Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Brasil - Investimento da China em 2017 atingiu máxima em sete anos

A China investiu US$ 20,9 bilhões no Brasil em 2017, maior valor desde 2010 uma vez que a recessão ajudou a reduzir os preços de ativos e atraiu investidores, de acordo com o Ministério do Planejamento brasileiro.

Os setores de energia, logística e agricultura atraíram o maior volume de capital chinês, incluindo investimentos nos campos de petróleo do pré-sal e o acordo de US$ 2,25 bilhões da chinesa State Power Investment Corp para operar a usina hidrelétrica de São Simão.

O dado de investimentos de 2017 considera investimentos confirmados e anunciados, mas não considera acordos como a compra pela companhia chinesa de transporte urbano por aplicativo DiDi Chuxing do controle da brasileira 99, já que empresas privadas não divulgam o tamanho do acordo.

O governo brasileiro projeta que o investimento chinês continue aumentando este ano uma vez que os preços de ativos continuam baixos após a recessão que terminou ano passado.

"O Brasil tem muito menos investimento do que precisamos. Precisamos de investidores estrangeiros", disse o Secretário de Assuntos Internacionais, Jorge Arbache, em entrevista.



Segundo ele, as eleições presidenciais deste ano não devem desacelerar o investimento chinês.

"Quando conversamos com os chineses sobre esse ser um ano eleitoral, um ano com um forte componente político, os chineses mostram que têm uma visão de longo prazo para o Brasil", disse Arbache. "É improvável que eles reduzam sua presença."

Um fundo bilateral lançado em 2017 para direcionar US$ 20 bilhões em financiamentos de bancos estatais chineses e brasileiros vai avaliar a primeira série de projetos no fim de janeiro.

O fundo foca em ferrovias e infraestrutura para ajudar a levar grãos a portos já que a China é o principal comprador de soja brasileira. Segundo Arbache, o fundo já recebeu 29 propostas.

"Se no final de 2018 cinco projetos forem aprovados, acho que será muito bom para o primeiro ano", disse Arbache. "Com o processo de aprendizagem, é possível que no próximo ano haja ainda mais aprovações." In “Folha de São Paulo” - Brasil

Brasil - Mais de 500 parques eólicos instalados por todo o país



O Brasil está decidido a usar apenas energia renovável e como tal, segundo a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica) em dezembro de 2017 a contavam-se mais de 500 parques eólicos instalados por todo o país.

Assim, a produção de eletricidade por esta via passa dos 12,4GW. São 503 centrais com praticamente 6500 aerogeradores! Esperam ainda que em 2020 estejam a operar com uma capacidade de pelo menos 17GW, o que significa que o investimento irá continuar a aumentar a um ritmo alucinante.

Leilões Energias Renováveis

Para atingirem esse valor de potência instalada, as autoridades lançaram já dois novos leilões, que junto com os contratos existentes garantirão essa potência pelo ano de 2020. Assim, no final de dezembro foi lançado dois novos leilões para a energia eólica o A4 e o A6.

Em 2016 não houve leilão nem nenhum contrato novo para as eólicas, mas ainda assim conseguiram terminar o ano com uma excelente produção. Agora esperam com os novos leilões inverter a situação para o futuro.

Além destes dois leilões no fim de 2017, espera-se um terceiro em abril de 2018! Segundo Elbia Gannoum, presidente da ABEEólica.

Crescimento ano a ano da Energia Eólica Brasileira

Por setembro já tinham atingido os 12GW, números que ano a ano têm vindo a aumentar, muito por culpa dos leilões.

Entre janeiro e setembro de 2017 a produção de energia elétrica via eólica teve um aumento de 28% quando comparado com o mesmo período do ano anterior. Segundo informou a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

Ainda segundo a CCEE, os consumos de eletricidade em setembro de 2017, demonstraram que 11% da eletricidade consumida foi produzida por esta via, cerca de 7,02GW. O que foi um recorde, já em agosto de 2017 as eólicas tinham contribuído com 10%!

