Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Brasil - Para uma gramática da Língua Hãtxa Kuin

Nascido no município acriano de Tarauacá, na Terra Indígena Praia do Carapanã, Joaquim Paulo de Lima Kaxinawá se tornou o primeiro índio no Brasil a receber o título de doutor em linguística pela Universidade de Brasília (UnB). Mais conhecido como Joaquim Maná, ele defendeu hoje, 19 de dezembro de 2014, a tese “Para uma gramática da Língua Hãtxa Kuin”.

Alfabetizado na língua portuguesa aos 20 anos em, um programa alternativo coordenado pela Comissão Pró-Índio do Acre, ele fez o magistério indígena no estado e a graduação em um curso intercultural indígena na Universidade Federal do Mato Grosso do Sul. O mestrado e o doutorado foram feitos na UnB.

Para ele, um dos maiores desafios durante o doutorado foi a indisponibilidade de pesquisas sobre a língua de seu povo, sobretudo em português. “Muitas pesquisas foram escritas em inglês, alemão, francês e espanhol e não foram apresentadas ao povo, ficaram guardadas”, ressalta.

Agora “doutor”, Joaquim Kaxinawá acredita que a tese não deve provocar muitas mudanças, mas espera que sirva de exemplo para a formulação de um programa de ensino da língua nativa aos diferentes povos do país.

“Das 12 terras que nós temos, seis já estão com problemas. Os mais velhos falam na nossa língua e os jovens já não falam mais. Falam em português. Agora é preciso se aliar às secretarias municipais, estaduais, ONGs [organizações não governamentais] que trabalham com os povos indígenas, para criar um programa e manter um curso de ensino de língua oral, língua escrita e produção de material didático”, defende Kaxinawá.

Recentemente, a Agência Brasil publicou a reportagem especial Ixé Anhe'eng destacando que, nos próximos 15 anos, o Brasil corre o risco de perder até 60 diferentes línguas indígenas – o que representa 30% dos idiomas falados pelas etnias do país.

A coordenadora do Laboratório de Literatura e Línguas Indígenas da UnB, Ana Suelly Cabral, destaca a importância do estudo sobre os povos originais. “Se eu sou professora, ou fui, do Joaquim, ele foi meu professor também. Trabalhar com eles é uma grande aprendizagem. Ao mesmo tempo em que eu passo esse conhecimento, eu estou aprendendo com eles, a língua deles, e também, mais importante, eu aprendo uma riqueza cultural incrível que eles me passam.”

A professora adianta que mais dois pesquisadores indígenas devem conquistar o título de doutor pela UnB em fevereiro e em maio do ano que vem. Ela espera que os estudantes se espelhem em Joaquim, que pretende voltar à Terra Indígena Praia do Carapãnã, para reforçar o ensino da língua Hãtxa Kuin, do povo Huni Kuín, entre crianças e adultos. Maíra Heinen – Brasil in “Agência Brasil”

Quando a chuva passar









Vamos aprender português, cantando



Pra que falar
se você não quer me ouvir?
Fugir agora não resolve nada
mas não vou chorar
se você quiser partir
às vezes a distância ajuda
e essa tempestade
um dia vai acabar
só quero te lembrar
de quando a gente
andava nas estrelas
nas horas lindas
que passamos juntos
a gente só queria amar e amar
e hoje eu tenho certeza
a nossa história não
termina agora
porque essa tempestade
um dia vai acabar

Quando a chuva passar
quando o tempo abrir
abra a janela e veja
eu sou o sol
eu sou céu e mar
eu sou céu e fim
e o meu amor é imensidão

Só quero te lembrar
de quando a gente
andava nas estrelas
nas horas lindas
que passamos juntos
a gente só queria amar e amar
e hoje eu tenho certeza
a nossa história não
termina agora
pois essa tempestade
um dia vai acabar

Quando a chuva passar
quando o tempo abrir
abra a janela e veja
eu sou o sol
eu sou céu e mar
eu sou céu e fim
e o meu amor é imensidão

Quando a chuva passar
quando o tempo abrir
abra a janela e veja
eu sou, eu sou o sol
eu sou céu e mar
céu e fim
e o meu amor é imensidão

Ivete Sangalo - Brasil


segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Brasil - Indefinição atrasa investimentos

SÃO PAULO – Um ano e meio depois da promulgação da lei nº 12.815/13, a chamada Lei dos Portos,o governo federal ainda não conseguiu licitar os 11 terminais previstos para o Porto de Santos. O processo encontra-se sob análise pelo Tribunal de Contas da União (TCU) há mais de um ano e, ao que parece, não há previsão quanto a uma solução.

