Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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terça-feira, 29 de agosto de 2023

Expedição luso-brasileira refaz caminhos percorridos por Dom Pedro I

Começa nesta terça-feira (29), no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte (MG), a expedição luso-brasileira que vai refazer os passos do príncipe regente Dom Pedro I. A expedição resultou na proclamação da Independência do Brasil de Portugal, em 7 de setembro de 1822, às margens do Rio Ipiranga, em São Paulo.


Refazendo os caminhos de Dom Pedro I, a comitiva, integrada por dez pessoas dos dois países, passará por 24 cidades nos estados de Minas Gerais, São Paulo e do Rio de Janeiro. O final da expedição ocorrerá no dia 7 de setembro próximo, no Museu do Ipiranga, na capital paulista. A comitiva é coordenada pela Federação das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil, idealizadora do projeto Heróis Portugueses do Brasil, e celebra os 200 anos da Independência, completados no ano passado.

O coordenador do projeto, Vittorio Lanari, disse à Agência Brasil que o plano foi concebido entre 2013 e 2014, com a ideia de resgatar nomes de cidadãos portugueses que foram importantes para a concepção do Estado brasileiro na forma como é hoje. O primeiro homenageado foi Pedro Teixeira, responsável por ampliar as divisas da Amazônia brasileira para além do Tratado de Tordesilhas da época. Seguiu-se o capitão-mor português Martins Soares Moreno, que ajudou a expulsar os franceses e holandeses do Nordeste do país e foi fundador do estado do Ceará. O terceiro é Dom Pedro I, responsável pela Independência do Brasil, “que nós estamos comemorando com um ano de atraso”, afirmou Lanari.

A expedição 200 anos – Os caminhos da Independência do Brasil vai refazer os passos de Dom Pedro, não só em agosto e setembro, quando ele foi do Rio de Janeiro para São Paulo. “A gente começa por Ouro Preto, porque entre março e abril de 1822, Dom Pedro I fez a primeira viagem para o interior do Brasil, a fim de conter uma possível rebelião separatista que podia ocorrer naquela província de Ouro Preto. Esse foi o primeiro passo”, disse o coordenador.

Em maio, ocorreu uma rebelião em São Paulo, devido à morte de alguns militares. “A coisa começou a piorar e aí ele resolveu fazer uma viagem também para aquele estado, com o mesmo motivo, de neutralizar uma possível rebelião, e acabou declarando a Independência”. Segundo o coordenador, “esse é o grande objetivo da expedição: resgatar a memória desses portugueses que foram importantes para o Brasil”.

Novas demandas

Já existem várias demandas de nomes de cidadãos portugueses que agiram em favor do Brasil. Elas procedem do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Centro-Oeste do país. Vittorio Lanari explicou que será feita uma análise histórica do que cada um dos nomes sugeridos tem de importante.

“Acredito que todos estarão na mesma balança, com o mesmo peso, e aí deverá ser por sorteio”. A tendência, porém, é que seja escolhido um nome do Sul brasileiro. Apesar de a região ter colonização europeia, com destaque para alemães e poloneses, tem também uma colônia açoriana muito grande, explicou.

A decisão será dada pelo conselho da Federação das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil, entidade que idealizou o projeto. A expectativa é que, até o fim do ano, será conhecido o nome do quarto homenageado, quando historiadores iniciarão um trabalho de pesquisa mais aprofundado, examinando os roteiros que foram importantes para aquela pessoa, para que possa ser preparada toda a logística da próxima expedição luso-brasileira. Os patrocinadores são empresários dos dois países.

Livros

A cada expedição, são publicados dois livros diferentes. Um, de cunho didático, conta a história do que ocorreu de forma lúdica e é destinado para crianças e alunos do ensino fundamental. Os livros são doados para a comunidade por meio das secretarias municipais de Educação e bibliotecas públicas. Em algumas cidades, é feita uma performance, contextualizando o livro e a expedição para as crianças do local.

Em uma segunda etapa, é publicado o livro da expedição que, além de abordar a parte histórica do evento, inclui o diário de bordo da comitiva e sua relação com as comunidades por onde passa. A ideia é fazer também um documentário cinematográfico sobre a expedição de Dom Pedro I que, além de proclamar a Independência do Brasil, outorgou a primeira Constituição em 1824.

