Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Macau - Santa Casa da Misericórdia, uma instituição com 450 anos, distinguida com Medalha de Mérito das Comunidades Portuguesas



A Santa Casa da Misericórdia de Macau foi distinguida com a Medalha de Mérito das Comunidades Portuguesas, um reconhecimento que “dá mais força e alento”, disse o provedor da instituição, António José de Freitas, à agência Lusa.

“A cerimónia, na qual se formalizou a distinção feita pela Secretaria de Estado das Comunidades é um honroso reconhecimento do esforço colectivo”, que “dá mais força para continuarmos a defender e valorizar a nossa identidade, bem como o nome de Portugal no Oriente”, sublinhou António José de Freitas, provedor da Santa Casa. “Dá mais força e mais alento” à “Santa Casa da Misericórdia, que é o espelho solidário de Macau”, acrescentou, lembrando que a distinção sucede também num momento especial: no ano em que se assinala o 20.º aniversário da RAEM e os 450 anos da instituição, sempre numa “missão de índole social e de cariz humanitário”.

A Medalha de Mérito das Comunidades Portuguesas (grau Placa de Honra, neste caso) procura galardoar as pessoas singulares e colectivas, nacionais ou estrangeiras, cuja acção contribua ou tenha contribuído para o fortalecimento dos laços que unem os Portugueses e lusodescendentes. A medalha é atribuída quando se verifica a dignificação da presença de Portugal no mundo, a valorização das comunidades portuguesas nas sociedades de acolhimento e a divulgação da língua e cultura portuguesas.

Em declarações à Lusa, o embaixador responsável pelo Consulado Geral de Portugal em Macau e Hong Kong explicou que a importância da distinção justifica-se pelo “esforço e acção solidária e de apoio social de associações como a Santa Casa da Misericórdia de Macau”, essenciais para se apoiar “o desenvolvimento harmonioso da sociedade” no território.

No seu discurso, durante a cerimónia, Paulo Cunha-Alves desejou que a Santa Casa da Misericórdia de Macau “prossiga a sua acção de solidariedade e que continue a ser elo de união entre todos os residentes (…), contribuindo para o multiculturalismo da sociedade da RAEM, numa perspectiva social de estabilidade, desenvolvimento e prosperidade”.

A Santa Casa da Misericórdia de Macau tem um orçamento superior a 70 milhões de patacas, com uma despesa mensal em salários superior a três milhões de patacas (próximo do valor que a instituição arrecada das rendas do seu património imobiliário) e um subsídio governamental que “representa apenas cerca de 25%”, explicou em Maio o provedor em entrevista à Lusa, no mês em que foi condecorado pelo Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa.

A obra social da Misericórdia em Macau abrange áreas como o apoio a deficientes, idosos e crianças. Um centro de apoio a invisuais (80), um lar (135), uma creche (258) e uma loja social são estruturas que traduzem a actividade social da instituição que tem mais de 180 funcionários.

Inicialmente designada de “Confraria e Irmandade da Misericórdia de Macau”, foi criada poucos anos após a fundação de Macau, como entreposto português. O fundador, o jesuíta Belchior Carneiro, esteve mesmo ligado à fundação do Senado, em 1853, a primeira instituição política no território. Nesse período, a instituição “contribuiu para a implementação de taxas organizadas sobre diversas actividades até então não reguladas, funcionou como banco, emprestando dinheiro, e promoveu uma lotaria muito popular”, pode ler-se no site da Santa Casa da Misericórdia de Macau. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”

Recorde-se que a Santa Casa da Misericórdia de Macau foi instituída 71 anos após a criação da primeira Misericórdia em Portugal no ano de 1498 (15 de Agosto), pela rainha D. Leonor, viúva do rei D. João II, na capital do Reino, Lisboa.

