Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

domingo, 3 de abril de 2016

Dá-me um abraço













Vamos aprender português, cantando


Dá-me um abraço que seja forte
e me conforte a cada canto
não digas nada que o nada é tanto
e eu não me importo

Dá-me um abraço fica por perto
neste aperto tão pouco espaço
não quero mais nada, só o silêncio
do teu abraço

Já me perdi sem rumo certo
já me venci pelo cansaço
e estando longe, estive tão perto
do teu abraço

Dá-me um abraço que me desperte
e me aperte sem me apertar
que eu já estou perto abre os teus braços
quando eu chegar

É nesse abraço que eu descanso
esse espaço que me sossega
e quando possas dá-me outro abraço
só um não chega

Já me perdi sem rumo certo
já me venci pelo cansaço
e estando longe, estive tão perto
do teu abraço

Já me perdi sem rumo certo
já me venci pelo cansaço
e estando longe, estive tão perto
do teu abraço

Já me perdi sem rumo certo
já me venci pelo cansaço
e estando longe, estive tão perto
do teu abraço

E estando longe, estive tão perto
do teu abraço

Miguel Gameiro – Portugal


Ilha da Madeira – Festival Literário da Madeira


O Festival Literário da Madeira, hoje na sua 6.ª edição, conquistou já um lugar indelével no panorama cultural português. Por aqui passaram autores como Eduardo Lourenço, Alberto Manguel, Helder Macedo, Naomi Wolf, Gonçalo M. Tavares, Zygmunt Bauman, Alessandro Baricco, Irene Pimentel, José Eduardo Agualusa, João de Melo, Patricia Dunker ou Luiz Ruffato.

Falsidade e Verdade na Ficção Literária é o mote deste ano, o ponto de partida para uma semana de encontros, debates, espetáculos, sessões de autógrafos e muitos outros momentos, não só no Funchal mas em vários pontos da ilha, entre os próximos dias 11 e 16 de Abril de 2016.

Mas o Festival Literário da Madeira não se baliza na palavra escrita. Este ano, o ecletismo ramifica para o ecrã, pela primeira vez, com a realização de uma conversa cruzada sobre aquela que é, nas palavras de Godard, a mais bonita fraude do mundo. O cinema tem a palavra, na realização e na representação, para que a mentira possa, também aqui, ser a mais verdadeira forma de arte.

Para conhecer os participantes, o programa e os espectáculos aceda aqui. Festival Literário da Madeira

República Checa – Solicita estatuto de observador associado na CPLP

A República Checa oficializou o pedido para o estatuto de observador associado junto do Secretariado Executivo da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, justificado pelo “interesse que o mundo lusófono” desperta no país.

“O pedido de atribuição do estatuto de observador vem confirmar o interesse pelo mundo lusófono manifestado pela República Checa na prossecução das actividades desenvolvidas nos tempos da Checoslováquia”, refere uma nota do governo de Praga enviada à Lusa através da sua representação diplomática em Lisboa.

A iniciativa do executivo checo também é justificada pela presença da língua portuguesa em diversas instituições de ensino neste país da Europa Central.

“O português é ensinado em cursos de licenciatura e mestrado em três universidades checas e estamos muito satisfeitos pela presença de centenas de estudantes portugueses na República Checa e pela posição cada vez mais activa dos nossos empresários no Brasil ou nos PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa). É para nós uma honra estar ao lado do mundo lusófono e temos a consciência da sua crescente importância”, conclui a nota.

O Secretariado Executivo da CPLP deverá entretanto remeter o pedido para apreciação do Comité de Concertação Permanente, encaminhando-o de seguida para o Conselho de Ministros, que recomendará a decisão final a ser tomada pela próxima cimeira de chefes de Estado e de governo da organização, prevista para Julho em Brasília.

De acordo com os estatutos da organização, os observadores associados beneficiarão dessa qualidade “a título permanente e poderão participar, sem direito a voto, nas cimeiras de chefes de Estado e de governo, bem como no Conselho de Ministros, sendo-lhes facultado o acesso à correspondente documentação não confidencial, podendo ainda apresentar comunicações desde que devidamente autorizados”.