Produção Mundial Eletricidade por Energia Eólica

A nível mundial, é importante ressalvar que o Brasil se encontra em sétimo lugar entre os países mundiais que mais eletricidade produz através da força do vento! Ultrapassaram até o Canadá que assim caiu para oitavo lugar!

Elbia destacou estes dois feitos “A marca de 500 parques, o crescimento da geração, mais uma subida de posição no ranking e os 12 GW merecem ser comemorados e são uma prova de um setor que vem mostrando sua maturidade. As eólicas estão, por exemplo, salvando o Nordeste do racionamento em tempos de reservatórios abaixo do nível e com bandeira vermelha. Os dados de recordes de geração do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) são a prova disso. No dia 14/9, por exemplo, as eólicas abasteceram 64% da demanda média do Nordeste”.

Não esquecendo ainda as vantagens deste tipo de energia “Além disso, as eólicas têm outros benefícios, que podemos resumir da seguinte forma: é renovável; não polui; possui baixíssimo impacto ambiental; contribui para que o Brasil cumpra o Acordo do Clima; não emite CO2 em sua operação; tem um dos melhores custos benefícios na tarifa de energia; permite que os proprietários de terras onde estão os aerogeradores tenham outras atividades na mesma terra; gera renda por meio do pagamento de arrendamentos; promove a fixação do homem no campo com desenvolvimento sustentável; gera empregos que vão desde a fábrica até as regiões mais remotas onde estão os parques e incentivam o turismo ao promover desenvolvimento regional”. In “Portal Energia” - Portugal

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Cabo Verde - Fundação Amílcar Cabral lança 2ª edição de “Emergência da Poesia em Amílcar Cabral” do escritor Oswaldo Osório

Cidade da Praia – A Fundação Amílcar Cabral e o escritor Oswaldo Osório apresentam na sexta-feira, 26, a 2ª edição do livro “Emergência da Poesia em Amílcar Cabral”, na Cidade da Praia, no âmbito das comemorações do Dia dos Heróis Nacionais.

Segundo a organização, o lançamento do livro de 30 poemas de Amílcar Cabral que foram recolhidos e organizados por Oswaldo Osório, visa assinalar também o 45º aniversário do assassinato de Amílcar Cabral que aconteceu a 20 de Janeiro de 1973, e os 55 anos do início da luta armada para a libertação de Cabo Verde e da Guiné-Bissau.

O lançamento da 2ª edição do livro “Emergência da Poesia em Amílcar Cabral” está marcada para às 17:00 na sede da Fundação Amílcar Cabral, no platô, seis dias após o Dia dos Heróis Nacionais, assinalado a 20 de Janeiro.

Várias actividades têm sido realizadas ao longo deste mês de Janeiro no âmbito das comemorações do Dia dos Heróis Nacionais, nomeadamente uma homenagem a 25 combatentes da liberdade da pátria com mais de 80 anos, por parte da Associação dos Combatentes da Liberdade da Pátria (ACOLP).

O movimento social “Korrenti de Ativista” promoveu, ainda na Cidade da Praia, a sexta edição da “Marcha Kabral” sob o lema “Kabral: Unifikador di Povu” (Cabral: unificador de povo) e a Presidência da República assinalou a VII Semana da República, de 13 a 20 de Janeiro, que teve como um dos pontos, uma conversa aberta sobre os Heróis Nacionais.

Já em Santa Catarina os combatentes da liberdade da pátria residentes em Santiago Norte foram homenageados, em Mosteiros, na ilha do Fogo, foi realizado uma conferência e exposição sobre a vida e obra de Amílcar Cabral e exibição de um documentário cabralista, e na ilha do Sal foi promovida uma palestra sobre Amílcar Cabral e a Luta da Libertação Nacional. In “Inforpress” – Cabo Verde

Moçambique – Em construção na Matola primeira estação ferroviária privada

A Sir Motors, a empresa que está a implementar o sistema integrado de transporte, denominado Metrobus, para a região metropolitana de Maputo, vai construir, na cidade da Matola, a primeira estação ferroviária de passageiros privada no País.

