Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025

Brasil - Portugueses esperam melhorias nos consulados com a 14.ª Cimeira Luso-Brasileira

Representantes da comunidade portuguesa esperam que a participação do Presidente e do Primeiro-Ministro de Portugal na 14ª Cimeira Luso-Brasileira reforce parcerias económicas com o Brasil e que os governantes promovam melhorias nos Consulados do país.



Em declarações à agência Lusa, Teresa Morgado, membro do Conselho das Comunidades Portuguesas, considerou que as visitas de Marcelo Rebelo de Sousa e de Luís Montenegro ao Brasil serão uma boa oportunidade para a comunidade relatar os problemas que enfrenta. “Acho muito importante que o Governo português, que o nosso primeiro-ministro e o nosso Presidente venham ao Brasil (…) Eles têm que ver as dificuldades de todos os portugueses que aqui estão, da comunidade portuguesa, que são muito grandes”, disse.

“A dificuldade nos nossos Consulados é muito grande, [assim como] a dificuldade em ajudar as pessoas idosas”, acrescentou.

A presidente da Câmara do Comércio de Portugal de São Paulo, Karine Vilela, considerou que os acordos a serem assinados durante a cimeira, que se realiza hoje na capital brasileira, Brasília, podem impulsionar a economia e as trocas bilaterais para novas áreas. A responsável citou como exemplo entendimentos na área da educação sobre a validação de diplomas universitários, que poderão facilitar a emigração qualificada, e a troca de arquivos entre as bibliotecas nacionais dos dois países, que ajudariam a impulsionar investigações científicas.

“Na Câmara Portuguesa de São Paulo conseguimos testemunhar várias áreas [da parceria bilateral] que estão crescendo muito, como a transição energética, que é um dos acordos que vão ser discutidos nesta cimeira”, acrescentou.

Por seu lado, o presidente da casa de Cultura da Ilha da Madeira de São Paulo, José Manoel Bettencourt, considerou que o maior problema que os portugueses enfrentam hoje é mesmo agendar atendimentos nos Consulados portugueses no Brasil, que estão sobrecarregados.

“Aqui o que nós mais temos dificuldade é agendar [para fazer ou actualizar] documentação (…) O Governo português tem que dar um jeito de melhorar esse atendimento”, pontuou.

O empresário José de Sá, que constituiu família no Brasil, mas mora em Portugal, considerou que um dos maiores desafios que os portugueses no Brasil enfrentam é a burocracia. “O português no Brasil precisa de apoio na parte burocrática. Especialmente para os filhos e netos de portugueses. Sou português, casado com uma brasileira, os meus filhos são brasileiros, tenho netos brasileiros e tenho um bisneto brasileiro. E, no entanto, eu ainda tenho dificuldades”, contou.

“Estou residindo agora em Portugal, há dois anos, e estou ainda com dificuldade para que a minha mulher tenha nacionalidade portuguesa. Somos casados há 69 anos”, completou José de Sá.

Já António de Almeida e Silva, presidente do Conselho da Casa de Portugal de São Paulo, defendeu que as autoridades portuguesas deveriam também considerar os desafios económicos das organizações culturais que mantêm as tradições do país vivas no exterior. “Portugal, sendo um país de comunidades como é, tinha que, digamos, acarinhar mais as comunidades ajudando as nossas associações. Algumas precisam de ajuda do Governo português para sobreviver, para cumprir o seu papel primordial. E, às vezes, falta isso. Então, diria que, em resumo, Portugal deveria acarinhar mais as suas associações espalhadas pelo mundo”, concluiu.

A 14.ª cimeira luso-brasileira seguiu o modelo da edição anterior, realizada em Lisboa, em 2023, e foi precedida, na terça-feira, por uma visita de Estado do Presidente português, incluindo uma passagem pela cidade do Recife, onde recebeu um título ‘honoris causa’. No âmbito da cimeira, houve um encontro entre o primeiro-ministro português e o Presidente brasileiro, seguido de reuniões e da assinatura de vários acordos bilaterais.