Em 1525, ano da morte da rainha D. Leonor, já existiam 61 Misericórdias, sendo três a Oriente em Goa, Cochim e Baçaim. Baía da Lusofonia

Portugal - Investigadores da Universidade de Aveiro criaram microgerador eólico para aquecimento de águas sanitárias

Os investigadores Luís Ruivo, Michael Russo e Rúben Lourenço, do Departamento de Ambiente e Ordenamento da Universidade de Aveiro (DAO-UA) desenvolveram um microgerador eólico para a produção de águas quentes sanitárias (AQS) em zonas urbanas. O protótipo foi testado no túnel de vento do DAO e vai estar em exposição em outubro, no Techdays Aveiro 2019



Em determinados meios urbanos o potencial eólico é superior ao solar e pode ser convertido (indiretamente) em energia térmica. Este conceito, designado por Power to Heat, baseia-se na conversão da energia cinética associada ao vento em energia elétrica, sendo a última posteriormente convertida em energia térmica.  Apesar do potencial evidenciado, este conceito tem sido proposto numa perspetiva de produção centralizada (District Heating), não existindo no mercado soluções de pequena escala dedicadas à produção de energia térmica para Águas Quentes Sanitárias (AQS).

No âmbito do projeto CAMPUS TEC – Programa de Transferência de Conhecimento e Resultados de I&D da Universidade de Aveiro, um projeto cofinanciado pelo PORTUGAL 2020, através do CENTRO 2020, a candidatura dos três investigadores do DAO-UA foi selecionada para prova de conceito. Neste sentido, foi desenvolvido um microgerador eólico para a produção de águas quentes sanitárias em zonas urbanas, tendo o protótipo sido testado em túnel de vento, no Departamento de Ambiente e Ordenamento.

A comercialização desta invenção é para já apenas uma possibilidade futura. “Agora que sabemos que este conceito tem potencial vamos refinar o design geral. Por isso, o próximo passo é fazer simulações numéricas com modelos de computational fluid dynamics (CFD) para otimizar a forma das pás e estrutura envolvente”, explica Michael Russo, acrescentando: “Depois podemos testar alguns designs para funcionarem melhor nas simulações, mas em pequena escala (impresso em 3D), num outro túnel de vento mais pequeno que temos aqui no DAO, antes de passar ao fabrico em escala real. Também queremos apostar em materiais mais ecológicos e soluções que nos permitam ter preços finais mais competitivos”.

O microgerador vai estar em exposição no Techdays Aveiro 2019, que decorre entre 10 e 12 de outubro, no Aveiro Expo – Parque de Exposições de Aveiro, sendo “uma oportunidade para arranjar contactos, avaliar o mercado e perceber o interesse do público.”, conclui Michael Russo. Universidade de Aveiro - Portugal

Timor-Leste – Documentos desclassificados pelos Estados Unidos marcam a história do país

Díli - A intervenção dos Estados Unidos marcou a vinda para Timor-Leste da força internacional INTERFET em setembro de 1999 tendo o Governo norte-americano ordenado a Jacarta que travasse ações contra os militares internacionais, segundo documentos secretos.

As referências fazem parte de mais de 600 telegramas desclassificados pelos Estados Unidos -- ainda que com secções secretas -- referentes ao período entre o entre final de 1998 e o início da presidência do líder indonésio Abdurrahman Wahid, em 2000, a que a Lusa teve acesso.

Um dos documentos, de 30 de setembro, 10 dias depois do começo da missão da INTERFET em Timor-Leste, detalha o encontro do então secretário de Defesa norte-americano, William S. Cohen, com o então comandante das forças indonésias, o general Wiranto.

Esse documento da embaixada dos Estados Unidos em Jacarta, nota que Cohen disse a Wiranto que os Estados Unidos estavam empenhados numa Indonésia "estável, prospera e unida", mas que "os eventos em Timor-Leste tinham tornado isso impossível sem uma correção significativa do lado indonésio".

