Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

domingo, 3 de junho de 2018

Cantarei














Vamos aprender português, cantando


Vivi povo e multidão
sofri ventos sofri mares
passei sede e solidão
muitos lugares

Sofri países sem jeito
p´r´ó meu jeito de cantar
mordi penas no meu peito
e ouvi braços a gritar

E depois vivi o tempo
em que o tempo não chegava
para se dizer o tanto
que há tanto tempo se calava

Vivi explosões de alegria
fiz-me andarilho a cantar
cantei noite cantei dia
canções do meu inventar

E cantarei e cantarei
à chuva ao sol ao vento ao mar
seara em movimento
ondulante, sem parar

Cantarei e cantarei
à chuva ao sol ao vento ao mar
seara em movimento
ondulante, sem parar

Hoje resta-me este braço
de guitarra portuguesa
que nunca perde o seu espaço
e a sua beleza

Hoje restam-me os abraços
nesta pátria viajada
dos que moram mesmo lá longe
a tantos dias de jornada

E dos que fazem Portugal
no trabalho dia a dia
e me dão alma e razão
nesta porfia

Por isso invento caminhos
mais cantigas viajantes
e sinto música nos dedos
com a mesma força de antes

Cantarei e cantarei
à chuva ao sol ao vento ao mar
seara em movimento
ondulante, sem parar

Cantarei e cantarei
à chuva ao sol ao vento ao mar
seara em movimento
ondulante, sem parar

Hoje resta-me este braço
de guitarra portuguesa
que nunca perde o seu espaço
e a sua beleza

Hoje restam-me os abraços
nesta pátria viajada
dos que moram mesmo lá longe
a tantos dias de jornada

E dos que fazem Portugal
no trabalho dia a dia
e me dão alma e razão
nesta porfia

Por isso invento caminhos
mais cantigas viajantes
e sinto música nos dedos
com a mesma força de antes

Cantarei e cantarei
à chuva ao sol ao vento ao mar
seara em movimento
ondulante, sem parar

Cantarei e cantarei
à chuva ao sol ao vento ao mar
seara em movimento
ondulante, sem parar

Cantarei e cantarei
à chuva ao sol ao vento ao mar
seara em movimento
ondulante, sem parar

Pedro Barroso - Portugal

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