Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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segunda-feira, 6 de janeiro de 2025

Macau - Festival de artes e cultura da lusofonia teve cerca de 70 mil participantes

O Instituto Cultural (IC) fez um balanço sobre a última edição do Festival de Artes e Cultura entre a China e os Países de Língua Portuguesa, assinalando que a iniciativa contou com cerca de 70 mil participantes. Esta edição contou com 70 espectáculos e actividades paralelas, entre as quais o Festival da Lusofonia



A última edição do Festival de Artes e Cultura entre a China e os Países de Língua Portuguesa contou com a presença de cerca de 70 mil participantes, indicou o Instituto Cultural (IC) em comunicado, acrescentando que a iniciativa teve sete séries de programas entre os meses de Outubro e Dezembro, num total de cerca de 70 espectáculos e actividades paralelas, em que participaram mais de 700 artistas.

O Festival da Lusofonia, incluído neste evento, foi alargado, pela primeira vez, a dois fins-de-semana consecutivos e atraiu um total de cerca de 38 mil participantes. Esta edição centrou-se na cultura de Goa, Damão e Diu, “propondo uma variedade de iguarias típicas e técnicas de pinturas corporais e convidando várias entidades artísticas de países de língua portuguesa e mais de 30 grupos artísticos locais de língua portuguesa para actuar no âmbito do evento, a fim de dar a conhecer o singular encanto sino-português de Macau aos residentes e turistas através da apresentação de diversos stands, espectáculos, especialidades gastronómicas e jogos”, destaca o IC.

A edição deste ano dos GEG Espectáculos de Música e Dança Tradicional na Comunidade foi também alargada para duas semanas consecutivas. O grupo artístico chinês Guangdong Zhongshan Torch Singing and Dance Troupe e oito grupos artísticos dos países e regiões de língua portuguesa, nomeadamente Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique e São Tomé e Príncipe, Timor-Leste, Goa, Damão e Diu, apresentaram 14 espectáculos animados de música e dança em vários pontos da cidade, como o Jardim do Mercado do Iao Hon, o Diamond Lobby e no Crystal Lobby do Galaxy Macau, as Ruínas de S. Paulo e a Feira do Carmo na Taipa.

Por outro lado, ao longo de dez dias, a Porto Editora, a Beijing Cheerful Century Co. Ltd., bem como outras editoras de Macau participaram na exposição e mostraram ao público as publicações produzidas na China e nos países de língua portuguesa, tendo atraído mais de 2800 visitantes. Este ano, a exposição do livro realizou, pela primeira vez, um evento de grande dimensão intitulado “Leitura de Livros Ilustrados”, no qual vários leitores partilharam o prazer da leitura com os participantes.

A edição deste ano do Festival de Cinema entre a China e os Países de Língua Portuguesa, dedicado ao tema “Criar um Contraste Interessante”, reuniu cerca de 30 filmes do interior da China, de Macau e de países e regiões de língua portuguesa, em cinco secções, nomeadamente “Alegria de Dupla Exibição I – Realizador em Foco: Guan Hu X Miguel Gomes”, “Alegria de Dupla Exibição II — Uma História de Duas Cidades”, “Estreia de Filmes Chineses e Lusófonos”, “Curtas-Metragens Sino-Portuguesas” e “Projecção ao Ar Livre — Novas Forças Visuais em Macau”.

Este ano, o Festival de Artes e Cultura entre a China e os Países de Língua Portuguesa trouxe à região o músico cabo-verdiano Tito Paris, que actuou ao lado da Orquestra Chinesa de Macau.

A exposição “Memórias ∙ Legados ∙ Mutações – Exposição Anual de Artes entre a China e os Países de Língua Portuguesa” reuniu mais de 20 artistas da China e do exterior, nomeadamente de Portugal, Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e Macau, os quais apresentaram, na Galeria de Exposições das Casas da Taipa e no Museu de Arte de Macau, mais de 130 obras/conjuntos de variadas categorias, incluindo pintura, vídeo e instalação interactiva de multimédia. Esta exposição continuará patente até 9 de Fevereiro.

