Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

São Domingos


     A Aldeia SOS de São Domingos situada em Ribeirão Chiqueiro, concelho de São Domingos, a 9 km da cidade da Praia, capital de Cabo Verde, que no passado mês de Novembro completou oficialmente nove anos de existência, mas estando a funcionar desde 19 de Março de 2003, é uma das entidades que vai ser apoiada pelo espectáculo de beneficência, organizado pela Associação SOS Villages d’ Enfants Monde no Luxemburgo.

     O concerto de Natal, realizado na passada noite de segunda-feira, dia 10 de Dezembro de 2012 na Philharmonie du Luxembourg, teve a presença, entre várias personalidades, da Grã-Duquesa Maria Teresa e da Princesa Stephanie.

     A Orquestra Filarmônica de Luxemburgo, sob a batuta de seu líder carismático Emmanuel Krivine, acompanhou o grande pianista brasileiro Nelson Freire, convidado de honra deste concerto, encantando o público com músicas de Mendelssohn, Richard Straus e Robert Schumann.

     Antes do início do concerto, Marjolijne Frieden, presidente das Aldeias de Crianças SOS, introduziu um documentário que apresenta o trabalho realizado com as crianças e famílias vulneráveis ​​em Cabo Verde, revertendo a receita do espectáculo para o apoio directo de 540 crianças e 160 famílias cabo-verdianas.

     Num momento de crise europeia, onde se assiste ao desbaratar de dinheiros públicos em desperdícios natalícios, há entidades privadas, mais preocupadas em poder ajudar nestes momentos difíceis, apoiando estas iniciativas, como neste caso, a Ernst & Young que foi a patrocinadora principal deste evento, contribuindo, num espírito de solidariedade, para minorar algumas carências dos mais desfavorecidos em Cabo Verde. Baía da Lusofonia

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Indjai

"Sintchã Indjai

Cada vez circula mais droga no país e cada vez mais António Indjai enriquece. Ele e a sua entourage….
 
A ponta do Putchista maior do Golpe, situada em Jugudul, perto do seu quartel de Mansoa, que antigamente tinha um único cubículo, agora é já uma grande tabanca, com 3 enormes pavilhões de cria de galinhas, electrificada toda à volta, protegida por um sistema militar que evita a entrada de estranhos.
 
A regra é só uma: são todos estranhos, desde que não sejam traficantes de droga! É a partir de lá que são coordenadas e decididas todas as operações de entrada e saída de droga e onde funciona a sede do Banco privativo de Indjai.
 
A ameaça de ocupação do quartel de Mansoa por parte do novo contingente das novas forças nigerianas e da CPLP que está previsto chegar, pôs o homem em alvoroço e irritado: “ami kê stâ kel! má na peráles! é na kunsi truci di si papé, gós-gós”. Para quem quer ouvir acrescenta: “anós ki séta CEDEAO, anós ki na cerkáles fit ; má nó cólegas de Mali riba pâ prindi presidenti, anós tan, assim ke nó nâ fáci”.
 
Temos Natal e Fim de Ano com fogo de artifício real, como já prometeu uma firma portuguesa, que anunciou algo jamais visto!" Pasmalu - Guiné Bissau

Santos


                                Porto de Santos: soluções viárias
               
            SÃO PAULO – Depois de uma década de reivindicações e protestos de empresas e moradores, o governo do Estado deu início às obras para a construção de um acesso viário a Cubatão, na altura do quilômetro 55 da Via Anchieta, trecho que tem registrado congestionamentos que dificultam o tráfego entre o município e o Porto de Santos. As obras deverão consumir 22 meses, com conclusão prevista para setembro de 2014.

           Até lá será preciso muita paciência. Mas ainda bem que as obras já saíram do papel. O projeto prevê a construção de um minianel viário entre o quilômetro 55 da Via Anchieta e as rodovias Cônego Domênico Rangoni e Padre Manoel da Nóbrega, com um viaduto de 900 metros de extensão com cinco faixas de rolamento. Haverá ainda uma terceira faixa de oito quilômetros na rodovia Cônego Domênico Rangoni.

         Além disso, serão realizados alargamentos das pontes sobre o rio Cubatão, no quilômetro 269, e Perequê, no quilômetro 267, e do pontilhão do Perequê, no quilômetro 267, na Marginal Leste. O empreendimento está orçado em R$ 328 milhões e constitui investimento da concessionária Ecovias.

            Essas obras de melhorias não só facilitarão o acesso ao polo industrial de Cubatão e sua ligação com o Porto como representarão um desafogo na vida de muitos trabalhadores e estudantes, que hoje são obrigados, muitas vezes, a chegar atrasados aos seus compromissos, em razão da situação caótica no trânsito. Sem contar o isolamento a que a cidade de Cubatão fica relegada em determinados horários, sendo praticamente impossível o deslocamento de ambulâncias ou carros de bombeiros.

