Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

sábado, 23 de março de 2019

América do Sul - Movimentação de contêineres na Costa Leste deve crescer a uma média anual de 5,9% até 2023


As perspectivas de crescimento na movimentação de contêineres na Costa Leste da América do Sul são positivas para os próximos cinco anos e devem ser aproximadamente três vezes maiores que o crescimento do PIB, segundo o ECSA Container Terminals Report 2019, produzido pela Datamar com a colaboração do Dr. Andreas Nohn, consultor marítimo independente, que atuou de 2013 a 2017 como economista de transportes na HPC Hamburg Port Consulting GmbH.

Segundo o levantamento realizado junto aos diretores e principais autoridades de 22 terminais de contêineres no Brasil, seis na Argentina e dois no Uruguai, a expectativa é que o setor cresça 5,9% na Costa Leste da América do Sul, impulsionada principalmente pelo Brasil, que deve ampliar a movimentação em 6,5% por ano. Em 2018, os portos nos três países movimentaram, ao todo, 12,7 milhões de TEUs, o que representou um incremento de 4,9% em relação a 2017, quando foram registrados 12,1 milhões de TEUs. Pelo estudo realizado pela Datamar, o volume de contêineres no Brasil deve saltar de 10,3 milhões de TEUs para 14,1 milhões de TEUs até 2023.

De todas as regiões do Brasil, a que apresentou maior taxa de crescimento na modelagem econômica foi a região Norte, onde a cabotagem é muito presente para o transporte de eletroeletrônicos e auto partes. Já o Porto de Santos tende a crescer por mais de um milhão de TEUs, causando o maior impacto em números absolutos. O relatório traz todos os números e taxas de crescimento previstas para cada região brasileira.

O Monitor de Negócios dos Terminais aponta a perspectiva atual e de curto prazo dos terminais. As classificações foram dadas por cada diretor em uma escala de 0 a 10, sendo que a média atingiu 6.1. A região que registrou maior potencial de desenvolvimento foi o Nordeste, onde os terminais acreditam que o ambiente de negócios tende a melhorar 25% no curto prazo. “Esta região sempre ‘amplifica’ a situação brasileira. Quando o Brasil vai bem, o Nordeste vai ainda melhor”, disse o diretor de um terminal importante na região.

Outro ponto de destaque é a previsão de utilização dos terminais no Brasil, ou seja, quanto se tem de movimentação em relação à capacidade, que deve subir de 56,6% para 64,7% em 2023, considerando as expansões atualmente planejadas pelos terminais. A incorporação de embarcações cada vez maiores às frotas – navios de 14 mil TEUs – trará mudanças à navegação regional, já que nem todos os portos serão capazes de receber os grandes navios. “Buenos Aires é o caso mais emblemático, e que tende a provocar um aumento de transbordos em Santos e nos portos do sul do Brasil”, explica Andrew Lorimer, diretor da Datamar.

Com a contínua consolidação do setor, o mercado de transporte de contêineres na região ECSA está cada vez mais concentrado. De acordo com o relatório, os quatro maiores armadores – Maersk, MSC, CMA CGM e Hapag-Lloyd – respondem por 79,2% de toda a capacidade prevista em fevereiro de 2019. Em termos de tráfego marítimo, as quatro empresas representam 82,3% do total de contêineres embarcados em 2018. Destes quatro armadores dois são sócios em terminais de contêineres de importante relevância no Brasil. “A tendência é que os terminais independentes tentem encontrar o seu nicho. Se o otimismo apontado pelo relatório se concretizar, haverá espaço para todo mundo”, ressalta o diretor da Datamar.

O ECSA Container Terminals Report traz uma análise completa dos seguintes pontos:

Previsão de demanda e capacidade por região até 2023
Avalia o histórico dos últimos anos, as previsões de taxa de crescimento regional do PIB, os fatores políticos e econômicos, bem como as restrições dos comércios para as grandes indústrias regionais.
Planejamento das autoridades portuárias para concessão de terminais
O efeito sobre os terminais dos planejamentos realizados por parte das autoridades portuárias. Os possíveis desfechos das situações enfrentadas pelos terminais e o efeito sobre seus planos de investimento e expansão.

Novas configurações de serviços dos armadores em cada terminal:

Atualizações, alinhamento frente às alianças globais, performance dos serviços e possíveis restriçõs de mercado por agências concorrentes.
Possíveis restrições portuárias frente ao aumento do tamanho dos navios:
Como a chegada de navios maiores à Costa Leste da América do Sul pode impactar os terminais. As características portuárias que podem fazer a diferença neste cenário.

Dados confiáveis e atualizados de movimentação, infraestrutura e equipamentos:

Dados recebidos diretamente dos armadores e terminais. Traz análises de demanda, capacidade, movimentação de longo curso, cabotagem, cheios, vazios, transbordos, mercadorias, acessibilidade naval, infraestrutura, equipamentos, serviços e rotas. In “Portos e Navios” – Brasil com “Jornal Dia a Dia”

Moçambique – Gás natural liquefeito vai atrair investimento directo estrangeiro

Com um potencial de 15,2 milhões de toneladas, por ano (MTPA), o projecto de Gás Natural Liquefeito (GNL), desenvolvido na bacia do Rovuma, na província de Cabo Delgado, vai atrair entre 27 e 32 biliões de dólares norte-americanos em investimento directo estrangeiro (IDE), devendo rentabilizar 2,6 biliões de pés cúbicos de recursos de GNL ao largo, aumentar de 15 a 18 biliões de dólares o Produto Interno Bruto (PIB) de Moçambique, por ano, e transformar o País, a breve trecho, no quarto maior produtor de GNL do mundo.

Os resultados do estudo macroeconómico independente sobre o potencial da Área 4 do projecto de Gás Natural Liquefeito, elaborado pelo Standard Bank, foram apresentados na passada terça-feira, 19 de Março, em Maputo, e indicam que o GNL do Rovuma tem potencial para tornar a província de Cabo Delgado numa das regiões de maior crescimento acelerado do mundo, com a perspectiva de desenvolver o apoio às cadeias de valor industrial e agrícola.

