Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Portugal - Navalria na lista europeia para desmantelamento de navios

A Navalria é o único representante português na primeira edição da lista de estaleiros para desmantelamento e reciclagem de navios, divulgada pela Comissão Europeia.



Da referida lista constam 18 estaleiros navais, de dez estados-membros da UE: além de Portugal, Bélgica, Dinamarca, Espanha, França, Holanda, Letónia, Lituânia, Polónia e Reino Unido.

Estes estaleiros, aprovados por Bruxelas, terão acesso exclusivo ao desmantelamento e reciclagem de navios com bandeira dos países comunitários.

De acordo com o Regulamento sobre Reciclagem de Navios, a partir do segundo semestre do próximo ano, os navios oceânicos com bandeira dos estados-membros da UE só poderão ser reciclados em estaleiros que constem da lista europeia.

Candidataram-se à inclusão na lista estaleiros navais de países terceiros, mas a decisão da Comissão a esse propósito só será conhecida aquando da divulgação da próxima lista, em 2017.

O comissário europeu para o Ambiente, Assuntos Marítimos e Pescas comentou que a lista demonstra que é possível fazer negócio e criar empregos numa indústria de reciclagem de navios segura e amiga do ambiente.

Karmenu Vella salientou ainda que com esta iniciativa fecha-se o ciclo da indústria naval europeia, que agora pode também assegurar o fim dos navios, para além de projectá-los e construí-los.

No caso da Navalria, empresa do grupo Martifer, instalada no porto de Aveiro, a inclusão na lista europeia é válida até 26 de Janeiro de 2020. In “Transportes & Negócios”



segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Brasil – Embaixador junto da CPLP ciente do crescimento da língua portuguesa no cenário internacional

O embaixador Gonçalo Mello Mourão, representante permanente do Brasil junto à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), ressaltou em entrevista concedida esta semana à Agência Brasil, em Lisboa, a importância da língua portuguesa no atual cenário internacional. Para Mourão, a eleição do português António Guterres como novo secretário-geral das Nações Unidas é um fato extraordinário para o mundo lusófono.

“Quanto mais 'mundo' falando a nossa língua, mais o mundo fica próximo de nós e mais nós ficamos próximos do mundo. Durante o mandato [de Guterres] – que nós esperamos que seja renovado, como tem sido a prática da ONU -, nós vamos ter em evidência um falante da língua portuguesa. O português hoje já é língua de trabalho em alguns organismos das Nações Unidas, inclusive alguns de relevo”, afirmou o embaixador.

No entanto, Mourão lembrou que a escolha de uma língua como idioma oficial das Nações Unidas traz impactos financeiros. “Uma língua na qual todos os documentos são produzidos tem uma implicação de custos imensa, que não necessariamente pode ser atendida pelo desejo político. De qualquer maneira, o Brasil continuará sempre a trabalhar no sentido de que a língua portuguesa seja cada vez mais aceita como uma língua internacional”, disse.

Para Mourão, a CPLP é, além de um espaço de cooperação entre os países-membros, um lugar de pertencimento. “É um espaço que se funda na percepção que os diversos países tiveram num certo momento de que há um passado comum, um presente comum e um desejo de futuro comum, não só na cooperação para o desenvolvimento, mas também na promoção da cultura de cada um de nós dentro do âmbito da expressão linguística do português”.

O embaixador diz que a CPLP não pretende ser o principal instrumento de cooperação para o desenvolvimento e solução dos problemas internos dos diversos países que a compõem. Os acordos de cooperação seriam apenas uma das diversas áreas de atuação da comunidade, que funciona, em todas as suas esferas, com base no princípio do consenso em todas as decisões tomadas.

Apesar de reconhecer o peso (econômico, social, cultural e populacional) que o Brasil exerce dentro da comunidade, Mourão ressalta que o interesse do país não é o de direcionar a CPLP. “Claro que o Brasil é um país que tem um peso e é óbvio que se olha [para ele] com alguma expectativa. Mas o Brasil não pretende conduzir a CPLP para nenhum lado. O Brasil pretende que a CPLP vá junto para onde ela quiser ir. E onde ela quer ir é onde todos os membros queiram ir”.

