Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

quarta-feira, 10 de abril de 2019

Moçambique - Regista crescimento nos índices de carga transportada



Moçambique registou um crescimento de 77% da carga transportada desde 2015. De acordo com o Ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, em 2018, o sistema ferroviário nacional transportou 23,7 milhões de toneladas, contra 13,4 milhões de toneladas transportadas em 2015.

Falando, na última sexta-feira, 5 de Abril, no encerramento do Conselho de Directores da empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), Mesquita acrescentou que estes resultados foram conseguidos, pelo facto desta empresa e as concessionárias dos sistemas ferro-portuários terem assumido com determinação e responsabilidade as acções inscritas no Plano Quinquenal do Governo (PQG), particularmente, a componente da ampliação e a modernização das infra-estruturas ferro-portuárias do País.

Como perspectivas, o ministro desafiou os gestores das infra-estruturas ferro-portuárias para consolidarem os resultados alcançados, bem como a melhorar a eficiência e competitividade do transporte ferroviário no País: “Queremos que o nosso sistema ferro-portuário e os respectivos corredores de transporte acrescentem mais valor à nossa economia, contribuindo cada vez mais na melhoria do Produto Interno Bruto e da Balança Comercial. Por isso, temos que ser mais criativos para atingirmos melhores índices de competitividade”, disse Carlos Mesquita.

Em 2018, os CFM obtiveram um resultado operacional de 2,5 mil milhões de meticais, mantendo-se na lista das empresas do sector empresarial do Estado que, de forma consistente, vêm apresentando resultados líquidos positivos aos longo dos anos.

De acordo ainda com o ministro dos Transportes e Comunicações, a eficiência e a competitividade das infra-estruturas nacionais passam por uma abordagem integrada e harmoniosa entre os investimentos realizados nas ferrovias e nos portos.

“Nessa perspectiva, registamos com satisfação a implementação do plano de investimentos integrado que contempla o aumento da capacidade de manuseamento portuário e a melhoria do transporte ferroviário no Corredor de Maputo, estando a lograr resultados satisfatórios”, disse.

Para Carlos Mesquita, a experiência do Corredor de Maputo deve ser replicada nos corredores da Beira e Nacala, sendo fundamental o papel dos CFM junto às concessionárias para a dinamização do desenvolvimento harmonioso do sistema ferro-portuário nacional.

Mesquita orientou ainda aos gestores dos CFM para implementarem na íntegra as medidas definidas pelo Governo, para minimizar o sofrimento das vítimas do ciclone que devastou o Centro do País, nomeadamente o desconto em 50% no transporte de passageiros nas linhas de Sena e Machipanda, desconto em 50% do transporte de material de construção de fabrico nacional, bem como o transporte gratuito de donativos, para alem da implementação de outras medidas que a empresa julgar aplicáveis, no quadro da emergência causada pela calamidade que abateu as províncias de Sofala, Manica, Zambézia e norte de Inhambane.

Por seu turno, o presidente do Conselho de Administração dos CFM, Miguel Matabel, revelou que, embora a empresa esteja a registar resultados positivos, ainda persistem alguns desafios que devem ser ultrapassados.

“Parte dos desafios estão relacionados, por exemplo, com os descarrilamentos que prejudicam sobremaneira a nossa balança de facturação e, sobretudo, interferem na confiança que tanto almejamos dos clientes”, enfatizou Miguel Matabel. In “Olá Moçambique” - Moçambique

CPLP - Idai: Timor-Leste contribui com um milhão de dólares para fundo solidário

Timor-Leste vai doar um milhão de dólares (890 mil euros) para o fundo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa para ajudar as vítimas do ciclone Idai, que já tem comprometida uma verba de 1,5 milhões de euros



Os montantes foram hoje divulgados em Lisboa, durante a assinatura do memorando de entendimento entre a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e o governo de Moçambique, segundo o qual o Instituto de Gestão das Calamidades Naturais será o principal beneficiário dos recursos.

As verbas vão ser canalizadas através de uma nova rubrica do fundo especial da CPLP dedicada ao "apoio à situação de emergência provocada pelo ciclone Idai em Moçambique".

Estão já disponíveis 250 mil euros (consignados por Portugal à rubrica "alterações climáticas" no âmbito do fundo especial da CPLP) que deverão ser reforçados com os contributos de Timor-Leste (890 mil euros), Cabo Verde (200 mil euros), Guiné-Bissau (100 mil euros), Portugal (100 mil euros), Associação Caboverdeana, na qualidade de observador consultivo da CPLP (250 euros) e Ordem dos Advogados (7000 euros).

"Quando a CPLP decidiu, há uma semana e meio, instituir este apoio especial no âmbito do fundo especial da CPLP tínhamos em mente, não só a situação trágica que estavam a passar os nossos irmãos de Moçambique, mas também a importância de haver um gesto da CPLP nesta hora muito difícil para um dos seus estados-membros fundadores", assinalou o secretário-executivo da CPLP, Francisco Ribeiro Telles, após assinar o protocolo.

Francisco Ribeiro Telles mostrou-se "convencido" de que o fundo terá mais adesões no futuro, destacando que "quaisquer contribuições serão bem-vindas".

O embaixador de Moçambique em Lisboa e representante permanente do país na organização lusófona, Joaquim Bule, registou "com apreço, o gesto da CPLP" e garantiu que os gastos serão auditados.

