Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sábado, 4 de julho de 2026

São Tomé e Príncipe – Anunciada a criação da Fundação Alda Espírito Santo no centenário da matriarca santomense

Personalidades nacionais e internacionais dos meios académico, cultural e institucional reúnem-se, durante dois dias, na capital santomense, para a Conferência Internacional que celebra o centenário de Alda Espírito Santo, figura incontornável da história, da cultura e da literatura de São Tomé e Príncipe.


“Alda do Espírito Santo não foi apenas uma nacionalista, não foi apenas uma poetisa, não foi apenas uma ativista cultural, não foi apenas uma pessoa generosa”, afirmou Inocência Mata, curadora da conferência.

“Alda do Espírito Santo afirmou-se como uma das vozes mais firmes da geração que sonhou, lutou e edificou a independência do nosso país”, destacou o Primeiro-Ministro, Américo Ramos.

Este encontro constitui um momento singular de valorização da vida, da obra e do legado da matriarca santomense, estando já em preparação a criação da Fundação Alda Espírito Santo.

“Uma fundação que funcionaria na Chácara, espero que ainda este ano isso seja possível, enquanto espaço permanente de investigação, preservação documental, promoção cultural e divulgação da sua obra, tornando-a acessível às gerações presentes e futuras”, anunciou Inocência Mata.

“Ao revisitarmos a vida e a obra de Alda Espírito Santo, somos chamados a reconhecer a força transformadora da palavra, o papel estruturante da educação e o valor da cultura como expressão profunda da nossa identidade”, sublinhou Américo Ramos.

Para o Chefe do Governo, a realização desta conferência representa um compromisso renovado com os valores que nortearam a vida de Alda Espírito Santo: a dignidade humana, a justiça social, a igualdade de oportunidades e a confiança num futuro melhor. José Bouças – São Tomé e Príncipe in “Téla Nón”


domingo, 3 de maio de 2026

Galiza - Conferência Internacional: O Caminho de Santiago na Perspetiva Brasileira

No próximo 4 de maio terá lugar em Santiago de Compostela a conferência internacional O Caminho de Santiago na Perspetiva Brasileira. Nela serão tratadas, de modo breve e dinâmico, questões como a primeira tradução do Codex Calixtinus para o português, sacralidades medievais na produção académica brasileira e, sobretudo, a primeira oficialização do Caminho de Santiago no Brasil, que é também a primeira na América, com mais de 20 quilómetros reconhecidos pela Catedral de Santiago de Compostela (2017).


Será no dia 4 de maio, às 16h30, na Sala de Graus da Faculdade de Filologia da Universidade de Santiago de Compostela.

O seminário será liderado pela Professora Catedrática Renata Nascimento, coordenadora do primeiro Centro de Estudos Compostelanos no continente americano, figura de referências nos estudos medievais e diretora do projeto O Jacobeu como Permanência: a popularização do Caminho de Santiago no Brasil, e membro do Comité de Expertos do Caminho de Santiago (Galiza). M. Isabel Morán Cabanas (USC) e Renata Nascimento (Universidade Federal e PUC de Goiás, Brasil) organizam esta jornada internacional para especialistas e o público interessado em geral. In “Portal Galego da Língua” - Galiza


sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

São Tomé e Príncipe - A Conferência Internacional sobre os 150 Anos da Abolição da Escravatura: uma perplexidade sem tamanho

Adotei, há vários anos, de uma prima muito querida e grande amiga, a expressão ‘’desligar a ficha.’’ Quando consigo. A expressão era utilizada sempre que ela me visse em profundas e tensas cogitações sobre algo que ultrapassava os limites da minha capacidade de compreensão lógica. Os acontecimentos políticos mais recentes em São Tomé e Príncipe, e não só políticos, intimam-me, em nome da salvaguarda de um mínimo de sanidade mental, a observar a fórmula da minha prima: desligar a ficha. A insólita e inexplicável interrupção das comemorações dos 50 anos da independência nacional, que incluíam a condecoração das figuras fundadoras da nação e dos cidadãos são-tomenses (e alguns estrangeiros) que melhor serviram a causa coletiva de São Tomé e Príncipe, a moção de censura interposta e, depois, bizarramente retirada pelo partido maioritário, o ADI, entre uma série de justificações aparentemente ziguezagueantes, a súbita e prévia passagem de Abenildo de Oliveira, ex-vice – presidente da bancada parlamentar do ADI à condição de deputado independente, o acórdão do Tribunal Constitucional declarando inconstitucional o governo do Primeiro-ministro Américo Ramos mais de um ano depois da sua entrada em funções e em cima da marcação das datas das próximas eleições, a carnavalesca sessão parlamentar que alimentou o insaciável falatório nacional durante dias, os termos em que se dá a reconfiguração da maioria parlamentar, entre outros, são factos que me intimam simplesmente a dizer: ‘’desliga a ficha.’’


Convenhamos: vinda de uma jornalista, afastada embora da cobertura noticiosa política, será uma atitude censurável. Admito e faço o mea culpa. Contudo, não logrando ver em tudo isso mais do que encenações, (para não dizer ficções) e não conseguindo vislumbrar um grãozinho de motivo que possa ter levado a classe política são-tomense a embarcar numa monumental farsa a conta-gotas, vi-me obrigada a recorrer à prudente e auto – defensiva recomendação da minha prima. Aqueles que tiverem paciência suficiente para ler estas linhas, perguntarão: ‘’E por que razão decidiu voltar a ligar agora a ficha?’’

Respondo já, já e sem hesitações: a Conferência Internacional sobre os 150 anos da Abolição da Escravatura em São Tomé e Príncipe, a decorrer entre hoje e amanhã, aqui, em São Tomé. De mérito indiscutível, pensada com antecedência pela Direcção-Geral da Cultura na pessoa do seu chefe, Emir Boa Morte, esta iniciativa coloca os decisores culturais do país, ao mais alto nível, no tabuleiro do bizarro e do insólito.