Livre Circulação

Em relação a um possível acordo de livre circulação entre os cidadãos dos países-membros da CPLP (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste), Mourão afirma que, apesar de o assunto vir sendo discutido dentro da comunidade, as complicações são muitas e o processo deve ocorrer de forma lenta.

“Há, claro, um desejo de que um dia essa livre circulação se verifique. Eu acho que isso não é só um desejo dos países de língua portuguesa, mas de todos os cidadãos do mundo. Dentro da CPLP é um problema que tem que se resolver em conjunto, mas também individualmente. Há certos problemas que implicam pertencer a outros agrupamentos regionais que têm acordos específicos sobre a matéria {como Portugal com a União Europeia]. E é uma decisão política também sobre o desejo de realmente abrir as fronteiras para essa livre circulação dos cidadãos da CPLP”.

Mourão ressaltou a importância atual de o Brasil ter assumido em outubro a presidência bianual da CPLP durante a 11ª Conferência de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade, em Brasília.

“O Brasil propôs, como meta de trabalho da organização, atingir certos objetivos da agenda 2030 das Nações Unidas para o desenvolvimento sustentável. Nós vamos começar a discutir, a partir de 2017, quais seriam os temas dessa agenda que nós poderíamos apostar como possíveis de serem conjuntamente desenvolvidos de modo que, ao final da presidência brasileira, daqui a dois anos, nós possamos apresentar um resultado concreto. Nesse aspecto, foi uma feliz coincidência a eleição de Guterres, porque nós vamos ter a CPLP trabalhando em cima de uma meta da ONU”, frisou. Beto Barata – Brasil in “Isto É”

domingo, 25 de dezembro de 2016

Chegaste













Vamos aprender português, cantando


Tanto tempo já vai caminhando
e ainda me pego recordando
lágrimas rolaram dos meus olhos
enxuguei mais de uma vez
tenho algumas marcas
que ficaram em meu sorriso nesses anos
e também lembranças tão bonitas que o tempo não desfez

Quem diria que você viria sem dizer que vinha
porque nunca é tarde
para apaixonar-se

Chegaste
senti na minha boca um: te quero
como um doce com caramelo
necessitava um amor sincero

Chegaste
e ouvi da tua boca um: te quero
pra se apaixonar sempre é tempo
necessitava um amor sincero

E agora que eu conheço os caminhos
que me levam pros seus braços
agora que o silêncio
é uma carícia que a felicidade traz
você e o seu sorriso iluminam minha vida e meus espaços
e chega-me dizendo num sorriso
não me deixe nunca mais

Quem diria que você viria sem dizer que vinha
porque nunca é tarde
para apaixonar-se

Chegaste
senti na minha boca um: te quero
como um doce com caramelo
necessitava um amor sincero

Chegaste
e ouvi da tua boca um: te quero
pra se apaixonar sempre é tempo
necessitava um amor sincero

Quem diria que você viria sem dizer que vinha
porque nunca é tarde
para apaixonar-se

Chegaste
senti na minha boca um: te quero
como um doce com caramelo
necessitava um amor sincero

Chegaste
e ouvi da tua boca um: te quero
pra se apaixonar sempre é tempo
necessitava um amor um amor

Chegaste
senti na minha boca um: te quero
como um doce com caramelo
necessitava um amor sincero

Roberto Carlos – Brasil

Jennifer Lopez – Estados Unidos da América

sábado, 24 de dezembro de 2016

Angola - Holandeses promovem agricultura urbana no Cazenga

Projecto denominado “Urban Farming: Conceitos Inovadores sobre Agricultura” foi realizado nas instalações da Fábrica de Sabão

A embaixada da Holanda em Angola em parceria com a Fundação Africana para Inovação realizou entre os dias 10 e 12 deste mês uma formação agrícola com mais de 40 moradores do Cazenga.