"Há mecanismos que foram instituídos pelo Governo de Moçambique, no sentido de que toda a ajuda canalizada para o país no âmbito da emergência está sujeita a auditoria externa", o que assegura que os fundos serão usados "com a transparência necessária" e que haverá prestação de contas, considerou o diplomata.

"Nós costumamos dizer que é nos momentos difíceis que se revelam os melhores amigos e acreditamos que a contribuição feita pelos Estados-membros da CPLP vai contribuir para o conjunto dos esforços que o país está a fazer e que a comunidade internacional também está a fazer, com vista a ajudar o país a enfrentar os prejuízos, os danos, a destruição provocada pelo ciclone", declarou Joaquim Bule.

O ciclone Idai atingiu a região centro de Moçambique, o Maláui e o Zimbabué em 14 de março.

Segundo o último balanço das autoridades moçambicanas, o ciclone fez 602 mortos e 1.641 feridos, tendo afetado mais de 1,5 milhões de pessoas no centro de Moçambique. In “Sapo Timor-Leste” com “Lusa”

Timor-Leste - Projeto de Porto de Tibar reconhecido com prémio internacional

Díli  - O projeto do  novo  Porto  de Tibar, nos arredores de Díli,  foi reconhecido com um prémio internacional como a melhor  parceira público-privada da Ásia e Pacífico, atribuído pela organização IJ Global, divulgaram hoje os responsáveis da obra.

Em comunicado, os responsáveis do Porto de Tibar explicam que o prémio de melhor Parceria Público-privada da Ásia Pacífico foi atribuído pela IJ Global, uma organização líder mundial em infraestruturas e financiamento de projetos e que anualmente reconhece os melhores projetos setoriais.

"Este reconhecimento internacional concedido à primeira PPP desenvolvida em Timor-Leste é uma grande conquista para o Governo e um verdadeiro impulso para os próximos projetos que estão agora em preparação", refere-se numa nota da unidade de execução do projeto enviada à Lusa.

"Também demonstra que o caminho feito para o desenvolvimento de projetos de PPP está a dar resultado e que os objetivos estão a ser alcançados", sublinha-se.

Com uma duração de construção de três anos, o Porto de Tibar, cuja primeira pedra foi lançada em agosto do ano passado, é o primeiro grande projeto em modelo de parceria público-privada e o maior projeto de infraestruturas de sempre em Timor-Leste.

Os responsáveis do projeto consideram que "a estratégia de Timor-Leste em matéria de PPP revelou-se sensata e bem-sucedida", com os projetos a decorrerem com base "num enquadramento legal e institucional que permitiu bases sólidas para a implementação" de projetos deste tipo no país.

Central ao processo foi a criação de uma Unidade de Parcerias Público-Privadas e Empréstimos (UPPPE), sob a tutela do Ministério das Finanças, com consultores "altamente qualificados".

A Unidade Técnica é responsável pelo "desenvolvimento da política e da legislação e regulamentação adequadas antes de iniciar qualquer PPP, bem como pela identificação de potenciais projetos de PPP e análise da sua viabilidade".

Localizado a cerca de 10 quilómetros a oeste de Díli, na baía de Tibar, o projeto contou com a participação da International Finance Corporation (IFC), do grupo do Banco Mundial.

A primeira fase do projeto (construção, equipamento e operação do porto) está avaliada em 278,3 milhões de dólares (238 milhões de euros), com o Governo timorense a financiar com 129,45 milhões de dólares (110,7 milhões de euros), e o parceiro privado os restantes 148,85 milhões (127,3 milhões de euros).

Na segunda fase, já de exploração, a Bolloré prevê investir cerca de 211,7 milhões de dólares (181,1 milhões de euros), em grande parte provenientes das receitas da atividade portuária.

A Bolloré contratou para a construção do projeto a empresa pública chinesa China Harbour.

O projeto está atualmente na fase de dragagem, durante a qual vão ser retirados mais de 3,5 milhões de metros cúbicos de terra, antes do início do processo de reclamação ao mar de 28 hectares e a construção do cais principal.

Esse cais, com 630 por quase 60 metros, inclui uma laje de betão que assenta sobre 630 pilares de ferro que serão enterrados até uma profundidade de 70 metros.

O projeto tem tido vários 'falsos arranques', tendo uma primeira cerimónia de lançamento de primeira pedra ocorrido em junho de 2017, liderada pelo então ministro do Planeamento e Investimento Estratégico, Xanana Gusmão, e responsáveis do consórcio liderado pela francesa Bolloré.

Questões relacionadas com o financiamento e com a subcontratação acabaram por afetar o arranque do projeto, segundo responsáveis da obra.

