Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quinta-feira, 12 de junho de 2025

Macau - Enaltecido “inegável contributo” dos portugueses para a RAEM

É “inegável” o “contributo” dos portugueses para o desenvolvimento da RAEM – palavras do Chefe do Executivo, Sam Hou Fai, por ocasião das comemorações locais do 10 de Junho. O papel da comunidade tem sido “importante” em “múltiplos aspectos”, vincou o líder da RAEM, na recepção oficial. Já o Cônsul-Geral, Alexandre Leitão, defendeu que “nenhum povo será tão dedicado e leal a Macau” como o português, pedindo que a comunidade seja estimada


A música “Avião de Papel”, pela voz dos “Portugalitos”, o coro da Casa de Portugal, abriu a recepção oficial do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, – lado a lado com o Cônsul-Geral, Alexandre Leitão, o Chefe do Executivo, Sam Hou Fai, assistiu ao momento musical de sorriso no rosto. Mais tarde, enalteceu o “inegável contributo” da comunidade para o desenvolvimento da RAEM, renovou as promessas de “abertura ao exterior” e garantiu que o Governo irá manter “inalterados” por “um longo tempo” o sistema capitalista e a “maneira de viver”. Já o embaixador português falou num “propósito comum” de crescimento, diversificação de economias e internacionalização, e defendeu que “nenhum povo será tão dedicado e leal a Macau” como o português.

Depois, ouviram-se os hinos da República Popular da China e de Portugal, mas não sem antes serem lançados ao ar aviões de papel, pelas crianças que cantavam na varanda do edifício da Bela Vista. Foi então altura de “Marcha dos Voluntários” e “A Portuguesa”. Vários elementos da comunidade portuguesa e macaense marcaram presença no local, além de titulares de altos cargos, como o Comissário dos Negócios Estrangeiros da RPC em Macau, Liu Xianfa, o director-geral do Departamento de Publicidade e Cultura do Gabinete de Ligação do Governo Central na RAEM, Wan Sucheng, e o Secretário para a Administração e Justiça, André Cheong.

“Nestes últimos 25 anos em que Macau conheceu mudanças profundas, o contributo das comunidades portuguesas tem sido importante para o desenvolvimento saudável, em múltiplos aspectos, desta Região”, vincou Sam Hou Fai, durante o seu discurso. Aproveitou ainda a ocasião para agradecer “todo o apoio, esforço e cooperação” que a comunidade portuguesa tem prestado ao trabalho do Governo da RAEM, “bem como o inegável contributo que tem vindo a dar para o desenvolvimento económico e social de Macau”.

Sam Hou Fai garantiu depois que o Governo da RAEM continuará, “com o forte apoio do Governo Central”, a implementar o princípio “um país, dois sistemas” de uma forma que descreve como “abrangente, precisa e inabalável”, bem como a “cumprir a Lei Básica”. Nesse sentido, assegurou que irá manter “inalterados, por um longo tempo, o sistema capitalista e a respectiva maneira de viver, o estatuto de porto franco internacional e de zona aduaneira autónoma da RAEM e o sistema de direito europeu continental”.

No discurso que proferiu, afirmou que as autoridades continuarão a “defender as características multiculturais de Macau e a promover o desenvolvimento em todas as vertentes”, procurando assegurar e melhorar continuamente o bem-estar de todos os residentes de Macau, “incluindo as comunidades portuguesas”.

Dizendo que “os fortes e profundos laços históricos entre Portugal e Macau” já são conhecidos, encontrando-se reflectidos no Dia de Portugal, Sam Hou Fai sublinhou que se celebra também o maior poeta português, “que viveu uns anos em Macau e fez parte dos primeiros momentos deste encontro histórico de dois povos”. “Nunca é demais recordar que é por conta deste encontro centenário de culturas, nesta ‘janela para o exterior’ da China, que surge a ‘singularidade’ de Macau enquanto ‘único local do mundo que tem como línguas oficiais o português e o chinês’”, prosseguiu, citando o Presidente chinês, Xi Jinping.

