Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

Macau - Editora Mandarina Books lança álbum de recordações para registar evolução das crianças do Jardim de Infância D. José da Costa Nunes

A editora de livros infantis Mandarina lançou este mês um projecto feito à medida de acordo com os requisitos do Jardim de Infância D. José da Costa Nunes. Trata-se de um álbum de recordações onde a ideia é preencher o progresso e os marcos importantes dos alunos do jardim de infância. É um livro para ser começado no primeiro ano e preenchido pelas educadoras até o final do terceiro ano lectivo


Catarina Mesquita, fundadora da editora Mandarina Books, falou com o Ponto Final acerca do seu novo projecto, um livro no género de um álbum de recordações para os alunos do Jardim de Infância D. José da Costa Nunes registarem os seus marcos de crescimento.

“A ideia surge um bocadinho para dar continuidade àqueles livros de bebé que já existem em que os pais preenchem com a primeira vez que andaram, quanto pesava, quando nasceu, e eu senti que não existem livros de continuidade. Chega a uma fase da vida em que basicamente a criança começa a andar e acaba de haver esse registo”, disse Catarina Mesquita.

No caso deste livro a ideia passa por serem acrescentadas informações das crianças enquanto estão no jardim de infância. “É um livro que é para ser começado no primeiro ano, quando eles entram no K1 no Costa Nunes, com as educadoras a preencherem, e depois ir até ao fim”, prosseguiu.

O livro começa com uma breve história de uma página do Jardim de Infância D. José da Costa Nunes, e depois continua com os espaços para preencher com, por exemplo, a altura, quanto é que calçavam. E depois, a última página, é quanto medem ou quanto é que calçam quando saem do jardim de infância depois de completados os três anos. “Ou seja, é para veres um bocadinho a evolução da criança ao longo desses três anos”, explicou. Sobre o livro, a autora diz que “não é assim nenhuma obra literária” porque são sobretudo “espaços para preencher” e “indicações”.

O livro bilíngue apresenta o português como a primeira língua, seguindo-se depois o chinês com tradução feita por Tian Yuan, que já fez a tradução noutros livros da editora, tal como o ilustrador Fernando Chan.

Ao descrever o livro, Catarina Mesquita explica que achou que valia a pena fazer uma pequena introdução da história do Costa Nunes. “Há muita informação que está um bocadinho dispersa e perdida, e não consegui fazer um trabalho muito exaustivo sobre isso, mas acho que para o que é, e para as crianças também, não é preciso assim grande detalhe. Basicamente é uma página com uma história muito curtinha, resumida, acerca deste jardim de infância, algumas curiosidades, e esse é o texto assim mais longo que existe”, prosseguiu.

O álbum apresenta várias páginas em branco apenas com a indicação para as educadoras colarem fotografias de visitas de estudo ou das diferentes festividades que os alunos comemoraram na escola, por exemplo, como a festa de Natal, a festa do fim do ano ou até a ida ao Grande Prémio. “Há uma série de festividades que eles assinalam, e cada educadora depois terá o seu critério de preenchimento”, indica Catarina Mesquita.

O livro não vai estar à venda para o público em geral porque foi uma obra por encomenda da Mandarina, a primeira feita pela editora. “Era uma ideia que eu já tinha e que depois, em conversas com educadoras e com a própria direcção do Costa Antunes, foi logo aceite com muito agrado. Acabaram por participar muito também porque sendo uma coisa muito específica, neste caso da instituição, todos os espaços no livro estão de acordo com o que acontece lá. Visto isto, não faz sentido vender ao público em geral”, disse a autora. As 500 cópias do livro serão depois vendidas pelo jardim de infância aos pais dos seus alunos actuais.

Para a Mandarina, o projecto acaba também por abrir o precedente da possibilidade de fazer livros encomendados “porque até agora nós fizemos livros para o público em geral, e agora fizemos um livro, neste caso para um cliente ou uma instituição, e a nossa ideia é dar continuidade a isto”.

