Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quinta-feira, 16 de julho de 2026

Timor-Leste – Banco Nacional Ultramarino entrega certificados a 19 formandos e promete reforçar aposta no ensino da língua portuguesa

O curso gratuito de iniciação, promovido em parceria com a Embaixada de Portugal e a Escola Portuguesa de Díli para assinalar os 114 anos do BNU em Timor-Leste, termina com promessa de continuidade. Responsáveis destacam a importância da formação para a qualificação profissional e para a consolidação da língua portuguesa no país


Os 19 participantes do curso de iniciação em Língua Portuguesa promovido pelo Banco Nacional Ultramarino (BNU) receberam, esta terça-feira, 14 de julho, os certificados de conclusão da formação, numa cerimónia que assinalou o encerramento da iniciativa lançada para celebrar os 114 anos da instituição em Timor-Leste.

O curso, gratuito, teve a duração de 60 horas e foi promovido pelo BNU em parceria com a Embaixada de Portugal e a Escola Portuguesa de Díli (EPD), destinando-se a funcionários públicos e estudantes universitários timorenses.

Menos celebrações, mais investimento na comunidade

O diretor-geral do BNU, Paulo Lopes, explicou que o banco optou por assinalar o aniversário de uma forma diferente, canalizando os recursos habitualmente destinados às comemorações para uma iniciativa de responsabilidade social.

“Em vez de assinalarmos o aniversário do Banco com uma festa, fogo de artifício e confetes, utilizámos esses recursos para um ato de responsabilidade social, devolvendo à comunidade timorense algo em troca daquilo que também nos tem proporcionado”, afirmou.

Segundo Paulo Lopes, a aposta na formação, quer na língua portuguesa quer noutras áreas do conhecimento, é essencial para reforçar as competências dos recursos humanos. O responsável sublinhou que essa evolução já é visível tanto na melhoria da qualidade do trabalho desenvolvido pelos funcionários do banco como no crescente interesse de timorenses em integrar os quadros da instituição.

“De ano para ano, há cada vez mais quadros timorenses mais qualificados e preparados para serem bem-sucedidos no mundo profissional”, afirmou.

O embaixador de Portugal em Timor-Leste, Duarte Bué Alves, elogiou a iniciativa do BNU, desenvolvida em parceria com a EPD e a Embaixada de Portugal, considerando que contribui para reforçar o ensino da língua portuguesa no país.

“É uma iniciativa muito importante porque dá prioridade à língua portuguesa, à sua disseminação e ao seu enraizamento, uma das grandes prioridades da Embaixada, fortalecendo e formando jovens capacitados com um melhor domínio da língua portuguesa”, sublinhou.

Também presente na cerimónia, o ministro do Planeamento e Investimento Estratégico, Gastão de Sousa, agradeceu a oportunidade dada aos funcionários do ministério para frequentarem a formação.

“Quero agradecer muito aos meus colegas portugueses, que proporcionaram esta oportunidade de aprender português, porque isso facilitará a progressão na carreira dos funcionários públicos.”

O governante manifestou ainda o desejo de que esta iniciativa tenha continuidade, permitindo que mais funcionários possam beneficiar da formação. Apelou igualmente aos trabalhadores da Administração Pública para continuarem a aprender português, lembrando que “já é hora de aprender português, a língua oficial de Timor-Leste”.

Formandos destacam evolução e pedem continuidade

Entre os participantes, Isaura Mota de Jesus, funcionária da Secretaria de Estado dos Assuntos da Toponímia e Organização Urbana, explicou que utiliza diariamente a língua portuguesa para redigir e responder a correspondência oficial, razão pela qual considerou a formação particularmente útil.

A formanda destacou a dinâmica das aulas e a metodologia utilizada pela professora, afirmando que a evolução dos participantes foi evidente ao longo do curso.

“No início, foi difícil, porque não sabíamos como nos expressar em português. Mesmo tendo dúvidas, não tínhamos coragem para perguntar. Mas agora é diferente: fazemos prática no curso e aprendemos tanto a falar como a escrever.”

