Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quinta-feira, 29 de maio de 2025

Brasil - Festival celebra portugalidade em Minas Gerais com “Fado nas Janelas”

No próximo dia 5 de junho, o Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, no estado brasileiro de Minas Gerais, será palco da estreia do primeiro Festival de Fado nas Janelas, uma iniciativa cultural que promete emocionar o público com a mais genuína expressão musical portuguesa

O evento começa às 19h30, com abertura de portas às 19h00, e faz parte da programação oficial da Festa Portuguesa 2025.

O concerto será protagonizado pelo fadista Tarcísio Costa, luso-brasileiro que encontrou no fado uma ponte afetiva com as suas raízes portuguesas. A acompanhá-lo estarão dois grandes nomes da música tradicional: Custódio Castelo, na guitarra portuguesa, e Rui Tanoeiro, na viola de fado. A noite contará ainda com a participação especial da fadista Ana Paula Martins.

Tarcísio Costa é conhecido pela sua entrega emocional à canção portuguesa e pelo percurso singular que o levou ao palco do fado.

“Eu não escolhi o fado, o fado aconteceu na minha vida”, costuma dizer Tarcísio.

O momento decisivo deu-se em Nova Iorque, num encontro com a icónica Amália Rodrigues, que o inspirou a cantar pela primeira vez em 2009, em homenagem à mãe. Desde então, a sua voz ecoou em casas tradicionais de Lisboa como o Páteo Alfama, a Tasca do Chico e o Canto da Atalaia, passando por Sintra e por Nova Iorque, onde foi proprietário do restaurante Alfama.

Assessor de comunicação da Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil – Minas Gerais, Tarcísio lança agora a série “Fado nas Janelas”, em parceria com a Projetô. O objetivo é claro: “difundir o fado por diferentes cidades brasileiras, levando a portugalidade a cada canto, janela e coração”.

O evento conta com entrada gratuita e promete ser uma celebração inesquecível da cultura lusófona em terras mineiras. Ígor Lopes – Brasil in “Bom dia Europa”


terça-feira, 29 de agosto de 2023

Expedição luso-brasileira refaz caminhos percorridos por Dom Pedro I

Começa nesta terça-feira (29), no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte (MG), a expedição luso-brasileira que vai refazer os passos do príncipe regente Dom Pedro I. A expedição resultou na proclamação da Independência do Brasil de Portugal, em 7 de setembro de 1822, às margens do Rio Ipiranga, em São Paulo.


Refazendo os caminhos de Dom Pedro I, a comitiva, integrada por dez pessoas dos dois países, passará por 24 cidades nos estados de Minas Gerais, São Paulo e do Rio de Janeiro. O final da expedição ocorrerá no dia 7 de setembro próximo, no Museu do Ipiranga, na capital paulista. A comitiva é coordenada pela Federação das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil, idealizadora do projeto Heróis Portugueses do Brasil, e celebra os 200 anos da Independência, completados no ano passado.

O coordenador do projeto, Vittorio Lanari, disse à Agência Brasil que o plano foi concebido entre 2013 e 2014, com a ideia de resgatar nomes de cidadãos portugueses que foram importantes para a concepção do Estado brasileiro na forma como é hoje. O primeiro homenageado foi Pedro Teixeira, responsável por ampliar as divisas da Amazônia brasileira para além do Tratado de Tordesilhas da época. Seguiu-se o capitão-mor português Martins Soares Moreno, que ajudou a expulsar os franceses e holandeses do Nordeste do país e foi fundador do estado do Ceará. O terceiro é Dom Pedro I, responsável pela Independência do Brasil, “que nós estamos comemorando com um ano de atraso”, afirmou Lanari.

A expedição 200 anos – Os caminhos da Independência do Brasil vai refazer os passos de Dom Pedro, não só em agosto e setembro, quando ele foi do Rio de Janeiro para São Paulo. “A gente começa por Ouro Preto, porque entre março e abril de 1822, Dom Pedro I fez a primeira viagem para o interior do Brasil, a fim de conter uma possível rebelião separatista que podia ocorrer naquela província de Ouro Preto. Esse foi o primeiro passo”, disse o coordenador.

Em maio, ocorreu uma rebelião em São Paulo, devido à morte de alguns militares. “A coisa começou a piorar e aí ele resolveu fazer uma viagem também para aquele estado, com o mesmo motivo, de neutralizar uma possível rebelião, e acabou declarando a Independência”. Segundo o coordenador, “esse é o grande objetivo da expedição: resgatar a memória desses portugueses que foram importantes para o Brasil”.

Novas demandas

Já existem várias demandas de nomes de cidadãos portugueses que agiram em favor do Brasil. Elas procedem do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Centro-Oeste do país. Vittorio Lanari explicou que será feita uma análise histórica do que cada um dos nomes sugeridos tem de importante.

“Acredito que todos estarão na mesma balança, com o mesmo peso, e aí deverá ser por sorteio”. A tendência, porém, é que seja escolhido um nome do Sul brasileiro. Apesar de a região ter colonização europeia, com destaque para alemães e poloneses, tem também uma colônia açoriana muito grande, explicou.

A decisão será dada pelo conselho da Federação das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil, entidade que idealizou o projeto. A expectativa é que, até o fim do ano, será conhecido o nome do quarto homenageado, quando historiadores iniciarão um trabalho de pesquisa mais aprofundado, examinando os roteiros que foram importantes para aquela pessoa, para que possa ser preparada toda a logística da próxima expedição luso-brasileira. Os patrocinadores são empresários dos dois países.

Livros

A cada expedição, são publicados dois livros diferentes. Um, de cunho didático, conta a história do que ocorreu de forma lúdica e é destinado para crianças e alunos do ensino fundamental. Os livros são doados para a comunidade por meio das secretarias municipais de Educação e bibliotecas públicas. Em algumas cidades, é feita uma performance, contextualizando o livro e a expedição para as crianças do local.

Em uma segunda etapa, é publicado o livro da expedição que, além de abordar a parte histórica do evento, inclui o diário de bordo da comitiva e sua relação com as comunidades por onde passa. A ideia é fazer também um documentário cinematográfico sobre a expedição de Dom Pedro I que, além de proclamar a Independência do Brasil, outorgou a primeira Constituição em 1824.

A terceira jornada tem liderança de Raul Penna, vice-presidente do Conselho Consultivo da Câmara Portuguesa de Minas Gerais, e por Fernando Meira Ribeiro Dias, presidente do Conselho Consultivo da Câmara Portuguesa do estado.

O roteiro histórico com todas as localidades visitadas por D. Pedro inclui Belo Horizonte, Ouro Preto, São João Del Rei, Tiradentes, Fazenda Borda do Campo, Barbacena, Juiz de Fora, Fazenda São Mateus – todas em Minas Gerais – Sebollas, Petrópolis, Rio de Janeiro, Fazenda Imperial de Santa Cruz – no Rio de Janeiro – e Fazenda 3 Barras, em Bananal, Fazenda Pau d’Alho, em São José do Barreiro, Areias, Silveiras, Cachoeira Paulista, Lorena, Guaratinguetá, Aparecida, Pindamonhangaba, Taubaté, Jacareí, Mogi das Cruzes, Santos e São Paulo em São Paulo. In “Mundo Lusíada” – Brasil com “Agência Brasil”