Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
Mostrar mensagens com a etiqueta Ajuda financeira. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ajuda financeira. Mostrar todas as mensagens

domingo, 21 de junho de 2020

Moçambique – Ajuda financeira da União Europeia e Estados Unidos para o combate à covid-19

A União Europeia (UE) e os Estados Unidos anunciaram que vão disponibilizar um total de 667 milhões de dólares (596 milhões de euros), nos próximos três anos, para mitigar os efeitos da pandemia da covid-19 em Moçambique.

Trata-se de um valor total referente a “diversas iniciativas em curso e planeadas, visando apoiar o país a fazer face à covid-19”, diz comunicado conjunto distribuído à imprensa.

Em finais de março, num encontro com parceiros internacionais, Moçambique anunciou que precisava de 700 milhões de dólares (626 milhões de euros) para cobrir o buraco orçamental face à covi-19, um montante que vai servir também para a construção de hospitais, tendo em conta que há distritos sem este tipo de estrutura no país.

Metade do valor total, 309 milhões de dólares (275 milhões de euros), foi disponibilizado pelo Fundo Monetário Internacional e, segundo o ministro da Economia e Finanças, Adriano Maleiane, vários outros parceiros manifestaram a intenção de apoiar o país, com destaque para o Banco Mundial, Banco Africano de Desenvolvimento e a União Europeia.

O comunicado emitido pelos parceiros internacionais não esclarece se os 667 milhões de dólares surgem no âmbito do pedido do Governo moçambicano.

O anúncio foi feito no final do 2.º Fórum de Cooperação e Desenvolvimento, que reuniu os parceiros e o Governo moçambicano para discutir questões relacionadas com a crise da pandemia da covid-19.

“Foram abordadas as questões macroeconômicas, a proteção social e as medidas de mitigação a adotar, assim como o apoio dos parceiros para fazer face à crise”, lê-se no documento.

O governo reiterou a revisão em baixa da previsão de crescimento do PIB de 4% para 2.2%, antevendo que esta contração venha a ter um efeito “severo sobre as contas nacionais”, acrescenta.

O primeiro fórum de Cooperação para o Desenvolvimento aconteceu em dezembro de 2019, no âmbito da Parceria Renovada de Diálogo entre os parceiros e o Governo de Moçambique.

Moçambique registrou, nas últimas 24 horas, mais seis casos de infecção pelo novo coronavírus, elevando o acumulado de 662 para 668, e mantendo os quatro óbitos, anunciou fonte do Ministério da Saúde.

O país vive em estado de emergência desde 01 de abril, prorrogado por duas vezes até 29 de junho.

Estão em vigor várias restrições: todas as escolas estão encerradas, espaços de diversão e lazer também estão fechados, estão proibidos todo o tipo de eventos e de aglomerações, recomendando-se à população que fique em casa.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 454 mil mortos e infetou mais de 8,5 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP. In “Mundo Lusíada” – Brasil com “Lusa”

sábado, 1 de fevereiro de 2020

Moçambique – O segundo país mais vulnerável aos efeitos das alterações climáticas

A estação de chuvas, que começou em dezembro em Moçambique, está a trazer fortes tempestades ao país. O alerta é da chefe das Nações Unidas em Moçambique, Myrta Kaulard.

Em entrevista à ONU News, de Maputo, ela afirma que a organização está a preparar-se para responder a uma estação de ciclones “muito forte” nos próximos meses.

Idai e Kenneth

A notícia chega poucos meses antes de a nação africana marcar o primeiro aniversário de um dos maiores desastres naturais da sua história: os ciclones Idai e Kenneth, que arrasaram Moçambique em março e abril passados.

Juntos, eles causaram mais de 640 mortos a afetaram pelo menos 2,2 milhões de pessoas.

Myrta Kaulard conta que o início das chuvas tem sido “muito intenso” e que os desastres naturais do ano passado dificultam a resposta.

“Isto torna estas populações muito mais vulneráveis do que em anos passados. Estamos muito preocupados. As previsões são de mais chuvas nas próximas semanas e isto é um desafio muito forte. Estamos então muito preocupados.”