Algumas das licenças necessárias para parte do projeto, como é o caso da pedreira que vai fornecer as obras do novo Porto, ainda não foram emitidas pelo Governo, disse à Lusa o secretário de Estado do Ambiente, Demétrio de Amaral de Carvalho. In “Sapo Timor-Leste” com “Lusa”

Angola – Escritores José Eduardo Agualusa e Mia Couto estiveram em Luanda na iniciativa "Conversa A 3"

O escritor angolano José Eduardo Agualusa e o moçambicano Mia Couto mostraram-se sábado à noite "impressionados" com a 'sede' de literatura manifestada por jovens nos dois países, lamentando a dificuldade no acesso ao livro



José Eduardo Agualusa e Mia Couto falavam à agência Lusa após terem participado, no teatro Elinga, em Luanda, totalmente cheio, na iniciativa "Conversa A 3", em que o autor angolano apresentou, pela segunda vez em quatro dias, o livro "A Sociedade dos Sonhadores Involuntários", lançado em Portugal em 2017, mas que só agora foi possível divulgá-lo na capital de Angola.

"Todo o evento correu bastante bem, superou as nossas expectativas, do Mia e minhas também. [Em Luanda, onde está desde terça-feira e de onde parte de regresso à ilha de Moçambique, onde reside actualmente] fiz uma oficina literária, foi incrível, fizemos um conto durante essa oficina, depois fizemos um livro com designers, artistas gráficos e ilustradores e os encontros com escritores também correram muito bem e superou largamente todas as minhas melhores expectativas", explicou Agualusa.

Questionado pela Lusa sobre o facto de os dois encontros - o primeiro decorreu quarta-feira no mesmo espaço -, terem registado casa cheia e uma juventude ansiosa por ter acesso ao livro, cujos custos são elevados para o nível de vida local, Agualusa considerou um "desafio" conseguir levar as obras aos leitores.

"Isso é uma coisa que se sente aqui em toda a parte. As pessoas querem muito ler. Não concordo nada com essa história de que os angolanos não querem ler. O que vejo são pessoas que querem ler, mas não têm livros, não têm acesso ao livro. O grande desafio é saber como fazer com que os livros cheguem aos seus leitores", respondeu.

Agualusa admitiu que o custo, por exemplo, de um exemplar do livro que apresentou em Luanda, "A Sociedade dos Sonhadores Involuntários", está a ser vendido em Angola a 10.000 kwanzas, preço muito elevado para uma população que tem como ordenado mínimo nacional, recentemente actualizado, de 33.000 kwanzas, ressalvando nada ter a ver com a situação.

Sobre a presença de Mia Couto na iniciativa, que empolgou a assistência, o escritor angolano disse assumir, "com franqueza", que não seria de esperar outra coisa.

"Bom, digo com franqueza: todas as nossas conversas correm bem porque o Mia, bem, é o Mia Couto e então correm sempre bem. Mas o público, e é preciso dizer isso, foi muito bom, as pessoas estavam muito interessadas, com muito entusiasmo, e isso é ótimo", comentou.

Por seu lado, Mia Couto disse sentir-se rejuvenescido durante a participação na sessão, salientando a "inquietação" de uma juventude que quer ter acesso à literatura e ao livro.

"Acho que me senti mais jovem mesmo porque essa inquietação, essa busca existe em Angola, em Moçambique, no mundo, traduz a esperança que a gente pode colocar no mundo. De facto, se os jovens procuram livros é sinal de que o mundo ainda tem salvação", referiu.

Ainda sobre a procura da juventude em chegar a patamares mais elevados na leitura, o escritor moçambicano considerou ser importante que os jovens sonhem.

"É um enorme prestígio que a literatura tem, que os escritores têm à boleia da literatura, e que há muita gente em Moçambique que quer ser escritor. No fundo, eu interpreto isso como as pessoas que querem ser sujeitos de uma história, querem produzir uma versão da história do mundo e da sua própria história e isso é uma coisa que só me pode dar grande felicidade", concluiu Mia Couto, que passou por Angola a caminho do Brasil, para onde partiu sábado à noite. In “Novo Jornal” – Angola com “Lusa”

terça-feira, 9 de abril de 2019

Lusofonia - “Oceanos - Prémio de Literatura em Língua Portuguesa”

Termina no próximo dia 14 de abril as inscrições para o “Oceanos - Prémio de Literatura em Língua Portuguesa”. Gratuitas, podem ser feitas pela editora ou pelo autor da obra



O “Oceanos – Prêmio de Literatura em Língua Portuguesa” tem como objetivos:

Valorizar a literatura em língua portuguesa dos diferentes países e das diferentes comunidades irmanados pelo idioma;

Contemplar e difundir a diversidade e a qualidade da produção literária em língua portuguesa;

Fortalecer os laços culturais entre editores, escritores e leitores de língua portuguesa das mais diversas nacionalidades;

Estimular o intercâmbio entre os diversos agentes – escritores, leitores, livreiros e, em especial, editores – responsáveis pela consolidação e expansão do mercado de livros em língua portuguesa nos circuitos editoriais nacionais e internacionais.

O “Oceanos – Prêmio de Literatura em Língua Portuguesa” é realizado anualmente e divide-se em três etapas: numa primeira fase, as obras inscritas são avaliadas por um corpo internacional de poetas, escritores, professores de literatura e críticos literários de vários países da Comunidade, que selecionam 50 livros semifinalistas, seguindo-se de uma eleição de 10 finalistas, culminando com um evento, nesta edição, a decorrer em dezembro de 2019, num país de língua portuguesa, ainda por designar, no qual é divulgado as/os vencedores/as do prémio. Esta atividade conta com o apoio dos Ministérios da Cultura da República Federativa do Brasil, da República de Cabo Verde e da República Portuguesa.

