Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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segunda-feira, 16 de setembro de 2024

Vietname - Disponível para ajudar Guiné-Bissau a criar frota nacional de pesca

O Vietname está disponível para ajudar a Guiné-Bissau a construir a sua frota nacional de pesca e para lançar uma quota anual de arroz, base da dieta alimentar dos guineenses, anunciou, em Bissau, o ministro dos Negócios Estrangeiros


Carlos Pinto Pereira falava numa conferência de imprensa de balanço das recentes deslocações do Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, à China, para a nona conferência China – África, ao Vietname e aos Emirados Árabes Unidos.

Sobre a deslocação ao Vietname, o chefe da diplomacia guineense afirmou que Umaro Sissoco Embaló solicitou ao Governo daquele país que avalie a possibilidade de transferir para a Guiné-Bissau parte dos navios que vão para abate, no quadro da redução do esforço de pesca. “O Vietname está a reduzir a sua produção de pesca. Eles estão a ganhar dinheiro com piscicultura ou aquacultura, por isso estão a retirar alguns navios do circuito”, afirmou Carlos Pinto Pereira.

O Governo guineense instou o Vietname a enviar alguns desses navios para a Guiné-Bissau, para que sejam constituídas empresas mistas ou empresas inteiramente vietnamitas que passem a pescar no país africano lusófono.

O objectivo, adiantou o chefe da diplomacia guineense, é, por um lado, criar a frota nacional de pesca, e por outro lado, transformar o pescado capturado e vender para o estrangeiro. “A resposta política do Vietname foi positiva. Agora vão falar com os empresários deles para que venham trabalhar na Guiné-Bissau”, afirmou Pinto Pereira, salientando que o país também tem condições para desenvolver a piscicultura.

O Vietname mostrou igualmente abertura em atribuir à Guiné-Bissau uma quota anual de cerca de 150 mil toneladas de arroz, base da dieta alimentar dos guineenses, e que deverão ser adquiridos em condições vantajosas pelos empresários guineenses, indicou.

Aquele país asiático também está disponível para ajudar a Guiné-Bissau a transformar localmente a sua castanha do caju, tendo indicado ao Presidente guineense que é o principal comprador daquele produto. “Ficámos a saber que, afinal, o Vietname é o principal comprador da castanha do caju da Guiné-Bissau, não a Índia, como se diz, porque a referência bancária é a Índia, mas quem, de facto, compra o nosso caju é o Vietname, que só no ano passado comprou cerca de 150 mil toneladas”, precisou o chefe da diplomacia guineense.

A Guiné-Bissau tem o caju como seu principal produto agrícola e de exportação. O país exporta anualmente cerca de 200 mil toneladas da castanha do caju, em estado natural, e, com o apoio do Vietname, o produto poderá ser transformado localmente. “Empresários vietnamitas devem chegar ao país brevemente para instalação de fábrica de transformação”, disse Carlos Pinto Pereira, adiantando que o Vietname também se mostrou aberto a formar quadros guineenses no domínio da agricultura.

Por seu turno, a China comunicou a Sissoco Embaló que uma equipa técnica já se encontra em Bissau para iniciar a avaliação do projecto de construção de 300 quilómetros de estradas e uma outra deverá deslocar-se ao país, em breve, para analisar os mecanismos para construção de um campus universitário para 12 mil alunos, adiantou.

Técnicos chineses também já se encontram na Guiné-Bissau para trabalhar com homólogos guineenses na produção do arroz, bem como na transformação da batata-doce, inhame e amendoim produzidos no país, salientou.

Nos Emirados Árabes Unidos, Umaro Sissoco Embaló recebeu “garantias firmes” das autoridades em como “vão avançar” os projetos de construção de um hospital de referência na Guiné-Bissau e ainda a instância turística na ilha de Caravela, frisou o chefe da diplomacia guineense. Para Carlos Pinto Pereira, as visitas aos três países asiáticos “foram bastante positivas” para a Guiné-Bissau. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”


terça-feira, 27 de agosto de 2024

Guiné-Bissau - Empresários chineses querem construir fábrica de transformação do caju

Um grupo de 17 empresários da província chinesa de Hunan anunciou a construção na Guiné-Bissau de uma fábrica para transformação local da castanha de caju, principal produto agrícola e de exportação do país africano.

Os empresários chineses, que realizaram uma visita de prospecção de dois dias a Bissau, rubricaram um acordo geral com o presidente da Câmara do Comércio, Agricultura, Indústria e Serviços (CCIAS), Mama Samba Embaló.

