Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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terça-feira, 5 de agosto de 2025

Taiwan - Endurece requisitos de viagem de funcionários públicos a Macau e Hong Kong

Taiwan alterou os requisitos de viagem para funcionários públicos que visitem as regiões administrativas especiais chinesas de Hong Kong e Macau, informou a imprensa local.


Segundo fontes citadas pelo jornal Taipei Times, próximo do Executivo liderado por William Lai, o Conselho de Assuntos do Continente (MAC, na sigla em inglês) – responsável pelas relações com a China – alterou a regulação vigente para exigir que os funcionários que viajem por “motivos não oficiais” a estes territórios apresentem relatórios antes e depois das visitas. Os que não entregarem essas informações poderão enfrentar “medidas disciplinares”, indicaram as fontes, acrescentando que as mudanças legislativas serão submetidas ao parlamento para aprovação e implementação definitiva.

“As viagens à China, Hong Kong e Macau implicam riscos crescentes, e Taiwan vai reforçar ainda mais o sistema de gestão do seu pessoal governamental”, referiram as fontes, explicando que os relatórios devem incluir também detalhes sobre reuniões ou contactos com “pessoas específicas” desses territórios.

A mudança ocorre cerca de meio ano após William Lai ter anunciado um conjunto de iniciativas para contrariar as operações de influência de Pequim. Entre as medidas está a obrigação de divulgação, por parte de todos os funcionários do Governo, a nível central e local, de qualquer participação em intercâmbios com entidades chinesas.

Em Abril, o Executivo taiwanês já tinha endurecido os critérios para a atribuição de residência a cidadãos de Hong Kong e Macau, por “razões de segurança nacional”. Na altura, o presidente do MAC, Chiu Chui-cheng, explicou que os requerentes de residência oriundos destes territórios passarão a ser avaliados sob uma nova categoria que incluirá um “período de observação de segurança nacional”, com o objectivo de “garantir maior segurança” para os cidadãos de Taiwan. In “Ponto Final” - Macau


sábado, 25 de janeiro de 2025

Tailândia - Regista primeiros casamentos “gay”

A Tailândia celebrou os seus primeiros casamentos LGBTQ+ com a entrada em vigor de uma lei que autoriza a união entre pessoas do mesmo sexo, uma novidade no sudeste asiático. Centenas de casais “deram o nó” em vários locais da Tailândia, incluindo na capital, Banguecoque, onde decorreu um casamento em massa numa atmosfera de celebração apoiada pelo governo da Primeira-Ministra Paetongtarn Shinawatra.



A Tailândia junta-se assim ao Nepal e a Taiwan na pequena lista de países ou territórios asiáticos líderes em matéria de direitos LGBTI, enquanto em nações como a Índia e o Japão a legalização dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo é travada no sector político e nos tribunais. Por outro lado, a comunidade gay continua a enfrentar o estigma e a perseguição em países como a Malásia, Indonésia ou Brunei.

Dois conhecidos actores tailandeses, Apiwat “Porsch” Apiwatsayree, de 49 anos, e Sappanyoo “Arm” Panatkool, de 38, receberam a certidão de casamento num cartório de Banguecoque, enquanto duas mulheres, Sumalee Sudsaynet, de 64 anos, e Thanaphon Chokhongsung, de 59, oficializaram a união noutro bairro da capital. “Estamos muito felizes, esperámos 10 anos por este dia”, declarou Thanaphon, citada pela agência AFP.

Enquanto isso, dezenas de casais LGBTQ+ vestidos com trajes de casamento tradicionais e contemporâneos acorreram a um grande salão num centro comercial para uma cerimónia colectiva organizada pela ‘Bangkok Pride’ e autoridades da cidade. No local, fileiras de funcionários em mesas ajudavam os casais a preencher formulários de casamento antes de receberem as suas certidões.

Ariya “Jin” Milintanapa, transgénero, disse estar “entusiasmada” com este dia, após duas décadas de espera. “Este dia é importante não só para nós, mas para os nossos filhos. A nossa família finalmente será uma”, afirmou.