São países observadores associados o Senegal, Ilha Maurícia, Geórgia, Namíbia, Turquia e Japão. Lusa

sábado, 2 de abril de 2016

Lançamento de “Onésimo Silveira, Uma vida, um mar de histórias”

O lançamento do livro “Onésimo Silveira, Uma vida, um mar de histórias” vai decorrer no dia 7 de abril, pelas 17H00, no Auditório da Sede da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), com apresentação da historiadora Ângela Coutinho.

Numa iniciativa da Spleen Edições, de José Vicente Lopes e de Onésimo Silveira, este livro de memórias é elaborado através de entrevista e ilustrado com fotos inéditas, reconstituindo a trajectória de Onésimo Silveira, da infância aos nossos dias, passando por Cabo Verde, Portugal, São Tomé e Príncipe, Angola, França, China, Suécia, EUA, Moçambique, entre outros países.

Um livro a não perder. CPLP

Saga de um mundo sem rumo

                                                           I

A História, geralmente, só preserva os nomes dos “grandes”, desde a Antiguidade até os nossos dias, embora essa postura tenha passado por certo revisionismo, desde que Lucien Febvre (1878-1956), co-fundador com Marc Bloch (1886-1944) da École des Annales, ao final dos anos 1920, defendeu a leitura microcóspica e a particularização dos assuntos históricos. Resgatar a história dos derrotados sempre foi difícil porque, raramente, eles deixaram relatos de suas vivências.

Esse é o grande problema com que se depara o pesquisador quando, por exemplo, procura escrever sobre o regime da escravidão no Brasil. Nos arquivos oficiais, por exemplo, só encontramos relatos dos escravocratas, geralmente fazendeiros que tinham tido acesso à educação formal. Dos “humilhados e ofendidos”, nenhum relato, até porque não sabiam ler nem escrever.

Assim também se dá na reconstituição da história política contemporânea. É, de certo modo, fácil reconstituir a história de um sindicalista que tenha ascendido na vida e chegado a ocupar cargos importantes num partido ou até mesmo no governo. Nunca faltam testemunhos daqueles que conviveram com ele na intimidade, a favor ou contra. Já o “revolucionário” que prestou serviços a um partido clandestino e à causa operária, mas que nunca deixou os subterrâneos da História, desse dificilmente podemos conseguir relatos sobre a sua militância. Décadas depois, não só serão raros os testemunhos desse período – quase sempre marcado por assassinatos e “desaparecimentos” – como a memória dos sobreviventes acabará por vacilar e trair os fatos.

Nesse caso, a única saída é recorrer à ficção, que pode adquirir foro de grandeza se quem a desenvolver for um escritor da estirpe de Claudio Magris, não só o maior romancista italiano da atualidade como um ensaísta incomparável. É o que se pode constatar em Às cegas (Alla cieca), romance de 2005 publicado no Brasil em 2009 pela Companhia das Letras em tradução de Maurício Santana Dias.

                                               II
Trata-se de um relato da vida de Salvatore Cippico, ou Cipiko, nascido em 1910, antigo militante do Partido Comunista italiano que, aos 80 anos de idade, encontra-se internado em fase agônica numa grande clínica psiquiátrica de Trieste, cidade na fronteira com a Croácia, que, no início do século XX, abrigou aquele que é considerado o maior romancista de todos os tempos, o irlandês James Joyce (1882-1941), e onde nasceu e viveu o judeu Ettore Schmitz (1861-1928), mais conhecido como Italo Svevo.

O relato de Cippico é feito ao médico que o acompanha, doutor Ulcigrai, que o incentiva a colocar no papel as suas aventuras. Provavelmente em função do mal de Alzheimer que o acomete, Cippico já confunde realidade com ficção, ao se assumir como Jorgen Jorgensen, aventureiro dinamarquês que viveu no século XIX e combateu durante as guerras napoleônicas, foi rei da Islândia por três semanas, fundou a capital da Tasmânia, Hobart Town, prisioneiro em Newgate e em Port Arthur e escreveu sermões e uma autobiografia, obviamente controversa, tal a aura fantástica que o cercava.

