Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2023

Macau - Unesco recebe fortes garantias sobre protecção do centro histórico

No relatório sobre o estado de conservação do Património de Macau referente a 2022, submetido à UNESCO pela China, a RAEM deixa várias garantias sobre a protecção do Centro Histórico da cidade. Sublinhando que “compreende a importante contribuição do Património Mundial para o desenvolvimento sustentável de Macau”, o Governo indica que atendeu às recomendações do organismo internacional sobre a Calçada do Gaio e a Avenida Dr. Rodrigo Rodrigues, e assegura que os Novos Aterros não vão pôr “em perigo” os corredores visuais e o Centro Histórico. Neste sentido, frisa que o Plano de Salvaguarda e Gestão do Centro Histórico vai ser um instrumento “central” no âmbito da conservação desta zona do território, ao mesmo tempo que o Plano Director “inclui especificamente a premissa de que a protecção do património cultural tem precedência sobre outros objectivos de planeamento urbano”. A propósito do Plano de Gestão, é revelado, entre outros aspectos, que nas zonas tampão não será permitido desenvolver qualquer edifício com uma altura superior a 20,5 metros


O Governo “continuará a agir diligentemente e a explorar activamente o modelo progressivo de conservação e gestão do património”, ao mesmo tempo que “compreende a importante contribuição do Património Mundial para o desenvolvimento sustentável de Macau” – é o que assegura a RAEM no último relatório sobre o estado de conservação do Património de Macau, submetido ao Comité do Património Mundial da UNESCO pela Administração Estatal do Património Cultural da China. Ao longo do documento, com quase 50 páginas, é asseverado que a protecção do Centro Histórico de Macau está garantida em todas as frentes.

Quanto ao Plano de Salvaguarda e Gestão do Centro Histórico – que foi submetido em Setembro de 2021 ao Comité do Património Mundial da UNESCO e cujos detalhes não foram revelados ao público -, o Governo refere que “está agora a dar o próximo passo para completar a legislação”, tendo em conta os comentários que recebeu da parte do organismo internacional. “Assim que o projecto de regulamento administrativo baseado no Plano de Gestão for oficialmente aprovado e publicado, será então a base legislativa central e o instrumento mais eficaz para orientar a protecção e a conservação do Centro Histórico de Macau no futuro”, pode ler-se no documento consultado pelo Jornal Tribuna de Macau.

Neste âmbito, é dito que “como as restrições à construção se tornaram uma prioridade na conservação e gestão do património do Centro Histórico”, o projecto de regulamento administrativo propõe “medidas de controlo mais precisas e rigorosas para projectos de construção nas zonas tampão”. Em concreto, segundo o regulamento, “não é permitido desenvolver qualquer edifício com uma altura superior a 20,5 metros dentro do Centro Histórico”.

Ademais, em relação a outras restrições de construção dentro da área inscrita do Centro Histórico, serão divididas em “restrições de construção em bens imóveis classificados ou em processo de classificação”, “restrições de construção em lotes adjacentes a bens imóveis classificados ou em processo de classificação”, e “restrições de construção em outros lotes no Centro Histórico”, a fim de se conseguir uma “abordagem de gestão a vários níveis e abrangente”.

No relatório endereçado à UNESCO é ainda dito que para a área à volta da Colina da Guia, a qual tem sido objecto de maior atenção nos últimos anos, as alturas para construção devem cumprir não apenas os requisitos do Despacho do Chefe do Executivo Nº 83/2008 – que limitou a altura de construção de edifícios em redor do Farol da Guia a uma cota altimétrica de 52,5 metros -, mas também o projecto de regulamento administrativo, segundo o qual “[a altura do edifício] não deve exceder a altura da Estrada do Engenheiro Trigo e deve estar em harmonia com a Colina da Guia”. O Governo refere que estas exigências “reduzem ainda mais a altura de construção e as pressões de desenvolvimento na área em redor do Farol da Guia, reforçando simultaneamente os requisitos para uma gestão mais equilibrada da paisagem urbana”.

