Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Angola – Criação de 44 plataformas logísticas

O ministro dos Transportes, Augusto da Silva Tomás, anunciou no passado sábado, 18 de Fevereiro de 2017, na província do Huambo, a criação, em todo o país, de 44 plataformas logísticas de 1º, 2º e 3º nível nas tipologias urbanas, regionais, portuárias, transfronteiriças e centros de carga aérea nos principais aeroportos.

O governante fez este anúncio durante a conferência regional sobre plataformas logísticas – o caso do Huambo e de apresentação das linhas mestras da estratégia para a saída da crise, testemunhado pelo governador local, João Baptista Kussumua.

Augusto da Silva Tomás afirmou que numa previsão preliminar, estima-se que em cada uma das plataformas urbanas e regionais a criação, numa primeira fase, entre 150 a 300 postos de trabalho directo, e 10 vezes mais em termos de empregabilidade, de forma indirecta.

Perspectivou que depois de cinco anos de funcionamento, as infra-estruturas logísticas podem gerar um grande volume de negócios e o valor acrescentado noutras actividades correlacionadas à montante e à jusante, multiplicando, várias vezes, a riqueza complementar produzida.

O ministro dos Transportes disse que a criação das plataformas vai proporcionar dois aspectos relevantes, designadamente a oferta de um porto seco com a capacidade para contentores em trânsito, na ordem dos 3000 lugares de estacionamento, e da disponibilização de grandes áreas para a construção de instalações de armazenamento de diferentes tipologias, para tratamento, manipulação e actividade de valor acrescentado às cargas.

Acrescentou que estas cargas vão alimentar, de forma regular e contínua, as cadeias de abastecimento, tanto do interior do território nacional como nas relacções comerciais na vertente externa, oferecendo também entrepostos de frio e silos para o armazenamento de cereais, áreas para estacionamento de indústrias de baixa e média densidade e, ainda, espaços comerciais para o fornecimento dos próprios trabalhadores e utilizadores das infra-estruturas.

O ministro Augusto da Silva Tomás assegurou que a criação das plataformas logísticas vai, igualmente, oferecer serviços essenciais à actividade dos operadores tais como, de bombas de combustíveis, oficinas de manutenção e reparação e lojas de conveniência.

Salientou que estas infra-estruturas logísticas transformar-se-ão em verdadeiros pólos de desenvolvimento no interior, servindo de estímulo ao crescimento económico, criando, por via disso, mais emprego e a promoção, de forma exemplar, da coesão territorial e social do todo nacional.

O governante admitiu que a localização actual e prevista da actividade económica e do investimento público/privado conduzem ao seu posicionamento estratégico nos eixos de cruzamento das vias de comunicação terrestres (rodoviário e ferroviário), aéreas e marítimas, configurando a integração e a complementaridade das redes modais de transporte e a rede de plataformas logísticas.

Augusto da Silva Tomás disse que a criação destes empreendimentos proporciona mais investimento e emprego geradores de riqueza e de rendimento, estimulando a aceleração da procura e do consumo de produtos de primeira necessidade, porquanto são um contributo a nível regional, para o esforço de levar até ao interior infra-estruturas básicas no campo da logística, acessibilidade e da mobilidade de pessoas e bens. In “ANGOP” - Angola

sábado, 26 de novembro de 2016

Espanha - Construção da Plataforma Logística de Badajoz

O governo de Espanha deu luz verde à construção da Plataforma Logística do Sudoeste Europeu, em Badajoz. A obra pode arrancar já em Dezembro, depois do governo regional da Extremadura aprovar a modificação do Projecto de Interesse Regional (PIR)

A Administração regional espera receber “um importante apoio económico” para o projecto através do Orçamento Geral do Estado, de acordo com a conselheira de Meio Ambiente e Rural, Políticas Agrárias e Território da Junta da Extremadura, Begoña Garcia.

A mesma responsável indicou que embora a Extremadura vá disponibilizar os fundos necessários para colocar em marcha a Plataforma Logística do Sudoeste Europeu, irá solicitar que Madrid “seja solidário com a obra”, na medida em que se trata de um projecto que trará benefícios a Espanha e a Portugal.