A infra-estrutura, com capacidade para acomodar 1500 pessoas, vai ser erguida no recinto do Terminal de Carga da Matola (Frigo) e será composta por uma loja de conveniência com 2000 metros quadrados e uma oficina automóvel com 16 especialidades, para além de um parque para 400 viaturas.

Estes dados foram avançados por Amade Camal, presidente do Conselho de Administração (PCA) da Sir Motors, à margem da viagem experimental da linha cidade da Matola-Maputo, efectuada na manhã da passada quinta-feira, 18 de Janeiro.

Entretanto, de acordo com Amade Camal, enquanto decorrem as obras de construção da estação, que se iniciaram recentemente, “o embarque e desembarque de passageiros será feito num cais provisório, que reúne todas as condições necessárias para garantir a segurança e comodidade dos utentes”.

Para a construção desta importante infra-estrutura, acrescentou o PCA da Sir Motors, “foi necessário efectuar a limpeza do terreno, desenterrar uma linha férrea, que estava a cerca de um metro de profundidade, e reabilitar outra, que há muito tempo não era utilizada”.

A estação ferroviária privada de passageiros da Matola será uma das maiores a serem erguidas no âmbito do sistema integrado de transporte (Metrobus), com vista a responder à demanda, cada vez mais crescente, pelo transporte urbano.



“Se não houver constrangimentos, vamos ter um comboio, de meia em meia hora, nas horas de ponta, sendo que as viagens iniciarão às 5h30”, explicou Amade Camal, que garantiu já estarem, numa fase avançada, as conversações com a empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), detentora da linha.

A viagem experimental da linha cidade da Matola-Maputo contou com a presença, em representação do presidente do Conselho Municipal da Cidade da Matola, do vereador de Planeamento Territorial e Urbanização, José Sambo, que realçou a importância do Metrobus na melhoria do transporte de passageiros.

José Sambo referiu-se, igualmente, à pertinência da introdução deste sistema de transporte (que combina a operação ferroviária e rodoviária através de automotoras, com carruagens e uma frota de autocarros), tendo em conta os resultados do último censo populacional, que colocam a cidade da Matola como a mais populosa do País.

“Os resultados (do censo) representam um desafio para nós, pois teremos de envidar esforços no sentido de criar condições para responder às necessidades da população, no que diz respeito ao transporte, e não só”, concluiu.

No que concerne à realização das viagens experimentais, com vista a uma melhor operacionalização do projecto, devido à elevada afluência, está igualmente prevista uma segunda viagem da linha cidade da Matola-Maputo para a próxima quarta-feira, dia 24 de Janeiro.

Importa realçar que, no âmbito das negociações com o Governo, foi possível baixar o preço da tarifa de 3500 meticais para 2500 meticais, no caso do passe A e 1250 para o passe B, que antes era 1750 meticais. Espera-se que as negociações terminem antes do início das operações, agendadas para o dia 1 de Fevereiro. In “Fim de Semana” - Moçambique

domingo, 21 de janeiro de 2018

Traidor
















Vamos aprender português, cantando



Quem diria, você
que insistia em dizer
que era conservador

Que iria me dar
mil razões pra te amar
por não ser traidor.

Mas agora teu adeus
pôs um fim nos sonhos meus
e aquela criatura que te amou
não te quer mais.

Em outros braços me envolvi
nossa história já esqueci
quando a gente não cuida de um amor
ele se vai

Vai eternamente olhar pra ela e lembrar de mim.
por toda vida escutar meu canto, eu sei que vai
e será ela que desta vez você vai trair
e ela vai sentir, eu sei que…

Vai eternamente olhar pra ela e lembrar de mim.
por toda vida escutar meu canto, eu sei que vai
e será ela que desta vez você vai trair

Mas agora teu adeus
pôs um fim nos sonhos meus
e aquela criatura que te amou
não te quer mais.