Para Sam Hou Fai, a “cooperação amistosa” e “as boas relações” entre a China e Portugal “revelam um modelo exemplar de colaboração e intercâmbio entre dois países, prevalecendo sempre o respeito e consideração pelas suas diferenças sociais e culturais”. Também assinalou o reforço da cooperação entre a RAEM e Portugal nos domínios da economia e do comércio, da inovação científica e tecnológica, dos recursos humanos, dos cuidados médicos e de saúde, da educação e da cultura. E disse estar convicto de que, no futuro, serão “aprofundados, tirando-se bom proveito das características únicas de Macau”.

Aproveitando novamente as palavras do líder chinês sobre Macau como “lugar onde as culturas chinesas e ocidental se encontram”, devendo Macau “promover o intercâmbio internacional entre as pessoas”, o Chefe do Executivo reiterou o “empenho e compromisso” do Governo da RAEM na “concentração de esforços para a construção de uma plataforma de abertura ao exterior de nível mais elevado, no reforço da abertura bilateral com a Lusofonia e na promoção de uma cooperação abrangente de benefícios mútuos, que enriqueça e alargue ainda mais o papel e as funções de Macau enquanto plataforma sino-lusófona”.

“Nenhum povo será tão dedicado e leal a Macau”

Por sua vez, Alexandre Leitão, também se fez valer das palavras do Presidente da RPC, que em Dezembro, ao recordar que Macau é o único local do mundo onde o chinês e português são línguas oficiais, “reforçou a esperança numa difusão alargada e no uso generalizado do português na Administração e na sociedade da RAEM” que, prosseguiu o Cônsul-Geral, “seriam inegavelmente vantajosos para a ‘plataforma importante para a promoção da cooperação económica e comercial entre a China e os países de língua portuguesa’”.

Assegurando que as empresas portuguesas estão preparadas para aproveitar uma “postura mais aberta e inclusiva para intensificar os laços internacionais e aumentar a projecção e a atractividade globais e o renome de Macau como metrópole internacional”, palavras que citou novamente, o embaixador acrescentou que “todos, na RAEM, estão conscientes do contributo das empresas e dos trabalhadores portugueses para o crescimento e a qualidade dos serviços da economia” do território.

Alexandre Leitão disse ainda ao Chefe do Executivo que “pode contar com a comunidade portuguesa para participar activamente no ambicioso desígnio de diversificação económica da RAEM” e pediu-lhe que estime a comunidade: “Compreendemos bem e partilhamos o desejo de abertura. Peço-lhe que acredite, senhor Chefe do Executivo, que nenhum povo será tão dedicado e leal a Macau como o nosso. Peço-lhe, por conseguinte, que estime os portugueses, todos os de Macau e os que vêm de fora, para contribuir para um futuro de prosperidade partilhada e a realização dos grandes projectos da RAEM”.

Recordou igualmente que, ao longo de séculos, os portugueses de Macau e os que aqui foram chegando “criaram laços afectivos indeléveis a este pequeno canto da grande China”. “Um pequeno canto que se fez grande, com o contributo da comunidade portuguesa que, como em qualquer parte do mundo, é trabalhadora, ordeira, dedicada à terra onde vive e desejosa de criar condições para que os seus filhos aqui possam viver”.

Apontando que está prevista a deslocação do líder da RAEM a Portugal, o Cônsul mencionou também a intenção de, como já foi dito, realizar em breve uma Comissão Mista. Já em relação aos serviços consulares, agradeceu o trabalho da equipa, “constituída quase na íntegra por macaenses”. Depois de ultrapassados os desafios pós-pandemia no Consulado, agora é tempo de “dedicar mais tempo a outros domínios”, como “o aprofundamento das relações diplomáticas, económicas e culturais de Portugal com as RAE de Macau e Hong Kong”.