No comunicado, o IC assinala que, “enquanto elo de ligação cultural e artístico entre a China e os países de língua portuguesa, Macau continuará a desenvolver-se como plataforma de intercâmbio e cooperação culturais entre a China e os países de língua portuguesa”. André Vinagre – Macau in “Ponto Final”


quinta-feira, 28 de novembro de 2024

Macau - Cinemateca Paixão acolhe workshop de pintura de azulejos portugueses

No âmbito do corrente Festival de Cinema entre a China e os Países de Língua Portuguesa, que está a decorrer de 22 de Novembro a 13 de Dezembro, a Cinemateca Paixão será palco de um “Workshop de Pintura de Azulejos Portugueses”, onde os participantes poderão conhecer as técnicas tradicionais deste reconhecido património cultural imaterial, este sábado, dia 30 de Novembro. Outros eventos que fazem parte do Festival, incluem a “Projecção ao Ar Livre” com curtas-metragens locais, no dia 7 de Dezembro e um “Diálogo sobre a obra de Miguel Gomes” no dia 8 de Dezembro



O Festival de Cinema entre a China e os Países de Língua Portuguesa solidifica-se como uma importante plataforma de intercâmbio cultural, promovendo um diálogo enriquecedor entre as distintas tradições cinematográficas das duas regiões. O evento, que está a decorrer de 22 de Novembro a 13 de Dezembro de 2023, integra o 6.º “Encontro em Macau – Festival de Artes e Cultura entre a China e os Países de Língua Portuguesa”, e oferece um vasto conjunto de actividades que visam não apenas a exibição de obras cinematográficas, mas também a promoção da cultura e das artes.

Entre as actividades programadas, destaca-se o próximo “Workshop de Pintura de Azulejos Portugueses”, agendado para o dia 30 de Novembro. Esta sessão será estruturada em duas partes. A primeira destinada a pais e filhos, que terá lugar das 11h30 às 12h30, e outra para participantes individuais, das 15h00 às 16h00. O workshop será conduzido por um instrutor profissional que guiará os participantes na exploração da história e das técnicas tradicionais de pintura de azulejos portugueses. Os participantes terão a oportunidade de apreciar diferentes estilos de azulejos, além de aprender sobre os métodos de produção desta arte tão característica da cultura portuguesa e património cultural imaterial reconhecido pela UNESCO.

Após o workshop, o festival prossegue com uma série de actividades igualmente enriquecedoras. No dia 7 de Dezembro, terá lugar a “Projecção ao Ar Livre – Novas Forças Visuais em Macau”, que ocorrerá na revitalizada zona dos Estaleiros Navais de Lai Chi Vun. Este evento contará com a exibição de quatro curtas-metragens do programa “Macau – O Poder da Imagem”. A projecção será seguida por uma sessão de partilha com os realizadores, proporcionando assim um espaço de interação e diálogo com o público.

No dia 8 de Dezembro, o festival albergará o “Diálogo: O Fabuloso Miguel Gomes, Contador de Histórias”, mais uma vez na Cinemateca Paixão. Este evento promete ser uma reflexão sobre a narrativa cinematográfica, utilizando como base materiais inspirados em “As Mil e Uma Noites” e outros filmes do realizador português Miguel Gomes. Este diálogo será uma oportunidade para explorar como Gomes retrata as histórias de Portugal através da sua obra, promovendo uma compreensão mais profunda da sua visão artística.

A programação do festival ainda inclui várias sessões de cinema com base nas temáticas das diferentes secções. Por exemplo, a secção “Alegria de Dupla Exibição” foca-se nas obras de realizadores como Guan Hu e Miguel Gomes. Uma outra oportunidade para apreciar distinções e semelhanças nas abordagens cinematográficas entre os dois países.

Sobre os resultados mais recentes das actividades, a dinâmica do festival tem vindo a estimular a participação da comunidade, através de eventos como a “Visita de Pais e Filhos aos Galaxy Cinemas”, realizada no passado dia 23 de Dezembro, onde o intuito foi de dar aos mais novos a oportunidade de conhecer o funcionamento de uma sala de cinema, desde a venda de bilhetes até à projecção de filmes.

Por último, os participantes do festival têm ainda ao seu dispor um programa de promoção especial, designado “Cinemateca Paixão X Galaxy Cinemas”, que possibilita descontos nas entradas de cinema. Elói Carvalho – Macau in “Ponto Final”


segunda-feira, 7 de novembro de 2022

Macau - Festival de cinema sino-lusófono apresenta 30 filmes sob o tema “Todos os Rios Correm para o Mar”

O Festival de Cinema entre a China e os Países de Língua Portuguesa, que começou na sexta-feira e termina no dia 18 de Novembro, vai apresentar ao público cerca de 30 projectos cinematográficos sob o tema “Todos os Rios Correm para o Mar”. Além dos filmes, o evento conta com seminários, palestras e ‘workshops’


O Festival de Cinema entre a China e os Países de Língua Portuguesa, que faz parte da série de eventos do 4.º Encontro em Macau – Festival de Artes e Cultura entre a China e os Países de Língua Portuguesa, começou na sexta-feira e prolonga-se até dia 18 de Novembro. Aqui, há cerca de três dezenas de filmes a serem apresentados sob o tema “Todos os Rios Correm para o Mar”.