A abolição, em São Tomé e Príncipe, de uma das mais abomináveis invenções da mente humana e da história da Humanidade, vai culminar num diálogo académico entre dois historiadores são-tomenses (Emir Boa Morte e Natália Umbelina) e vários estrangeiros. Ninguém consegue explicar (e julgo que tal explicação deveria ser extensiva a toda a nação), por que razão, historiadores são-tomenses reputados e competentes como Carlos Agostinho das Neves, Maria Nazaré Ceita ou Lúcio Pinto, estão ausentes do painel de conferencistas.

É estarrecedor que a Direção-Geral da Cultura, sabendo que qualquer narrativa histórica é uma interpretação, tenha, com valentia e destemor, optado, não por maximizar o leque de interpretações nacionais, mas por as diminuir ao mínimo. Não são segredo para ninguém as discórdias, desavenças, ressentimentos, “clubites” e uma espécie de rancor de estimação que grassa no seio da comunidade de historiadores residentes, com queixas mútuas de exclusão esvoaçando de tempos a tempos quando acontece acontecer algum evento. E, dada a envergadura deste evento em particular, o seu profundo significado e o destino das conclusões que daí poderão, eventualmente, emergir, torna-se difícil compreender que a máxima decisora cultural do país, a intrépida ministra Isabel Viegas de Abreu, não se tenha apercebido, ao longo de todo o processo preparatório, da afronta aos são-tomenses que esta conferência acaba por ser, salvaguardado o máximo respeito pela competência e pelas qualificações dos conferencistas estrangeiros, cujos olhares e contributos são e serão sempre necessários e benvindos. (Atrevi-me, sem que tal me tivesse sido solicitado, a propor convites a historiadores angolanos e nigerianos, países africanos na génese da nossa construção societária. Suspeito que a proposta terá sido tratada como irrelevante bizantinice.)

O pluridisciplinar investigador angolano, Mário Pinto de Andrade, defendeu tenazmente, ao longo do seu incansável percurso, a imprescindibilidade de uma História africana contada por africanos. Na mesma linha, o icónico historiador burkinabé, Joseph Ki Zerbo, cujo contributo foi decisivo para a coleção da UNESCO sobre a história de África, dedica a sua obra ‘’Histoire de l’Afrique noire, d’hier à demain/ História da África negra, de hoje a amanhã’’, a ‘’Todos aqueles que acreditam que os africanos são os que estão melhor posicionados para contar a sua própria história.’’

A comissão organizadora da Conferência Internacional sobre os 150 anos de Abolição da Escravatura pecou deliberadamente, acintosamente, quando decidiu não congregar todas as valências nacionais. Não pensou (não quis pensar) que uma seleção nacional deve incluir os melhores. Todos.

A lógica de exclusão que emana da representação nacional nesta conferência constitui um exemplo a não ser seguido jamais, um muito nefasto serviço prestado à nação são-tomense. E dito isto, espero que o evento venha a ser um êxito, dentro dos limites que comissão organizadora entendeu impor. Conceição Lima – São Tomé e Príncipe in “Téla Nón” 

______________

Conceição Lima (Maria da Conceição de Deus Lima), de São Tomé e Príncipe, nasceu em 8 de dezembro de 1961. Jornalista, poeta e cronista, é membro-fundadora da União Nacional dos Escritores e Artistas São-tomenses, UNEAS. Fez os estudos primários e secundários em São Tomé, onde reside e trabalha como jornalista da TVS, Televisão São-tomense. Foi durante longos anos jornalista e produtora dos Serviços em Língua Portuguesa da BBC, em Londres. É licenciada (com distinção) em Estudos Africanos, Portugueses e Brasileiros pelo King's College of London e possui o grau de Mestre em Estudos Africanos, com especialização em Governos e Políticas na África sub-saariana, pela School of Oriental and African Studies (SOAS) de Londres.  

Pela Editorial Caminho, de Lisboa (Portugal), publicou os livros: "O útero da casa" (2004), "A dolorosa raiz do Micondó" (1ª ed., 2006; 2ª ed., 2008) e "O país de Akendenguê" (2011).   

Em São Tomé e Príncipe, sua terra, publicou pela editora Lexonics (com patrocínio do Banco Equador), em 2012, os livros: "O útero da casa""A dolorosa raiz do Micondó" e "O país de Akendenguê". O seu último livro "Quando florirem salambás no tecto do Pico", foi publicado em 2015, numa edição da Autora. 

No Brasil tem publicado o livro "A dolorosa raiz do Micondó", pela Geração Editorial (São Paulo, 2012). Em 2015, venceu o PNBE, Programa Nacional de Bibliotecas Escolares do Brasil, selecionada em primeiro lugar entre mais de 400 títulos concorrentes. O livro "A dolorosa raiz do Micondó" teve uma tiragem de 35.500 exemplares pelo Ministério da Educação (Brasil).  

Tem livros traduzidos para o alemão, espanhol e italiano: os seus 4 livros foram traduzidos para o alemão, em edição bilíngue "Útero da casa" e "A dolorosa raiz do Micondó" (Delta, 2010); "O país de Akendenguê" e "Quando florirem salambás no Tecto do pico" (Delta, 2021); para o espanhol, o livro "A dolorosa raiz do Micondó", publicado na Espanha (Baile del Sol, 2011) e na Venezuela (El Perro y la Rana, 2013); e para o italiano "A dolorosa raiz do Micondó" (Kolibris edizioni, 2014). ** Ver detalhes abaixo em: Obra (livros) traduzida em outras línguas. 

É o nome mais traduzido da literatura são-tomense de todos os tempos, foi traduzido para o alemão, árabe, espanhol, inglês, francês, italiano, checo, servo-croata, turco e galego.  Tem seus poemas publicados em jornais, revistas e antologias em diversos países. 

Em 2021, o "World Poetry Movement - WPM" designou 58 coordenadores nacionais, com representados de diversas regiões: América (13), África (17), Europa (18) e Ásia (9). A poeta Conceição Lima foi designada Coordenadora do Movimento Poético Mundial para São Tomé e Príncipe. Os trabalhos do WPM podem ser acompanhados na página e grupo do facebook. 