            Apesar da magnitude dessas obras, há ainda outros “gargalos” no acesso ao Porto de Santos que exigem igualmente providências por parte do Estado. Um deles está na entrada da cidade de Santos, ao final da Via Anchieta, onde diariamente são registrados congestionamentos em razão do excesso de caminhões com destino ao Porto.

            Além de obras viárias, há necessidade do estabelecimento de um sistema de controle do acesso que permitisse descer a Serra do Mar só caminhões que estivessem previamente agendados no Porto. Para tanto, é necessário não só construir bolsões de estacionamento no alto da Serra, com infraestrutura para o cumprimento da nova legislação baixada para os motoristas, como, finalmente, colocar em prática o projeto Porto 24 Horas.

            É de lembrar que o governo do Estado está prestes a assinar edital para obras no trecho dos quilômetros 65 e 67 da Rodovia dos Imigrantes, em São Vicente, onde são registrados congestionamentos e a ocorrência de assaltos aos motoristas. Por fim, espera-se que o governo estadual viabilize logo a construção da rodovia Parelheiros-Itanhaém, prevista desde 1994.

            Essa rodovia permitirá uma viagem de apenas meia-hora entre o Planalto e a região metropolitana da Baixada Santista e diminuirá o tráfego de veranistas no sistema Anchieta-Imigrantes com destino ao Litoral Sul. Sem contar que, com a possível reativação do projeto Porto Brasil, em Peruíbe, e a exploração do pré-sal pela Petrobras na região, a nova rodovia ganha importância econômica. Milton Lourenço - Brasil
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Milton Lourenço é presidente da Fiorde Logística Internacional e diretor do Sindicato dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística do Estado de São Paulo (Sindicomis) e da Associação Nacional dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística (ACTC). E-mail: fiorde@fiorde.com.br. Site: www.fiorde.com.br.



terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Transparência

“Na presente avaliação da Transparência Internacional, que envolveu 176 países, Angola colocou-se num nada cómodo centésimo quinquagésimo sétimo lugar (157º). Ou seja, o nosso país ficou entre os cerca de 20 países pior colocados.

Não existe unanimidade quanto à consistência do “Índice de Percepção da Corrupção”:

     a) Há quem o critique pela influência que a corrupção passada exerce sobre    os depoentes;

     b) Há também quem o critique pelo destaque que a imprensa geralmente dá a casos isolados de corrupção – condicionando, psicologicamente, os depoentes;

   c) E, igualmente, há quem o critique pelo método de cálculo utilizado que dificulta a sua projecção em séries estatísticas.

Mesmo assim, e em termos gerais, é consensual a ideia segundo a qual o “Índice de Percepção da Corrupção” permite retirar informação útil sobre o nível de transparência ou opacidade prevalecente nos diversos países.

A experiência recente de avaliações extremamente favoráveis que algumas agências de avaliação do risco de crédito fizeram a determinados bancos que – depois, se verificou serem verdadeiros “gigantes com pés de barro” e que vieram mesmo a falir – de certo modo relativiza o valor desse e de outros indicadores. Contudo, mesmo assim, é sempre possível extrair conclusões interessantes a partir do posicionamento dos países integrantes do ranking.

Por exemplo, desde há alguns anos a esta parte, a Somália – país extremamente instável e sem uma governação sólida – repete-se no lugar menos honroso da classificação (corrupção generalizada), e a Nova Zelândia vai tendo lugar cativo nas melhores posições do ranking (ausência de corrupção), juntamente com outros países nórdicos como a Dinamarca, Suécia, Finlândia e Noruega, países que têm como parceiro muito próximo Cingapura.

Nos últimos lugares da lista é frequente aparecerem Estados com estruturas governativas frágeis e instáveis, onde se desenvolvem, ou desenvolveram, guerras ou conflitos internos, tais como o Afeganistão, Mianmar, Sudão ou Iraque. A Coreia do Norte acompanha-os na cauda da tabela. Para debelar os seus desses países, a Transparência Internacional vai apontando como solução:

     a) O reforço das instituições dos Estados frágeis e instáveis;

     b) Uma maior eficácia e independência dos órgãos judiciais;

     c) A criação de órgãos apropriados para combater a corrupção;

   d) A aplicação vigorosa da lei e uma utilização transparente dos orçamentos públicos;

  e) A independência dos órgãos de comunicação, bem como o reforço da sociedade civil.

Depois de África, a América Latina é a região do mundo onde se percebem os maiores índices de corrupção. A Venezuela (165º) é tida como o país mais corrupto de América Latina, ombreando com o Haiti.

O Brasil (69º) foi cotado como terceiro melhor da América Latina (tendo apenas a sua frente o Chile e o Uruguai) e o menos corrupto entre os BRIC’s, os países emergentes que mais crescem no mundo: Brasil, Rússia (133º), Índia (94º), China (80º) e África do Sul (69º). O Brasil partilha tal posição com a África do Sul.

A actual melhor imagem do Brasil será, seguramente, e em grande medida, devida ao julgamento do chamado “Mensalão”, que pôs nas barras do Tribunal político importantes e empresários, assim como às recentemente aprovadas “Lei da Ficha Limpa” e “Lei de Acesso à Informação”.