A inauguração do festival sino-lusófono foi na sexta-feira, no cinema do Galaxy, e o filme de abertura foi “Hero”, realizado por três cineastas chinesas, Sylvia Chang, Joan Chen e Shaohong Li. O filme conta as histórias de vida de três mulheres em Pequim, Wuhan e Hong Kong que procuram amor e esperança durante tempos difíceis, descreve o Instituto Cultural (IC) em comunicado de imprensa.

Este festival divide-se em três secções, nomeadamente “Tão inclusivo Quanto o Oceano”, “Filmes Chineses” e “Filmes Lusófonos”, “visando aproveitar os filmes para dar destaque ao espírito de intercâmbio, inclusão, compreensão mútua e pioneirismo entre a China (incluindo Macau) e os países e regiões de língua portuguesa”, lê-se no comunicado.

O festival sino-lusófono apresenta “uma extensa variedade de filmes“, incluindo “Marinheiro das Montanhas“, uma crónica da viagem através do Mediterrâneo até à Argélia. “A Marble Travelogue“, por sua vez, é uma representação humorística da cadeia de produção do mármore entre a Grécia e a China, “num estilo visualmente sedutor“, aponta o IC. “Mar“, realizado por Johnson Chan, da Universidade de Macau, “é rico em poesia e ritmo“, diz o comunicado. A lista de filmes dos países de língua portuguesa inclui também uma série de nomeados e vencedores dos festivais internacionais de cinema, incluindo “Fogaréu“ e “Três Tigres Tristes“, ambos mostrando a “visão fantasiosa dos seus realizadores“.

O festival apresentará também quatro colecções de curtas-metragens, incluindo “Altruísmo“, “Expedição à Vela“, “Inclusão“ e “Histórias de Mulheres“, “oferecendo um olhar único sobre a condição humana e permitindo ao público sentir as vozes e as lágrimas“, indica a organização.

Além dos filmes, durante o festival, serão realizados várias actividades de extensão, incluindo um seminário sobre as “Perspectivas de Desenvolvimento e Tendências da Indústria das Curtas-Metragens Chinesas“, que contará com a participação do vencedor da Palma de Ouro da Curta-Metragem no Festival de Cannes deste ano e produtor executivo de um dos filmes em exibição do presente Festival, “The Water Murmurs“, Shan Zuolong. Após a exibição da colecção de curtas-metragens “Inclusão“, as realizadoras locais do filme “Segurar Nas Tuas Mãos“, Hao Chit e Kiwi Chan, partilharão os seus pontos de vista com o público.

Com o apoio da Galaxy, a iniciativa será acompanhadapor duas actividades de extensão, designadamente, o “Farol da Guia – 3d Printing Workshop” e o “Workshop de Jogo de Sombras do Património Mundial”, que serão realizadas no 1.º andar do “Broadway Macau” e conduzidas em cantonense, com entrada livre. André Vinagre – Macau in “Ponto Final”


quinta-feira, 4 de novembro de 2021

Luxemburgo - Festival de cinema português está de volta

O Festival de Cinema Português está de volta ao grão-ducado. Entre os dias 12 e 19 de novembro serão exibidos, no Cinema Utopia, no Centro Camões e na Cinemateca do Luxemburgo, cerca de uma dezena de filmes em língua portuguesa


De acordo com o programa, o Festival inicia-se sexta-feira, dia 12, com a reprodução de “Bem Bom”, de Patrícia Sequeira.

No dia seguinte, a comédia “Diamantino”, de Gabriel Abrantes e Daniel Schmidt, promete fazer rir em bom português a audiência da cinemateca do Luxemburgo.

Já no dia 14, pelas 17h00 locais, o Instituto Camões irá passar “O labirinto da saudade”, uma obra de Miguel Gonçalves Mendes.

Na segunda-feira, dia 15, a cinemateca volta a receber outra produção, “Mar”, de Margarida Gil, e nos dias 17 e 18, respetivamente, “Alis Ubbo”, de Paulo Abreu, e “O grande Kilapy”, de Zézé Gamboa.

O último dia do Festival de Cinema Português será o mais preenchido. Inicia-se pelas 18h30 com “Soirée MotelX” e termina após a mostra de “A terra do não retorno”, de Patrick Mendes, “Sink away”, de Felix Cognard, “A mulher que viveu três vezes”, de Carlos Alberto Carrilho, e “Lobo solitário”, de Filipe Melo.