Isaura Mota de Jesus agradeceu ainda a oportunidade proporcionada pelo BNU, considerando que a iniciativa reforçou o orgulho dos participantes numa das línguas oficiais de Timor-Leste. “Foi uma oportunidade muito interessante para nós e espero que este curso tenha uma segunda etapa, para podermos avançar para o nível seguinte”, afirmou.

BNU e Embaixada prometem dar continuidade ao projeto

No encerramento da cerimónia, Paulo Lopes felicitou os formandos e incentivou-os a continuarem a investir na sua formação ao longo da vida.

“A mensagem que vos posso deixar é que isto vos sirva de incentivo para procurarem mais formações, estarem disponíveis para aprender e serem melhores profissionais e, dessa forma, contribuírem para o futuro e para o desenvolvimento do país”, afirmou.

O diretor-geral anunciou ainda a intenção de reforçar esta iniciativa no próximo ano, quando o BNU assinalar os 115 anos de presença em Timor-Leste.

“Para o ano, como se assinalam os 115 anos, um número mais redondo, acho que merece ser comemorado de forma mais abrangente, com mais iniciativas, mas sempre dentro desta lógica de menos festas e mais devolução à comunidade timorense.”

A mesma garantia foi deixada pelo embaixador de Portugal, que manifestou o compromisso de apoiar a continuidade do projeto, permitindo que os atuais formandos avancem para o nível intermédio e que novos participantes possam integrar futuras edições.

Segundo Duarte Bué Alves, a evolução do domínio da língua portuguesa em Timor-Leste é claramente percetível. “Mesmo estando no país há apenas dez meses, tenho tido oportunidade de falar com profissionais que trabalham em várias áreas em Timor-Leste. Toda a gente me diz que, se olharmos para o domínio da língua portuguesa hoje em dia, comparando com há dez ou 20 anos, a situação é muito melhor.” InDiligente” – Timor-Leste


quinta-feira, 27 de abril de 2023

Macau - Banco Nacional Ultramarino “é para ficar, pelo menos, mais 120 anos"

A afirmação partiu do presidente do Conselho de Administração do BNU, que está de visita a Macau onde assistiu à cerimónia de reabertura da renovada agência sede do banco de matriz portuguesa. José João Guilherme revelou que é esse o desejo da casa-mãe, a Caixa Geral de Depósitos, instituição cujo capital social do BNU pertence na totalidade


O presidente do Conselho de Administração do Banco Nacional Ultramarino (BNU) desejou, numa breve declaração aos jornalistas, que a Caixa Geral de Depósitos (CGD) enquanto accionista único do BNU em Macau “continua apostada em estar, pelo menos, mais 120 anos em Macau”. A afirmação de José João Guilherme foi feita à margem da cerimónia de reabertura da renovada agência sede, que sofreu, nos últimos meses, obras de melhoria.

Também no final da cerimónia, o presidente da Comissão Executiva do BNU admitiu à comunicação social que existem fortes possibilidades de empresas portuguesas investirem na Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin, na sequência da recente visita do Chefe do Executivo da RAEM, Ho Iat Seng, a Portugal.

Carlos Cid Álvares classificou a visita como “muito positiva” e, à semelhança do que disse José João Guilherme, revelou que “a CGD dá grande apoio à continuidade da actividade bancária do BNU em Macau”, ao mesmo tempo que considera que a economia local, em rumo pós-Covid-19, “está a dar sinais de recuperação”, apesar de admitir que essa recuperação não se consegue ver de um dia para o outro. “O aumento de turistas nas ruas de Macau acaba por reflectir-se na confiança das pessoas.”

A renovação da agência esteve a cargo de uma equipa de projecto liderada pela OBS-Arquitectos em colaboração com a Impromptu Projects, a quem se juntou a Tecproeng Macau como consultores de sistemas eletromecânicos e eléctricos, sistemas de segurança contra incêndios e HVAC sistemas, Resonance Engineering Consultancy Ltd para sistemas de comunicação e equipamentos audiovisuais, CHUBB para sistemas de segurança, CESL Asia na gestão de projectos e Ng Kam Kee Constructions para a execução.