Em setembro de 2021, Conceição Lima vence o importante prêmio ex-aequo, com  poema "Afroinsularidade", do primeiro livro da poeta. O prêmio foi concedido dentro do Concurso de Tradução de Poemas 2021, organizado pela prestigiada revista literária Word Without Borders, em parceria com a Academia Americana de Poetas, nos EUA. InTemplo Cultural Delfos


domingo, 12 de outubro de 2025

Itália – Cidade de Génova acolhe conferência internacional sobre José Cardoso Pires

Nos dias 22 e 23 de outubro, a Universidade de Génova, em Itália, recebe a conferência internacional “José Cardoso Pires – Escritor Excelentíssimo”, dedicada a um dos maiores escritores portugueses do século XX, por ocasião do centenário do seu nascimento


A iniciativa será inaugurada com a assinatura do acordo entre o Camões, I.P. e a Universidade de Génova, que formaliza a criação da Cátedra José Cardoso Pires no ateneu genovês. O momento contará com a presença de Bernardo Futscher Pereira, Embaixador de Portugal em Roma, e de Roberto Francavilla, professor da universidade. Esta será a 14.ª cátedra do Camões, I.P. em Itália. Seguir-se-á a conferência inaugural, proferida por Carlos Reis, da Universidade de Coimbra.

O colóquio contará ainda com a participação de especialistas de universidades portuguesas e italianas, incluindo Coimbra, Lisboa, Roma Tre, Veneza Ca’ Foscari, Parma e Génova, que irão explorar os temas centrais da obra de Cardoso Pires: memória, liberdade e a força ética da literatura. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


A iniciativa tem o apoio da Embaixada de Portugal em Roma e do Camões, I.P..




sábado, 5 de abril de 2025

Angola - Cátedra de Língua Portuguesa pretende realizar conferência internacional sobre vida e obra do linguista António da Costa

A Cátedra de Língua Portuguesa da Universidade Católica de Angola vai realizar uma conferência internacional sobre vida e percurso académico do linguista António Fernandes da Costa, primeiro professor catedrático desta instituição de ensino, falecido em Março de 2022



A informação foi avançada pelo director da cátedra, Afonso Miguel, durante a homenagem a António Costa, acolhida na quarta-feira, no auditório do edifício de extensão da Universidade Católica de Angola (UCAN), em Luanda, pelo contributo prestado ao desenvolvimento da língua portuguesa e à literatura africana.

“Pretendemos fazer no próximo ano. Vai ser mais um acto para dar a conhecer à nova geração o percurso desta figura importante”, avançou Afonso Miguel, diante de uma assistência composta por antigos estudantes, colegas e membros da direcção da Universidade Católica de Angola.

A reitora da universidade, Maria da Assunção, afirmou que o encontro serviu para recordar o percurso e exaltar o legado daquele que é considerado “clássico dos estudos de Língua Portuguesa entre os angolanos e pilar da cultura e educação no país”.

Sobre os seus feitos, Maria da Assunção reconheceu que a afirmação da Cátedra de Língua Portuguesa, que tem estado a conquistar de maneira progressiva o seu lugar a nível nacional e internacional em matéria de linguística portuguesa, não seria possível sem o valioso contributo do professor António Fernandes da Costa, que foi um dos pioneiros a desbravar os caminhos e a lançar as suas bases.

“O seu amor pelas letras angolanas, a sua visão académica e a dedicação à investigação científica, fizeram deste professor, primeiro decano da Faculdade de Ciências Humanas e o primeiro catedrático da universidade. Uma figura notável e emblemática, no que respeita ao estudo e ao ensino da língua portuguesa em Angola”, descreveu.

Por outro lado, a vice-reitora para a Área Académica da UCAN, Maria Helena Miguel, antiga aluna de António Fernandes da Costa, realçou o seu lado académico, onde se destacou como professor e investigador.

“António Fernandes da Costa foi um amigo intrépido da ciência. Um homem cuja calma, simplicidade, discrição e humildade deram àqueles com quem conviveu a certeza do quanto amava o saber”, recordou.

De acordo com a vice-reitora, a sua paixão pela língua portuguesa e pela literatura angolana inspirou gerações de estudantes.

O escritor e crítico literário Hélder Simbad manifestou, igualmente, a sua gratidão ao professor António Fernandes da Costa, de quem disse ter aprendido muito.

“Ensinou-me bastante sobre literatura, e o fruto desse aprendizado foi a base para a criação do Movimento Litteragris”, partilhou. Gil Vieira – Angola in “Jornal de Angola”


quarta-feira, 3 de julho de 2024

Portugal - Universidade de Coimbra organiza 22.ª edição da Conferência Internacional em ciências Fotoacústicas e Fototérmicas

O Departamento de Química (DQ) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) está a organizar a 22.ª edição da Conferência Internacional em ciências Fotoacústicas e Fototérmicas, que se realiza de 8 a 12 de julho, em Coimbra.


A sessão de abertura deste congresso terá lugar no Auditório da Reitoria da Universidade de Coimbra, entre as 8h30 e as 9h00, do dia 8 de julho.

Durante a conferência serão apresentados os mais recentes avanços em tecnologia fotoacústica e fototérmica fundamental e aplicada, reunindo investigadores e profissionais com interesse em física de lasers, termo física, bio e nanofotónica, ciência dos materiais, imagem, tratamentos médicos baseados em laser, teranóstica, química analítica e química-física, análise térmica e testes não destrutivos, entre outros.

Ainda antes da conferência, amanhã e sexta-feira, dias 4 e 5 de julho, será realizada uma Escola Avançada para alunos graduados incidindo nos aspetos teóricos e práticos experimentais de Calorimetria e Tomografia Fotoacústica, lente térmica e ultrassom gerado por laser.