Para mais informações aceda aqui. Associação Oceanos Expressivos da Língua Portuguesa – Brasil / Portugal

Macau - Nova geração de auto-expatriados faz renascer comunidade portuguesa

Há diferenças substanciais entre os portugueses que vieram para Macau antes da transição e a geração que chegou principalmente depois da crise financeira global de 2008. Um novo livro procurou conhecer essa geração de auto-expatriados, para quem regressar a Portugal não é tão importante e que se envolve em actividades culturais

Contributos para uma história dos Portugueses a viver em Macau”, apresentado no Clube Militar, dedica uma parte considerável à última leva de portugueses que chegaram à Região, uma “diáspora recente de auto-expatriados”, como os autores a designam, e que “é relevante pelo seu número, importância socioprofissional, cultural e pelo ‘renascimento’ da ‘comunidade’ portuguesa em Macau”.

Vítor Teixeira e Susana Costa e Silva fizeram, para poder escrever este livro, “19 entrevistas pessoais a Portugueses vivendo presentemente no território e que aqui trabalham e radiculam as suas famílias, independentemente da sua naturalidade, idade, nível de instrução, ou formação profissional”. Destes 19 (14 homens, 5 mulheres), apenas 4 chegaram antes de 1999; em contrapartida, 7 estão em Macau a partir de 2009, representando a tal comunidade que mais atenção merece neste trabalho, destacando os autores, por exemplo, “a sua presença em força em eventos lusófonos ou de matriz portuguesa”.

O livro, contudo, procura elementos comuns às três levas de imigração (antes da transição, 2000-2008 e depois de 2008), concluindo que “clima hostil, humidade, calor, tufões, culturas diferentes, culinárias, poluição, língua chinesa difícil, a muitos dos que chegam chocam, mas vão-se adaptando. Depois, embrenham-se e vão cristalizando como tantos Portugueses que já ‘não são portugueses’, que por aqui foram ficando desde serviços militares, comissões há décadas. Outros vieram para estudar no Seminário diocesano, outros são ex-sacerdotes, outros mais casaram-se com senhoras chinesas, as mais as vezes, num processo quase total de significação de muitos deles”.

Relativamente aos expatriados mais recentes, “ainda faltará muito para chegar a esses patamares de inculturação tão profundos, se chegarem. Já não temos expatriados como Pessanha, que se embebeu da cultura e língua chinesas. Hoje o cenário é diferente: fala-se inglês, diluem-se barreiras culturais mais facilmente, a integração é grupal, não no todo do território. Muitos dos recém-expatriados sentem que cá estão até não sei quando, ou mudam-se mesmo um dia, quem sabe, para outro destino, Hong Kong por exemplo, China continental ou outro destino no Oriente. Ou alguns regressar a Portugal, quem sabe…”

Regressar a Portugal?

Uma das marcas que os autores registaram, a partir do trabalho de campo, é que “regressar pode contar para alguns, mas não é a preocupação dominante”. E explicam porquê: “No todo, entre todos os Portugueses de Macau, por vontade própria aqui estabelecidos, ou perseguindo projetos empresariais ou em deslocações mais ou menos temporárias, colocações ou estágios, o sentido da família acabou por se vincar aqui, perpetuando as marcas culturais mais importantes dos Portugueses: a importância das relações familiares. O que acaba por criar as bases da continuidade por terras de Macau de muitos expatriados lusos, com a retaguarda familiar de apoio definida e consolidada”.

É, por isso, acentuam Teixeira e Silva, “uma emigração diferente das vagas migratórias portuguesas anteriores para outros destinos, sem tantas preocupações de retorno, de remessa de divisas, de vínculos consulares fortes ou passando por etapa de sacrifício e pobreza, ou seja, de viver no destino de migração de forma pobre, discreta e voltado para dentro do grupo, amealhando poupanças para o regresso”.

Numa das conclusões mais revelantes do livro, os autores sublinham que “temos [em Macau] uma diáspora mais intelectualizada, mais culta até, com alguns interesses culturais, artísticos e associativos, com diploma na mão, contrato já à vista ou efetivo, tudo mais ou menos definido e preparado antes da viagem de ‘adeus/ até já’ de Portugal para Hong Kong e depois, no jetfoil de todas as esperanças e anseios, Macau”.

Outra observação final feita por Vítor Teixeira e Susana Costa e Silva: “em regra, gosta-se de estar em Macau”. Os autores explicam que “a maior parte dos portugueses habitua-se a estar cá, não é preciso manual de sobrevivência nem guia; há sempre um amigo, conhecido, alguém que irá dar o empurrão ou arranjar a morada em chinês para o taxista, ou indicar o nome certo no serviço do governo para se acelerar processos ou procedimentos, à boa maneira portuguesa”. E neste contexto citam a palavra que “o saudoso escritor macaense Henrique de Senna Fernandes” imortalizou: “xuxumeca-se”; “oh, uma xuxumeca, instituição da cultura macaense tão ao gosto português, claro…”.