Lembrando que o Chefe tem defendido a aceleração da abertura e da diversificação da economia, Alexandre Leitão acrescentou que “Portugal tem o mesmo desígnio”, pelo que há “um propósito comum”: crescer, diversificar as economias, internacionalizando-as, para “benefício dos nossos povos”.

Na ocasião, houve ainda um outro momento musical, pela Banda da Casa de Portugal, além dos habituais petiscos, numa celebração que se estendeu até às 20h30. Catarina Pereira – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”


quinta-feira, 8 de maio de 2025

Macau – Dos 55 789 eleitores inscritos no território apenas 233 podem votar no Consulado para as legislativas portuguesas

De um universo de 55.789 eleitores inscritos no território, apenas 233 pessoas estão inscritas para votar presencialmente, nos dias 17 e 18 de Maio, para as eleições legislativas de Portugal, revelou o Cônsul-Geral ao Jornal Tribuna de Macau. Quanto ao voto por correspondência, Alexandre Leitão apelou a que os boletins sejam enviados o mais rápido possível. Entretanto, termina hoje a votação antecipada

São apenas 233 as pessoas que vão poder votar presencialmente em Macau para as eleições legislativas de Portugal, num universo de 55.789 eleitores inscritos no território, revelou o Cônsul-Geral de Portugal em Macau e Hong Kong, em declarações ao Jornal Tribuna de Macau. Alexandre Leitão fez ainda um apelo ao voto e pediu que, no caso da votação por correspondência, os boletins sejam enviados com a maior celeridade possível.

No território, os cidadãos podem exercer o direito de voto presencialmente nas instalações do Consulado, nos dias 17 e 18 de Maio, sábado e domingo, durante todo o dia, entre as 08h00 e as 19h00. Haverá apenas uma mesa para votação.

Quanto aos boletins de voto, o embaixador português disse ter sido informado pela directora dos Correios de Macau que os eleitores estão já a receber a correspondência eleitoral.

“As pessoas, assim que recebam [o boletim de voto], e acho que muitos já receberam, votem e vão logo aos correios, porque, naturalmente, quanto mais cedo o voto partir, mais garantias há de que chegue a horas a Portugal. Do lado dos Correios de Macau há um compromisso de dar um encaminhamento imediato”, indicou Alexandre Leitão, vincando que os CTT têm sempre uma postura de abertura neste âmbito.

Entretanto, os cidadãos recenseados em Portugal e que estejam no estrangeiro a 18 de Maio podem votar até hoje no Consulado em Macau. Podem fazê-lo os eleitores que estejam deslocados em funções públicas ou privadas, em representação de selecções nacionais, assim como estudantes, investigadores, docentes e bolseiros de investigação, além de doentes em tratamento. De acordo com o Cônsul, nesta modalidade “não há muita gente a votar”.

Alexandre Leitão observou que “a abstenção costuma ser alta”, mas não tanto nos [votos] presenciais”, lembrando que em 2024 foi de 33%. Já “nos boletins de voto podia francamente diminuir”, defendeu.

Nesse sentido, lembrou que o voto é um direito e um dever. “Em Portugal não é uma obrigação no sentido legal, temos de respeitar a liberdade individual de cada um. No entanto, o nosso sistema político assenta na escolha pelos cidadãos de quem os governa e, por conseguinte, é natural e compreensível que eu faça um apelo a que todos usem essa faculdade que a lei confere de poderem escolher quem vão ser os deputados à Assembleia da República neste caso e, portanto, indirectamente, quem vai governar Portugal”, afirmou. Catarina Pereira e Vítor Rebelo – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”


quarta-feira, 30 de abril de 2025

Macau – Cônsul português “muito irritado” por única ligação aérea entre a Região e a Europa não ser para Portugal

Alexandre Leitão, cônsul-geral de Portugal em Macau e Hong Kong, mostrou-se frustrado devido ao facto de a única ligação aérea directa de carga entre Macau e a Europa não ir para Portugal e sim para Madrid. O responsável indicou, na Feira Internacional de Turismo de Macau, que tem vindo a insistir com as autoridades portuguesas para que essa ligação fosse feita para Lisboa ou para o Porto

O cônsul-geral de Portugal em Macau e Hong Kong lamentou que a única ligação aérea directa de carga entre Macau e a Europa seja feita para Madrid e não para Lisboa ou para o Porto. Esta ligação, a cargo da Ethiopian Airlines, foi inaugurada há duas semanas e faz parte de uma rota triangular com Adis Abeba, capital daquele país africano.