Recentemente, a investigação em ciências Fotoacústicas e Fototérmicas tem impulsionado o desenvolvimento de inovadoras ferramentas de diagnóstico com imagem de alta resolução e aplicação clínica, instrumentação de monitorização ambiental e de saúde pública, ou novas metodologias não destrutivas de investigação de materiais. Universidade de Coimbra - Portugal


quinta-feira, 23 de maio de 2024

XXI Encontro de Procuradores-Gerais da CPLP debate proteção da criança

O XXI Encontro de Procuradores-Gerais da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e a Conferência Internacional “O Ministério Público e o Sistema de Proteção da Criança no espaço da CPLP” estão a decorrer de 22 até 24 de maio, na ilha do Sal, Cabo Verde.


O encontro “configura-se como um fórum privilegiado de discussão e partilha de experiências com vista ao aprofundamento das relações institucionais e da cooperação jurídica e judiciária internacional entre os membros da Comunidade”, realça a Procuradoria-Geral da República (PGR) de Cabo Verde que acolhe o evento.

Como principal objetivo, os representantes do Ministério Público, especialistas em direito da criança e profissionais da área jurídica dos países da CPLP reúnem-se para discutir e compartilhar experiências sobre os desafios e melhores práticas relacionados com a proteção da criança.

Pretende-se, ainda, “promover o diálogo e a cooperação entre os países membros da CPLP, visando fortalecer o sistema de proteção da infância, identificar lacunas e propor soluções para garantir a efetiva defesa dos direitos das crianças em todo o espaço da CPLP”, sublinha a PGR de Cabo Verde.

A conferência, também, “pretende fomentar o intercâmbio de conhecimentos e a criação de redes de apoio entre os diferentes atores envolvidos na proteção e promoção dos direitos das crianças nos países da CPLP”. In “Mundo Lusíada” - Brasil


quarta-feira, 25 de outubro de 2023

Centro de Estudos Internacionais Iscte - Conferência Internacional Social Solidarity & the Commons

Nos próximos dias 8, 9 e 10 de novembro terá lugar a 3ª edição da Conferência Internacional "Social Solidarity Economy & the Commons".  O tema desta edição "Decolonizing the Solidarity Economy and Commons:  Enacting the “Pluriverse”" será o ponto de partida para a discussão entre investigadores, ativistas, funcionários públicos e empresários sociais envolvidos na economia social e solidária, na governação dos bens comuns e nos novos movimentos sociais em diferentes partes do mundo.


O evento irá decorrer no Campus do Iscte, em Lisboa, estando a organização a cabo do CEI-Iscte, da ECSH-Iscte, CES da U.Coimbra, Incubadora Tecnológica de Economia Solidária - ITES Campus Arapiraca, York St. John University,  e da Vienna University of Economics and Business.

Consulte as informações sobre registo e inscrições no website oficial do evento:

https://ssecommons.cei.iscte-iul.pt/registration/

sábado, 26 de agosto de 2023

Portugal - Contribui com 25 mil euros para preparativos da Conferência Internacional sobre Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento em Cabo Verde

Portugal anunciou o apoio financeiro de 25 mil euros a Cabo Verde para a próxima Reunião Inter-Regional Preparatória da IV Conferência Internacional sobre Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento (SIDS) que decorre de 30 de Agosto a 1 de Setembro

A informação avançada pela Embaixada portuguesa, através de um comunicado de imprensa, que explica que o apoio será realizado através de linha de financiamento do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P..

“Amparam o apoio financeiro de Portugal o princípio consagrado na Estratégia da Cooperação Portuguesa 2030 e os objectivos do Programa Estratégico de Cooperação 2022 – 2026, celebrado entre os dois países em Março de 2022, no que respeita aos compromissos assumidos em matéria de cooperação para o desenvolvimento, à luz da prioridade actualmente atribuída pela Cooperação Portuguesa aos SIDS”, lê-se.

A Secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros, Myrian Vieira, disse esta quinta-feira que a reunião inter-regional irá debruçar-se sobre várias questões, desde o desenvolvimento à sustentabilidade da dívida dos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento.

A reunião em apreço é organizada conjuntamente pelo Governo de Cabo Verde e pela Nações Unidas.

A quarta Conferência Internacional sobre Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento, que será realizada em Antígua e Barbuda de 27 a 30 de Maio de 2024, vai avaliar a capacidade dos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento em alcançar o desenvolvimento sustentável, incluindo a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e seus Objectivos de Desenvolvimento Sustentável.

O evento, SIDS4, reunirá líderes para chegar a um acordo sobre um novo programa de acção para os SIDS, com foco em soluções práticas e impactantes e para formar novas parcerias e cooperação em todos os níveis. In “Expresso das Ilhas” – Cabo Verde


segunda-feira, 12 de dezembro de 2022

Centro de Estudos Internacionais IUL - Conferência Internacional sobre "Pluralismo, Democratização e Eleições em Angola e Moçambique" - Projeto P-DEIAM


14 de dezembro de 2022

Auditório B2.03 - Ferreira de Almeida

Iscte - Instituto Universitário de Lisboa

A Conferência Final do Projeto P-DEIAM realiza-se na próxima quarta-feira, dia 14 de dezembro.

A sessão decorre no Auditório B2.03, Ed. 2, Iscte e terá transmissão em direto para os canais de YouTube Camunda News e Youtube P-DEIAM.

Programa do evento

08:30 – Registo e Café de Boas Vindas (átrio 1º piso)

Sessão de abertura (09:00-09:15)

  • Justino Pinto de Andrade (Universidade Católica de Angola)
  • Jacques dos Santos (Associação Cultural & Editora Chá de Caxinde) - Nuno Fragoso Vidal (CEI-Iscte)

Palestra de abertura / Keynote speaker (09:15 – 09:40)

  • Malyn D. Newitt (King’s College London): On Mozambique and Angola contemporary politics: the weight of history!

