Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

sábado, 26 de julho de 2014

IX Jogos Desportivos da CPLP – Angola 2014










Acompanhe aqui os IX Jogos Desportivos da CPLP que estão neste momento a decorrer em Angola.
Poderá assistir aos jogos em directo na Televisão Pública de Angola (TPA) ou em www.tpai.tv/live .










Baía da Lusofonia

Brasil – Amazônia Azul (continuação)

Brasil obtém permissão da ONU para explorar minério em fundo do oceano.

O Brasil foi autorizado por um braço da ONU a explorar recursos minerais em águas internacionais do oceano Atlântico, levantando tanto potenciais ganhos econômicos quanto preocupações ambientais.



Essa mineração submarina é considerada uma nova fronteira na busca por metais preciosos, como manganês, cobre e ouro, que se tornaram essenciais na economia mundial moderna.

A permissão foi concedida pela Autoridade Internacional de Fundos Marinhos (Isba), órgão vinculado à ONU, e confere ao país o direito de atuar por 15 anos em uma área de 3 mil quilômetros quadrados na região do Atlântico conhecida como Elevação do Rio Grande, localizada a cerca de 1,5 mil km da costa do Rio de Janeiro.

O pedido foi feito em dezembro pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM) em nome do Ministério de Minas e Energia, depois do investimento de R$ 90 milhões ao longo de quatro anos de estudos sobre o potencial geológico desta área.

Potencial econômico

O Brasil poderá estudar as chamadas crostas ferromanganesíferas ricas em cobalto em projetos de mineração submarina. Segundo o CPRM, esses depósitos foram identificados como os de maior potencial econômico e estratégico em levantamentos realizados em expedições a essa região.

"Nestes 15 anos, mapearemos o que existe lá e avaliaremos seu potencial econômico. Depois, podemos entrar com um novo pedido para explorar economicamente", afirma à BBC Brasil Roberto Ventura Santos, diretor de geologia e recursos minerais do CPRM.



"As possibilidades são interessantes, porque é uma região rica em elementos químicos usados na indústria, especialmente nas de alta de tecnologia, na produção de chips, peças de usinas eólicas e carros elétricos."

Santos afirma ainda que o Brasil ampliará seu conhecimento técnico sobre este tipo de mineração submarina, formará profissionais capacitados a trabalhar nesta área e criará tecnologia para tal.

"Somos o primeiro país da América Latina a conseguir essa permissão e, assim, entramos no seleto grupo de países que fazem este tipo de exploração, como Japão, Estados Unidos e China", diz Santos.

Novas permissões

Além do Brasil, a ONU concedeu outras seis novas permissões a empresas públicas e estatais do Reino Unido, Cingapura, Ilhas Cook, Índia, Alemanha e Rússia.

Com isso, a área total do leito oceânico liberada para exploração foi ampliada para 1,2 milhão de quilômetros quadrados, sob um total de 26 permissões de exploração científica.

A ONU ainda não conferiu nenhuma permissão de exploração econômica, conhecida como explotação, mas as primeiras devem ser concedidas nos próximos anos, segundo a Isba.

"Existe um interesse crescente", disse Michael Lodge, da Isba, à BBC. "A maioria dessas últimas permissões foi concedida a empresas que esperam minerar estas áreas em pouco tempo".

No entanto, ainda precisam ser negociadas as condições e regras dessa atividade econômica, como por exemplo a divisão de royalties, já que um dos princípios básicos da Isba é que as riquezas do fundo do oceano devem ser compartilhadas globalmente.

A exploração mineral do fundo oceano começou a ser investigada na década de 1960, mas só recentemente tornou-se possível graças a avanços tecnológicos – criados nas indústrias de petróleo e gás. Ao mesmo tempo, o preço destas matérias-primas aumentou, também as chances de se obter um bom retorno econômico, o que viabilizou os investimentos necessários para obtê-las.

Impacto ambiental

No entanto, esse tipo de exploração não é vista com bons por grupos de defesa do meio ambiente, que alegam que a exploração pode trazer prejuízos para ecossistemas marinhos.