A lei do casamento igualitário foi aprovada em Junho e ratificada em Setembro pelo rei Maha Vajiralongkorn. A legislação utiliza termos de género neutro em vez de “homens”, “mulheres”, “esposos” e “esposas”, e concede direitos de adopção e herança aos casais do mesmo sexo.

A Primeira-Ministra Paetongtarn Shinawatra declarou na semana passada que, independentemente do género, o “amor não tem limites nem expectativas”. “Todos serão protegidos pelas mesmas leis”, assegurou.

A Tailândia tem uma fama internacional de tolerância com a comunidade LGBTQIA+ e inquéritos publicados por meios de comunicação locais revelam amplo apoio ao casamento igualitário. No entanto, grande parte deste reino de maioria budista mantém valores tradicionais e conservadores, e as pessoas sexualmente diversas dizem enfrentar obstáculos e discriminação na vida quotidiana. In “Jornal Tribuna de Macau” com “Agências Internacionais”


segunda-feira, 15 de abril de 2024

Macau - Classificação de bem imóvel garante protecção da Casa Comemorativa Sun Yat Sen, defende o Instituto Cultural

Reagindo às preocupações de Taiwan em relação à classificação da Casa Comemorativa Sun Yat Sen como imóvel protegido, o que dá à RAEM direito de preferência na eventual venda da propriedade, o Instituto Cultural veio indicar que a classificação garante melhor protecção dos seus valores culturais, sem colocar restrições ao uso normal da casa.


O Instituto Cultural (IC) de Macau referiu que a classificação da Casa Comemorativa Sun Yat Sen como imóvel protegido pode dar uma “melhor garantia de salvaguarda do seu valor patrimonial” através da legislação conexa em vigor. A declaração do IC surgiu depois de o Conselho para os Assuntos do Interior de Taiwan ter manifestado oposição à classificação, o que prevê direito de preferência sobre o imóvel da RAEM quanto a uma possível venda no futuro.

O organismo destacou que a classificação desse bem imóvel localizado no n.º 1 da Rua de Silva Mendes está em conformidade com a Lei de Salvaguarda do Património Cultural e teve procedimento iniciado em Março do ano passado. A inclusão da Casa Memorial do Dr. Sun Yat-Sen na lista de bem imóvel classificado foi oficialmente anunciada em Março deste ano, “após a avaliação do valor histórico arquitectónico e cultural do referido bem imóvel”, bem como “após a auscultação das opiniões do proprietário, do Conselho do Património Cultural e após o procedimento de consulta pública”, garantiu.

Numa nota de imprensa publicada na quarta-feira, o IC reiterou que a lei não impõe restrições ao uso normal da Casa, apontando que a maioria dos actuais bens imóveis classificados de Macau são propriedade privada, e os respectivos proprietários podem usufruir dos correspondentes benefícios fiscais e medidas de apoio.

“A lei não estabelece restrições sobre a compra e venda de imóveis classificados”, referiu o organismo liderado actualmente por Leong Wai Man, “desde que seja cumprido o exercício do direito de preferência em nome da RAEM no acto de venda e compra desses imóveis classificados”.

No fim do comunicado de esclarecimento, as autoridades mencionaram ainda que o procedimento de classificação o mecanismo de salvaguarda, as medidas de apoio e o direito de preferência na aquisição de bens imóveis encontram-se igualmente abrangidos no regime jurídico de protecção do património cultural em outros países e regiões, tais como Portugal, Japão e Taiwan.

A classificação da Casa Comemorativa Sun Yat Sen em Macau foi tema de discussão num relatório apresentado pelo Conselho para os Assuntos do Interior de Taiwan, proprietário do imóvel, ao órgão legislativo da ilha. O relatório tem como objectivo pedir intervenção das autoridades de Taiwan de forma a travar a classificação procedida pelo Governo de Macau. Segundo revelou o documento, o Conselho já enviou duas cartas ao Executivo de Macau no ano passado para pedir que a Casa Comemorativa Sun Yat Sen não seja classificada.