O ato foi testemunhado pelo ministro guineense do Comércio e Indústria, Orlando Viegas, que enalteceu a oportunidade que os empresários chineses vão trazer para o país, nomeadamente a “mudança do paradigma”. “É uma grande vantagem para o país. A castanha do caju é o produto estratégico do país e é preciso que seja valorizado”, afirmou Viegas.

O governante notou que, até aqui, países vizinhos da Guiné-Bissau beneficiam da castanha do caju do país através do contrabando nas fronteiras.

Orlando Viegas admitiu que alguns países tinham fábricas de transformação que eram alimentadas com a castanha contrabandeada da Guiné-Bissau. “A título de exemplo, vimos muitas fábricas de transformação a serem fechadas em Ziguinchor porque montámos um sistema rigoroso de controlo nas fronteiras”, declarou o ministro guineense.

Ziguinchor é a capital da região senegalesa de Casamansa, que faz fronteira com o norte e o leste da Guiné-Bissau. O presidente da CCIAS, Mama Samba Embaló, agradeceu ao chefe de Estado guineense, Umaro Sissoco Embaló, que disse ser o promotor do acordo rubricado com os empresários chineses.

O líder da Câmara do Comércio guineense observou que o acordo “é fruto da recente visita” de Sissoco Embaló à China.  Mama Samba Embaló transmitiu aos empresários chineses que a Guiné-Bissau tem capacidade para produzir 300 mil toneladas da castanha de caju, mas que tem sido exportado, em bruto.

Transformar localmente o produto no país, ainda que sejam 50 mil toneladas por ano, é para Samba Embaló “a concretização de um sonho”. “Nem dez por cento da nossa castanha é transformada aqui no país”, sublinhou.

Para o presidente da CCIAS, a possibilidade de os produtos agrícolas da Guiné-Bissau, o caju em particular, serem comercializados para a China “é um privilégio”.

Mama Samba Embaló frisou que os empresários chineses da província de Hunan, com cerca de 77 milhões de habitantes, ainda querem investir cerca de 20 milhões de dólares (17,9 milhões de euros) na produção de energia renovável na Guiné-Bissau. In “Ponto Final” - Macau


sábado, 23 de abril de 2022

Guiné-Bissau – Segundo o FMI, o êxito na produção de caju estimula a recuperação económica

O país registou um crescimento de 5% em 2021, 2% acima da projeção para o ano. A Missão do Fundo Monetário Internacional indica que gestão fiscal robusta pode abrir caminho para um eventual acordo de empréstimo. O Corpo Técnico da Instituição atribui nota positiva ao desempenho macroeconómico do país


A Missão Técnica do Fundo Monetário Internacional assinala progressos no desempenho macroeconómico e programa de reformas da Guiné-Bissau. O país lusófono cumpriu todas as referências estruturais e metas quantitativas avaliadas apesar dos desafios da Covid-19 e o aumento do preço das mercadorias.

No final da terceira e última avaliação do Programa Monitorizado, o Corpo Técnico destaca que diversificar a produção e a exportação pode evitar a excessiva dependência da castanha de caju e contribuir para um crescimento maior e mais sustentável.

Oportunidades

Poupa o país de se expor à flutuação dos preços no mercado internacional e condições meteorológicas locais. Para isso, a Guiné-Bissau poderia aproveitar oportunidades em áreas como a agricultura, indústria de processamento, recursos naturais e turismo.

A solução exige também resolver questões ligadas às necessidades do capital humano, melhorar o ambiente regulatório e incentivar o aprofundamento financeiro. Apostar em infraestruturas e manter a estabilidade política.       

Segundo estimativas, o país registou um crescimento de 5% em 2021 devido ao resultado recorde da produção do caju, investimento público em infraestruturas, levantamento gradual das medidas de contenção da Covid-19 e contexto político mais estável.

Petróleo

Embora as perspectivas sejam mais incertas com o potencial impacto do aumento dos preços do petróleo e dos alimentos decorrentes da guerra na Ucrânia. As projeções do crescimento estão em torno de 3% e a inflação acima de 5%.

A missão visa avaliar os esforços em curso por forma a construir um histórico de políticas para um eventual acordo de linha de crédito ampliado. Manteve vários encontros com foco nos últimos desenvolvimentos económicos, riscos de curto e médio prazos e implementação de políticas e reformas para apoiar um crescimento mais inclusivo.

Vulnerabilidades

O grupo recomenda a manutenção das consolidações fiscais de 2022 de acordo com os objetivos orçamentais para conter o alto risco de endividamento público.

A ideia é criar mais espaço para gastos na saúde incluindo vacinação, educação e infraestruturas físicas.

Quanto às vulnerabilidades na governação, o corpo técnico do Fundo quer que o novo quadro de contratação legal seja implementado para garantir total transparência nos contratos públicos atribuídos e a aplicação do regime de declaração de bens.

