Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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domingo, 15 de setembro de 2024

Reino Unido – Compositor português escolhido para compor obra para a Filarmónica de Londres

O compositor português Jorge Ramos foi escolhido para o programa Jovens Compositores da Filarmónica de Londres, na temporada 2024-2025, anunciou a orquestra britânica

Jorge Ramos, no âmbito deste programa, vai escrever uma obra inédita encomendada pela Orquestra Filarmónica de Londres, sob a mentoria da compositora cubano-americana Tania León, que lidera a residência artística.

A nova obra de Jorge Ramos será estreada no Queen Elizabeth Hall do Southbank Centre, na capital britânica, em 2 de julho de 2025, acrescenta a orquestra.

O programa Young Composers da London Philharmonic Orchestra (LPO) “visa apoiar o desenvolvimento” de novos talentos, proporcionando “uma oportunidade única de mentoria e criação de novas obras”. Este ano o programa é desenvolvido sob a orientação da Tania León, vencedora do Prémio Pulitzer pela sua obra orquestral “Stride”, Compositora em Residência da LPO, na temporada que agora se inicia.

A nova obra de Jorge Ramos será composta para orquestra de câmara e obedecerá à temática “Memória”. A estreia, a realizar no concerto “Debut Sounds” (“Sons em estreia”, em tradução livre), no termo da temporada, ficará a cargo de um ensemble formado por solistas da LPO e por músicos do Foyle Future Firsts, programa de desenvolvimento de jovens instrumentistas.

Jorge Ramos foi selecionado para o programa Young Composers 2024-2025 da LPO com os britânicos Daniel Soley, Joy Nkoyo e Zach Reading, e a galesa-australiana Niamh O’Donnell.

O programa Young Composers inclui seminários e ‘workshops’ ao longo da temporada, “permitindo que os compositores experimentem novas ideias e interajam diretamente com os músicos da Orquestra [Filarmónica de Londres], recebendo ‘feedback’ num ambiente colaborativo e exploratório. A temporada culmina num concerto público, onde as novas criações serão apresentadas em primeira audição”, esclarece o comunicado divulgado.

Jorge Ramos nasceu em Braga há 29 anos. Em 2020 venceu o 1.º Prémio de Composição SPA/Antena 2 e, em 2018, o Prémio de Música na Mostra Nacional de Jovens Criadores, da Fundação da Juventude.

Licenciado e mestre pela Escola Superior de Música de Lisboa, depois de ter iniciado a formação no Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Braga, Jorge Ramos completou o doutoramento em Composição Musical no Royal College of Music London, onde foi também professor assistente nos anos de 2021 a 2023.

Compositor, artista sonoro e investigador, Jorge Ramos vive entre Braga e Londres. A sua obra inclui música a solo, de câmara, sinfónica, electroacústica, eletrónica. Compôs para cinema, palco, instalações e publicidade, e para a banda sonora da candidatura de Braga a Capital Europeia da Cultura 2027. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


terça-feira, 10 de setembro de 2024

Brasil - Simpósio vai mostrar os impactos da obra de Villa-Lobos na cultura brasileira

Evento sobre o compositor acontece na USP nesta quinta e sexta-feira, dias 12 e 13, com entrada grátis


Os impactos da obra do compositor carioca Heitor Villa-Lobos (1887-1959) não só na música, mas também na cultura brasileira serão debatidos por especialistas durante a 8ª edição do Simpósio Villa-Lobos, que acontece nesta quinta e sexta-feira, dias 12 e 13, na Casa de Cultura Japonesa, na Cidade Universitária, em São Paulo. Nos dois dias do evento serão realizados concertos, palestras e mesas-redondas (leia aqui a programação completa do simpósio). A entrada é grátis.

“Villa Lobos foi um dos principais responsáveis pela renovação e pela afirmação de uma identidade da cultura brasileira”, afirma o professor Paulo de Tarso Salles, docente da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP e coordenador do grupo de pesquisa Perspectivas Analíticas para a Música de Villa-Lobos (Pamvilla), que organiza o evento. “Ele se integra a outros artistas do Modernismo, como Candido Portinari, Tarsila do Amaral, Mário de Andrade e Oswald Andrade, que faziam o mesmo em seus respectivos campos de atuação, como a literatura, a pintura e a escultura”, completa Salles.

A programação do evento vai enfatizar justamente a influência de Villa-Lobos nas diferentes artes. No dia 12, às 11 horas, por exemplo, uma mesa-redonda vai reunir a jornalista Camila Fresca – doutora em Musicologia pela ECA -, o ator Roderick Himero e o diretor Felipe Botelho, do Teatro Oficina, para tratar da peça Rasga Coração, que reorquestra os Choros compostos por Villa-Lobos nos anos 1920.

