Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Só vou gostar de quem gosta de mim












Vamos aprender português, cantando



De hoje em diante
eu vou modificar
o meu modo de vida
naquele instante
em que você partiu
destruiu nosso amor

Agora não vou mais chorar
cansei de esperar
de esperar enfim
e pra começar
eu só vou gostar
de quem gosta de mim

Não quero com isso
dizer que o amor
não é bom sentimento
a vida é tão bela
quando a gente ama
e tem um amor

Por isso é que eu vou mudar
não quero ficar
chorando até o fim
e pra não chorar
eu só vou gostar
de quem gosta de mim

Não vai ser fácil
eu bem sei
eu já procurei
não encontrei meu bem
a vida é assim
eu falo por mim
pois eu vivo sem ninguém

De hoje em diante
eu vou modificar
o meu modo de vida
naquele instante
em que você partiu
destruiu nosso amor

Agora não vou mais chorar
cansei de esperar
de esperar enfim
e pra começar
eu só vou gostar
de quem gosta de mim

Caetano Veloso - Brasil

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Angola – Porto do Lobito promove campanha de sensibilização de prevenção do vírus ébola

O Porto do Lobito promoveu recentemente, nas ruas da cidade Ferro-Portuária, uma campanha de informação e sensibilização para a prevenção do surto da febre hemorrágica do vírus Ébola que assola a África Ocidental.


Numa organização do Gabinete de Comunicação e Imagem, dezenas de trabalhadores com apoio técnico da clínica do Porto do Lobito e do Comando Municipal da Polícia Nacional, distribuíram camisolas e folhetos com informações sobre as medidas preventivas para neutralizar a doença.


Para além da campanha, realizada nas áreas mais movimentadas da cidade, a nível interno foram realizados meetings com os trabalhadores onde foram transmitidas informações sobre as vias de transmissão, sintomas e formas preventivas, além da obrigatoriedade de recorrer as unidades sanitária em presença de casos suspeitos.


O Presidente do Conselho de Administração em exercício, Eduardo Elias Seno, declarou no ato inaugural que a Empresa é pioneira no país a desenvolver esta campanha e no âmbito da sua responsabilidade social não estaria indiferente perante a situação alarmante que se vive, já que a propagação do vírus do Ébola representa uma grande ameaça para a saúde e o desenvolvimento do continente africano e de outras partes do mundo.

“A medida surge como consequência do alerta lançado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), onde Angola é colocada na lista dos países em risco de contrair a epidemia, que já chegou à República Democrática do Congo (RDC”, sublinhou o responsável. Porto do Lobito - Angola

Brasil - Segurança no Atlântico Sul

No último fim-de-semana de outubro de 2014, em Marrakech, Marrocos durante a 3ª edição dos Diálogos do Atlântico, especialistas de diversos países puderam discutir ideias e buscar respostas para um problema que começa a preocupar o mundo: a segurança marítima no Atlântico Sul. 

Considerado durante muito tempo como uma zona calma em termos estritamente militares, o Atlântico Sul enquanto unidade, sem pressa, mas sem pausa, começou a atrair a atenção de muitos sobre riscos concernentes à segurança susceptíveis de alojar em seu seio, bem como sobre o efeito potencialmente prejudicial em relação às interações internacionais que passam pela região.

Por outro lado, como denominador comum de quatro continentes diferentes, o espaço atlântico se define como é compreensível, não só pela vastidão de seu espaço marítimo, senão também pela importância estratégica de conectar todas e cada uma de suas orlas de uma maneira segura.

No evento na cidade marroquina, chegamos á conclusão que o núcleo de sua estabilidade radica em prevenir ou eliminar qualquer situação inédita ou incidente susceptível de afetar a segurança dessa abertura sem limites, ao alcance de qualquer país que deseje utilizá-la ou aproveitar-se dela.

Apesar desta eterna lógica, não obstante, o Oceano Atlântico pode livrar-se de ser o foco da comunidade internacional nas últimas décadas, devido, sobretudo a uma combinação de garantias estratégicas proporcionadas pelas alianças derivadas da Guerra Fria – notadamente no que diz respeito à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), em relação com a parte norte – e indiferença absoluta especialmente com respeito a mudanças e acontecimentos no hemisfério sul.

