Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

CAL – Missão Empresarial à República da Guiné-Bissau

A CAL – Câmara Agrícola Lusófona está a organizar uma Missão Empresarial à República da Guiné-Bissau entre 13 a 20 de Janeiro de 2016 que se insere no Programa de Internacionalização do Setor do Agronegócio para CPLP, no âmbito do Programa Portugal 2020 e Compete 2020.

A comitiva beneficiará de um amplo acesso de informações sobre o mercado-alvo, participando em reuniões bilateriais com entidades governamentais e empresariais e visitas a empresas locais.

Esta missão pretende fortalecer as relações de negócio entre Portugal e a República da Guiné-Bissau para as organizações do agro-negócio, num país onde o sector agroalimentar é considerado como prioritário no quadro da sua política de desenvolvimento. Estima-se que o potencial agrícola guineense seja de 1.100.000 ha, ou seja, 30% da superfície total do país.


Brasil – Cresce a atividade de manutenção de aviões

A aviação está em crise no Brasil, registrando os piores indicadores de tráfego desde 2003, mas o segmento de manutenção dessa indústria está aquecido. Enquanto as companhias TAM, Gol e Azul aprovam projetos de expansão em hangares e oficinas da ordem de R$ 250 milhões para 2016, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) negocia um acordo bilateral com o órgão regulador dos Estados Unidos, maior mercado aéreo do mundo, que deve ampliar o universo de potenciais clientes para o país.

"O dólar mudou substancialmente a competitividade dos centros de manutenção no Brasil", diz Ruy Amparo, vice presidente de operações da TAM, maior companhia aérea do Brasil, dona de 36% do mercado.

Como as peças usadas na aviação são cotadas em moeda americana, a desvalorização do real em mais 50% desde 2014 reduziu em proporção similar os custos dos serviços de vistorias e trocas de equipamentos no Brasil.

Isso explica porque hoje o grupo Latam, que opera 349 aeronaves nas frotas das controladas TAM e LAN, realiza hoje no Brasil 65% da manutenção do grupo. Apenas 25% das checagens são realizadas em Santiago, no Chile, e 10% fora da América do Sul. Há dois anos, os hangares brasileiros da holding respondiam por 40% da manutenção da Latam.

Essa tendência vai ser acentuada a partir de 2016. O grupo Latam já tomou a decisão de investir R$ 10 milhões no centro de manutenção de São Carlos (SP), onde está o maior parque industrial da holding, que vai crescer em 25% a capacidade.

Mas o principal projeto está orçado em R$ 100 milhões, que serão aportados no complexo de hangar, oficinas e depósitos que a Latam vai erguer no aeroporto de Guarulhos (SP).

Lá, serão realizadas as vistorias leves de rotina - os chamados checks A - de grande parte da frota de aviões de dois corredores (wide body) do grupo, além de parte das revisões leves dos aviões menores, de um corredor (narrow body) que passam por Guarulhos como destino final ou para conexões.

"Até meados do ano teremos concluído o projeto executivo. Então começam as obras, depois chegam os equipamentos e, na sequência tem o processo de certificação", adiantou ao Valor o vice presidente da TAM, Ruy Amparo.

Mas esse ganho de competitividade proporcionado pelo câmbio é conjuntural e apenas estimulou uma tendência que já é estrutural no Brasil desde os anos 1990. "Diminuição de custos é uma característica marcante da globalização. E não há setor mais engajado na globalização do que o da aviação há muito tempo", afirma Fulvio Delicato, sócio e presidente da Aerospace Brazil Certifications, empresa brasileira especializada em certificações. Delicato atua há três décadas nesse setor, tendo passado por grupos como Vasp, Transbrasil, Embrear e Accenture.

Segundo ele, nas décadas de 1980 e 1990 as empresas brasileiras enviavam quase todos os itens para manutenção no exterior - Estados Unidos, Alemanha e Canadá principalmente - por causa do baixo desenvolvimento tecnológico do país de então.

"Mas a coisa mudou muito nos últimos anos", conta Delicato. Segundo ele, foram protagonistas nesse processo além da fabricante de aviões Embraer - ao redor da qual se formou um cluster aeronáutico -, a nova geração de aéreas do país, TAM, Gol, Azul e Avianca, que substituiu as finadas Varig, Vasp, Transbrasil.

Desde meados dos anos 1990, o Brasil passou a desenvolver competência em centros de manutenção para revisões mais complexas, de grandes motores a complexos rádios e computadores de bordo, por exemplo. Assim, mesmo a chamada "heavy-maintenance" - ou manutenção pesada, realizada a cada dois anos e que dura de uma a duas semanas - passaram a ser feitas em solo brasileiro.

Centros de manutenção pesada foram construídos em Belo Horizonte, pela Gol, e aperfeiçoados em São Carlos, sede de manutenção da TAM. Oficinas de empresas multinacionais, como Parker, Honeywell, GE e Rolls-Royce foram estabelecidas aqui.