Destaca ainda que o projecto de regulamento administrativo do Plano de Gestão menciona também que o Instituto Cultural tem de realizar avaliações e análises de impacto directo, resultando directamente em possíveis “restrições adicionais à construção”, o que reforça ainda mais as salvaguardas legislativas para avaliações de impacto patrimonial.

O Plano de Gestão inclui as necessidades de conservação e gestão das oito praças, 22 edifícios, 19 ruas e 24 tecidos urbanos identificados no Centro Histórico. Abrange assim não só todos os elementos que incorporam o valor universal do Centro Histórico, mas também a protecção de 11 corredores visuais (incluindo os da zona-tampão), “o que reflecte uma clara convergência com o conceito recomendado de conservação da paisagem urbana histórica”, acrescenta a RAEM.

Sublinhando que “o Estado Parte deu activamente seguimento à recomendação do Comité de manter o Plano de Gestão como uma questão importante e prioritária”, a RAEM acrescenta: “Após a publicação oficial do Plano de Gestão, este tornar-se-á o sistema central e o instrumento mais eficaz para orientar a conservação do Centro Histórico de Macau no futuro”.

A par disso, o Plano Director (2020-2040), cujos planos de pormenor estão aos poucos a ser iniciados, tem também servido como “importante quadro legal de apoio ao Plano de Gestão, funcionando também como uma importante salvaguarda institucional para a conservação e gestão do património”.

“O Plano Director inclui especificamente a premissa de que a protecção do património cultural tem precedência sobre outros objectivos de planeamento urbano e presta a devida atenção à conservação do Centro Histórico, referindo-se também a outros bens imóveis classificados e à paisagem urbana, dando muito claramente prioridade à protecção do património cultural acima de outros objectivos de quadros de desenvolvimento urbano”, reforça o Governo da RAEM no relatório enviado à UNESCO.

Neste sentido, reitera que continuará a avançar com os trabalhos de desenvolvimento de políticas de acompanhamento relevantes, de acordo com os pareceres de revisão técnica dos Órgãos Consultivos.


Adoptadas recomendações sobre Calçada do Gaio e Avenida Rodrigo Rodrigues

No que respeita às Avaliações de Impacto Patrimonial, é reiterado que as disposições intituladas “Restrições de Construção”, no âmbito do Plano de Gestão, estabelecem requisitos para a avaliação e análise por parte do Instituto Cultural, mas o Governo menciona também a exigência de “consulta a entidades externas” Regime Jurídico da Construção Urbana.

“Na implementação de um sistema eficaz de gestão do Centro Histórico de Macau, o Estado Parte reconheceu plenamente a importante contribuição da extensão da zona tampão para a preservação contínua do Valor Universal Excepcional dos bens inscritos, e integrou os mais recentes conceitos internacionais para melhorar a protecção dos corredores visuais e a implementação de Avaliações de Impacto Patrimonial para grandes projectos de desenvolvimento”, indica o documento.

Neste sentido, “no futuro desenvolvimento urbano, o Governo de Macau continuará a prestar continuamente especial atenção a novos projectos que possam causar potenciais impactos nos bens patrimoniais e conduzirá as respectivas Avaliações de Impacto Patrimonial de acordo com os requisitos técnicos das últimas orientações”.

A RAEM sublinha depois estar “confiante” de ter cumprido os requisitos apontados pelo Comité do Património Mundial relacionados com os grandes projectos, nomeadamente no que respeita ao projecto inacabado da Calçada do Gaio – o qual entretanto já foi retomado – e à Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues.

Recorde-se de que a UNESCO tinha recomendado ao Governo de Macau para levar a cabo um “estudo detalhado” sobre o planeamento na Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues, considerando uma eventual redução da altura máxima para construção, bem como uma moratória na aprovação de novos projectos até que haja resultados do estudo. Além disso, o projecto de decisão do organismo internacional, em 2021, referia ainda que, quanto à finalização do edifício na Calçada do Gaio, o parecer da UNESCO era positivo, mas considerava que a concepção dos andares superiores devia ser “revista” para que o edifício se tornasse “menos volumoso”.