Em termos da lei de salvaguarda do património cultural, a RAEM goza do direito de preferência no caso de venda ou doação em pagamento de bens imóveis classificados. Contudo, citado pelo referido relatório, o órgão de Taiwan afirmou que não há planos, para já, para a venda do imóvel.

Por outro lado, Pequim reagiu também ao relatório do Conselho para os Assuntos do Interior de Taiwan. A questão foi levantada na habitual conferência de imprensa do Gabinete dos Assuntos de Taiwan do Conselho de Estado, onde os jornalistas pediram um comentário sobre o impacto na gestão da Casa e a possível apropriação do imóvel. Zhu Fenglian, porta-voz do Departamento, afirmou que a “apropriação compulsiva” do imóvel é “uma especulação totalmente infundada” e uma “manipulação política”. Reiterou ainda que a classificação da Casa Memorial do Dr. Sun Yat-Sen por parte das autoridades de Macau está de acordo com a lei e os regulamentos e é “razoável e sensata”. Catarina Chan – Macau in “Ponto Final”


sexta-feira, 9 de junho de 2023

Singapura - Embaixada portuguesa distingue projecto TUGA, de Carlos Couto

A Embaixada de Portugal em Singapura distinguiu Carlos Couto, proprietário do estabelecimento TUGA, com o grau Ouro da Medalha de Mérito das Comunidades Portuguesas. “O TUGA é um modelo de negócio único que promove Portugal através da sua gastronomia”, afirmou o embaixador Mário Miranda Duarte. “Não estava à espera disto; é o reconhecimento pelo trabalho da equipa toda que tem estado a trabalhar nos dois TUGA“, comentou Carlos Macedo Couto, em declarações ao Ponto Final


Carlos Couto recebeu na quarta-feira o grau Ouro da Medalha de Mérito das Comunidades Portuguesas das mãos do embaixador de Portugal em Singapura, Mário Miranda Duarte, devido ao projecto de restauração TUGA na cidade-Estado. A cerimónia de entrega da distinção foi integrada nas celebrações do 10 de Junho.

No discurso que fez aquando da atribuição da distinção, o embaixador português frisou que “mais do que um restaurante, o TUGA é um modelo de negócio único que promove Portugal através da sua gastronomia, dos seus produtos gourmet e dos seus magníficos vinhos”. “Um modelo de negócio criado para celebrar a viagem que os navegadores portugueses iniciaram há cinco séculos com o sonho de introduzir produtos de comércio desconhecidos nos mercados da Europa”, acrescentou.

Para Mário Miranda Duarte, tanto o restaurante de Taiwan como o de Singapura “são dos mais prestigiados nas duas cidades asiáticas e fazem parte dos roteiros gastronómicos de residentes e de turistas que visitam ambas cidades, assumindo simultaneamente a liderança na importação de vinhos portugueses”. “Defensor permanente do que é português, Carlos Couto prepara-se para novos desafios na sua carreira na Ásia, onde se tornou uma personalidade que é sinónimo da qualidade dos portugueses emigrados pelo mundo”, concluiu.

Em Singapura, o arquitecto aliou-se a uma sócia local, Sue-Shan Quek – que já frequentava o espaço de Taipé. Nelson Santos dirige a cozinha em Taiwan e Tiago Martins coordenada os pratos em Singapura. A aposta do projecto de restauração recai também sobre os vinhos, cervejas e águas de Portugal.

O TUGA é “uma grande montra de Portugal”, diz Carlos Couto

Em declarações ao Ponto Final, o arquitecto começou por dizer que não estava à espera do reconhecimento por parte da Embaixada Portuguesa em Singapura. Este é “o reconhecimento pelo trabalho da equipa toda que tem estado a trabalhar nos dois TUGA”, comentou.

“Onde nos estabelecemos, como em Taipé e Singapura, é uma grande montra de Portugal e foi esse o motivo que terá levado a Embaixada a propor a atribuição da distinção”, sublinhou o líder do projecto TUGA, que viveu muitos anos em Macau.