A propósito da pesquisa, Chuma Nwokocha, administrador delegado do Standard Bank, referiu que com o estudo, o banco pretende contribuir para aumentar o entendimento sobre o desenvolvimento dos projectos do sector, no País: “O Standard Bank está interessado em promover o desenvolvimento económico de Moçambique. Com este estudo, esperamos contribuir para que todos os intervenientes no sector e a sociedade em geral percebam melhor sobre o potencial dos projectos de Petróleo e Gás, seus benefícios e como todos nós podemos contribuir para rentabilizar estes recursos”, frisou.

O projecto de GNL do Rovuma tem como meta de Decisão Final de Investimento (DFI) prevista para meados do corrente ano.

O director de Petróleo e Gás da África Subsaariana do Standard Bank, Paul Eardley-Taylor, explicou que dependendo do cenário CAPEX (investimento em bens de capital), o GNL do Rovuma poderá gerar um aumento do Produto Nacional Bruto (PNB) anual em 10 a 14 biliões de dólares norte-americanos, contribuindo em 4 a 5 biliões de dólares anuais em receitas públicas, nos próximos 25 anos.

“Espera-se que o GNL do Rovuma aumente a taxa de crescimento real projectada para Moçambique de 4 por cento para 4,8, a 5,4 por cento, dependendo do cenário”, sublinhou.

Sob a perspectiva de oferta de emprego, espera-se que o projecto de GNL do Rovuma venha a empregar 20 500 trabalhadores no sector de construção e 1300 operários. Prevê-se, igualmente, que o desenvolvimento das actividades criem muito mais oportunidades adicionais de emprego de diversas cadeias de valor e actividades de reinvestimento associadas ao apoio, fornecimento e lucros provenientes da operação comercial do GNL do Rovuma.

O GNL do Rovuma, conforme destaca o estudo, vai formar o núcleo do que, a curto prazo, será uma indústria substancial de gás doméstico em Moçambique, com um abastecimento regional alargado.

“O desenvolvimento de uma indústria de gás doméstico em Moçambique, poderá ajudar o Governo a alcançar a sua visão de ter um sector de gás doméstico, em paralelo, com capacidade de exportar o GNL. Isto vai conduzir um vasto desenvolvimento nacional e uma transformação social, especialmente na formação das Pequenas e Médias Empresas (PME)”, segundo sustentou Paul Eardley-Taylor.

Enquanto a China aprofunda a sua política de substituição de combustíveis, que visa substituir o carvão mineral por gás natural limpo como fonte de energia, o sucesso do desenvolvimento do GNL do Rovuma poderá colocar Moçambique numa posição de liderança para tornar-se um fornecedor líder de GNL à segunda maior economia do mundo, a longo prazo.

O estudo macroeconómico sobre o impacto do GNL do Rovuma antecede o Estudo Macroeconómico de 2014, que incidiu sobre a Área 4, elaborado pelo Standard Bank, em colaboração com os economistas de Conningarth.

“Sendo o Standard Bank, um banco africano que considera África como a sua casa, compromete-se a conduzir o crescimento do continente, servindo-se da sua presença e da sua visão e perícia para desenvolver os recursos do continente e todo o seu potencial em benefício dos cidadãos africanos”, enfatizou Paul Eardley-Taylor.

Entretanto, o estudo alerta que qualquer atraso do GNL do Rovuma terá um impacto económico negativo para o alcance das metas actualmente projectadas. Para mitigar este risco, o estudo sobre o GNL do Rovuma faz diversas recomendações. In “Olá Moçambique” - Moçambique

sexta-feira, 22 de março de 2019

Portugal - Ninho artificial atrai abutres ameaçados para o Douro em tempo recorde

Um dos ninhos artificiais instalados no Douro Internacional em janeiro deste ano já tem ocupantes: um casal de abutres-pretos. Os ninhos foram instalados no âmbito do projeto Life Rupis, uma vez que o incêndio que devastou a região de Lagoaça em 2017 destruiu o ninho do casal já existente bem como muitas das árvores altas com boas condições para estas aves fazerem o ninho. O casal de abutres-pretos que se instalou agora num destes ninhos artificiais duplica o número de pares reprodutores no Parque Natural do Douro Internacional, reforçando as probabilidades de instalação no nordeste de Portugal de uma nova colónia desta espécie globalmente ameaçada.

“O facto de este ninho ter sido ocupado tão rapidamente mostra a importância de providenciar locais seguros onde estas aves ameaçadas possam fazer o ninho, sobretudo na sequência de eventos devastadores como o incêndio de 2017”, diz Joaquim Teodósio, coordenador do Departamento de Conservação Terrestre da SPEA e do projeto Life Rupis.

Os ninhos artificiais são plataformas elevadas instaladas no topo da copa de árvores selecionadas onde os abutres-pretos podem fazer o ninho e manter as crias em segurança. No âmbito do projeto Life Rupis, este trabalho especializado foi realizado pela empresa Oriolus com apoio dos Vigilantes de Natureza e técnicos do ICNF, tendo sido construídas quatro destas plataformas em locais estratégicos no Parque Natural do Douro Internacional. Pouco tempo depois, o novo casal instalou-se numa delas.

Estes novos habitantes das Arribas do Douro juntam-se ao outro casal de abutres-pretos da região, que vem sendo acompanhado, desde que se fixou na área há 7 anos, pelas equipas dos dois parques abrangidos pelo Life Rupis: o Parque Natural do Douro Internacional (ICNF) e o Parque Natural Arribes del Duero (Junta de Castilla y León). Quando esse primeiro casal fez do Douro a sua morada em 2012, surpreendeu os biólogos ao instalar-se a cerca de 100 km das colónias mais próximas, localizadas em Espanha. As maiores aves que percorrem os céus portugueses, os abutres-pretos vivem normalmente em colónias com dezenas de indivíduos. Por vezes, casais recém-formados afastam-se de uma colónia, começando um novo núcleo – foi o que sucedeu em Barrancos, por exemplo. Mas normalmente estes novos núcleos formam-se a 10 ou 20 km da colónia de origem – não a 100km!