Em outros braços me envolvi
nossa história já esqueci
quando a gente não cuida de um amor
ele se vai

Vai eternamente olhar pra ela e lembrar de mim.
por toda vida escutar meu canto, eu sei que vai
e será ela que desta vez você vai trair
e ela vai sentir, eu sei que…

Vai eternamente olhar pra ela e lembrar de mim.
por toda vida escutar meu canto, eu sei que vai
e será ela que desta vez você vai trair
e ela vai sentir tudo o que eu senti

O tempo já disse tudo e eu me livrei
daquele que me enganava, por quem chorei
a vida já deu pra ela um traidor
e a mim deu uma nova chance e um outro amor


Paula Fernandes - Brasil


sábado, 20 de janeiro de 2018

Estados Unidos da América – História de sucesso em língua portuguesa

José Soares chegou com 14 anos à América sem falar inglês e aproveitou para voltar à escola. Fundou uma empresa de construção e é um benemérito da comunidade

Foi Leslie Ribeiro Vicente, diretora da Discovery Language Academy, quem me falou primeiro de José Soares, empresário da construção civil e grande benemérito da comunidade luso-americana de New Bedford. Ainda se lembra de um dia não haver dinheiro para os livros dos alunos de Português numa antiga escola onde deu aulas e de José Soares a mandar comprar o que fosse preciso que ele pagava. E foi também ela, oriunda do Pico como o empresário, que marcou almoço para os três no Inner Bay (restaurante português, pois claro!), para me apresentar a pessoa que tanto admira, e que encarna mais uma história de português de sucesso na América.

É fácil simpatizar com José Soares, até porque diz logo que se chama assim mas que lá na terra, ou seja em Ribeiras do Pico, ainda o tratam por Zezinho. Recebidos por Tony Soares, que há 20 anos é dono deste Inner Bay quase clube português, sentamo-nos numa mesa à janela e depois de escolhermos um peixinho na grelha, José e Leslie, e polvo à lagareiro, para mim, avançamos com a conversa, que há de ser sobre o percurso de vida deste açoriano de 62 anos, pai e avô de americanos.

"Emigrei com 14 anos com o meu pai e a minha mãe. Como na altura para todos os emigrantes, a intenção era a gente tentar melhorar a vida. A vida nos Açores era um bocadinho dura na época. E havia também a ideia de fugir ao serviço militar. Isto hoje pode não cair bem, mas na altura muitos pais tentavam desviar os filhos dos sacrifícios que estavam a fazer-se no Ultramar", conta José. Para evitar ser chamado a combater em África, o irmão mais velho tinha já em 1966 emigrado para o Canadá.

Confesso que me surpreende a idade com que os pais partiram para a América, à beira dos 50 anos no caso do pai, de nome José como o filho. "Muitas vezes penso no assunto, na idade com que o meu pai emigrou. Ele emigrou com 49 anos. E penso na aventura que teve já com essa idade, principiar uma segunda vida num país estrangeiro sem conhecer a língua. Para eles deve ter sido uma decisão difícil, de sacrifício", diz, contando que o pai já morreu, mas que a mãe está viva. Chama-se Josefina.

"O meu pai, como muitos emigrantes, nos primeiros anos pensava ganhar algum, juntar algum, o máximo possível, para depois regressar à terra. Mas à medida que os filhos vão crescendo, vão casando, começam a mudar de ideias. Por um lado, vão-se habituando à América, por outro, quando vão à terra de visita, veem que as condições não são aquelas a que se tinham habituado. O meu pai sempre teve essa ideia de fazer vida de novo por lá. Quando veio para os Estados Unidos não se desfez da casa nem dos terrenos que tinha. Ele gostava muito de animais, de criar gado, no Pico costuma ser mais animais para carne. Ele tinha essa ideia de uma lavoura", relembra o empresário.