Durante a cerimónia de abertura, o presidente da Comissão Executiva do BNU, Carlos Cid Álvares, explicou que o conceito por detrás da proposta de design de interiores “é inspirado no emblemático isotipo do BNU, a icónica caravela, que representa o espírito aventureiro português e uma abordagem multicultural”. “Da mesma forma que, em 1997, a ampliação da sede se materializou com uma pegada moderna utilizando o revestimento de vidro no topo do prédio colonial existente, esta renovação do interior da agência que aqui vemos hoje mantém a herança simbólica, transformando-a na base estrutural da própria caravela. Os tradicionais cascos de madeira, são modernizados com perfis brancos que unem todo o design do lobby, e que permitem ter um espaço dinâmico e que transmite a sensação de mobilidade e evolução nos tempos modernos. Como a era digital é composta por fibra óptica e rede sem fio para conectar o mundo, os materiais foram escolhidos propositadamente para proporcionar aos nossos visitantes uma sensação de leveza, utilizando a identidade da marca BNU, o branco e o azul ultramarino”, disse o responsável.

Com 120 anos de história ao serviço de Macau e da comunidade, o BNU “pauta-se por uma estratégia de proximidade e de foco no cliente, na qual a modernização e inovação dos serviços desempenham um papel crucial”. “Com este propósito, o BNU renovou a sua agência sede e tem o prazer de trazer aos cidadãos de Macau um novo espaço, com uma disposição moderna e funcional, que, aliado ao profissionalismo e conhecimento da equipa do BNU, irá certamente proporcionar a melhor experiência bancária”, disse Cid Álvares durante o seu discurso na cerimónia de reabertura, sublinhando que “a fachada histórica integra agora com um interior moderno, resultando numa verdadeira simbiose entre o passado e o futuro, e que procura acompanhar as tendências de design da era digital”. Gonçalo Pinheiro - Macau in “Ponto Final”


segunda-feira, 28 de março de 2022

Macau - Bancos da Região preparam aliança com bancos lusófonos

A Associação de Bancos de Macau quer criar uma aliança com os bancos dos países de língua portuguesa, disse à Lusa o vice-presidente da ABM, Sam Tou

A nova direcção da Associação de Bancos de Macau (ABM) decidiu criar uma comissão dedicada aos serviços financeiros entre a China e os mercados lusófonos, liderada pelo Banco Nacional Ultramarino (BNU), que faz parte do grupo Caixa Geral de Depósitos.

A nova comissão inclui ainda a sucursal em Macau do Banco da China, que tem presença em Portugal, Brasil, Angola e Moçambique, o Banco Well Link, que incorporou o Novo Banco Ásia, e a sucursal em Macau do Haitong Bank, o sucessor do Banco Espírito Santo Investimento.

Sam Tou disse que a comissão tem dois principais objetivos: “melhorar as ligações de Macau com a China e os países de língua portuguesa e tornar-se uma plataforma de serviços financeiros”. Objectivos que passam pela criação de uma aliança que reúna os bancos de Macau e dos países de língua portuguesa, explicou o também director executivo do BNU.

A ABM está a preparar o terreno e em Fevereiro teve uma reunião online com o secretariado executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, adiantou Sam Tou.

O executivo disse que a associação “tem estado a trabalhar ativamente com as suas congéneres nos países de língua portuguesa e estabeleceu uma rede muito estreita de contactos e cooperação”. Sam Tou lembrou que a ABM assinou em maio de 2019 um acordo de cooperação com associações de bancos de Portugal, Moçambique, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe.

O acordo previa a criação de uma aliança para apoiar o lançamento na China de produtos financeiros dos países de língua portuguesa e para oferecer serviços financeiros a empresas chinesas interessadas em investir em mercados lusófonos.

Apesar dos obstáculos criados pela pandemia, o interesse chinês na “cooperação comercial e económica e no investimento” nos países de língua portuguesa “não diminuiu”, disse à Lusa Cai Chun Yan.

