Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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segunda-feira, 2 de março de 2026

Reino Unido - Deportou 141 criminosos portugueses em 2025

O número de criminosos portugueses deportados do Reino Unido subiu 68% em 2025 relativamente ao ano anterior, segundo estatísticas oficiais publicadas pelo Ministério do Interior britânico

No ano passado, 141 portugueses condenados por crimes foram deportados, contra 84 em 2024, ficando Portugal atrás apenas da Albânia, Roménia, Polónia, Lituânia e Bulgária em número de deportações deste tipo.

Em sentido inverso, o número de cidadãos portugueses impedidos de entrar no Reino Unido na chegada à fronteira e subsequentemente reenviados diminuiu 30%, descendo de 424 em 2024 para 298 em 2025.

A recusa de entrada em portos e aeroportos a cidadãos europeus aumentou desde 2020, quando a liberdade de movimento cessou devido ao ‘Brexit’ e passou a ser exigido visto para aqueles que pretendem ficar a trabalhar no Reino Unido.

Os mesmos dados indicam ainda que o total de portugueses obrigados a regressar ao país de origem cresceu 38% em 2025 (145 casos), comparativamente a 107 em 2024.

Os regressos voluntários, que abrangem pessoas sujeitas a controlo ou ação de imigração, mas que saem por iniciativa própria, por vezes com apoio logístico ou financeiro das autoridades britânicas, registaram uma subida de 52%, passando de 54 em 2024 para 82 em 2025.

No conjunto, 592 portugueses sem direito legal a permanecer no Reino Unido, e sujeitos a expatriação administrativa ou a uma ordem de deportação regressaram em 2025, menos 14% do que os 688 registados no ano anterior.

O aumento dos retornos de portugueses enquadrase numa linha de endurecimento gradual da política migratória britânica, que o Governo trabalhista tem vindo a aplicar.

Desde 2024, mais de mil funcionários foram transferidos para os serviços de fronteiras, com o objetivo de “proteger as fronteiras” através do aumento do número de repatriações. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

Brasil - Instituição que protege a Amazónia está entre os “Campeões da Terra”

Premiação internacional reconheceu trabalho pioneiro do Imazon que usa inteligência artificial para prever e impedir desmatamento na floresta amazónica. A abordagem já ajudou a identificar 15 mil km² de áreas florestais de alto risco, 71% das quais foram posteriormente preservadas


O instituto de pesquisa brasileiro Imazon, que utiliza tecnologia de ponta para combater o desmatamento na Amazónia, é um dos cinco vencedores do prémio “Campeões da Terra” de 2025.

A distinção, anunciada nesta terça-feira, foi concedida pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma, na 7.ª sessão da Assembleia Ambiental da ONU, Unea-7, que acontece em Nairóbi, no Quénia.

Alertas precoces para a proteção da floresta

O Imazon desenvolveu modelos de inteligência artificial para previsão do desmatamento, causado principalmente pela pecuária e pela exploração madeireira. O objetivo é criar alertas precoces, orientar políticas públicas e auxiliar as autoridades na proteção da floresta.

O pesquisador associado do Imazon, Carlos Souza Jr., explicou que nem o Brasil nem o mundo serão os mesmos sem a floresta amazónica.

“Se a Amazónia chegar num ponto de não retorno nós vamos ter vários impactos. Primeiro, a perda de biodiversidade. Segundo, a emissão de gases de efeito estufa, pois a Amazónia armazena muito carbono nas florestas e no subsolo.”

O instituto usa um mapa digital onde são lançados pontos amarelos, laranjas e vermelhos. Cada ponto representa um local onde o Imazon acredita que ocorrerá desmatamento, e cada cor indica o grau de risco, com base em dados de satélite e modelagem de inteligência artificial.

Uso da tecnologia ajudou a descobrir 99% dos casos de desmatamento ilegal

Em 2021, ano de lançamento do mapa, esses pontos ajudaram a identificar 15 mil km² de áreas florestais de alto risco, 71% das quais foram posteriormente preservadas.

Os dados também serviram de base para mais de 4,4 mil processos judiciais ambientais e ajudaram a descobrir 99% dos casos de desmatamento ilegal.

Carlos destacou a importância da tecnologia na defesa do meio ambiente.

“É uma mudança de paradigma significativa que a inteligência artificial, a computação em nuvem e os novos algoritmos permitem para que a gente tenha informações ainda mais precisas sobre o futuro próximo da Amazónia e tentar evitar estes cenários de destruição por desmatamento e degradação florestal.”

União da ciência com conhecimento ancestral

Os pesquisadores acompanharam a dinâmica do desmatamento na Amazónia de 1985 a 2024, para desenvolver uma ferramenta prática que permitisse à sociedade brasileira trabalhar em conjunto para evitar a destruição da Amazónia.

Outro foco da ONG é estimular o crescimento económico sustentável na região. Isso envolve trabalho de campo com as comunidades locais para apoiar práticas sustentáveis ​​e áreas florestais protegidas.

A entidade acredita na junção do conhecimento científico com o conhecimento ancestral local e a sabedoria dos povos indígenas, ribeirinhos e quilombolas.

A pesquisa do Imazon demonstrou que a extração sustentável de madeira é possível e que as regulamentações de gestão florestal poderiam reduzir significativamente o impacto ambiental, mantendo os ganhos económicos. 

Com sede em Belém, no Pará, o Imazon é uma instituição científica sem fins lucrativos, que atua há 35 anos para promover a conservação e o desenvolvimento sustentável na Amazónia. ONU News – Nações Unidas



sábado, 3 de setembro de 2022

Guiné-Bissau - Domingos Simões Pereira, presidente do PAIGC, novamente impedido de sair do país

O presidente do principal partido guineense, o líder do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, foi novamente impedido de sair da Guiné-Bissau, apesar de um despacho do Tribunal de Recurso revogar as medidas impostas pela Procuradoria Geral da República. Em julho, o ex-primeiro-ministro já havia sido impedido de deixar o país.

Desta vez, o dirigente do PAIGC foi mesmo impedido de entrar no edifício do aeroporto e foi imediatamente detido pelas forças de segurança no parque de estacionamento.

O despacho do Tribunal da Relação declara claramente “nulo e sem efeito o despacho do Procurador-Geral da República, Bacari Biai”, que revogou, em 3 de fevereiro deste ano, outro despacho do Ministério Público que o considerava nulo e sem efeito. anular a medida de coação imposta a Domingos Simões Pereira para permanecer no país.

O procurador da República justificou a sua decisão pelo “atraso de resposta da Assembleia Nacional” ao pedido de levantamento da imunidade parlamentar do deputado e “tendo em conta o perigo que isso representa para a investigação”. Juba Balanta – Casamansa in “Journal du Pays”