Josefina vive nos Estados Unidos até hoje. É a matriarca de uma família que vai ganhando novas gerações, cada vez mais americanizadas, como é natural. José Soares tem dois filhos, um rapaz e uma rapariga. E três netos. Diz que ambos os filhos se casaram com americanos e em casa falam em inglês, pelo que os netos saberem português vai ser difícil.

"Em casa sempre falámos em português. Os meus filhos podem ter uma conversa em português, mesmo que possam introduzir uma ou outra palavra inglesa se não souberem a nossa. Agora com os netos vamos também tentando fazer a conversa em português, para eles se irem habituando e sei que eles percebem alguma coisa. Não nos respondem em português, mas nós quando lhes pedimos algumas coisas eles correspondem. Sabem o que estamos a pedir", conta.

O empresário picoense casou-se com uma portuguesa, também dos Açores mas de outra ilha. E não a conheceu nem em Portugal nem nos Estados Unidos. "A minha esposa é da Graciosa, tinha emigrado para o Canadá com 9 anos. Como eu tinha o meu irmão Manuel a viver lá em cima visitava-o muitas vezes e ao fim de uns tempos conheci a Maria João, começámos a namorar e casámo-nos, explica, mostrando como é dinâmico este mundo da emigração portuguesa, gente que se habitua a viver entre vários países, esquecendo fronteiras.

José pede uma garrafa de tinto português para os três. O Inner Bay faz questão de estar bem fornecido e por isso a oferta é vasta. Peço que me explique como foi a integração na sociedade americana de um miúdo de 14 anos chegado de uma ilha no meio do Atlântico. "Não falava nada de inglês quando cheguei. Escola era difícil. Fomos ter aulas com outros emigrantes. Intenção era aprender inglês como segunda língua. Mas como éramos todos portugueses, só se falava português, nas aulas, nos jogos. No ano seguinte mudei de escola e lá tive ordem para seguir para o nono ano. Aí é que fiquei preocupado. Era um liceu americano, o Roosevelt. Eu só tinha a quarta classe de Portugal. Na altura nos Açores queria estudar mas também nunca com grande empenho e como não era obrigatório... E com 10 anos comecei a trabalhar. Depois fiquei arrependido e por isso agarrei essa segunda oportunidade de estudar nos Estados Unidos. Completei o liceu e tirei um curso técnico de eletricidade", sintetiza.

A oportunidade de criar uma empresa surgiu da necessidade, como conta o próprio José Soares: "Trabalhei muito, para poder amealhar algum. Nos anos 1970 houve aqui uma crise de emprego. E eu precisava de ganhar dinheiro para as crianças e decidi apostar na construção. A minha empresa é a Bay State Drywall. Temos 84 trabalhadores. Com empreitadas, mais ainda. Dois terços dos nossos funcionários são portugueses. Não se trata de um preconceito. O principal é a pessoa saber trabalhar e ter vontade. Nos últimos cinco anos até temos metido mais latinos do que portugueses. São do México, do Equador, da Guatemala. Desde que saibam trabalhar." Lerei mais tarde, no site da empresa, que Jason, o filho formado em Engenharia, também acabou por integrar a Bay State Drywall, que atua no Massachusetts mas também noutros estados da Nova Inglaterra.

José recorda que o pai, ao chegar à América, "foi trabalhar para uma fábrica de tecidos e com vontade de ganhar mais algum, depois das horas normais, começou a pintar e a fazer manutenção das casas de madeira que há aqui. Fez negócio disso. E eu para ganhar mais trabalhava com ele nas horas vagas".

