Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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segunda-feira, 8 de maio de 2023

Brasil – Criança que aprendeu a falar com 6 meses tem QI maior que 99,8% das pessoas do planeta


Uma criança de Praia Grande, no litoral de São Paulo, vem chamando a atenção nas redes sociais por conta do seu quociente de inteligência (QI) de 144 na Escala Wechsler, considerado superior ao de 99,8% da população mundial. As altas habilidades e superdotação fizeram com que Miguel Manoel de Oliveira fosse aceito numa sociedade internacional para superdotados, a Intertel.

Ao falar para os jornalistas na quarta-feira (3), a mãe de Miguel, Rosangela Manoel da Silva, de 40 anos, contou que o menino de apenas 10 anos começou a falar as primeiras palavras aos seis meses de idade. Porém, como cantava músicas e contava histórias para o menino, acreditava que essa era uma resposta aos estímulos.

Rosangela afirma que, quando Miguel tinha quatro anos, a escola entrou em contacto e solicitou que eles procurassem um médico. A suspeita era de Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), já que o menino conversava muito durante as aulas.

Ao levá-lo no Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo, a mãe recebeu a suspeita de altas habilidades e superdotação. In “Milénio Stadium” – Canadá com “G1”


 

sábado, 5 de março de 2022

Japão - Financia programa de nutrição de Timor-Leste


Díli – O Governo do Japão vai disponibilizar três milhões de dólares americanos, através do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF, em inglês), para o Projeto de Melhoria da Nutrição em Timor-Leste entre 2022 e 2023.

O apoio visa contribuir para a redução da má nutrição, do nanismo, da debilidade infantil, entre outros. O projeto vai ser implementado nos municípios de Covalima, Lautém, Liquiçá, Manufahi e na Região Administrativa de Oé-cussi Ambeno.

Segundo o comunicado a que a Tatoli teve acesso, vai auxiliar 11962 crianças que sofrem subnutrição aguda, dar aconselhamento a 12 mil grávidas e fornecer suplementos de micronutrientes a 20 mil adolescentes.

A Ministra da Saúde, Odete Belo, afirmou que o país deve resolver as questões de desnutrição, nanismo e debilidade infantil.

“O financiamento do Governo nipónico visa apoiar a melhoria da nutrição das crianças, mães e adolescentes”, afirmou Odete Freitas Belo numa nota de imprensa.

Já o Embaixador do Japão em Timor-Leste, Masami Kinefuchi, afirmou que o Executivo nipónico mantém o apoio a Timor-Leste para melhorar a nutrição da população.

Para o programa de nutrição, o diplomata referiu que o Japão assinou um novo acordo de três milhões de dólares americanos com a UNICEF. Foi também acordado com o Programa Alimentar Mundial o apoio à segurança alimentar, também num valor de três milhões de dólares.

“Este programa foca-se nas crianças, adolescentes e mães, uma vez que uma alimentação boa e equilibrada numa fase inicial da vida são essenciais para garantir o crescimento saudável do ser humano. Espero que a assistência do Japão acelere a melhoria da situação nutricional neste país”, disse o embaixador.

O representante da UNICEF em Timor-Leste, Bilal Durrani, recordou, por sua vez, que a má nutrição afeta o desenvolvimento cognitivo e físico, refletindo-se negativamente na educação das crianças e no desempenho profissional nos adultos.

“Quase 80% do cérebro de um ser humano se desenvolve até aos dois anos. Se o atraso no crescimento e a perda de peso não forem tratados nos primeiros dois anos de uma criança, pode já ser muito tarde. As crianças com desnutrição têm maior probabilidade de morrer”, disse.

De acordo com a Pesquisa de Alimentação e Nutrição efetuada em 2013 e 2020, o estudo indica que neste período houve uma ligeira descida na taxa de nanismo infantil, de 50% para 47%, respetivamente.

No que toca à debilidade infantil, a pesquisa mostra que em 2013 a percentagem se fixava nos 11%, enquanto em 2020 era de apenas 9%, registando assim uma ligeira melhoria.

Os dados evidenciam também uma redução de 6%, de 38% para 32% na questão do peso inferior ao normal.

No que diz respeito à obesidade, registou-se uma ténue diminuição, de 2% para 1%. Jesuína Xavier – Timor-Leste in “Tatoli”


 

segunda-feira, 14 de junho de 2021

Timor-Leste - Plan Internacional disponibiliza bibliotecas móveis para apoiar crianças

Díli – A Plan Internacional em Timor-Leste disponibiliza duas bibliotecas móveis para ajudar as crianças a interagirem com a literatura durante esta crise pandémica e depois da situação difícil provocada pelas últimas cheias no país.

O gestor da Plan Internacional, Pedruco Capelão, recordou que as bibliotecas móveis são destinadas às crianças nos centros de acolhimento de Hera e de Manleuana. As bibliotecas disponibilizam livros, cadernetas, cores e lápis.

