Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

sábado, 5 de agosto de 2017

Internacional – Cientista portuguesa cria acumuladores mais potentes que as baterias

Já imaginou um mundo que não gira em torno da questão de combustíveis fósseis e dos problemas que eles criam para a humanidade? A tecnologia elaborada por Helena Braga pode dar essa chance ao nosso planeta


A fórmula que pode revolucionar o consumo de energia do mundo há anos que estava no centro das pesquisas cientificas internacionais. E agora é descoberta pela física portuguesa Helena Braga. Esta tecnologia promete multiplicar a capacidade de armazenar energia em baterias.

"Sim, sem dúvida que poderemos abandonar a energia obtida com combustíveis fósseis", declara Helena Braga à Sputnik Brasil, acrescentando que não se lembra em Portugal de um mês em que as energias renováveis não tenham correspondido a pelo menos 50% do consumo.

Hoje em dia Helena Braga se encontra nos Estados Unidos, na Universidade de Austin, Texas, onde é coordenada pelo famoso professor John Goodenough que chefia a pesquisa revolucionária. Foi John Goodenough que participou na década de 80 da criação de baterias de íons de lítio, aqueles que "alimentam" nossos celulares, laptops e até carros elétricos.

Agora se trata de um passo muito maior: o novo tipo de acumulador é cinco vezes mais potente que todas as baterias. Entre outras vantagens, o acumulador não está sujeito a curtos-circuitos e pode se recarregar em alguns minutos.

Sem precisar nomes, a doutora Braga revela que já mais de 80 companhias internacionais manifestaram interesse na sua tecnologia. O conceito elaborado pela sua equipe será desenvolvido pela indústria de acordo com as necessidades próprias da mesma e se planeja que seja licenciado em diferentes partes do mundo.

Então, em que consiste a tecnologia promissora? Em termos básicos, os cientistas substituíram o eletrólito líquido que se usa na maioria dos acumuladores de íons de lítio por eletrólito de vidro. O uso deste vidro melhorou significativamente o avanço na pesquisa.


Surge a questão sobre a segurança de uso das matérias envolvidas na tecnologia, mas "os materiais não são tóxicos", assegura cientista.

"No entanto, o lítio e o sódio têm que ser manuseados em ambiente seco ou entram em combustão. Por isso, usamos uma caixa de luvas com uma atmosfera de árgon", explicou ela.

Apesar de já se tratar de um passo significativo, Helena Braga afirma que sua equipe não lhe vê o fim e um ponto final à sua frente.

"Neste momento, estamos a trabalhar em 3 arquiteturas de baterias diferentes, com o mesmo eletrólito de vidro, mas com diferentes elétrodos. Cada uma prevemos que tenha aplicações um pouco diferentes", conta a física à Sputnik Brasil.

Além do papel importantíssimo que a tecnologia pode desempenhar na preservação do meio ambiente, ela tem certas vantagens econômicas. Em particular, com uma bateria que armazena mais energia será possível percorrer mais quilômetros antes de ter que a recarregar. Por outro lado, sendo mais barata, o carro elétrico se torna acessível a todos.

Mesmo assim, até que a tecnologia seja produzida em massa, já hoje nós podemos contribuir para a independência dos combustíveis fósseis: o armazenamento de energia na rede e em áreas remotas a partir de painéis solares também pode nos ajudar a economizar os fósseis e preservar o meio ambiente. In “Sputnik Brasil” - Brasil

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Moçambique - Universidade Politécnica estimula empreendedorismo

Tendo por objectivo a implementação da segunda fase do programa Agro-Jovem, a Universidade Politécnica e a instituição financeira GAPI-Sociedade de Investimentos assinaram, em Maputo, um acordo de cooperação institucional.

Com o acordo ora rubricado, a Universidade Politécnica vai formar e estimular estudantes com potencial para o empreendedorismo e criação do auto-emprego, cabendo à GAPI capacitá-los em matérias de investimento, apoiá-los tecnicamente na implementação de negócios no ramo da agricultura, bem como garantir o respectivo financiamento.