Segundo dados do Observatório da Emigração, residem no Brasil cerca de 145.000 portugueses, mas este número deve ser superior porque a inscrição consular não é obrigatória. Carolina de Ré – Agência Lusa in “Jornal Tribuna de Macau”


quarta-feira, 8 de fevereiro de 2023

Brasil - Presidente Lula da Silva deverá participar na cimeira da CPLP em São Tomé, segundo embaixador Pedro Dalcero

O embaixador brasileiro em São Tomé e Príncipe disse ontem, dia 7, que o Presidente do Brasil deverá participar na cimeira da CPLP, prevista para Julho na capital são-tomense, realçando o interesse que Lula da Silva sempre demonstrou na organização lusófona

“Eu acredito, embora não esteja confirmada ainda, mas o Presidente Lula enquanto esteve no Governo participou de todas as cúpulas da CPLP [Comunidade dos Países de Língua Portuguesa], então é possível que ele também venha a São Tomé e Príncipe este ano”, disse Pedro Dalcero, que entregou as cartas credenciais como novo embaixador do Brasil junto do Estado são-tomense.

O diplomata brasileiro disse também que “o Presidente Lula [da Silva] fez um convite oficial ao Presidente Carlos Vila Nova para visitar o Brasil”, e que a data e os detalhes da visita, que poderá acontecer ainda este ano, será acertada com o Ministério dos Negócios Estrangeiros de São Tomé e Príncipe.

Após entregar as cartas credenciais, Pedro Dalcero reuniu-se com o primeiro-ministro são-tomense, Patrice Trovoada, com quem analisou a cooperação bilateral entre Brasil e São Tomé e Príncipe.

“A história de São Tomé e Príncipe e a história do Brasil estão interligadas, temos laços culturais, falamos a mesma língua e temos laços de sangue […] faz sentido que esses laços se intensifiquem”, advogou.

Pedro Dalcero sublinhou que nos seus dois mandatos anteriores o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva “renovou e aprofundou as relações do Brasil com o continente africano”, tendo sido durante o seu primeiro mandato em 2003 que foi aberta a embaixada do Brasil em São Tomé e Príncipe, no mesmo ano em que Lula da Silva visitou o arquipélago.

“Nós temos uma tradição na área da cooperação, formação profissional, na saúde, gestão pública, e todas essas áreas o Brasil tem atuado com muita intensidade nos últimos 20 anos […] o meu desafio como embaixador é elevar essa relação à um novo patamar”, apontou.

O diplomata referiu que pretende agora trabalhar para “atrair empresários brasileiros para São Tomé e Príncipe”, considerando que o país “pode ser um parceiro importantíssimo para o Brasil nas relações comerciais com os países da costa africana”.

Desde 2014 que São Tomé e Príncipe e Brasil têm uma cooperação militar no domínio da guarda costeira, sobretudo na formação de fuzileiros navais da marinha são-tomense. In “Balai Cabo Verde” – Cabo Verde com “Inforpress / Lusa”


segunda-feira, 9 de agosto de 2021

Timor-Leste – Presidência valorizou o trabalho da delegação timorense na Cimeira da CPLP


Díli – O Chefe da Delegação de Timor-Leste para a Cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), José Reis, disse que o Presidente da República, Francisco Guterres Lú Olo, apreciou o trabalho da delegação de Timor-Leste na Cimeira da CPLP.

O Vice-Primeiro-Ministro recordou ainda que a equipa da delegação timorense viajou, no dia 06 de julho, para participar na Cimeira da CPLP. Efetuou uma visita de cortesia em Lisboa, onde se encontrou com alguns dirigentes portugueses no sentido de fortalecer a cooperação entre os dois países.

É de lembrar que, antes da cimeira, o ex-Secretário Executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), realizou, a 08 de julho, um encontro com a delegação timorense da Cimeira da CPLP para partilhar algumas informações sobre o evento, que teve lugar no dia 17 de julho de 2021, em Luanda, Angola.