“Colonialismos espúrios ou saudosismos anacrónicos”

A propósito da “xuxumeca”, “Contributos para uma história dos Portugueses a viver em Macau” lembra que há “valores culturais que se vão perdendo, como o patois macaense, a Dóci Papiaçam di Macau, embora os novos expatriados acorram aos espetáculos em defesa da preservação da identidade e cultura macaenses, embora de forma esporádica e sem sentido de comunidade”. Há também algumas associações culturais, centros de artes, projectos e instalações que “motivam e ativam alguns dos novos expatriados, tentando insuflar-lhes alguma pertença à comunidade e ao território, mas muitas vezes a efemeridade vence a perseverança e continuidade, ou mesmo a disseminação e interculturalidade”.

Vítor Teixeira e Susana Costa e Silva sentiram-se movidos pela necessidade de “seguir a pegada portuguesa de Macau”, acrescentando que “na história, no património, na memória, na cultura (imaterial, material…), sociedade, economia, geopolítica, enfim, urge tomarmos o pulso de uma ‘comunidade’ (chamemos assim) estabelecida na margem direita do Delta do Rio da Pérola há cerca de 500 anos”.

“Os Portugueses em Macau, na contemporaneidade, são o escopo deste estudo”, afirmam nas conclusões, detalhando: “Os Portugueses vieram mesmo para ficar, depois de Jorge Álvares, ou mais tarde apenas, mas ficaram. A sua pouquez de gentes, adaptou-se, misturou-se, implantou-se e estabeleceu-se, fez de Macau uma terra portuguesa, com certeza, leal como nenhuma mais, indómita e ciosa dos seus direitos, uma república cristã na China. Coabitou, tolerou, foi tolerada, houve de tudo nesta história semi-milenar, para o bem e para o mal: mas os portugueses aqui seguem, na sua marcha de vida, não interessando já colonialismos espúrios ou saudosismos anacrónicos, mas apenas pragmatismo e sentido de existência preocupado com o devir de uma terra que lhes está no coração e mantendo a pegada lusa bem marcada”.

Contributos para uma história dos Portugueses a viver em Macau”/” A history of Portuguese people in Macao — History contributes” [a edição é bilingue] surgiu através de uma bolsa de investigação obtida em 2016 “com vista à compreensão dos fatores que explicam a história dos Portugueses em Macau, desde a sua chegada no século XVI, até aos dias de hoje”. Vítor Teixeira é professor da Escola das Artes da Universidade Católica e Susana Costa e Silva é professora da Católica Porto Business School e professora visitante na Universidade de São José. O livro tem o apoio do Instituto de Estudos Europeus de Macau e é editado pelo Jornal Tribuna de Macau. João Meneses – Macau in “Ponto Final”

Portugal - Investigadores da FCTUC criam tecnologia baseada no bater do coração

Uma nova abordagem tecnológica baseada no som dos batimentos cardíacos, que permite a monitorização contínua das doenças do coração em casa, é o que propõe uma equipa de investigadores do Departamento de Engenharia de Informática da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC).

Liderada por Paulo de Carvalho, especialista em informática clínica, a equipa desenvolveu, com a colaboração de três médicos, uma tecnologia de baixo custo e não invasiva em que o som cardíaco é a chave de acesso a um conjunto de informação necessária para caracterizar e avaliar o funcionamento do coração.

Basicamente, a partir do som do batimento cardíaco, «obtido com recurso a pequenos sensores, desenvolvemos um algoritmo [software] que permite extrair automaticamente os denominados tempos sistólicos do coração e estimar o débito cardíaco», refere o docente do Departamento de Engenharia Informática da FCTUC.

Há dois tempos sistólicos que são fundamentais para a avaliação do estado de saúde do coração: o período de pré-ejeção (PEP), que funciona como comando para o coração contrair (uma espécie de “motor de arranque”), e o período de ejeção – o tempo que o ventrículo esquerdo está contraído para ejetar o sangue para a aorta.

Com os dados obtidos durante esta dinâmica cardiovascular, a tecnologia desenvolvida pelos investigadores da FCTUC avalia continuamente a função cardíaca fornecendo aos cardiologistas o relatório sobre a situação do doente. Para tal, o sistema integra três componentes, designadamente sensores, que podem ser colocados, por exemplo, no vestuário; um telemóvel que agrega os sinais provenientes dos sensores e um servidor que armazena a informação.

A grande vantagem desta tecnologia é permitir «o seguimento permanente de vários tipos de patologias cardiovasculares, em particular a insuficiência cardíaca, em ambulatório. Não estamos a inventar informação nova, já que a auscultação sempre foi e continua a ser uma fonte de informação extremamente relevante no diagnóstico e prognóstico médico, sobretudo em cardiologia, apenas encontrámos uma nova solução para fornecer ao clínico informação que ele já percebe. Ou seja, descobrimos uma forma de obter em casa informação que até agora só era possível adquirir no hospital. Com esta tecnologia, o doente tem um acompanhamento constante e de longo prazo no conforto do seu lar», sublinha Paulo de Carvalho.

Atualmente, o acompanhamento dos doentes é realizado periodicamente, tipicamente em consultas de seis em seis meses. Com este tipo de sistemas de monitorização contínua, «consegue-se fazer uma correção muito mais fina evitando que o doente evolua para situações agudas. É uma ferramenta valiosa para o prognóstico e diagnóstico, de simples utilização», assevera o investigador. Por isso, estamos perante uma tecnologia que pode fazer a diferença na gestão das doenças cardiovasculares, que são a principal causa de morte em todo o mundo.