Um protocolo para minimizar o impacto ambiental ainda está sendo estudado.

O biólogo marinho Jon Copley, da Universidade de Southampton, vem monitorando a mineração nas chamadas dorsais oceânicas, nome dado às cadeias de montanhas submersas que se originam do afastamento de placas tectônicas.

"Cerca de 6.000km de dorsais oceânicas, ou 7,5% do total, são exploradas hoje por seu potencial mineral", afirma Copley.

"Essas dorsais são um dos três locais do fundo do oceano em que há depósitos mineirais que atraem o interesse de países e empresas. Mas também vivem nestes locais colônias de espécies que não são encontradas em outras partes do oceano e podem ser suscetíveis a impactos ambientais gerados pela mineração."

Santos, da CPRM, diz que isso será levado em conta no caso brasileiro: "Faremos um estudo de impacto ambiental junto com o de potencial econômico. Nosso pedido foi muito elogiado por causa disso".Rafael Barifouse – Brasil in “Defesanet”

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Brasil - Ariano Suassuna

Sexto ocupante da Cadeira nº 32, eleito em 3 de agosto de 1989, na sucessão de Genolino Amado e recebido em 9 de agosto de 1990 pelo Acadêmico Marcos Vinicios Vilaça. Faleceu no dia 23 de julho de 2014, no Recife, aos 87 anos.

Ariano Vilar Suassuna nasceu em Nossa Senhora das Neves, hoje João Pessoa (PB), em 16 de junho de 1927, filho de Cássia Villar e João Suassuna. No ano seguinte, seu pai deixa o governo da Paraíba e a família passa a morar no sertão, na Fazenda Acauhan.

Com a Revolução de 30, seu pai foi assassinado por motivos políticos no Rio de Janeiro e a família mudou-se para Taperoá, onde morou de 1933 a 1937. Nessa cidade, Ariano fez seus primeiros estudos e assistiu pela primeira vez a uma peça de mamulengos e a um desafio de viola, cujo caráter de “improvisação” seria uma das marcas registradas também da sua produção teatral.

A partir de 1942 passou a viver no Recife, onde terminou, em 1945, os estudos secundários no Ginásio Pernambucano e no Colégio Osvaldo Cruz. No ano seguinte iniciou a Faculdade de Direito, onde conheceu Hermilo Borba Filho. E, junto com ele, fundou o Teatro do Estudante de Pernambuco. Em 1947, escreveu sua primeira peça, Uma Mulher Vestida de Sol. Em 1948, sua peça Cantam as Harpas de Sião (ou O Desertor de Princesa) foi montada pelo Teatro do Estudante de Pernambuco. Os Homens de Barro foi montada no ano seguinte.

Em 1950, formou-se na Faculdade de Direito e recebeu o Prêmio Martins Pena pelo Auto de João da Cruz. Para curar-se de doença pulmonar, viu-se obrigado a mudar-se de novo para Taperoá. Lá escreveu e montou a peça Torturas de um Coração em 1951. Em 1952, volta a residir em Recife. Deste ano a 1956, dedicou-se à advocacia, sem abandonar, porém, a atividade teatral. São desta época O Castigo da Soberba (1953), O Rico Avarento (1954) e o Auto da Compadecida (1955), peça que o projetou em todo o país e que seria considerada, em 1962, por Sábato Magaldi “o texto mais popular do moderno teatro brasileiro”.

Em 1956, abandonou a advocacia para tornar-se professor de Estética na Universidade Federal de Pernambuco. No ano seguinte foi encenada a sua peça O Casamento Suspeitoso, em São Paulo, pela Cia. Sérgio Cardoso, e O Santo e a Porca; em 1958, foi encenada a sua peça O Homem da Vaca e o Poder da Fortuna; em 1959, A Pena e a Lei, premiada dez anos depois no Festival Latino-Americano de Teatro.