Numa apresentação no pavilhão do Turismo de Portugal na Feira Internacional de Turismo de Macau, Alexandre Leitão afirmou: “Há dias escrevi [uma carta] para Lisboa, muito irritado, quando a Ethiopian Airlines inaugurou o seu voo de carga triangular Adis Abeba-Madrid-Macau e com isso criou a primeira ligação directa de Macau para a Europa”.

Citado pelo Diário de Notícias, Alexandre Leitão afirmou na ocasião que tem vindo a insistir junto das autoridades portuguesas, ao longo dos últimos dois anos, para que essa ligação fosse feita por uma companhia portuguesa, com um aeroporto nacional como plataforma europeia. O cônsul-geral justificou a posição dizendo que em Macau existem 153 mil portugueses, inseridos numa região que num raio de 200 quilómetros tem dois polos urbanos como Shenzhen, Cantão e Hong Kong.

“Aqui existem mais de uma centena de restaurantes que se reclamam portugueses; há concessionárias, há comércio e este ano vão abrir mais dois restaurantes portugueses”, afirmou, acrescentando: “Repito, não me convencem de que não é viável um voo que faça uma dupla função de transporte de pessoas e transporte de mercadorias”.

“Expliquem-me lá porque é que Lisboa não é placa atlântica e também europeia, além de ser lusófona para mercados como o Brasil, que são servidos como nenhum outro? Ou o Porto? E porque é que as capitais africanas, lusófonas, não são também instrumentos, plataformas de distribuição das mercadorias e serviços para outros países em África que querem vir para cá?”, criticou, citado pelo diário português.

Ressalvando não ser especialista nos assuntos de aviação, Alexandre Leitão pediu explicações ao Governo português e à TAP. “Até que me expliquem por A mais B que não faz sentido nenhum, eu continuarei a insistir nisso”, referiu, concluindo: “Todas as pessoas interessadas em Portugal, [olhem para] este potencial antes que a Etiópia ou outra companhia qualquer decida mesmo fazer o voo de passageiros directo para Madrid ou para Paris, onde quer que seja. Assim, a tarefa torna-se mais difícil. E é este o apelo que eu vos faço”. André Vinagre – Macau in “Ponto Final”


quinta-feira, 21 de novembro de 2024

Macau - Capta 90% do investimento directo português na China

A RAEM representa 90% do investimento directo português na China, afirmou o Cônsul-Geral de Portugal em Macau e Hong Kong, citado pelo portal “Macau News Agency”.


Macau foi o 12º destino do investimento directo no exterior português, recebendo quase 1,1 mil milhões de euros em 2023, enquanto o Interior da China recebeu 55 milhões de euros, indicou na segunda-feira Alexandre Leitão, num evento da delegação de Macau da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Chinesa no Club Lusitano, em Hong Kong.

O investimento português foi realizado sobretudo em áreas como a farmacêutica, banca, finanças, seguros e produtos alimentares, acrescentou o diplomata. Na ocasião, o Cônsul-Geral de Portugal para Macau e Hong Kong reconheceu a importância deste investimento, embora tenha realçado a necessidade de Lisboa expandir a actividade comercial além Macau.

“Macau é uma plataforma e base fundamentais, mas temos de olhar além das suas fronteiras”, afirmou, chamando ainda a atenção para o potencial do comércio através de Hong Kong.