Defende a alocação de mais recursos para o Tribunal de Contas, a Unidade de Informação Financeira e a Autoridade de Contratação Publica. A criação gradual de uma conta única do tesouro enquanto reforma crítica para governar as finanças públicas e saúda os esforços de contenção da massa salarial.

As reformas visam aumentar a transparência das finanças públicas, responsabilidade e eficácia através de uma melhor gestão das receitas e despesas internas.

O acordo de nível técnico entre a missão e as autoridades deve ser aprovado pelo Conselho de Administração da Instituição de Bretton Wood. Amatijane Candé – Guiné-Bissau ONU News


terça-feira, 31 de agosto de 2021

Guiné-Bissau – Vai avançar em várias áreas com a cooperação do Brasil

Bissau - O Brasil vai disponibilizar 15 milhões de dólares para a criação de uma academia onde serão formados oficiais militares guineenses, anunciou segunda-feira a ministra dos Negócios Estrangeiros, Suzi Barbosa.

A futura academia irá funcionar no atual centro de formação militar de Cumere, situado a 40 quilómetros da capital guineense.

A ministra dos Negócios Estrangeiros guineense fez o anúncio ao proceder segunda-feira, em Bissau, ao balanço da visita de Estado de quatro dias do Presidente  Umaro Sissoco Embaló ao Brasil, na semana passada.

Suzi Barbosa também anunciou que o Brasil vai financiar a formação local de elementos de segurança guineenses, num pacote de três milhões de dólares.

Já nos próximos dias, precisou Barbosa, a Guiné-Bissau e o Brasil vão rubricar um acordo entre o Ministério dos Negócios Estrangeiros e o Instituto Rio Branco para formação de diplomatas guineenses.

A nível da agricultura, o Brasil vai ajudar a Guiné-Bissau a transformar o seu caju, principal produto agrícola e de exportação do país.

"Já está em curso, aqui em Bissau, nas instalações da FUNDEI, a transformação do espaço financiado no âmbito da cooperação com o Brasil para que possamos processar o nosso caju localmente e também aproveitar a polpa", assegurou Suzi Barbosa.

Além do caju, o centro também servirá para o processamento industrial da manga e outras frutas, precisou a chefe da diplomacia guineense.

O Brasil ainda vai ajudar a Guiné-Bissau na especialização de magistrados bem como na capacitação do pessoal da saúde, disse Barbosa.

"O Presidente da República solicitou ao seu homólogo a criação de um centro de hemodiálise no país", afirmou a chefe da diplomacia guineense, acrescentando que o Brasil comprometeu-se a enviar técnicos para formar médicos e ainda instalar o primeiro centro de hemodiálise na Guiné-Bissau. In “Agência de Notícias da Guiné” – Guiné-Bissau com “Lusa”

 

segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

Guiné-Bissau – A economia derrapa

“Ano 2019 termina com retração de 5,9 por cento do crescimento”, afirma o economista Aliu Soares Cassama

Bissau – A economia guineense atravessa momentos difíceis devido a constante instabilidade política e não diversificação da economia dependente da castanha de caju, o principal produto de exportação do país.

A constatação é do economista guineense, Aliu Soares Cassama numa análise de retrospectiva e perspectiva económica da Guiné-Bissau para 2019/2020.

Cassamá disse que 2019 está quase a acabar e que a economia nacional não registou um crescimento aceitável, não obstante aos esforços que estão a ser feitos para que se possa estar numa posição de convergência com alguns países da União Económica e Monetária Oeste Africana.

Esta situação, conforme o economista, deve-se às elevadas despesas não previstas e o facto de o défice público nos meados de 2019 ultrapassar, significativamente, a meta projectada no Orçamento.

“A castanha de caju, principal produto de exportação, foi vendida a 500 fcfa em 2019 . É ano em que a Guiné-Bissau rubricou o acordo de livre comércio africano, que estabelece a liberalização de serviços e mercadorias e tem como objectivo eliminar as tarifa aduaneiras em 90 por cento, e em que se emitiu títulos do Tesouro num montante de 10 mil milhões de francos cfa”, recordou Aliu Cassama.

O economista acrescentou que a inflação atingiu 1,3 por cento, num país que já teve taxas anuais de inflação significativas com um percurso assinalável em relação ao qual se deve orgulhar.

Disse que, sendo um país com uma economia aberta ao exterior, importa a maior parte dos bens de consumo para assegurar a estabilidade dos preços.