Em 1959, em companhia de Hermilo Borba Filho, fundou o Teatro Popular do Nordeste, que montou em seguida a Farsa da Boa Preguiça (1960) e A Caseira e a Catarina (1962). No início dos anos 60, interrompeu sua bem-sucedida carreira de dramaturgo para dedicar-se às aulas de Estética na UFPe. Ali, em 1976, defende a tese de livre-docência A Onça Castanha e a Ilha Brasil: Uma Reflexão sobre a Cultura Brasileira. Aposenta-se como professor em 1994.

Membro fundador do Conselho Federal de Cultura (1967); nomeado, pelo Reitor Murilo Guimarães, diretor do Departamento de Extensão Cultural da UFPe (1969). Ligado diretamente à cultura, iniciou em 1970, em Recife, o “Movimento Armorial”, interessado no desenvolvimento e no conhecimento das formas de expressão populares tradicionais. Convocou nomes expressivos da música para procurarem uma música erudita nordestina que viesse juntar-se ao movimento, lançado em Recife, em 18 de outubro de 1970, com o concerto “Três Séculos de Música Nordestina – do Barroco ao Armorial” e com uma exposição de gravura, pintura e escultura. Secretário de Cultura do Estado de Pernambuco, no Governo Miguel Arraes (1994-1998).

Entre 1958-79, dedicou-se também à prosa de ficção, publicando o Romance d’A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta (1971) e História d’O Rei Degolado nas Caatingas do Sertão / Ao Sol da Onça Caetana (1976), classificados por ele de “romance armorial-popular brasileiro”.

Ariano Suassuna construiu em São José do Belmonte (PE), onde ocorre a cavalgada inspirada no Romance d’A Pedra do Reino, um santuário ao ar livre, constituído de 16 esculturas de pedra, com 3,50 m de altura cada, dispostas em círculo, representando o sagrado e o profano. As três primeiras são imagens de Jesus Cristo, Nossa Senhora e São José, o padroeiro do município.

Membro da Academia Paraibana de Letras e Doutor Honoris Causa da Faculdade Federal do Rio Grande do Norte (2000).

Em 2004, com o apoio da ABL, a Trinca Filmes produziu um documentário intitulado O Sertão: Mundo de Ariano Suassuna, dirigido por Douglas Machado e que foi exibido na Sala José de Alencar. Academia Brasileira de Letras - Brasil

Bibliografia

Teatro
Uma Mulher Vestida de Sol (1947). Recife: Imprensa Universitária, 1964. Especial da Rede Globo de Televisão, 1994.
Cantam as Harpas de Sião (ou O Desertor de Princesa) (1948). Peça em um ato. Inédita.
Os Homens de Barro (1949). Peça em 3 atos. Inédita.
Auto de João da Cruz (1950). Prêmio Martins Pena. Peça inspirada em três folhetins da literatura de cordel. Inédita.
Torturas de um Coração (1951). Peça para mamulengos.
O Arco Desolado (1952).
O Castigo da Soberba (1953). Entremês popular em um ato.
O Rico Avarento (1954). Entremês popular em um ato.
Auto da Compadecida (1955). Medalha de ouro da Associação Brasileira de Críticos Teatrais. Rio de Janeiro: Livraria Agir, 1957; 34.ª ed., Agir, 1999. Estréia no cinema, 1969. Microssérie da Rede Globo de Televisão, 1994, e no cinema, 2000.
O Desertor de Princesa (Reescritura de Cantam as Harpas de Sião), 1958. Inédita.
O Casamento Suspeitoso (1957). Encenada em São Paulo pela Cia. Sérgio Cardoso. Prêmio Vânia Souto de Carvalho. Recife, Igarassu, 1961. Rio de Janeiro: José Olympio, 1974, junto com O Santo e a Porca; 8.ª ed., 1989.
O Santo e a Porca, imitação nordestina de Plauto (1957). Recife: Imp. Universitária, 1964. Medalha de ouro da Associação Paulista de Críticos Teatrais. Rio de Janeiro: José Olympio, 1974, junto com O Casamento Suspeitoso; 8.ªed., 1989.
O Homem da Vaca e o Poder da Fortuna (1958). Entremês popular.
A Pena e a Lei (1959). Peça em três atos. Premiada no Festival Latino-Americano de Teatro em 1969. Rio de Janeiro: Agir, 1971; 4.ª ed., 1998.
Farsa da Boa Preguiça (1960). Estampas de Zélia Suassuna. Peça em três atos. Rio de Janeiro: José Olympio, 1974; 2.ª ed., 1979. Episódio de Terça Nobre, Rede Globo de Televisão, 1995.
A Caseira e a Catarina (1962). Peça em um ato. Inédita.
As Conchambranças de Quaderna, 1987. Estréia no Teatro Waldemar de Oliveira, Recife, 1988. Inédita.
A História de Amor de Romeu e Julieta. Suplemento “Mais!”, da Folha de S. Paulo, 1997.