Além disso, a União Europeia vai canalizar 7,5 milhões de euros para o projecto. Bruxelas considera a Plataforma Logística do Sudoeste Europeu prioritária dentro da rede transeuropeia de transportes (RTE-T), pois permitirá desenvolver o transporte ferroviário para melhorar o comércio internacional e o desenvolvimento económico, facilitando o envio de produtos da Península Ibérica para o resto da Europa em menos tempo e com menores custos. In “Transportes & Negócios” - Portugal

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Portugal - Porto de Sines de visita a Talavera de La Reina, província de Toledo


O presidente da Administração dos Portos de Sines e do Algarve, João Franco, acompanhado por representantes da MSC-MedLog e da PSA Sines, visitaram Talavera de La Reina a convite do Alcalde daquela cidade, Sr. Jaime Ramos Torres.

A visita enquadrou-se no âmbito de contactos preliminares entre as partes, tendo em vista o estreitamento de relações face ao desenvolvimento da futura plataforma logística de Talavera de La Reina. A visita contou ainda com a presença de diversas autoridades e associações empresariais da região, incluindo representantes do Governo Regional e da Puertos del Estado, indispensáveis ao desenvolvimento deste projeto.

Recorde-se que o recente estudo estratégico da futura plataforma logística de Talavera identifica o potencial de desenvolvimento do corredor desta plataforma com o Porto de Sines, para os movimentos de importação e de exportação de bens, com o objetivo de intensificar as relações económicas da região para os principais mercados mundiais. O porto de águas profundas de Sines poderá, assim, funcionar como porta de entrada e saída das mercadorias por via marítima, as quais serão transportadas preferencialmente por transporte ferroviário de e para a referida plataforma logística. In “Transportes & Negócios” - Portugal

sábado, 28 de março de 2015

Extremadura – Lançamento da Plataforma Logística del Suroeste Europeo

O presidente da Extremadura espanhola, José António Monago, colocou a primeira pedra da “Plataforma Logística del Suroeste Europeo”, localizada em Badajoz. Em representação dos portos de Sines, Setúbal e Lisboa, esteve presente o presidente da APS, João Franco, numa cerimónia realizada no passado dia 23 de março de 2015 e que contou também com as presenças do presidente do Parlamento da Extremadura Fernando Pedrera, do embaixador de Espanha em Portugal Eduardo Junco, do embaixador de Portugal em Espanha Ribeiro de Menezes, do Alcaide de Badajoz Francisco Martínez, um representante do município de Elvas, entre outras entidades e autoridades portuguesas e espanholas.

A 1.ª fase de construção contemplará duas grandes obras, uma para a infraestruturação da plataforma logística da primeira área a ocupar de 60 hectares, num valor de cerca de 15,5 M€, e outra para a construção do terminal ferroviário, representando um investimento de 5,6 M€. As obras efetivas desta 1.ª fase arrancarão brevemente e terão um prazo de execução de 17 meses.

A localização da plataforma, junto à fronteira com Portugal e no eixo do corredor atlântico da Rede Transeuropeia de Transporte, posiciona-a estrategicamente para a movimentação de mercadorias por ferrovia com os portos de Sines, Setúbal e Lisboa, situação que ganha mais relevo com a construção da nova linha ferroviária do lado de Portugal.

De destacar que o terminal ferroviário terá 6 linhas de receção/expedição e poderá receber comboios de 800 a 1.100 metros, complementado com mais 3 linhas para carga e descarga, com condições para receber comboios de 750 metros. Os cálculos do Governo da Extremadura apontam para uma capacidade do terminal para receção de 11 comboios por dia e uma movimentação de 474000 TEU/ano. In “Portos de Portugal” - Portugal

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Angola – Transportadora francesa opera no Porto do Lobito

O terceiro maior grupo do mundo no transporte de carga por via marítima, a francesa CMA CGM, vai passar a operar no terminal do porto do Lobito, numa parceria com a angolana Multiparques, informou o grupo francês.

De acordo com a informação divulgada, o memorando de entendimento para a operação foi formalizado em Paris, a 18 de Dezembro, na presença dos ministros das Relações Exteriores de Angola e o seu homólogo francês. O terminal vai estar operacional durante o ano de 2015.

A localização do porto do Lobito, próximo do Huambo e Benguela – as maiores cidades de Angola depois de Luanda – justifica, para o grupo francês, este envolvimento, que visa expandir a sua acção para o corredor ferroviário criado por Angola entre o Atlântico (Lobito) e a fronteira, no interior, com a República Democrática do Congo e a Zâmbia, para garantir a exportação marítima do minério extraído nestes dois países.

