Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

terça-feira, 5 de março de 2019

Moçambique - Aeroclube de Moçambique 90 anos, 90 imagens

Teve lugar na passada quinta-feira, dia 28 de Fevereiro, no edifício-sede do BCI, a inauguração da exposição de fotografia ‘Aeroclube de Moçambique – 90 anos, 90 imagens’ que decorrerá até ao próximo dia 08 de Março com entrada livre



Coube ao assessor da administração do BCI, Luís Aguiar, a primeira intervenção da tarde. Depois de dar os parabéns à agremiação lembrou que “naquela época, 1928, foi um acto de arrojo e ousadia a criação de um clube com estas características. A aviação, embora não estivesse propriamente nos primórdios, carecia de grandes mecanismos de segurança, fazendo dos pilotos uns autênticos bravos como se pode reconhecer pelas imagens aqui expostas.”

O jornalista António Alves Gomes, membro de longa data do Aeroclube de Moçambique, fez uma resenha histórica, destacando os pontos altos dos 90 anos de actividade. “Situemos no departamento da nossa história o ACM. Que a sua história seja remetida para o capítulo da aviação civil. E é nesse capítulo da aeronáutica que o ACM tem obrigatoriamente que constar. Quem quer a venha a debater e a escrever sobre a história da aviação civil não poderá, de forma alguma, obliterar o papel desempenhado e o contributo prestado por esta instituição nesta área da vida social, cultural, económica, desportiva da nação moçambicana.” Depois lembrou a atitude filantrópica que sempre presidiu à instituição desde a sua fundação passando pelo apoio dado em épocas de crise, como foi o casos das cheias de 2000 recordando “os jovens que ficaram semanas a viver em tendas no aeródromo do Chibuto a receber, para depois distribuir, toneladas de mantimentos provenientes da ponte aérea que o ACM organizou como Aeroclube da África do Sul e que foram uma meio de sobrevivência de milhares de vítimas das inundações nos distritos Chibuto, Manjacaze, Xonguene e cidade de Xai-Xai.” Lembrou ainda os dois paraquedistas que perderam a vida tentando abastecer as populações na zona de Vilankulo e Xinavane. “Este espirito, este ADN, como se costuma dizer nos tempos de hoje, manteve-se sempre vivo, nestes 90 anos. A agremiação cresceu e desenvolveu-se por todo o Moçambique nesta divisa.” E terminou: “A história do ACM é, em síntese, uma história de empreendedorismo baseado na criatividade, na inovação, na resolução de problemas que trouxeram desenvolvimento para a aviação civil do nosso país e deram oportunidades as pessoas para melhorarem as suas vidas, contribuindo para o desenvolvimento da nossa sociedade e economia baseando-se sempre na agregação de valores nacionais. Tem sido um empreendedorismo positivo, perseverante, criativo, que deve ser mantido e respeitado hoje e sempre.” In “Olá Moçambique” - Moçambique

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