continuar a investir “em investigação e desenvolvimento”, afirmou Rui Sales.

Em 2021, a empresa fez uma ronda de investimento, tendo angariado 12 milhões de dólares, valor investido quase na totalidade em investigação e desenvolvimento.

Com mais de 50 pessoas e pouco investimento em marketing ou vendas, o crescimento tem acontecido de forma “natural”.

“Nós começámos com algo que ninguém oferecia e conseguimos logo dar retorno de investimento”, sublinhou, recordando que a manutenção preditiva, no caso de Singapura, diminuiu em 20% o tempo de veículos parados e, ao reparar a falha de forma precoce, permitiu reduzir custos na manutenção das frotas de autocarros.

A empresa regista mais de 85% da faturação de exportações e a sua tecnologia já está implementada na ordem das “dezenas de milhares” de autocarros, referiu.

Para além do trabalho com operadores de transportes públicos, a Stratio tem também já parcerias com construtores, nomeadamente de transporte de mercadorias.

No entanto, o foco da empresa continuará a ser no transporte público coletivo.

“No transporte de passageiros, há empresas com mil veículos agregados. É mais rápido prestar um serviço de excelência. Já o transporte de logística é caracterizado por pequenas empresas, mas estamos a pensar em trabalhar com distribuidores, porque aí permite agregar um grande número de veículos”, aclarou.

A Stratio instala dezenas a centenas de sensores em cada um dos veículos, conseguindo digitalizar “o veículo que está na estrada”, recolher uma grande quantidade de dados, lê-los e, através de modelos inteligência artificial, antecipar problemas e falhas que poderão acontecer em “dias, horas ou até semanas”.

“Isso muda a forma de manutenção dos veículos”, sublinhou.

Segundo Rui Sales, a empresa poderia avançar, neste momento, com mais uma ronda de investimento, mas não há esse interesse.

“Neste momento, queremos crescer com os nossos clientes”, sublinhou, referindo que a perspetiva é passar a ter um resultado operacional positivo a curto prazo. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


quarta-feira, 9 de agosto de 2023

Portugal - Cientistas da Universidade de Coimbra criam módulo de apoio à construção de relatórios toxicológicos para cosméticos

Com o objetivo de apoiar a criação de perfis toxicológicos na área da cosmética, uma equipa de investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) desenvolveu um módulo de apoio à construção de relatórios toxicológicos de substâncias químicas.


Esta solução, desenvolvida no âmbito do projeto Safety Desk, resultou de uma necessidade da empresa Cosmedesk, que trabalha na indústria da cosmética, concretamente no apoio à criação de perfis toxicológicos que, na maioria dos casos, ainda são construídos manualmente, através de pesquisa em várias fontes e da redação de um relatório para atestar a conformidade dos ingredientes.

«O resultado principal, que pode ser integrado na plataforma Cosmedesk, implementa uma série de técnicas responsáveis pela obtenção da informação em várias fontes oficiais, como bases de dados e relatórios anteriores, processa essa informação para obter os dados específicos a colocar no relatório e cria o texto para o mesmo, que tem sempre a validação humana no final. Além desse resultado operacional, o projeto deu origem também a duas teses de mestrado e vários artigos em conferências científicas», revela Catarina Silva, professora do Departamento de Engenharia Informática (DEI) da FCTUC e investigadora no Centro de Informática e Sistemas da Universidade de Coimbra (CISUC).

De acordo com a investigadora, «através destas técnicas de natural language processing, o projeto Safety Desk consulta e interpreta diversas fontes de informação, das quais extrai apenas o conhecimento de relevo para a construção das análises toxicológicas de substâncias químicas, que garantem a segurança de muitos dos produtos usados no dia-a-dia, tais como cosméticos, biocidas ou detergentes».

Catarina Silva considera que «a implementação de um projeto de apoio à construção de relatórios toxicológicos pode ter um impacto extremamente positivo na indústria. Ao semi-automatizar o processo, a eficiência aumenta, reduzindo o tempo necessário para produzir relatórios e, ao mesmo tempo, diminuindo os custos operacionais», assegura a docente.

