A AGAL, Associaçom Galega da Língua, lança a campanha Falo galego, fala-me português para sensibilizar as pessoas lusófonas sobre a realidade linguística galega. A campanha promove que as pessoas galegofalantes e lusófonas se comuniquem entre elas sem mudarem a língua
Existe uma queixa contínua cada vez
que uma pessoa galega visita Portugal: “É que eu lhes falo em galego, e sempre
me respondem em portunhol”. O motivo de que isto aconteça nom é desleixo nem
maldade, é simplesmente desconhecimento. A maioria das pessoas que falam
português nom conhecem a realidade linguística galega e nom sabem da
continuidade linguística que existe entre as duas beiras do Minho.
É por isso que a AGAL decidiu lançar a campanha Falo
galego, fala-me português. Com este slogan tam simples, a campanha
quer dar a conhecer o galego às pessoas de todos os países de língua oficial
portuguesa. Por um lado, a campanha procura que quando uma pessoa galega visite
um país de língua portuguesa, as pessoas estejam sensibilizadas com a sua
realidade. Que saibam que é uma pessoa galega a falar em galego, e nom uma
pessoa castelhanofalante a esforçar-se por falar em português. E que saibam que
essa pessoa galega agradece que lhe falem em português, e nom quer que a outra
pessoa se esforce em falar castelhano ou portunhol. Polo outro lado, a campanha
também quer mostrar a Galiza como uma terra acolhedora para todas as pessoas
que falam português. Que saibam que podem vir falando na sua língua e que vam
ser entendidas, que nom é preciso que mudem de língua para falarem com as
pessoas galegas.
A Campanha
A campanha começou oficialmente no dia 25 de julho,
coincidindo com o Dia Nacional da Galiza. A primeira açom fôrom as camisolas
com o logo da campanha, pensadas para que as pessoas galegas vistam quando
visitem Portugal. As camisolas estivérom disponíveis no posto que tivo a AGAL
no Festigal e esgotárom-se no mesmo dia. “Estamos totalmente abraiados”, dixo
Jon Amil, presidente da associaçom, “nom esperávamos que a campanha tivesse um
recebimento tam grande”.
A campanha continuará a desenvolver-se nos próximos
meses, com mais camisolas, crachás e outros objetos promocionais. Também se
apostará polas redes sociais como vetor para visibilizar a campanha no mundo,
com vídeos de pessoas relevantes da cultura e da internet. “Isto está apenas a
começar”, declarou Jon Amil. In “Portal Galego da Língua” - Galiza