Além disso, a Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação timorense (MNEC), Adaljiza Magno, e o de Estado e dos Negócios Estrangeiros português, Augusto Santos Silva, abordaram a possibilidade de uma colaboração na área da formação e capacitação de diplomatas timorenses.

“O Presidente da República apreciou o trabalho da delegação da CPLP de Timor-Leste na XIII cimeira desta comunidade. Abordámos também a preparação futura dos processos aprovados na cimeira”, disse José Reis após o término do encontro com o Chefe de Estado, no Palácio Presidencial, em Aitarak-Laran, Díli.

Recorde-se que os ministros dos Negócios Estrangeiros e Cooperação (MNEC) da CPLP assinaram o acordo de mobilidade entre países da organização após aprovação dos chefes de Estado e de Governo na cimeira em Luanda.

A mobilidade de cidadãos entre países-membros da CPLP abrange médicos, empresários e académicos – estudantes e investigadores – que serão detentores de passaportes diplomáticos, oficiais, especiais e de serviço.

O governante relembrou também que, durante a cimeira, como representante de Timor-Leste, apresentou um voto de felicitação ao Presidente cabo-verdiano pela iniciativa, durante a sua presidência, de pôr em marcha o processo de mobilidade na CPLP, congratulando ainda o ex-Secretário Executivo da CPLP pelo trabalho realizado durante o seu mandato.

Participaram no encontro a Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação (MNEC), Adaljiza Magno, a embaixadora indigitada da Missão de Timor-Leste na CPLP, Marina Ribeiro Alkatiri, o assessor político para as relações internacionais da Presidência da República de Timor-Leste, Roque Rodrigues, e o Diretor geral para os Assuntos Multilaterais e Regionais do MNEC, Jesuíno Alves.

Os 18 membros da delegação de Timor-Leste partiram a 06 de julho para participarem na cimeira em Lunda e regressaram a 20 do mesmo mês.

Com a ausência do Chefe de Estado neste evento, o Vice-Primeiro-Ministro e o Ministro do Plano e Ordenamento (MOP), José Reis, foi nomeado enviado extraordinário do Presidente da República na XIII conferência de Chefes de Estado e do Governo da CPLP. Domingos Freitas – Timor-Leste in “Tatoli”

 


 

sábado, 17 de julho de 2021

Angola – Prioridade para o reforço das relações económicas entre os nove Estados-membros da CPLP

O Chefe de Estado angolano, João Lourenço, fez este sábado o seu primeiro discurso enquanto presidente da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) voltando a reforçar aquela que tem sido a prioridade defendida por Angola: Reforçar as relações económicas entre os nove Estados-membros


"Riqueza real", pediu João Lourenço, que defendeu a criação de um banco de investimentos da CPLP.

O novo presidente da CPLP quer "aumentar as trocas comerciais e os investimentos cruzados que gerem empregos e tragam benefícios duplamente vantajosos".

O Chefe de Estado angolano defendeu parcerias económicas e empresariais entre os Estados-membros, lembrando que "o conjunto dos nove países que integram a CPLP têm um enorme potencial económico, industrial, agro-pecuário, pesqueiro e turístico, em muitos casos ainda por explorar".

Todas essas potencialidades devem, segundo João Lourenço, ser alvo da atenção da organização, "para transformar esse potencial em riqueza real".

"Somos uma força política e cultural a considerar, podemos ser também uma força económica relevante se trabalharmos para isso", reforçou.

No último dia da cimeira, que começou na segunda-feira, 12, em Luanda, e que ficou marcado pela passagem da presidência rotativa desta comunidade de países de Cabo Verde para Angola, João Lourenço lembrou também que "a crise sanitária provocada pela covid-19 obrigou todos os países a observar dolorosas medidas de biossegurança e redução de actividade económica e de circulação de pessoas e obrigou a alterar a forma de relacionamento entre países e pessoas, mas não deve impedir de diversificar as economias".

"Temos de encontrar novas formas, mais criativas de nos adaptar a esta nova realidade e conviver com uma pandemia que já vai no seu segundo ano.

É indispensável tornar mais atractivas as nossas economias e explorar a sua complementaridade, aumentando trocas comerciais e investimentos cruzados", salientou o Presidente angolano.