“O volume de comércio, quer em importações, quer em exportações, está actualmente muito aquém do que poderia ser”, referiu, citado pelo portal em língua inglesa.

As relações comerciais luso-chinesas têm registado uma evolução “bastante interessante” ao longo dos últimos 10 anos, disse, ainda no Club Lusitano, o director da Agência para o Investimento e Comércio Externo (AICEP) para Macau e Hong Kong.

“Em 2013 as trocas comerciais atingiram dois mil milhões de euros e dez anos depois, em 2023, o total das trocas comerciais ascendeu a seis mil milhões de euros, o que faz da China o 10.º maior parceiro comercial de bens de Portugal”, referiu Bernardo Pinho.

Quanto a Macau, o responsável referiu que as relações comerciais têm vindo a aumentar, com o comércio de mercadorias a crescer 15% em 2023, em termos anuais, com mais de 400 empresas a exportar para a cidade, mas com níveis abaixo dos valores anteriores à pandemia de covid-19. In “Jornal Tribuna de Macau” – Macau com “Lusa”


sábado, 1 de junho de 2024

Macau - Lusofonia acredita no potencial da Região

Diplomatas lusófonos querem e vêem potencial para aumentar a presença dos Países de Língua Portuguesa em Macau. Alexandre Leitão, Cônsul-Geral de Portugal em Macau e Hong Kong, e Danilo Henriques, Secretário-Adjunto do Fórum de Macau, discutiram as oportunidades na Grande Baía, a partir da RAEM


Alexandre Leitão, Cônsul-Geral de Portugal em Macau e Hong Kong, e Danilo Henriques, Secretário-Adjunto do Fórum Macau, foram os convidados que fecharam o ciclo de debates do Plataforma Talks, que de 27 a 30 de maio, foram realizados na Fundação Rui Cunha. À margem da sessão Internacionalizar Macau: Redes Diplomáticas, os oradores falaram com o nosso jornal, expressando a sua vontade de colaborar mais com Macau para trazer empresas, pessoas e produtos da Lusofonia.

Nesse sentido, o Cônsul-Geral sublinhou a importância de Portugal utilizar melhor a sua presença histórica e cultural na Região. “Portugal deve aproveitar mais Macau. Temos uma convicção de que as trocas comerciais, as parcerias empresariais e os investimentos cruzados estão aquém do nível desejável.” Alexandre Leitão considerou não haver razão para as exportações portuguesas não serem maiores, e indicou existir um grande potencial inexplorado. “Não nos conformamos; Portugal tem aqui uma presença histórica, uma comunidade grande e uma gastronomia macaense com fortíssima inspiração portuguesa. Portanto, não faz sentido que não consigamos exportar mais para cá e atrair mais investimento.”

O responsável também destacou as ações do Consulado, em colaboração com a AICEP, para promover Portugal na região. “O Consulado faz variadíssimas coisas com a AICEP todos os dias, desde ações promocionais até à emissão de vistos de forma rápida. Todos os dias empreendemos, sentamo-nos com pessoas, não fazemos muita publicidade disso porque a diplomacia é, por definição, discreta”, explica.

Danilo Henriques, que assumiu as suas funções como Secretário-Adjunto do Fórum de Macau em março de 2023, destacou a importância de coordenar atividades e melhorar a ligação com as embaixadas dos países lusófonos. “Os primeiros objetivos foram a realização da Conferência Ministerial e a boa coordenação com os embaixadores sobre os próximos passos. Estamos a programar e agendar visitas para os países lusófonos que não realizamos há muito tempo devido à Covid-19,” diz.