Esta iniciativa da Embaixada de Portugal no Luxemburgo e do Centro Cultural Camões conta com o apoio do Bom Dia. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


sábado, 12 de setembro de 2020

Itália - Prémio Leão de Futuro e o prémio especial do júri Horizontes no Festival de Cinema de Veneza para a realizadora portuguesa Ana Rocha de Sousa

Listen, a primeira longa-metragem da atriz e realizadora portuguesa Ana Rocha de Sousa, é inspirado em factos reais e conta a história de uma família portuguesa, emigrada no Reino Unido, e a quem são retiradas três crianças



A atriz e realizadora portuguesa Ana Rocha de Sousa venceu, este sábado, o prémio Leão de Futuro, de primeira obra, e o prémio especial do júri Horizontes no Festival de Cinema de Veneza, em Itália, pelo filme Listen.

O filme, inspirado em facto reais, foi distinguido com o prémio Leão do Futuro - Luigi De Laurentiis, no valor de 100 mil dólares (84,4 mil euros), e Ana Rocha de Sousa recebeu ainda o prémio especial do júri da secção competitiva 'Horizontes', informou a organização do festival, que chega hoje ao fim.

Listen, a primeira longa-metragem da Ana Rocha de Sousa, conta a história do drama familiar de uma família portuguesa emigrada no Reino Unido, a quem os serviços sociais lhe retiram os três filhos menores, por suspeita de maus tratos. In “Jornal I” - Portugal

terça-feira, 30 de junho de 2020

Taiwan – Filme da realizadora portuguesa Catarina Vasconcelos premiado no Festival de Cinema de Taipé

O filme “A metamorfose dos pássaros”, da realizadora portuguesa Catarina Vasconcelos, distinguido com o Prémio Especial do Júri do Festival de Cinema de Taipé, em Taiwan, anunciou a agência Portugal Film




“Depois de ter vencido o Prémio da Crítica Internacional – FIPRESCI, na Berlinale, onde teve a sua estreia mundial, e o Prémio do Melhor Filme no Festival de Vilnius, na Lituânia, a primeira longa-metragem da realizadora Catarina Vasconcelos venceu o Prémio Especial do Júri no Festival de Cinema de Taipé, o mais importante festival de cinema de Taiwan”, refere a Portugal Film, num comunicado divulgado.

A metamorfose dos pássaros”, a primeira longa-metragem de Catarina Vasconcelos, estava integrada na competição ‘New Talent’ (Novo Talento, em português), que inclui 12 filmes “que revelam novos cineastas”.

Catarina Vasconcelos, citada no comunicado da Portugal Film, recebeu “com enorme felicidade a notícia do Prémio Especial do Júri” do Festival de Cinema de Taipé, que começou na quinta-feira e termina em 7 de julho.

“Pensar que este filme tão pessoal chegou até Taipé já era uma enorme alegria. Mas talvez a maior alegria seja o perceber que não há fronteiras no pensamento da morte e das memórias”, afirmou.

Segundo a Portugal Film, “A metamorfose dos pássaros” já foi selecionado “para mais de 20 festivais internacionais, nos Estados Unidos, Rússia, Espanha, Grécia, Coreia, Canadá, Polónia, Brasil, México, Austrália, Itália, entre outros”. Além disso, “o filme também já foi vendido no território chinês, onde terá estreia comercial”.

Em Portugal, a primeira ‘longa’ de Catarina Vasconcelos será exibida no festival IndieLisboa, que decorre entre 25 de agosto e 5 de setembro, integrado na competição nacional.

Catarina Vasconcelos, 33 anos, demorou-se seis anos na criação deste filme, depois de ter feito a primeira curta-metragem, “Metáfora ou a tristeza virada do avesso” (2013), em contexto académico em Londres.

Os dois filmes aproximam-se em aspetos formais e temáticos e interligam-se porque Catarina Vasconcelos filmou a família, abordando a relação dos pais e a morte da mãe, na curta-metragem, e a história de amor dos avós e a morte da avó paterna – que nunca conheceu -, na longa-metragem.

“Eu queria que [o filme] fosse sobre esta família, mas que pudesse falar com outras pessoas. […] O tempo que ele demora é quase o tempo que eu demoro a conseguir sair de mim para chegar aos outros. Consegui libertar-me da minha família e do medo de inventar sobre eles, para poder inventar à vontade. Isso foi muito importante”, contou em entrevista à agência Lusa.