Sobre se no seu caso sente que aconteceu a concretização do famoso sonho americano, hesita um pouco antes de responder: "Penso muitas vezes se teria conseguido em Portugal o que consegui aqui. Quem gosta de trabalhar, quem tem ambição, também faz a sua vida em Portugal. Mas não ia ter o sucesso que tive cá. Esta é uma terra de oportunidades. Quem faz pela vida consegue. Dou graças a ter tido esta oportunidade de vir para a América. Podia ter tido uma boa vida nos Açores, acredito, mas não o sucesso que tive aqui." E acrescenta que chegou a ter uma empresa em Portugal, nos Açores, mas que a vendeu há dois anos.

Com casa no Pico e na Graciosa, José Soares visita muito os Açores, mas vai também algumas vezes ao continente. E até diz que agora que está "a chegar a uma idade mais madura" vai tentar tirar mais tempo para ir a Portugal, conhecer mais o resto do país. "Já visitei o Norte e gostei. Também o Algarve."

Fico curioso por sabê-lo fã do FC Porto. "Tornei-me adepto do Porto aqui na América. Houve um tempo em que eu ligava pouco ao futebol e em que a rivalidade era entre o Benfica e o Sporting e havia sempre aquelas intrigas, aquele barulho. E eu não gostava desse barulho. Depois, nos anos 1980, o Porto veio cá fazer uns jogos amigáveis, era o tempo do Futre, e ganhei afeição. Depois o Porto começou a ganhar quase tudo", explica o açoriano.

No final do almoço, quando explico de novo esta série de artigos sobre portugueses na América, mostra-se emocionado. "Gosto muito de Portugal. Tenho grande afeto. Vou todos os anos e já me aconteceu ir três vezes num ano. Julho e Agosto passo em Portugal. Tenho casa e barco, tenho uma canoa baleeira, que é muito tradicional no Pico, e passo o verão lá. Fazer vida efetiva em Portugal não. A família está cá. Mas quero levar os netos para conhecerem e tomarem gosto àquilo", diz.

À saída cruzo-me com Tony Cabral, membro da Câmara de Representantes do Massachusetts e uma das figuras mais destacadas da comunidade luso-americana na Nova Inglaterra. Também ele fará parte desta série de reportagens no DN. E ficou comprovado que o Inner Bay é mesmo um ponto de abrigo para os portugueses. Leonídio Ferreira – Portugal in "Diário de Notícias" Reportagem apoiada pela FLAD

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Cabo Verde - Dia dos Heróis Nacionais assinalado com conferência e exposição sobre vida e obra de Amílcar Cabral

São Filipe – O dia dos Heróis Nacionais, 20 de Janeiro, é celebrado este ano no município dos Mosteiros com a realização de uma conferência e exposição sobre a vida e obra de Amílcar Lopes Cabral (n. 12/09/1924 - f. 20/01/1973) e exibição de um documentário cabralista



Segundo o vereador da cultura da Câmara Municipal dos Mosteiros, a conferência e a exposição conta com envolvência dos alunos do 12º ano da escolaridade e das disciplinas de Cultura e de Histórias, sendo que a conferência acontece sexta-feira no auditório Pedro Pires.

Além da exposição sobre a vida e obra de Amílcar Cabral e do documentário cabralista, estão programadas duas comunicações a serem proferidas pelos professores das disciplinas de Cultura e de História, na escola secundária dos Mosteiros, Adilson Barradas e Alexandro Sequeira.

A primeira comunicação é sobre o tema “a luta de libertação nacional e o papel de Amílcar Cabral” e a segundo versa o tema sobre “transição do colonialismo para a independência nacional”.

Já para o dia 20 de Janeiro, sábado, está prevista a realização de uma prova de atletismo, com participação de atletas dos três municípios da ilha e organizada pela Associação Regional de Atletismo do Fogo.

Já no município de Santa Catarina do Fogo e enquadrada na celebração da Semana da República, a edilidade promove sexta-feira, 19 de Janeiro, véspera da celebração do Dia dos Heróis Nacionais, a realização de uma palestra que incide sobre a luta de libertação nacional e a independência de Cabo Verde. In “Inforpress” – Cabo Verde