Assinaram o documento Rosânia da Silva, em representação da Universidade Politécnica, e António Souto, administrador-delegado da GAPI-Sociedade de Investimentos, num evento que marcou o lançamento da segunda fase do programa Agro-Jovem, recentemente ocorrido.

De referir que o Agro-Jovem é uma iniciativa desta instituição financeira, que tem por objectivo apoiar as instituições de ensino técnico-profissional e superior do País a estimularem o surgimento de uma geração de jovens empreendedores na cadeia de valor do agro-negócio.

Durante a implementação da primeira fase deste programa, a GAPI apoiou a implementação de 12 de projectos de agro-negócio, numa carteira de investimento de oito milhões de Meticais. Para a segunda fase, esta instituição financeira pretende triplicar este investimento, por forma a incluir estudantes da Universidade Politécnica. In “Olá Moçambique” - Moçambique

Macau - Plataforma com países de língua portuguesa aposta no financiamento de infra-estruturas

O Chefe do Executivo entende que o sector financeiro de Macau deve aproveitar as oportunidades de financiamento de infra-estruturas nos Países de Língua Portuguesa. Este foi um dos exemplos avançados ontem por Fernando Chui Sai On, após ter sido questionado pelo deputado Tsui Wai Kwan para que explicasse o papel que os serviços financeiros locais podem assumir no âmbito das medidas de apoio à plataforma anunciadas pelo Primeiro-Ministro, Li Keqiang, durante a visita a Macau, em Outubro do ano passado.

“A criação de uma indústria financeira com características próprias passa pela locação financeira, gestão de activos, centro de liquidação para os países lusófonos ou prestação de apoio às empresas”, afirmou, ontem, Chui Sai On.

“Ao nível das infra-estruturas, o nosso sector pode fazer os empréstimos que são necessários, assim também se desenvolve o sector da locação financeira, em coordenação com a política Um Faixa, Uma Rota, ao mesmo tempo que se desenvolvem os talentos locais”, acrescentou. In “Ponto Final” - Macau

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Guiné-Bissau – Tiniguena acusa autoridades de não salvaguardar interesses da comunidade

Bissau – O Director Executivo da Organização não-governamental Tiniguena acusou terça-feira os sucessivos Governos da Guiné-Bissau de assinarem contratos de exploração dos recursos naturais sem salvaguardar os interesses das comunidades.

Miguel de Barros falava durante o encontro entre as organizações da sociedade civil e a Rede Parlamentar para o meio Ambiente no qual foram apresentados estudos concluídos em 2016 sobre a gestão da protecção e exploração dos recursos naturais.

Afirmou que o governo não apresentou ainda os mecanismos ambientais credíveis que mostram a responsabilidade de exploração destes recursos.

Segundo o Director Executivo da Tiniguena, os estudos constataram que a situação dos recursos naturais é bastante crítica, admitindo a existência de rede de corrupção, clientelismo e de aliciamento das comunidades locais a arruinarem os seus patrimónios.

“Estamos a assinar na Guiné-Bissau uma destruição excessiva que põe em causa os principais recursos, fontes de riquezas e de rendimentos das comunidades. Os deputados não podem ficar calados só porque podem ter alguma ligação com os partidos políticos ou Governo, não devem fugir das suas responsabilidades“, considerou.

Barros frisou ainda que há uma necessidade de se pensar num mecanismo de governação do sector florestal, referindo que as madeiras cortadas não são patrimónios dos que as cortaram, mas sim do Estado Guineense.

Como contrapartida da desflorestação, Miguel de Barros defende a compensação das comunidades particularmente nas áreas da saúde e educação e sanções contra os malfeitores.