"Nenhum grau de alegadas irregularidades eleitorais pode justificar a onda de violência que eclodiu em Timor-Leste. O apoio das TNI (forças indonésias) às milícias era evidentemente aparente e totalmente inaceitável", refere o texto, que sumariza as declarações de Cohen.

Cohen insiste que "as milícias devem ser desarmadas" e que "os refugiados em Timor-Leste devem poder voltar para casa em segurança", mas deixa igualmente avisos sobre as forças internacionais.

"A INTERFET deve poder fazer o seu trabalho sem ser assediada. É necessário haver uma responsabilização transparente para lidar com os que cometeram atrocidades", refere. "Sem estes passos, não será possível considerar a recuperação de uma relação normalizada", conclui o texto.

Instado a interpretar o documento, o académico australiano Clinton Fernandes diz que esta intervenção dos Estados Unidos -- "mostrando que havia um novo leão na floresta a dizer ao predador mais fraco para parar" -- foi essencial para garantir o êxito da missão da INTERFET.

"Mas tragédia real desta conversa é que poderia ter ocorrido em qualquer altura dos 24 anos de ocupação ilegal indonésia de Timor-Leste. Durante a invasão de 1975 ou até em 1999, no período até ao referendo", afirmou à Lusa em Díli.

Ex-militar australiano e responsável pela Timor Desk da Força de Defesa Australiana a partir de 1998, Clinton Fernandes esteve destacado no Australian Army Intelligence Corps (AUSTINT) e é atualmente professor de Estudos Políticos e Internacionais na Universidade de NSW-Camberra, tendo publicado vários artigos e livros sobre Timor-Leste.

Fernandes destaca o papel importante que a presença de soldados australianos teve em Timor-Leste depois da onda de violência pós-referendo, notando que muitos foram "pessoalmente transformados por essa experiência" no país.

Porém, insiste, em termos diplomáticos e políticos, foi essencial o apoio dos Estados Unidos, especialmente porque, considera, a Austrália "tentou durante todo o ano de 1999 manter uma força internacional fora de Timor-Leste".

"Nunca teria havido INTERFET sem o poder dos Estados Unidos. Em 1999 a Austrália foi o aliado diplomático ideal da Indonésia. Deu cobertura diplomática à campanha indonésia para continuar a reter Timor-Leste", defende Fernandes.

"Não foi até 07 de setembro que se vergou perante um tsunami de pressão pública e decidiu, chapéu na mão, ir pedir ajuda aos Estados Unidos", afirmou.

A tensão sobre esta questão é evidente num dos telegramas desta coleção, datado de 02 de agosto de 1999 e oriundo da embaixada dos EUA em Camberra refere que o então ministro dos Negócios Estrangeiros australiano, Alexander Downer -- que durante todo o ano de 1999 tentou minimizar a violência indonésia em Timor-Leste -- tinha ficado "furioso" com notícias que apontam a discrepâncias entre Camberra e Washington sobre uma força internacional em Timor-Leste.

Downer negou as notícias e depois ordenou ao seu departamento enviar "notas de imprensa" que os EUA deveria usar para igualmente negar as notícias caso houvesse perguntas dos jornalistas nesse sentido.

Agora, 20 anos depois, Clinton considera que Camberra "quer vestir o fato de salvador" em 1999, quando "para o Governo australiano, Timor-Leste foi sempre o país inconveniente".

"O destacamento da INTERFET reverteu duas décadas de empenho da diplomacia australiana de tentar ter acesso aos recursos petrolíferos de Timor-leste e até depois da INTERFET vemos claramente esforços da Austrália para continuar a reter controlo dos recursos timorenses", disse.

Clinton diz que este mês de agosto e além dos 20 anos do referendo se comemora outro aniversário: "os 15 anos da ação de espionagem australiana ao Conselho de Ministros" timorense.

Um dos documentos - datado 20 de setembro de 1999, o primeiro dia da missão da INTERFET em Timor-Leste -- é um dos que detalham o principal objetivo do que foi a campanha de terror indonésia em 1999.