A esperança da equipa do Life Rupis é que ambos os casais se reproduzam com sucesso, e que este verão se juntem assim mais duas crias àquela que teve sucesso o ano passado, depois de os pais terem perdido a cria de 2017 no incêndio. A longo prazo, a equipa tem esperança que esta nova geração, quando atingir a maturidade, venha também a fixar-se na região. E que a ela se juntem aves de outras origens que por vezes dispersam até ao Douro, para que aos poucos se instale uma colónia de abutres-pretos no nordeste de Portugal. Para esta espécie ameaçada, uma nova população em Portugal seria uma excelente notícia, e um contributo significativo para a recuperação da espécie na Europa. In “Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves” - Portugal

Moçambique – “Precisamos simplesmente de tudo”

Graça Machel lança o apelo: “precisamos simplesmente de tudo” naquela que é uma tragédia “bem pior daquela que aconteceu em 2000”



A viúva do ex-presidente de Moçambique Samora Machel e do ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela falou à BBC e revelou que “as comunicações estão completamente sem funcionar”.  “Ainda não há informações fidedignas de onde estão as pessoas, sobre quantas estão presas em aldeias, a morrer ou a precisar de assistência médica” sublinhou a ativista.

“Precisamos simplesmente de tudo! Comida, medicamentos, roupa” apelou.

Graça Machel confirmou também ter falado com a secretária-geral adjunta da ONU, Amina Mohammed, “Pedi à ONU que enviasse uma equipa especializada para fazerem uma avaliação. Precisamos de saber a magnitude, a profundidade, a extensão e a complexidade desta tragédia.” In “Mundo Português” - Portugal

Cabo Verde - Sociedade Cabo-verdiana de Autores assinalou Dia Mundial da Poesia com arruada poética e musical

Cidade da Praia – A Sociedade Cabo-verdiana de Autores (SOCA) e a Câmara Municipal da Ribeira Grande de Santiago assinalaram ontem o Dia Mundial da Poesia com uma arruada poética e musical pelas ruas da Cidade Velha.

A semelhança dos anos anteriores, segundo o presidente da SOCA, Daniel Spínola, não quiseram deixar esta data passar em branco, por isso proporcionaram às pessoas um momento musical e poético nas ruas do berço da cabo-cabo-verdianidade.

“É um momento importante e a SOCA, como uma organização vocacionada e ligada aos autores e artistas, fazemos questão de todos os anos realizar esta celebração”, afirmou.

Conforme avançou, na SOCA estão inscritos muitos escritores de poesia e a cada dia tem aumentado, e ainda, referiu, quase todos os escritores inscritos na Academia Cabo-verdiana de letras (ACL) fazem parte do SOCA.

A actividade iniciou-se às 17:00 com plantação de árvores, seguida de arruada poética.

Ainda, em colaboração com Academia Cabo-verdiana de Letras e a Associação de Escritores Cabo-verdianos, apresentaram a Revista Novas Letras, da ACD, em homenagem ao escritor Teobaldo Virgínio, residente nos Estados Unidos.

As actividades culminaram com uma projecção de vídeo – do Por do Sol poético, realizado em 2013, na Presidência da República.

Para assinalar o Dia Mundial da Poesia, a Biblioteca Nacional, na Cidade da Praia, promoveu uma feira de livro com descontos de 20 por cento nas obras dos autores cabo-verdianos e estrangeiros.

O Dia Mundial da Poesia foi criado na 30ª Conferência Geral da Unesco em 16 de Novembro de 1999.

Todos os anos celebra-se no dia 21 de Março, para comemorar a diversidade do diálogo, a livre criação de ideias através das palavras, da criatividade e da inovação.

A data visa a importância da reflexão sobre o poder da linguagem e do desenvolvimento das habilidades criativas de cada pessoa, já que a poesia “contribui para a diversidade criativa”, inferindo “na percepção e compreensão” do mundo. In “Inforpress” – Cabo Verde

quinta-feira, 21 de março de 2019

Portugal - Alfaces-do-mar removem metais pesados de águas contaminadas

Na vulgar alface-do-mar pode estar a solução para limpar águas contaminadas pela indústria e pelo consumo doméstico. Uma equipa de investigadores da Universidade de Aveiro (UA) descobriu que esta alga tem uma grande capacidade para remover elementos potencialmente tóxicos da água, a maior parte deles perigosos para a saúde humana e para o meio ambiente



“A remoção alcançada com a alga que temos testado para remover da água, entre outros elementos, arsénio, mercúrio, cádmio e chumbo, é muito elevada”, congratula-se Bruno Henriques, o investigador do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM) e do Departamento de Química (DQ) da Academia de Aveiro, que garante que, comparativamente a outros materiais, naturais ou sintéticos, usados hoje correntemente para o mesmo efeito, a taxa de sucesso da alface-do-mar “é superior”.

Por isso, o investigador considera que “estas algas são uma alternativa eficiente, pois removem percentagens elevadas de contaminantes num período curto de tempo, a metodologia é económica e mais ecológica do que os métodos ‘clássicos’ para a remoção destes elementos, que são menos eficazes e, muitas vezes, mais caros, o que se traduz em baixo custo-benefício”.

O estudo da UA indica que cada grama de alga consegue remover em simultâneo 120 microgramas de mercúrio, 160?microgramas de cádmio, 980 microgramas de chumbo, 480 microgramas de crómio, 660?microgramas de níquel, 550 microgramas de arsénio, 370 microgramas de cobre e 2000 microgramas de manganês.

Estes elementos químicos, explica o investigador, apesar de se denominarem de ‘clássicos’ continuam a ser atualmente “muito usados por várias indústrias e a sua presença no ambiente causa impactos negativos, tais como toxicidade, observada mesmo para concentrações muito baixas”. Outros problemas associados a estes elementos “estão relacionados com o seu carater persistente no ambiente e facilidade em se bioacumularem nos tecidos dos organismos”.