O director-geral adjunto da sucursal do Banco da China em Macau disse que “há algumas décadas” que as empresas chinesas se aventuraram “sozinhas” em mercados como Portugal, Brasil e Angola. Mas actualmente, “mesmo alguns grandes grupos domésticos”, preferem ir através de Macau, aproveitando “o conhecimento sobre os países de língua portuguesa” na cidade, defendeu Cai Chun Yan.

Na direcção oposta, disse Sam Tou, países como Moçambique, Cabo Verde, Timor-Leste e São Tomé e Príncipe estão “cada vez mais atentos” à ajuda que Macau lhes pode dar a identificar “oportunidades de desenvolvimento” na China.

O BNU abriu em 2017 uma sucursal em Hengqin, que pode ajudar o banco a aproveitar o desenvolvimento da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau, disse o executivo. Sam Tou disse que o BNU quer ter uma maior presença na região da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau e está a ponderar abrir uma nova agência em Guangzhou ou Shenzhen. In “Ponto Final” - Macau


segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022

Macau - Sucursal do BNU em Hengqin obteve resultados recorde

Os resultados operacionais da sucursal de Hengqin do BNU atingiram em 2021 o nível mais elevado desde a sua abertura há cinco anos. Num ano em que o seu lucro total cresceu 6,4%, o BNU voltou a destacar-se na área dos negócios internacionais do grupo Caixa Geral de Depósitos

Em 2021, a actividade do Banco Nacional Ultramarino (BNU) na Ilha da Montanha voltou a “apresentar sinais positivos” quanto à participação da instituição no processo da “diversificação económica” de Macau. Os resultados operacionais em Hengqin atingiram um “recorde desde a sua abertura em 2017, e espera-se que continue com um bom ritmo de crescimento impulsionado pela recente criação da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau”, referiu o banco, sem especificar números.

Formalmente inaugurada a 18 de Janeiro de 2017, a sucursal de Hengqin começou a funcionar em pleno no final desse ano com o objectivo de apoiar o desenvolvimento e o investimento das empresas e residentes de Macau no Continente chinês, bem como promover os laços comerciais entre a República Popular da China e os países de língua portuguesa, onde o grupo Caixa Geral de Depósitos (CGD) possui forte presença. Seguindo a missão inicialmente definida, essa agência “envolve-se activamente com promotores imobiliários em Hengqin e empresários de Macau”, por forma a apoiar os residentes da RAEM em aquisições de imóveis e no financiamento de projectos na Ilha da Montanha, bem como concedendo crédito para fundo de maneio a empresas do território.

Como já tinha sido divulgado, em termos gerais, o resultado líquido consolidado não auditado do BNU ascendeu a 447,4 milhões de patacas em 2021, mais 6,4% ou 27,1 milhões do que em 2020. Porém, devido ao impacto da situação pandémica, os lucros foram inferiores em 29,5% ou 187 milhões aos apurados em 2019.

Em comunicado, o banco realçou que o resultado de 2021 continuou a reflectir o efeito da descida das taxas de juro, tendo a margem financeira sofrido um decréscimo anual de 112,5 milhões de patacas (-14%). Essa quebra foi “parcialmente compensada” pelo aumento de outros proveitos core, que cresceram 35,4 milhões (+23%), incluindo um acréscimo de 17,9 milhões (+14,7%) nas comissões líquidas.

Por sua vez as provisões líquidas reportadas tiveram uma variação favorável de 1,2 milhões de patacas, contrariando uma perda de 86,3 milhões em 2020, o que reflecte “uma melhoria das perspectivas económicas”. Segundo o BNU, não foi necessário a realização de provisões especificas não recorrentes, como aconteceu em 2020 devido ao “desfavorável desenvolvimento de certas exposições creditícias”.

Apesar do ano também ter sido marcado por um controlo mais rigoroso dos custos operacionais, que caíram 3% face a 2020, o banco garante que continua a “investir em tecnologia e inovação como forma de melhor servir os seus clientes e aumentar níveis de eficiência”.