No mesmo dia, às 15h30, será exibido o documentário Villa-Lobos em Paris (2023) na presença de seus diretores Alexandre Guerra e Marcelo Machado, também com a participação de Camila Fresca. A produção remonta ao período em que o compositor, em resposta às vaias que recebeu na Semana de Arte Moderna de 1922, se instalou na França. Ao lado de nomes como Jean Cocteau, Andrés Segovia e Arthur Rubinstein, Villa-Lobos pôde pensar suas raízes por novas perspectivas. “No tocante à música, Villa-Lobos foi uma pessoa pioneira no sentido da valorização da cultura brasileira, trazendo elementos rítmicos e melódicos e até instrumentos usados na música popular, e principalmente por levar a percussão para a orquestra”, diz Salles.

Um concerto do conjunto Unicamp Cello Ensemble – formado por alunos do curso de Música da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e dirigido pelo maestro Lars Hoefs – vai encerrar o primeiro dia de atividades do simpósio, às 20 horas. O repertório do concerto inclui as Bachianas Brasileiras nº 1, de Villa-Lobos, e seis canções de João Bosco, com arranjo de Ivenise Nitchepurenco. Além de professor da Unicamp, Lars Hoefs é “um dos principais intérpretes de Villa-Lobos no mundo” e tem uma “atividade fantástica” dedicada à obra do compositor para violoncelo, como acentua Salles. “O violoncelo é um instrumento que o próprio Villa-Lobos tocava. Ele escreveu muitas músicas para esse instrumento e particularmente valorizou essa formação, orquestra de violoncelos, com 8 a 40 instrumentos.”

Três palestras serão realizadas no segundo dia do simpósio, dia 13. Às 11h30, o musicólogo e professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Carlos Kater falará sobre Encontros com Villa-Lobos, um e-book com 665 páginas que Kater publicou neste ano, contendo entrevistas realizadas por ele nos anos 80 com personalidades da música que conviveram com Villa-Lobos, como Camargo Guarnieri, Eleazar de Carvalho, Magdalena Tagliaferro e Olivier Toni. Às 14 horas, a pianista e professora da Universidade Federal de Pelotas (Ufpel) Mauren Frey abordará o tema “Elementos composicionais da obra instrumental de Vieira Brandão e sua proximidade com Villa-Lobos”. Já às 17 horas, o maestro Ricardo Averbach, da Miami University, nos Estados Unidos, falará sobre o seu livro, Villa-Lobos and Modernism: The Apotheosis of Cannibal Music, lançado nos Estados Unidos em 2022.

Às 20 horas, o violonista e professor da ECA Edelton Gloeden fará o concerto de encerramento do simpósio. Ele tocará peças do CD que lançou recentemente, com todas as composições de Villa-Lobos para violão. O compositor é uma referência para os violonistas por ter contribuído para a consagração do instrumento, como explica Pedro de Tarso Salles: “Villa-Lobos adotou o violão como seu instrumento pessoal já na adolescência. Nesse período, sua família sofreu com a morte do seu pai, Raul, quando ele tinha 11 anos, e teve uma certa dificuldade para para sua própria subsistência”.

O professor lembra que, na adolescência, morando na periferia do Rio de Janeiro, Villa-Lobos conheceu os músicos populares. “Foi talvez o grande momento, do ponto de vista criativo, em que ele enxergou a cultura popular e participou dela como membro ativo, tocando na noite, nos grupos de choro e nas rodas de samba”, destaca Salles. “Ele escreveu uma obra dedicada ao violão que é revolucionária.”

A 8ª edição do Simpósio Villa-Lobos acontece nesta quinta e sexta-feira, dias 12 e 13, das 9h10 às 21h, na Casa de Cultura Japonesa da USP (Avenida Professor Lineu Prestes, 159, Cidade Universitária, em São Paulo). Entrada grátis. Mais informações estão disponíveis aqui. Alícia Matsuda – Brasil in “Jornal da Universidade de São Paulo”



quinta-feira, 24 de junho de 2021

Portugal - Jovem Orquestra Portuguesa atua na Alemanha no mês de agosto

A Jovem Orquestra Portuguesa (JOP), sob a direção do maestro Pedro Carneiro, estreia, mundialmente, em agosto, em Berlim, a peça do compositor João Carlos Pinto “Toys Are Us” (2021)


A obra resulta de uma encomenda da JOP e tem antestreia prevista para Lisboa, no Centro Cultural de Belém, na próxima semana, no dia 30 de junho, num concerto intitulado “Exílio”.

Na Alemanha, a JOP vai participar no Encontro de Verão que se realiza de 18 de julho a 03 de agosto.

A encerrar o estágio, a JOP faz parte do cartaz do Festival Young Euro Classic, tocando no dia 03 de agosto, às 20:00 locais, no Konzerthaus, sob a direção de Pedro Carneiro.

Além da peça do jovem compositor João Carlos Pinto, o programa do concerto, com encenação de Teresa Simas, inclui ainda a Sinfonia n.º 49 em fá menor, “La Passione”, de Joseph Haydn, e a Sinfonia n.º 4 em ré menor, (versão 1841), de Robert Schumann.

Antes de partir para a Alemanha, e além de Lisboa, a JOP vai apresenta-se hoje no Cine-Teatro Garrett, no âmbito do 43.º Festival Internacional de Música da Póvoa de Varzim.