A solução – que está pronta a entrar no mercado, assim a indústria a pretenda implementar – foi desenvolvida no âmbito do projeto “SoundForLife”, financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), e testada em doentes internados no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) e em pessoas saudáveis (grupo de controlo). Universidade de Coimbra “Faculdade de Ciências e Tecnologia” - Portugal

segunda-feira, 8 de abril de 2019

Portugal – Guitolão o instrumento português de cordas criado para tocar fado

O jornal Latin American Herald Tribune escreveu sobre o instrumento português criado para tocar fado


«O raro cordófono tocado por apenas alguns eleitos foi uma criação de Gilberto Grácio, que na década de 70 foi abordado pelo guitarrista português Carlos Paredes para criar uma guitarra que tivesse o intervalo necessário para poder acompanhar a guitarra no fado, uma tradição que funde a poesia com a música», referem as primeiras linhas do artigo do jornal "Latin American Herald Tribune".


«Só há três guitolãos no mundo e todos estão em Portugal: um no Algarve, outro em Coimbra e o terceiro é o meu aqui em Castelo de Vide» afirmou António Eustáquio, compositor e guitarrista, na entrevista.


António explicou que o guitolão é «um pouco mais largo que uma guitarra portuguesa, porque o seu pescoço é mais longo, o que se significa que tem de ser afinado de uma maneira particular e tocado de uma forma específica».


O artigo fala também do fado, das suas origens, da saudade e dos fãs do guitolão. In “Revista Port. Com” - Portugal

Lusofonia - LAAD 2019: idD e ABIMDE assinam protocolo de intenções entre os dois países



A idD – Plataforma das Indústrias de Defesa Nacionais de Portugal e a ABIMDE – Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança do Brasil, promoveram um encontro entre as entidades que possuem os mesmos objetivos – contribuir para o desenvolvimento das empresas que atuam no setor de Defesa dos seus respetivos países.


O evento “Workshop – as oportunidades no âmbito das indústrias de defesa entre Brasil e Portugal” decorreu durante a LAAD 2019 e contou com a participação do Diretor-Geral de Recursos da Defesa Nacional, Dr. Alberto Coelho e do secretário de Produtos de Defesa, Marcus Degaut, a representar o Ministério da Defesa do Brasil.


Durante o encontro os empresários brasileiros e portugueses puderem trocar experiências e debater as oportunidades do setor em cada um dos países.


Um dos momentos mais importantes do evento foi a assinatura de um acordo de intenções entre os países, pelo presidente do Conselho de Administração da idD, Major-General Henrique Castanheira Macedo e pelo presidente da ABIMDE, Roberto Gallo.


Na opinião do Diretor-Geral de Recursos da Defesa Nacional, Dr. Alberto Coelho “colaborar, compartilhar, difundir boas práticas e promover medidas que sejam de interesse mútuo, são fatores determinantes para um efetivo relacionamento bilateral. É meu entendimento que a assinatura do protocolo é uma oportunidade para atingirmos todos esses propósitos e reforçarmos as relações no âmbito da Defesa.”


Para o Major-General Henrique Castanheira Macedo, o primeiro passo nessa aproximação foi dado em 2017, com a realização do DID – Diálogo da Indústria de Defesa Brasil – Portugal, e que esse protocolo de intenção é, sim, muito importante, do ponto de vista institucional. “Mas, mais importante que isso, é o apoio para os desafios do dia a dia. Por isso, uma das estratégias é criar uma relação próxima e intensa com os Ministérios da Defesa e as indústrias”.


Por seu lado, na opinião do secretário de Produtos de Defesa do Brasil Marcus Degaut, Portugal é a porta de entrada para América Latina e para a Europa e que, por isso, é preciso, trabalhar com afinco para identificar oportunidades.


Oportunidades não apenas de negócios e transações comerciais, mas de transformarmos essas operações comerciais e financeiras em estratégias muito mais amplas para os dois países. Estratégias de desenvolvimento que podem começar pelo setor de Defesa, um setor que tem potencial de geração de emprego, renda e tecnologia. Contem com o Ministério da Defesa e o Seprod”.


Para Roberto Gallo, presidente da ABIMDE, o documento simbólico representa o início de uma nova fase de relacionamento e de ações conjuntas entre as nações e as indústrias de Defesa do Brasil e de Portugal. In idD Plataforma das Indústrias de Defesa Nacionais” - Portugal

domingo, 7 de abril de 2019

Blues fado




















Vamos aprender português, cantando


Tu que dormes ao relento
numa cama de luar
protegido pelo vento
embalado pelo mar

Não adianta jogar
o que não tens para perder
o teu destino é apostar
e sofrer

Pedras frias da calçada
a força estranha que te amarra
vida suja ultrapassada
choro triste da guitarra

Vives na loucura
sonho ou realidade
és um grito que procura
a liberdade

Este teu fado
fado sentido, fado calado
foi escrito à lua no meio da rua abandonado
canção magoada, sina traçada, destino
fado vazio, fez-se vadio, fez-se perdido

Pedras frias da calçada
a força estranha que te amarra
vida suja ultrapassada
o choro triste da guitarra

Vives na loucura
sonho ou realidade
és um grito que procura
a liberdade

Este teu fado
fado sentido, fado calado
foi escrito à lua no meio da rua abandonado
canção magoada, sina traçada, destino
fado vazio, fez-te vadio, fez-te perdido