O BNU sublinhou ainda que mantém “um elevado rácio de solvabilidade de 21,65%, muito acima do requisito regulamentar de 8% e níveis de liquidez muito elevados”.

No ano passado, o BNU também voltou a sobressair na área de negócios internacionais do grupo CGD. Segundo o grupo bancário português, os principais contributos para o resultado da actividade internacional derivaram do BNU Macau (47,9 milhões de euros), BCI Moçambique (34,9 milhões de euros), e Banco Caixa Geral de Angola (22,6 milhões de euros). Em geral, o produto global da actividade internacional aumentou 8,2% face a 2020, sendo de salientar a variação positiva na margem financeira (+8,0%).

A Caixa Geral de Depósitos teve lucros totais de 583 milhões de euros em 2021, mais 18,7% do que em 2020.

Banco encara 2022 com prudência

O BNU espera alcançar lucros de 500 milhões de patacas este ano, porém, “ainda são previsões bastante prudentes”, disse o presidente da comissão executiva do banco à Rádio Macau. “Há alguns sinais positivos que podem fazer com que a economia mexa, como o lançamento do concurso para as novas licenças de jogo, mas ainda há poucos sinais de abertura neste lado. Se não houver muitos turistas, a economia não vai recuperar”, observou Carlos Cid Álvares, acrescentando que o período de taxas de juro muito baixas também “não costuma ser fantástico para os bancos apresentarem bons resultados”. No fundo, o BNU está “razoavelmente satisfeito”, mas gostaria de ver “a actividade económica a progredir”, frisou. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau


quinta-feira, 15 de julho de 2021

Macau - Presidente do Banco Nacional Ultramarino afirma que os negócios China-Portugal têm potencial de crescimento

O presidente do Banco Nacional Ultramarino considera que os negócios entre Portugal e a China têm potencial de crescimento, ainda que até maio o comércio bilateral tenha registado um aumento de cerca de 18%.

“Sem pandemia podiam ter sido melhores”, afirmou Carlos Álvares, presidente do Banco Nacional Ultramarino (BNU), acrescentando que ainda assim em 2020, ano em que a pandemia se fez mais sentir em termos económicos, já se tinha verificado um crescimento homólogo.

As trocas comerciais aumentaram 4,82% em 2020, para 6,9 mil milhões de dólares, de acordo com dados oficiais no portal do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os países de língua portuguesa (Macau), com base nas estatísticas dos Serviços de Alfândega chineses. Em termos de investimento entre os dois países, explicou Carlos Álvares, há ainda uma disparidade grande entre os dois: a China investe cerca de 75 vezes mais do que Portugal.

À margem do Seminário sobre o Estado de Investimento e Desenvolvimento das Relações Luso-Chinesas no âmbito da covid-19, a consultora especial da MdME Lawyers Un I Wong disse à Lusa que as dificuldades de circulação entre os dois países, assim como restrições as restrições fronteiriças impostas no regresso à China têm causado uma redução geral nos investimentos.

Há investidores que “investem mesmo sem ver os imóveis”, disse, ainda que tenha sentido, “em geral, uma redução de investimentos”. “O interesse está lá”, frisou a também vice-presidente da Associação de Jovens Empresários Portugal-China, mostrando-se confiante que muitos negócios se concretizarão após a pandemia. Até lá, a responsável disse que tem verificado que muitos projectos em curso têm sido “adiados e alguns cancelados, por causa da incerteza” e que os investidores estão “mais prudentes e cautelosos”.

Para além da pandemia, detalhou Un I Wong, tem-se registado nos últimos tempos “cada vez mais restrições por parte do Governo Central para investimento para fora da China”.

Também à margem deste seminário realizado no Consulado Geral de Portugal em Macau e Hong Kong, no antigo território administrado por Portugal, o presidente da CESL Asia, António Trindade, afirmou à Lusa que prevê “um aumento de potencial de valor à relação económica entre Portugal e China”.