Presente no encontro, o presidente da Comissão Permanente do Parlamento para a área dos Recursos Naturais, Meio Ambiente e Turismo, Mário Dias Sami, explicou que os deputados estão conscientes das suas responsabilidades enquanto legisladores e que têm o poder de exigir o cumprimento das leis ao Governo. In “Agência de Notícias da Guiné” – Guiné-Bissau

China e Brasil intensificam laços comerciais

Os governos da China e do Brasil assinaram um memorando de entendimento na terça-feira, em Xangai, com vista a diversificar o comércio de serviços e a reforçar a relação comercial bilateral, actualmente centrada na troca de bens e mercadorias, noticiou o jornal China Daily.

O memorando é um plano de acção bienal destinado a incentivar ambas as nações a promover a melhoria no comércio de serviços em oito áreas – entre as quais engenharia, arquitectura, comércio electrónico, automatização bancária e turismo –, enriquecendo assim os vínculos comerciais bilaterais ao longo dos próximos dois anos. O documento foi assinado à margem da sétima reunião de ministros de Comércio dos BRICS, um grupo composto pelo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

“Assinar este plano de acção bienal irá ajudar o Brasil a construir um sector de serviços moderno, bem como criar novas actividades de comércio electrónico e mecanismos financeiros para impulsionar a economia”, referiu Marcelo Maia, Secretário de Comércio e Serviços do ministério brasileiro que tutela as áreas da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

No ano passado, as empresas chinesas investiram US$8,39 mil milhões no Brasil, um aumento de 13 por cento comparativamente a 2015. Os dois países já começaram a intensificar a cooperação em infra-estruturas, energia e telecomunicações. In “Fórum Macau” - Macau

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Moçambique - Lioness Lean um espaço para a mulher se afirmar

A Incubadora de Negócios do Standard Bank acolheu, recentemente, dois eventos de negócios para mulheres, com vista à partilha de experiências e estabelecimento de parcerias no ramo empresarial.
Denominados Lioness Lean, os dois eventos, organizados em parceria com a Shell e a Embaixada do Reino dos Países Baixos, visam a criação de uma rede de empreendedoras e coordenação de esforços para que as mulheres contribuam, de forma sistematizada, na geração de riqueza e crescimento económico do País.
O primeiro evento foi destinado a empresárias estabelecidas e em fase de iniciação de negócios, e o segundo concebido para estudantes universitárias sem nenhuma experiência empresarial por forma a despertá-las para o mundo dos negócios.
Os eventos contaram com a participação de mais de 180 mulheres, entre empresárias e estudantes, e tiveram como oradoras Filipa Carreira (fundadora e directora executiva da empresa social de alto impacto, Wamina) Mariana Agness (fundadora do estúdio floral requintado, House of Agness) e Eugénia Langa (fundadora da empresa especialista em procurement e logística, Nweba), que falaram sobre o seu percurso e partilharam as suas experiências na área empresarial.
No fim, a fundadora da Lionesses of Africa, Melanie Hawken, fez um balanço positivo e realçou a importância do Lioness Lean na promoção do empreendedorismo feminino. “Estes encontros têm resultado na criação de grandes empresas e marcas de renome, pois promovem a interacção entre as mulheres, o que tem concorrido para que, juntas, encontrem as melhores formas de ultrapassar diversos obstáculos através da partilha de histórias de empreendedoras já estabelecidas”.
Para Melanie Hawken, é importante que se aposte e se invista nas mulheres, que desempenham um papel importante na sociedade e na economia do País, daí que o Lioness Lean tem, também, a particularidade de promover a criação de redes de mulheres empreendedoras a nível do continente africano, o que permite a expansão e visibilidade das suas empresas e marcas.
Por seu turno, Sasha Vieira, responsável pela Incubadora de Negócios do Standard Bank, explicou que a aposta do banco em iniciativas ligadas ao empreendedorismo feminino surge da necessidade de se garantir que as mulheres tenham as mesmas oportunidades que os homens, pois só assim é que se pode promover o crescimento inclusivo.
Segundo Sasha Vieira, “o Lioness Lean afigura-se como uma das formas de contribuir para o sucesso do empreendedorismo feminino, pois permite a interação entre as mulheres, a partilha de experiências e, acima de tudo, o estabelecimento de parcerias e a criação de redes de comércio que incluem fornecedores, clientes, entre outros intervenientes”.
Relativamente aos dois eventos, a responsável pela Incubadora de Negócios do Standard Bank disse ter ficado impressionada com a interacção entre as oradoras e as participantes, e com o entusiasmo demonstrado pelas estudantes universitárias, para as quais olha como aspirantes a empreendedoras. “Tiveram abordagens interessantes e provaram estar com coragem e vontade de seguir em frente e concretizar as suas ideias”.
Instadas a tecer comentários acerca dos eventos, as participantes consideraram que os mesmos constituem um espaço de que a mulher já precisava para se afirmar. Francisca Noronha, estudante universitária e empreendedora, deu uma nota positiva ao Lioness Lean, “pois estamos num País em que as mulheres, apesar de constituírem a maioria da população, têm poucas oportunidades para empreender. Ou seja, ela é excluída. Por isso, esta iniciativa dá à mulher a oportunidade de ocupar o seu devido lugar na sociedade e de participar na vida económica do País”. In “Olá Moçambique” - Moçambique