Algas cultivadas em locais contaminados

O segredo da grande capacidade de ‘limpeza’ pela alga explica-se através da sorção, processo através do qual a alface-do-mar consegue incorporar nos seus tecidos os contaminantes. O rápido crescimento destas algas, congratula-se Bruno Henriques, “contribui para que se consigam remover os contaminantes em cada vez maior quantidade, pois o crescimento da alga aumenta o número de locais de superfície aos quais estes elementos tóxicos se podem ligar”.

Assim, explica o investigador, “as algas poderão ser utilizadas para diminuir a contaminação de locais muito afetados por descargas destes elementos, através da introdução da alga no local a descontaminar se as condições forem adequadas ao seu crescimento ou cultivando algas num outro local e transportando estas para os locais a serem descontaminados”.

Além da remoção dos elementos tóxicos, os investigadores da UA asseguram que as alfaces-do-mar permitem reduzir também o teor de fosfatos e nitratos em águas e ao usarem dióxido de carbono como fonte de carbono, permitem reduzir a pegada de carbono.

O trabalho foi desenvolvido por uma equipa multidisciplinar da UA constituída por Bruno Henriques, Ana Teixeira, Paula Figueira, Joana Almeida e Eduarda Pereira (investigadores do DQ, do CESAM, do CICECO - Instituto de Materiais de Aveiro e do Laboratório Central de Análises), e com a cooperação da Universidade do Porto e do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge. Universidade de Aveiro - Portugal

Internacional - Astrolábio reconhecido pelo Guiness como o mais velho do mundo é português


Um astrolábio recuperado no local do naufrágio de uma nau da armada portuguesa participante na segunda viagem de Vasco da Gama à Índia, em 1502-1503, foi classificado pelo livro "Guinness World Records" como o mais velho do mundo



Resgatado ao fundo do mar Arábico, ao largo da costa de Omã, por arqueólogos britânicos em 2016, o instrumento de navegação pertencente à nau "Esmeralda", naufragada em 1503, foi também autenticado por investigadores como o único astrolábio de disco sólido com uma proveniência verificável e o único exemplar decorado com um símbolo nacional: o brasão real de Portugal.

O fino disco de 175 milímetros de diâmetro e apenas 344 gramas foi analisado por uma equipa de investigadores que viajou até Mascate, Omã, em novembro de 2016, para fazer imagens 'laser' de uma seleção dos mais importantes artefactos recuperados no local do naufrágio da nau portuguesa.

O processo científico de autenticação do disco como sendo um astrolábio, realizado por meio de imagens 'laser', foi descrito num trabalho publicado terça-feira no International Journal of Nautical Archaeology por David Mearns e Jason Warnett, da empresa Blue Water Recoveries, e Mark Williams, do departamento de investigação WMG da Universidade de Warwick, no Reino Unido.

Os investigadores creem que o astrolábio Sodré que agora entrou para o "Livro Guinness dos Recordes Mundiais" foi feito entre 1496 e 1501.

Como o mais antigo astrolábio autenticado, preenche uma lacuna cronológica no desenvolvimento destes instrumentos icónicos e pensa-se ter sido um instrumento de transição entre o astrolábio planisférico clássico e o astrolábio de roda aberta, que começou a ser usado algum tempo antes de 1517.

Os astrolábios são considerados o mais raro e mais valioso dos artefactos encontrados em locais de naufrágios antigos, existindo apenas 104 exemplares em todo o mundo. In “Visão” - Portugal

Holanda - GBM Works testa mono-pilares para instalar turbinas offshore de forma sustentável

Está a ser testado na Holanda um novo método de instalação turbinas offshore considerado importante no contexto da transição energética



A GBM Works e parceiros estão a testar novos métodos de instalação de mono-pilares onde as turbinas eólicas são colocadas de uma forma sustentável e economicamente eficiente em Maasvlatke, no porto de Roterdão, segundo o Safety4Sea.

Este projecto funciona através de um método de perfuração com vibração (vibro-drill) no qual as turbinas para o mono-pilar são conduzidas ao fundo do mar por meio de elementos vibratórios, ao contrário das pilhas de perfuração comuns, advindo a força não de cima, mas do peso da própria pilha, usada para instalar.

Maasvlakte, como localização experimental, tem as melhores condições devido ao seu fundo arenoso, pelo que o “SIF, Van Oord, TU Delft, Deltares e as autoridades do porto de Roterdão uniram forças para facilitar o desenvolvimento do método de perfuração por vibração providenciando suporte financeiro aos projectos”, no local, explicou Govert Meijer, da GBM Works.

Note-se que no fim de 2018 a empresa já tinha realizado experiências com vibração de uma placa de 16 toneladas. E pretende, até ao fim de Junho de 2019, proceder a uma quarta experiência, a qual consistirá num pequeno mono-pilar. Isto porque o método, além de economicamente sustentável, gera igualmente menos poluição sonora, o que torna o trabalho mais rápido e ágil, e não tão dependente das condições atmosféricas. In “Jornal de Economia do Mar” - Portugal

quarta-feira, 20 de março de 2019

Macau - Português lança dicionário de crioulo da Região ameaçado de extinção

Macau, China -- O investigador português Raul Leal Gaião lançou hoje o dicionário do crioulo de Macau, o patuá, que está "gravemente ameaçado de extinção", segundo a Organização da ONU para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).

"O principal objetivo é dar, pelo menos, a conhecer, a revisitar e a tentar descobrir o crioulo, nomeadamente à comunidade macaense, já que neste momento praticamente ninguém [o] fala", sublinhou o autor à agência Lusa, em Macau, onde é apresentada a obra.

O dicionário é feito a partir de um levantamento dos escritos de José dos Santos Ferreira, mais conhecido por "Adé", macaense que viveu no século XX e escreveu em patuá.

"Chamei-lhe dicionário porque, de facto, tem normalmente exemplos ou abonações retirados desses textos e funciona exatamente como dicionário", explicou o investigador, que destacou ter utilizado ainda estudos anteriores, glossários, aos quais faz "referências constantes".

