Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

domingo, 26 de fevereiro de 2023

Portugal - Dispositivo ultrassónico para invisuais vence programa de empreendedorismo da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa

“Grande Finalíssima de Empreendedorismo” distinguiu os projetos mais inovadores dos alunos da FCT NOVA

E se um dispositivo eletrónico com sensores ultrassónicos para bengalas transformasse a mobilidade das pessoas invisuais? Esta foi a proposta da Easywalk, o projeto vencedor da 11ª edição do programa de empreendedorismo da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (FCT NOVA), que decorreu esta sexta-feira, 24 de fevereiro, no campus universitário da Caparica, em Almada. “Somos uma escola de ciências e tecnologia, aqui faz-se mesmo”, afirmou José Júlio Alferes, diretor da FCT NOVA, em declarações ao Almadense.

“O nosso principal objetivo é transformar a qualidade de vida das pessoas invisuais”, explicou Ricardo Cutileiro, aluno da FCT NOVA e CEO da Easywalk. Com esse objetivo, uma equipa de cinco alunos desenvolveu um dispositivo de navegação apto para qualquer bengala, com sensores ultrassónicos que deteta qualquer objeto à sua frente, com GPS e um botão SOS integrados e conectado a uma aplicação no telemóvel.

“Com o nosso produto e a vossa ajuda, podemos tornar este mundo mais acessível e um sítio melhor para todos”, disse Ricardo Cutileiro na apresentação e demonstração do protótipo que criou com os alunos Ricardo Carvalho, Gonçalo Santos, Beatriz Lourenço Franco e Rita Margarida Pratas Nunes. Estes são projetos com foco na sustentabilidade e, como explicou José Júlio Alferes, “as ciências e as engenharias estão no centro de como se faz um mundo mais sustentável”. As oportunidades de negócio também estão alinhadas com a sustentabilidade do planeta, assegura o diretor da FCT NOVA.

A inovar e empreender há mais de uma década na FCT

Neste programa de empreendedorismo universitário participaram mais de mil alunos, divididos em 200 equipas. Os alunos do primeiro ano dos cursos de mestrado da escola foram desafiados a desenvolver um projeto tecnológico e sustentável acompanhados por uma equipa de 22 professores. O programa decorreu ao longo de cinco semanas, em que os estudantes colocaram os seus conhecimentos técnicos e científicos ao serviço da imaginação para criar ideias inovadoras e novos produtos ou serviços.

Na “Grande Finalíssima de Empreendedorismo” o segundo lugar coube ao projeto GlucoInk, que apresentou uma tatuagem que muda de cor em função do nível de glicemia no sangue para pessoas com diabetes. A tatuagem é indolor, personalizável, dura seis dias, está conectada a uma aplicação para telemóvel e tem um custo inferior a 20 euros por mês. Em terceiro lugar ficou o projeto Nitrohacks, uma tecnologia que permite a limpeza de um gás que causa um impacto no ambiente 300 vezes mais prejudicial do que o dióxido de carbono, o óxido nitroso. Os três projetos vencedores contam com prémios monetários, no valor de 2500 euros para o primeiro lugar, 1500 euros para o segundo lugar e 750 euros para o terceiro lugar.

Os alunos da FCT NOVA contaram também com prémios atribuídos pelas cinco empresas patrocinadoras que apoiam o programa. A ASSECO distinguiu o projeto Immunosticker, a Jerónimo Martins distinguiu a equipa Sellfresh. Por sua vez, a NTTDATA e a EY atribuíram o um prémio ao Volight Glass, enquanto que a NOS dintinguiu também a ideia vencedora Easywalk. Na sessão também foram distinguidos os melhores vídeos promocionais das dez equipas finalistas. “Trazemos as empresas para dentro da escola, para conhecerem os projetos que estão a ser desenvolvidos e ao mesmo tempo desafiar os alunos a entrarem em contacto com o meio empresarial”, explica Fernanda Llussá, professora e Coordenadora de Empreendedorismo da FCT NOVA. “O que estamos a fazer aqui é a criar esse ecossistema de ligação com as empresas”, assegura.