O que se sabe – até porque é uma questão que se tornou pública – é que o TCU não gostou da qualidade dos estudos que a Secretaria de Portos (SEP) apresentou para justificar os arrendamentos das instalações portuárias em Santos, o que não contribui para a imagem de um órgão que tem o status de ministério e está diretamente ligado à Presidência da República.

Outra questão que se arrasta é aquela em que o governo federal quer – porque quer – promover a licitação de armazéns para a implantação de um terminal especializado na movimentação de granéis de origem vegetal na Ponta da Praia, hoje zona residencial, sem levar em conta os prejuízos à saúde pública.

Como é natural, a Prefeitura de Santos saiu em defesa dessa coletividade – que, aliás, mora em bairro de grande especulação imobiliária – e apresentou proposta que prevê a transferência desse futuro terminal para a área continental do município, hoje ainda pouco povoada. Aliás, se os técnicos da SEP tivessem consultado o Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ) do Porto de Santos, em vigor desde 2006, teriam visto que essas instalações já estavam previstas para aquela região de 241 metros quadrados destinada à expansão portuária. Se o consultaram, fizeram questão de não respeitá-lo.

Se estivessem em dia com o que se faz no Primeiro Mundo, teriam apresentado uma proposta de um offshore terminal, ou seja, longe da costa marítima, como se vê em Xangai, na China, e em Maasvlakte 2, no porto de Roterdã, na Holanda. Seja como for, o TCU agora quer que se faça uma audiência pública em Brasília para debater se o terminal ficará encravado na zona insular (e urbana) de Santos ou na sua área continental.

Essa indefinição só mostra que a nova Lei dos Portos veio na contramão da tendência que se vê nos portos europeus, onde existe maior presença da comunidade local, inclusive do empresariado, nos destinos dos complexos portuários. Ao esvaziar a gestão local, com a transformação do Conselho de Autoridade Portuária (CAP) em órgão consultivo, a nova legislação centralizou as decisões do setor em Brasília. E o que se constata é o Estado procurando se intrometer em questões que deveriam ser definidas pela livre-concorrência, como no caso do estabelecimento de tarifas-teto para os serviços a serem prestados nos terminais arrendados.

Curiosamente, a SEP já não tem o poder decisório que tinha à época de sua criação no governo anterior. E ainda corre o risco de voltar a ser um departamento do Ministério dos Transportes no próximo governo. Se isso ocorrer, com certeza, os investimentos privados irão demorar ainda mais. Milton Lourenço - Brasil


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Milton Lourenço é presidente da Fiorde Logística Internacional e diretor do Sindicato dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística do Estado de São Paulo (Sindicomis) e da Associação Nacional dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística (ACTC). E-mail: fiorde@fiorde.com.br. Site: www.fiorde.com.br.

domingo, 21 de dezembro de 2014

Guiné Equatorial – Presidente do Sport Lisboa e Benfica recebido em Bata

Secretário de Estado Ruslan Nsue recebe a comitiva do Benfica
Luís Filipe Vieira, presidente do Sport Lisboa e Benfica foi recebido pelo Secretário de Estado da Juventude e Desporto, Ruslan Obiang Nsue, no passado dia 15 de Dezembro de 2014, na sede regional do Ministério dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação Internacional em Bata, na Guiné Equatorial.

Embaixador Tito Mba Ada com o Secretário Estado Ruslan Nsue
A reunião entre o presidente do Benfica, que estava acompanhado com outros dirigentes e o Secretário de Estado da Guiné Equatorial, que estava acompanhado do embaixador da Guiné Equatorial junto da CPLP, Tito Mba  Ada, abordou o tema futebol, a ligação entre o Benfica e a Guiné Equatorial através do jogador Javier Balboa que neste momento continua a jogar em Portugal, o desenvolvimento do futebol a nível internacional e a possibilidade de promover jovens talentos da Guiné Equatorial nas instalações do clube em Portugal, numa melhor integração do país na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

A proposta apresentada pelo SL e Benfica mereceu o interesse do Secretário de Estado da Juventude e Desporto, que assegurou ir apresentar às autoridades superiores para análise e possível aprovação. Baía da Lusofonia

A reunião entre o Secretário de Estado Ruslan Nsue e o Benfica

sábado, 20 de dezembro de 2014

Portugal – A mais antiga conserveira do mundo

Ramirez - A mais antiga conserveira do mundo faz 160 anos com novos produtos

A empresa portuguesa Ramirez, que exporta 64% da produção para mais de 50 mercados dos cinco continentes, colocou este ano nos circuitos comerciais uma edição comemorativa da lata de conservas de atum em óleo vegetal, para assinalar os 160 anos de actividade.