É por isso que Catarina Vasconcelos apresenta “A metamorfose dos pássaros” como um ‘documentário-ficção’, um filme que está no meio, um “híbrido de formas” baseado nas memórias das infâncias e juventudes da família e preenchido pela ficção.

Sobre este filme, Catarina Vasconcelos fala de “um processo altamente íntimo e pessoal”, na conjugação da montagem de som e imagem, devedora de uma relação que a realizadora tem com as artes plásticas e descrita como “uma coisa muito analógica, de bricolagem”.

Há planos que parecem pinturas ou fotografias animadas, composições visuais encenadas e metafóricas, cheias de simbolismos, sobre a passagem do tempo e sobre a omnipresença da natureza.

“Todo este lado que vem mais das artes plásticas foi muito importante e o filme não podia ter sido construído noutro sítio. Foram as soluções que encontrei para dar resposta a coisas que eu sentia”, explicou.

A metamorfose dos pássaros” foi produzido por Pedro Duarte e Joana Gusmão, com apoio financeiro do Instituto do Cinema e do Audiovisual, da RTP e da Fundação Calouste Gulbenkian. In “Bom dia Europa” – Luxemburgo com “Lusa”


sexta-feira, 1 de maio de 2020

Países Baixos - Realizador português vence festival de cinema

O filme “A mordida”, do realizador português Pedro Neves Marques, foi distinguido como a melhor curta-metragem de ficção no festival de cinema holandês Go Short, foi anunciado.

O festival deveria ter decorrido em Nijmegen, nos Países Baixos, mas, por causa da covid-19, foi alterado para uma edição ‘online’ que começou no dia 15.

Os prémios desta edição foram anunciados ‘online’ e “A mordida”, de Pedro Neves Marques, recebeu o prémio de melhor curta-metragem internacional de ficção, ficando ainda automaticamente nomeado para os prémios da Academia Europeia de Cinema.

A mordida” situa-se “algures entre o terror, a ficção científica e um drama queer”, com a narrativa centrada numa “relação poliamorosa e não-binária que procura sobreviver a uma epidemia que atravessa o Brasil”, lê-se na sinopse.

“O júri ficou muito impressionado com a narrativa inovadora e híbrida constantemente a oscilar entre um conto de ficção científica, um manifesto queer ou de poliamor e ativismo que denuncia a situação política no Brasil”, refere o festival.

O filme tem produção luso-brasileira e, segundo a agência Portugal Film, já foi exibido em vários festivais, nomeadamente no Canadá, Estados Unidos, Grécia e Suíça.

Esta é a terceira curta-metragem de Pedro Neves Marques, sucedendo a “Semente exterminadora” (2017) e “A arte que faz mal à vista” (2018).

Na competição do Go Short havia outros filmes de produção ou coprodução portuguesa: “Purple boy”, de Alexandre Siqueira, “Sol Negro”, de Maureen Fazendeiro, “Noite Perpétua”, de Pedro Peralta, “Salsa”, de Igor Dimitri, e “Estas mãos são minhas”, de André Miguel Ferreira.

A programação do festival conta ainda com os filmes “Entre sombras”, de Mónica Santos e Alice Guimarães, “Cães que ladram aos pássaros”, de Leonor Teles, e “Les extraordinaires mésaventures de la jeune fille de Pierre”, de Gabriel Abrantes. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo

sábado, 2 de novembro de 2019

Luxemburgo - Festival de Cinema Português



O filme de Patrícia Sequeira “Snu” é um dos destaques da edição deste ano do Festival de Cinema Português no Luxemburgo, que, entre 8 e 16 de novembro, apresenta mais oito filmes portugueses ao público luxemburguês.

De acordo com o cartaz do festival, uma organização conjunta do Centro Cultural Português – Camões e da embaixada de Portugal no Luxemburgo, ao longo de uma semana serão apresentados nove filmes que pretendem “mostrar ao Luxemburgo uma panóplia de géneros cinematográficos feitos em Portugal”.

Snu” (2019), um drama biográfico sobre a vida da companheira do líder do PSD e malogrado primeiro-ministro Francisco Sá Carneiro, de Patrícia Cerqueira e protagonizado por Inês-Castel Branco, encerra o festival em 16 de novembro.




Na abertura do festival, em 8 de novembro, será apresentado o drama “Gelo” (2016) de Luís e Gonçalo Galvão Teles, numa sessão que contará com a presença dos realizadores.





Os dramas “São Jorge” (2017), de Marco Martins (13 de novembro) e “Pedro e Inês” (2018), de António Ferreira (12 de novembro) são outros destaques do festival, com uma década de existência.