O Botsuana (30º) lidera os países africanos, países, por regra colocados nos lugares derradeiros da Tabela.

Do conjunto dos países lusófonos, Portugal (33º) é tido como o menos corrupto, perseguido muito de perto por Cabo Verde (39º). Seguem-se São Tomé e Príncipe (72º), Timor-Leste (113º), Moçambique (123º) Guiné-Bissau (150º). Angola (157º) é o país lusófono onde se percebe melhor a corrupção.


Repito, a lista da Transparência Internacional inclui 176 países e nós somos o 157º. Não temos, pois, ainda, os angolanos motivos sérios para embandeirar em arco, como fez o nosso único jornal diário… Nem será por efeito de mera propaganda que deixaremos para outros o lugar incómodo em que hoje nos situamos. Será, sim, por acções concretas e pelo respeito das leis aprovadas, que até já existem.” Pinto de Andrade – Angola

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Indignação


Recebi um correio electrónico, escrito por uma mão de pessoa amiga, hoje com 72 anos de idade, uma licenciatura em Engenharia concluída no Instituto Superior Técnico (IST), 47 anos de dedicação à Administração Pública, só deixando de trabalhar no dia em que fez 70 anos, por ser obrigatório, semanalmente trabalhava pelo menos 60 horas, sem contar os sábados e domingos, sempre pronto a apoiar os colegas mais jovens. Quem lidou com ele, chefias ou colegas, reconhecerão nestas minhas palavras a pessoa que me estou a referir. O seu texto que a seguir transcrevo é evidentemente um grito de revolta de um “malandro” de um funcionário público, mas tenho que acrescentar o que todos os políticos prometeram e não se concretizou, a majoração do tempo de trabalho para efeito de reforma, para todos aqueles portugueses que trabalharam mais de 40 anos.


“Meus caros amigos,

Repararam por acaso numa notícia que foi dada ontem, dia 08 de Dezembro de 2012, na TV, no noticiário da noite já não sei em que estação, sobre afirmações da Troika acerca das pensões?

Elas têm que ser niveladas, dizem eles. Há uma grande disparidade entre a média das pensões na actividade privada e as da função pública.

A média da privada são 500 Euros e 82% dos funcionários aposentados, ou qualquer coisa do género, têm pensões muito superiores.

Só 2% dos privados têm pensões de 1300 Euros, enquanto no Estado são uma catrefada deles.

Não se diz que uma grande percentagem dos aposentados da função pública são professores, médicos, enfermeiros, militares, juízes, técnicos superiores e funcionários administrativos qualificados.

Mas também não falam na chusma dos adjuntos e assessores dos gabinetes e respectivas alcavalas que recebem, nos milhares de automóveis ao serviço dessa gente, nem nas pensões vitalícias que ainda têm centenas de deputados e autarcas ao fim de meia dúzia de anos, nem nas benesses exageradas que têm os ex-presidentes, etc., etc..

Não se diz que uma grande parte das pensões da privada que entram para a média são de pessoas que nunca descontaram um tostão para a aposentação. Será legítimo que as recebam, mas não a sair das verbas da Segurança Social, para onde os outros descontam ou descontaram para poderem ter uma velhice digna.

Não se diz que há pessoas que descontaram durante 47 anos para a aposentação, e que, aposentados, continuam a descontar como se estivessem no activo (só recebem 90% do antigo salário, IRS à parte).

Não se comparam as pensões por níveis. Não se diz que a média da pensão de um licenciado da privada é duas, três ou quatro vezes superior à dos da função pública, por exemplo.

E estamos a ser comparados com as mulheres-a-dias e com os padeiros, profissões tão dignas como qualquer outra, mas que para o caso não faz sentido comparar.

A ser verdadeira a notícia, acho que estamos cada vez mais próximos de qualquer coisa muito ruim que inevitavelmente irá acontecer se quem ainda manda, pelo menos literalmente, não impuser uma travagem nestes desvarios.

Onde está a soberania? Quem são estes senhores para decidirem de pormenores da nossa vida que só a nós dizem respeito?

Durante a noite e esta manhã, nos noticiários a que estive atento, na TV e na Rádio, não voltei a ouvir falar no assunto.

Aguardemos então os próximos acontecimentos.

Estou indignado, mas mesmo muito indignado. Querem subtrair do mapa o meu País.” Um português - Portugal

domingo, 9 de dezembro de 2012

Chiziane


                        O feminismo negro de Paulina Chiziane (*)

            Para João Craveirinha, pela amizade e  pelos subsídios fornecidos para este ensaio.                                            

                                                               I         

            Se a literatura escrita por mulheres já é um mundo diferente, abordado por ângulos que romancistas e contistas homens dificilmente vêem, imaginemos, então, o que pode ser o mundo visto por uma mulher africana, moçambicana, ainda mais se é governado por costumes e tradições que nos soam estranhos. Esse estranho e mágico mundo é o que oferece em seus livros Paulina Chiziane (1955), a primeira romancista negra de Moçambique.