Para além disso, é o ano em que se registou um défice fiscal na ordem dos 6 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), nível muito acima do previsto pelos critérios de convergência da UEMOA  e que é igualmente o ano em que a taxa de financiamento da economia permanece abaixo  dos 15 por cento em relação a media da mesma organização que é de 30 por cento.

Para superar estas situações, o economista recomenda a diversificação da economia guineense de modo a diminuir a sua dependência da castanha de caju, para evitar que o país entre numa situação paradoxal.

Frisou que, mesmo com muitos recursos, o país não vai conseguir crescer do ponto de vista económico e passa a viver num ambiente de “estagnação ou de contracção económica”.

Disse que, apesar de as perspectivas serem favoráveis, a dependência das receitas da castanha de caju deixa a economia numa situação de vulnerabilidade a choque externo.

Por estas e outra razões, o economista sugere ao governo a apostar na agricultura, para trazer o alivio necessário à inflação nos bens alimentares, viabilizar projectos de industrialização, com maior celeridade e pragmatismo, integração dos agentes da economia informal na economia formal, o  combate à corrupção, em todos os níveis, por ser um flagelo que abala o aparelho do Estado guineense, “porque quando se fala constantemente de corrupção os empresários sentem o medo de investir”.

O economista encoraja o executivo a privilegiar acordos com o Fundo Monetário Internacional (FMI) porque a economia nacional enfrenta uma situação financeira adversa, por causa da quebra das receitas que teve sérias implicações nas contas fiscais do país, na balança de pagamento e na economia real.

Sustenta que um novo acordo com o Fundo pode relançar o crescimento económico através de algumas medidas a serem implementadas para melhorar políticas fiscais, bem como garantir maior solidez ao sector financeiro.

“Em 2020, o país precisa de continuar a crescer. Hoje já não há dúvidas que o crescimento económico é a condição essencial para o desenvolvimento e sem esse crescimento não há progresso”, disse o economista Aliu Soares Cassama. In “Agência de Notícias da Guiné” – Guiné-Bissau

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Guiné-Bissau – Escoamento da castanha de caju passa por empresários vietnamitas

Bissau – O Presidente de Associação Nacional de Intermediários de Negócios da Guiné-Bissau (ANINGB), Quecuto Baió, disse hoje que os seus associados aguardam com espectativa o teor de acordo assinado, na semana passada, entre o Ministério de Comercio e um grupo vietnamita para salvação da presente campanha de caju.

Em entrevista exclusiva à ANG, Quecuto Baió, saudou a iniciativa do governo na busca de soluções para presente campanha de comercialização de castanha de caju e disse que aprova toda a iniciativa que visa resgatar a castanha junto dos produtores neste período chuvoso.

De acordo com o responsável da Associação dos Intermediários, todas as medidas que vão ser implementadas no sector de caju, devem respeitar o espírito da fileira de caju, tendo em conta os interesses dos produtores, intermediários e exportadores.

"Qualquer tentativa de subtrair um desses elementos só vai agravar ainda mais a situação de sector de caju", diz Quecuto Baió

Baió exortou ainda o Ministério do Comércio a envolver os intermediários no processo de comercialização da castanha para viabilizar o acordo, que segundo ele, ninguém pode intervir directamente juntos dos agricultores de caju sem intermediários.

Disse que tomaram conhecimento do assunto através dos órgãos de comunicação social e, de imediato, contactou o ministro de Comercio, que prometeu envolver todas as entidades ligadas a comercialização de caju para implementação do acordo alcançado com os vietnamitas.

Prometeu posicionar-se melhor depois do retorno ao país da delegação do Ministério de Comércio que ainda se encontra no Vietnam.

Segundo o acordo, os empresários vietnamitas, comprometeram-se a comprar entre 150 a 200 mil toneladas de castanha de caju juntos dos produtores nacionais. In “Agência de Notícias da Guiné” – Guiné-Bissau

sábado, 26 de maio de 2018

Guiné-Bissau - CMA CGM reedita o “Bijagós Shuttle”

A CMA CGM anuncia para o próximo dia 1 de Junho o arranque de mais uma temporada do Bijagós Shuttle, serviço à exportação da castanha de caju da Guiné-Bissau



O Bijagós Shuttle será operado por dois navios de 1 700 TEU cada, que ligará a capital da Guiné-Bissau aos portos vizinhos de Lomé e de Kribi. A partir de Lomé, o caju guineense será encaminhado para o mercado indiano; enquanto via Kribi seguirá até ao Vitname, via Singapura.

Os tempos de trânsito anunciados pela CMA CGM variam entre os 40 dias, no primeiro caso, e os 47, no segundo.

O novo serviço da CMA CGM operará entre Junho e o início de Setembro.