João Lourenço lembrou igualmente que a actividade da CPLP não se restringe a questões económicas e nestas últimas décadas foram dados "passos significativos" em outras áreas de cooperação, em "especial na promoção da língua portuguesa, na concertação política e na frente cultural".

Outro assunto abordado pelo Presidente angolano foi aquilo que considerou como um dos principais desafios da organização: o da livre circulação entre os países-membros da CPLP, "decisiva para a cooperação económica e maior aproximação entre os povos".

"Temos ainda um caminho a percorrer, precisamos de trabalhar na definição das formas de tornar realidade a materialização faseada, mas efectiva desta vontade aqui manifestada e que reflecte a vontade dos nossos povos", disse João Lourenço, a propósito do acordo de mobilidade assinado hoje.

Acordo de Mobilidade terá agora de ser ratificado por cada um dos nove países

Este acordo estabelece um "quadro de cooperação" entre todos os Estados-membros para a livre circulação de pessoas, de uma forma "flexível e variável" e, na prática, abrange qualquer cidadão.

"O presente acordo estabelece o quadro de cooperação em matéria de mobilidade dos cidadãos dos Estados-membros da CPLP e entre esses mesmos Estados, através de um sistema flexível e variável, que atende às particularidades relativas" de cada um destes, lê-se no artigo primeiro, segundo a Lusa, que avançou os termos deste documento assinado este sábado pelos Chefes de Estado.

Aos Estados é, assim, facultado um leque de soluções que lhes permitem assumirem "compromissos decorrentes da mobilidade de forma progressiva e com níveis diferenciados de integração, para ajustar os impactos (...) às suas próprias especificidades internas, na sua dimensão política, social e administrativa".

Neste contexto, têm a "liberdade (...) na escolha das modalidades de mobilidade, das categorias de pessoas abrangidas", bem como dos países da comunidade com os quais pretendam estabelecer as parcerias.

O acordo salvaguarda ainda os "compromissos internacionais dos Estados-membros em matéria de mobilidade, decorrentes dos acordos regionais de integração nos quais sejam partes".

Da aplicação do acordo, também "não podem resultar limitações ao regime mais favorável previsto no Direito interno do Estado de acolhimento".

Quanto às modalidades de mobilidade, as previstas são: estadias de curta duração, estadias temporárias, vistos e autorização de residência CPLP.

O acordo define que a mobilidade CPLP abrange os titulares de passaportes diplomáticos, oficiais, especiais e de serviço, bem como os de passaportes ordinários.

Além disso, com o objectivo de "facilitação do incremento da mobilidade" e do "seu ajustamento às realidades internas" dos Estados-membros, o acordo prevê subdividir os titulares de passaportes ordinários em grupos, em função de actividades que exerçam, nomeadamente professores, investigadores, empresários, agentes culturais, artistas, desportistas e representantes de órgãos da comunicação social, escritores, músicos, promotores e organizadores de eventos culturais e desportivos e estudantes.

Mas, se os Estados entenderem, podem "escolher outras" categorias que ali não tenham sido referidas, de acordo com os seus interesses.

Em relação à segurança documental, aspecto considerado por analistas e investigadores como "fundamental" para que este tipo de acordo avance, a proposta estabelece que os Estados ficam obrigados "a assegurar, para além de qualquer dúvida razoável, a veracidade das informações atestadas nos documentos que emitem".

Os Estados podem ainda "condicionar a permanência dos cidadãos da outra parte no seu território por fundadas suspeitas sobre a credibilidade e autenticidade dos documentos que atestam a qualidade exigida para a mobilidade, tal como determinado pelo Direito interno" desse país.

Este acordo terá agora de ser ratificado por cada país da CPLP. Portugal foi um dos primeiros a avançar a data, marcando para Setembro deste ano, e que, para além do acordo de mobilidade, será apresentado o quadro legislativo que permitirá agilizar quer a circulação, quer o reconhecimento das habilitações académicas, "porque isso é fundamental para a vida das pessoas", segundo o primeiro-ministro português.