A terceira jornada tem liderança de Raul Penna, vice-presidente do Conselho Consultivo da Câmara Portuguesa de Minas Gerais, e por Fernando Meira Ribeiro Dias, presidente do Conselho Consultivo da Câmara Portuguesa do estado.

O roteiro histórico com todas as localidades visitadas por D. Pedro inclui Belo Horizonte, Ouro Preto, São João Del Rei, Tiradentes, Fazenda Borda do Campo, Barbacena, Juiz de Fora, Fazenda São Mateus – todas em Minas Gerais – Sebollas, Petrópolis, Rio de Janeiro, Fazenda Imperial de Santa Cruz – no Rio de Janeiro – e Fazenda 3 Barras, em Bananal, Fazenda Pau d’Alho, em São José do Barreiro, Areias, Silveiras, Cachoeira Paulista, Lorena, Guaratinguetá, Aparecida, Pindamonhangaba, Taubaté, Jacareí, Mogi das Cruzes, Santos e São Paulo em São Paulo. In “Mundo Lusíada” – Brasil com “Agência Brasil”

segunda-feira, 26 de julho de 2021

Brasil - Novo acordo de cooperação intensifica negócios entre Minas Gerais e Portugal

“Nosso estado é o mais português do Brasil”, diz vice-governador de Minas Gerais, Paulo Brant


A tradicional cultura de negócios existente entre Minas Gerais e Portugal será intensificada. O Governo de Minas, por meio do Indi, assinou um acordo bilateral de cooperação com a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (Aicep) que prevê estreitar ainda mais os laços comerciais entre investidores dos dois territórios, fomentando novas possibilidades de parcerias e desenvolvimento econômico.

A cerimônia, realizada no último dia 21 na sede do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), contou com a participação do vice-governador de Minas Gerais, Paulo Brant, do diretor- presidente do Indi, João Paulo Braga, do diretor do Centro de Negócios do Brasil da Aicep, Francisco Saião Costa, do Embaixador de Portugal, Luís Faro Ramos e da subsecretária de Promoção de Investimentos e Cadeias Produtivas, Kathleen Garcia Nascimento, entre outros.

O acordo prevê que as agências identifiquem áreas específicas com potencial de cooperação e ampliem a troca de informações, com o objetivo de expandir negócios bilaterais.

O documento define, por exemplo, a coordenação de esforços com a finalidade de estabelecer uma rede de contatos empresariais que facilitem a circulação de informação sobre a oportunidade de negócios.

Segundo o governo mineiro, a meta é fomentar o fluxo recíproco de informações econômicas e estatísticas voltadas para as duas comunidades empresariais, prestando assistência aos empreendedores parceiros e interessados na geração de oportunidades.

Repercussão

O vice-governador de Minas Gerais, Paulo Brant, destaca que o Brasil tinha a tradição de uma economia muito fechada, realidade que vem se transformando. “Portugal é um país muito querido pelos mineiros e digo, sem medo de errar, que nosso estado é o mais português do Brasil. Esse memorando abre possibilidades enormes e muito positivas de estreitar esses laços comerciais indispensáveis para o desenvolvimento econômico”, enfatiza.

O vice-governador ressalta ainda o papel da Agência mineira em mais essa iniciativa. “O Indi é uma instituição exemplar. Quando o empresário chega aqui ele é acolhido por uma equipe muito competente e que encara o empreendedor como um amigo. Isso já permitiu a Minas Gerais receber projetos inéditos, ultrapassando a marca de R$ 129 bilhões em atração de investimentos privados, apenas nessa gestão”, afirma.

Para o diretor do Centro de Negócios do Brasil da Aicep, Francisco Saião Costa, a efetivação do acordo com o Indi foi um passo importante. “Garante o estabelecimento de um canal direto com os gestores estaduais, que muito nos apoiam na identificação de parceiros de negócio locais para as empresas portuguesas e mineiras”, observa.

Ainda segundo Costa, “a expectativa é que essa parceria se traduza em incremento significativo das relações econômicas bilaterais, no aumento da promoção de Portugal em Minas e de Minas em Portugal, além da geração de mais negócios”.

Para o diretor executivo da Câmara Portuguesa de Minas Gerais, Vittorio Lanari Junior, há muitas oportunidades a serem exploradas e a intenção é ampliar as transações comerciais entre os dois territórios, trazendo para o estado know-how e investimentos em áreas nas quais Portugal já não tem mais espaço (vinho e queijo, por exemplo). Já no caminho inverso, exportar inovação.

