Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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terça-feira, 26 de maio de 2026

Moçambique - Sara Jona Laisse lança “Fronteiras Literárias” na cidade de Maputo

Terá lugar na próxima Quinta-feira, dia 28 de Maio, às 17h45, na biblioteca do Camões — Centro Cultural Português em Maputo, o lançamento do livro Entre Fronteiras Literárias e Outros Textos, a mais recente obra da ensaísta e docente moçambicana Sara Jona Laisse. A apresentação oficial estará a cargo do Professor Cristiano Matsinhe.


Dividida em duas partes que totalizam 36 artigos distribuídos por mais de 200 páginas, a obra propõe um diálogo cru e sem tabus sobre a construção da identidade, os desafios das minorias e o papel da literatura na desconstrução de estigmas sociais. Enquanto a primeira secção mergulha nas sinuosidades das relações humanas e nas ambiguidades do quotidiano, a segunda metade do volume actua como uma cartografia crítica, na qual a autora estabelece pontes intertextuais com grandes referências da literatura nacional, de Luís Bernardo Honwana a novos escritores contemporâneos.

De acordo com Pedro Pereira Lopes, editor da Gala-Gala, este volume de ensaios da professora Jona Laisse “faz uma cirurgia às nossas convenções identitárias e rasga as costuras do cânone literário para nos devolver um Moçambique cru, urgente e despido de disfarces”.

Entre Fronteiras Literárias e Outros Textos saí pela estampa da Gala-Gala Edições e integra a colecção “Nossa gente, nossas línguas”.

Sobre a autora

Sara Jona Laisse é ensaísta no campo da literatura e da cultura moçambicana. Doutorada em Literaturas e Culturas em Língua Portuguesa pela Universidade Nova de Lisboa (2015), é docente na Universidade Católica de Moçambique. Colabora no jornal digital 7 Margens e faz parte do conselho editorial de revistas científicas moçambicanas e internacionais. A sua obra foca especialmente a preocupação em relação às culturas moçambicanas e à raridade de discussão sobre elas. É autora, de entre vários títulos, de Entre o Índico e o Atlântico: Ensaios Sobre Literatura e Outros Textos (2013), Entre Margens: Diálogo Intercultural e Outros Textos (2020), Moçambique, Margem Sul: Arte, Interculturalidade e Outros Textos (2022) e Moçambiquero-te: Literaturas, Culturas e Outros Textos (2024). In “Moz Entretenimento” - Moçambique


quarta-feira, 9 de abril de 2025

Moçambique - Jornalista Luís Nhachote apresenta o livro “Do Alto da Colina”

Será apresentado no próximo dia 17 de Abril, pelas 17h30, na sede da Associação dos Escritores Moçambicanos (AEMO), o mais recente livro do jornalista e cronista Luís Nhachote, intitulado “Do Alto da Colina, Todas as Crónicas 2003–2005”. A obra, editada pela Gala-Gala Edições, reúne cerca de uma centena de textos publicados originalmente na coluna homónima do semanário “SAVANA”, entre 2003 e Junho de 2005.



Com um total de 304 páginas, o livro resgata uma fase marcante do jornalismo moçambicano, através da visão crítica, irónica e profundamente engajada de Nhachote. Entre os temas abordados nas crónicas destacam-se o mediático julgamento do Caso BCM, o debate em torno da suposta “morte da literatura“, os meandros do tráfico de drogas e a influência crescente da religião nas dinâmicas sociais do país.

Luís Nhachote sublinha que não se vê como escritor, no sentido clássico da palavra. No entanto, considera fundamental a compilação destas crónicas enquanto acto de resgate da memória histórica das inquietações que marcaram uma geração. O autor salienta ainda que este projecto se insere na mesma linha de intenção que norteou o seu livro anterior, Phambeni: Cartas ao Presidente Chissano (2023).

Para o editor da Gala-Gala Edições, Pedro Pereira Lopes, a publicação representa “um testemunho exemplar da capacidade da crónica em transcender o carácter efémero do jornalismo e inscrever-se no tecido da memória colectiva”. Acrescenta ainda que “a prosa elegante e o olhar crítico de Nhachote transportam-nos para um período vital da história moçambicana, com dilemas que, dois decénios depois, continuam a ecoar”.

O lançamento contará com intervenções do escritor Marcelo Panguana e do jornalista Milton Machel, que partilharam reflexões sobre o impacto e a actualidade das crónicas reunidas na obra.

Do Alto da Colina insere-se na Colecção Hinyambaan da Gala-Gala Edições, dedicada à publicação de textos que promovem a reflexão crítica sobre a sociedade moçambicana.

Sobre o Autor

Luís Nhachote nasceu em Maputo, em 1974. É um jornalista de investigação premiado. Trabalhou nos semanários Savana (onde iniciou a sua carreira, em 2000), Canal de Moçambique (do qual foi um dos membros fundadores, em 2006), no Zambeze e @Verdade. Foi editor dos portais digitais Confidencial, 1mãomz e Moz24h.

Foi, ainda, consultor da Chatham House (Reino Unido), da Transparência Internacional, do Centro de Integridade Pública (CIP), do Speed Program (Moçambique) e do Global Iniciative Against Organized Crime. Colabora com alguns meios de comunicação internacionais como o Mail & Guardian, The Wall Street Journal, Forbes Africa Magazine e Al Jazeera.