Além disso, continua, «pode contribuir para a melhoria da qualidade e precisão dos relatórios, pela inclusão automática de novas fontes de informação e pela redução do erro humano, garantindo que os padrões e protocolos sejam seguidos consistentemente, o que é crucial em setores que requerem rigorosa avaliação de segurança toxicológica», realça, concluindo que é fundamental manter o ser humano no ciclo de decisão para rever e interpretar os resultados do relatório final, assegurando uma abordagem abrangente e de confiança para a tomada de decisões críticas relacionadas com a segurança toxicológica dos produtos.

O projeto Safety Desk, liderado pela empresa Cosmedesk, contou com a colaboração do CISUC e do Instituto Pedro Nunes (IPN). Universidade de Coimbra - Portugal



quarta-feira, 5 de julho de 2023

Portugal - Projeto da Universidade de Coimbra desenvolve ferramentas de inteligência artificial para apoiar formadores na criação de materiais educativos

Por forma a dar resposta aos desafios que advêm do uso generalizado de novas tecnologias nos sistemas de educação e formação, uma equipa de investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) desenvolveu ferramentas de inteligência artificial (IA) para acelerar o processo de criação de materiais educativos.


Denominado “SmartEDU – Smart assistant for generating educational questions and presentations”, este projeto tem como principal finalidade apoiar transmissores de conhecimento (professores e formadores) no momento da criação de testes de avaliação e de slides para apresentações, pretendendo que esta solução aumente a eficiência deste tipo de processos e reduza o tempo despendido na preparação de conteúdos. 

«Neste trabalho explorámos diferentes formas de automatizar a criação de testes a partir de documentação com os temas abordados em formações/cursos, ou seja, a plataforma gera uma lista de perguntas baseadas na matéria lecionada e no caso das perguntas de escolha múltipla gera também as várias opções certas e erradas», explica Hugo Gonçalo Oliveira, investigador do Centro de Informática e Sistemas da Universidade de Coimbra (CISUC) e docente no Departamento de Engenharia Informática (DEI) da FCTUC. «Esta ferramenta pode ser aplicada a qualquer cenário de educação, estando funcional em português e inglês», revela.

A geração de slides, baseada também em conteúdos programáticos, é outra das utilizações desta plataforma criada com o contributo do CISUC. «Em vez do formador começar a apresentação do zero, tem um sistema que vai identificar os tópicos principais dos documentos, sugerindo uma sequência de slides com esses assuntos da matéria», descreve o investigador.

Este trabalho, iniciado em 2021, foi desenvolvido para permitir aos docentes terem mais tempo para os estudantes. «Se o professor perder menos tempo a criar testes e a preparar apresentações poderá dedicar mais tempo a interagir com os alunos e a preparar as aulas», realça Hugo Gonçalo Oliveira, esclarecendo que, «desde o início, era intenção da equipa que a plataforma fosse usada para acelerar a produção de conteúdos, mas também que os seus resultados fossem sempre validados por humanos», conclui.

A plataforma estará disponível para o público em geral, mas a sua utilização terá um custo associado. Os clientes da Mindflow – Desenvolvimento Pessoal e Organizacional Lda., empresa proponente do projeto, contratam normalmente um serviço que inclui a "gamificação" dos seus conteúdos. Assim, ao contratar esse serviço, os clientes ficam com acesso à plataforma em que o SmartEDU está a ser integrado. No entanto, muitas vezes, é a própria empresa a usar a plataforma de maneira a desenvolver jogos e, a partir de agora, também os slides, de acordo com o pedido do cliente.