Ficção
A história do amor de Fernando e Isaura. Romance inédito, 1956.
Romance d’A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta. Romance armorial popular. Nota de Rachel de Queiroz. Posfácio de Maximiano Campos. Rio de Janeiro: Borsoi, 1971. 2.ª ed. Rio: José Olympio, 1972. Adaptação teatral, por Romero de Andrade Lima, 1997.
As Infâncias de Quaderna. Folhetim semanal no Diário de Pernambuco, 1976-77.
História d’O Rei Degolado nas Caatingas do Sertão / Ao Sol da Onça Caetana. Romance armorial e novela romançal brasileira. Com estudo de Idelette Muzart F. dos Santos. Rio de Janeiro: José Olympio, 1977.
Fernando e Isaura. Romance (1956). Recife, Bagaço, 1994.

Outras obras
O Pasto Incendiado (1945-70). Livro inédito de poemas.
Ode. Recife: O Gráfico Amador, 1955.
Coletânea da Poesia Popular Nordestina. Romances do ciclo heróico. Recife: Deca, 1964.
O Movimento Armorial. Recife: UFPe, 1974.
Iniciação à Estética. Recife: UFPe, 1975.
A Onça Castanha e a Ilha Brasil: Uma Reflexão sobre a Cultura Brasileira (tese de livre-docência em História da Cultura Brasileira). Centro de Filosofia e Ciências Humanas, UFPe, 1976.
Sonetos com Mote Alheio. Recife, edição manuscrita e iluminogravada pelo autor, 1980.
Sonetos de Albano Cervonegro. Recife, edição manuscrita e iluminogravada pelo autor, 1985.
Seleta em Prosa e Verso. Estudo, comentários e notas do Prof. Silviano Santiago. Rio de Janeiro: José Olympio / INL, 1974 (coleção Brasil Moço).
Poemas. Seleção, organização e notas de Carlos Newton Júnior. Recife: Universidade Federal de Pernambuco/Editora Universitária, 1999.
 CD – Poesia Viva de Ariano Suassuna. Recife: Ancestral, 1998.

Obra traduzida

Para o alemão
Das Testament de Hundes oder das Spiel von Unserer Lieben Frau der Mitleidvollen (Auto da Compadecida). Tradução de Willy Keller. St. Gallen/Wuppertal: Edition diá, 1986.
Der Stein des Reiches oder die Geschichte des Fürsten vom Blut des Geh-und-kehr-zurück (Romance d’A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta). Tradução e notas de Georg Rudolf Lind. Sttutgart: Hobbit Presse/Klett-Cotta, 1979; 2.ª ed., 1988.

Para o espanhol
Auto de la Compadecida. Adaptação e tradução de José María Pemán. Madrid: Ediciones Alfil, 1965.
El Santo y la Chancha (O Santo e a Porca). Tradução de Montserrat Mira. Buenos Aires: Losangue, 1966.