A iniciativa serviu para transmitir às populações daquele distrito novas técnicas e padrões de cultivo, assinalando os potenciais benefícios da agricultura urbana.

O projecto, denominado “Urban Farming: Conceitos Inovadores sobre Agricultura” foi realizado nas instalações da Fábrica de Sabão, no Cazenga.

“A Embaixada da Holanda foca-se na agricultura, combinando a experiência holandesa com o potencial angolano. Tentamos colocar as duas partes juntas. Apesar do actual contexto económico, é importante que às populações comecem a pensar fora da caixa. Ter novas ideias, como agricultura sustentável e urbana. Trouxemos ideias para as famílias e pretendemos que elas aprendam, façam em casa”, disse a primeira-secretária da embaixada da Holanda em Angola, Lydia Brons.

A  Holanda é o segundo maior exportador de produtos agrícolas do mundo dando particular importância à inovação e a tecnologia, “podendo ser um importante parceiro na diversificação em Angola nos sectores da agricultura, água e energia”. In “Rede Angola” - Angola

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

China – Um português na corte do imperador chinês no séc. XVII

Nascido em São Martinho do Vale (Famalicão, perto do Porto), em 1646, Tomás Pereira integrou durante 35 anos a corte do imperador chinês Kangxi (1654 - 1722), cuja governação marca o início de uma era áurea da civilização chinesa.

Na época em que a repressão do catolicismo no Japão vitimou o jesuíta Cristóvão Ferreira, um outro missionário português conseguiu firmar com o imperador da China uma aproximação inédita, servindo-se da ciência e da cultura. Oriundo de São Martinho do Vale (Famalicão, perto do Porto), Tomás Pereira foi professor de matemática do imperador chinês Kangxi, introduziu a música ocidental na China e desempenhou um papel importante nas negociações do primeiro acordo fronteiriço entre a China e a Rússia, em 1689.

O seu trajeto ilustra a fórmula utilizada pelos antigos jesuítas para interagirem com o poder chinês e cumprirem a sua missão, num país adverso à influência externa. A transmissão de conhecimentos era usada para "fazer amigos e influenciar pessoas entre a elite dos mandarins", com o intuito de os "converter", refere Liam Matthew Brockey, professor catedrático no State University of Michigan.

Tomás Pereira terá, contudo, ido mais além, ao conseguir uma aproximação inédita a Kangxi.

"Da antiga missão, ele foi provavelmente o jesuíta mais próximo ao imperador chinês", avalia num ensaio Paul Rule, sinólogo australiano especializado em estudos religiosos. Rule considera que o português foi mais do que um "perito estrangeiro", tendo servido como "conselheiro próximo" e até "quase amigo íntimo" do imperador.

"Terá promovido mais efetivamente o cristianismo na China do que qualquer outro missionário durante o seu período", escreve o académico.

Tomás Pereira jaz hoje nos jardins da embaixada portuguesa em Pequim, numa reconstituição da sua pedra tumular. Trata-se de uma pedra de formato retangular, com quase quatro metros de altura, e esculpida com a ajuda do investigador chinês Yu Sanle, cujo trabalho é focado na presença dos primeiros jesuítas europeus na China. Na fachada está gravado o Édito da Tolerância, escrito originalmente por Kangxi, numa invulgar demonstração de abertura à prática do cristianismo na China Antiga, e que terá resultado da proximidade do imperador ao missionário português.

A lápide original, colocada no cemitério jesuíta de Zhalan, no norte de Pequim, perdeu-se por completo, provavelmente destruída durante a revolta dos Boxers, o movimento nacionalista contra a presença estrangeira na China, no final do século XIX.

A reconstituição do jazido foi inicialmente proposta em 2005 por Mariano Gago, então ministro português da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, e concluída este ano com o financiamento do Instituto Camões e da Fundação Gulbenkian.