Neste sentido, como resultado da maior atividade econômica e crescimento populacional, as atividades ilegais no oceano aumentaram e trazem consigo desafios de segurança marítima, que vão desde a pirataria ao tráfico e drogas, armas e pessoas.

A questão da pirataria, por exemplo, começou a ocupar rapidamente lugares preferenciais na agenda à medida que tornou mais violenta e organizada, notadamente no Golfo de Guiné.

Aqui cabe uma explicação - embora contraditória, sobre o aumento dos casos de pirataria na região que passou a ser chamada de “nova zona de perigo”. O transporte de cargas nesta região triplicou na última década, tornando-a um ambiente mais próspero para as práticas criminosas e um delta perfeito, onde estas coisas ocorrem.

Assim, para enfrentar estes desafios inter-regionais, os governos precisam ser capazes de monitorar o que está acontecendo no mar, detectar atividades ilegais e desenvolver marcos legais e administrativos, bem como dispor de adequadas capacidades de ação das Guardas Costeiras.

Como resultado, para resolver o conjunto das questões de segurança no espaço Atlântico e enfrentar os desafios importantes para a região, notadamente o oeste africano, países como Estados Unidos e Brasil desempenham - ou poderiam desempenhar- importante papel na representação adequada do contexto de segurança que implicam.

Se começamos com a agenda dos Estados Unidos, não é de estranhar que o continente africano costume ocupar uma posição secundária com respeito a outras prioridades internacionais e crises geopolíticas, o qual foi sido uma constante nas diferentes administrações estadunidense ao longo do tempo. No entanto, nos últimos anos, o atendimento político a África aumentou lenta, mas constantemente.

A primeira prova disso se produziu quando o presidente Barack Obama em visita a capital de Gana em 2009 tratou de dar um novo impulso às relações entre Estados Unidos e o continente. Em tal ocasião, esboçou um marco provisório com relação à nova política africana de seu país.

Já o Brasil tem uma forte relação com a costa ocidental da África, com base principalmente na administração conjunta do Atlântico Sul. Para evidenciar isto, o governo brasileiro de forma objetiva tem colaborado com equipamento militar para um número de nações do oeste Africano, incluindo aeronaves de patrulha marítima para Cabo Verde e para a Marinha da Namíbia, a fim de aumentar a segurança deste domínio marítimo importante.

E o que o Brasil tem a ver com o Atlântico Sul? A resposta, de forma pragmática, talvez resida na recente descoberta de depósitos significativos de petróleo e gás nas camadas do pré-sal na costa brasileira que desencadeou novos interesses e preocupações dentro do espaço geopolítico do Atlântico Sul.

A perspectiva de disputa de tais recursos marítimos em escala comercial, combinada com a rápida mudança complexa de atores na área (incluindo uma presença crescente de outras potências emergentes de fora da região imediata), levou um reenquadramento das preocupações do Atlântico Sul dentro nova estratégia nacional de defesa do Brasil. Esforços concretos relacionados com esta estratégia de segurança incluem um build-up, a cooperação militar com a África, iniciativas legais, e o aprofundamento da cooperação militar, em especial com os países africanos.

Internamente, o governo lançou esforços para promover uma “mentalidade marítima” entre a população brasileira, gerando apoio para a sua nova abordagem para a região. A nova estratégia do Atlântico Sul do Brasil tem reforçado a relevância das questões de segurança na África para o Brasil e está ajudando a remodelar a dinâmica do poder no Atlântico Sul.

Para todos os efeitos, tratar de dissociar a evolução dos acontecimentos no continente das questões de segurança em curso no Atlântico Sul é fracassar à hora de compreender a origem ou os fatores coadjuvantes de boa parte dos problemas que se apresentam na atualidade à maioria dos estados africanos e à mais ampla comunidade internacional envolvida. Bosco Monte – Brasil in “O Povo”


João Bosco Monte - Presidente do Instituto Brasil África; Pós-doutorado em Relações Internacionais.