Para o francês
Le Jeu de la Miséricordieuse ou Le Testament du chien (Auto da Compadecida). Tradução de Michel Simon. Paris: Gallimard, 1970.
La Pierre du Royaume: version pour européens et brésiliens de bon sens (Romance d’A Pedra do Reino). Tradução de Idelette Muzart Fonseca dos Santos. Paris: Editions Métailié, 1998.

Para o holandês
Het testament van den hond (Auto da compadecida). Tradução de J.J. van den Besselaar. Nederlandse, Ons Leekenspel: Bussum, 1966.

Para o inglês
The Rogue’s Trial (O Santo e a Porca). Tradução de Dillwyn F. Ratcliff. Berkeley/Los Angeles: University of California Press, 1963.

Para o italiano
Auto da Compadecida. Tradução de L. Lotti. Forli: Nuova Compagnia, 1992.

Para o polonês
Historia o milosiernej czyli testament psa (Auto da Compadecida). Tradução de Witold Wojciechowski e Danuta Zmij. Dialog. Rok IV Pazdziernik 1959, NR 10 (42), p. 24-64.

Sobre Ariano Suassuna
Dissertações e teses, artigos em jornais, livros e ensaios incluídos em livros encontram-se relacionados nos CADERNOS DE LITERATURA BRASILEIRA – Número 10, novembro de 2000.

Brasil – Portos da Bahia batem recorde de mercadorias

Portos baianos batem recorde de movimentação de carga geral. Movimentação chegou a ordem de 18,8 milhões de toneladas, a maior de todos os tempos para o período.

Foto: CODEBA - Porto de Salvador
O Complexo Portuário da Bahia fechou o primeiro semestre do ano com uma movimentação geral de cargas da ordem de 18,8 milhões de toneladas, a maior de todos os tempos para este período. Isoladamente, os portos públicos de Aratu-Candeias, Salvador e Ilhéus, administrados pela Codeba (Companhia das Docas do Estado da Bahia), movimentaram cerca de 5,7 milhões de toneladas, 1 milhão a mais que nos seis primeiros meses de 2013.

Aratu-Candeias respondeu por 60% da movimentação registrada no semestre pelos portos públicos, com um aumento de 650 mil toneladas, em relação ao mesmo período do ano passado. Minérios de cobre e ferro, além dos granéis líquidos, sobretudo fertilizantes, se destacaram na pauta de produtos movimentados. Já o Porto de Salvador registrou um aumento de 15% em relação a 2013, movimentando 2 milhões de toneladas, reflexo do crescimento das operações de cargas conteinerizadas. Em termos percentuais, o melhor desempenho foi alcançado pelo Porto de Ilhéus, com um incremento de 50% em relação ao ano passado. A retomada das exportações de soja influenciou decisivamente para esse resultado.

Aliado aos portos públicos, a movimentação nos terminais de uso privado também apresentaram evolução, somando mais de 13 milhões de toneladas, com crescimento na ordem de 5% em relação ao primeiro semestre passado. Guia Marítimo - Brasil

Galiza – 25 de Julho de 2014, novo domínio “.gal”

Único sítio web reintegracionista na primeira fase do domínio «.gal»

Um meio de comunicaçom pioneiro: PGL.gal

A reivindicaçom do «.gal» começou há quase nove anos, em setembro de 2005

A partir do mesmo momento da publicaçom deste artigo, o Portal Galego da Língua (PGL) tem como endereço o domínio que representa a Galiza na internet: www.pgl.gal. O novo endereço forma parte, ademais, do Programa Pioneiros, isto é, os primeiros sítios web que utilizarám a marca galega na rede de redes.

A Asociación Puntogal, gestora do domínio, recebeu autorizaçom da Internet Corporation for Assigned Names and Numbers (ICANN) para abrir o Programa Pioneiros a apenas cem endereços, dos quais dez ficárom reservados para usos internos dessa associaçom. No passado 22 de julho, num ato público no Museu do Povo Galego, divulgou-se a lista de 93 endereços que a partir do 25 de Julho utilizarám o «.gal», entre os quais só um de orientaçom reintegracionista: www.pgl.gal.