A sua primeira exibição em público foi em 1 de novembro passado, dia do aniversário de Tomás Pereira, e contou com a presença dos embaixadores dos países fundadores da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), com exceção para São Tomé e Príncipe, que não tem relações diplomáticas com Pequim.

Educado na Universidade de Coimbra, Tomás Pereira rumou a Goa em 1666. Seis anos mais tarde, estabeleceu-se em Macau, então sob administração portuguesa. Ao saber da existência no território de um jovem jesuíta com conhecimentos de música e astronomia, Kangxi chamou-o a Pequim. Em 1675, Tomás Pereira foi submetido a uma audiência na corte e nomeado para dirigir o Observatório Astronómico de Pequim.

Na capital da China, adquiriu o nome chinês 'Xu Risheng', cuja tradução é "Sol que nasce aos poucos". In “Sapo24” - Portugal

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Angola - TAAG aposta em Luanda como “hub” subsaariano

A chegada de dois B777-300 ER, este ano, permitiu à angolana TAAG reforçar o seu network internacional e afirmar Luanda como hub para a África subsaariana.

Para o efeito, os horários foram “radicalmente” alterados, assegurando assim que os voos regionais conectem com os voos internacionais para a Europa, América do Sul e Cuba, o que produziu um volume significativo de passageiros em trânsito e carga via Luanda, “impulsionando a receita quando o mercado local está deprimido”, refere a companhia num comunicado em que faz o balanço do ano.

“Com o benefício desses passageiros em trânsito, foi possível à TAAG abrir a nova rota para Maputo (Moçambique) e aumentar frequências para Portugal, para dois voos diários, para a África do Sul para dez voos por semana e para o Brasil para quatro voos por semana”, lê-se no documento.

A TAAG opera desde Setembro passado com oito B777 da construtora norte-americana, perspectivando a estreia de novas rotas de Luanda para Paris e Londres, que se juntarão nos destinos europeus a Lisboa e Porto.

No comunicado difundido, a companhia aérea angolana congratula-se com o aumento de vendas de bilhetes em resultado da modernização da sua página na Internet, tendo a comercialização passado dos dois milhões de dólares (1,9 milhões de euros), em 2015, para mais de 20 milhões de dólares (19,1 milhões de euros), este ano.

Para 2017, a TAAG compromete-se a continuar a aposta na formação dos seus quadros e colaboradores nacionais. Um centro de formação para o treino de salvamento e evacuações, combate a fogos e sobrevivência em água, no aeroporto internacional 4 de Fevereiro, foi hoje inaugurado pelo ministro dos Transportes, Augusto Tomás. In “Transportes & Negócios” - Portugal

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Macau – Aprendizagem da língua portuguesa reforçada

A Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ) está a incentivar as escolas interessadas em ensinar Língua Portuguesa a fazê-lo de forma contínua e regular sendo que o ensino primário deve contar com 60 aulas de Português por ano e o ensino secundário com 70. Por outro lado, a DSEJ está a finalizar o projecto de lei referente ao ensino especial, esperando que ao longo do próximo ano possa ficar concluído todo o processo legislativo



O Fundo de Desenvolvimento Educativo “tem subsidiado escolas particulares que estejam interessadas em começar a oferecer aulas de Português”, salientou a chefe do departamento de ensino na Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ), ressalvando, porém, que a DSEJ espera que o investimento nesta área seja “contínuo” e não algo que acontece “ano sim, ano não”.

Por isso, de acordo com o organismo, as escolas interessadas deverão ter 60 aulas de Português por ano lectivo, no caso do ensino primário, e 70 no ensino secundário geral e complementar. A DSEJ exige ainda que este volume de aulas corresponda a um determinado número de horas, que não foi revelado. “Também incentivamos que as escolas tenham cursos regulares”, sublinhou.

Assim, reforçou Leong Vai Kei, a divulgação da Língua Portuguesa será feita a dois níveis. “Se as escolas tiverem intenção de formar talentos na área linguística podem disponibilizar uma disciplina integrada no currículo regular ou criar cursos complementares, no caso de os alunos demonstrarem esse interesse”.