Sem saber bem quem é, confundindo o mundo vivido com o imaginado a partir de aventuras lidas ou ouvidas, Cippico é, na realidade, outro tipo de aventureiro, daqueles que embarcaram e naufragaram ao aderir a uma das utopias que empolgaram o século XX – o comunismo. A outra utopia – que não chegou ao poder – foi a anarquista e não a liberal, ao contrário do que se lê no texto de apresentação na “orelha” do livro. Até porque o liberalismo não surgiu como ideia de um ou mais pensadores, mas como resultado da própria experiência humana, ainda que não faltem teóricos liberais.

Obviamente, o capitalismo defendido pela ideia liberal não é só virtude nem tampouco tem como objetivo o bem-estar da sociedade, mas está comprometido apenas com o lucro daqueles que detêm o capital. Mesmo assim, é ainda o melhor regime econômico – talvez o único – já criado, ou ao menos aquele que apresenta mais virtudes que defeitos. E oferece oportunidades àqueles que sabem aproveitá-las. Cortar ou minorar os seus defeitos seria tarefa que caberia ao Estado, não fosse todo governo quase sempre um ajuntamento de corruptos.

                                                           III
O relato de Cippico é a de um homem que viveu os mais conturbados episódios do século XX, combatendo na Guerra Civil espanhola (1936-1939), ao lado dos republicanos, que, como se sabe, eram influenciados pelo anarquismo catalão, e, depois, haveria de se engajar na resistência italiana ao fascismo de Benito Mussolini (1883-1945). Preso e torturado, seria deportado para o campo de concentração de Dachau, na Alemanha nazista, onde contraiu tuberculose óssea. Ao sobreviver, iria lutar pela construção do socialismo na Iugoslávia, do marechal Josip Broz Tito (1892-1980).

Em 1947, Cippico migrou para a Iugoslávia com mais dois mil monfalconeses – ou seja, trabalhadores dos estaleiros navais de Monfalcone, na Itália –, a pretexto de ajudar a construir o socialismo e trabalhar nas construções de Fiume, atual Rijeka, na Croácia. Mas, depois do rompimento de Tito com Josef Stalin (1878-1953), Cippico é preso e acusado pelos iugoslavos de membro do Cominform (birô comunista de informações que pretendia resgatar as ligações institucionais dos partidos comunistas do mundo inteiro). Seria deportado em 1949 para o gulag de Goli Otok, a ilha Nua ou Calva, no mar Adriático, onde acabaria submetido, como os demais, a trabalhos desumanos, sevícias e torturas.

Em outras palavras: depois de torturado pelos asseclas do nazismo, aquele que daria os melhores anos de sua vida pela causa socialista seria torturado exatamente por aqueles que diziam construir o socialismo na Terra. Ao lado dos companheiros, “que tinham decidido deixar tudo, casa, trabalho, pátria, para ir à Iugoslávia construir o socialismo”, Cippico seria acusado de espião de Stalin, de traidor da Iugoslávia, de inimigo do povo e, em seguida, torturado e deportado para uma ilha, perdendo por isso todas as esperanças que poderia ter na espécie humana.

Tateando no escuro, às cegas, num mundo que parece ter perdido o seu rumo, Cippico confunde-se com Jorgen Jorgensen, ao rememorar sem parar: “(...) envelhecer, adoecer, ver morrer os amigos, acertar as contas com a infâmia, a vergonha e a traição que você traz dentro de si. E como se esse acúmulo não bastasse, ainda o amor? É uma guerra muito dura, entende-se perfeitamente que às vezes não resta nada senão desertar”.