O caju assegura mais de 90% das exportações da Guiné-Bissau. In “Transportes & Negócios” - Portugal

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Guiné-Bissau - ANAG classifica de excelente a campanha de caju de 2017

Bissau - O Presidente da Associação Nacional dos Agricultores da Guiné (ANAG) afirmou esta quarta-feira que a campanha de caju deste ano trouxe bons resultados para os agricultores.

Jaime Boles Gomes em entrevista exclusiva à Agência Noticiosa da Guiné sobre o balanço da campanha de castanha de caju do ano 2017, justificou que o preço praticado foi muito bom e relacionou este sucesso com a concorrência no mercado internacional”.

Jaime Boles Gomes defendeu a necessidade de formação de todos os agentes da fileira de caju sobre técnicas de produção para melhorar a qualidade do produto e dinamizar a produtividade a fim de obter mais rendimento quer para os camponeses como para o próprio Estado.

“A promoção do desenvolvimento de um país é uma tarefa que deve ser feita na base de colectividade, porque só assim é que se pode atingir o objectivo almejado”, alertou aquele responsável.

Manifestou a disposição de ANAG em colaborar com o governo da Guiné-Bissau no domínio da produção de diferentes espécies alimentares, como forma de melhorar as condições de vida dos agricultores.

Sobre a próxima campanha, Jaime Boles Gomes disse esperar que seja melhor ainda, mas advertiu que tal desejo não depende, apenas, do Estado da Guiné-Bissau, mas também na procura deste produto no mercado internacional.

“A prática de um bom preço na comercialização da castanha de caju é mais-valia para o país em geral, por isso, só temos que desejar algo que possa beneficiar o povo guineense”, sublinhou o presidente de ANAG.

A castanha de caju foi comercializada este ano por 1000 francos, depois da intervenção feita pelo Presidente da República junto aos agricultores para aguardarem o melhor preço. No inicio produto era adquirido por 500 francos Cfa. In “Agência de Notícias da Guiné” – Guiné-Bissau

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Moçambique – Cabo Delgado elege o algodão e a castanha de caju para maior rendimento dos agricultores

A província de Cabo Delgado elegeu duas culturas de rendimento como apostas do Governo, nomeadamente algodão e castanha de caju, cuja produção deve ser maximizada pelos produtores.

Pretende-se com a iniciativa criar emprego, aumentar a renda nas famílias e induzir mudança estrutural da agricultura nesta região do país.

Para o efeito, o Governo provincial organizou, semana finda, a Conferência Internacional do Algodão e Castanha de Caju, tendo juntado, na mesma sala, produtores, fomentadores, especialistas e extensionistas das tais culturas, membros do Executivo, agentes económicos, entre outros participantes, para discutirem estratégias de maximização da produção destas culturas.

A governadora de Cabo Delgado, Celmira da Silva, que orientou os trabalhos, disse que a província dispõe de 5,6 milhões de hectares de terra arável, mas apenas 1,8 milhão desta área é explorada. Indicou que para investimentos estão já disponíveis 569 mil hectares de terra própria para agricultura à espera que sejam cultivados.

Actualmente, de acordo com a governadora, as duas culturas representam 5,4 por cento do PIB da província e, apesar das condições agro-ecológicas favoráveis para a produção do algodão e castanha de caju, os níveis de produtividade por hectare e por árvore ainda são baixos. Por exemplo, a produção do algodão por hectare é de 600 quilogramas.

“Os nossos níveis de produção actuais estão na ordem das 24 mil toneladas de ambas as culturas e, por isso, precisamos de encontrar alternativas técnicas e parceiros para modernizar os sistemas de produção orientados para os mercados interno e externo, além de desenvolver redes de comercialização eficazes, viabilizar e instalar unidades industriais de têxteis” – indicou Celmira da Silva.

Num outro desenvolvimento, Celmira da Silva disse acreditar no investimento de grandes empresas do sector, na agilidade das pequenas e médias empresas e nas parcerias entre o sector familiar e o empresarial, que podem melhorar a produção daquelas culturas e atingir com êxito os objectivos de incremento que se pretendem no sector agrário para alavancar a economia da província.

Enquanto isso, Peter Masawe, especialista na produção da castanha de caju e pesquisador do Centro de Caju de Naliendele, em Mtwara, na República Unida da Tanzania, revelou que Moçambique já foi o maior produtor da castanha de caju de África, seguido da Tanzania, uma posição que perdeu na década de 1980. Masawe referiu que, nos últimos anos, o país tende a melhorar sua produção.

