Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sábado, 1 de agosto de 2026

Cabo Verde - Dia Nacional do Batuque: Historiador pede maior reconhecimento das batucadeiras e fazedores do batuque

Cidade da Praia – As batucadeiras e fazedores do batuque carecem ainda de maior reconhecimento, como cachês justos e formalização no sistema de proteção social, considerou, na cidade da Praia, o historiador cabo-verdiano José Soares.


Celebra-se, neste dia 31 de julho, o Dia Nacional do Batuque, data instituída por unanimidade na Assembleia Nacional, em 2021, para homenagear um dos géneros musicais mais antigos de Cabo Verde e destacar o papel central das mulheres na preservação desta tradição secular.

Em declarações à Inforpress, José Soares considerou que a institucionalização da efeméride teve “um impacto brutal”, por formalizar uma vontade antiga das batucadeiras e dos seguidores desta manifestação cultural.

Segundo o historiador e ex-deputado da Nação, a aprovação no parlamento representou “um momento importante”, tendo em conta que todos os deputados votaram favoravelmente a iniciativa, sem qualquer pronunciamento contra.

José Soares destacou que o batuque já era reconhecido dentro e fora de Cabo Verde, mas sublinhou que ainda existem desafios para garantir a valorização plena desta expressão cultural.

“Falta muito ainda para fazer para o batuque”, afirmou, defendendo que esta manifestação deve ter presença nos grandes palcos de festivais com uma remuneração proporcional à sua importância.

Para o mentor do Dia Nacional do Batuque, os grupos de batuque não devem receber uma “gratificação”, mas sim um cachê igual ao atribuído a outros grupos musicais, considerando o número de pessoas envolvidas e o trabalho realizado.

“Os nossos promotores culturais ou instituições têm que saber cada vez mais a história do batuque, para valorizarem o batuque e, quando convidarem para alguns eventos, atribuírem o cachê e não uma gratificação”, defendeu.

José Soares considerou ainda que os fazedores do batuque devem estar formalizados e inscritos no Instituto Nacional de Previdência Social (INPS), para que possam beneficiar de uma reforma após anos de contribuição para a cultura cabo-verdiana.

Na sua perspectiva, o batuque deve ser valorizado como um produto cultural e turístico, por representar “a alma do povo cabo-verdiano” e a “morabeza” de Cabo Verde.

Sobre o envolvimento dos jovens, José Soares afirmou que existe actualmente um grande interesse das novas gerações pelo batuque, lembrando o grupo juvenil Pó di Terra, do Tarrafal, que levou esta manifestação dos terreiros para os palcos no ano 2000.

O historiador acrescentou que hoje existem jovens cabo-verdianos na Europa a integrar grupos e a participar em festivais, demonstrando que o batuque deixou de ser visto como uma manifestação menor.

“Hoje, os jovens não têm complexo de que batuque é igual à morna, igual à coladeira, igual ao funaná. É a tradição da nossa terra”, concluiu. In “Inforpress” – Cabo Verde


sábado, 30 de novembro de 2024

Cabo Verde - Freireanas Guerreiras com Delta Ramantxada lançam videoclipe de "Batuko É Nos Alma"

O grupo Freireanas Guerreiras, em colaboração com Delta Ramantxada, lançou o videoclipe da música "Batuko É Nos Alma", um tema vibrante que celebra o ritmo tradicional de Cabo Verde, o Batuco.


Esta música tem sido um importante contributo para a popularização do género, mantendo vivas as raízes culturais cabo-verdianas.

"Batuko É Nos Alma" traz uma forte mensagem de identidade cultural e força, através de uma performance energética e emocionante que reforça o poder do Batuco como um património musical de Cabo Verde. In “Dexam Sabi” – Cabo Verde