                                                           IV
Para este resenhista, igualmente a caminho do ocaso de sua vida, estas imagens do Adriático e de Trieste são evocativas porque lembram uma tarde de agosto de 1982, ao pé do Castelo de San Giusto, a ler a edição do dia de Il Piccolo della Sera e a ouvir as transmissões da Rádio Tirana, da Albânia, em sua edição em português. E de como chegou à conclusão de que teria de recusar o convite de um emissário do Partido Comunista do Brasil para ir à terra de Enver Hoxa (1908-1985) recolher material para escrever um livro sobre aquele “paraíso” comunista que, em poucos anos, ruiria como um castelo de cartas. Olhando para a vida imaginada de Cippico, ainda bem que este resenhista não desperdiçou os melhores anos de sua vida com uma utopia desastrada nem virou coveiro de um mundo morto.
           
                                                           V
Nascido em Trieste em 1939, Claudio Magris foi professor catedrático de Língua e Literatura Alemã na universidade local, até se aposentar em 2006. É filólogo e tradutor para o italiano de Ibsen (1828-1906), Kleist (1777-1811) e Schnitzler (1862-1931), além de articulista do Corriere della Sera. Foi senador de 1994 a 1996. É autor de vários livros de ensaios e ficção, como O mito habsbúrgico na literatura austríaca moderna (1963), Atrás das palavras (1978), Danúbio (1996), Microcosmos (1997) e O senhor vai entender (2006), entre outros. No Brasil, a Companhia das Letras publicou também Danúbio, Microcosmos e O senhor vai entender.

Nome frequentemente indicado nas listas para o Prêmio Nobel de Literatura, Magris, em 2013, foi contemplado em Portugal com o primeiro Prêmio Europeu Helena Vaz da Silva para a divulgação do Patrimônio Cultural, instituído pela Europa Nostra, em parceria com o Centro Nacional de Cultura e o Clube Português de Imprensa. Com Microcosmos, ganhou o Prêmio Strega de 1997, na Itália. Em 2009, na Feira do Livro de Frankfurt, recebeu o Prêmio da Paz dos editores alemães. Adelto Gonçalves – Brasil

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Às cegas (Alla cieca), de Claudio Magris, tradução de Maurício Santana Dias. São Paulo: Companhia das Letras, 376 págs., R$ 59,90, 2009. Site: www.companhiadasletras.com.br


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Adelto Gonçalves é doutor em Literatura Portuguesa pela Universidade de São Paulo (USP) e autor de Os vira-latas da madrugada (Rio de Janeiro, José Olympio Editora, 1981; Taubaté, Letra Selvagem, 2015), Gonzaga, um poeta do Iluminismo (Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1999), Barcelona brasileira (Lisboa, Nova Arrancada, 1999; São Paulo, Publisher Brasil, 2002), Bocage – o perfil perdido (Lisboa, Caminho, 2003), Tomás Antônio Gonzaga (Academia Brasileira de Letras/Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2012), e Direito e Justiça em Terras d´El-Rei na São Paulo Colonial (Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2015), entre outros. E-mail: marilizadelto@uol.com.br

Príncipe – Ilha na vanguarda do combate ao paludismo em São Tomé

Santo António – No âmbito de luta pela erradicação do paludismo, mais de duas dezenas de agentes levam a cabo acções de pulverização em diversas localidades da ilha do Príncipe, anunciou a Delegada de Saúde nesta parcela do arquipélago de São Tomé e Príncipe.

Realça-se que neste País afro-lusófono e á luz da aposta das autoridades em eliminar a doença de paludismo até 2020, alguns distritos e regiões, dos quais o distrito de Lembá na ilha de São Tomé e a Cidade de St.º António na ilha do Príncipe, já experimentam a fase decisiva de erradicação da doença que nos anos 80 ceifou milhares de são-tomenses e estrangeiros.

De acordo com a médica Mariza da Conceição, cerca de 30 pulverizadores iniciaram, há dias, nas localidades de Hospital Velho e Santo Cristo, no sul desta ilha, o 11º ciclo de pulverização intradomiciliária.

De acordo com indicadores da OMS, a aposta com sucesso em vários milhões de dólares do fundo Global e com o apoio das autoridades de Taiwan fizeram com que se registasse a taxa de zero óbitos pela doença nesta antiga colónia de Portugal.

A iniciativa promovida pelo Centro Nacional de Endemias, CNE, em parceria com a ONG Zotona/Adil, segundo Dionísio Amado, “este 11º ciclo tem decorrido dentro da normalidade”.