A sessão final de apresentação dos projetos dos alunos da unidade curricular “Empreendedorismo” teve como oradores Rui Tomás, da Jerónimo Martins, Miguel Lúcio, da ASSECO, Pedro Fonseca, da NTT DATA, José Pedro Teixeira, da NOS, João Pestana Pires, da EY, David Olim, da FootAR. A moderar a “Grande Finalíssima de Empreendedorismo” esteve Miguel Gonçalves, do Magma Studio.

No futuro “fazer melhor e diferente”

Na 11ª iniciativa de empreendedorismo da faculdade, José Júlio Alferes afirma “julgo que é chegado o momento de olhar para todas estas soft skills (habilidades comportamentais) que estamos a dar, a forma como organizamos as coisas e pôr tudo em causa para ver como podemos fazer melhor e diferente”. Esta discussão que vai continuar durante o próximo ano na faculdade avança o diretor da Universidade. Uma coisa é certa “uma iniciativa com esta dimensão, direcionada para desenvolver a imaginação e o espírito empreendedor dos estudantes irá sempre continuar, em que moldes vamos ver”, garantiu.

Desde a sua primeira edição, em 2013, a FCT NOVA através da unidade curricular de empreendedorismo já capacitou mais de 7500 alunos, envolvendo 250 empresas, 750 oradores convidados e dando lugar a mais de 1500 ideias de negócio tecnológicas e inovadoras. Como afirmou o orador João Pestana Pires, da EY, “é excelente ver a inovação, o espírito empreendedor e a qualidade que temos neste momento. Vamos em frente para o mercado de trabalho”. Andreia Gonçalves – Portugal in “Almadense”


Moçambique - Livro propõe padronização das línguas nacionais


Padronização da Ortografia de Línguas Moçambicanas” é o título do livro que propõe a uniformização da pronúncia e a escrita das línguas nacionais, que foi apresentado no dia 21, de fevereiro, na Universidade Eduardo Mondlane, na cidade de Maputo, no âmbito das celebrações do Dia internacional da língua Materna, assinalado a 21 de Fevereiro.

Segundo o Jornal Notícias, a obra, da autoria dos académicos moçambicanos, Armindo Ngunga, Carlos Manuel, David Langa, Inês Machung e Crisófita da Câmara, baseia-se no estudo de 19 línguas nacionais e é fruto de relatório do IV Seminário de Pesquisa de Línguas Moçambicanas.

Segundo o académico Armindo Ngunga, nas escolas usa-se as línguas moçambicanas de forma não padronizada, tal como acontece nas igrejas, nos órgãos de comunicação social, entre outros actores.

“Isso não nos permite traduzir, por exemplo, um instrumento legal como a Constituição da República, daí que o ideal é padronizar a forma de escrita para que os professores possam saber ensinar da melhor forma”, disse.

Acrescentou que “como cientistas fizemos a nossa parte. Cabe agora ao governo e à Assembleia da República produzirem os instrumentos legais para que se possa padronizar a ortografia das línguas nacionais”.

Já para a co-autora Inês Machungo, a obra é fruto de um seminário realizado em 2018, tendo para o efeito sido compilada informação contida nos relatórios parciais produzidos pelos grupos de língua que participaram no evento. In “Moz Entretenimento” - Moçambique


 

Ouvi dizer


 









Vamos aprender português, cantando

 

Ouvi dizer

 

Ouvi dizer que a noite tudo lava

fiquei p’ra ver mas eu cá não vi nada

fiquei até à madrugada

 

Da noite passou p’ra dia e eu que tanto queria começar outra vez

já nem sei quem me dizia mas sei que é mentira

 

Ouvi dizer que nada dura muito

quis ver p’ra crer não fosse ser injusto

quis ver até virar desgosto

 

De dia passou a ano eu virei oceano e deixei-me perder

já nem sei qual era o plano mas sei que é insano

 

Ouvi dizer que a noite tudo lava

fiquei p’ra ver mas eu cá não vi nada

fiquei até à madrugada

 

Maro – Portugal



Vamos recordar, cantando

O que será de ti

sábado, 25 de fevereiro de 2023

Internacional Democrática do Centro IDC .África realizou primeira conferência na sede da UCCLA sob o título “Democracia em África”


A IDC - Internacional Democrática do Centro, Associação Internacional que tem mais de cem partidos filiados, atualmente presidida pelo ex-Presidente da República da Colômbia, Andrés Pastrana, e que esteve presente, e com uma estrutura para África denominada IDC.África, esta presidida pelo líder do MpD - Movimento para a Democracia de Cabo Verde, Ulisses Correia Silva, realizou dia 24 de fevereiro, uma conferência na sede da UCCLA-União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa, em Lisboa, que decorreu durante todo o dia e teve por título “Democracia em África”.