Entretanto, o delegado do Instituto Nacional do Caju (INCAJU), Adelino Tadeu, fez saber que a província espera comercializar, este ano, mais de 12 mil toneladas e tratar 1500 cajueiros contra pragas. Afirmou que, em Cabo Delgado, o distrito de Nangade é líder na produção daquela cultura, seguido de Mueda.

Por seu turno, Mário Vasconcelos, delegado do Instituto de Algodão de Moçambique (IAM), indicou que a província espera produzir, na presente safra, 50 mil toneladas contra 18 mil da campanha finda. A fonte revelou que irregularidades de chuvas, escolha pelos camponeses de culturas mais remuneradas como gergelim e feijões concorreram para a fraca produção na última safra. Jonas Wazir – Moçambique in “Jornal de Notícias”

terça-feira, 7 de junho de 2016

Moçambique – Culturas de Algodão e Caju apresentam sinais de recuperação

As culturas de algodão e da castanha de caju mostram sinais de recuperação, em resultado dos investimentos que têm sido direccionados para estes subsectores, que no entanto ainda carecem da dinamização da cadeia de valor de modo a incrementar a renda dos produtores.

O Ministro da Agricultura e Segurança Alimentar, José Pacheco, disse, a propósito, que a revitalização do subsector do algodão continua a ser uma aposta firme, dada a sua inestimável contribuição para a geração de renda para aproximadamente 200 mil famílias envolvidas, para além dos 20 mil postos de trabalho criados.

Falando na vila de Namaacha, Pacheco indicou que como fruto do investimento realizado o sector algodoeiro irá registar na presente campanha uma produção estimada em 70 mil toneladas de algodão-caroço, contra 49174 da campanha anterior, representando um incremento de 42 por cento.

Segundo o titular da Agricultura e Segurança Alimentar, atenção particular está a ser dada às acções conducentes ao aumento da produtividade, processamento local da fibra e criação de sinergias com outras cadeias, de forma a agregar valor à produção e incrementar, de forma contínua, a renda dos produtores.

Neste contexto, o subsector irá privilegiar a introdução de tecnologias modernas, buscando métodos intermédios de processamento da fibra e de aproveitamento dos subprodutos do algodão.

De igual modo, o subsector do caju continua a merecer atenção d governo, dado o seu impacto na geração de renda. Na campanha 2015/2016 foram comercializadas 104 mil toneladas de castanha, contra 81,2 mil toneladas na campanha anterior, representando uma taxa de crescimento de 28,8 por cento.

A ideia, segundo Pacheco, é continuar a dinamizar o programa de renovação e expansão do parque cajuícola, através do fomento e plantios ordenados, processamento secundário da amêndoa, através de pequenas unidades, de modo a aumentar a capacidade interna de processar das actuais 35 mil para 70 mil toneladas por ano.

Durante a campanha 2014/2015 foram produzidos 3,5 milhões de mudas, representando um crescimento de 12% em relação à campanha anterior.

No que se refere à protecção fitossanitária foram tratados aproximadamente cinco milhões de plantas, contra 4,9 milhões do período anterior, representando um desempenho de 109%. No mesmo contexto, foram produzidos 2,1 milhões de mudas de cajueiro. In “Jornal de Notícias” - Moçambique

sábado, 23 de abril de 2016

Moçambique - Amêndoa da castanha de caju de Nampula tem padrão internacional

A amêndoa da castanha de caju processada nas indústrias da província de Nampula já responde aos padrões de qualidade exigidos pelo mercado internacional, o que resulta essencialmente dos investimentos realizados recentemente para complementar a cadeia de valores do produto.

A Condor Nats, que tem uma unidade de processamento no posto administrativo de Anchilo é exemplo da conquista do mercado internacional da amêndoa da castanha, em virtude da elevação da qualidade do seu produto final.

Américo Matos, gerente da referida indústria, disse ao “Notícias” que os Estados Unidos da América, a Holanda, Noruega e alguns países do Médio Oriente têm vindo a elevar as suas importações de castanha moçambicana.

“O aumento das exportações deve-se fundamentalmente à elevação contínua da qualidade da castanha nas componentes de tamanho e cor. Para o efeito, adquirimos equipamentos através do Fundo de Desenvolvimento Agrário (FDD), nomeadamente seleccionadoras por cores, calibradores de castanha e de amêndoa além de despeliculadores”, disse Matos.

A aquisição dos equipamentos elevou não só a qualidade da amêndoa, como também a eficiência no processamento do mesmo sem necessidade de redução de mão-de-obra.

A Condor Nats emprega cerca de dois mil trabalhadores que se ocupam, maioritalmente, pela selecção e despeliculagem.

Neste momento, a Condor Nats tem capacidade de processamento de cerca de seis mil toneladas de castanha por ano.