1º Painel (09:40 – 11:00) - Resultados dos inquéritos sobre as eleições gerais de Moçambique 2019 (11 províncias) e Angola 2022 (18 províncias) – PDEIAM

Dinamizador/Moderador: Nuno Fragoso Vidal

Palestrantes:

  • Luaty Beirão (Movimento Cívico MUDEI) – “As eleições gerais de Angola 2022 à luz dos resultados de inquéritos nas 18 províncias.”
  • Edson Cortez (Centro de Integridade Pública de Moçambique) - “As eleições gerais de Moçambique 2019 à luz dos resultados de inquéritos nas 11 províncias.”
  • Jaime Fonseca (Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas – ISCSP) – “Análise estatística comparada entre os casos de Moçambique e Angola – P-DEIAM”
  • Judite Chipenembe (Universidade Eduardo Mondlane) - “Dinâmicas de gênero e inclusão nas eleições gerais de 2019 em Moçambique.”

       10:30-11:00: Sessão de perguntas e respostas

 

2º Painel (11:00 – 12:30) - Processos de Pluralismo e Integridade Eleitoral em Moçambique e Angola

Dinamizador/Moderador: Eugénio de Almeida (CEI-Iscte)

Palestrantes:

  • Justino Pinto de Andrade – “A Frente Patriótica Unida nas Eleições Gerais de 2022”
  • Manuel de Araújo (Presidente do Município de Quelimane - Moçambique) – “Integridade Eleitoral nas Eleições Moçambicanas, a perspetiva da experiência local”
  • David Boio (Instituto Superior Politécnico Sol Nascente / Camunda News) - “As eleições Angolanas 2022: processos, métodos, resultados e contestações.”

      12:00h-12:30: Sessão de perguntas e respostas

 Pausa para almoço (12:30 – 13:45)

 Palestra de abertura / Keynote speaker (13:45 – 14:10):

- Henning Melber – “Authoritarian Populism, Democracy and Elections Under Former Liberation Movements in Southern Africa.”

3º Painel (14:10 – 15:30): Activismo político e civil – engajamentos e desafios do passado e do presente

Dinamizador/Moderador: David Boio (Instituto Politécnico Sol Nascente & Camunda News)

Palestrantes:

  • Jean-Michel Mabeko Tali (Howard University) - “Das ‘Juventudes’ dos antigos movimentos de libertação aos ‘Revús’: diversidade identitária do ativismo político e cívico angolano, da luta armada anticolonial ao caso dos ‘15 +2’, 1960-2015.”
  • Sedrick de Carvalho (Jurista, Jornalista e Activista) - “A corrupção da sociedade civil angolana.”
  • Nuno Vidal (CEI-Iscte) - “A nova vaga internacional de populismo autoritário em África ou o desenvolvimento do patrimonialismo pós-moderno? Os casos de Moçambique e Angola”

4º Painel (15:30 – 17:00): Democratização Vs Manutenção do Status Quo.

Dinamizador/Moderador: Cristina Peres (Jornalista - Semanário Expresso)

Palestrantes:

  • Domingos da Cruz (Universidade de Concórdia) - “Oposição angolana: ferramenta essencial para o prolongamento do autoritarismo competivo”
  • Nelson Pestana (Centro de Estudos Africanos da Universidade Católica de Angola) - "A aliança do Bloco Democrático, Pra-Já e UNITA na FPU: estratégia e objectivos".
  • Luiz Araújo (Activista da Sociedade Civil Angolana) - “Pela organização da sociedade para resgate do Estado e realização da Democracia”

Café de encerramento: 18h (átrio 1º piso)

Organização:

Projecto Pluralism-Democratization and Electoral Integrity in Angola and Mozambique (P-DEIAM) www.pdeiam.com

Projecto de pesquisa:

  • CEI- Iscte;
  • Universidade Católica de Angola – UCAN;
  • Universidade Eduardo Mondlane de Moçambique – UEM.

Financiamento: Programa “Knowledge for Development Initiative”, Fundação para a Ciência e a Tecnologia – Ministério da Ciência Tecnologia e Ensino Superior e AgaKhan Develoment Network.



sexta-feira, 11 de novembro de 2022

Internacional - Conferência sobre Incêndios Florestais reúne em Coimbra peritos de todo o mundo

Mais de três centenas de investigadores e técnicos operacionais de todo o mundo vão participar na IX Conferência Internacional sobre Incêndios Florestais que está a ter lugar, em Coimbra, entre os dias 11 e 18 de novembro.

Organizada pelo Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais (CEIF) da Associação para o Desenvolvimento da Aerodinâmica Industrial (ADAI), da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), esta edição da Conferência vai focar-se nos principais temas relacionados com a gestão dos incêndios florestais, na perspetiva da investigação científica, nomeadamente a gestão do risco, a redução e a adaptação ao risco, o comportamento do fogo e a segurança, os incêndios na interface urbano florestal e os sistemas de apoio à decisão.

A Conferência é estruturada por uma Comissão Organizadora, presidida por Domingos Xavier Viegas, professor catedrático da FCTUC, e co-presidida pelo Mestre Luís Mário Ribeiro. O Coordenador salienta que «será prestada uma atenção particular à investigação em curso na Europa e à necessidade de promover uma maior cooperação entre os diversos programas de investigação, a nível nacional, europeu e internacional. Haverá uma sessão dedicada a apresentar os principais projetos em curso na União Europeia, a fim de incentivar o reforço de redes já existentes entre os vários grupos e projetos de investigação, dentro e fora da Europa».

O programa da IX edição inclui sete conferências plenárias sobre temas de interesse geral, proferidas por cientistas convidados de renome internacional, bem como apresentações relativas à mais recente investigação na área produzida em todo mundo, pelos respetivos autores, vindos de cerca de 30 países.

Segundo o especialista em incêndios florestais, considerando a relevância dada, «desde a primeira edição da Conferência, aos temas do comportamento do fogo e da segurança pessoal, esta será precedida de dois cursos especializados, tirando partido da presença no nosso país de um conjunto de especialistas com uma importante e reconhecida atividade nas respetivas áreas».