Enviada do cônsul em Surabaya, o telegrama cita "várias fontes" em Timor Ocidental que explicam que a deslocação forçada de refugiados timorenses para a metade indonésia da ilha pretendia "enfraquecer a legitimidade do referendo da ONU".

A estratégia, explica, era de que o referendo não era legitimo porque muitos tinham "fugido" para Timor Ocidental e que, por isso, a Indonésia deveria rejeitar o resultado do referendo.

O documento confirma outros telegramas secretos divulgados em 2002 pelo jornalista australiano Hamish McDonald sobre telefonemas do responsável militar indonésio em Timor-Leste, Zacky Anwar, a 04 de setembro, sobre como estava a decorrer a contagem dos votos do referendo de 30 de agosto.

Nessa conversa Anwar mostra-se surpreendido quando a informação aponta a que o apoio à autonomia é de menos de 20%.

O telegrama de 20 de setembro nota que para muitos do lado indonésio "era inconcebível" haver um apoio tão grande à independência, "com as milícias a reportarem que controlavam nove dos 13 distritos". António Sampaio, da “Agência Lusa” in “Sapo Timor-Leste”

Moçambique - Ponte sobre o rio Save vai ser reparada sob orientação de técnicos chineses

Técnicos do grupo China Road and Bridge Construction (CRBC) chegarão a Moçambique nos próximos dias para dar um impulso às obras de construção dos desvios que vão permitir trabalhar na reparação da ponte sobre o rio Save, segundo informação oficial.

O ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, João Machatine, citado pela Rádio Moçambique, disse que a atenção do empreiteiro está concentrada no melhoramento dos desvios que vão dar acesso à ponte metálica e que vão servir de alternativa para permitir o escoamento do tráfego enquanto durar a reparação da ponte principal.

João Machatine disse ainda ter notado, no decurso de uma visita ao estaleiro, que “as rampas nos dois sentidos poderão causar alguns constrangimentos ao tráfego de viaturas pesadas”, pelo que os técnicos chineses que chegam dentro de dias vão solucionar essas questões para que o trânsito possa começar a ser desviado a partir de Novembro próximo.

A ponte sobre o rio Save, localizada no distrito de Govuro, província de Inhambane, foi projectada na década de 60 do Século XX pelo falecido engenheiro português Edgar Cardoso e inaugurada a 16 de Setembro de 1972, registando actualmente um tráfego médio diário de 240 a 300 viaturas, maioritariamente pesadas.

Trata-se de uma ponte de tipo suspensa e pré-reforçada, com três vãos de 210 metros e dois de 110 metros, o que perfaz uma extensão total de 810 metros, uma faixa de rodagem de 7,20 metros, separada dos seus passeios laterais por 1,35 metros.

As obras de reparação da ponte, que deverão durar três anos e custar mais de 5,5 mil milhões de meticais (89,3 milhões de dólares), incluem o reforço dos cabos de rigidez, substituição dos cabos da suspensão, reparação de betão armado, substituição de juntas de dilatação e pintura.

O grupo China Road and Bridge Construction (CRBC) foi o empreiteiro de algumas das obras mais emblemáticas do Moçambique pós-independência, como sejam a estrada circular de Maputo e a ponte Maputo-Catembe. In “Olá Moçambique” - Moçambique

Brasil - Comércio exterior: boas perspectivas

SÃO PAULO – Análise da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que os primeiros sete meses de mandato do presidente Jair Bolsonaro registraram avanços na pauta de comércio exterior, apesar de certa má vontade que se vê na opinião pública em relação ao governo, que tem sido causada principalmente pela maneira estabanada com que o principal mandatário costuma se dirigir aos meios de comunicação.