Para a Associaçom Galega da Língua (AGAL), que edita o PGL, resulta «umha satisfaçom» que este meio de comunicaçom forme parte dos pioneiros na implantaçom do domínio «.gal». No entanto, como se explica no livro PGL_10, o Portal Galego da Língua sempre tivo algo de pioneiro.

O PGL, pioneiro

O Portal Galego da Língua nasceu em maio de 2002. Na altura, o jornalismo digital era bastante diferente do que é hoje. A maior parte dos meios digitais galegos tinham pouco disso, pois nom costumavam passar de simples reproduções da sua versom em papel… e, em muitos casos, menos do que isso. Sem possibilidade de comentários às notícias, nem fóruns, nem salas de bate-papo nem outros serviços que sim costumam ter hoje em dia estes meios, as leitoras e os leitores tinham pouca capacidade de influir nos conteúdos e a comunicaçom era puramente unidirecional.

Fora dessa dinâmica estavam os meios de comunicaçom diretamente nascidos na rede, sem correlato analógico. Umha das caraterísticas destes ‘recém chegados’ foi a de dar voz aos leitores e às leitoras, nom apenas conhecer as suas opiniões, mas também permitir-lhes o envio de notícias, escuitar as suas queixas, atender as suas correções quando algumha informaçom estava errada… em definitiva, romper com a unidirecionalidade e converter o público em parte do processo criativo.

A equipa do PGL procurou articular umha comunidade em torno ao Portal e foi dos meios pioneiros na Galiza em dar voz aos leitores e às leitoras de maneira ativa, convertendo-as nas protagonistas.

A reivindicaçom de umha marca galega na rede

A reivindicaçom do domínio «.gal» poderíamo-la datar em setembro de 2005, quando a catalã Associació PuntCAT logrou da ICANN a autorizaçom para o domínio .cat, facto logicamente noticiado polo PGL.

Nesse mesmo mês, Miguel R. Penas, atual presidente da AGAL mas que na altura era membro da redaçom do PGL, publicava no n.º 34 do Novas da Galiza um artigo dando os parabéns à comunidade lingüística e cultural catalã. Ao mesmo tempo, pedia passos para reivindicar a Galiza o seu domínio próprio que, para começar, poderia ser o «.gal» mas, em última instância, o «.gz», igual que o povo catalão começava a sua reivindicaçom de um domínio o máximo nível, um «.ct».

Em abril de 2006 foi apresentado publicamente o projeto de constituir umha associaçom similar à PuntCAT, neste caso PuntoGal, que se constituiria formalmente dous meses depois. A partir daí, sete anos de duro trabalho até que em junho de 2013 a ICANN aprovou o «.gal».

Agora, pouco mais de um ano depois, a marca galega na internet dá os primeiros passos, acompanhada de um reduzido número de sítios web pioneiros. E pouco mais de dous meses depois da sua remodelaçom, o PGL entra também numha nova fase como PGL.gal! Portal Galego da Língua - Galiza


Brasil – Antidumping no calçado

Antidumping contra calçados chineses volta à pauta

O motivo é a renovação da sobretaxa de US$ 13,85 por par importado da China, a vencer em março de 2015

Em voga desde setembro de 2009, o direito antidumping contra o calçado chinês volta à pauta da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados). O motivo é a renovação da sobretaxa de US$ 13,85 por par importado da China, a vencer em março de 2015.

Conforme o presidente-executivo da entidade, Heitor Klein, está em andamento a formatação de uma petição de revisão do processo com amplo apoio das indústrias calçadistas. O documento deverá ser apresentado para Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) até o mês de outubro. “Considerando as condições vigentes no mercado, onde é clara a existência de dumping por parte não somente dos chineses, mas dos asiáticos, é grande a probabilidade da extensão do direito por mais cinco anos”, avalia Klein.

Segundo o dirigente, o processo é relativamente complexo, envolvendo detalhados levantamentos no mercado nacional, que estão sendo realizados por um instituto independente.