Henriques afirma que há vontade de Pequim e da RAEM para utilizar o Fórum de Macau como uma plataforma de cooperação, e o aumento das áreas em que essa cooperação pode ter lugar. “Cada vez vemos mais áreas de cooperação, como a economia azul, a economia digital e a segurança alimentar, que são assuntos críticos para vários países”, afirma. Henriques mencionou também a necessidade de maior flexibilidade e transparência no Fundo de Cooperação e Desenvolvimento China-Países de Língua Portuguesa, destacando uma recente abertura positiva nesse sentido. Nelson Moura - Macau In “Plataforma”


quarta-feira, 12 de julho de 2023

Macau – Revelado a composição do Conselho Consultivo do Consulado Geral de Portugal

O Consulado Geral de Portugal em Macau e Hong Kong revelou ontem os nomes que fazem parte do Conselho Consultivo da área consular de Macau. Além de Alexandre Leitão, cônsul-geral, fazem parte da lista de membros António José de Freitas; Armando de Jesus, Catarina Cortesão Terra, Francisca Beja, Francisco Manhão, Gilberto Camacho, Jorge Neto Valente, Maria Amélia António, Patrícia Ribeiro, Ricardo Silva e Rita Santos


O Consulado Geral de Portugal em Macau e Hong Kong revelou ontem a composição do Conselho Consultivo da área consular de Macau. Segundo um comunicado enviado às redacções, o cônsul-geral procurou garantir que o órgão seja “representativo da diversidade da comunidade portuguesa de Macau em termos etários, de género, de origem, de área de actividade e de participação cívica”.

Fazem parte do órgão os seguintes nomes: Alexandre Leitão, cônsul-geral de Portugal em Macau e Hong Kong; António José de Freitas, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Macau; Armando de Jesus, Rita Santos e Gilberto Camacho, conselheiros das comunidades portuguesas; Catarina Cortesão Terra, jurista e agente cultural; Francisca Beja, arquitecta; Francisco Manhão, presidente da direcção da Associação dos Aposentados, Reformados e Pensionistas de Macau (APOMAC); Jorge Neto Valente, antigo presidente da Associação dos Advogados de Macau; Amélia António, presidente da Casa de Portugal, Patrícia Ribeiro, nova directora Instituto Português do Oriente (IPOR); e Ricardo Silva, chanceler do Consulado-Geral.

Recorde-se de que este conselho consultivo foi criado no âmbito do regulamento consular. Este decreto-lei prevê que junto de cada posto ou secção consular exista um conselho consultivo da área consular “sempre que na área consular respectiva existam, pelo menos, 2000 pessoas de nacionalidade portuguesa registadas ou residentes na área de jurisdição”.

A este conselho compete “produzir informações e pareceres sobre as matérias que afectem as pessoas portuguesas residentes na respectiva área de jurisdição consular, assim como elaborar e propor recomendações respeitantes à aplicação das políticas dirigidas às comunidades portuguesas”.

O comunicado do Consulado diz ainda que se realizou ontem a primeira reunião do conselho consultivo. “Os conselheiros regozijaram-se pela institucionalização de um órgão de aconselhamento formal, debateram o seu modo de funcionamento, concordaram em reunir mais do que duas vezes por ano, e apresentaram questões diversas, em particular no domínio da promoção da língua e da cultura portuguesas, do funcionamento da Escola Portuguesa e do Consulado Geral, bem como do relacionamento dos utentes com alguns organismos da Administração Central portuguesa”, lê-se na nota divulgada.

Por outro lado, “os conselheiros concordaram, ainda, com a criação de grupos de reflexão e aconselhamento temáticos para os assuntos de Hong Kong, económicos, e académicos e culturais, para os quais serão convidadas personalidades de inequívoca relevância nas duas regiões administrativas especiais”. A próxima reunião do conselho consultivo deverá acontecer em Setembro. André Vinagre – Macau in “Ponto Final”


segunda-feira, 20 de fevereiro de 2023

Macau - Património, língua e economia são preocupações do novo cônsul-geral de Portugal

Numa apresentação à comunicação social portuguesa e inglesa, Alexandre Leitão reiterou ainda que uma das prioridades incontornáveis passa por assegurar a resposta dos serviços consulares. O diplomata deseja ainda que “um maior número de portugueses possam vir aproveitar e enriquecer” em Macau, uma vez que “isto é uma estrada com dois sentidos”. Também na mesma conversa, o director do IPOR, Joaquim Coelho Ramos, admitiu aos jornalistas ainda não saber quem o irá substituir, e quando, à frente da entidade