“As perspectivas são muito boas no intercâmbio de negócios em setores como: novas energias, smart cities, gestão de resíduos, vitivinicultura, azeites, entre outros. Existem muitas empresas mineiras e portuguesas dispostas a inovar e em busca de apoio para projetos de internacionalização”, conclui Lanari Junior.

Visita oficial

O Embaixador de Portugal cumpre uma visita oficial ao estado de Minas, onde conheceu o Centro da Comunidade Luso-Brasileira e teve oportunidade de conversar com o seu corpo diretivo.

Na manhã do segundo dia em Minas Gerais, o embaixador Luís Ramos, acompanhado pelo cônsul em Belo Horizonte e pelo diretor da AICEP no Brasil, visitou as instalações do Consulado e reuniu com o presidente e diretoria da Câmara Portuguesa de Comércio, que comemora este ano o seu 25.º aniversário.

No terceiro dia da sua visita de trabalho, Ramos esteve na Cimentos Liz, de Luís Champalimaud, além de ter reunião com a coordenadora da Cátedra do Camões IP na CESPUC, Raquel Guimarães, e visita à Academia Mineira de Letras.

Também o embaixador de Portugal e o cônsul em Belo Horizonte visitaram, no dia 24, a cidade de Ouro Preto, quando foram recebidos pelo Prefeito Ângelo Oswaldo Araújo. In “Mundo Lusíada” - Brasil


quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Câmara Agrícola Lusófona na feira SuperMinas Food Show 2017 em Belo Horizonte


A CAL convida empresas portuguesas do agroalimentar para uma das maiores feiras de distribuição alimentar do Brasil



A Câmara Agrícola Lusófona (CAL) está a dinamizar a participação de pequenas e médias empresas (PME) nacionais a estarem presentes no expositor de Portugal, naquele que é considerado como o evento mais completo do setor do retalho no Brasil, a feira SuperMinas Food Show 2017.

De 15 a 22 de outubro, em Belo Horizonte, na capital do Estado de Minas Gerais, a comitiva empresarial participante terá a oportunidade de expor os seus produtos numa feira que em 2016 teve mais de 54 mil profissionais do setor e que gerou um volume de negócios superior a 470 milhões de euros. Relativamente ao agronegócio, o Brasil importa 9.920 milhões de euros e de Portugal apena importa 287 milhões de euros, correspondendo a 3% do total. Os produtos que Portugal possui maior quota de mercado no Brasil são: carnes transformadas, vinho, pêras, bolachas e azeite.

Através desta ação pretende-se fortalecer as boas relações comerciais entre Portugal e Brasil, com especial relevância com o Estado de Minas Gerais, o qual se tem consolidado na economia brasileira como o terceiro maior PIB do país. Minas Gerais beneficia da sua posição geoestratégica, encontrando-se delimitado por seis estados: São Paulo, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Goiás, Bahia, Espírito Santo e Rio de Janeiro, constituindo-se assim como uma porta de entrada para os mercados adjacentes.

O potencial de exportação português é elevado, considerando o valor total de importações agoralimentares do estado de 441 milhões tendo Portugal apenas uma quota de mercado de 1%, o que corresponde a 4,1 milhões de euros. Os principais produtos que Portugal exporta para o estado mineiro os produtos oleaginosos, bebidas, pescado e frutas, cujas quotas no estado são 9,4%, 7,9%, 5,5% e 2%, respetivamente.

Ao longo da missão, os participantes terão acesso a um programa que possui uma abordagem transversal no agronegócio, proporcionando contactos com diversas entidades de relevo, privilegiando-se a criação contactos comerciais.

Esta é uma iniciativa que se insere no âmbito Projeto de Internacionalização Agronegócio CPLP 2017/2018, cofinanciado pela União Europeia através do Portugal 2020 e Compete 2020.

As inscrições são limitadas, podendo ser efetuadas pela seguinte ligação: aqui

O programa poderá ser acedido: aqui

Para mais informações: aqui

Sobre a CAL:

A CAL – Câmara Agrícola Lusófona é uma associação empresarial sem fins lucrativos que está presente em todos os países da CPLP, promovendo a divulgação do agronegócio, em território nacional e internacional, com particular ênfase nos países de língua portuguesa.