Assim, no dia 11 terá lugar o Curso de Segurança Pessoal, coordenado pelo Professor Jason Sharples, da Universidade de Canberra, na Austrália, e presidido pela Secretária de Estado da Proteção Civil, Patrícia Gaspar. Este curso destina-se sobretudo a técnicos, agentes operacionais e a investigadores da temática da segurança nos incêndios. A IX edição terá várias lições dedicadas ao bem-estar físico e mental dos Bombeiros, bem como ao importante tema da prestação de socorro e apoio médico e psicológico aos Bombeiros, em condições de emergência.

O segundo curso, nos dias 12 e 13 de novembro, é dedicado ao Comportamento do Fogo, coordenado pelo Professor Albert Simeoni, do Worcester Polythecnic Institute, dos Estados Unidos da América. É dirigido essencialmente a investigadores e técnicos operacionais envolvidos neste tema, que é um dos tópicos fundamentais da gestão dos incêndios.

A IX Conferência Internacional sobre Incêndios Florestais conta ainda com a principal associação internacional de investigadores e técnicos operacionais em incêndios florestais, que decidiu associar-se, sendo também uma das entidades patrocinadoras, integrando a reunião anual 17th International Wildland Fire Safety Summit, na edição deste ano. 

No âmbito da Conferência, está prevista uma homenagem ao investigador norte-americano Richard Rothermel, por ocasião do seu 50º aniversário, da publicação do seu importante trabalho sobre modelação do comportamento do fogo, o qual teve grande influência no trabalho de investigação e de aplicação operacional da previsão da propagação do fogo, em todo o mundo.

Destaque ainda para a realização de uma visita ao Laboratório de Estudos sobre Incêndios Florestais, situado na Lousã, na qual serão apresentados os principais trabalhos realizados naquela infraestrutura pelo CEIF, incluindo a atividade de formação que é realizada, em colaboração com diversas entidades, nomeadamente a Escola Nacional de Bombeiros.

No último dia da Conferência, 18 de novembro, realiza-se uma visita à Serra da Estrela, para conhecer os principais factos associados ao maior incêndio ocorrido este ano em Portugal, assim como para perceber a metodologia de gestão dos impactos decorrentes. Nesta visita, em associação com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), irá proceder-se a uma plantação simbólica de árvores, a qual pretende representar a reflorestação de áreas queimadas que a ADAI irá promover, integrado no Projeto ICFFR Zero Carbon Footprint. Este projeto tem como objetivo minimizar as emissões de dióxido de carbono equivalente resultantes das atividades associadas à realização deste evento, tais como as viagens dos participantes.

A Conferência conta com o apoio e patrocínio das seguintes entidades Projeto Firelogue, Projeto FirEUrisk, ambos financiados pela Comissão Europeia; International Association of Wildland Fire; Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT); REN; LEITEK; Universidade de Coimbra; FLAD; Menzio; e AGIF.

Mais informação disponível aqui. Universidade de Coimbra - Portugal


sexta-feira, 28 de maio de 2021

Cabo Verde - Especialista defende estratégias conjuntas para ensino da língua portuguesa em contexto de mobilidade

Cidade da Praia – A investigadora da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa Ana Paula Laborinho apontou a necessidade de construção de estratégias conjuntas entre os Estados-membros da CPLP para conseguir o ensino da língua da portuguesa em contexto de mobilidade.

A especialista intervinha, enquanto conferencista, na VI Conferência Internacional sobre a Língua Portuguesa no sistema mundial promovida pelo Governo de Cabo Verde no âmbito da presidência pro-tempore da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), tendo com tema “Horizontes e perspectivas da língua portuguesa”.

Actualmente, a língua portuguesa é falada por cerca de 260 milhões de pessoas no mundo. A especialista prevê alguma dificuldade no crescimento da mesmo devido às dificuldades do ensino da língua portuguesa como língua estrangeira e de herança da comunidade.

Neste sentido, a professora e investigadora Ana Paula Laborinho salientou que há necessidade de se “fazer enormes esforços colectivos” visando o crescimento da língua de Camões no mundo.

“Temos muitas questões que me parecem muito relevantes. Por um lado, há uma consciência generalizada, mas que temos que impulsionar de que o português é uma língua que precisa ser aprendida, isto é, uma língua que se coloca no horizonte daqueles que têm interesse em aprender uma língua estrangeira”, disse.

“Por outro, se é verdade que cada vez mais há esse interesse, ainda há muito trabalho a fazer para passar dos tais meio milhão que aprendem o português como língua estrangeira para números mais significativos. Isto só é possível fazer efectivamente se houver uma estratégia concertada”, sustentou.

Por isso mesmo, realça a importância de construir estratégias conjuntas tendo em conta este objectivo que é o ensino da língua portuguesa em contexto de mobilidade ou em contextos internacionais.

Para já, afirma que a CPLP dispõe de um mecanismo, que é o Instituto Internacional de Língua Portuguesa (IILP), que, entretanto, na sua perspectiva, precisa ser reforçado e repensado para ter mais capacidade de fazer esta gestão decentralizada, multilateral da língua portuguesa.

“Nenhuma outra língua tem uma instituição multilateral que faça a sua gestão descentralizada e colectiva. Portanto, este é um triunfo da língua portuguesa, o IILP, que já tem um trabalho relevante com a sua plataforma destinada aos professores de língua portuguesa ou língua segunda”, explicou.

Contudo, Ana Paula Laborinho aponta como o grande desafio a questão da certificação internacional.

“É preciso, cada vez mais, apostar nisso porque sabemos que as outras línguas cresceram pela via das certificações internacionais”, realçou sugerindo também o aumento da produção e difusão científica na língua portuguesa, e incremento no programa de mobilidade de estudantes, de artistas, investigadores e circulação de bens e serviços, como forma de aumentar a necessidade de aprender o português. In “Inforpress” – Cabo Verde

 

quarta-feira, 26 de maio de 2021

Cabo Verde – IV Conferência Internacional sobre a Língua Portuguesa no Sistema Mundial


Cidade da Praia – O Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, afirmou hoje que há todas as razões para a CPLP e os Estados-membros estarem optimistas quanto à evolução da língua portuguesa e sua afirmação no contexto mundial.