Matos precisou que a sua indústria está a receber, nos últimos tempos, pedidos no fornecimento de desperdícios de amêndoa da castanha de caju que constitui matéria-prima para as indústrias de chocolates, panificação, entre outras do ramo alimentar. A maioria dos pedidos provém dos EUA e da Europa.

A fonte escusou-se a falar dos lucros que a sua empresa tem estado a captar com o aumento das encomendas de amêndoa e subprodutos, mas referiu que “a nossa amêndoa é comercializada ao preço do topo nas principais praças internacionais”.

O Presidente do Conselho de Administração do FDA, Eusébio Tumuitikile, que visitou a Condor Nat, instou os industriais do caju a seguir o exemplo desta empresa que aproveitou as oportunidades que a sua instituição proporcionou, para completar a industrialização da castanha e acrescentar valor ao produto final.

A província de Nampula, para além de ser a maior produtora nacional da castanha, com uma média anual de 40 mil toneladas, detém mais de metade das 14 unidades industriais que operam no país. Carlos Tembe – Moçambique in “Jornal de Notícias”

terça-feira, 30 de junho de 2015

UE-CPLP – Apoia certificação da castanha de caju da Guiné-Bissau

O presidente da União de Exportadores da CPLP, Mário Costa, afirmou que esta organização está a ajudar a construir projetos estratégicos nestes países, dando como exemplo a Guiné-Bissau onde vai ser promovida a certificação da castanha de caju.

Mário Costa explicou, no último dia do Fórum da União de Exportadores da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), que apesar de este produto ser muito exportado contribui “com pouco emprego e pouca riqueza para o país porque não tem certificado de qualidade”.

Segundo o mesmo responsável, “poucas empresas consomem o produto diretamente da Guiné-Bissau”, já que sem certificação de qualidade “é muito difícil ser aceite nos mercados internacionais”.

A castanha de caju produzida pela Guiné-Bissau é importada sobretudo por empresas indianas, que compram o produto a baixo preço, certificam-no e distribuem-no posteriormente, acrescentando-lhe valor.

A União de Exportadores ofereceu ao Governo da Guiné-Bissau um laboratório de certificação, que “vai ajudar a organizar um setor de atividade bastante importante” para este país africano, salientou Mário Costa, adiantando que contactou com importadores e distribuidores de castanha de caju que asseguraram a compra da totalidade do produto produzido na Guiné- Bissau.

Mário Costa revelou que também São Tomé e Príncipe vai poder contar com um laboratório de certificação de produtos, bem como uma incubadora de empresas para formar jovens agricultores são-tomenses.

A agricultura, adiantou, foi identificada como um dos setores estratégicos para este país, a par do turismo e das pescas.

“O governo [de São Tomé e Príncipe] já tomou consciência de que tem de diversificar a economia para não acontecer aquilo que está a acontecer em Angola”, sublinhou Mário Costa, alertando para a dependência do petróleo e do gás. In “Oje” - Portugal

sábado, 13 de dezembro de 2014

Guiné-Bissau – Exportações de caju

Bissau – O volume das exportações da castanha de Caju registado este ano foi superior em mais de 3,5 por cento que no período de 2013, ou seja, houve um aumento de mais 4 mil toneladas.

Os dados constam no relatório sobre a campanha de comercialização da castanha de caju deste ano, divulgado quinta-feira na abertura do ateliê sob tema “problemática da comercialização e exportação de caju, reflexões e perspectivas para 2015”, promovido pelo Ministério do Comercio e Artesanato.

Segundo o documento, na última campanha do “Ouro Guineense” foram exportadas mais 136 mil toneladas, e as previsões eram de exportação de 200 mil toneladas.

Estima-se que as operações de exportação terão rendido à economia nacional 137 milhões de dólares americanos.

A operação teria tido início dia 03 de Junho, um pouco mais tarde do que o ano anterior e viria a terminar em finais de Novembro e registou a participação histórica de 51 empresas, ou seja, um ligeiro acréscimo em relação a 2013.

O preço de base ao produtor foi determinado pelo governo no acto oficial de abertura de campanha no valor de 250 FCFA por quilograma de castanha, mas, de acordo com os relatórios das delegacias regionais, a ruptura de stock de bens alimentares em zonas de difícil acesso fez com que este valor baixasse até aos 150 fcfa.

“Em termos de preços ao produtor, teve oscilações progressivas entre 150 FCFA/Quilograma em Abril e terminou com 370 nos meados de Setembro/Outubro ”, escreve o relatório.

O relatório informa que essa evolução de preços tem a ver com o bom ambiente de negócios criado no país com a estabilidade política, na sequência de eleições pacíficas e credíveis, conforme as declarações de observadores.