             Diz-se aqui primeira romancista negra porque não seria correto chamá-la de primeira escritora moçambicana, pois Lília Momplê (1935), nascida na Ilha de Moçambique, autora de livros de contos e de uma biografia, professora, funcionária da Unesco e ex-secretária-geral da Associação dos Escritores Moçambicanos, apareceu antes dela, já à época pós-Independência. E é provável que haja outras moçambicanas autoras de livros.  Acontece que Lília Momplê, descendente de macua, é mestiça, carregando sangue europeu nas veias. E, se o critério for o de uma suposta africanidade, Paulina seria a primeira negra escritora de Moçambique, mas definitivamente não é a primeira moçambicana escritora.

            É claro que estes “divisionismos cromáticos” não levam a nada, até porque ninguém seria mais ou menos moçambicano por causa da cor da pele. Seja como for, o que se sabe é que na sociedade moçambicana destes dias há duas versões para esta questão: uma para consumo interno (que nem todos são tão escuros) e outra para consumo externo (mais abrangente).

            Isto sem contar certos "paternalismos colonialistas" que levam escritores de Moçambique e Angola, com raízes mais européias do que afrobanto, a encontrar melhor recepção na indústria editorial, além de maior divulgação pelos meios de comunicação da antiga metrópole e do Brasil. Ou será que é só por falta de informação ou coincidência que na universidade brasileira, durante encontros sobre literatura africana de expressão portuguesa, só se fala em Mia Couto (1955), José Eduardo Agualusa (1960) e Pepetela (1941)?

            Afinal, não se pode dizer que Paulina Chiziane seria desconhecida no Brasil. De Paulina, a Companhia das Letras, de São Paulo, em 2004, lançou o romance Niketche. Uma história de poligamia, que a Editorial Caminho, de Lisboa, publicou em 2002, enquanto seus outros livros ainda aguardam a boa vontade de algum editor brasileiro.

            Nascida em Manjacaze, na província de Gaza, ao Sul de Moçambique, Paulina viveu no campo até os sete anos, quando se mudou para os subúrbios da cidade de Maputo, onde freqüentou estudos superiores de Lingüística na Universidade Eduardo Mondlane, sem concluí-los. Nasceu numa família protestante onde se falavam as línguas chope e ronga.

            No campo falava a sua língua materna, o chope, e, quando se mudou para a cidade, teve de aprender o português na escola, enquanto era obrigada nas ruas a falar o ronga, a língua nativa de Maputo. “Sou chope, o meu pai era alfaiate de esquina, só depois arranjou uma barraca. A minha mãe sempre foi camponesa, às vezes ficava uma semana sem vir à casa, a tratar da machamba (plantação de mandioca)”. A voz da escritora moçambicana Paulina Chiziane é serena, mas o orgulho das origens é indisfarçável.

            Aprendeu a língua portuguesa na escola da missão católica. Aos 20 anos, cantou o hino da independência moçambicana, gritou contra o imperialismo e o colonialismo e, depois, com a guerra civil (1975-1992) que arrasou o país, desencantou-se. Por isso, os seus livros nem sempre falam diretamente da guerra, mas de um país destruído, da miséria de seu povo, da superstição, dos rituais religiosos e da morte.

            Participou ativamente da vida política de Moçambique como membro da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), na qual militou durante a juventude, tendo sido eleita nas primeiras eleições multipartidárias em 1994. Mas trocou a vida partidária para se dedicar à escrita, ao trabalho na Cruz Vermelha e à publicação das suas obras, provavelmente, desiludida com o machismo que ainda marca as relações políticas no país.                                                                
                                                    II

            Em seu último livro, O alegre canto da perdiz (2008), além dessas questões que marcam a secular submissão da mulher ao universo do homem em certas sociedades africanas, Paulina leva o leitor a confrontar-se também com a questão do reducionismo praticado por quem olha a África de fora e procura apresentar a sua História e sua Literatura como se o continente africano se tratasse de um só país, tal como denunciou a escritora nigeriana Chimamanda Adichie (1977) em seu discurso contra o perigo de se ouvir e repetir uma história única, a dos vencedores. (ADICHIE, 2009).

            Como muito bem observa Nataniel Ngomane, doutor em Letras pela Universidade de São Paulo (USP) e professor da Universidade Eduardo Mondlane, no posfácio que escreveu para este livro, Paulina, se não é a primeira, com certeza, é a voz que mais alto se eleva hoje para recuperar temas “esquecidos” por aqueles autores africanos de expressão portuguesa cujas raízes remontam ao colonialismo – ainda que sejam críticos ou tenham lutado contra o colonialismo –, ao aflorar temas como o racismo, a assimilação, a subjugação de valores africanos aos valores europeus, a poligamia, as relações de subserviência não só no lar, mas entre nações e grupos étnicos.