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Brasil - Comércio exterior: novo ciclo virtuoso

SÃO PAULO – Se a irresponsabilidade com que os homens públicos vêm tratando as questões políticas no Brasil de hoje não abortar o reaquecimento da economia, tudo indica que o País entrará nos próximos meses em novo ciclo virtuoso. É o que se pode prever depois de se analisar alguns dados que dão sinais de uma recuperação econômica para breve.

Um desses dados é o crescimento mensal de 3,5% na produção de bens de capital ou bens de produção, que são aqueles bens que servem para a produção de outros, especialmente de consumo, como máquinas, equipamentos, materiais de construção e instalações industriais. Essa foi a taxa obtida nos primeiros cinco meses do ano em comparação com idêntico período de 2016, mesmo com uma ociosidade de 25% nas fábricas. 

Outro dado que emite sinais de otimismo é que as exportações de manufaturados têm contribuído para a reativação da indústria. De janeiro a junho, houve um crescimento de 10,1% em relação ao mesmo período do ano passado, pela média diária, com vendas de US$ 37,7 bilhões. Os semimanufaturados cresceram mais ainda: 17,5%, com uma receita no semestre de US$ 15 bilhões.

No porto de Santos, responsável pela movimentação de 27,6% do comércio exterior brasileiro, os dados não são menos otimistas. O movimento de cargas de exportação apresentou uma variação de 7% entre os anos de 2015 e 2016, enquanto na importação foi de 5,15%, segundo dados da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp). Em função disso, o fluxo de navios atracados tem crescido dia após dia, com uma variação de 8,2%.

Tudo isso tem estimulado investimentos em terminais e compras de equipamentos para a ampliação dos serviços operacionais no porto. Na Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), os processos em análise prevêem investimentos por parte dos terminais da ordem de R$ 900 milhões. Ou seja, a cada dia, cresce a presença da tecnologia. Basta ver que há 20 anos um navio de 500 contêineres exigia em média três dias em operação de carga ou descarga e, hoje, apenas duas horas.

Por parte da Codesp, estão previstos para os próximos anos investimentos de R$ 7 bilhões para atender à demanda de carga até o ano de 2024, quando o porto deverá alcançar a marca de 230 milhões de toneladas em movimentação. Além disso, as obras de expansão do porto nas ilhas de Barnabé e Bagres deverão consumir mais R$ 4,8 bilhões em investimentos.

Diante desses números, o que se pode esperar é que, depois de uma longa e dura fase de recuo, há de vir por aí um tempo de crescimento. Milton Lourenço - Brasil


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Milton Lourenço é presidente da Fiorde Logística Internacional e diretor do Sindicato dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística do Estado de São Paulo (Sindicomis) e da Associação Nacional dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística (ACTC). E-mail: fiorde@fiorde.com.br. Site: www.fiorde.com.br