Foi chefe correspondente, para Moçambique, do The Continent e Mail & Guardian. Foi Director executivo do Centro de Estudos Moçambicanos e Internacionais (CEMO). Actualmente é coordenador-executivo do Centro de Jornalismo Investigativo (www.cjimoz.org) e Editor-in-Chief do portal digital Mozambique Insights. Publicou “Phambeni — Cartas ao Presidente Chissano” (2023). In “Moz Entretenimento” - Moçambique


quarta-feira, 12 de março de 2025

Moçambique - Sofia Vasco lança “Minha capulana” em Pemba

Na passada segunda-feira, 10, no anfiteatro da Universidade Íris, na cidade de Pemba, foi lançado o livro “Minha Capulana, Meu Alicerce — Símbolo de Identidade, Tradição e Cultura Moçambicana”, de Sofia Ahamad de Jany Vasco. 

Apresentado por Severino Ngoenha, “Minha Capulana, Meu Alicerce”, que resulta da tese de doutoramento da autora, tem 186 páginas e está dividido em duas partes e nove capítulos. 

Na primeira parte, a obra apresenta, entre vários assuntos, a evolução histórica da capulana, o seu significado e simbolismo e os desafios e a preservação da tradição. 

A segunda parte do livro aborda, de forma abrangente, o “Projecto Ikuru”, uma iniciativa que une arte, cultura e transformação de vida por meio da capulana.

Para a autora, citada na nota de imprensa da Gala Gala, o livro é “uma homenagem às nossas raízes, à riqueza da nossa cultura e ao poder que a capulana tem de contar histórias, unir gerações e fortalecer a nossa identidade”.

De acordo com Ibraimo Hassane Mussagy, Vice-reitor da Universidade Rovuma, que assina o prefácio, “as palavras Minha Capulana, Meu Alicerce, logo no título da obra, são reveladoras da apropriação, de pertença da mulher, deste pano de quem o lê. À partida, a autora visa revelar a importância, a força vincada e a interferência cultural e identitária diária que este pano possui nas mulheres moçambicanas”. 

No mesmo diapasão, escreve a professora Alice Albertina Nhamposse, da Universidade Católica, “a obra nos convoca a uma reflexão crítica sobre o papel que a cultura desempenha na formação da identidade colectiva, através da capulana, enquanto veículo de honra”.

Na ocasião de lançamento, num evento aberto ao público, Edna Tuabo, a Primeira-Dama Provincial de Cabo Delgado, Iolanda de Almeida, Directora Provincial de Cultura e Turismo e a Professora Tanira Suandique comentaram sobre a obra. 

“Minha Capulana, Meu Alicerce” sai sob a chancela da Gala-Gala Edições e integra a colectânea Nossa Gente, Nossas Línguas.

Sobre a autora

Sofia Ahamad de Jany Vasco é doutora em Ciências da Comunicação, com especialização em Comunicação e Marketing. Possui mais de oito publicações científicas em revistas indexadas, nacional e internacionalmente. Constou, por dois anos consecutivos (2023 e 2024), no ranking dos cem (100) cientistas moçambicanos, estando entre os cinco destacados para a Universidade Católica de Moçambique pela AD Scientific Index. É empreendedora e membro da Ordem dos Contabilistas e Auditores de Moçambique. Desde 2022, é avaliadora externa de cursos e Programas do Conselho Nacional de Avaliação de Qualidade (CNAQ).

Actualmente é Vice-Reitora para a área de Gestão Académica na Universidade Íris. In “O País” - Moçambique


sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

Moçambique - Gala Gala Edições lança “Blasfêmeas” no Instituto Guimarães Rosa

No dia 20 de Fevereiro, às 17h30, no Instituto Guimarães Rosa (antigo Centro Cultural Brasil-Moçambique), Cidade de Maputo, a Gala-Gala Edições vai lançar o livro “Blasfêmeas, Sangue e Poesia: Novas Vozes Femininas”, uma antologia que reúne 18 novas vozes da poesia moçambicana como Kaya M, Hera de Jesus e N’wantshukunyani Khanyisani.



Segundo uma nota de imprensa, entre os dias 20 de Julho e 20 de Setembro de 2022, a Gala-Gala Edições recebeu textos para a chamada “Blasfêmeas — Sangue e Poesia”, válida para autoras que ainda não haviam publicado livros (ainda que antologiadas). 

A organização recebeu, ao todo, 96 textos de 32 autoras. 

Os textos seleccionados imaginam o lugar da mulher na sociedade moçambicana e no mundo e denunciam os males que enfrentam.

Para a editora,, a iniciativa visa dar a conhecer o trabalho de novas vozes da poesia escrita por mulheres, para quem, a poesia e a música fizeram sempre parte do seu quotidiano, mas não antes tiveram a oportunidade de publicar em livro. Por isso “BlasFêmeas”, pois “queremos que este seja um acto de heresia, de empoderamento, de liberdade, de pôr as novas poetisas [ou mesmo poetas] a declamarem os seus amores, as suas liberdades, lutas e direitos”.

A antologia, de 104 páginas, homenageia Noémia de Sousa, a “mãe dos poetas” de Moçambique, que, ao longo da sua vida e obra, abriu portas para muitas mulheres (e homens) expressarem as suas verdades e complexidades. Ademais, a publicação celebra a sua influência geracional na literatura, um ano antes do seu centenário (a acontecer em 2026).

O lançamento do livro contará com a apresentação da estudiosa Sara Jona Laisse e será comentada pelo poeta Sangare Okapi.

“Blasfêmeas, Sangue e Poesia: Novas Vozes Femininas” integra a colecção Plural da Gala-Gala Edições. In “O País” - Moçambique