O novo cônsul-geral de Portugal em Macau e Hong Kong continua a apalpar terreno. Depois do encontro com o Comissário do Ministério dos Negócios Estrangeiros da República Popular da China na RAEM, Liu Xianfa, uma recepção da Câmara de Comércio Europeia em Macau, onde foi nomeado copresidente honorário, uma visita à Escola Portuguesa de Macau (EPM) e de uma audiência com o Chefe de Executivo de Macau, Ho Iat Seng, foi a vez de Alexandre Leitão dar-se a conhecer e ouvir as opiniões de jornalistas portugueses.

Depois de se apresentar, bem como apresentar o novo delegado da AICEP – Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal e, igualmente, vice-cônsul para Assuntos Comerciais e Investimento, Bernardo Almeida Pinho, Alexandre Leitão fez questão de reiterar perante os profissionais de comunicação social algumas das prioridades estabelecidas pelo Governo português para o desempenho no novo cargo.

Aos presentes, o diplomata assumiu objectivos que passam pela “valorização do património cultural português e do papel da língua portuguesa, bem como pelo aproveitamento das oportunidades económicas regionais num mercado tão alargado como é o chinês, com destaque para a Grande Baía”. Aliás, o novo cônsul-geral de Portugal em Macau e Hong Kong considera mesmo que a Grande Baía é um mercado aliciante para os empresários portugueses, apesar de admitir que não é fácil entrar sem uma boa estrutura de suporte.

Alexandre Leitão referiu ainda aos jornalistas que uma das prioridades incontornáveis da missão em Macau “passa por assegurar a resposta dos serviços consulares, sobretudo num período em que em Macau e em Hong Kong se verificou uma explosão de procura”, após três anos de fortes restrições fronteiriças nestes dois territórios.

O diplomata comentou ainda a debandada de portugueses de Macau nos últimos anos. “Desde logo houve aqui o factor muito especial que foi a Covid-19. Penso que ainda estamos numa fase em que ainda é um pouco difícil discernir o que se se deve a uma alteração de vida durante um período particularmente difícil para todos nós ou se foi outra alteração de vida. Não sabemos se a retoma a uma normalidade será reflexo da retoma a um fluxo que é desejável (…) Portugal tem, hoje, gente muito bem preparada para exercer qualquer tipo de função em qualquer parte do mundo”, referiu, desejando que “um maior número de portugueses possam vir aproveitar e enriquecer” em Macau, uma vez que “isto é uma estrada com dois sentidos”.

Na apresentação, para além do chanceler Manuel Ricardo da Silva, esteve igualmente Joaquim Coelho Ramos. O ainda director do Instituto Português do Oriente e também vice-cônsul para Educação e Cultura está de passagem pelo território, mas ainda não sabe quem e quando irá surgir um nome que o suceda nas funções. Aos jornalistas, o responsável admitiu que o processo conheceu algumas dificuldades devido às restrições pandémicas da Covid-19 e, até ver, mesmo trabalhando à distância em Portugal, continuará a ser o director da entidade. “Há outras prioridades para o Governo português neste momento. Foi a Covid-19 primeiro, depois o conflito na Ucrânia, enfim, terei de aguardar pelo fim do processo” que, lamentou, pode arrastar-se por mais algum tempo, apesar de ter esperança que em Março possam surgir novidade quanto ao sucessor. Gonçalo Pinheiro – Macau in “Ponto Final”


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2023

Novo cônsul-geral de Portugal em Macau e Hong Kong começa périplo pela Escola Portuguesa

Outras associações e entidades de matriz portuguesa se seguirão. Hoje encontra-se com o Chefe do Executivo, Ho Iat Seng, e amanhã com a comunicação social. Alexandre Leitão está maravilhado com Macau e com a forma como tem sido recebido. Ontem, durante a visita à EPM, o diplomata inteirou-se da realidade da escola e conversou com alunos e professores


O novo cônsul-geral de Portugal em Macau e Hong Kong, Alexandre Leitão, aproveitou a tarde de ontem para visitar a Escola Portuguesa de Macau (EPM). Foi a primeira instituição de matriz portuguesa que o diplomata visitou, depois das obrigatórias visitas oficiais ao Comissário do Ministério dos Negócios Estrangeiros na RAEM e ao Gabinete de Ligação do Governo Popular Central na RAEM.