Completam o cartaz do festival a comédia romântica “Refrigerantes e Canções de Amor” (2016), de Luís Galvão Teles (09 novembro), o documentário “Cruzeiro Seixas: As Cartas do rei Artur” (2015), de Cláudia Rita Oliveira (10 novembro), o filme biográfico “Correspondências” (2016), de Rita Azevedo Gomes (11 de novembro), o drama “Tabu” (2012), de Miguel Gomes (14 de novembro) e a película de mistério e terror “Faz-me companhia” (2019), de Gonçalo Almeida, (15 de novembro) numa sessão com o diretor e produtora do filme.






As sessões decorrem na Cinemateca, cinema Utopia e Centro Cultural Português na cidade do Luxemburgo. In “Lux 24” – Luxemburgo


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Moçambique – Realidade moçambicana em filme exibido no Festival de Gutemburgo na Suécia



O título em causa é Our madness, o mesmo que nossa loucura, e foi exibido nos dias 26, 28, 30 e 31 de Janeiro, no Göteborg Film Festival, na Suécia. A obra cinematográfica, com hora e meia de duração, tem a realização do português João Viana, conhecido autor de várias curtas-metragens, e foi rodado em Moçambique há mais ou menos três anos.

A longa-metragem do realizador português alicerça-se à história de uma mulher para retratar contextos atinentes à realidade moçambicana, concentrando-se nos efeitos da guerra, questionando a essência da loucura e desafiando os conceitos sobre a lucidez.

Lucy é uma das personagens de Our madness, a qual, estando internada no Hospital Psiquiátrico de Infulene, arredores da cidade de Maputo, tem que conviver com a imagem distante do filho que foi arrancado dela e do marido, envolvido num conflito armado. Portanto, Our madness é uma produção sobre a realidade de um povo que ainda não se esqueceu das consequências geradas pelo som das armas, sem deixar à parte o folclore e o misticismo que caracteriza as sociedades africanas em geral.  

Este filme exibido semana passada na cidade sueca de Gutemburgo, na qual as temperaturas meteorológicas rondavam os 0 graus, é uma produção de Moçambique, Guiné-Bissau, Portugal e França, sendo que teve financiamento para pós-produção do Qatar, concretamente do Doha Film Institut, entidade que, entre muitas funções, fomenta o cinema e as produções de cineastas daquele país e estrangeiros.

Our madness integrou uma lista do Göteborg Film Festival constituída por cerca de 400 filmes de 83 países, o que quer dizer que o filme sobre Moçambique pode ser visto por milhares de pessoas no principal festival cinematográfico dos países nórdicos, o qual, nesta 42ª edição alertou aos participantes para a necessidade de preservação ambiental de forma sustentável.

Quanto ao elenco, a ficha técnica inclui: Bernardo Guiamba (Pack), Emerson Sanjane, (Enfermeira 1), Ernania Rainha (Lucy), Francisco Manjate (Enfermeira 2), Francisco Muxanga (Mau da fita), Hanic Corio (Rapaz), Janete Mutemba (Rapariga Louca 1), Jessica Laimo (Rapariga Louca 2), Mamadu Baio (Estrela Internacional), Rosa Mario (Padre). O argumento de Our madness pertence ao próprio director do filme, João Viana; o desenho de produção esteve com Marieta Mandjate e um dos produtores foi Sol de Carvalho. O desenho de som esteve com Mário Dias; a direcção de Fotografia com Sabine Lancelin; a montagem foi confiada a Edgar Feldman; a música esteve na responsabilidade de Pedro Carneiro e o som de Gabriel Mondlane. A produção foi encarregue a Les Filmes de l'aprés-midi, Telecine Bissau, Promarte  e Papaveronoir.

Our madness foi um dos 15 projectos seleccionados, em 2015, para o Cinefondation Atelier do Festival de Cannes, importante atelier que apoia realizadores com projectos inovadores, e foi distinguido no IndieLisboa com o Prémio Allianz para Melhor Longa-metragem Portuguesa no ano passado.

Além de Our madness, João Viana é autor das curtas-metragens A piscina, Alfama ou Tabatô e da longa metragem A batalha de Tabatô.