Esta não é a primeira encomenda da JOP a um compositor português. Antes encomendara, a Pedro Lima Soares, “Once Again – Eternal Goodbyes”, que também estreou.

João Carlos Pinto nasceu em 1998, em Braga, estudou Piano e Composição no Conservatório Gulbenkian desta cidade, e licenciou-se em Música/Composição pela Escola Superior de Música de Lisboa.

Participou em ‘masterclasses’ e ‘workshops’ com, entre outros, o Ensemble Recherche, Tristan Murail, Thomas Adès, John Chowning, Rebecca Saunders, João Pedro Oliveira, Panayiotis Kokoras, Stefano Gervasoni, Stefan Prins, Carola Bauckholt e Ake Parmerud.

A sua música tem sido tocada, entre outros locais, no Arts Incubator, em Seul, no Center for Experimental Music and Intermedia Circles, no Texas, nos Estados Unidos, no Internationale Gesellschaft für Neue Musik, em Verba, e em salas nacionais designadamente a Casa da Música, e no Coliseu, no Porto, no Auditório da Fundação Gulbenkian e no Teatro Nacional de São Carlos, no O’culto da Ajuda e no Teatro S. Luiz, em Lisboa.

Além da JOP, João Carlos Pinto tem recebido encomendas da UNESCO-Braga Media Arts, Gaudeamus, Casa da Música, RTP /Antena 2, Centro Cultural de Belém, Ensemble neoNrs ad hoc e Arte no Tempo.

Em 2019, João Carlos Pinto foi o Jovem Compositor Associado dos Estúdios Victor Córdon, em parceria com Teatro Nacional S. Carlos e Companhia Nacional de Bailado.

A Jovem Orquestra Portuguesa é um projeto da Orquestra de Câmara Portuguesa (OCP), iniciado em 2010. A JOP destina-se a músicos entre os 14 e os 24 anos, que trabalham com Carneiro, músicos da OCP e ensaiadores convidados, nacionais e estrangeiros.

A JOP faz parte da Federação Europeia de Jovens Orquestras Nacionais, desde 2013.

A JOP tem efetuado diversos intercâmbios de músicos com orquestras congéneres, da Áustria, Espanha, Eslováquia, França, Itália, Irlanda, Roménia e Finlândia.

Internacionalmente estreou-se em 2014, no Festival de Kassel, na Alemanha, tendo apresentado a estreia internacional de “Greetings”, de João Madureira.

Em 2019, participou no Festival ManiFeste do Instituto de Investigação de Música Eletroacústica IRCAM/Centre Pompidou, em Paris, tendo trabalhado com Raphaël Cendo e o Ensemble NIKEL.

Também em 2019, a orquestra foi selecionada para o programa de residências artísticas de Criação de Ópera “Bijloke Summer Academy”, em Gent, na Bélgica.

No ano passado, a JOP venceu dois prémios que resultaram em encomendas pela parte da UNESCO/Braga Media Arts e ZKM, uma peça audiovisual em colaboração com Sarah Degenhardt e pelo Ensemble neoN + ars ad hoc. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


sábado, 7 de abril de 2018

Cabo Verde - Sociedade Cabo-verdiana de Música vai homenagear compositores do país

Cidade da Praia – A Sociedade Cabo-verdiana de Música (SCM) vai assinalar o Dia Mundial do Direito de Autor com uma noite de música ao vivo, na Praia, onde 75 por cento dos cantores são autores e 25 por cento artistas.

A informação foi avançada hoje em conferência de imprensa, pela presidente da SCM, Solange Cesarovna, quando apresentava o programa de actividades da primeira gala musical denominada “Noite de Autores”, a ter lugar no dia 22 de Abril, na Praça Luís de Camões, na Cidade da Praia.

“Pela primeira vez, a SCM brinda os autores com uma noite de música onde eles são o centro das atenções. A intenção é não só comemorar o dia mundial, mas também prestar homenagem a uma grande figura, em vida, por ser o compositor mais idoso de Cabo Verde”, disse, sem revelar o nome.

A gala, segundo Solange Cesarovna, será especial porque a SCM vai apresentar novidades no sector, após ter recolhido além-fronteiras, muitas composições que ajudarão a descrever o panorama musical cabo-verdiano.

Para o sócio fundador da SCM João Miranda, tudo está pronto para a grande noite dedicada aos autores, onde subirão ao palco nomes como Nhelas Spencer, Tibau Tavares, Elida Almeida, Dany Mariano, Kim de Santiago, Lucibela, Homero Fonseca, Bau, Albertino Évora, Diva Barros e Agnelo Duarte.

A realização da Primeira Gala “Noite de Autores SCM”, para a celebração do Dia Mundial do Direito de Autor, consubstanciará na primeira distribuição dos direitos de autores, na rubrica de “execução de música ao vivo”.

O Dia Mundial do Direito de Autor é comemorado desde 1996, e por decisão da UNESCO, a 23 de Abril. Trata-se de uma data simbólica já que neste dia desapareceram importantes escritores como Cervantes e Shakespeare. In “Inforpress” – Cabo Verde