Ora, no relatório relativo a 2022 enviado à UNESCO, a RAEM diz que o Instituto Cultural trabalhou em proximidade com a Direcção dos Serviços de Solos e Construção Urbana (DSSCU) e com o proprietário do edifício da Calçada do Gaio, que fez os ajustes recomendados. O projecto de concepção foi revisto e as revisões “obedecerem” às recomendações e exigências. “O novo projecto diminui o volume e a intensidade de construção em grande medida, alterando o desenho da fachada de betão, que foi substituída por uma fachada de vidro transparente. Além disso, também por mudar a cor do edifício, o seu impacto na paisagem circundante é muito diminuído”, pode ler-se.

“Embora registando as preocupações sobre o estado inacabado do edifício há muito tempo, causando possíveis efeitos negativos no ambiente patrimonial próximo e na paisagem urbana circundante, o Governo de Macau sustenta que, independentemente das condições de localização, o proprietário do projecto do edifício deve agir como o responsável por assegurar um ambiente urbano equilibrado”. O Governo “também centrará a atenção em questões relacionadas com eventuais necessidades de compensação por eventuais danos causados pelo projecto, de acordo com a lei e em linha com a estratégia sustentável do Património Mundial”, acrescenta.

No que respeita à Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues, é dito que após as recomendações, “o Governo de Macau suspendeu imediatamente os pedidos de licenciamento e planos de construção de todos os projectos na Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues e lançou um projecto de estudo urbano liderado pela DSSCU”. O estudo, a ser realizado em três fases (num total de 145 dias), abrangerá uma análise do estado actual, conceitos de desenho urbano compatíveis, avaliações de impacto do património cultural, orientações de desenho urbano e orientações específicas do projecto. “Espera-se que o documento técnico final forneça apoio profissional para a protecção abrangente dos corredores visuais ligados ao Farol do Guia”.

“O Governo de Macau reconhece que existe uma grande importância na protecção dos corredores visuais ligados ao Farol do Guia, e tem vindo a implementar activamente os requisitos e recomendações do Conselho Internacional dos Monumentos e Sítios (ICOMOS) e do Comité do Património Mundial da UNESCO”, reitera a RAEM. Para depois acrescentar que “o Estado Parte está profundamente empenhado em assegurar a protecção e sustentabilidade do valor dos bens patrimoniais inscritos e da sua envolvente urbana paisagem”.

Novos Aterros não põem Centro Histórico “em perigo”

Os Novos Aterros Urbanos são outra das áreas da cidade em foco no relatório, concretamente as Zonas A e B. Ciente de que estão estreitamente associadas à protecção dos corredores visuais do Centro Histórico, o Executivo refere que “os projectos que envolvem estas duas áreas irão concentrar, num futuro próximo, mais análise e escrutino” da sua parte.

“O Governo de Macau está plenamente consciente das características paisagísticas requeridas nas Zonas A e B como uma extensão da ‘colina-água-cidade’ relacionados com o Centro Histórico de Macau. No processo de planeamento do desenvolvimento do necessário desenvolvimento dos Novos Aterros Urbanos, tem sido uma prioridade máxima coordenar a protecção e objectivos de desenvolvimento, tendo assim em conta a conservação dos compromissos assumidos em relação aos bens do Património Mundial”, sublinha.

É ainda dito que o estudo de planeamento das Zonas A e B foi concluído, e que a Zona A já atingiu “marcos significativos”. Em relação aos principais projectos de transporte naquela área da cidade, o relatório aponta que o projecto para o Metro Ligeiro está em fase de concepção detalhada, enquanto a construção da Ponte (A2) que liga a Zona A e a Península de Macau já foi iniciada.