Estiveram ainda presentes partidos associados à IDC.África de todos os países africanos de língua oficial portuguesa e ainda do Burkina Faso, Madagáscar e Somália, e ainda da Hungria, para além de especialistas qualificados nos domínios das áreas do tema da conferência.

Entre participantes diretos e convidados estiveram presentes cerca de cem personalidades.

Permitimo-nos anexar o programa que serviu de base à Ordem de Trabalhos.

A UCCLA, enquanto associação intermunicipal internacional, em que todos os corpos gerentes são eleitos pela Assembleia Geral e atualmente presidida na Comissão Executiva pela cidade de Lisboa, que na conferência produziu uma intervenção do presidente Carlos Moedas, não podia deixar de corresponder à solicitação feita pelo presidente para África da IDC, Ulisses Correia Silva, atual Primeiro-ministro de Cabo Verde e líder do MpD para que a conferência tivesse lugar na sede da UCCLA, tanto mais que, para além do tema a tratar, o presidente do MpD quando foi presidente da Câmara da cidade da Praia representou este município como presidente da Comissão Executiva da UCCLA.

Os trabalhos desenvolveram-se com grande dinamismo e participação concluindo-se pela apresentação da Declaração de Lisboa.

Para além do programa anexam-se fotografias da conferência e a Declaração de Lisboa com que se encerraram os trabalhos.

Programa e Declaração de Lisboa aqui. UCCLA


 

Portugal - De Britto regressa, após quase dois anos, com "This is us"!

Depois do lançamento dos singles Vamos Fazer Barulho, Vais Voltar, Teus Lábios e Make Some Noise, este último com a participação do ícone colombiano Reykon e do rapper americano Twista, De Britto apresentou o seu álbum, intitulado “This Is Us”, que chegou a todas as plataformas digitais, assim como às lojas em formato físico, encontrando-se disponível nas principais lojas FNAC.

“This Is Us” tornou-se, no ano do seu lançamento, um dos álbuns nacionais com maior crescimento junto dos consumidores do Spotify e os seus temas rodaram em diversas rádios nacionais e internacionais.

Com um grande sucesso alcançado e após um período mais afastado da música, De Britto regressa agora para nos apresentar o videoclipe do tema que deu nome ao seu álbum, “This Is Us”. Assente num jogo de luzes e na dualidade luz e escuro, este trabalho pretende realçar a importância do ser-se fiel a si próprio e de sermos o que somos, sem filtros ou máscaras. Com vista a novos projetos, o artista surge para brindar o seu público com este trabalho e que antecederá o lançamento de outro projeto, no qual surge como convidado.

 O regresso de De Britto promete! A não perder! Leegend - Portugal 

Portugal – Cabo-verdiano Nhaba Kébra apresenta “Ecos da noite – delírios, devaneios e a própria loucura”

Lisboa – O autor do livro “Ecos da noite – delírios, devaneios e a própria loucura”, Nhaba Kébra, apresentou a obra esta sexta-feira, 24, em Lisboa, contando ainda com um recital poético e performance musical.

De acordo com o convite, a apresentação esteve a cargo de Carlos Mourão, Apolo de Carvalho e Neidy Cardoso, aconteceu no Centro Cultural de Cabo Verde (CCCV) e o recital poético e performance musical teve a presença de Nanny Lima, Heloisa Monteiro, Susana Ribeiro e Charlie Mourão, acompanhados por Bilocas e Tonecas.

“Ecos da noite – delírios, devaneios e a própria loucura”, conforme a organização, é o segundo de um par de livro “distintos, lavrados, contudo, no mesmo chão uterino”, fruto do “alter ego, Nhaba Kébra, um dissociado, luzógrafu de manifestação sonâmbula e inspiração sethânica”.