Raul Leal Gaião assegurou que a investigação traz algumas novidades e deu como exemplo o termo, 'catchi bachi', que os estudiosos não conseguiam detetar a origem.

"Significa uma coisa que já não presta e que não tem utilidade (...). É um termo espanhol, [nome de] uma terra de fronteira que fazia muito contrabando com Espanha", referiu, adiantando a hipótese de ter chegado a Macau a partir das Filipinas.



Há quase uma década, a UNESCO classificou o 'patuá', o crioulo português de Macau, como língua "gravemente ameaçada", o último patamar antes de uma língua se extinguir por completo.

De acordo com a linguista de Singapura Nala H. Lee, em declarações à Lusa no final de 2018, atualmente menos de 50 pessoas sabem falar 'patuá', usado apenas em "domínios específicos, como em cerimónias, músicas, orações ou em atividades domésticas".

Na mesma altura, o advogado Miguel de Senna Fernandes e responsável há 25 anos pelo grupo de teatro Dóci Papiaçám di Macau, que se tem assumido como um veículo para a preservação do patuá, frisou que a situação em Macau difere em muito de Malaca e de Korlai, onde a comunidade lusodescendente "ainda faz muitos esforços" para manter os crioulos de influência portuguesa.

Raul Leal Gaião é licenciado em Filosofia pela Universidade de Lisboa, e em Ciências Literárias pela Universidade Nova de Lisboa, e mestre em Língua Portuguesa e Estudos Linguísticos pela Universidade de Macau. Investigador nas áreas da Lexicologia, Dialetologia e Crioulística, colaborou na redação do 'Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa' e do 'Dicionário Global da Língua Portuguesa'.

O lançamento da obra está inserido no programa do Festival Literário de Macau-Rota das Letras, fundado pelo jornal local em língua portuguesa Ponto Final, que se realiza desde 2011 e que termina no dia 24. In “Sapo Timor-Leste” com “Lusa”

Internacional - Investigadores da FCTUC integram consórcio que estudou a queda e origem de meteoritos provenientes do asteroide Vesta

Uma equipa de investigação do Centro de Química da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), coordenada pelo professor catedrático de Química, Rui Fausto, integra um consórcio internacional que estudou a queda e origem de um conjunto de meteoritos originários do asteroide Vesta, o segundo maior corpo na cintura de asteroides.

Os resultados da investigação efetuada pelo consórcio - que envolve 79 investigadores de 47 universidades e institutos de 12 países - acabam de ser publicados na prestigiada revista Meteoritics and Planetary Science.

Os meteoritos, encontrados na região de Sariçiçek, na Turquia, em 2015, foram estudados por várias técnicas num projeto coordenado pela NASA e pelo cientista turco Ozan Unsalam, que realizou parte dos seus estudos de pós-doutoramento no Departamento de Química da FCTUC. A equipa de Rui Fausto realizou estudos analíticos da composição dos meteoritos usando espectroscopia de Raman.

De acordo com a informação agora revelada pela equipa internacional, a colisão no asteroide Vesta, que criou a cratera de impacto “Antónia” há 22 milhões de anos, produziu um conjunto de meteoritos que caíram perto da cidade de Sariçiçek, na Turquia, em 2015.

«Visitámos Sariçiçek logo após a queda destes meteoritos» afirma Ozan Unsalam, explicando que «os locais providenciaram os meteoritos para que o estudo fosse possível e ajudaram no mapeamento dos 343 locais da queda».

Concluiu-se que os meteoritos investigados fazem parte de um tipo denominado Howarditos, pertencendo a um clã chamado de meteoritos HED (howarditos, eucritos e diogenitos).



«Os estudos isotópicos mostraram que os meteoritos de Sariçiçek pertencem ao grupo mais comum de meteoritos HED», diz Qing-zhu Yin, cosmoquímico da Universidade da Califórnia. «Isto significa que os meteoritos de Sariçiçek têm de ter sido originados num impacto significativo», sublinha.

Cerca de um terço de todos os meteoritos HED foram originados numa colisão há cerca de 22 milhões de anos. «Este meteorito estava mesmo por baixo da superfície de um asteroide de maiores dimensões há cerca de 13 milhões de anos antes da colisão ter acontecido», acrescenta Matthias Meier, geoquímico no Instituto Federal de Tecnologia de Zurique, na Suíça. «Foi exposto a ventos solares, deixando um rasto de gases nobres. Por isso, estivemos à procura de uma cratera coberta de material howarditíco, como os dos meteoritos de Sariçiçek», comenta.

Estes meteoritos atípicos refletem a luz como o asteroide Vesta, de 525 quilómetros, o segundo maior corpo na cintura de asteroides, e da sua família de asteroides de 0,8 a 8 quilómetros chamada de asteroides tipo V ou Vestoides, que são fragmentos de uma enorme colisão que criou a bacia de impacto Rheasilvia em Vesta.

«A comunidade científica suspeitava há bastante tempo que os meteoritos HED eram originários de Vesta ou dos seus Vestoides, mas não era possível apontar-se para um local de impacto específico» afirma Takahiro Hiroi, da Brown University, que mediu as propriedades de refletância dos meteoritos.

Um aspeto muito importante a salientar é o facto de esta ter sido a primeira ocasião em que meteoritos HED comuns foram fotografados a cair no Planeta Terra. «Usámos imagens de vídeos de câmaras de segurança de cidades próximas para determinar a trajetória e a órbita dos meteoritos», conta Peter Jenniskens, astrónomo de meteoritos do SETI Institute do Ames Research Center da NASA, que participou no estudo de campo. «A órbita forneceu a primeira correlação dinâmica entre o clã de meteoritos HED comuns e o cinturão interior onde o asteroide Vesta está localizado».

O asteroide Vesta foi visitado pela nave especial DAWN, da NASA, em 2011 e 2012, e inúmeras crateras de impactos foram fotografadas nessa altura. Segundo Bernardo Albuquerque, investigador e estudante de doutoramento da FCTUC, «a composição química e mineralógica dos meteoritos é muito rica e foi possível efetuar a sua caracterização detalhada, graças aos esforços conjuntos de vários laboratórios localizados em diferentes países, cabendo-nos a nós a realização dos estudos por espectroscopia de Raman, que foram decisivos para a caracterização mineralógica dos materiais recolhidos».