Questionado sobre a possibilidade de trazer o projecto para Macau, Carlos Couto diz que “o TUGA funciona bem em locais em que haja um grande desconhecimento dos vinhos de Portugal, que não é o caso de Macau”. “Não é o mesmo que fazemos nestes mercados em que os vinhos portugueses são totalmente desconhecidos”, completou o arquitecto radicado em Taipé.

O restaurante TUGA em Singapura foi agraciado no fim de 2021 com o prémio Best Western Restaurant – Casual Dining Award entregue pela Restaurant Association of Singapore’s Epicurean Star Awards. Além disso, o TUGA Singapura foi distinguido na primeira metade de 2021 como o Melhor Novo Restaurante do Ano pela World Gourmet Summit, o mais prestigiado evento gastronómico do sudeste asiático. André Vinagre – Macau in “Ponto Final”


segunda-feira, 10 de outubro de 2022

Macau - Investigadora reencontra busto de Tamagnini Barbosa perdido em armazém

A escultura, da autoria de Oseo Acconci, estava em paradeiro desconhecido. Jane Lei, estudante de doutoramento da MUST, encontrou o busto de bronze, durante a sua investigação em 2020, envolto em plástico-bolha, numa arrecadação fechada na Escola Oficial Zheng Guanying. A obra está agora em exibição no segundo andar do Museu de Arte de Macau, que ficou com ela no seu acervo

O busto de bronze do antigo Governador de Macau Artur Tamagnini de Souza Barbosa foi encontrado, em 2020, embrulhado em plástico-bolha numa arrecadação subterrânea da Escola Oficial Zheng Guanying, por Jane Lei, na altura estudante de doutoramento da Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau (MUST, na sigla inglesa). “Nem queria acreditar no que estava a ver. Encontrei o busto numa arrecadação subterrânea, perto do estacionamento da escola, mas não quero estar a apontar o dedo à escola, porque acredito que, na verdade, eles não sabiam o que fazer com a escultura”, explicou Jane Lei ao Ponto Final, que aproveita a conversa com o nosso jornal para agradecer a autorização que lhe foi concedida para ter visto a escultura.

Erigido em 1940 junto ao antigo Asilo de Mendicidade Maria Ana Accioili Tamagnini Barbosa, o busto de bronze foi moldado pelo escultor italiano Osseo Acconci e colocado num pedestal de mármore, com inscrições em português e em chinês. Na altura, a obra não foi encomendada pelo Governo, mas sim por um grupo de pessoas que pagaram a Acconci 2750 patacas. O asilo foi construído com o propósito de receber refugiados oriundos da China na altura.

Posteriormente, quando o asilo foi encerrado, o busto foi armazenado no Leal Senado até ser “resgatado” por um funcionário público, responsável pelos jardins da cidade, Alfredo Augusto de Almeida (1898-1971), que o colocou no Jardim da Flora, após a sua renovação, onde esteve muitos anos.

Depois disso, por iniciativa do filho Mariano Tamagnini Barbosa, o busto foi colocado, em 1997, na Escola Primária Luso-Chinesa de Tamagnini Barbosa, onde, actualmente, existe a Escola Oficial Zheng Guanying, desde 2011.

Para a investigadora, a culpa deste património da história de Macau ter chegado ao ponto de ficar embrulhado em plástico-bolha numa arrecadação “é exclusiva do Governo de Macau”. “O importante frisar aqui é que o Governo não tratou dessas esculturas como devia. Não prestou a devida atenção a estas obras de arte, a este património. Se não fossem algumas pessoas ligadas ao Instituto Cultural, mas apenas na esfera privada, a mostrar interesse no busto, ele continuaria perdido. Pelo menos, agora pode ser visto no Museu de Arte de Macau”, congratula a investigadora.