            Como o fizera em Balada de amor ao vento (1990), seu livro de estréia, com Sarnau, em Ventos do apocalipse (1999), com Minosse e Wusheni, em O sétimo juramento (2000), com Vera, e em Niketche (2002), com Rami, mulheres que vão à luta, em O alegre canto da perdiz, Paulina apresenta Serafina, Delfina, Maria das Dores e Maria Jacinta, uma geração de avó, filha e netas, personagens metonímicas que se desdobram e mostram os conflitos da sociedade na Zambézia, província moçambicana do Centro-Norte, onde a autora vive há largos anos.

            A metáfora unificadora deste livro está em que a Zambézia seria o centro do cosmos, com os Montes Namuli como o ventre do mundo ou o berço da Humanidade. E isso vem oportunamente ao encontro de uma investigação genética mundial hoje em curso denominada “The Genographic Project”, da revista National Geographic, em parceria com a IBM, que aponta que a espécie humana saiu de um tronco comum africano e que o que existe hoje no mundo – e que, no passado, chamávamos de “raças” – são variantes de uma marca genética comum.

            Dessa forma, os atuais moçambicanos, independentemente de que nação sejam, segundo essas pesquisas, seriam do haplogrupo L0 do tipo mtDNA ( mt de linhagem mitocondrial), que teria surgido há cerca de 100 mil anos na África Oriental, expandindo-se para o Oeste e o Sul e mesmo para fora de África. Surpreendente é o fato detectado de que partilhamos uma linhagem comum, ou seja, não seriam necessários mais que 20 mil anos para que africanos mais escuros e de olhos pretos se tornassem europeus nórdicos muito mais claros e de olhos azuis e vice-versa. “Toda a raça humana é mestiça de cruzamentos híbridos muito antigos”. (CRAVEIRINHA, 2005, pp.103-104).

            A partir da reconstrução desse mito – que, agora, começa a ganhar bases científicas –, Paulina reconstitui também o mito da origem matricial do mundo. E por que a Zambézia? É que essa é a região africana em que se deu com maior intensidade a miscigenação, a ponto de ser conhecida como o Brasil da África.

            Ao revisitar os mitos da origem matricial, Paulina repete o que o antropólogo cubano Fernando Ortiz (1881-1969), com base nas idéias do antropólogo polonês Bronislaw Malinowski (1884-1942), batizou de transculturação, vocábulo que mais bem expressa as diferentes fases do processo transitório de uma cultura para outra, pois esta não consiste em apenas adquirir uma distinta cultura, que a rigor é o que o termo anglo-americano acculturation significa com toda a soberba de quem o cunhou, mas o processo implica necessariamente a perda de uma cultura precedente, ou seja, uma parcial desculturação, e significa a criação de novos fenômenos culturais (ORTIZ, 1973, pp.134-135).

            Em outras palavras: não há aculturados, no sentido da perda de uma cultura própria substituída pela do colonizador (e no sentido africano o colonizador aqui não é só europeu, mas refere-se também a povos africanos e outros que colonizaram e subjugaram povos africanos, vendendo-os aos traficantes europeus). É o que se pode compreender melhor nas palavras do escritor peruano José María Arguedas (1911-1969), igualmente antropólogo: “Não sou um aculturado: sou um peruano que orgulhosamente, como um demônio feliz, fala em cristão e em índio, em espanhol e em quechua”. (ARGUEDAS, 1975, p.282).

            O drama da África passa exatamente pelo que outros povos fizeram dela, o que não significa que se o continente tivesse continuado isolado, teria tido um futuro melhor. Um drama que Paulina soube como ninguém resumir nestas linhas de O alegre canto da perdiz:
“As mães gostam de dar aos filhos nomes de fantasia. Nomes de passageiros, de vagabundos. Os negros converteram-se. E começaram a chamar-se Sofia, Zainabo, Zulfa, Amade, Mussá. E tornaram-se escravos. Vieram os marinheiros da cruz e da espada. Outros negros converteram-se. Começaram a chamar-se José, Francisco, António, Moisés. Todas as mulheres se chamaram Marias. E continuaram escravos. Os negros que foram vendidos ficaram a chamar-se Charles, Mary, Georges, Christian, Joseph, Charlotte, Johnson. Baptizaram-se. E continuaram escravos. Um dia virão outros profetas com as bandeiras vermelhas e doutrinas messiânicas. Deificarão o comunismo, Marx, marxismo, Lénine, leninismo. Diabolizarão o capitalismo e o Ocidente. Os negros começarão a chamar-se Iva, Ivanova, Ivanda, Tania, Kasparov, Tereskova, Nadia, Nadioska. E continuarão escravos. Depois virão pessoas de todo o mundo com dinheiro no bolso para doar aos pobres em nome do desenvolvimento. E os negros chamar-se-ão Sofia, Karen, Tânia, Tatiana, Sheila. Receberão dinheiro deles e continuarão escravos”. (CHIZIANE, 2008, pp.156-157).