Catarina Mesquita acrescenta ainda que tem como objectivo que este livro seja o primeiro que ocupa uma determinada fase, e em cada etapa escolar surgir a possibilidade de haver um livro com espaços diferentes para preencher, com aquisições diferentes ao logo da vida. “Um resumo das histórias que eles vivem”, concluiu. Joana Chantre – Macau in “Ponto final”

Joanachantre.pontofinal@gmail.com



quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Itália - Dois livros portugueses distinguidos em Bolonha



Os livros ilustrados portugueses “Plasticus Maritimus” e “Troca-Tintas” foram distinguidos pela Feira do Livro Infantil e Juvenil de Bolonha, marcada para março em Itália, anunciou esta terça-feira a organização.

Plasticus Maritimus, uma espécie invasora”, da bióloga Ana Pêgo e da escritora Isabel Minhós Martins, ilustrado por Bernardo P. Carvalho, recebeu uma menção na categoria de melhor livro de não ficção para a infância e juventude.

Troca-Tintas”, de Gonçalo Viana, obteve uma menção do júri na categoria de “Opera Prima”.

Anualmente, a Feira do Livro Infantil e Juvenil de Bolonha distingue os melhores livros editados em todo o mundo, em diferentes categorias, como ficção, não ficção e, pela primeira vez este ano, banda desenhada. Nesta edição o júri analisou mais de 1800 livros de 41 países.

Sobre “Plasticus Maritimus, uma espécie invasora”, o júri destaca a variedade de técnicas e “o formato único” deste guia de campo sobre ativismo e criatividade.

Editado pela Planeta Tangerina, “Plasticus Maritimus” é um livro informativo sobre meio ambiente e um guia de exploração, para os leitores que queiram também ser mais ativos na defesa da natureza.

Inspirada na nomenclatura científica que identifica as espécies da natureza, a bióloga Ana Pêgo criou em 2015 um bilhete de identidade para designar a presença de plástico nos oceanos – Plasticus Maritimus.

A partir daí, desenvolveu todo um trabalho de consciencialização para o problema, com a realização de oficinas para crianças, exposições com o plástico recolhido em praias e partilha de informações com outros ativistas.

Na obra explica-se, por exemplo, que um ‘beachcomber’ é alguém que recolhe lixo nas praias e se torna num “coleccionador que se interessa pela origem e pela história dos objetos que encontra”.

Há ainda dados estatísticos sobre a vida na Terra e sobre poluição – por exemplo, uma garrafa de plástico demora 450 anos a degradar-se -, é dado um enquadramento histórico sobre a produção de plástico e uma cronologia sobre “coisas importantes que já aconteceram entre pessoas e oceanos”.

As autoras deixam ainda conselhos práticos para uma ‘saída de campo’, para recolha de lixo, e enumeram tipos de ‘plasticus maritimus’ comuns e raros que se encontram nas praias, como beatas de cigarro, palhinhas, cotonetes, pequenos brinquedos, moedas e lancetas de diabéticos.

Para Isabel Minhós Martins e Bernardo P. Carvalho, este é um novo reconhecimento por parte da feira, uma vez que, em 2019, o livro “Atlas das viagens e dos exploradores”, assinado por ambos, foi eleito o melhor de não ficção.

Troca-Tintas”, distinguido no prémio para primeiras obras, é elogiado pelo júri pelo estilo “fresco, distinto e ousado, conseguido de forma impressiva para uma estreia”.

Com selo da Orfeu Negro, “Troca-Tintas” é um livro para a infância sobre a perceção da realidade, quando se mudam as cores habituais das paisagens e dos objetos.

A narrativa segue dois amigos num mundo às avessas, em que as árvores têm a copa branca e as nuvens são verdes, numa paisagem desarrumada que baralha as pessoas.

O livro assinala a estreia de Gonçalo Viana como autor em nome próprio – assinado a ilustração e o texto -, depois de ter ilustrado “Os livros do rei” e “Parece um pássaro”, ambos de David Machado, “O toiro azul”, de Manuela Costa Ribeiro, e “Esqueci-me como se chama”, de Daniil Harms.

Formado em Arquitetura, Gonçalo Viana dedica-se atualmente em exclusivo à ilustração, tanto para imprensa portuguesa e estrangeira como para álbum ilustrado. Em 2008, Gonçalo Viana recebeu o Grande Prémio Stuart de Desenho de Imprensa.

Troca-Tintas” já serviu de inspiração para o espectáculo “A Árvore Branca”, criado e interpretado por Raimundo Cosme para crianças pré-leitoras, e que está em cena até domingo no teatro LU.CA – Teatro Luís de Camões, em Lisboa, seguindo depois em itinerância por outras cidades.