Entenda
Sob uma avalanche de calçados chineses, em outubro de 2008 a Abicalçados protocolou no MDIC uma petição de abertura de investigação de dumping contra o a China. No dia 9 de setembro de 2009, a Câmara de Comércio Exterior (Camex) publicou no Diário Oficial da União a decisão de cobrar, durante seis meses, uma alíquota de US$ 12,47 por parte de calçado importado da China. No dia 4 de março de 2010, a Resolução nº 14 tornou o direito antidumping definitivo por até cinco anos, agora com alíquota ajustada em US$ 13,85 por par.

“A importância da extensão do antidumping pode ser resumida através dos números. Em 2008, as importações de calçados chineses chegaram a quase US$ 220 milhões, passando para US$ 55 milhões após a aplicação do direito, em 2010. Em poucos meses após a aplicação da sobretaxa recuperamos mais de 40 mil postos de trabalho”, recorda Klein.

Dumping
Considera-se que há prática de dumping quando uma empresa exporta um produto a preço inferior ao praticado no mercado interno. O direito antidumping tem como objetivo evitar que as produtoras nacionais sejam prejudicadas por importações realizadas a preços de dumping, prática considerada desleal nos termos de comércio em acordos internacionais.

Atualmente a China produz mais de 10,6 bilhões de pares por ano, exportando 8,3 bilhões deles. A participação chinesa nas exportações mundiais de calçados chega a mais de 72%.

Importações de calçados da China

2007: US$ 148,87 milhões
2008: US$ 218,7 milhões (46,9%)
2009*: US$ 183,56 milhões (-16,1%)
2010**: US$ 54,93 milhões (-70,1%)
2011: US$ 70 milhões (27,4%)
2012: US$ 58,72 milhões (-16,1%)
2013: US$ 60,1 milhões (2,3%)
Jan-Jun 2014: US$ 31,95 milhões (-7,2%)

*Em setembro de 2009 passa a vigorar o direito antidumping contra a China, na época em US$ 12,47 por par importado
 **Em março foi instituído o antidumping válido por cinco anos contra a China, ajustado em US$ 13,85 por par importado. Abicalçados - Brasil

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Portugal – Indústria de mobiliário e ensino de mãos dadas.

Grupo Jetclass valoriza o talento de designers portugueses.

A empresa portuguesa de design e concepção de mobiliário de luxo - Jetclass - reforçou as suas apostas em inovação, sustentando-se nas parcerias estabelecidas com as Universidades.

No início deste ano de 2014, a 14 de Janeiro, a Jetclass lançou o desafio à Escola Superior de Artes e Design de Matosinhos e aos seus futuros Designers de Produto, para que dessem asas à imaginação e criassem projectos inovadores para a marca.

A 01 de Julho, deu-se a entrega dos prémios deste concurso e a avaliação dos projectos desenhados resultou numa criação vencedora. A peça eleita será desenvolvida e produzida pela Jetclass.

O vencedor do concurso, eleito pelo júri Jetclass e pela ESAD, foi Manuel Vasco, com a sua criação, Jager. Ana Santos, criadora da peça Heiwa, alcançou o segundo lugar.

O autor da obra vencedora, Manuel Vasco, para além de ver a sua peça tornar-se realidade com o auxílio da Jetclass, auferiu também um prémio pecuniário. O segundo lugar terá a oportunidade de realizar um estágio remunerado no Grupo Jetclass. Jetclass – Portugal

Jetclass - Sede: Rua Andrade Corvo Nº 1051, Apartado 62 4440-999 Valongo; Tel: 351 224 159 95;
Fax: 351 224 152 414; e-mails: info@jetclass.ptjetclass@jetclass.ptwww.jetclass.pt
Sector de actividade: Concepção, design e produção de mobiliário e decoração de luxo em edições da marca ou sob medida, bem como gestão e integração de todos os elementos de arquitectura e decoração de interiores necessários. Início da actividade: 2001. Número de trabalhadores: 60. Volume de negócios: 2,5 milhões de euros. Volume de negócios na exportação: 90%.