Artur Tamagnini de Souza Barbosa (1880-1940), que desempenhou o cargo por três vezes (1918 a 1919, 1926 a 1930 e 1937 a 1940), foi um governador bem visto pela comunidade chinesa do território, tendo sido diversas vezes agraciado pelo seu trabalho durante os três mandatos. Um jornal chinês, datado de 24 de Setembro de 1940, noticiou que “ele tinha um notável historial de feitos políticos, especialmente no que às necessidades efectivas da população dizia respeito”. O seu último mandato foi o mais difícil de todos, pois Tamagnini Barbosa teve que preparar Macau para enfrentar a Segunda Guerra Mundial e negociar com os japoneses a neutralidade, anteriormente garantida por António de Oliveira Salazar na metrópole.

A investigadora, actualmente a residir em Taiwan, estava, como se disse anteriormente, em trabalhos de pesquisa para a sua tese de doutoramento que versou sobre o trabalho do escultor do busto, o italiano Oseo Acconci. Entretanto terminado e defendido este ano, o doutoramento de Jane Lei merece uma leitura mais abrangente que trataremos de abordar numa próxima oportunidade.

Jane Lei interessa-se, não só pelo trabalho de Acconci, mas, em geral, por algum património de Macau, com especial destaque para a arquitectura e arte mural. “Interesso-me bastante pelo Hotel Estoril, por exemplo. Apesar de ter terminado e defendido a minha tese este ano, pretendo continuar a investigar este tipo de coisas”, prometeu.

A investigadora vai dar uma palestra online sobre a obra de Oseo Acconci, via Zoom, no próximo dia 22 de Outubro, entre as 20h e 21h30. O evento, em língua chinesa, é promovido pela Artistry of Wind Box Community Development Association e terá um custo de 40 patacas por pessoa. Mais informações podem ser retiradas na ligação: https://awb.mo/onlinetalk. Gonçalo Pinheiro – Macau in “Ponto Final”



terça-feira, 28 de dezembro de 2021

Singapura - Restaurante português recebe prémio

O estabelecimento da cadeia de restaurantes TUGA, propriedade do arquitecto Carlos Macedo e Couto, situado na cidade-estado arrecadou mais um prémio. Desta vez, venceu o prémio Best Western Restaurant – Casual Dining Award entregue pela Restaurant Association of Singapore’s Epicurean


O restaurante TUGA situado em Singapura acaba de ser agraciado com o prémio Best Western Restaurant – Casual Dining Award entregue pela Restaurant Association of Singapore’s Epicurean Star Awards, anunciou o estabelecimento de restauração na sua página oficial no Facebook. “É com o maior dos prazeres que anunciamos oficialmente a todos, que o TUGA é o vencedor do Best Western Restaurant – Casual Dining Award entregue pela Restaurant Association of Singapore’s Epicurean Star Awards”, escreveu o restaurante na rede social.

O estabelecimento faz parte de uma micro-cadeia de dois restaurantes idealizados pelo arquitecto português, actualmente radicado em Taiwan, mas que viveu muitos anos em Macau, Carlos Macedo Couto.

Couto, pai do piloto André Couto, inaugurou o TUGA em Taiwan num antigo cabeleireiro, corria do ano de 2015. O modelo de negócio passa por lojas de vinho que acabam por também ser restaurantes. “É uma espécie de representação de Portugal com tudo o que há de melhor do país”, disse, na altura, o proprietário à comunicação social, destacando a loja gourmet de produtos portugueses associada ao restaurante, que vende azeites, frutos secos, conservas ou queijos, entre outras iguarias.

Em Singapura, o arquitecto aliou-se a uma sócia local, Sue-Shan Quek – que já frequentava o espaço de Taipé –, e, no início de 2020, a escolha acabou por acontecer numa zona mais elevada da cidade-estado – Dempsey Hill -, também ela considerada nobre, que em tempos esteve ocupada por militares. O antigo director da Herdade do Mouchão, no Alentejo, em Portugal, David Marques Ferreira é actualmente o director de operações.