Na sua opinião, “as exigências de valor acrescentado e a aversão ao risco aumentou o potencial de atividades económicas que têm maior credibilidade estabelecidas”, num contexto em que há uma mudança estrutural na economia chinesa e de restruturação do sistema financeiro, investimento estrangeiro e das próprias empresas estatais.

Numa outra via complementar, frisou, a China pode utilizar Macau para atrair mais investimento em Portugal e consequentemente, via Portugal, aumentar o investimento na Europa. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”

 

quarta-feira, 11 de novembro de 2020

Macau – Banco Nacional Ultramarino em posição estratégica para apoiar negócios sino-lusófonos



O presidente do Banco Nacional Ultramarino (BNU) de Macau defendeu ontem que a instituição está “actualmente numa posição estratégica para apoiar os negócios entre a China e os países de língua portuguesa”. “O BNU faz parte do Grupo CGD [Caixa Geral de Depósitos], uma das maiores instituições financeiras da Europa, com uma vasta rede global em quatro continentes e sete países de língua portuguesa”, começou por salientar Carlos Álvares numa cerimónia que assinalou o facto de aquela instituição e o Banco da China continuarem a ser emissores de moeda em Macau nos próximos dez anos. “Para além de Macau, o BNU está também presente em Xangai e abriu uma sucursal em 2017 na nova zona de Hengqin de Zhuhai”, acrescentou.

Carlos Álvares explicou que tal veio criar “mais oportunidades económicas”. Oportunidades para os países lusófonos que surgem não só para o desenvolvimento da Grande Baía, como também para a iniciativa ‘Uma Faixa, Uma Rota’.

Na mesma ocasião, o secretário para a Economia e Finanças de Macau salientou que “os dois bancos emissores têm cooperado desde sempre e de forma plena com a RAEM, colaborando ativamente com as políticas definidas pelo Governo, com o intuito de assegurar a estabilidade do abastecimento monetário (…), e cumprindo os seus deveres de agenciamento na emissão de notas”.

Lei Wai Nong lembrou que “o número de notas em circulação em Macau, que era inferior ao equivalente a 1,3 mil milhões de patacas no final de 1995, tem aumentado anualmente, correspondendo actualmente a 18,5 mil milhões de patacas, o que representa um aumento superior a 13 vezes”. Um aumento que traduz, sustentou, “a trajetória ascendente”, o “crescimento da economia, da população e dos turistas” ao longo de 25 anos.

Há um mês, o Governo anunciou que o BNU e o Banco da China iriam continuar a ser os bancos emissores de moeda em Macau nos próximos dez anos. Os novos contratos têm validade até 15 de Outubro de 2030. In “Ponto Final” - Macau 

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Macau - Banco Nacional Ultramarino faz uma doação à Caritas Macau e abre conta para angariar fundos

Macau - O Banco Nacional Ultramarino em Macau doou à Caritas 100 mil patacas (mais de 11 500 euros) e abriu uma conta de angariação de fundos para apoiar a instituição no combate ao surto do novo coronavírus.

"O presidente da Comissão Executiva do BNU, Carlos Álvares, encontrou-se com o secretário-geral da Caritas Macau, Paul Pun, para entregar a doação", indicou, em comunicado.

Na mesma nota, o BNU destacou a abertura de "uma conta para angariar fundos para as atividades anti-epidemia da Caritas, tais como, a compra de material médico e assistência na prestação de cuidados de saúde e proteção para evitar a propagação do vírus".

"Os fundos angariados serão transferidos para a Caritas Macau", frisou o BNU.

A Caritas, instituição de apoio social, foi fundada em 1945 em Portugal e em 1951 em Macau, de acordo com informação institucional publicada online.

"A Caritas Macau tem apoiado a comunidade desde 1951. É uma organização sem fins lucrativos com uma longa história de serviço e um forte compromisso com a sociedade. Os seus colaboradores e voluntários trabalham incansavelmente no cuidado e assistência aos mais desfavorecidos", destacou a instituição bancária.

Do grupo Caixa Geral de Depósitos, o BNU é, juntamente com o Banco da China, banco emissor de moeda em Macau. “Agência Lusa”