O responsável referiu ainda que a Plan Internacional, em colaboração com os outros parceiros de desenvolvimento, está a desenvolver mais três bibliotecas móveis com o mesmo destino.

“A Plan Internacional e os parceiros criaram espaços de aprendizazem nos centros de acolhimento. O objetivo é deixar as crianças continuar a aprender e a divertir-se”, afirmou.

Além das bibliotecas móveis, os parceiros de desenvolvimento estão a dar assistência ao programa educativo destinado às crianças no país.

“As crianças sentem medo como consequência das cheias ocorridas na capital. Então, esta iniciativa pode ajudá-las a sentirem-se mais contentes e a esquecerem os acontecimentos passados”, disse.

Os dados da Plan Inernacional mostram que mais de 60 mil crianças nos centros de acolhimento incluem dos municípios como Aileu, Ainaro são beneficiárias da atividade da biblioteca móvel.

O gestor disse que a Plan Internacional tem dez jovens voluntários para ajudar neste programa. Jesuína Xavier – Timor-Leste in “Tatoli”

 


quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

Portugal - Empresária de Macau radicada no país doa 100 mil máscaras para crianças

Emily Kuo Vong tem empresa especializada no fabrico de máscaras e criou uma parceria com o Município de Cascais. Em Maio do ano passado, a empresária já havia doado 100 ventiladores ao Serviço Nacional de Saúde português


A empresária xangaiense de Macau, residente em Portugal, Emily Kuo Vong, doou à Câmara Municipal de Cascais, cidade onde reside, na passada terça-feira, 100 mil máscaras descartáveis para crianças. As máscaras serão posteriormente distribuídas por instituições daquele concelho e, no futuro, por escolas quando terminar o confinamento no país.

“Desde o início da pandemia de Covid-19, o concelho de Cascais agiu rapidamente e ofereceu muitos benefícios a todos aqueles que vivem nesta bela cidade. Como cidadã de Cascais, estou muito emocionada e impressionada. Assim, neste momento difícil, tenho a oportunidade de ser parceira da Cascais Próxima na produção de máscaras e de contribuir para ajudar mais pessoas, especialmente para proteger as nossas crianças”, referiu Emily Kuo Vong, citada na página oficial do município na Internet.

A empresária criou a ShiningJoy, uma empresa portuguesa de capital privado, com instalações em Cascais. A empresa especializou-se no fabrico e comercialização de máscaras descartáveis. Residindo em Cascais, a chinesa decidiu propor uma parceria à Câmara Municipal de Cascais, que aceitou de imediato. “A senhora Emily tem sido uma parceira forte do município desde a primeira hora e por isso estamos muito agradecidos pela oferta destas máscaras, mas também porque na fábrica que temos estão máquinas que a Câmara comprou e que a senhora Emily também reforçou com outras máquinas. Daí estarmos a aprofundar ainda mais esta relação e no futuro assegurar que temos máscaras para os munícipes”, disse Carlos Carreiras, presidente da Câmara Municipal de Cascais.

Cem ventiladores ao SNS

Em Maio do ano passado, a benemérita já tinha ajudado Portugal no combate à Covid-19 com a doação de 100 ventiladores, a maioria não invasivos, ao Serviço Nacional de Saúde português, entre outro equipamento médico como sistemas automáticos de extração de ácidos nucleicos, utilizados em testes de despistagem do SARS-CoV-2. A doação feita por Emily Kuo Vong serviu para “ajudar o país nos seus esforços para lidar com a Covid-19”, referiu na altura fonte ligada à embaixada de Portugal em Pequim.

Natural de Xangai, Emily Kuo Vong é actualmente presidente do Chinese American Inter Cultural Exchange Foudation e da International Federation for Choral Music. Em 1981, emigrou com a família para Macau onde ficou por largos anos. Seguiram-se depois os Estados Unidos da América e Portugal, onde reside. A empreendedora iniciou muito cedo o gosto pela música. Com um percurso ligado às artes, juntou-se a diversos projectos culturais de enorme relevância internacional ao longo da sua vida.

Emily Kuo Vong já revelou por muitas vezes ter diversos planos para Portugal que passam por “investimentos consideráveis”, incluindo em 13 linhas de produção automáticas, no norte de Portugal, para fabrico de fatos de protecção, máscaras cirúrgicas e máscaras de protecção médica para adultos e crianças, revelou o portal de notícias China-Lusophone Brief.

A empresária também investiu no sector imobiliário no país luso, tendo adquirido o Palacete dos Condes de Monte Real, na zona da Lapa, em Lisboa, que abriu ao público como “novo polo cultural” em Fevereiro de 2019. Gonçalo Pinheiro – Macau in “Ponto Final” com “Lusa” 

goncalolobopinheiro.pontofinal@gmail.com

sexta-feira, 23 de outubro de 2020

Macau - Workshop para crianças de contos de histórias inspirados em Mia Couto, na Livraria Portuguesa

“Histórias contadas, criadas e abensonhadas” é um workshop para crianças, de seis sessões, onde serão apresentados contos de histórias do mundo lusófono com o intuito de despertar a importância da relação com o livro como objecto, o cultivo do hábito de leitura e do uso da imaginação



Amanhã realizar-se-á o segundo workshop do projecto “Histórias contadas, criadas e abensonhadas”, organizado por Elisa Vilaça, na Livraria Portuguesa, havendo posteriormente ainda mais quatro sessões, que se realizarão nos sábados seguintes, no mesmo local.