"A assinatura deste acordo de mobilidade vai proporcionar de uma vez por todas criar um verdadeiro pilar de cidadania no quadro da CPLP, permitindo facilitar a circulação entre todos os Estados-membros, o reconhecimento das formações académicas e a portabilidade dos direitos de Segurança Social. São matérias que têm a ver com o quotidiano das pessoas", acentuou o líder do executivo português, citado pela Lusa.

Criada há 25 anos, a CPLP conta actualmente com nove Estados-membros: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e Guiné Equatorial. Sandra Bernardo – Angola in “Novo Jornal”

 


terça-feira, 13 de julho de 2021

Angola e os desafios na presidência da CPLP

Luanda acolhe, de 12 a 17 de Julho, a XIII Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP). Angola assumirá, assim, por dois anos, a presidência rotativa da organização

O Chefe de Estado de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, presidente em exercício da CPLP, fará a passagem de testemunho ao homólogo angolano, o Presidente João Lourenço, bem como o balanço dos três anos da sua liderança, iniciada em Julho de 2018 (a presidência de Cabo Verde foi prorrogada até 2021, a pedido de Angola e devido à Covid-19).

Um dos pontos altos será a ratificação, pelos Estados-Membros, do Acordo de Mobilidade Interna na CPLP, aprovado em Dezembro último no encontro do conselho de ministros da organização. "Logicamente, precisamos aqui que as pessoas circulem de forma vantajosa, de um e de outro lado, quer queira para países da Europa, como da América Latina, quer para o continente africano. As pessoas precisam de circular e de ter segurança dentro deste processo de circulação e, depois, trazer dentro de toda esta movimentação a presença empresarial", afirma ao Novo Jornal Bernardino Neto, especialista em Relações Internacionais.

O desafio da circulação e mobilidade entre os cidadãos da CPLP é uma das grandes prioridades deste encontro, bem como a adopção de uma estratégia em que ela se assuma como uma verdadeira organização de povos. A CPLP terá de ser, ela própria, um importante e relevante instrumento de aproximação entre povos e países.

A Cimeira de Luanda irá, certamente, estabelecer os critérios de circulação dentro da Comunidade. Angola terá de apresentar uma agenda para o desenvolvimento económico, social e cultural.

Numa organização que ainda se confronta com divergências existenciais, o reforço das relações políticas, económicas, sociais e culturais entre os países será outro dos desafios da presidência angolana. Uma estratégia de manutenção da paz e segurança dos Estados-Membros, onde a situação de Cabo Delgado, em Moçambique, vai, certamente, marcar a agenda. A afirmação da democracia e do Estado Democrático e de Direito, sendo uma organização que teve a língua como base na sua constituição, bem como a afirmação do Português como "língua de várias culturas e cultura de várias línguas" serão importantes para o reforço da importância da CPLP e da proximidade entre os povos, a aposta na investigação e ciência e a implementação de uma estratégia de cooperação académica e cultural.

A coordenação e cooperação no combate à pandemia da Covid-19, bem como a relação dos Estados com o Mar serão, também, uma abordagem interessante.

Angola tem uma experiência na Comissão do Golfo da Guiné e pode reforçar a sua experiência com os outros membros.

Olhando para dentro, o País poderá aproveitar esta sua presidência para promover e divulgar mais a CPLP entre os seus cidadãos.

Será importante fazer perceber aos cidadãos o que é a CPLP e quais as vantagens de pertencer à organização. As pessoas precisam de sentir a presença da organização no seu dia-a-dia, que pode ser feita através da criação de espaços de divulgação da instituição nos principais órgãos de comunicação social, a organização de palestras e eventos nas universidades.

É preciso que os cidadãos percebam que, apesar de ter sido fundada com base na língua portuguesa, hoje a CPLP encara novos desafios e precisa de ser mais presente e actuante em diferentes áreas.

Se os Estados-Membros e os cidadãos entendem que a CPLP não lhes resolve os seus problemas, não corresponde aos seus anseios e expectativas. Obviamente se focam nas organizações regionais que estão aí "à mão" e dão uma resposta rápida aos seus problemas.