A 57.ª Feira do Livro Infantil e Juvenil de Bolonha decorrerá de 30 de março a 02 de abril.

Em 2019, o livro “Atlas das viagens e dos exploradores”, de Isabel Minhós Martins e Bernardo P. Carvalho, foi eleito o melhor de não ficção pela feira. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo

terça-feira, 24 de dezembro de 2019

China - Galo de Barcelos protagoniza série infantil na televisão oficial

O galo de Barcelos é um dos heróis da série infantil ‘O panda e o galo’, que estreou esta semana no canal estatal chinês de televisão dedicado as crianças.

Segundo um comunicado da Televisão Central da China (CCTV, na sigla inglesa), a série juntou o departamento de animação da empresa estatal chinesa e a produtora portuguesa Stopline, criada por Leonel Vieira.

Em 52 episódios, ‘O panda e o galo’ conta as aventuras do panda Hehe e do galo de Barcelos, descrito pela CCTV como “um animal popular e auspicioso e a mascote de Portugal”.

A série foi pensada para “integrar elementos característicos e as culturas da China e de Portugal”, sublinha a televisão chinesa. A personagem do galo de Barcelos aparece a jogar futebol e tem um avô que toca guitarra portuguesa.

‘O panda e o galo’ pode ajudar “as crianças chinesas a saber mais sobre o mundo multicultural”, diz a CCTV.

Embora não mencione planos para transmitir a série em Portugal, o comunicado refere que pode também “contar histórias chinesas ao mundo”.

‘O panda e o galo’ faz parte de uma série de co-produções internacionais chamada ‘Panda +’, que já juntou a CCTV a produtoras da República Checa, Nova Zelândia, Rússia e África do Sul. In “Mundo Lusíada” – Brasil com “Lusa”

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Festival da Canção Infantil dos Países de Língua Portuguesa



Terá lugar amanhã, 17 de outubro, às 15 horas, a conferência de imprensa de apresentação do “Festival da Canção Infantil dos Países de Língua Portuguesa”, nas instalações da UCCLA.

O Festival da Canção Infantil dos Países de Língua Portuguesa é um projeto sem fins lucrativos, organizado pela Associação Estrela da Lusofonia, onde a associada Sophie Baessa, é a mentora deste projeto. Desde 2011 dedica-se maioritariamente à realização de eventos culturais, tem aberto espaços para as artes performativas e novos talentos.

O festival integra crianças dos nove países de Língua Oficial Portuguesa, com idades compreendidas entre os 6 e 12 anos.

Este projeto visa contribuir para o desenvolvimento de valores humanos, com vista à construção de sociedades de paz, de respeito, de direitos, de partilha e de solidariedade. É neste conceito que o festival está projetado, deixar que esses valores sobressaiam através de um evento musical. A organização optou que o evento não tivesse caraterísticas de um concurso, é um festival itinerante, será realizado anualmente no âmbito das comemorações do dia da Língua Portuguesa e da Cultura na CPLP.

O Festival da Canção Infantil dos Países de Língua Portuguesa conta com o apoio institucional da UCCLA e da CPLP.

Morada:

Casa das Galeotas
Avenida da Índia, n.º 110 (entre a Cordoaria Nacional e o Museu Nacional dos Coches), em Lisboa
Autocarros: 714, 727 e 751 - Altinho, e 728 e 729 - Belém
Comboio: Estação de Belém
Elétrico: 15E - Altinho
Coordenadas GPS: 38°41’46.9″N 9°11’52.4″W

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Portugal - Estudo revela que o ambiente contribui para as diferenças de género na atividade física e obesidade infantil

O ambiente local – social e construído – promove modelos de discriminação na prática desportiva infantil baseada no sexo, contribuindo bastante para a obesidade em meninas. A conclusão é de um estudo realizado por uma equipa do Centro de Investigação em Antropologia e Saúde (CIAS) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC).

Trata-se de um estudo pioneiro que avalia a relação entre o ambiente e as diferenças de género na atividade física e nas taxas de prevalência da obesidade infantil.