O conhecimento da sua cratera em Vesta faz dos meteoritos de Sariçiçek e dos outros meteoritos HED de 22 milhões de anos amostras de estudo baratas do asteroide Vesta. «Podemos agora estudar as propriedades físico-químicas dos meteoritos de Sariçiçek para aprendermos mais sobre os perigosos Vestoides que ocasionalmente caem na Terra», completa Rui Fausto, referindo que «isto pode ajudar-nos a perceber o que fazer quando descobrirmos que um Vestoide se aproxima do nosso Planeta». Universidade de Coimbra “Faculdade de Ciências e Tecnologia” - Portugal

Portugal - Prêmio Literário Fundação Inês de Castro distingue autora do livro “Luanda, Lisboa, Paraíso”



A escritora Djaimilia Pereira de Almeida venceu o Prêmio Literário Fundação Inês de Castro 2018, com o livro “Luanda, Lisboa, Paraíso”, o seu mais recente romance, editado pela Companhia das Letras.

O galardão foi outorgado por maioria do júri – presidido por José Carlos Seabra Pereira e composto por Mário Cláudio, Isabel Pires de Lima, Pedro Mexia e António Carlos Cortez –, e a cerimônia de entrega decorrerá no dia 30 de março, no Hotel Quinta das Lágrimas, em Coimbra.

Quanto ao prêmio Tributo de Consagração – que visa distinguir a carreira de um autor – foi atribuído por unanimidade o tradutor e poeta José Bento, divulgador da cultura hispânica em Portugal, que traduziu autores como Miguel Unamuno, Juan Ramón Jiménez, Ortega y Gasset, Jorge Luis Borges, María Zambrano, Octavio Paz ou Federico García Lorca.

Luanda, Lisboa, Paraíso” é o segundo romance de Djaimilia Pereira de Almeida, depois da sua estreia literária em 2015 com “Esse cabelo”, romance que valeu logo na altura à escritora “um lugar no panorama dos novos autores de língua portuguesa, recebendo o Prêmio Novos em 2016 – categoria Literatura”, destacam os promotores do prêmio.

Djaimilia Pereira de Almeida publicou, entretanto em revistas literárias e ensaísticas, portuguesas e estrangeiras, tendo regressado à ficção em 2018 com “Luanda Lisboa, Paraíso”, romance que a confirmou enquanto “narradora atenta e singular, com um ponto de vista único”.

Luanda, Lisboa, Paraíso” conta a história de Cartola de Sousa, parteiro num hospital em Luanda, e Aquiles, seu filho de 14 anos, nascido com um calcanhar defeituoso, que viajam para Lisboa, nos anos 1980, para que o rapaz possa ser submetido às operações e tratamentos médicos que resolveriam o seu problema no pé.

Para trás deixam Glória, mãe de Aquiles, doente e imobilizada na cama, entregue aos cuidados da filha, Justina, irmã de Aquiles.

O título do livro traça precisamente o percurso feito por pai e filho, nessa viagem que começa cheia de sonhos, esperança e ilusões, de uma Lisboa mágica que os receberia como portugueses, mas que acaba por ser uma viagem sem regresso, pelos caminhos que conduzem à miséria humana: de Luanda, viajam para Lisboa, onde vivem numa pensão durante os tratamentos ao pé de Aquiles, e, finalmente, acabam a viver no Paraíso, um bairro da lata na margem sul do Tejo.

Durante a cerimônia de entrega do prêmio, Isabel Pires de Lima falará sobre a obra literária de Djaimilia Pereira de Almeida, enquanto Pedro Mexia falará sobre a carreira e a obra de José Bento, um dos fundadores, nos anos 1950, da revista de poesia Cassiopeia.

Considerado um dos melhores tradutores portugueses, José Bento, nascido em Estarreja há 86 anos, começou a fazer traduções do espanhol para português há mais de meio século, tendo sido distinguido já por duas vezes nesta área, com o Grande Prêmio de Tradução Literária, em 1986 e em 2005.

Foi ainda galardoado com o Prêmio D. Dinis (1992), com o Prêmio PEN Clube Português de Poesia (1993) e com o Prêmio Luso-Espanhol de Arte e Cultura (2006).

José Bento é também autor de vários livros de poesia, como “Alguns Motetos” ou “Sítios”, editados pela Assírio & Alvim.

Ao longo dos anos, o Prêmio Literário Fundação Inês de Castro tem distinguido autores e obras como Pedro Tamen (2007), José Tolentino Mendonça (2009), Hélia Correia (2010), Gonçalo M. Tavares (2011), Mário de Carvalho (2013), Rui Lage (2016) ou a poeta Rosa Oliveira, vencedora do galardão em 2017. In “Mundo Lusíada” - Brasil

Guiné-Bissau - BOAD financia obras no Aeroporto de Bissau

Bissau - O ministro dos Transportes e Comunicações Serifo Djaquité, anunciou no último fim de semana que o Banco Oeste Africano de Desenvolvimento (BOAD), vai financiar com 27 milhões de euros as obras no aeroporto internacional Osvaldo Vieira, de Bissau.

O governante guineense fez este anúncio à margem da 63.ª cimeira de ministros dos Transportes da Agência para a Segurança da Navegação Aérea em África e Madagáscar (Asecna), que decorreu em Bissau na passada semana.

Segundo o ministro, a Guiné-Bissau já assinou o processo verbal com o BOAD, faltando agora que o Governo a ser formado, na sequência das eleições legislativas, inicie os procedimentos para o desbloqueamento dos fundos.

As obras de reabilitação do aeroporto Osvaldo Vieira de Bissau irão comportar a renovação da pista de aterragem, construção de um novo edifício técnico e a renovação da aerogare.

Será construído ainda um novo salão presidencial que terá uma sala para o chefe de Estado, outra para embaixadores, sala para membros do Governo e outra ainda para o presidente do parlamento.