“Ambos os projectos cumprem os mais elevados padrões de planeamento urbano e não terão impactos negativos na paisagem circundante e no ambiente em geral. Durante as fases de planeamento e desenvolvimento dos Novos Aterros, o Estado Parte continuará a manter uma comunicação activa com o Centro do Património Mundial e as Organizações Consultivas para assegurar que o valor universal excepcional do Centro Histórico de Macau não será posto em perigo em nenhum ponto”, conclui. Catarina Pereira – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”





Reino Unido - Centro Português de Lambeth está aberto e a funcionar, diz dirigente

“O Centro Comunitário Português de Apoio à Comunidade Lusófona (CCP), funciona sete dias por semanas, estando o domingo reservada para actividades e eventos do Centro ou de outras comunidades lusófonas e/ou privadas”, explicou ao Bom Dia Artur Domingos, um dos dirigentes da instituição, na sequência de uma notícia que dava o espaço como fechado e com dívidas

Artur Domingos (na foto) afirma que o centro funciona “apesar de algumas vicissitudes que são do conhecimento da comunidade, nomeadamente os pagamentos de algumas dividas da Instituição que se arrastam a alguns anos e se agravaram durante a pandemia”, reconhecendo assim que há dificuldades financeiras, tal como noticiado pelo Bom Dia.

O principal orgulho dos responsáveis do centro é que “desde o início da pandemia até ao corrente dia, o Centro Comunitário Português de Apoio à Comunidade Lusófona tem a funcionar nas suas instalações um Banco Alimentar duas vezes por semana, às segundas e quintas-feiras, como parceiro do Council de Lambeth”.

E além do banco, atualmente “estão a ser desenvolvidas outras atividades nas instalações do CCP em parceria com outros parceiros, nomeadamente as aulas de português, que decorrem aos sábados e o Club Senior às quartas-feiras, além do apoio prestado pela equipa de Welfare Advice, fundamental nos dias de hoje, tradutor e informações jurídicas”.

Artur Domingos referiu ainda que no espaço do CCP estão ativos uma congregação religiosa e uma psicóloga.

Por fim, “nenhum dos atuais directores do CCP ponderaram o encerramento da Instituição e das suas actividades podendo ocorrer, como última opção, a mudança de instalações”, remata Domingos. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


Portugal - Mário Costa lança novo disco em Paris

O baterista e compositor Mário Costa está a lançar o novo álbum “Chromosome” que é apresentado esta sexta, no Festival Antena 2, no Centro Cultural de Belém, seguindo depois para Braga no dia 25 onde vai atuar no espaço Maison 826, e depois para Paris onde, no dia 26, vai apresentar o álbum na Galerie Paul Fort


Em 2018, com a edição de Oxy Patina, iniciou uma muito elogiada carreira enquanto líder e compositor, acompanhado por duas figuras incontornáveis do jazz europeu: Benoît Delbecq e Marc Ducret. A estreia em nome próprio, além de inúmeras críticas internacionais, recebeu a classificação máxima pela revista Jazz.pt, que lhe atribuiu os títulos de “melhor disco do ano” e “músico de jazz nacional do ano”.

O segundo capítulo desta aventura mais autoral, lançado agora em Fevereiro pela editora Cleanfeed, e com o apoio da Fundação GDA, tem o título de “Chromosome”, numa referência directa à composição de Mário Costa, pensada especificamente para o ADN de cada um dos músicos que agora o acompanha. É esse sentimento, de temas preparados com o cuidado para permitir a cada elemento a exploração das suas qualidades, que engrandece o brilhantismo de um disco tão cativante quanto inesperado nos seus nove temas. Se lembrarmos que a trompete de Cuong Vu costuma ser escutada em projectos de Bill Frisell, Pat Metheny, David Bowie ou Laurie Anderson, que o contrabaixo de Bruno Chevillon surge amiúde ao lado de Louis Sclavis, Michel Portal ou Daniel Humair, e que o piano de Benoît Delbecq, além dos projectos próprios, tem tocado com gente tão díspar e especial quanto Evan Parker, Mark Turner ou Mary Halvorson, fica-se com uma pálida ideia do encontro que aqui acontece.