                                                           III

            Paulina recusa o rótulo de romancista, definindo-se apenas como contadora de histórias, inspirada naquilo que ouviu, quando criança e adolescente, da boca dos mais velhos à volta da fogueira. É o que faz em seu romance Niketche, nome que define uma dança de iniciação sexual feminina da Zambézia e de Nampula, no Norte do país, região predominantemente macua, onde está a Ilha de Moçambique, primeira capital das possessões portuguesas da África Oriental e local de desterro do poeta Tomás Antônio Gonzaga (1744-1810), por onde passaram também em épocas diversas os poetas Luís de Camões (c.1524-1580) e Manuel Maria de Barbosa du Bocage (1765-1805).

            É de lembrar ainda que na Zambézia, de que fala Chiziane, nas décadas de 30 a 50, ainda praticava-se o muhito que era uma cerimônia da puberdade feminina da região dos lomués (alguns deles, entre 1800 a 1840, foram levados para Santa Catarina e São Paulo como escravos), que etnolinguisticamente pertencem ao grupo dos macuas que também foram levados para o Brasil e espalhados da Bahia a Montevidéu, ao final do século XVIII, ápice do comércio negreiro na Ilha de Moçambique em direção ao Sul da América. Essa cerimônia antiga, o muhito, consistia em preparar a jovem mulher para servir o homem (macho alfa) em plenitude quer no prazer sexual quer na alimentação.

            O romance conta a história de amor entre Rami, mulher do Sul e de nível social superior à da imensa maioria das mulheres do país, e Tony, alto funcionário da polícia em Maputo. Casada há vinte anos de papel passado e aliança no dedo e mãe de muitos filhos, Rami, desprezada pelo marido, desconfia de aventuras extraconjugais de Tony. Então, descobre que o marido tem mais quatro mulheres e muitos filhos. Vai à casa de cada uma das rivais, às vezes sai no braço com elas, mas, no final das contas, trava amizade com todas a ponto de, em certo dia, reuni-las em sua casa para fazer uma festa-surpresa ao marido.

            A iniciativa, porém, desperta a ira da sogra de Rami, para quem a monogamia é um sistema desumano que marginaliza uma parte das mulheres, privilegiando outras, “que dá teto, amor e pertença a umas crianças, rejeitando outras, que pululam pelas ruas”. Diz a sogra: “O meu Tony, ao lobolar cinco mulheres, subiu ao cimo do monte. Ele é a estrela que brilha no alto e como tal deve ser tratado. E tu, Rami, és a primeira. És o pilar desta família. Todas estas mulheres giram à tua volta e te devem obediência. Ordena-as”. (CHIZIANE, 2002, p. 125).

            Lobolo é o dote que o homem dá à mulher ao casar, mas lobolar aqui serve também para definir o ato de quem sustenta um lar. Ao conhecer suas rivais, Rami vai entrar em contato com séculos de tradição e de costumes, a crueldade da vida e também com a diversidade de mundos e culturas que convivem em Moçambique.

            É difícil entender estes pensamentos sem conhecer a dimensão da tragédia africana. Em país de poucos homens – milhares morreram na guerra, muitos ficaram mutilados, outros tantos emigraram –, as mulheres, aparentemente, aceitam dividir seus maridos umas com as outras, embora a poligamia venha de tempos já perdidos, quando os cultores do Islã desceram a África e disseminaram suas crenças e costumes.

            Em alguns lugares de Moçambique, como na província sulista de Gaza, é comum que a mulher atenda ao chamado do marido de imediato, largando tudo o que está fazendo. Mais: quando o marido chama, ela não pode responder de pé. (CHIZIANE, 2002, p. 128). Também é difícil entender esta conversa sobre violência na família em que o imaturo Tony, fruto típico de uma sociedade patriarcal (CORREA, 2004), justifica a sua condição de polígamo: “Nunca maltratei a Lu, bati nelas algumas vezes, apenas para manifestar o meu carinho. Também te bati algumas vezes, mas tu estás aí, não me abandonaste para lugar nenhum. A minha mãe sempre foi espancada pelo meu pai, mas nunca abandonou o lar. As mulheres antigas são melhores que as de hoje, que se espantam com um simples açoite (...)”. (CHIZIANE, 2002, pp.282-283).

            Ou entender o conformismo de Rami: “(...) Transmito às mulheres a cultura da resignação e do silêncio, tal como aprendi da minha mãe. E a minha mãe aprendeu de sua mãe. Foi sempre assim desde tempos sem memória (...). (CHIZIANE, 2002, p. 254).

                                                           IV

            Para as seguidoras de Simone de Beauvoir (1908-1986) e Flora Tristán (1803-1844), tudo isto, certamente, parece estranho, mas é a forma que Paulina encontrou de denunciar o sofrimento das mulheres africanas, subvertendo os valores tradicionais. Isso não significa que partilhe integralmente dos valores das feministas brancas. A dita civilização branca já levou tanto sofrimento à África que qualquer idéia, mesmo emoldurada por valores humanitários, sempre é recebida com desconfiança. E não poderia ser diferente.