Esse otimismo, porém, não se baseia em números, mas em fatos que poderão permitir que o comércio exterior venha a evoluir de maneira significativa. Entre esses fatos, estão os resultados práticos do acordo comercial assinado pelo Mercosul com a União Europeia e do apoio que o governo norte-americano prometeu dar à entrada do Brasil na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), bem como de outras iniciativas como o fim da cobrança de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) no câmbio sobre exportações e a assinatura do acordo com o Uruguai para evitar a bitributação.

Tudo isso leva a uma conclusão óbvia: só a partir de 2020 é que se poderá esperar que a balança comercial (exportações menos importações) venha a superar não só os números de 2019,  que deverão registrar um superávit ao redor de US$ 50,8 bilhões, segundo a previsão dos analistas do Boletim Focus, do Banco Central, como os de 2018, quando foi registrado um superávit de US$ 58,7 bilhões, alcançado por aumento significativo tanto das importações como das exportações.

Dados da Secretaria Especial de Comércio Exterior do Ministério da Economia mostram que, em 2018, as importações subiram 20,2%, saltando de US$ 150,7 bilhões de dólares, em 2017, para US$ 181,2 bilhões, registrando um incremento de US$ 30,5 bilhões, o maior desde 2014. Já as exportações alcançaram US$ 239,5 bilhões, crescendo 9,6%, a maior cifra dos últimos cinco anos. A corrente de comércio foi de US$ 420,7 bilhões, superando em US$ 52 bilhões o resultado de 2017 e atingindo o maior valor desde 2014, quando somou US$ 454 bilhões.

Já no primeiro semestre deste ano de 2019 a tendência de crescimento não se verificou com tanta intensidade, pois a queda do preço de várias commodities afetou os números das exportações, enquanto as importações registraram evolução inferior ao mesmo período do ano passado. Mesmo assim, o superávit foi o terceiro melhor da história para o primeiro semestre, de US$ 27,13 bilhões, só perdendo para os seis primeiros meses de 2018 (US$ 30,02 bilhões) e de 2017 (US$ 36,21 bilhões). O superávit é 9,6% inferior ao do mesmo período do ano passado.

Dessa corrente de comércio, é preciso ressaltar que em 2018 foram movimentados pelos portos brasileiros cerca de US$ 328 bilhões, ou seja, 80% de todo o comércio exterior brasileiro, percentagem que deverá crescer também a partir de 2020, quando se espera que já tenha sido colocada em prática a legislação prevista no Programa de Estímulo ao Transporte de Cabotagem, também chamado de BR do Mar, medida provisória que pretende tornar a cabotagem um modal mais competitivo em relação aos transportes rodoviário e aéreo. Para tanto, o governo quer permitir a operação de navios com bandeiras de outros países a fim de reduzir o custo desse modal de cargas, ainda que isso possa vir a acabar de vez com a indústria naval brasileira.

Com menos custos nas operações dos portos e no transporte costeiro e dependendo menos dos altos fretes cobrados pelo transporte rodoviário, obviamente, as empresas importadoras e exportadoras serão estimuladas a produzir, vender e comprar mais, o que poderá provocar também um reflexo positivo nos números do comércio exterior. Milton Lourenço - Brasil



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Milton Lourenço é presidente da Fiorde Logística Internacional e diretor do Sindicato dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística do Estado de São Paulo (Sindicomis) e da Associação Nacional das Empresas Transitárias, Agentes de Cargas, Comissárias de Despachos e Operadores Intermodais (ACTC). E-mail: fiorde@fiorde.com.br. Site: www.fiorde.com.br

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

China – Autoridades pretendem que Macau crie um centro de tradução e produção de programas de rádio e televisão em língua portuguesa



As autoridades chinesas querem que Macau crie um centro de tradução e produção de programas de rádio e televisão em língua portuguesa, disse, na passada quinta-feira, o “número dois” do regulador chinês do setor audiovisual.