O Embaixador português explicou aos jornalistas, no final da visita à EPM, que sempre fez questão de começar o seu périplo pelas associações e instituições de Macau na Escola Portuguesa. “Por tudo o que ela representa na ligação entre o passado e o futuro. Todos os povos que aqui estão representados, o papel da língua e da cultura portuguesa e da sua ligação à China e esta conjugação criou aqui um património material e imaterial que nós acreditamos que deve ser o mais possível valorizado”, referiu.

Alexandre Leitão reuniu-se, por mais de uma hora, com o director da instituição de ensino, Manuel Peres Machado, juntamente com José Sales Marques, Edith Silva e André Ritchie, membros do Conselho de Administração da Fundação da Escola Portuguesa de Macau. O diplomata assumiu que lhe foram transmitidas preocupações que já vêm de outros tempos. “Reconheço que existem alguns problemas no estabelecimento, nomeadamente ao nível das instalações. Agora iremos reunir mais vezes para discutir profundamente os assuntos. Mas não é agora aqui ao fim de uma hora depois de ter tomado conhecimento dos problemas que eu posso ter ideias claras sobre o assunto. A única coisa que eu posso prometer neste como noutros domínios é que venho para trabalhar, portanto essa vontade de trabalhar e empenhar-me na resolução dos problemas que forem atendíveis eu vou ter sempre. É esta a minha leitura da minha missão”, referiu o diplomata.

Depois da reunião, o novo cônsul-geral visitou as instalações da EPM, sempre acompanhado por Manuel Peres Machado e pelos administradores da Fundação. Entrou em salas de aula, conversou com professores e alunos. “Geologia? Placas tectónicas? Essa é uma matéria muito actual devido ao que aconteceu na Turquia e na Síria. Vocês sabiam que, muito aqui perto, nas Filipinas há movimentações de placas tectónicas?”, atirou o diplomata aos alunos.

Seguiram-se visitas a aulas de Geometria Descritiva, aulas de apoio em Matemática, computadores, etc. Por fim, foi brindado com o hino da EPM, numa actuação que não estava no programa, mas que correu como se fosse a doer. “Muito obrigado, não estava à espera”, disse aos alunos de diversas turmas do ensino básico que estavam a aprender música.

Já no pátio, Alexandre Leitão assistiu às brincadeiras de alunos e a outros que por ali jogavam futebol ou basquetebol. O diplomata teve ainda tempo para ver a parede de escalada instalada na escola e apreciar – tirando até uma fotografia – a grandeza do Grand Lisboa, o resort integrado da SJM que se ergue aos céus ali, a paredes meias com a escola.

A visita terminou na biblioteca da escola, onde o novo cônsul-geral de Portugal tirou algumas fotos e conversou com a bibliotecária. Depois, conversou com os jornalistas na sala de leitura adjacente à biblioteca, da autoria de Rui Leão e Carlotta Bruni, que foi distinguido pela UNESCO. “Bonito espaço”, considerou.

Hoje, Alexandre Leitão, irá encontrar-se com o Chefe do Executivo, Ho Iat Seng. Amanhã será a vez de se apresentar à comunicação social numa reunião no Auditório Stanley Ho no edifício do Consulado Geral. Depois seguem-se encontros com associações e entidades de matriz portuguesa e ainda macaense. Gonçalo Pinheiro – Macau in “Ponto Final”