Segundo a mesma fonte, essa obra, tal como “Solitudi noturnu”, em Kabuverdianu, é a materialização em versos dos “noctívagos delírios do autor”, através de um conjunto de textos poéticos, onde as imagens, o ritmo e a cadência se fundem.

“Nhaba Kébra é uma irreverente segunda personalidade, de manifestação sonâmbula, expressão luzógrafu e inspiração sethânica que, na contramão, qual síndrome de Estocolmo, escreve na mesma língua cujos efeitos traumáticos de um seu ensino forçado, e à força, a terá originado”, explicou a organização.

O autor tem dois dos seus poemas publicados no Jornal Artiletra Nº 140, sendo que o “Ecos da noite – delírios, devaneios e a própria loucura”, é uma coletânea dos seus “desabafos, num teor combativo certo, porém na língua errada”.

Combate esse pela língua cabo-verdiana, pela cultura/identidade cabo-verdiana e africana, em suma, “pela libertação da indelével negrura” da alma”. In “Inforpress” – Cabo Verde

Biografia

Nascido das catacumbas das imposições coloniais na alma ferida da criança inocente que, cada vez mais conscientemente, se sentiria agredida e humilhada por estas mesmas imposições – neocoloniais no pós independência – Nhaba Kébra, um dissociado, ainda por exorcizar, recorre, por escrito, à língua portuguesa para manifestar-se – sua única e contraditória forma de expressão. Uma expressão que só se revelaria com o seu despertar nos primórdios da segunda década deste terceiro milénio, quiçá catapultada nos ciclos de momentos conturbados vividos pelo Djuntamon Afrikanu nesse mesmo período...

Com dois dos seus poemas publicados no Jornal Artilétra Nº 140, agora deu-se a estampa Ecos da Noite, uma coletânea dos seus desabafos, num teor combativo certo, porém na língua errada. Combate esse pela nossa língua de facto, a Língua Kabuverdianu, pela nossa cultura/identidade cabo-verdiana e africana, em suma, “pela libertação da indelével negrura da nossa alma”, que no seu acreditar deve deslanchar-se, ad aeternum, de todas as dependências neocoloniais, quais amarras, "o fator maior dos nossos atrasos".



Cabo Verde – Município do Sal contemplado com mais de uma centena de instrumentos musicais

 


Espargos – O município do Sal foi contemplado hoje com mais de uma centena de instrumentos musicais, fruto de uma parceria entre a Câmara Municipal do Sal e a Associação de Músicos Solidários sem Fronteiras, oriunda de Espanha.

A entrega formal do contentor de 20 pés, com cerca de 120 instrumentos de música, novos e usados, 20 partituras, 20 livros e 20 cadernos para ensino da música, aconteceu esta tarde, no Anfiteatro José Cabral, nos Espargos.

Recebida pela vereadora da Cultura da Câmara Municipal do Sal, Maria João Brito, dos instrumentos musicais, calculados em mais de três mil contos, destacam-se trompetes, trombones, violinos, violão, violoncelos, saxes, flautas, clarinetes, teclados, baterias, amplificadores, guitarras, entre outros tipos de instrumentos.

“A Associação de Músicos Solidários sem Fronteiras de Espanha realizou uma visita ao Sal, tendo gostado da ilha, e do que se tem feito a nível das escolas de música, nesta matéria, prontificaram-se em ajudar, apoiar no desenvolvimento dos projectos do ensino da música local”, conta a vereadora.

Segundo a responsável camarária, esta oferta resultou de recolhas de instrumentos musicais na Cidade de Vitória, em Espanha, favorecendo esse contentor de 20 pés, só em instrumentos musicais.

Maria João Brito disse que esta dádiva vai ser utilizada para o ensino da música, tanto na Escola de Arte Tututa como na Banda Municipal, mas também apoiar no ensino da música nas associações, escolas básicas e secundárias da ilha.

“Esta oferta é de extrema importância. Vai ser uma mais-valia, permitindo aumentar e diversificar muito mais o que já dispomos aqui na ilha. Há uma franja considerável de jovens interessados no ensino/aprendizagem da música, daí que esta oferta é, com certeza, de muita valia”, enfatizou. In “Inforpress” – Cabo Verde