Fundada em 1959, a Asecna dedica-se à gestão dos espaços aéreos e ainda aos serviços de segurança da navegação aérea num espaço de mais de 16 milhões de quilómetros quadrados.

A Guiné-Bissau é membro da Asecna desde 2006 e a partir da reunião que decoreu em Bissau, passa a assumir a presidência rotativa de ministros dos Transportes da organização, por um período de 12 meses. In “Agência de Notícias da Guiné” – Guiné-Bissau com “Lusa”

terça-feira, 19 de março de 2019

Portugal - Portos nacionais esperam ampliar comércio marítimo com Brasil



Representantes de portos de Portugal consideram a América do Sul uma região estratégica para seus negócios e esperam aumentar o comércio marítimo com o Brasil. A Associação dos Portos de Portugal (APP) estará presente novamente na Intermodal South America, que nesta edição acontece a partir de hoje 19 até 21 de março, em São Paulo. A APP reúne os principais portos portugueses, representados por nove administrações portuárias. Na feira, estarão presentes cinco delas: Porto de Leixões, Porto de Aveiro, Porto de Lisboa, Porto de Setúbal e Porto de Sines. Com o evento, a APP espera conseguir aumentar as trocas comerciais com o Brasil.

"O objetivo é conseguir afirmar Portugal como a principal porta de entrada na Europa, já que o nosso país apresenta-se com uma vantagem competitiva face a outros portos europeus. Em termos de economia, de um a dois dias de trânsito nos tráfegos oriundos dos mercados da região", destaca a presidente da APP, Lídia Sequeira.

De acordo com o ministério da economia português, as trocas comerciais entre Portugal e o Brasil somaram aproximadamente 2 bilhões de euros em 2018. Ainda de acordo com o ministério, as exportações portuguesas para o Brasil em 2018 foram lideradas pelo azeite, gasóleo (diesel), bacalhau, vinho e pêras, e as importações por produtos agrícolas como o milho e a soja, petróleo e minérios. "Cremos que existem muitas similaridades entre os dois países e no tipo de mercadorias movimentadas e portos, com a ressalva da escala de cada país", explica Lídia.

Em 2018, o sistema portuário português movimentou perto de 93 milhões de toneladas de cargas, com destaque para o crescimento de 1,15 milhão de toneladas no segmento da carga conteinerizada. Para a APP, o volume movimentado reforça o posicionamento de Portugal nas ligações aos mercados da América do Sul, sobretudo o Brasil. Outros mercados comerciais importantes para Portugal são países do bloco europeu, como Reino Unido, França e Espanha, além de países africanos da costa ocidental, particularmente Angola. Segundo a APP, Estados Unidos e Canadá também constituem mercados relevantes, ao passo que a China vem ganhando importância crescente.

A APP acredita que o futuro do setor portuário mundial, bem como das entidades que gerem os portos, passa por soluções inteligentes para melhorar o relacionamento entre usuários e terminais que os servem, por meio de políticas que priorizem a digitalização de procedimentos e com uso de plataformas eletrônicas que diminuam o tempo de espera dos navios e das mercadorias. "No que diz respeito à questão das mercadorias é fulcral (essencial) que as alfândegas participem igualmente deste esforço, bem como todas as restantes entidades que participam no circuito. O esforço deve igualmente ser efetuado ao nível da regulamentação aplicável ao setor", reforça Lídia.

A presidente da associação conta que já existem algumas parcerias, que visam agilizar trâmites e compartilhar experiências entre portos portugueses e os portos do Brasil, quer ao nível do tráfego das mercadorias, quer ao nível do tráfego de passageiros (cruzeiros). Para ela, será possível evoluir neste campo futuramente. Lídia ressaltou que a visão da APP do setor portuário é extensível a todos os portos, e não somente aos portos brasileiros.

Portugal também pode contribuir com os portos brasileiros no campo da inovação, ou ainda em cooperação, com programas acadêmicos e de pesquisa, por meio de suas instituições de ensino. "Essa é uma ideia muito interessante: a conjugação entre a academia e o mundo real, particularmente ao nível da inovação e da tecnologia. Teremos que estender esse repto (desafio) também às universidades dos dois países", avalia Lídia. Danilo Oliveira – Brasil in “Portos e Navios”

UCCLA - Exposição “Do Que Permanece - Arte Contemporânea Brasil Portugal”



A diversidade cultural do Brasil e de Portugal, a memória e a história do que se constrói e não desaparece, numa multiplicidade de suportes visuais, podem ser visitadas na exposição “Do Que Permanece - Arte Contemporânea Brasil Portugal” que será inaugurada no dia 20 de março, às 18h30, na UCCLA.

Sob a coordenação de Adelaide Ginga (Curadora do Museu de Arte Contemporânea do Chiado) a curadora Carolina Quintela apresenta-nos uma exposição “com especial foco em obras e discursos artísticos de relevância produzidos ou apresentados a partir do ano 2000, e que muito têm contribuído para o bom entendimento e desenvolvimento do valor artístico no panorama da contemporaneidade, esta exposição reúne uma seleção de obras de artistas de nacionalidade brasileira com representação em galerias e em coleções institucionais e privadas em Portugal, assim como de artistas portugueses que no seu percurso tiveram contacto com o Brasil, nomeadamente em residências artísticas”.

A mostra reúne obras dos seguintes artistas brasileiros e portugueses:

Adriano Amaral
Adriano Costa
Alex Flemming
André Cepeda
Bruno Cidra
Ding Musa
Diogo Bolota
Dora Longo Bahia
Efrain Almeida
Gabriela Albergaria
Inês Norton
João Pedro Vale + Nuno Alexandre Ferreira
Luiz Zerbini
Marcelo Cidade
Márcio Vilela
Nelson Leirner
Pedro Neves Marques
Pedro Vaz
Reis Valdrez
Rodrigo Oliveira
Rosana Ricalde
Vik Muniz

A exposição estará patente ao público até ao dia 14 de junho, de 2.ª a 6.ª feira, das 10 às 19 horas (sendo a última entrada às 18h30). A entrada é livre.