Este responsável advertiu no entanto que para a presente campanha atingir a taxa de “excelência”, as pessoas devem abrir a porta das suas casas nomeadamente aos agentes pulverizadores.

Sublinha-se que se na ilha do Príncipe regista-se um sucesso em absoluto, com taxa de zero óbitos há mais de cinco anos. In “Agência Noticiosa de São Tomé e Príncipe” – São Tomé e Príncipe

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Macau - Produtos lusófonos com casa própria

Cerca de 700 produtos alimentares de sete países de língua portuguesa integram o centro de exposição dedicado ao universo lusófono que abriu portas ontem por iniciativa do IPIM


O Centro de Exposição dos Produtos Alimentares dos Países de Língua Portuguesa em Macau foi ontem inaugurado, 31 de Março de 2016, para fomentar as oportunidades de negócios para as empresas do universo lusófono. O centro vai abrir oficialmente com cerca de 700 produtos alimentares vindos de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e Timor Leste, incluindo alimentos naturais, petiscos, alimentos enlatados, café e bebidas alcoólicas, entre outros, refere um comunicado do Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM).

“Com vista a desempenhar a função de plataforma de serviços para a cooperação económica e comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa”, o centro é composto por dois andares com uma área de cerca 390 metros quadrados.

A inauguração do espaço, no centro comercial da Praça do Tap Seac (conhecido como Casa de Vidro) segue-se ao lançamento, a 1 de Abril de 2015, do Portal para a Cooperação na Área Económica, Comercial e de Recursos Humanos entre a China e os Países de Língua Portuguesa


Organizado pelo Ministério do Comércio da China e pela Secretaria para a Economia e Finanças do Governo de Macau, e coordenado pelo IPIM, o portal é composto por uma base de dados de quadros e serviços profissionais bilingues (chinês-português), base de dados dos produtos alimentares dos países de língua portuguesa, informação sobre convenções e exposições, informação económica e comercial e legislação dos vários países.

Já em Janeiro deste ano, o gabinete de ligação do IPIM instalou em Fuzhou, na China continental, “a primeira zona de exposição de produtos alimentares dos países de língua portuguesa”.

“A par disso, o IPIM irá analisar a viabilidade de instalação da ‘Zona de Exposição dos Produtos Alimentares dos Países de Língua Portuguesa’ nos seus gabinetes de ligação em Shenyang, Hangzhou, Chengdu, Guangzhou e Wuhan”, refere o comunicado.

Empresários optimistas

Noutra nota, o IPIM sublinha que o centro conta com “uma grande participação de clientes e comerciantes” na área dos negócios sino-portugueses. A companhia F. Rodrigues (Suc-Res) Lda. é uma das que vai expor os seus produtos no Centro, incluindo alimentos como sardinha, bacalhau e atum, além de azeite e vários tipos de vinho. O gerente-geral da companhia, Humberto Leitão Rodrigues, disse ter “grandes esperanças na utilização do centro” como meio de promoção dos produtos alimentares lusófonos, “o que pode dar a conhecer a mais pessoas a gastronomia lusófona e levar amais trocas comerciais com o interior da China”.

O presidente da Comissão Executiva da Associação Comercial Internacional de Empresários Lusófonos, Eduardo Ambrósio, também acredita que o centro vai oferecer mais uma plataforma para a promoção dos produtos alimentares dos países de língua portuguesa, depositando, por isso, as suas esperanças nesta iniciativa, para “ajudar os mercados lusófonos a entrar na China”.

Além de produtos facilmente relacionados com os países lusófonos, como o vinho ou azeite, o centro vai albergar alimentos para bebés. Para Latonya Leong, directora executiva da empresa “Kid’s Shopping Centre”, “todos os produtos alimentares para bebés [oriundos] dos países de língua portuguesa cumprem as normas da União Europeia, pelo que são muito seguros e cómodos”. Além disso, os seus preços “não são altos e há boas vendas em Macau”. In “Jornal Tribuna de Macau”