Nelson Santos dirige a cozinha em Taiwan e Tiago Martins coordenada os pratos em Singapura. Apesar do conceito gourmet associado à marca, a gastronomia servida nos dois espaços é tradicional. São servidas amêijoas à Bulhão Pato, peixinhos da horta, canja de galinha, bacalhau à Brás, polvo à lagareiro ou carne de porco à alentejana, entre outros.

Recorde-se que o TUGA Singapura foi distinguido, na primeira metade deste ano, como o Melhor Novo Restaurante do Ano pela World Gourmet Summit, o mais prestigiado evento gastronómico do sudeste asiático. Ambos os espaços têm sido, de tempos a tempos, agraciados com prémios de hotelaria e restauração. O Ponto Final tentou contactar Carlos Macedo Couto, mas, até ao fecho da edição, o arquitecto não respondeu às questões. Gonçalo Pinheiro – Macau in “Ponto Final”


segunda-feira, 21 de junho de 2021

Macau – Preocupação com a omissão de informação pelo cidadão registado como o 53.º caso confirmado de Covid-19

O paciente do 53.º caso confirmado de Covid-19 em Macau terá omitido que esteve a trabalhar na Índia entre Fevereiro e Maio deste ano, informou ontem o Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus. O diagnóstico foi feito a um turista proveniente de Taiwan.

Um turista proveniente de Taiwan acusou, na passada quinta-feira, positivo no resultado do teste de ácido nucleico e foi classificado como o 53.º caso confirmado de Covid-19 em Macau. O paciente tem 59 anos e declarou nunca ter sido diagnosticado com Covid-19 no passado nem ter sido vacinado. Ontem, o Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus informou que o homem não prestou informações verdadeiras quanto ao seu historial de viagem.

Segundo um comunicado das autoridades de saúde, o homem esteve a trabalhar na Índia entre os meses de Fevereiro e Maio deste ano. Porém, inicialmente, o paciente disse apenas que tinha estado a trabalhar no Vietname entre Outubro de 2020 e Janeiro de 2021.

“Depois de ter sido questionado, de forma repetida, este acabou por afirmar que tinha trabalho na Índia entre Fevereiro e Maio de 2021 e apresentado sintomas respiratórios ligeiros como corrimento nasal, entre outros, naquele período”, lê-se no comunicado das autoridades de saúde. Apesar dos sintomas respiratórios ligeiros, quando voltou a Taiwan, em Maio, o teste que realizou deu negativo.

Com isto, as autoridades de Macau creem que, como a variante Delta já circulava na Índia àquela data, “é determinado que este paciente foi infectado com forte probabilidade” naquele país. “O Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus lamenta a informação não verdadeira prestada pelo paciente sobre o seu historial de viagem”, dizem as autoridades de Macau.

O Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus lembra que, de acordo com a lei de prevenção, controlo e tratamento de doenças transmissíveis, as pessoas infectadas ou com suspeitas de terem contraído doenças transmissíveis têm o dever de informar as autoridades. Segundo a lei, quem propagar doença contagiosa, e criar deste modo perigo para a vida ou perigo grave para a integridade física de outrem, é punido com pena de prisão de um a oito anos.

As autoridades de saúde de Macau garantem que o turista “não levou a sério a ameaça à segurança da saúde pública e à vida de terceiros”. O Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus alerta novamente a todos os residentes e visitantes para facultarem às autoridades informações verdadeiras sobre doenças infecciosas, de forma a evitar a violação da lei.

Este doente apanhou sozinho o voo JX203 da Star Airlines com destino a Macau no dia 17 de Junho no assento número 5H. Após a entrada no território, foi imediatamente sujeito a um teste de ácido nucleico e o resultado foi positivo, por isso foi sujeito a mais testes no Centro Hospitalar Conde de São Januário. Confirmado o diagnóstico, o homem foi levado para o Centro Clínico de Saúde Pública do Alto de Coloane, onde ficou em isolamento. In “Ponto Final” - Macau

 

terça-feira, 30 de junho de 2020

Taiwan – Filme da realizadora portuguesa Catarina Vasconcelos premiado no Festival de Cinema de Taipé