Jorge Carlos Fonseca, que é também presidente em exercício da CPLP, falava na abertura da IV conferência Internacional sobre a Língua Portuguesa no Sistema Mundial, a decorrer em formato virtual e organizada pelo Governo de Cabo Verde no âmbito da presidência cabo-verdiana da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

“Estudos indicam que nos próximos 40 anos ela ganhará mais de 100 milhões de novos falantes, o que só nos pode deixar satisfeitos e é demonstrativo da sua pujança e vitalidade. Com esta perspectiva bem positiva, só podemos augurar um futuro rico para os legatários e usuários da língua portuguesa e as potencialidades de realização que se abrem para ela”, realçou.

Apesar da sua origem europeia, o chefe de Estado cabo-verdiano salientou que a língua portuguesa língua tornou-se transatlântica, uma língua essencialmente do sul, assim como já o era na Europa.

“É falada por mais de 250 milhões de pessoas. Uma das mais usadas no ocidente e a quinta na internet, de acordo com os estudos, o que lhe abre novas perspectivas de futuro. Trata-se de uma língua em expansão, que ganha cada vez mais espaço na América do Sul e em África, o que lhe dá igualmente maior importância estratégica, a nível global”, indicou.

Jorge Carlos Fonseca acrescentou que o seu acolhimento e adopção como língua de trabalho, em várias organizações internacionais, confere-lhe maior importância e vitalidade, assim como a sua procura por parte de diversas instituições superiores, com destaque para a China.

Entretanto, afirmou que o seu potencial “é ilimitado” e os desafios são “assinaláveis e devem ser encarados de forma sistemática”.

No que respeita ao desenvolvimento tecnológico comum, sublinhou que é incontornável a sua adaptação às possibilidades de transmissão do conhecimento, através da investigação, ciência e inovação, explorando também todo o seu potencial criativo.

A quarta conferência internacional sobre a Língua Portuguesa no Sistema Mundial tem a duração de três dias e em debate estão cinco eixos.

Eixo das políticas públicas para a promoção da leitura, da diversidade na escrita literária em língua portuguesa, do ensino da língua portuguesa em contexto de mobilidade, da ciência, investigação e inovação da língua portuguesa e o da tecnologia e economias criativas: cenários emergentes em língua portuguesa.

Particularmente no eixo das políticas para a promoção da leitura, Jorge Carlos Fonseca disse que seria desejável a identificação clara das situações ou regiões que poderão necessitar de maior atenção nos domínios da promoção da leitura, da pesquisa e da formação.

“Acredito que parte significativa das soluções passará pela criação de condições que permitam ao Instituto de Língua Portuguesa assumir as suas funções na plenitude, bem como pelo envolvimento das Universidades e Centros de Estudo”, realçou.

A abertura do encontro contou ainda com os discursos do ministro dos Negócio Estrangeiros de Cabo Verde, Rui Figueiredo Soares, do secretário executivo da CPLP, Francisco Ribeiro Telles e do director executivo do IILP, Incanha Inbumto. In “Inforpress” – Cabo Verde


 

sábado, 5 de outubro de 2019

Timor-Leste - Lança concurso público para celebração de contratos petrolíferos

DÍLI – O Estado de Timor-Leste, representado pelo Primeiro-Ministro, Taur Matan Ruak, lançou oficialmente, nesta quarta-feira (03/10), um concurso público para celebração de contratos petrolíferos junto de investidores internacionais, durante a I Conferência Internacional de Petróleo e Gás de Timor-Leste (“Timor-Leste Oil & Gas Summit 2019”).

O Presidente da Autoridade Nacional do Petróleo e Minerais (ANPM), Gualdinho da Silva, informou que estão disponíveis 18 blocos neste concurso destinados aos investidores internacionais. “Nós oferecemos esta oportunidade a todos os investidores petrolíferos mundiais para que se possam candidatar. Quando apresentarem as candidaturas, virão a Timor-Leste para efetuarem estudos de dados e informações de que dispomos, incluindo dos regimes fiscal e legal.

Posteriormente, poderão submeter, em meados de 2020, as suas candidaturas, de forma individual ou em consórcio”, afirmou. Gualdino da Silva, acrescentou que Timor-Leste escolherá as candidaturas com as propostas de valor mais elevado, conforme as regras existentes para a celebração de contratos. “Efetuaremos a avaliação das candidaturas antes do fim do próximo ano, e esperamos celebrar, eventualmente, 18 contratos com investidores”, referiu.

“Convidamos todos os peritos e industriais estrangeiros, nomeadamente, da Austrália e Inglaterra, a partilharem informações relativas às potencialidades petrolíferas de Timor-Leste”, revelou.

Esta cimeira é organizada pela ANPM com o apoio da IN-VR Oil & Gas.

Conta com a intervenção de 30 oradores nacionais e internacionais e mais de 250 representantes de empresas do setor petrolífero. O evento tem como principal objetivo reunir profissionais do setor e oferecer aos participantes amplas oportunidades para criar, desenvolver e continuar as parcerias comerciais com novos e/ou já existentes parceiros de toda a cadeia de valor global. Florencio Ximenes – Timor-Leste in “Tatoli”

quinta-feira, 23 de maio de 2019

Moçambique – 1ª Conferência Internacional sobre Economia Azul com o lema “Exploração Sustentável e Compartilha do Oceano”

Chefes de Estado, membros de governo de vários países e de organizações internacionais estão em Maputo hoje e amanhã na 1ª Conferência sobre Economia Azul



Especialistas de todo o mundo juntam-se hoje e amanhã em Maputo, para a 1ª Conferência Internacional ‘Crescendo Azul’, promovida pelo Governo moçambicano. O evento, que decorre no Centro de Conferências Joaquim Chissano, pretende promover a Economia Azul através de debates temáticos ligados à sustentabilidade dos Mares e dos Oceanos.