O Ponto Final falou com Elisa Vilaça que explicou um pouco sobre este projecto de contos de histórias para crianças. “O workshop funciona, no fundo, um pouco para incentivar os jovens à leitura e à familiarização também com o objecto livro, porque hoje em dia, mais do que nunca, as crianças têm uma série de elementos, novas tecnologias, e isso tudo que normalmente se sobrepõe à leitura, à história, ao estar atento, ao imaginário… por isso é fundamental que não seja esquecido, não é?”, disse a antiga professora primária.

Elisa Vilaça explica que uma actividade destas vem no contexto de criar um pouco de “magia” através do conto de histórias, da metodologia que é aplicada no conto, no próprio momento de contar a história, com a presença do próprio livro. O mostrar das imagens ou ilustrações do livro são também um aspecto importante para que o conto se vá desenvolvendo, considera Elisa Vilaça, juntamente com o tipo de linguagem muito especial, própria do estilo literário.

A responsável pelo workshop disse que haverá também histórias inventadas, criadas e contadas pela própria e recriadas a partir de histórias existentes, algo que também é importante para o desenvolvimento das crianças, considera Vilaça, como “contos que muitas vezes são alterados no imaginário dos miúdos”. Outro exercício será o processo da história contada e imaginada também pela própria criança, como uma forma de explorar o seu imaginário.

O workshop terá a duração de uma hora e contará com inscrições limitadas a apenas oito lugares, para crianças dos 5 aos 9 anos de idade. A antiga professora explicou que a razão deve-se não só às limitações do próprio espaço da Livraria Portuguesa, como também atendendo aos problemas em relação ao confinamento e regras relacionadas com a pandemia.

Ao Ponto Final, Elisa Vilaça explicou o funcionamento do workshop: “As crianças chegam ao espaço, têm as suas próprias almofadas para se sentarem e eu começo a contar-lhes as histórias. Falo um bocadinho, faço uma breve apresentação, que muitas vezes é um exercício extra com as crianças. O início da sessão depende muito como eles chegam, se estão bem dispostos, se estão excitados… e realmente, neste contexto, é instigado por mim um pouco, tentar cativá-los para aquilo que vai ser feito nesse dia, porque todos os dias varia um bocadinho. O contexto é importante para determinar que tipo de história se vai fazer e como é que se pode começar a criar aquela situação de espanto nas crianças e deixá-las interessadas no que irá acontecer”, explicou a responsável pelo workshop, acrescentando que atendendo às faixas etárias, “o nível de dificuldade não pode ser muito grande”.

Elisa Vilaça trabalha com crianças há 40 anos e está também bastante envolvida no teatro de marionetes. Para a própria, trabalhar com crianças é quase como “uma rotina”, e sente-se à vontade para trabalhar com os mais jovens. Em Macau, explica, o maior desafio é que a maioria das crianças são de língua materna chinesa, isto é, crianças de etnia chinesa que estão interessadas em aprender o português.

Na primeira sessão do workshop, que decorreu no sábado passado, teve seis crianças inscritas que aderiram, sendo que quatro delas eram de língua materna chinesa e que pretendiam aperfeiçoar o português. “Isso é um desafio muito grande, porque é pô-las um pouco à prova e pedir-lhes para serem elas a contar, serem elas a explicar as coisas. É um desafio maior para uma criança que não domina completamente o português, do que para outra que domina, por isso, na própria selecção de histórias e na forma como elas são exploradas, tem que se ter atenção a essa capacidade de compreensão por parte das crianças que estão envolvidas no projecto”, prosseguiu.

Questionada acerca da ligação de Mia Couto a esta iniciativa, Elisa Vilaça esclarece que o workshop terá contos de “histórias do mundo”, principalmente de histórias ligadas aos países lusófonos, uma vez que Macau tem estado com “um trabalho e uma preocupação de uma interligação no processo das línguas lusófonas”. A menção a Mia Couto é apenas como uma inspiração para a própria, pois a organizadora tem um “apreço e uma dedicação muito especial” ao trabalho realizado pelo escritor moçambicano, especialmente devido ao imaginário e o tipo de linguagem que utiliza, e admite ser uma “leitora compulsiva” do escritor.

O workshop “Histórias contadas, criadas e abensonhadas” tem ainda duas vagas disponíveis, com um custo de 625 patacas por criança. Os interessados podem dirigir-se à Livraria Portuguesa para se inscreverem. Joana Chantre – Macau in “Ponto Final”

 

Joanachantre.pontofinal@gmail.com