Outros filmes exibidos

À semelhança de Our madness, na presente edição do Göteborg Film Festival foram exibidos mais obras cinematográficas africanos, por exemplo: Rafifi (Quénia), The Harveresters (África do Sul) e When arabs danced (Marrocos). Do país anfitrião, destaca-se um título cuja projecção foi muito concorrida: Koko-di koko-da, da autoria do realizador e escritor sueco Johannes Nyholm. A fim de ver aquele filme, espectadores de vários cantos do mundo lotaram, no passado dia 31 de Janeiro, a principal sala do Göteborg Film Festival: o cinema Draken, em vigor desde 1956. A longa-metragem lançada no mês passado retrata os dramas enfrentados por um casal numa altura em que perdem o seu bem mais precioso: a filha. Segundo Johannes Nyholm, que respondeu às perguntas dos espectadores depois da projecção do filme, igualmente, Koko-di koko-da é uma história sobre relacionamentos e que se esmera em retratar uma circunstância de várias maneiras. Outros títulos de filmes exibidos durante uma semana e meia de festival, de 25 de Janeiro a 4 de Fevereiro, foram os suecos: Aniara, Boy in Bollywood, Moa Martinson – Landsmodern, Sasong, e Lucy one. Mas também houve propostas de outras latitudes, como as seguintes: Jumpman (Rússia), Volcano (Ucrânia), I fel good (França), 1985 (Estados Unidos), José (Guatemala), Domingo (Brasil) e Dry Martina (Chile).

Sobre o festival de Gutemburgo

O Göteborg Film Festival é o maior evento cinematográfico dos países nórdicos (Suécia, Noruega, Dinamarca, Finlândia e Islândia). Foi inaugurado em 1979 e já vai na sua 42ª edição. Uma das preocupações da organização é atrair artistas e apreciadores da sétima arte à cidade de Gutemburgo, onde viveu o escritor sueco Henning Mankell, que fundou e dirigiu o Teatro Avenida, a partir de 1986, na cidade de Maputo. Anualmente, a iniciativa atrai mais de 160 mil pessoas, provenientes de vários cantos do mundo e é antecedido por um festival para crianças na segunda quinzena de Janeiro. Paralelamente com a exibição de filmes, Göteborg Film Festival inclui debates e apresentações sobre a sétima arte. A presente edição decorreu entre 25 de Janeiro e 4 de Fevereiro. Cerca de 20% de toda a população de Gutemburgo vai ao festival, o que, para Howard Fishman, jornalista norte-americano que participou no evento, é extraordinário, pois isso faz com que a indústria do cinema mexa com as pessoas a nível internacional e da comunidade local sueca. Até porque, “pessoalmente, sinto que qualquer boa arte tem o poder de ser transformadora para uma audiência”, considerou Fishman, confessando que ficou muito impressionado com os filmes que viu. José dos Remédios – Moçambique in “O País”

quinta-feira, 5 de julho de 2018

Macau - Festival de Cinema quer ser “plataforma de intercâmbio” entre a China e os países de língua portuguesa

Conta com 24 filmes nas línguas chinesa e portuguesa e estende-se até 13 de Julho o Festival de Cinema entre a China e os Países de Língua Portuguesa. Na cerimónia de inauguração do evento, Mok Ian Ian, presidente do Instituto Cultural, afirmou que o festival pretende ser uma “plataforma de intercâmbio da cultura cinematográfica entre a China e os países de língua portuguesa”



Arrancou a primeira edição do Festival de Cinema entre a China e os Países de Língua Portuguesa, inserido no Festival de Artes e Cultura entre a China e os Países de Língua Portuguesa – Encontro em Macau. “A Ira do Silêncio”, do realizador chinês Xin Yukun, foi o filme escolhido para inaugurar a mostra, no Centro Cultural de Macau. No seu discurso, a presidente do Instituto Cultural, Mok Ian Ian, afirmou que, com o festival de cinema, “o público vai ter um conhecimento profundo sobre a tendência do desenvolvimento cinematográfico da China e dos países de língua portuguesa”.

O Festival de Cinema entre a China e os Países de Língua Portuguesa estende-se até ao próximo dia 13 de Julho, com um total de 24 filmes a serem projectados no Centro Cultural de Macau e na Cinemateca Paixão. O evento divide-se em três partes – Filmes em Chinês, Filmes em Português e Imagem Macau – e, segundo afirmou Mok Ian Ian, visa “estabelecer uma plataforma de intercâmbio da cultura cinematográfica entre a China e os países de língua portuguesa”.

Assim, para o segmento das películas em língua chinesa foram escolhidos “Livre e Fácil”, de Geng Jun, “Velho Animal”, de Ziyang Zhou, e “A Feiticeira Viúva”, de Cai Chengjie, entre outros. “Tabu”, de Miguel Gomes, “A Fábrica de Nada”, de Pedro Pinho, e “Aquarius”, de Kleber Mendonça Pinho, compõem a secção em língua portuguesa. Imagens Macau engloba “Cidade Progressiva e Monumental”, de Antunes Amor, “Macau, Jóia do Oriente”, de Miguel Spiguel, e “Cidade do Nome de Deus”, de Ricardo Malheiro. As versões restauradas de “Douro, Faina Fluvial” e “Aniki-Bóbó”, do cineasta português Manoel de Oliveira irão encerrar o festival.