Galiza - Podemos multiplicar as despesas por 10 porque os nossos benefícios multiplicarám-se por 100

0,7% para o galego (português)

Os dados feitos públicos recentemente sobre os usos do galego na Galiza som realmente preocupantes mas nom mostram nada de novo. Confirmam umha realidade: umha grande perda de falantes, sobretodo porque o pessoal mais jovem fala muito menos galego, sendo nas cidades quase inexistente. Para enfrentar esta crise temos que ser capazes de combinar otimismo e realismo em grandes doses. O nosso nom é um caso perdido. Há exemplos na história de línguas ainda em piores situações e que fôrom recuperadas. Nós também podemos, é claro que podemos, mas necessitamos mudar as estratégias já agora. Como sociedade, temos que mudar e exigir ao poder galego que nos acompanhe e que contribua -com o nosso dinheiro- a nom perdermos este nosso tesouro. O galego tem de ser a argamassa e ponto de uniom da nossa coletividade, é em grande parte por ele que existimos como comunidade. É muito o proveito que podemos tirar da língua própria da Galiza.

Temos muita sorte porque o galego, que internacionalmente é mais conhecido como português, é umha das línguas com maior pujança global e a única presente nesse triángulo Europa-África-América do Sul. Trilátero do que nós poderíamos ser vértice principal e privilegiado ao sermos nativos também para comunicar com esse outro eixo América-Europa que é tecido por volta do castelhano. Há que superar esta fase atual em que as ideias aparecem simplesmente num papel mas depois nom tenhem umha aplicaçom prática. Temos que começar a investir na nossa língua e depois recolheremos o fruito desse investimento. Podemos multiplicar as despesas por 10 porque os nossos benefícios multiplicarám-se por 100, tudo mui barato, com 0,7% arranjamos.

Esta é, por sinal, a época do ano em que se apresentam e aprovam os orçamentos galegos e mais umha vez as rubricas destinadas à língua som ínfimas, praticamente nom investimos dinheiro na nossa maior criaçom coletiva como povo. Dos 8.400M€ do orçamento global da Junta de Galiza tam só pouco mais de 6M€ som investidos no galego, só 0,07% do total é destinado à política lingüística. Umhas cifras insuficientes e que devemos exigir que sejam maiores. Necessitamos 0,7% para o galego já, porque esses 60M€ poderiam ser investidos, fundamentalmente, na atualizaçom e implementaçom do PXNL -e talvez para redigir umha nova estratégia- assim como no desenvolvimento da Lei Valentim Paz Andrade. Ambas as leis foram aprovadas por consenso de todos os grupos políticos no Parlamento da Galiza e com um alargado apoio social.

Só 0,7%, esse é o New Deal -o Novo Acordo- de que precisa a nossa língua. Multipliquemos o orçamento x10 para multiplicar a língua x100. Miguel Penas – Galiza in “Sermos Galiza”

Miguel R. Penas - Nascido em 1976, o compostelano Miguel R. Penas é Licenciado em História pola Universidade de Santiago de Compostela (USC). Desde 2001 trabalha profissionalmente no âmbito da comunicaçom, no campo privado, institucional e associativo. Foi dos fundadores do Portal Galego da Língua (PGL) e primeiro diretor da Através Editora. Atualmente é o presidente da AGAL.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Brasil - Amazônia perdeu mais de 2000 árvores por minuto nos últimos 40 anos

Um relatório lançado na passada quinta-feira, 30 de outubro de 2014, em São Paulo sintetiza, pela primeira vez, cerca de duzentos dos principais estudos e artigos científicos sobre o papel da floresta amazônica no sistema climático, na regulação das chuvas e na exportação de serviços ambientais para áreas produtivas, vizinhas e distantes da Amazônia. A avaliação conclui que reduzir a zero o desmatamento já não basta para garantir as funções climáticas do bioma.

Conduzido pelo pesquisador Antonio Donato Nobre, do Centro de Ciência do Sistema Terrestre do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE, a pedido da Articulación Regional Amazónica (ARA), o estudo “O Futuro Climático da Amazônia” afirma que é preciso recuperar o que foi destruído - somente no Brasil alcança uma área de 763 mil Km2, o que equivale a três estados de São Paulo ou a 184 milhões de campos de futebol.

Entre os segredos que fazem da Amazônia um sistema único no planeta, está o fato de que a floresta mantém úmido o ar em movimento, o que leva chuvas para as regiões interiores do continente. Além disso, ela ajuda a formar chuvas em ar limpo, uma vez que as árvores emitem aromas a partir dos quais se formam sementes de condensação do vapor d'água, cuja eficiência na nucleação de nuvens resulta em chuvas fartas.