O SmartEDU, projeto financiado com quase meio milhão de euros pela Agência Nacional de Inovação (ANI) através dos programas CENTRO 2020 e P2020, foi desenvolvido em copromoção com a empresa Mindflow, a UC e o Instituto Pedro Nunes (IPN). Universidade de Coimbra - Portugal


quinta-feira, 15 de outubro de 2020

Portugal - Centro de incubação de negócios ganha prémio europeu

O Centro de Incubação de Negócios da Agência Espacial Europeia (ESA BIC) em Portugal, coordenado pelo Instituto Pedro Nunes (IPN), de Coimbra, venceu o Prémio RegioStars, promovido pela Comissão Europeia



Os vencedores do prémio, que visa “identificar boas práticas de desenvolvimento regional, destacando projetos inovadores apoiados por fundos europeus”, foram divulgados hoje, em Bruxelas, pela Comissão Europeia, na cerimónia oficial dos Regiostars, enquadrada na Semana Europeia das Regiões.

O projeto distinguido, financiado pelo Programa Centro 2020, apoia empresas com planos que “incorporem tecnologia espacial em aplicações terrestres, em áreas como a saúde, energia, transportes, segurança e vida urbana, mas também empresas que pretendem entrar no mercado espacial comercial”, afirma uma nota do IPN e da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), enviada hoje à agência Lusa.

A presidente do Instituto Pedro Nunes, Teresa Mendes, congratula-se com “mais esta distinção da Comissão Europeia”, que, sustenta, “representa o reconhecimento do trabalho que o IPN tem vindo a desenvolver no reforço da região Centro como uma área incontornável do desenvolvimento espacial em Portugal”.

Esta “não é a primeira vez que o IPN ganha um prémio RegioStars”, afirma, citada na nota, Teresa Mendes, recordando que em 2017 a aceleradora ganhou o prémio na categoria Technology Business Innovation Sustainable Growth — Business Accelerator.

Para Isabel Damasceno, presidente da CCDRC, o galardão constitui “um grande orgulho para toda a região Centro” e valoriza os projetos financiados pelo Centro 2020, evidenciando “uma boa aplicação das verbas da solidariedade europeia em projetos inovadores, valorizadores dos recursos e das pessoas dos territórios e com forte impacto em termos de geração de emprego e de riqueza”.

O prémio confirma “o papel relevante e inovador que cada vez mais as entidades regionais assumem no contexto europeu”.

Já Carlos Cerqueira, coordenador do ESA Space Solutions Portugal, igualmente citado pela CCDRC e pelo IPN, considera que se trata do reconhecimento de que o ESA BIC Portugal “contribui cada vez mais para atrair e reter talento na região, criar empregos qualificados e colocar a região Centro como uma das regiões de referência na economia do espaço europeia”.

Este ano, o ESA BIC Portugal aumentou a sua rede de três para 15 incubadoras em todo o território nacional, incluindo os Açores e a Madeira.

Nos últimos cinco anos, incubou 30 empresas, criou mais de 100 novos postos de trabalho e gerou um volume de negócios total de cerca de cinco milhões de euros. O impacto total, se se juntar as outras atividades do espaço coordenadas pelo IPN, chega aos 11,5 milhões de euros, destaca a mesma nota.

Este é o quarto prémio Regiostars alcançado pela região Centro. O projeto Centro BIO: Bioindústrias, Biorrefinarias e Bioprodutos”, da BLC3 – Campus de Tecnologia e Inovação de Oliveira do Hospital (distrito de Coimbra), venceu em 2016; o Centro de Negócios e Serviços Partilhados do Fundão (Castelo Branco) e o projeto de Reabilitação do lugar da Vista Alegre venceram os Regiostars em 2018. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo

domingo, 9 de fevereiro de 2020

Portugal - Instituto Pedro Nunes lança projeto de financiamento para ideias de negócios inspiradas no Espaço

Ao todo, a instituição dispõe de 600 mil euros para distribuir pelas startups portuguesas que estejam interessadas em desenvolver serviços e produtos inspirados no Espaço

O Instituto Pedro Nunes (IPN) vai lançar um novo programa de financiamento para empresas nacionais que estejam interessadas em desenvolver serviços e produtos inspirados no Espaço. Ao todo, a instituição dispõe de 600 mil euros para distribuir pelas startups portuguesas. As bolsas de incentivos serão divulgadas no próximo dia 10 de fevereiro, num evento que conta com a presença da Portugal Space, a Agência Espacial Portuguesa.