“Estes dois elementos perspectivam para o porto do Lobito um grande futuro, na operação intermodal”, garante, na mesma informação, o vice-presidente da CMA CGM, Alexis Michel. Além da gestão da operação daquele terminal, no segundo maior porto de Angola a seguir a Luanda, a associação da CMA CGM com os angolanos do grupo Multiparques prevê o “desenvolvimento de plataformas logísticas” no país.

O grupo francês já conta com sete rotas regulares para Angola e pretende “capitalizar” a experiência no transporte intermodal, marítimo e de plataformas logísticas, no mercado angolano.

Presente em 150 países e com mais de 18 mil trabalhadores, a CMA CGM – fundada em Marselha em 1978 – opera com uma frota de 428 navios que servem 400 portos através de 170 linhas. Porto do Lobito - Angola

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Angola - Huambo e Moxico vão ter plataformas logísticas rodoferroviárias


A AngoFret vai investir mais de 52 milhões de dólares na construção de duas plataformas logísticas rodoferroviárias nas províncias angolanas do Huambo e do Moxico, servindo o denominado Corredor do Lobito, de acordo com um contracto de investimento.

Assinado com a Agência Nacional de Investimento Privado (ANIP), o contracto prevê o início do projecto em Janeiro de 2015, indo as duas plataformas ser construídas nos municípios do Huambo, numa área de 22 hectares, e de Luena, com 21 hectares.

O corredor ferroviário do Lobito baseia-se numa ligação ferroviária desde o litoral (porto de Lobito) de Angola à fronteira interior (Luau), com prolongamento para a Zâmbia e República Democrática do Congo, sendo apontado como factor de desenvolvimento daquela sub-região da África Austral.

Entre outros objectivos, os promotores destas duas plataformas logísticas afirmam pretender “contribuir para o crescimento de economia angolana através do aumento da capacidade de distribuição da produção nacional” e propiciar “o abastecimento eficaz de bens de consumo, equipamentos e géneros alimentícios no mercado interno.”

A AngoFret é uma empresa angolana que opera no sector das cargas e da logística, proprietária de terminais logísticos e depósitos multimodais nos Caminhos-de-Ferro de Benguela (CFB) em Lobito, Catumbela, Huambo, Luena e Luau, e controlada pelo grupo DT, uma parceria em partes iguais entre os grupos Cochan Ltd e Trafigura. In “Cargo Edições” - Portugal

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Angola – Investimento em plataformas logísticas

Angola investe quase 4 mil milhões de dólares em plataformas logísticas

Angola vai investir mais de 3,9 mil milhões de dólares na construção de 44 plataformas logísticas por todo o país para potenciar o desenvolvimento regional e nacional, interligando as redes de transporte angolanas com o resto do continente africano.

A informação consta de um estudo do Ministério dos Transportes de Angola a que a imprensa teve acesso e que prevê um horizonte temporal de dez anos para a concretização deste investimento.

A futura Rede Nacional de Plataformas Logísticas, avaliada em 3,9 mil milhões de dólares, envolverá cinco pólos logísticos, dez centros de transportes rodoviários e ferroviários e cinco centros de carga aérea, entre outras infraestruturas de apoio na área das mercadorias e logística.

O projeto já está em curso e envolve nesta fase a aquisição dos terrenos necessários nas várias províncias, decorrendo em paralelo a elaboração dos respetivos estudos técnicos, de impacto ambiental e de viabilidade económica.

Mais adiantadas, já em fase de construção, estão as plataformas das províncias de Malanje, Moxico, Cuando Cubango e Huíla, além do centro logístico do Soyo (província do Zaire).

Está ainda prevista a interligação entre estas plataformas e a rede ferroviária nacional, com base nas linhas de Luanda, Benguela e Namibe, abrangendo os territórios de maior atividade industrial, mineira e agrícola, para escoar as mercadorias e otimizar a produção nacional.

Estas infraestruturas estão classificadas conforme a relevância no contexto regional, nacional e continental, tendo em conta a prevista interligação com as redes de transportes (terrestres e marítimos) de países vizinhos, a norte, no interior e a sul.

Angola é o segundo maior produtor de petróleo da África subsariana mas o Executivo tem em curso um programa para diversificar a economia, que fora do setor petrolífero vale atualmente cerca de um quarto das receitas fiscais nacionais. In “África 21” - Angola