Os últimos dados do Escritório de Assistência Humanitária da ONU, Ocha, revelam que as chuvas já afetaram perto de 68 mil pessoas, causando 45 mortos e 67 feridos.

Mais de 3,1 mil casas foram destruídas e 1,1 mil salas de aula danificadas, bem como 10 centros de saúde. Em resposta, as agências da ONU prestaram ajuda alimentar a mais de 82 mil famílias nas províncias de Gaza e Inhambane.

Secas

Por outro lado, no sul do país, as chuvas estão muito abaixo do normal, com um problema de seca que causa insegurança alimentar. Segundo a coordenadora residente, a ONU e os parceiros estão apoiando “várias centenas de milhares de pessoas.”

Myrta Kaulard diz que “as Nações Unidas estão a colaborar de forma muito próxima com as instituições nacionais”, que “estão a trabalhar muito bem”, evacuando pessoas que vivem em zonas de risco para evitar perdas de vidas.

Segundo a coordenadora, devido às secas e às chuvas, os stocks de emergência já estão sendo utilizados, ainda antes do pico da época dos ciclones. Afirma que isso é “uma fonte de preocupação.”

Neste momento, 2,5 milhões de moçambicanos precisam de ajuda humanitária urgente. Cerca de 1,9 milhão de pessoas necessitam de ajuda alimentar, 765 mil famílias precisam de kits sanitários e mais de 115 mil famílias necessitam de abrigos.

“As prioridades das próximas oito semanas são alimentação, abrigos, água e saneamento. Estes são os elementos básico para poder salvar vidas e poder apoiar as necessidades primarias das populações.”

Myrta Kaulard afirma que a ONU está “correndo contra o tempo para mobilizar recursos, para comprar mais alimentos, mais abrigos e mais material para posicionar” antes da chegada da época dos ciclones.

Financiamento

O maior obstáculo a esse trabalho é o financiamento. A coordenadora diz que a ONU não tem, neste momento, os recursos necessários. O Plano de Resposta Humanitária para o país detalha uma necessidade urgente de US$ 120 milhões. Dentro deste total, US$ 25 milhões são necessários imediatamente.

“Deixo um pedido à comunidade internacional de sustentar o trabalho das Nações Unidas e das instituições moçambicanas para poder ajudar a população que pode ser afetada por chuvas, por secas e por ciclones nos próximos meses. “

Segundo a coordenadora residente, “as capacidades das instituições nacionais são limitadas” e, por isso, a comunidade internacional “tem uma responsabilidade de ajudar.” ONU News – Nações Unidas


sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Timor-Leste – Contribui com ajuda financeira para a cooperação técnica de apoio orçamental à Guiné-Bissau

A Agência de Cooperação de Timor-Leste entregou ao Governo da Guiné-Bissau, no âmbito da cooperação técnica entre os dois países, um apoio financeiro de 300 mil dólares



"É com grande honra que o Governo e o povo de Timor-Leste decidem entregar 300 mil dólares de cooperação técnica de apoio orçamental", afirmou Libório Pereira, representante da Agência de Cooperação de Timor-Leste em Bissau.

Segundo Libório Pereira, o apoio enquadra-se na "determinação do Governo de Timor-Leste em contribuir para a paz e segurança internacional através do apoio de ações que promovam a consolidação de regimes democráticos, o respeito dos direitos humanos e cumprindo os mais altos valores da solidariedade internacional".

Nas declarações à comunicação social, após a assinatura do donativo na sede da agência de cooperação timorense em Bissau, Libório Pereira felicitou também os guineenses pela forma como decorreu a votação para as eleições presidenciais no domingo.

"Em nome do Governo da Guiné-Bissau tenho o prazer de agradecer este gesto de solidariedade de Timor-Leste no quadro das relações bilaterais de cooperação entre os dois países", afirmou o ministro das Finanças guineense, Geraldo Martins.

O ministro das Finanças lembrou também que Timor-Leste tem apoiado a Guiné-Bissau em vários domínios e que o dinheiro terá "boa utilização" no quadro do Orçamento Geral de Estado de 2019. In “Sapo Timor-Leste” com “Lusa”