            O trágico é que o grito de Paulina, dificilmente, será ouvido ou compartilhado pelas mulheres de Moçambique, pois os escritores africanos escrevem para o leitor branco de fora de seus países que pode comprar seus livros, já que, em razão dos altos índices de analfabetismo e dos baixos níveis socioeconômicos, as tiragens nos países africanos de língua portuguesa são ínfimas, o que não significa que em Portugal e no Brasil sejam muito superiores.

            Em Balada de amor ao vento (1990), seu primeiro romance, Paulina recupera as histórias dos rongas e dos chopes, que ouviu em sua infância, quando ficava a escutar a avó contar casos ao pé da fogueira. Os rongas, o povo do Sol Nascente, chegaram à região de Maputo há mais de 700 anos, procedentes dos Grandes Lagos. O povo chope veio da província de Gaza e da província de Inhambane, falando línguas bantu, da família Niger-Congo. Essas populações já estavam à beira da baía de Maputo quando os portugueses chegaram em 1502 à Terra dos Mpfumos (Grande Maputo), com o navegador Luís Fernandes à frente, numa caravela perdida de um comboio que seguia rumo à Índia (CRAVEIRINHA, 2002, p. 20).

            As duas línguas que compõem este grupo são o XiChope, falado principalmente nos distritos de Inharrime e Zavala e no posto administrativo de Chidenguele, e o biTonga, falado na cidade de Inhambane e nos distritos de Maxixe e Jangamo. Estas são as origens de Paulina. Uma das histórias de sua gente é a de Sarnau, a jovem que descobriu que amava Mwando, um rapaz que estava encaminhado para ser padre. Como o namoro não prosperava, cada um vai para um lado e Sarnau acaba virando uma das mulheres do rei das terras de Mambone.

            Paulina conta a história desse relacionamento, da juventude à idade madura, suas alegrias e sofrimentos, até a separação dolorosa e o reencontro. Mas, antes de tudo, trata do conflito vivido por uma moçambicana entre o mundo moderno e o mundo tradicional, a África arcaica, seus valores eminentemente machistas em que a mulher só existe para servir ao homem e constituir seu objeto de desejo.

            Depois de casada e bem casada, Sarnau vê Mwando reaparecer e vive outro romance. Perseguidos, acabam de novo separando-se. Mwando, depois de se envolver com a mulher de um sipaio (soldado), foi deportado para Angola, onde passou quinze anos a plantar cana e café. Um filho de Sarnau, gerado por Mwando enquanto ela era rainha, acaba coroado rei, depois da morte do presumível pai, enquanto a mãe é obrigada a cumprir um destino de prostituição para sobreviver.

            Este é um livro feminista, mas feminista à maneira africana: não é uma obra que desafie o estatuto da mulher africana ou moçambicana. Aliás, usar termos como africana e moçambicana é correr o risco das generalizações. No próprio Moçambique, há flagrantes diferenças: o Norte é uma região matriarcal, onde as mulheres têm mais liberdade, enquanto o Sul e o Centro são regiões patriarcais, extremamente machistas. E a narrativa de Balada de amor ao vento ocorre em Gaza, a mais machista de Moçambique, onde a mulher, além de cozinhar e lavar, para servir uma refeição ao marido tem de fazê-lo de joelhos.           

                                                           V

            Portanto, este livro traz o olhar do feminismo negro, que é diferente do feminismo branco, porque muito mais trágico. Ou alguém duvida que a mulher negra sempre foi muito mais oprimida e massacrada que a branca, que vive do suor de seu próprio rosto há muito mais tempo, que responde por sua própria família desde épocas imemoriais, embora fuja à luz da razão discutir gradações de violência?

            Basta ler Barrocas famílias: vida familiar em Minas Gerais no século XVIII, de Luciano Figueiredo, para se perceber que o papel da mulher – e, mais ainda, da mulher negra – sempre foi esquecido nos livros de História do Brasil, como se a colonização e a ocupação do território tivessem resultado apenas da ação do homem (FIGUEIREDO, 1997, p.16). E que teriam sido raras as mulheres européias que migraram para o Brasil e para a América hispânica, até porque nos séculos XVI, XVII e ainda XVIII havia muitas restrições à presença feminina a bordo de embarcações.

            E, portanto, foram indígenas as mulheres que acolheram o afeto não só dos primeiros colonizadores como de tantos outros que continuaram a chegar ao Novo Mundo, bem como o fizeram as africanas e as miscigenadas, anos mais tarde, constituindo uniões consensuais e o concubinato, práticas contra as quais de pouco valia o pífio combate moralizante empreendido pela Igreja. Foi dessa população mestiça que nasceu, inclusive, a elite econômica brasileira que nunca foi branca, embora sempre tenha procurado se passar por tal.

            Por isso, as poucas mulheres idealizadas por nossa poesia arcádica oitocentista, como Maria Dorotéia Joaquina de Seixas, a Marília de Dirceu, de Tomás Antônio Gonzaga, e Bárbara Eliodora, de Alvarenga Peixoto (1744-1793), só foram incensadas pelo Romantismo do século XIX porque eram brancas, enquanto a negra Francisca Arcângela Cardoso, que deu quatro filhos ao mavioso Cláudio Manuel da Costa (1729-1789) e lhe inspirou vários poemas, está esquecida até hoje.