Este teu fado
fado sentido, fado calado
foi escrito á lua no meio da rua abandonado
canção magoada, sina traçada, destino
fado vazio, fez-te vadio, fez-te perdido
fado vazio, fez-te vadio, fez-te perdido

Frederico BC - Portugal


sábado, 6 de abril de 2019

Espanha – Divulga manuscrito emblemático da literatura medieval portuguesa


O Ministério da Cultura de Espanha e a Polícia Nacional do país vizinho apresentaram em Madrid uma folha manuscrita restaurada do Livro da Montaria, redigido no século XV, na corte de D. João I de Portugal

Trata-se de um «fragmento» de uma obra «emblemática da literatura medieval portuguesa» e «fundamental» para o estudo da arte de caçar dessa época, explicou o diretor-geral das Belas-Artes espanholas, Román Fernández-Baca.

A «preciosa» folha manuscrita, que tinha sido roubada em 1995 e recuperada em 2014, foi «restaurada, estudada e digitalizada», e foi devolvida esta quinta-feira, 4 de abril, ao Arquivo Provincial de Lugo (Galiza).

O Livro da Montaria original está desde 1600 na biblioteca do colégio da Companhia de Jesus de Monforte de Lemos (concelho de Lugo).

Anteriormente, pensa-se que teria sido doada a essa instituição pelo cardeal Rodrigo de Castor Osório, filho da III Condessa de Lemos, com ligações à família real portuguesa.

Após a expulsão dos jesuítas de Espanha, no século XVIII, a obra desapareceu e foi considerada destruída.

O Livro da Montaria, escrito por iniciativa direta do rei João I, entre 1415 e 1433, descreve ensinamentos práticos sobre a arte da cavalaria e técnicas específicas para caçar diferentes presas, sobretudo o urso e o javali.

O livro só era conhecido através de testemunhos medievais, entre eles as referências feitas pelo filho e sucessor de João I, o rei Duarte, e pelos registos na sua biblioteca.

Até à recuperação deste manuscrito, considerava-se que havia apenas três exemplares do Livro da Montaria, todas elas cópias posteriores ao período medieval.

O mais antigo, datado de 1626 e feito a partir do livro a que pertence o fragmento hoje apresentado, está guardado na Fundação Oriente, em Lisboa.

Os dois posteriores foram elaborados em 1844 e em 1897 e estão, respetivamente, na Biblioteca Nacional de Lisboa e na Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra.

«A montaria era muito importante naquela época, porque era uma forma de preparação para a guerra», explicou Severiano Hernández, subdiretor-geral dos Arquivos Estatais.

A investigação sobre a localização do Livro da Montaria foi iniciada em fevereiro de 2014, quando o Arquivo Provincial de Lugo localizou outros 24 «fragmentos» dessa obra que tinham sido «reutilizados» para proteger vários livros com atos ou escrituras notariais feitas em Monforte de Lemos, no século XVIII.

De acordo com o que foi explicado, sendo as folhas de pergaminho mais resistentes que o papel comum, os «fragmentos» do Livro da Montaria foram utilizados para embrulhar as escrituras notariais.

«A folha recuperada foi devolvida em 2014 pela família de uma pessoa que supostamente tinha subtraído o fragmento» em 1995, disse o comissário chefe da Unidade de Delinquência Especializada e Violenta (UDEV) da Polícia Nacional espanhola, Enrique Juárez.

Escrito entre 1415 e 1433, o livro tem 70 capítulos divididos por três volumes, e estava erradamente classificado como contendo um texto musical. In “Revista Port. Com” - Portugal

São Tomé e Príncipe - Fundo Internacional e Desenvolvimento Agrícola coloca 25 milhões de dólares à disposição da agricultura são-tomense



São Tomé – O Fundo Internacional e Desenvolvimento Agrícola (FIDA) decidiu colocar 25 milhões de dólares a disposição de São Tomé e Príncipe para financiar os sectores da agricultura, pesca e desenvolvimento rural, anunciou na passada terça-feira o representante da organização numa reunião de coordenação na presença do primeiro-ministro, Jorge Bom Jesus.

Na sua declaração, o representante do FIDA, Bernard Hein disse que “nossa ambição é triplicar o custo do Programa de Apoio Participativo da Agricultura Comercial (PAPAC) e levar esse novo projeto a um orçamento de 25 milhões de dólares”, tendo acrescentado a verba visa “consolidar os resultados” ao nível da produção do cacau, apoios às cooperativas de pimenta e café dentre outras metas já estabelecidas.

Na sua intervenção, o primeiro-ministro, Jorge Bom Jesus, apelou a contribuição dos parceiros e quadros técnicos nacionais para encontrarem “uma terapia” para impulsionar a produção agrícola do país.

“Estamos todos aqui como um corpo de médicos a volta do paciente não só para diagnosticar, mas também pare encontrar terapia viável e sustentável”, disse Jesus, considerando ser necessário “salvar a agricultura, salvar a economia” do arquipélago.

No seu discurso, o ministro da Agricultura, Pescas e Desenvolvimento Rural Francisco Ramos disse o seu ministério tem o objetivo de “reduzir progressivamente as importações”, para as substituir “por produtos locais e alargar a base produtiva através do aumento e diversificação das produções agrícolas, pecuárias e pesqueiras e das exportações”.