O diretor-adjunto da Administração Nacional de Rádio e Televisão da China (NRTA, na sigla inglesa), Fan Weiping, defendeu ainda o lançamento no território semiautónomo chinês de iniciativas de cooperação e intercâmbio de conteúdo audiovisual entre a China e os países de língua portuguesa.

A região administrativa especial chinesa poderá ser uma base de intercâmbio de programas para rádio e televisão entre a China e o mundo lusófono, disse o dirigente chinês, num encontro com uma delegação liderada pelo vice-diretor do Gabinete de Ligação do Governo central chinês em Macau, Xue Xiaofeng.

No ano em que se comemora o 20.º aniversário da transição de administração de Macau, a China quer aproveitar ao máximo a relação próxima entre a cidade e os países de língua portuguesa no campo da rádio e televisão, explicou Fan Weiping, num comunicado divulgado pela NRTA.

O regulador prometeu unir esforços com o Gabinete de Ligação, o Governo de Macau, a Teledifusão de Macau (TDM) e das televisões da cidade vizinha de Zhuhai e da província de Guangdong.

Segundo o comunicado, a reunião contou com a participação de dirigentes da TDM, que opera um canal de televisão e uma rádio em língua portuguesa. In “Mundo Lusíada” – Brasil com “Lusa”

São Tomé e Príncipe - Adriano Neto lança obra literária “O Barco de uma Vida’’

São Tomé – Um escritor São-tomense acaba de colocar no mercado de São Tomé e Príncipe, uma obra literária, com mais de 500 páginas, informou uma fonte da Direcção-Geral da Cultura do país.

Trata-se de “O Barco de uma Vida” escrita por Adriano da Conceição Neto e que retrata a sua infância, sociedade e peripécias da vida que viveu, nomeadamente, na localidade de Fundação Popular e Água Porca, no distrito de Água Grande, na Ilha de São Tomé, no âmbito do arquipélago de São Tomé e Príncipe.

A fonte disse à Agência STP-Press que Neto começou a escrever o livro pontualmente nas suas horas de lazer, quando estudava em Coimbra, Portugal.

Segundo sabe-se, que a obra literária lançada na última quinta-feira, no país, levou mais de 20 anos a ser escrita, sendo que se intensificou nos últimos três anos.

Adriano Neto é um jovem, académico São-tomense, que vive na diáspora em Salzburgo, Áustria e deslocou-se a São Tomé, para fazer o lançamento oficial do seu livro, “O Barco de uma Vida”.

Várias pessoas ligadas ao mundo académico, da cultura e literário afluíram-se ao local de oficialização da obra para adquiri-lo ou apreciar a nova produção literária.

E destas pessoas, Hilária Teixeira, enalteceu a qualidade da obra e disse que ela retrata várias fases de uma vida, designadamente, do autor e de algumas pessoas com quem este partilhou a infância, incluindo ela própria.

Trata-se de primeira obra literária deste jovem escritor, no universo do mercado literário de São Tomé e Príncipe. Manuel Dênde – São Tomé e Príncipe in “STP Press”


Sinopse - No grande quintal da casa, onde todos os dias os oito irmãos e alguns rapazes do bairro da Fundação Popular e da zona de Água-Porca, em São Tomé e Príncipe, se juntavam espontaneamente para brincar, o pequeno Amaril destacava-se dos demais meninos. É que, durante a correria que faziam, mesmo que os restantes rapazes só arrancassem depois dele, o Amaril era sempre o último a chegar. Quando andava na rua, alguns meninos atiravam-lhe sorrisos trocistas e isso magoava-o e entristecia-o, criando nele sentimentos ambivalentes profundos. Um certo dia, o pequeno Amaril fez um barco de papel e depositou-o no pequeno riacho que passava atrás da sua casa e comparou o percurso que o barquito iria fazer com a imagem da sua vida. Contudo, o seu pai, ao contrário, disse-lhe: "cada um de nós constrói o seu futuro e o seu destino e somos nós próprios quem devemos conduzir o barco a um porto seguro".