Diptico da exposição disponível: aqui

Morada:
Avenida da Índia, n.º 110 (entre a Cordoaria Nacional e o Museu Nacional dos Coches), em Lisboa
Autocarros: 714, 727 e 751 - Altinho, e 728 e 729 - Belém
Comboio: Estação de Belém
Elétrico: 15E - Altinho
Coordenadas GPS: 38°41’46.9″N 9°11’52.4″W

Macau - 30.º Festival de Artes de Macau



O 30.º Festival de Artes de Macau (FAM), organizado pelo Instituto Cultural (IC), arranca em Maio e tem como tema “um tributo aos clássicos”, apresentando um leque de espectáculos de diferentes estilos e programa do Festival Extra e convidando o público a apreciar os clássicos.

O FAM deste ano apresenta o espectáculo de abertura Vertikal, co-produzido pelo conceituado coreógrafo francês Mourad Merzouki e a CCN Créteil & Val-de-Marne / Cie Käfig, uma das principais companhias de dança hip-hop de renome mundial. Durante o espectáculo, dez dançarinos deslizam no ar por cordas, libertando-se dos limites da gravidade para criar elementos coreográficos e produzir sequências de hip-hop únicas e contemporâneas. Dezoito anos depois da sua estreia, o espectáculo de dança Rain será reencenado em Macau através da colaboração entre o músico contemporâneo Steve Reich, a coreógrafa belga Anne Teresa De Keersmaeker e a sua companhia de dança Rosas. Com dança pura e música minimalista, os bailarinos percorrem o palco, delineado por uma cortina de cordas finas, apresentando uma série de movimentos extáticos. Adaptado do romance de Lao She para comemorar o 120.o aniversário do seu nascimento, O Sr. Ma e o Filho reflecte sobre o intercâmbio entre a cultura chinesa e a cultura ocidental, imbuída dos reflexos da sagacidade de Pequim e do humor inglês. Sendo justamente este tipo de fusão que reflecte Macau, uma cidade internacional que se orgulha da coexistência harmoniosa do Oriente e do Ocidente. Karl Valentin Kabarett, interpretado pelo Teatro do Eléctrico de Portugal, cruza várias peças curtas escritas por Karl Valentin, um principal comediante e apelidado de “Charlie Chaplin da Alemanha”, trazendo a Macau um espectáculo com música, dança e teatro.

Em comemoração do 10.º aniversário da ópera cantonense inscrita na Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade, Esta edição do FAM apresenta especialmente A Alma de Macau como o espectáculo de encerramento. Esta produção de ópera cantonense foi adaptada pelo dramaturgo de primeira classe a nível nacional, Li Xinhua, a partir de uma peça original de um autor de Macau e contará com a interpretação de actores de Macau e da Trupe de Ópera Cantonense de Foshan, dando vida à épica história de Macau e reflectindo a profunda colaboração cultural na região da Grande Baía de Guangdong - Hong Kong - Macau.

Mais informações sobre o 30.º Festival de Artes de Macau serão posteriormente anunciadas na página electrónica do FAM (www.icm.gov.mo/fam), na respectiva página no Facebook (‘Macao Arts Festival’) e na conta oficial do IC no Wechat (‘ICmacao’). Instituto Cultural - Macau



segunda-feira, 18 de março de 2019

Cabo Verde - Instituto Confúcio da Universidade de Cabo Verde ultima abertura de curso superior da língua chinesa, mandarim

Cidade da Praia – O Instituto Confúcio da Universidade de Cabo Verde (Uni-CV) está a ultimar os preparativos para abrir um curso superior da língua chinesa, mandarim, em Cabo Verde, revelou hoje a directora da instituição, Ermelinda Tavares.

“Queremos introduzir o mandarim na universidade como um curso superior denominado “Comprehensive Chinese Mandarim “para ser implementado dentro do plano de estudos da Universidade de Cabo Verde, sendo que neste momento mandarim já é lecionada como uma língua opcional nos liceus e universidade”, anunciou a directora.

Ermelinda Tavares que falava à Inforpress sobre o plano de actividades da instituição que dirige, adiantou que neste momento o projecto já foi entregue à reitoria da Uni-CV para seguir os devidos trâmites junto do Conselho Directivo da universidade e do Ministério da Educação.

“Este projecto só será implementado com o início do funcionamento do novo Campus da Uni-CV que será concluído em Junho de 2020, onde terá todas as condições a nível de estruturas, espaços, salas de aulas apetrechadas, laboratório de língua”, assegurou a directora explicando que a ideia é atrair os alunos que estão a estudar o mandarim nos liceus com uma oferta de um curso ministrado no país.

Por outro lado, reconheceu que será necessário também formar mais professores, e para tal o instituto vai apostar nos três estudantes bolseiros que foram para China, em Fevereiro deste ano estudar na área de aprendizagem da língua mandarim.

Para que esse projecto tenha sucesso, sublinhou que o instituto tem de batalhar com o Ministério da Educação no sentido de dar outra filosofia ao ensino da língua chinesa nas escolas, fazendo com que o mandarim seja uma língua que faça parte dos planos de estudo dos alunos e seja integrado no plano curricular.

“Se conseguirmos abrir uma turma de 20 a 30 alunos já é suficiente para darmos o pontapé de saída”, precisou a responsável, acrescentando que no âmbito das actividades tem promovido acções que visem levar alunos ao instituto para que possam ter conhecimento e se inteirar das oportunidades, mas também têm visitado escolas para falar das universidades existentes na China, dos cursos disponíveis e das bolsas de estudos.

O Instituto Confúcio na Universidade de Cabo Verde é uma instituição de formação sem fins lucrativos, que começou a funcionar em Dezembro de 2015 e que está focalizado em dois pilares, o ensino da língua e da cultura chinesa.

As aulas começaram em Janeiro de 2016 e actualmente há cerca de 1300 alunos a estudar o mandarim no arquipélago. In “Inforpress” – Cabo Verde