            Tal como na África a mulher negra na América também buscou suas próprias estratégias de sobrevivência, desempenhou papéis econômicos, criou os filhos e protagonizou muitas histórias – que, com certeza, estão à espera do talento de uma Paulina Chiziane brasileira para contá-las como se conta histórias à beira da fogueira e seguir uma tradição iniciada pela maranhense Maria Firmina dos Reis (1825-1917), a primeira romancista negra do Brasil. Adelto Gonçalves - Brasil

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Adelto Gonçalves (1951) é doutor em Literatura Portuguesa pela Universidade de São Paulo (USP) e autor de Gonzaga, um Poeta do Iluminismo (Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1999), Barcelona Brasileira (Lisboa, Nova Arrancada, 1999; São Paulo, Publisher Brasil, 2002) e Bocage – o Perfil Perdido (Lisboa, Caminho, 2003).  E-mail: marilizadelto@uol.com.br

(*) Publicado no livro Passagens para o Índico: encontros brasileiros com a literatura moçambicana, de Rita Chaves e Tania Macêdo (organizadoras). Maputo:  Marimbique Conteúdos e Publicações, 2012, pp. 33-41.

Referências bibliográficas
ARGUEDAS, José María. El zorro de arriba y el zorro de abajo. Buenos Aires: Losada, 1975.

CABAÇO, José Luís. Moçambique: identidades, colonialismo e libertação. São Paulo: Unesp São Paulo, 2009.

CHIZIANE, Paulina. Balada de amor ao vento. Lisboa: Caminho, 2003.

______________. Niketche. Uma história de poligamia. Lisboa: Caminho, 2002.

______________. O alegre canto da perdiz. Lisboa: Caminho, 2008.

______________. O sétimo juramento. Lisboa: Caminho, 2000.

______________. Ventos do apocalipse. Lisboa: Caminho, 1999.

CRAVEIRINHA, João. Jezebela: o charme indiscreto dos quarenta. Crónica de uma mulher. Lisboa: Universitária Editora, 2005.

______________. Moçambique: feitiços, cobras e lagartos. Lisboa: Texto Editora, 2002.

FIGUEIREDO, Luciano. Barrocas famílias: vida familiar em Minas Gerais no século XVIII. São Paulo: Editora Hucitec, 1997.

OESTERS, Christoph. Figuras do Outro: identidades pós-coloniais no romance moçambicano contemporâneo. Tese de doutorado. Universidade Utrecht, Holanda, 2005.

ORTIZ, Fernando. Contrapunteo cubano del tabaco y el azúcar. Barcelona: Editorial Ariel, 1973.

RAMA, Ángel. Transculturación narrativa en América Latina. Cidade do México: Siglo Veintiuno Editores, 1985.

Meios eletrônicos:

ADICHIE, Chimamanda, 2009. The danger of a single story. Discurso na Universidade de Oxford, Inglaterra, em julho de 2009. <Disponível em: www.ted.com/talks/lang/por_br/chimamanda_adichie_the_danger_of_a_single_story.html. Acesso em: 17abr2010>. 

CORREA, Eloisa Porto, 2004. “A  trajetória descendente do amante viciado, tirano, sádico e manipulador em Niketche de Paulina Chiziane”. Círculo Fluminense de Estudos Filológicos e Linguísticos. <Disponível em: www.filologia.org.br./ixcnlf/2/04/.htm> Acesso em: 17abr2010.

sábado, 8 de dezembro de 2012

Basquetebol

1º de Agosto conquista oitavo título africano de basquetebol

Na quarta final angolana nos últimos dez anos, o 1º de Agosto ao vencer o Petro de Luanda por 80-69 no jogo decisivo da 27ª edição da Taça dos Clubes Africanos de Basquetebol, conquistou pela oitava vez o título africano.

Na final realizada hoje, 08 de Dezembro de 2012, em Malabo, capital da Guiné Equatorial, a equipa angolana do 1º de Agosto que começou mal a partida, não se adaptando à pressão exercida em todo o campo pelo Petro de Luanda chegou ao final do primeiro período a perder pela margem mínima de 16-17.

Com as alterações entretanto realizadas pelo técnico angolano Paulo Macedo, o 1º de Agosto tomou conta da partida, chegando ao intervalo a vencer por 36-34. No 3º e 4º período, a equipa do 1º de Agosto conseguiu consolidar a vantagem, graças aos lances realizados pelo nº 13, o extremo de 35 anos Carlos Almeida, que ao conseguir vários triplos, acompanhado pela experiência do extremo-poste norte-americano Reggie Moore, nº 8, levaram a equipa para os 52-47 no final do 3º período e para o resultado final de 80-69. Na equipa do Petro de Luanda, há a registar pela negativa, os inúmeros lances livres falhados, com o seu jogador Carlos Morais, nº 6, a não evidenciar a qualidade de jogo que lhe é reconhecido. Baía da Lusofonia