O alargamento e maior representatividade de uma comunidade com pelo menos 250 milhões de pessoas são um desafio estimulante. Armindo Laureano – Angola in “Novo Jornal”

 


segunda-feira, 28 de junho de 2021

Timor-Leste - Ministra dos Negócios Estrangeiros coordena delegação à Cimeira da CPLP

Díli – A Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação (MNEC), Adalzija Magno, disse hoje que a delegação de Timor-Leste partirá, no dia 6 de julho, para Luanda, capital de Angola, a fim de participar na Cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

“A nossa equipa partirá no próximo dia 06 de julho. O Presidente da República não participará, porque ainda não completou a vacinação, mas eu e o Vice-Primeiro-Ministro vamos”, disse a MNEC à Tatoli, no seu local de trabalho, na Praia dos Coqueiros.

Segundo a MNEC, o Governo já fez preparativos para participar na Cimeira da CPLP, mesmo sem a presença do Presidente da República, Francisco Guterres Lu-Olo, e do Primeiro-Ministro, Taur Matan Ruak.

A ministra acrescentou que, na cimeira, vai apresentar temas relacionados com a economia, nomeadamente a diplomacia económica após a pandemia, e acompanhar também a cerimónia de tomada de posse de Zacarias Albano da Costa como Secretário Executivo da CPLP.

Além disso, será abordado o tema da mobilidade de pessoas entre os Estados-Membros. Esta cimeira decorre nos dias 17 e 18 de julho deste ano, em Luanda. Afonso do Rosário – Timor-Leste in “Tatoli”

 

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Internacional - União Africana criou Observatório para abordar as migrações e o desenvolvimento

Os líderes da União Africana (UA) desenvolveram um Observatório sobre a migração e o desenvolvimento, na cimeira que terminou em Nouakchott, anunciou o ministro dos Negócios Estrangeiros marroquino



O Observatório Africano para a Migração e o Desenvolvimento (OAMD), cuja "implementação foi proposta por Marrocos, será sediado em Rabat", afirmou o chefe da diplomacia marroquina, Nasser Bourita, durante uma conferência de imprensa em Nouakchott, à margem da cimeira de dois dias da UA.

"Os líderes africanos tomaram esta decisão e confiam a esta nova ferramenta, a missão de reunir as estratégias nacionais dos Estados africanos, bem como de melhorar a interacção com os seus parceiros" estrangeiros, acrescentou o próprio.

O ministro marroquino rejeitou a recente proposta da União Europeia (UE) de possibilitar aos migrantes o pedido de asilo na UE através de "plataformas regionais de desembarque" de pessoas resgatadas em águas internacionais, que os líderes dos 28 Estados-membro da UE visavam desenvolver fora do continente europeu.

"Marrocos rejeita categoricamente a ideia desta plataforma e considera-a inadequada. Trata-se de uma solução fácil que só pode ser contraproducente", disse Nasser Bourita.

O presidente da Comissão da UA, Moussa Faki Mahamat, garantiu na sua conta na rede social Twitter, no passado dia 01 de Julho, que o destino dos migrantes africanos nas fronteiras europeias é trágico e que "a recorrência a práticas intoleráveis contra essas pessoas na própria África" tem aumentado.

"Sob pena de perder todo o crédito moral nesta questão, a nossa união não pode praticar uma política de dois pesos e duas medidas, isto é condenar as violações flagrantes dos direitos dos migrantes africanos noutros lugares e praticar a política de avestruz enquanto factos semelhantes têm lugar no continente", acrescentou o próprio, sem especificar algum país.

O êxodo de centenas de milhares de africanos, principalmente para a Europa, não esteve na agenda oficial da cimeira da União Africana, que foi preenchida pelas questões de segurança, comércio e combate à corrupção. In “Novo Jornal” - Angola

quinta-feira, 14 de junho de 2018

CPLP - Secretária executiva confiante quanto ao sucesso da cimeira da organização em Julho na ilha do Sal

Cidade da Praia – A secretária executiva da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) mostrou-se hoje “confiante” de que a cimeira agendada para Julho na ilha do Sal vai ser marcante e um ponto de viragem para a organização.