Esta reunião de coordenação entre o FIDA os parceiros, surge no âmbito da revisão estratégica ‘Fome Zero’ e do Plano Nacional de Investimentos da Segurança Alimentar e Nutricional do Governo de Bom Jesus.

O FIDA, Fundo Internacional e Desenvolvimento Agrícola é uma das agências da ONU, criado em 1977, com sede em Roma, com missão de permitir que as populações rurais pobres em países em desenvolvimento possam superar a pobreza. Neisy Sacramento – São Tomé e Príncipe in “STP Press”

China - Conselho Regional da Ásia e da Oceânia das comunidades portuguesas reúne-se em Pequim

O ensino da língua portuguesa ou o pagamento de pensões aos portugueses na Austrália, China, Hong Kong e Macau são temas da reunião do Conselho Regional da Ásia e da Oceânia, que arranca segunda-feira em Pequim



Segundo um comunicado da presidente daquele conselho regional, Rita Santos, a colaboração dos conselheiros com as embaixadas e consulados de Portugal para resolução dos problemas das comunidades, as questões relacionadas com as pensões de aposentação e de sobrevivência dos portugueses residentes nos países de acolhimento, o ensino e a divulgação da língua portuguesa, sobretudo aos jovens, vão ser alguns dos temas em foco na reunião, que vai decorrer na capital chinesa de 8 a 10 de Abril.

Na reunião, presidida por Rita Santos, vai ser ainda discutida a proposta do estatuto dos conselheiros, a eleição anual dos cargos do Conselho Regional da Ásia e da Oceânia, bem como o programa do encontro do Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Portuguesas, marcado para 28 e 29 de Maio próximo, em Lisboa.

Os conselheiros da Austrália, Sílvia Renda e Melissa da Silva, e do círculo da China, Macau e Hong Kong, José Pereira Coutinho e Armando de Jesus, vão estar também reunidos com o embaixador português em Pequim, José Augusto Duarte, indicou a mesma nota.

O Conselho das Comunidades Portuguesas tem actualmente 65 membros. O Brasil é o país que elegeu mais conselheiros, 13 no total, seguindo-se França, com dez conselheiros, Estados Unidos (sete), Venezuela (seis) e Alemanha, África do Sul e Suíça, com quatro cada.

Aquele conselho reúne-se anualmente em Lisboa e é o órgão consultivo do Governo para as políticas relativas às comunidades portuguesas, competindo-lhe, em geral, emitir pareceres, produzir informações e formular propostas e recomendações sobre as matérias que respeitem aos portugueses residentes no estrangeiro e ao desenvolvimento da presença portuguesa no mundo. In “Hoje Macau” - Macau

sexta-feira, 5 de abril de 2019

Brasil – UNILAB, inscrições terminam hoje para os estudantes dos PALOP e Timor-Leste

Termina hoje, 05 de abril, as inscrições para o processo seletivo de estudantes estrangeiros para o ano letivo 2019/2020



A Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), através da A Pró-Reitoria de Relações Institucionais (Proinst), abre prazo de inscrições, de 23 de março a 05 de abril, para os interessados em participar do Processo Seletivo de Estudantes Estrangeiros Unilab 2019, com ingresso no 2º período letivo do calendário universitário do ano letivo de 2019 e no 1º período letivo do ano de 2020, em seus cursos de graduação, para candidatos nacionais de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

Confira o EDITAL nº 01/2019

Para concorrer às vagas do PSEE 2019 os candidatos devem apresentar os Históricos escolares do Ensino Secundário (Médio) com, no mínimo, as seguintes médias aritméticas, sem arredondamento:

a) para os candidatos de Angola e Moçambique a Média Aritmética mínima do Ensino Secundário (Médio) será de 5,50 (Cinco e cinquenta décimos), para a escala de 0 (zero) a 10 (dez) ou de 11,00 (onze), para a escala de 0 (zero) a 20 (vinte);

b) para os candidatos de Cabo Verde e São Tomé e Príncipe a Média Aritmética mínima do Ensino Secundário (Médio) será de 6,00 (Seis), para a escala de 0 (zero) a 10 (dez) ou de 12,00 (doze), para a escala de 0 (zero) a 20 (vinte);

c) para os candidatos de Guiné-Bissau a Média Aritmética mínima do Ensino Secundário (Médio) será de 6,00 (Seis), para a escala de 0 (zero) a 10 (dez) ou de 12,00 (doze), para a escala de 0 (zero) a 20 (vinte).

Para efetivar a inscrição no PSEE 2019 o candidato deverá anexar (fazer o upload) ao Formulário Eletrônico de Inscrição os seguintes documentos escaneados e gerados em formato PDF:
 
a) BILHETE DE IDENTIDADE (FRENTE E VERSO);

b) CERTIFICADO DE CONCLUSÃO DO ENSINO SECUNDÁRIO (MÉDIO) cursado no país de inscrição;

c) HISTÓRICO ESCOLAR COMPLETO DO ENSINO SECUNDÁRIO (MÉDIO), com a relação das disciplinas cursadas e notas obtidas durante todas as séries do ensino médio.

Mais informações na página do PSEE 2019.