Mas porque esta música é muito mais do que a soma das partes e porque cada composição funciona como uma passadeira vermelha que Mário Costa estende a cada um dos seus cúmplices, é também muito mais aquilo que, qual milagre, se revela na união destes quatro músicos. E, por isso, tudo fica por dizer. Só a música pode falar pelo deslumbramento e pela explosão de criatividade que se liberta de “Chromosome”. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


Portugal - Universidade de Coimbra dinamiza workshop sobre deteção, geolocalização e monitorização de incêndios florestais


O Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores de Coimbra (INESC Coimbra), o Centro de Informática e Sistemas da Universidade de Coimbra (CISUC) e a Associação para o Desenvolvimento da Aerodinâmica Industrial (ADAI) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) vão promover na próxima segunda-feira, 27 de fevereiro, entre as 10h e as 17h, um workshop sobre gestão de dados de deteção, geolocalização e monitorização de incêndios florestais.

O evento, que terá lugar no Hotel Vila Galé, em Coimbra, consiste na apresentação dos resultados de vários projetos de investigação desenvolvidos no âmbito desta temática, financiados pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), nomeadamente: FireLoc; FoRESTER; FirePuma; Floresta Limpa; IMFire; Firefront; e Eye in the Sky. As abordagens deste workshop são baseadas em dados enviados pelos cidadãos e na sua combinação com outras fontes de dados.

Após cada sessão de apresentações segue-se um período para questões, estando ainda previsto um Painel de Discussão sobre “Integração de dados para a deteção, geolocalização e monitorização de eventos extremos - potencialidades, limitações e riscos”.

O evento será em formato híbrido (presencial e remoto). A inscrição é gratuita, mas obrigatória e pode ser realizada através desta ligação. Universidade de Coimbra - Portugal


 

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2023

China - Próxima edição dos Jogos Asiáticos vai incluir intérpretes de língua portuguesa


Os Jogos Asiáticos, evento multidesportivo da Ásia cuja próxima edição se realiza na cidade chinesa de Hangzhou, entre 23 de Setembro e 8 de Outubro, vai contar com intérpretes de língua portuguesa, anunciou ontem a organização.

O processo inicial de seleção dos voluntários foi realizado em colaboração com a Universidade de Línguas Estrangeiras de Zhejiang, a província chinesa cuja capital é Hangzhou, segundo o comunicado do Conselho Olímpico da Ásia, citado pelo jornal oficial chinês Diário do Povo. Aquela universidade é uma das 25 instituições de ensino superior da China continental que oferecem licenciaturas em português.

Até 1999, apenas a Universidade de Estudos Estrangeiros de Pequim e a Universidade de Estudos Internacionais de Xangai ofereciam licenciaturas em português no continente chinês. No total, mais de 1500 estudantes chineses frequentam agora cursos em português no país. Timor-Leste é o único país de língua oficial portuguesa que vai participar nos Jogos Asiáticos. Macau também vai ter atletas na competição.

Segundo a organização, o evento vai contar também com intérpretes de japonês, coreano, árabe ou russo. Um total de 1640 voluntários foi seleccionado para a segunda ronda de entrevistas, de acordo com a organização.

A aposta no ensino do português reflete a crescente necessidade da China em formar quadros para trabalhar com os países de língua portuguesa, face à evolução das trocas comerciais, que só em 2022 se cifraram em 214.830 milhões de dólares, um aumento de 6,27%, em termos homólogos. O destaque vai sobretudo para Angola e Brasil, cujas trocas com a China compõem a maioria deste comércio.