A equipa, liderada por Helena Nogueira, começou por avaliar em que medida a atividade física influencia a prevalência da obesidade infantil por género. Foram avaliadas 2253 crianças de 19 escolas públicas e privadas do distrito de Coimbra, com idades compreendidas entre os 6 e os 11 anos (49,3% meninas e 50,7% meninos). Observou-se que as meninas apresentaram valores mais altos de excesso de peso e obesidade em comparação com os meninos (25,1% e 20,1%, respetivamente). Verificou-se, sem surpresa, que o envolvimento em práticas desportivas organizadas fora da escola é significativamente maior nas crianças do sexo masculino (73,8% nos meninos e 66,5% nas meninas). Observou-se ainda que a prática desportiva tem um impacto positivo no peso das meninas, revelando pouca influência no peso dos meninos.

Com base nestes resultados, os investigadores tentaram identificar os fatores ambientais que explicam a diferença de género na obesidade infantil. Para tal, avaliaram a oportunidade de prática desportiva no concelho de Coimbra através de um questionário realizado em ginásios, associações e clubes desportivos, entre outros, com oferta formal de atividades desportivas para a faixa etária entre os 6 e 11 anos.

«Efetuámos o levantamento das atividades disponíveis e estabelecemos três categorias de frequência - mistas, isto é, frequentadas por ambos os sexos, modalidades só frequentadas por meninas e modalidades só frequentadas por meninos – e descobrimos que a oferta é muito desequilibrada, penalizando fortemente as meninas», relata Helena Nogueira.

Ao todo responderam 33 instituições, verificando-se que a disponibilidade de atividades desportivas é discriminatória. «Das 23 modalidades identificadas, 13 apresentam frequência mista, 7 são frequentadas exclusivamente por meninos e apenas três estão voltadas para as meninas (dança, ballet e ginástica). Esta realidade prejudica as oportunidades de as meninas praticarem desporto fora da escola, o que é, só por si, uma desvantagem social», sublinha a investigadora.

Segundo a também docente do Departamento de Geografia da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, as conclusões deste estudo, publicado no American Journal of Human Biology, sugerem várias reflexões: «verificou-se que a prevalência da obesidade é maior em crianças de classes sociais mais baixas, que são também as que têm menos condições de pagar atividades desportivas fora da escola. Por isso, não só é necessário criar mais oportunidades para as meninas se envolverem nos seus desportos favoritos, como também proporcionar modalidades desportivas para a frequência fora da escola a um custo que as famílias com menores condições económicas possam suportar».

Como medidas para combater a epidemia da obesidade infantil e promover a igualdade de género na prática desportiva, a investigadora preconiza, por exemplo, «a atribuição de incentivos (subsídios) de apoio às instituições que oferecerem às crianças mais pobres oportunidades de acederem à prática de desporto fora da escola; a alteração do currículo no ensino básico, introduzindo mais tempo para atividade física obrigatória».

Este estudo foi financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) e faz parte do projeto de investigação “Desigualdades na obesidade infantil: o impacto da crise económica em Portugal de 2009 a 2015”, coordenado por Cristina Padez. Universidade de Coimbra “Faculdade de Ciências e Tecnologia” - Portugal

sábado, 11 de novembro de 2017

Brasil – Banda Britânica Coldplay visita setor infantil do Instituto do Coração

A banda Britânica Coldplay, que fez show em São Paulo nos dias 7 e 8 deste mês, fez uma visita surpresa à brinquedoteca do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas (InCor), na quarta (8). Segundo informações, eles teriam tocado algumas músicas para as crianças no setor de cirurgia infantil, no 5º andar da unidade.

O Vá de Cultura entrou em contato com a assessoria de imprensa do hospital, que confirmou a visita da banda. Segundo eles, o grupo foi ao instituto para conhecer o trabalho de musicoterapia lá desenvolvido. In “Vá de Cultura” - Brasil

Veja o video aqui

terça-feira, 13 de junho de 2017

Macau - Músicas apresentam “poemas ricos” às crianças

A Casa de Portugal lançou um álbum de músicas infantis intitulado “Castelos no Ar”. Com um total de 12 canções, compostas e arranjadas por músicos do território, o disco inclui poemas de autores portugueses, procurando mostrar “o peso de Portugal na literatura”



O Pequeno Auditório do Centro Cultural de Macau teve casa cheia na passada sexta-feira para o lançamento de “Castelos no Ar”, um disco com 12 canções compostas por Tomás Ramos de Deus e Felipe Fontenelle, com arranjos e produção musical a cargo de Miguel Andrade. No entanto, e apesar do CD se focar principalmente nas crianças, as letras são compostas por poesia portuguesa, da autoria de Sophia de Mello Breyner, José Jorge Letria, Miguel Torga, Fernando Pessoa, Manuel António Pina, entre outros.