A aguarela, da autoria do pintor Sérgio Remondes, que dá um novo colorido à litografia da lata, faz “o retrato de uma família radiante e satisfeita, que cresce dia após dia, na mesma proporção da generosidade das latas da marca”, explica Manuel Ramirez, presidente da empresa.

Na pintura foram fixados todos aqueles a quem a marca pretende agradecer pela sua longevidade. “Retratamos todos os que, em vários mercados, nos honram com a sua preferência e nos ajudam a construir uma marca global”, adianta Manuel Ramirez.

“Nestes 160 anos de atividade, o nosso reconhecimento é extensível às gentes do mar, que com bravura para nós pescam, bem como a todos os nossos colaboradores, que com esforço e entusiasmo connosco partilham trabalho e êxitos”, conclui.

A Ramirez é mais antiga empresa mundial do sector das conservas de peixe em laboração e está também a construir uma nova unidade fabril, em Lavra, Matosinhos. Esta fábrica, que representa um investimento de 18 milhões de euros, permitirá duplicar a capacidade da unidade atual.

Entretanto, a empresa relançou a histórica marca “La Rose”, que no século XX internacionalizou os nomes de Portimão e de Portugal em países como Inglaterra, Bélgica, França, Alemanha, EUA e Holanda.

A produção da marca foi suspensa no final da década de 1970 e regressou agora ao edifício onde nasceu, em 1902, a antiga fábrica “Feu Hermanos”, hoje Museu de Portimão, onde foi relançada no 6º aniversário do espaço museológico, no dia 24 de Maio.

Apesar de estar fora do mercado há mais de 30 anos, a “La Rose” goza ainda de um capital de simpatia enorme em Portugal e no estrangeiro. As identidades vintage são também muito apreciadas em vários mercados. Prevê-se, por isso, que a marca possa ter algum impacto nas vendas da empresa no médio e longo prazo”, afirma Manuel Ramirez, administrador, filho do presidente do conselho de administração e membro da quinta geração da família à frente dos destinos da empresa.

No imediato foram colocadas à venda 100 mil latas de duas referências – sardinhas em azeite e atum em azeite – em Portugal. Estão também a ser trabalhados alguns dos históricos mercados internacionais da “La Rose”.

Cinco gerações de inovação e aposta na internacionalização

O processo de internacionalização da Ramirez, distinguido pela Associação Industrial Portuguesa, iniciou-se no século XIX e privilegiou “uma forte política de identidade própria”, criando e comercializando marcas como a “Cocagne” no Benelux (exportada desde 1906 e que assinalou recentemente 100 anos de actividade na liderança neste mercado); a “Tomé” nas Filipinas, Canadá e EUA; a “Al Fares” no mundo árabe, a “Gabriel” na África do Sul ou a “Mistral” na Venezuela.

A exportação “continua em plena expansão”, solidificando a presença contínua da Ramirez nos mercados da Áustria, Espanha, Bélgica, Holanda, Luxemburgo, França, Brasil, Inglaterra, Suíça, África do Sul, Canadá, EUA, Venezuela, Angola, Moçambique, Alemanha, Israel, Japão, China e Austrália. A marca detém a maior gama de conservas de peixe no mercado: 16 conservas de atum, 17 conservas de sardinha, seis conservas de cavalas e sete especialidades, fabricadas com recurso a pescado diverso, dos mexilhões ao polvo, com passagem pelo bacalhau ou pelas lulas e anchovas.

Para responder às maiores necessidades de conveniência dos consumidores, apostou no lançamento de refeições prontas em conserva: bacalhau à portuguesa, bacalhau com grão e atum assado à algarvia, com grão, com milho e feijão vermelho, com feijão-frade, com maionese e vegetais, com salada russa e maionese, ou sardinhas em caldeirada. In “Veja Portugal” – Portugal

RAMIREZ

Sede/unidades: Matosinhos e Peniche
Sector de actividade: conservas de peixe
Início da actividade: 1853
Número de trabalhadores: 180
Volume de negócios: 30 milhões de euros/ano
Volume de negócios na exportação: 64%
Vendas: 45 milhões de latas/ano
Produtos: 55 referências de conservas de peixe


Ramirez & Cª (Filhos) S.A.
Rua Óscar da Silva, 1683 - Leça da Palmeira
P.O.box 2050
4451-953 Matosinhos

Telf.+ 351 22 999 7878 Fax.+ 351 22 999 7879
E-mail: ramirez@ramirez.pt

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Moçambique - Nataniel Ngomane Presidente do Fundo Bibliográfico da Língua Portuguesa

O Presidente Armando Guebuza nomeou Nataniel Ngomane, para o cargo de Presidente do Fundo Bibliográfico da Língua Portuguesa (FBLP), em substituição de Lourenço Do Rosário.