Hangzhou, que tem 12 milhões de habitantes, é a terceira cidade chinesa a sediar os Jogos Asiáticos, depois de Pequim, em 1990, e Cantão, em 2010. In “Ponto Final” - Macau


 

Espanha - A mezzo-soprano moçambicana Mariana Carrilho em concerto no Palácio da Música Catalã

A mezzo-soprano moçambicana vai cantar numa das salas mais emblemáticas de Espanha. Na capital da Catalunha, Mariana Carrilho vai actuar com a conceituada Orquestra de Guitarras de Barcelona, nesta sexta-feira

Donacret

Contextualização. Palau de la Música Catalana ou Palácio da Música Catalã é um dos expoentes máximos da arquitectura modernista catalã. É um edifício projectado por Lluís Domènech i Montaner, com várias salas de concerto. Aliás, por aquelas salas de concertos passaram e passam grandes músicos a nível internacional, tanto da música clássica como da música popular. Trata-se de um espaço com muita história e tradição, conhecido em todo o mundo. Por isso mesmo, Mariana Carilho sente-se muito privilegiada e agradecida por poder actuar num lugar tão emblemático.

Não obstante a importância do local do concerto, para Mariana Carrilho, cantar com a Orquestra de Guitarras de Barcelona no Palau de la Música Catalana já é como estar em casa. E desenvolve: “Começamos a trabalhar juntos em 2019, quando dava os meus primeiros passos na vida profissional, e desde então fomos construindo uma parceria musical sólida. Com a OGB [Orquestra de Guitarras de Barcelona] pude cantar em vários países e palcos europeus e aprendi muito sobre a música espanhola”, contou a artista moçambicana que vive em Espanha há vários anos.

Com a Orquestra de Guitarras de Barcelona, Mariana Carrilho vai actuar num concerto que se vai dividir em duas partes. A primeira parte vai dedicar-se a danças do mundo e a segunda parte à música espanhola, sobretudo a do compositor Manuel de Falla. “Eu participo nesta parte e cantarei várias obras deste, das quais se destaca ‘El Amor Brujo’, uma das suas obras mais conhecidas”.

Dito isso, a mezzo soprano também reconheceu que cantando com a Orquestra de Guitarras de Barcelona aprendeu muito sobre a música espanhola e como expressá-la: sentimentos e nuances. “Agradeço infinitamente ao Sergi Vicente, director da orquestra, que sempre confiou em mim e foi muito generoso na partilha de conhecimentos sobre esta música”.

Segundo disse Mariana Carrilho, no Palau de la Música Catalana vai cantar para duas mil pessoas ao longo de hora e meia. “É um dos palcos mais emblemáticos e com mais tradição onde terei actuado até agora (e acredito ser a primeira cantora lírica moçambicana a actuar neste palco)”.

Quanto à Orquestra de Guitarras de Barcelona, é uma das melhores orquestras de guitarras do mundo e percorre um repertório clássico espanhol de grande virtuosismo. Fundada há 30 anos pelo guitarrista espanhol Sergi Vicente, esta formação orquestral já realizou mais de 700 espectáculos, interpretando um vasto repertório que inclui obras de compositores de todos os períodos da história da música. Ao longo dos anos, mais de 150 guitarristas de várias nacionalidades fizeram parte da Orquestra. José dos Remédios – Moçambique in “O País”


Centro de Estudos Internacionais Iscte - Exibição do filme "Iuventa"

No dia 2 de março, o CEI-Iscte, em parceria com o Instituto Italiano di Cultura de Portugal, apresenta o documentário "Iuventa", que narra os acontecimentos de um ano crucial na vida de um grupo de jovens europeus envolvidos de diversas formas no projeto humanitário Jugend Rettet.

O filme relata desde a primeira viagem do navio ȊUVENTA no Mar Mediterrâneo até as pesadas cargas que levaram à apreensão do navio mais de um ano depois. A espinha dorsal da narrativa é a primeira viagem do navio ao mar: partindo de Malta, retorna a La Valletta após 15 dias no mar, tendo salvado a vida de mais de 2.000 pessoas.

A sessão decorre no Auditório B2.03 (Edifício 2, Piso 2) pelas 17h00


Mais sobre o filme: https://iuventa.film