“Em vez de estarmos a fazer um disco com as canções do ‘Atirei o pau ao gato’, ‘Joana come a papa’, que são um pouco pobres em termos de mensagem, pensámos que mais valia as crianças saberem coisas ricas e bonitas. É um privilégio saberem poemas de Fernando Pessoa com sete ou oito anos”, explicou Tomás Ramos de Deus, um dos músicos, em declarações ao Jornal Tribuna de Macau.

A iniciativa nasceu da ideia da Casa de Portugal em Macau de ter um “projecto para crianças” aliada à vontade dos músicos, que também tinham esse “sonho antigo”, e uma “inspiração emergente”, com o nascimento do filho de Tomás Ramos de Deus e do sobrinho de Felipe Fontenelle.

“Castelos no Ar”, título inspirado numa música do poeta Manuel António Pina, pretende estimular a “magia, imaginação e criatividade” nas crianças, com “poemas ricos” para mostrar “o peso de Portugal na literatura”, sublinhou Tomás Ramos de Deus.

Por outro lado, o público chinês não foi esquecido, já que o álbum é apresentado em versão bilingue (nos textos), com o intuito “de dar a conhecer a literatura portuguesa ao público chinês, que é também uma das missões da Casa de Portugal”.

O lançamento de “Castelos no Ar”, iniciativa inserida no programa de comemorações de “Junho, Mês de Portugal”, teve lugar no Centro Cultural de Macau, com muitas surpresas para os presentes. Houve uma produção criativa a cargo da equipa da Casa de Portugal liderada por Elisa Vilaça, incluindo a presença de alunos da Escola Portuguesa de Macau e do Jardim de Infância D. José da Costa Nunes, projecção de vídeos, marionetas e muita animação.

Para além dos músicos que integram o projecto, o lançamento do disco no Pequeno Auditório do Centro Cultural contou com a presença de Luís Bento na bateria, Paulo Pereira nas percussões e ukulele e o acordeonista Slobodan, vindo da Madeira propositadamente para este concerto.

O disco “Castelos no Ar” já pode ser adquirido nas instalações da Casa de Portugal, havendo ainda a vontade do organismo de divulgar o projecto junto das escolas. Pedro Santos – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Século

Nos últimos dias a Colónia Balnear Infantil O Século em São Pedro do Estoril voltou às páginas dos jornais e pelo pior motivo, a ausência de condições para oferecer umas férias merecidas na praia a crianças carenciadas. Noutros tempos milhares de crianças de todo o país beneficiavam desta Colónia Balnear que tinha no director do jornal O Século, João Pereira da Rosa, um homem que se preocupava que a instituição tivesse todas as condições para alojar condignamente as crianças.
Vieram-me à memória os tempos da minha meninice, quando no final da década de cinquenta do século passado visitava estas instalações acompanhando os meus tios avós que todos os anos visitavam as instalações de São Pedro, onde num turno de férias se encontravam umas crianças nossas conhecidas, que viviam precariamente no bairro de Campo de Ourique em Lisboa.
As instalações eram abertas às visitas que podiam observar como na realidade eram tratados os jovens, e os sorrisos estampados nas faces das nossas amigas, demonstravam a alegria que era estar uns dias na Colónia, fora dum espaço difícil, de uma cave do nº 43 da Rua Carlos da Maia. Todos os anos diziam que queriam voltar no verão seguinte.
Nós, os lisboetas, sabíamos que a fonte principal de receita para esta Obra era a Feira Popular e quando chegou a hora das negociatas aos terrenos de Entrecampos, percebeu-se logo que seria a Colónia Balnear a mais sacrificada de um negócio de políticos.
Felizmente as notícias alertaram uma nobre pessoa que perante o que estava a ler, indignou-se e resolveu tomar a iniciativa de ajudar a Fundação que herdou esta Colónia de Férias Infantil. Aqui ficam registadas as palavras do benemérito: “Fui educado desde miúdo a ajudar os outros. Acho que tenho de devolver à sociedade aquilo que ela me permitiu ter.” Baía da Lusofonia