Maria do Carmo Silveira, que se encontra em Cabo Verde no âmbito dos preparativos da Cimeira da CPLP, marcada para os dias 17 e 18 de Julho, manifestou esta confiança em declarações à imprensa na cidade da Praia no final de um encontro com o ministro do Negócios Estrangeiros, Luís Filipe Tavares.

“Acredito que vai ser marcante e um ponto de viragem para a comunidade, porque para além da cimeira em si, estão programadas várias actividades e vários encontros paralelos que darão uma dimensão particular ao evento”, considerou, lembrando que o Governo de Cabo Verde já convidou várias personalidades e responsáveis de organismos internacionais.

Neste sentido, a secretária executiva entendeu que será “bom” para Cabo Verde e para a CPLP e “um sinal de reforço das relações de cooperação” entre a CPLP e as organizações convidadas, assim como um sinal da visibilidade e da credibilidade que a comunidade tem vindo a ter no cenário internacional.

Para Maria do Carmo Silveira, a CPLP tem sido criticada pelo facto de ser uma organização distante dos cidadãos, ou seja, uma organização dos dirigentes dos governos, por isso, é de opinião que será “importante” uma aproximação com os cidadãos, nomeadamente através do dossiê da mobilidade, procurando dar resposta ao anseio das populações.

Por sua vez, Luís Filipe Tavares reiterou que Cabo Verde tenciona trabalhar a questão da mobilidade na comunidade durante a sua presidência da CPLP, que acontece a 17 de Julho, esclarecendo que no evento do Sal o país não vai levar nenhuma decisão concreta em relação a esta matéria.

“O que vai haver é abordarmos este assunto que é importante, ouvindo a opinião de todos e trabalhar durante a nossa presidência para fazermos avançar os três aspectos: as pessoas, onde entra a questão da mobilidade, os oceanos e cultura”, frisou.

O encontro entre Maria do Carmo Silveira e Luís Filipe Tavares serviu para fazer o ponto de situação dos preparativos da Cimeira do Sal, tendo os dois responsáveis manifestado a sua satisfação, já que há muito tempo que todos os chefes de Estado e do Governo dos países da comunidade (Cabo Verde, Angola, São Tomé e Príncipe, Moçambique, Guiné-Bissau, Portugal, Brasil, Timor-Leste e Guiné- Equatorial) não se reuniam. In “Inforpress” – Cabo Verde

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Guiné-Bissau – Apresenta projectos de habitação e infraestruturas rodoviárias na China

Bissau - O ministro das Obras Públicas Construções e Urbanismo vai chefiar a delegação da Guiné-Bissau que participa na Cimeira China-África à decorrer no final do corrente mês, em Pequim, Republica Popular da China.

Em declarações à imprensa, Malam Banjai disse que o país vai levar para a China projectos rentáveis nos sectores da habitação e infraestruturas rodoviárias.

Segundo o governante, na reunião de Pequin proceder-se-á ao balanço da implementação das acções estabelecidas na Cimeira China/África realizada em Dezembro do ano passado, na África do Sul.

Aquele responsável destacou os sectores de habitação social e infraestruturas rodoviárias entre outros projectos que o país irá apresentar na Cimeira, tendo assegurado que a relação entre a Guiné-Bissau e a China é um contributo fundamental e inevitável.

A delegação da Guiné-Bissau, partiu ontem, 26 de Julho de 2016, para a cidade de Pequim e será composta pelo Director Geral da Política Externa, Marcelino Pedro de Almeida, e o Director do Programa do Investimento Público, Lino Sá.

A Cimeira China/África marcado para o final do mês em curso, acontece numa na altura em que o Governo Chinês já disponibilizou 63 mil milhões de euros para países africanos, contribuição que será desbloqueada mediante apresentação de projectos concretos. In “Agência de Notícias da Guiné” – Guiné-Bissau