Outro segredo trazido à tona é que a floresta amazônica não mantém o ar úmido apenas para si mesma. Ela exporta essa umidade por meio de rios aéreos de vapor, os chamados "rios voadores," que irrigam áreas como o Sudeste, Centro-Oeste e Sul do Brasil e outras áreas como o Pantanal e o Chaco, além da Bolívia, Paraguai e Argentina. "Sem os serviços da floresta, essas produtivas regiões poderiam ter um clima inóspito, quase desértico", diz o autor.

Gêisers de madeira - Segundo Nobre, essa competência de regular o clima se dá principalmente pela capacidade inata das árvores de transferir grandes volumes de água do solo para a atmosfera através da transpiração. São 20 bilhões de toneladas de água transpiradas ao dia, o equivalente a 20 trilhões de litros. Para se ter uma ideia, o volume despejado no oceano Atlântico pelo rio Amazonas é de pouco mais de 17 bilhões de toneladas diariamente. "As árvores funcionam como gêisers de madeira, jorrando esse imenso volume de água vaporosa na atmosfera".

Mas o desmatamento pode colocar todos esses atributos da floresta em risco. Diversas previsões vêm sendo confirmadas por observações, entre elas estão a redução drástica da transpiração, a modificação na dinâmica de nuvens e chuvas e o prolongamento da estação seca nas zonas desmatadas.

Vários estudos sugerem que a floresta, na sua condição original, tem grande resistência a cataclismos climáticos. Mas quando é abatida ou debilitada por motosserras, tratores e fogo sua imunidade é quebrada. Nos cálculos de Nobre, a ocupação da Amazônia já destruiu no mínimo 42 bilhões de árvores, ou seja, mais de 2000 árvores por minuto - ininterruptamente -, nos últimos 40 anos. O dano de tal devastação já se faz sentir no clima próximo e distante da Amazônia, e os prognósticos indicam agravamento do quadro se o desmatamento continuar e a floresta não for restaurada.

Entre as medidas mitigadoras, o estudo propõe "universalizar o acesso às descobertas científicas que podem reduzir a pressão da principal causa do desmatamento: a ignorância". E é preciso agir, recomenda o documento, que fala em um "esforço de guerra" para reverter o quadro atual.

Para Sérgio Guimarães, coordenador da ARA Regional, O Futuro Climático da Amazônia é uma grande contribuição nesse sentido. "Nossa intenção ao promover essa publicação é justamente tornar esse conhecimento acessível a diversos setores da sociedade. Quando todos entenderem a importância das florestas para nossa economia e nossa vida, com certeza estará isso estará no centro dos nossos debates e das nossas políticas públicas", diz Guimarães.

Desmatamento

Estendendo-se por 6,9 milhões de km2 em nove países - Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Peru, Suriname, Venezuela, Guiana e Guiana Francesa -, a Amazônia é uma das regiões naturais mais importantes do planeta e representa 40% das florestas tropicais remanescentes do mundo.

Para Claudio Maretti, líder da Iniciativa Amazônia Viva da Rede WWF, combater o desmatamento na região já não é uma tarefa exclusiva das políticas nacionais, devido à crescente integração entre os países e as dinâmicas de mercado.

"Há frentes de desmatamento transfronteiriças, como por exemplo, entre o noroeste de Rondônia e o Nordeste da Bolívia, ou entre a tríplice fronteira entre Brasil, Peru e Bolívia e a fronteira entre Equador e Colômbia, que são impulsionadas por ações descoordenadas entre os países. Além disso, a Amazônia tem complexo sistema de interação entre suas partes, sendo interdependente, pois o que se faz em uma parte prejudica outras. Sendo assim, é necessário ter políticas integradas e uma ação articulada que busque valorizar a floresta em pé em todo o bioma", afirma. In “Tribuna da Bahia” - Brasil

UCCLA - Uma justa e importante homenagem para a Lusofonia

Não havendo futuro sem memória, a Casa dos Estudantes do Império, que existiu entre 1944 e 1965, foi uma escola de formação cívica, cultural e política para muitos dos seus associados, então jovens universitários de todos os territórios e países que se exprimiam em português. (...) Tornaram-se mais tarde referências incontornáveis dos países de língua portuguesa.