O filme “A metamorfose dos pássaros”, da realizadora portuguesa Catarina Vasconcelos, distinguido com o Prémio Especial do Júri do Festival de Cinema de Taipé, em Taiwan, anunciou a agência Portugal Film




“Depois de ter vencido o Prémio da Crítica Internacional – FIPRESCI, na Berlinale, onde teve a sua estreia mundial, e o Prémio do Melhor Filme no Festival de Vilnius, na Lituânia, a primeira longa-metragem da realizadora Catarina Vasconcelos venceu o Prémio Especial do Júri no Festival de Cinema de Taipé, o mais importante festival de cinema de Taiwan”, refere a Portugal Film, num comunicado divulgado.

A metamorfose dos pássaros”, a primeira longa-metragem de Catarina Vasconcelos, estava integrada na competição ‘New Talent’ (Novo Talento, em português), que inclui 12 filmes “que revelam novos cineastas”.

Catarina Vasconcelos, citada no comunicado da Portugal Film, recebeu “com enorme felicidade a notícia do Prémio Especial do Júri” do Festival de Cinema de Taipé, que começou na quinta-feira e termina em 7 de julho.

“Pensar que este filme tão pessoal chegou até Taipé já era uma enorme alegria. Mas talvez a maior alegria seja o perceber que não há fronteiras no pensamento da morte e das memórias”, afirmou.

Segundo a Portugal Film, “A metamorfose dos pássaros” já foi selecionado “para mais de 20 festivais internacionais, nos Estados Unidos, Rússia, Espanha, Grécia, Coreia, Canadá, Polónia, Brasil, México, Austrália, Itália, entre outros”. Além disso, “o filme também já foi vendido no território chinês, onde terá estreia comercial”.

Em Portugal, a primeira ‘longa’ de Catarina Vasconcelos será exibida no festival IndieLisboa, que decorre entre 25 de agosto e 5 de setembro, integrado na competição nacional.

Catarina Vasconcelos, 33 anos, demorou-se seis anos na criação deste filme, depois de ter feito a primeira curta-metragem, “Metáfora ou a tristeza virada do avesso” (2013), em contexto académico em Londres.

Os dois filmes aproximam-se em aspetos formais e temáticos e interligam-se porque Catarina Vasconcelos filmou a família, abordando a relação dos pais e a morte da mãe, na curta-metragem, e a história de amor dos avós e a morte da avó paterna – que nunca conheceu -, na longa-metragem.

“Eu queria que [o filme] fosse sobre esta família, mas que pudesse falar com outras pessoas. […] O tempo que ele demora é quase o tempo que eu demoro a conseguir sair de mim para chegar aos outros. Consegui libertar-me da minha família e do medo de inventar sobre eles, para poder inventar à vontade. Isso foi muito importante”, contou em entrevista à agência Lusa.

É por isso que Catarina Vasconcelos apresenta “A metamorfose dos pássaros” como um ‘documentário-ficção’, um filme que está no meio, um “híbrido de formas” baseado nas memórias das infâncias e juventudes da família e preenchido pela ficção.

Sobre este filme, Catarina Vasconcelos fala de “um processo altamente íntimo e pessoal”, na conjugação da montagem de som e imagem, devedora de uma relação que a realizadora tem com as artes plásticas e descrita como “uma coisa muito analógica, de bricolagem”.

Há planos que parecem pinturas ou fotografias animadas, composições visuais encenadas e metafóricas, cheias de simbolismos, sobre a passagem do tempo e sobre a omnipresença da natureza.

“Todo este lado que vem mais das artes plásticas foi muito importante e o filme não podia ter sido construído noutro sítio. Foram as soluções que encontrei para dar resposta a coisas que eu sentia”, explicou.

A metamorfose dos pássaros” foi produzido por Pedro Duarte e Joana Gusmão, com apoio financeiro do Instituto do Cinema e do Audiovisual, da RTP e da Fundação Calouste Gulbenkian. In “Bom dia Europa” – Luxemburgo com “Lusa”