O novo quadro de apoio do IPN tem como objetivos duplicar as oportunidades para startups que incubem no ESA BIC Portugal, apoiando até 12 empresas nacionais por ano e maximizar os casos de sucesso de transferência de tecnologia com novas candidaturas para financiar provas de conceito em Portugal. Em destaque está também o aumento das possibilidades de financiamento de projetos que recorrem a dados de satélite através da plataforma ESA Business Applications.

O IPN indica, em comunicado à imprensa, que durante o Space19+, o último conselho ministerial da ESA, Portugal atribuiu 12,5 milhões de euros ao programa ARTES (Telecomunicações e Aplicações Integradas), tendo em vista o reforço do investimento na criação de “aplicações e serviços que unam os setores espacial e não espacial”, permitindo o desenvolvimento de novos modelos de negócio.

A nível global, Portugal reforçou a sua contribuição na ESA para cerca de 103 milhões de euros. Espera-se a criação de cerca de mil empregos qualificados nos próximos 10 anos, designadamente nas áreas da Observação da Terra, Telecomunicações e desenvolvimento de pequenos satélites, o que acontecerá através de uma estratégia nacional desenvolvida em consonância com a Agência Espacial Portuguesa, a indústria nacional e internacional e instituições de interface. In “Tek Sapo” - Portugal

terça-feira, 26 de novembro de 2019

Portugal - Consórcio liderado pela Universidade de Coimbra recebe financiamento para desenvolver e inovar o setor agroalimentar na Região Centro

Responder aos desafios que as fileiras do setor agroalimentar da região Centro enfrentam, através de uma estratégia de desenvolvimento territorial alicerçada na caracterização, conservação e valorização dos recursos genéticos endógenos, é o grande objetivo da rede de competências CULTIVAR (https://icultivar.pt/), que obteve financiamento de 2,3 milhões de euros do Programa Operacional Centro 2020.

O projeto é liderado pela Universidade de Coimbra (UC) e tem como parceiros o Instituto Pedro Nunes (IPN), o Centro de Apoio Tecnológico Agroalimentar (CATAA) e o Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB).

A rede de competências CULTIVAR será apresentada na próxima quarta-feira, dia 27 de novembro, pelas 15h30m, no Centro de Empresas Inovadoras de Castelo Branco (CEi), no âmbito do congresso Inovaction, e contará com a participação da Ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, e com representantes de todas as instituições que compõem o consórcio.

Para Helena Freitas, coordenadora do Centro de Ecologia Funcional (CFE) e líder do projeto, «a degradação ambiental, a pressão sobre os recursos naturais e as alterações climáticas confrontam as sociedades com inúmeros desafios, os quais requerem conhecimento, criatividade e inovação, sendo ainda necessária uma profunda mudança social. Assim, é fundamental adotarmos uma abordagem sistémica na investigação e na intervenção do território, promovendo o desenvolvimento de metodologias e soluções inovadoras, economicamente viáveis, focadas na segurança alimentar e numa produção ambiental e socialmente sustentável com uma base integradora do funcionamento dos agroecossistemas e que contemple todas as suas dimensões».

A professora catedrática da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) reforça que, «em virtude das condições inerentes à matriz territorial da região Centro, e da sua elevada vulnerabilidade face aos diversos cenários de alterações climáticas, há necessidade de abordar o território de forma disruptiva e diferenciadora».

«Em resultado de sinergias criadas anteriormente foi possível criar um consórcio regional de instituições de IC&DT relevantes no setor agroalimentar, e que possuem todas as condições físicas e competências técnicas para desenvolver projetos de investigação disruptiva e consequente transferência da inovação para o mercado», sublinha ainda Helena Freitas.