“Pedimos ajuda à Escola Portuguesa de Macau (EPM) para organizar estes cursos”, destacou. Além disso, foram celebrados acordos de cooperação com escolas de Portugal prevendo um intercâmbio entre estudantes que “não precisa ser pessoal”. “Mesmo através da comunicação via correio electrónico é possível melhorar a capacidade oral e escrita”, destacou.

Em declarações ao Jornal Tribuna de Macau, o presidente da direcção da EPM garantiu que se mantém a “vontade de colaboração” com a DSEJ mas ainda não é possível saber em que moldes. Manuel Machado recordou que já estão a decorrer os cursos nocturnos para estudantes de escolas chinesas leccionados por professores da EPM, mas que em relação a uma eventual cooperação a outros níveis ainda não é possível dar mais detalhes.

Esta questão foi debatida numa reunião plenária do Conselho de Educação para o Ensino Não-superior durante a qual também foi mencionado o processo de actualização do currículo do ensino especial que “vai demorar algum tempo”, admitiu a chefe do departamento de ensino da DSEJ. A responsável justificou os atrasos com a criação de “vários tipos de formação” para fazer face às necessidades dos alunos de diferentes idades.

“Estamos já quase a finalizar o projecto de lei do ensino especial. Esperamos que em 2017 possa ser apreciado [na Assembleia Legislativa]”, apontou Leong Vai Kei. A DSEJ pretende também que “este diploma defina as competências dos professores” que exerçam nesta área, sublinhou a responsável, recordando que em Setembro do próximo ano o Instituto Politécnico irá ter uma licenciatura em terapia da fala.

“Situações excepcionais”

no projecto “Céu Azul”

O projecto “Céu Azul” foi outro dos temas debatidos na reunião, sendo que a DSEJ garante que há um plano a curto, médio e longo prazo. “As escolas precisam de algum tempo para mudar”, frisou o chefe do departamento de estudos e recursos educativos da DSEJ.

Além disso, alertou Wong Kin Mou, “há escolas que têm várias secções a funcionar em zonas diferentes”. É também preciso ter em atenção que há instituições de ensino que têm de mudar de localização e há terrenos ocupados ilegalmente que só podem ser usados no âmbito deste projecto no fim de processos judiciais, tornando-se em acções “a longo prazo”.

O responsável apontou que recentemente foi assinado um memorando com a escola “Hoi Fai”, mas ainda “vai demorar algum tempo” até que seja possível efectuar a mudança. “Há outras duas escolas com secções em zonas separadas. Só depois da apresentação da planta no Conselho do Planeamento Urbanístico vamos saber como será o projecto e quais os custos”, sublinhou.

No que respeita aos gastos com as obras, a DSEJ garante já ter “montantes definidos” para as intervenções dependendo se são de “grande envergadura” ou não, por isso, à partida, “a escola deverá ter logo noção do subsídio que vai receber”.

Ainda assim, ressalvou Wong Kin Mou, há situações em que “[as escolas] começam as obras e depois acumulam novos pedidos ou decidem fazer trabalhos suplementares”. Por outro lado, pode acontecer também que após o início das empreitadas se verifiquem problemas com os materiais de construção.

Nesse sentido, admitiu que “há casos em que só foram atribuídos os subsídios depois de as obras ficarem concluídas, mas foram situações excepcionais”.

O chefe do departamento de estudos e recursos educativos explicou também que se o orçamento das empreitadas ascender a mais de dois milhões de patacas está sujeito a concurso público. E, mesmo que seja inferior a este valor terá de ser submetida “uma acta a explicar” os motivos da escolha de determinada empresa para o trabalho de construção. Quanto aos prazos, Wong Kin Mou explicou, a título de exemplo, que se uma primeira proposta for apresentada em Março, e houver uma versão final em Agosto, as obras podem ter início em Setembro. Inês Almeida – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”