O Festival de Cinema entre a China e os Países de Língua Portuguesa insere-se no Encontro em Macau, que inclui outros quatro eventos: a exposição “Chapas Sínicas – Histórias de Macau na Torre do Tombo, um serão de espectáculos entre a China e os países de língua portuguesa, um fórum cultural entre a China e os países de língua portuguesa e uma exposição anual de Artes entre a China e os Países de Língua Portuguesa. Mok Ian Ian explicou que o Festival de Artes e Cultura entre a China e os Países de Língua Portuguesa foi criado “para transmitir as essências culturais seculares entre a China e os países de língua portuguesa”. Catarina Vila Nova – Macau in “Ponto Final”

catarinavilanova.pontofinal@gmail.com

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

domingo, 18 de maio de 2014

São Tomé e Príncipe – FestFilm – Festival Internacional de Cinema

A Associação São-Tomense de Entretenimento e Comunicação Multimédia, Cultural e Artístico (ASSECOM) pretende realizar no próximo mês de Agosto de 2014 o FestFilm, o primeiro Festival Internacional de Cinema de São Tomé e Príncipe.

Esta organização criada na cidade de Aveiro em Portugal por estudantes da República de São Tomé e Príncipe e de Portugal, é presidida por Hamilton Trindade, pretende que o Festival seja uma parceria entre a ASSECOM e o Cine-Clube de Avanca, uma entidade experiente na realização deste género de eventos.

Segundo os promotores, o São Tomé FestFilm surge com o objectivo de desenvolver e dinamizar projectos nas áreas do cinema, televisão, vídeo e multimédia, através de actividades educativas com realização de workshops e conferências ligadas às áreas mencionadas.

Com este evento pretendesse fazer de São Tomé e Príncipe um ponto referencial no âmbito da sétima arte colocando assim, o país na rota do cinema internacional, despertando nos jovens o interesse da livre criação e divulgação da cultura são-tomense através do cinema.



A ASSECOM pretende ir mais além de um festival de cinema, apresentando uma programação multicultural paralela, pondo em cena espectáculos que valorizem a criação musical, teatral, artística, dança e literatura.

Os principais objectivos da ASSECOM são:

- Promover a iniciação do cinema amador e profissional tanto em São Tomé e Príncipe como na diáspora, tentando aproximar a realidade são-tomense ao universo do cinema;
- Incentivar a criação autoral na área do cinema, vídeo, televisão e Multimédia;
- Potenciar a circulação das obras e dos autores em território nacional e internacional;
- Incentivar a criação de novos produtores de conteúdos para televisão e cinema, dinamizando assim a corrente áudio visual ao nível local;
- Promover intercâmbios com as escolas do ensino básico e secundário para estimular a criação didáctica, explorando a componente da educação visual tecnológica para criação de filmes de animação juvenil, recorrendo a técnicas de animação tradicional. Baía da Lusofonia

quarta-feira, 2 de abril de 2014

FESTin


A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) apoia a quinta edição do Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa (FESTin) que irá decorrer entre os dias 02 a 09 de Abril de 2014, no cinema de São Jorge, em Lisboa.

Serão exibidos mais de 70 filmes oriundos de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e Portugal compõem uma programação diversificada e organizada em nove mostras e homenagem ao 25 de Abril.

O festival abre hoje, 02 de Abril de 2014, com a estreia em Portugal de Serra Pelada, de Heitor Dhalia. Às duas habituais secções de competição de longas e de curtas-metragens, junta-se este ano, pela primeira vez, a competição de documentários. A programação integra ainda duas novas mostras: “Democracia e Ditadura” e “País Convidado: França”, bem com uma homenagem a Cabo Verde, e as tradicionais mostras de Cinema Brasileiro (longas e curtas-metragens), Inclusão Social e Infantojuvenil.

Produzido pela Padrão Actual/ ASCULP – Associação Cultura e Cidadania de Língua Portuguesa, em coprodução com o Cinema São Jorge e a EGEAC-CML, o FESTin nasceu em 2010 com o objetivo de celebrar e fortalecer a cultura lusófona através do cinema, num ambiente de partilha, intercâmbio e inclusão social. Comunidade dos Países de Língua Portuguesa

Poderá aceder a mais informação aqui.