Por sua vez, Joana Costa, investigadora do CFE e diretora executiva do projeto, nota que «o projeto está assente numa visão holística que integra as dimensões ambientais, sociais e económicas com o objetivo de valorizar os recursos genéticos endógenos da região Centro e os processos que os suportam, de modo a alavancar de forma sustentável o setor agroalimentar».

«O projeto pretende valorizar e dotar os polos de competência existentes na região Centro de conhecimentos em áreas estratégicas, com consequente fixação de recursos humanos altamente especializados, ao mesmo temo que promove e consolida a colaboração entre instituições de ciência, tecnologia e ensino superior e o cluster agroalimentar, numa perspetiva assente na inter e transdisciplinaridade do conhecimento e da inovação», conclui a também docente convidada da FCTUC. Universidade de Coimbra - Portugal

domingo, 24 de novembro de 2019

Portugal - Projeto que pretende inovar no setor imobiliário recebe financiamento do ESA BIC Portugal

O projeto “Localista”, focado no desenvolvimento de uma solução digital inovadora para o setor imobiliário, recebeu um financiamento de 50 mil euros do Business Incubation Center da Agência Espacial Europeia em Portugal (ESA BIC Portugal).

O “Localista” é liderado pelo docente e investigador da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), no âmbito do Programa MIT Portugal, João Fonseca Bigotte, e pretende mudar o paradigma na compra e venda de casas.

Hoje em dia, a informação disponibilizada nos websites imobiliários, um dos principais meios de pesquisa, «centra-se em dois critérios - descrição das características do imóvel e indicação do preço -, negligenciando um fator de decisão crucial – a localização. A nova solução irá permitir comparar a localização dos imóveis de forma objetiva, traduzindo a facilidade de acesso a equipamentos e serviços que uma dada localização permite, ou seja, vamos fornecer um índice de atratividade (de A a E, de forma semelhante às classes de eficiência energética)», explica João Fonseca Bigotte.



Assim, será possível que cada utilizador «encontre o imóvel mais adequado aos seus interesses, avaliando a localização deste em função das suas preferências de mobilidade e de qualidade/estilo de vida, por exemplo, o acesso a meios de transporte públicos, a proximidade a escolas, a zonas verdes ou a zonas de entretenimento, etc.», explicita o investigador do Centro de Investigação do Território, Transportes e Ambiente (CITTA).

Para tal ser possível, «reunimos um conjunto de dados de diversas fontes, muitos deles georreferenciados, mas a grande inovação consiste em incorporar tecnologias espaciais, que no nosso caso respeitam a dados de satélite de observação da Terra, para conseguirmos determinar este nosso índice de atratividade de uma determinada localização», refere.

O projeto, que conta já com o interesse de duas das cinco maiores agências de mediação imobiliária nacionais em realizar um projeto-piloto, irá traduzir-se numa ferramenta «muito útil, quer para os agentes imobiliários que para o consumidor final, porque, atualmente, uma das grandes dificuldades de um mediador imobiliário é conseguir perceber o que é que o cliente pretende exatamente e, por isso, muitas vezes mostra imóveis que não correspondem às expectativas de quem procura. Podemos dizer que o Localista vai facilitar a comunicação entre o mediador e o cliente. Para o mediador, permite efetuar uma melhor qualificação do cliente e uma melhor pré-seleção de imóveis a visitar. Para o cliente, permite encontrar e comparar imóveis mais adequados às suas expectativas», nota ainda João Fonseca Bigotte.

O programa ESA BIC, promovido pela Agência Espacial Europeia em vários países-membros, é coordenado em Portugal pelo Instituto Pedro Nunes (IPN). Este programa destina-se a apoiar financeiramente o desenvolvimento tecnológico de protótipos de soluções inovadoras, com elevado potencial de mercado, que incorporem tecnologias espaciais e/ou dados de satélite de observação da Terra. Universidade de Coimbra - Portugal