Estão em marcha ações promovidas pela UCCLA – União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa – integradas na homenagem à Casa dos Estudantes do Império (CEI) que se iniciam na Universidade de Coimbra.

Não havendo futuro sem memória, a CEI, que existiu entre 1944 e 1965, foi uma escola de formação cívica, cultural e política para muitos dos seus associados, então jovens universitários de todos os territórios e países que se exprimiam em português.

Por ela passaram e intervieram ativamente ou foram por ela registados, personalidades como Amílcar Cabral, Agostinho Neto, Joaquim Chissano, Pedro Pires, Lúcio Lara, França Van Dunem, Miguel Trovoada, Pepetela, Manuel Rui Monteiro, Óscar Monteiro, Alda Lara, Alda do Espirito Santo, Francisco José Tenreiro, Manuela Margarido.

Tornaram-se mais tarde referências incontornáveis dos países de língua portuguesa.

Numa altura em que se endeusam os mercados é muito importante ter outro olhar para a afetividade, para a solidariedade e para a generosidade, cuidando da memória coletiva comum.

Daí a homenagem, que vai envolver a publicação de 22 livros de bolso que serão reeditados, a partir do dia 31 de outubro e até março de 2015, pelo jornal SOL.

Serão, também, reeditadas as Antologias Poéticas de Angola, Moçambique e São Tomé e Príncipe, haverá em maio de 2015 uma grande exposição sobre a CEI, na Câmara Municipal de Lisboa, um Colóquio Internacional na Fundação Calouste Gulbenkian, em 22, 23 e 25 de maio de 2015 e neste último dia encerrar-se-ão as homenagens com chave de ouro, com uma cerimónia especial. Nela intervirão todos os associados da CEI que acabaram mais tarde por ser Primeiros-ministros ou Presidentes da República – Joaquim Chissano, Pascoal Mocumbi, Mário Machungo, Miguel Trovoada, França Van Dunem, Pedro Pires e Jorge Sampaio. Sobre Agostinho Neto falará a sua viúva, Maria Eugénia Neto.

É por isso que esta homenagem, iniciada a 28 de outubro deste ano, no Auditório da Reitoria da Universidade de Coimbra, com a presença, entre outros, do Senhor Secretário Executivo da CPLP, é tão justa e importante para os povos e países de língua oficial portuguesa. Vitor Ramalho – UCCLA in “África 21 Digital”

Vítor Ramalho - secretário-geral da UCCLA - União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa

Angola - Huambo e Moxico vão ter plataformas logísticas rodoferroviárias


A AngoFret vai investir mais de 52 milhões de dólares na construção de duas plataformas logísticas rodoferroviárias nas províncias angolanas do Huambo e do Moxico, servindo o denominado Corredor do Lobito, de acordo com um contracto de investimento.

Assinado com a Agência Nacional de Investimento Privado (ANIP), o contracto prevê o início do projecto em Janeiro de 2015, indo as duas plataformas ser construídas nos municípios do Huambo, numa área de 22 hectares, e de Luena, com 21 hectares.

O corredor ferroviário do Lobito baseia-se numa ligação ferroviária desde o litoral (porto de Lobito) de Angola à fronteira interior (Luau), com prolongamento para a Zâmbia e República Democrática do Congo, sendo apontado como factor de desenvolvimento daquela sub-região da África Austral.

Entre outros objectivos, os promotores destas duas plataformas logísticas afirmam pretender “contribuir para o crescimento de economia angolana através do aumento da capacidade de distribuição da produção nacional” e propiciar “o abastecimento eficaz de bens de consumo, equipamentos e géneros alimentícios no mercado interno.”

A AngoFret é uma empresa angolana que opera no sector das cargas e da logística, proprietária de terminais logísticos e depósitos multimodais nos Caminhos-de-Ferro de Benguela (CFB) em Lobito, Catumbela, Huambo, Luena e Luau, e controlada pelo grupo DT, uma parceria em partes iguais entre os grupos Cochan Ltd e Trafigura. In “Cargo Edições” - Portugal