“O Presidente da República, Armando Emílio Guebuza, no uso das competências que lhe são conferidas pelo artigo 2 do Decreto n. 19/90, de 11 de Setembro, que cria o Fundo Bibliográfico da Língua Portuguesa e aprova o seu Estatuto Orgânico, exonerou, Lourenço do Rosário, do cargo de Presidente do Fundo Bibliográfico da Língua Portuguesa”.

Segundo um comunicado de imprensa da presidência, o chefe do Estado moçambicano, num outro despacho nomeou ainda Gilberto Matusse para o cargo de Vice-Presidente do FBLP.

Nataniel Ngomane é actualmente director da Escola de comunicação e Artes (ECA) da Universidade Eduardo Mondlane (UEM). In “Rádio Moçambique” - Moçambique


Nataniel Ngomane - Doutor em Letras pela Universidade de São Paulo (USP), onde defendeu a tese A escita de Mia Couto e Ungulani Ba Ka Khosa e a estética do realismo maravilhoso (2004), Nataniel Ngomane é Licenciado em Linguística pela Faculdade de Letras da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), com a defesa da dissertação Alguns aspectos da coesão e coerência textuais no romance Terra Sonâmbula de Mia Couto (1994). Professor de Literatura Comparada e de Metodologia de Investigação na Faculdade de Letras e Ciências Sociais da UEM, tem textos dispersos em capítulos de livros, revistas e jornais, além de participação diversa em eventos científicos nacionais e internacionais.
Membro do Conselho Consultivo da revista Portuguese Literary & Cultural Studies (do Center for Portuguese Culture and Studies da University of Massachusetts-Dartmouth) e do Conselho Editorial Científico da revista Recorte (da Universidade Vale do Rio Verde, de Minas Gerais, Brasil), os seus interesses em pesquisa integram a Literatura Moçambicana e Latino-Americana, o Cinema e a Música moçambicanos. Director da Escola de Comunicação e Artes da Universidade Eduardo Mondlane

Moçambique – Muxúnguè vai ter uma fábrica de processamento de ananás

As obras de construção de uma fabriqueta de processamento de ananás no posto administrativo de Muxúnguè, distrito de Chibabava, na província de Sofala, centro de Mocambique, vão arrancar em Janeiro de 2015.

A construção desta fabriqueta já vinha sendo falada há quatros anos sem no entanto ser materializada devido a falta de financiamento para o arranque das obras.

Entretanto, o chefe dos Serviços Distritais das Actividades Económicas locais, Paiz Martinho, citado pelo jornal “Notícias”, explica que todas as condições já estão criadas para a instalação da referida fabriqueta, tendo já sido identificado o local, em consulta pública envolvendo a população e as autoridades governamentais distritais.

Sem revelar o custo total e a nacionalidade dos investidores, Martinho disse que neste momento decorrem os últimos acertos entre o Governo moçambicano e os investidores que pretendem montar a fábrica para a sua formalização.

“Este é um projecto antigo que envolveu muitos investidores que pretendiam instalar a fábrica de ananás. Tudo já estava acertado faltando apenas adjudicação das obras, mas devido ao conflito que ocorreu nesta região os investidores acabaram por abandonar e agora são outros mas tudo indica que desta vez o projecto vai mesmo ser materializado’’, disse Martinho.

Sublinhou que neste momento decorrem junto das comunidades trabalhos de identificação dos principiais produtores desta matéria-prima de forma a alimentar a fábrica, cujo número de produtores tem vindo a aumentar nos últimos anos pese embora tenha havido fraca produção este ano devido a situação da tensão político- militar.

Segundo Martinho, a entrada em funcionamento desta fábrica poderá resolver a problemática da falta de mercado para a comercialização de ananás. Por outro lado, irá gerar mais empregos para jovens.

O distrito de Chibabava é potencial na produção de ananás na província de Sofala, mas devido a falta de mercado os camponeses enfrentam muitas dificuldades e até chega-se a ponto de os produtos apodrecerem, deitando-se assim os esforços dos camponeses. In “Rádio Moçambique" - Moçambique