Centenas de participantes nacionais e internacionais, incluindo líderes de vários países, organizações internacionais e parceiros de cooperação, vão discutir temas actuais como a ‘Governação Sustentável dos Oceanos, ‘Tecnologia, Inovação e Sociedade’, ‘Poluição Marinha’, ‘Biodiversidade e Conservação’, ‘Energia Oceânica’ e ‘Rotas Marítimas’, entre outros.

O discurso de abertura do evento será feito pelo Presidente da República de Moçambique, Filipe Jacinto Nyusi. Para além de vários ministros do Governo moçambicano e de outros países africanos, está confirmada a presença de destacadas figuras como o Presidente da República das Seychelles, Danny Foure; Nove Ministros da região austral e outras partes de África, assim como da ministra do Mar de Portugal, Ana Paula Vitorino; o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação da Noruega, Jens Frolich Holte; o enviado especial do Secretário-geral das Nações Unidas para os Oceanos, Peter Thomson; o Presidente do Banco Africano de Desenvolvimento, Akinwumi Adesima; o representante do Banco Mundial em Moçambique, Mark Lundell; entre muitos outros.

Moçambique posiciona-se, assim, na linha da frente em questões de conservação da natureza, respondendo, em simultâneo, ao desafio lançado pela ONU para que todas as nações unam esforços em questões relacionadas com a protecção do Planeta, através do uso sustentável dos recursos naturais, incluindo os oceanos.

A Conferência Internacional, que será bienal, conta com o apoio do Reino da Noruega e de outros parceiros de cooperação e terá como lema “Exploração Sustentável e Compartilha do Oceano”, focando-se na importância dos Mares e Oceanos para a humanidade enquanto fonte de vida.

Refira-se que a região do Oceano Índico Ocidental e, em particular, o Canal de Moçambique, é extremamente rica em biodiversidade e ecossistemas marinhos costeiros, sendo este um país com uma imensa riqueza natural. A sua longa costa, com 2700 quilómetros, encerra inúmeras riquezas e potencialidades que é imperioso preservar, tendo em conta a vulnerabilidade do País a efeitos provocados pelas alterações climáticas.

Com esta Conferência, Moçambique pretende promover uma plataforma baseada na inovação e na investigação científica e tecnológica que permita que todos estes elementos sejam aplicados no domínio da Economia Azul e se tornem uma alavanca para o desenvolvimento do País.

O objectivo passa também por identificar linhas de actuação conjuntas que contribuam para acelerar a concretização dos compromissos nacionais, regionais e internacionais assumidos pelos países da região Ocidental do Oceano Índico. In “Olá Moçambique” – Moçambique

A Conferência Internacional “Crescendo Azul 2019” já foi notícia no blogue “Baía da Lusofonia” no passado mês de Abril. Poderá aceder ao artigo aqui:


sexta-feira, 17 de maio de 2019

Moçambique – A cidade de Maputo vai acolher primeira Conferência Internacional sobre Transporte Aéreo, Turismo e Carga Aérea

A capital do País vai acolher, entre os dias 15 e 17 de Julho próximo, a primeira Conferência Internacional sobre Transporte Aéreo, Turismo e Carga Aérea, através da qual se pretende promover uma reflexão sobre o desenvolvimento do turismo e o transporte aéreo em Moçambique, bem como as oportunidades do alinhamento estratégico entre os dois sectores.

Durante o evento, que irá decorrer sob o lema "Consolidação e Promoção da Relação Estratégica para o Desenvolvimento do Mercado de Transporte Aéreo, Turismo e Carga Aérea", será, ainda, abordada a problemática sobre a quantidade e qualidade de infraestruturas existentes no País para atender às necessidades do transporte de carga aérea.

Para o ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, que dirigiu, na quarta-feira, 15 de Maio, a cerimónia de lançamento, a conferência vai ajudar a conferir robustez e visibilidade ao transporte aéreo de carga e turismo, devendo resultar em captação de mais tráfego e gerar o aumento de passageiros, carga aérea, investimentos, entre outros benefícios directos e indirectos.

Esta iniciativa, de acordo com Carlos Mesquita, "vai permitir a criação de sinergias e de uma plataforma de desenvolvimento dos aeroportos, do turismo e do serviço de transporte de carga aérea no País, bem como o aumento de tráfego de passageiros". Por isso, prosseguiu, a conferência deve servir para o mapeamento e sistematização de todo o potencial existente nos dois sectores para permitir uma reflexão objectiva, bem como a produção de recomendações sobre o caminho que o País deve trilhar nos próximos tempos, rumo ao desenvolvimento do transporte aéreo e do turismo.

Na ocasião, o ministro dos Transportes e Comunicações referiu-se às acções que estão em curso com vista ao desenvolvimento do transporte aéreo e que vão concorrer para a materialização da meta definida no Plano Estratégico para o Desenvolvimento do Turismo, que aponta 2025 como o marco para Moçambique figurar como um dos destinos mais vibrantes, dinâmicos e exóticos de África, mercê do seu potencial turístico.

"No sector dos Transportes e Comunicações temos vindo a desenvolver infraestruturas aeroportuárias como os aeroportos de Maputo, Nacala, Pemba, Vilanculos e Xai-Xai, acções que viabilizam o desenvolvimento do turismo doméstico e internacional", disse o governante.

Carlos Mesquita apontou, igualmente, a modernização da pista do Aeroporto Internacional de Maputo, que consistiu na reabilitação e ampliação, instalação de novos e modernos equipamentos de ajuda à navegação aérea, como factores que contribuíram para a sua certificação, em Outubro de 2018, "o que tem estado a impulsionar o movimento de aeronaves, passageiros e carga com a maior comodidade e segurança".

Participarão na conferência cerca de mil delegados, representando potenciais investidores, gestores de infraestruturas aeroportuárias, operadores das maiores linhas aéreas mundiais, agências e operadores turísticos, fazedores de políticas, entre outros intervenientes nos ramos do turismo e transporte aéreo nacionais e internacionais. In “olá Moçambique” - Moçambique