Com base nestes dados o Ministério do Comercio estima o preço médio ao produtor na campanha que agora termina de 259 FCFA por kg.

Dados dos serviços de Comércio Interno e das Delegacias Regionais confirmaram o potencial de emprego que esta actividade económica gera no país, bem como a sua contribuição na redução da pobreza.

Em relação à saída clandestina da castanha de Caju, o relatório refere que apesar das dificuldades operacionais, os agentes de fiscalização conseguiram apreender 237 toneladas de caju, 13 meios de transporte dentre os quais Camiões e viaturas modelo Canter e toca-tocas nas regiões de Bafatá e Cacheu.

Analisando estes dados de apreensão a região de Cacheu parece em primeiro lugar com 199 toneladas da castanha de caju e 12 meios de transporte seguido da região de Bafatá com 36 toneladas e um meio de transporte.

 O relatório revela que a empresa Cheta Guiné foi a que atingiu o maior volume de exportação, com cerca de 12 por cento do total das exportações e a empresa Sonec Trading com menor volume representando 0,04 por cento.

O ateliê sobre a problemática da comercialização da castanha de caju, reflexão e perspectivas para 2015 termina esta tarde os seus trabalhos com a adopção de recomendações dos intervenientes do sector. Agência de Notícias da Guiné – Guiné-Bissau

sábado, 25 de outubro de 2014

Moçambique – II Feira Provincial de caju da Zambézia

Zambézia - Pebane acolhe 2ª edição da feira provincial de caju

Produtores de caju, comerciantes e provedores de serviços agrários juntam-se, em Dezembro próximo, no distrito de Pebane, na província da Zambézia, na II Feira Provincial de Caju que visa, entre outros objectivos, discutir o melhor preço e a melhor época para vender a castanha de caju, com olhos postos no incentivo aos produtores para melhorarem os níveis de produção.

O delegado do Instituto Nacional de Caju (INCAJU), na província da Zambézia, Jabula Arlindo, disse há dias, em entrevista à nossa Reportagem, que o objectivo da Feira de Caju é desencorajar os produtores para não reterem a castanha porque quando esta fica em poder deles pode perder o valor comercial, o que pode prejudicar o próprio produtor que não vai ganhar a renda esperada.

Neste momento, técnicos do INCAJU estão a trabalhar nos distritos com os produtores da castanha para prepará-los para que a qualidade da feira de agro-negócios seja melhor em comparação com a do ano passado.

No ano transacto mais de trinta expositores, entre os quais produtores e provedores de serviços agrários, marcaram presença na I Feira Provincial de Caju, no distrito de Mocuba. É pensando naquele número de expositores que o INCAJU, na Zambézia, está a preparar com todos os detalhes a edição deste ano e, ao que tudo indica, o número de expositores poderá aumentar consideravelmente.

Para além da exposição serão realizadas várias palestras pelos intervenientes na cadeia de produção da castanha de caju com vista a municiá-los dos conhecimentos no sentido de melhorarem o maneio dos seus campos e, desta forma, aumentar a produção e recuperar os anteriores níveis de dez mil toneladas por campanha.

Devido a factores adversos, a produção da castanha de caju tem vindo a reduzir drasticamente e a feira de caju será uma janela de oportunidade para partilhar experiências bem-sucedidas na produção de caju.

Os maiores produtores de castanha de caju, na província da Zambézia, são os distritos de Gilé, Pebane e Maganja da Costa. A castanha constitui uma das fontes de renda para muitas famílias e, nos últimos três anos, apesar da baixa produção, famílias há que construíram casas melhoradas, compraram motorizadas, matricularam os seus filhos e compraram roupa nova e televisores com o produto da venda da sua produção.

Segundo o nosso entrevistado é a pensar na melhoria das condições sociais dos produtores que o INCAJU tem vindo a distribuir mudas para os produtores com vista, não só a fazer a reposição das plantas mortas, como também a reabilitar o parque cajuícola destruído pela guerra que causou o abandono da cultura durante vários anos.

A província da Zambézia tinha uma das maiores fábricas de processamento da castanha de caju, que foi destruída pela guerra civil. Dados em nosso poder indicam que o INCAJU distribuiu, na última safra, 436741 plantas aos produtores.

Entretanto, o INCAJU, na Zambézia, está a preparar um o novo plano de produção de mudas a partir deste mês cujas quantidades não nos foram reveladas. Dados em nosso poder indicam que a província da Zambézia tem mais de doze mil produtores e o índice mais alto da produção foi atingido em 2005 e situou-se em 16 mil toneladas. Jocas Achar – Moçambique in “Notícias”