"No início da operação, não faz sentido investir em indústria [centro de manutenção]. Mas na medida em que o negócio ganha escala, faz sentido econômico e operacional ter uma estrutura própria", diz o diretor-executivo de operações da Gol, Sérgio Quito. "A Gol, por exemplo, passou a ser a principal operadora de Boeing na América do Sul".A Gol investiu em 2006 mais de R$ 30,5 milhões no centro de manutenção de Confins, em Belo Horizonte, onde construiu uma infraestrutura de 17,3 mil metros quadrados. Desde então, vem economizando R$ 2 milhões ao ano por fazer em casa a manutenção das aeronaves.

A empresa se prepara agora para voltar a aportar recursos, dessa vez no Rio de Janeiro, o aeroporto do Galeão. O plano é atender a demanda por manutenção das aeronaves da Delta Air Lines, a companhia americana que também é sócia minoritária da aérea brasileira.

Para aproveitar o investimento na estrutura, a Gol está buscando ampliar as certificações junto a órgãos reguladores estrangeiros para começar a fazer outros tipos de revisões, como alguns procedimentos de motores, evitando custos relacionados à necessidade de levar equipamentos para fora do país. Também poderemos ampliar nosso escopo de atendimento a terceiros", diz Quito, que já atende revisões de empresas como Copa e Aerolineas Argentinas.

O mesmo caminho está sendo percorrido pela Azul, que começa em 2016 o projeto de R$ 120 milhões que serão investidos em um centro de manutenção no aeroporto de Viracopos, em Campinas, principal hub (terminal de conexões) da empresa criada em 2008 pelo empresário David Neeleman, hoje a terceira maior do país, dona de 17% do mercado.

"No início da operação da empresa, não há volume que justifique uma área própria de manutenção, ainda mais se existem no país oficinas que atendem demanda e são certificadas, caso da TAP ME", diz o vice presidente técnico operacional da Azul, Flavio Costa.

Hoje, grande parte da manutenção pesada da Azul é feita nos centros de manutenção localizados no Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro - que pertenciam à Varig e que foram compradas pela portuguesa TAP.

"Na medida em que fomos crescendo o valor da contratação de manutenção foi subindo. Além disso, esses centros de terceiros não estão necessariamente nos nossos hubs e ainda atendem outras empresas. Precisamos cada vez mais de prioridades e logística favorável. A Azul chegou a esse ponto em que faz sentido econômico ter o próprio centro de manutenção", diz Costa.

As obras do centro de manutenção da Azul em Campinas começam em janeiro. Depois que a infraestrutura estiver pronta, a companhia vai em busca das certificações, locais e estrangeiras. "Plano é buscar certificação para as três frotas, de Airbus, Embraer e ATRs", disse o vice presidente da Azul sobre os modelos que formam a frota de 140 aeronaves.

Presente em 102 aeroportos, a Azul faz as revisões leves de rotina, os checks A, nesses terminais, com uma equipe de 1,2 mil técnicos. Esses processos continuarão sendo realizados nos terminais por onde trafegam os aviões da companhia.

Anac começa a negociar com EUA

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) tem agendados encontros em janeiro com a Federal Aviation Administration (FAA), órgão regulador dos Estados Unidos, com objetivo de chegar ainda este ano a um acordo bilateral que deve aumentar a demanda potencial para as oficinas brasileiras na aviação.

"É um processo longo, mas que começamos a caminhar de forma mais efetiva a partir de janeiro, quando vamos ter reuniões com a equipe do FAA", disse ao Valor o gerente de coordenação da vigilância continuada da Anac, Henri Salvatore Bigatti.

No mundo, a certificação para manutenção de aeronaves é de responsabilidade dos órgãos reguladores de cada país. Assim, aviões que têm matrículas brasileiras devem ser vistoriados em oficinas certificadas pela Anac; aeronaves dos Estados Unidos pela FAA; modelos que voam na Europa pela Easa - European Aviation Safety Agency - e assim por diante.

Aviões americanos podem passar por oficinas de outros países desde que elas tenham sido certificadas pelo FAA - que tem 700 centros autorizados fora dos Estados Unidos. Da mesma forma, a Anac tem 152 oficinas certificadas fora do Brasil.

Mas a fiscalização desses centros fora dos respectivos países custa recursos e horas/trabalho públicos de cada governo. Por exemplo: toda vez que uma companhia aérea vai repassar uma aeronave, após anos de uso, a outra companhia, para uma firma de leasing ou mesmo para a fabricante, todos os milhares de itens do avião precisam ser checados por uma oficina certificada no país de destino.

Ou seja, um avião da Gol fabricado pela Boeing precisa passar por uma oficina certificada pela FAA, antes de ser devolvida para outra companhia nos Estados Unidos. Se o avião for da Airbus, destinado à Europa, passaria pela Easa.

A Gol tem suas oficinas certificadas pela FAA, dos Estados Unidos. E o processo de fiscalização dessas oficinas é bancado pelo governo americano.

Além disso, toda peça que não tenha sido revisada por uma oficina certificada pela FAA tem que ser trocada por um item que tenha o selo desta antes de o avião ser devolvido aos Estados Unidos.

Por isso, acordos bilaterais entre as agências reguladoras de diferentes países tendem a tornar esse processo mais ágil e menos custoso. A Anac já tem esse tipo de acordo com a Easa, da Europa, o que tem sido proveitoso para empresas que usam principalmente aviões da Airbus, fabricados na França, como é o caso da TAM, e da Azul, que usa os ATRs, feitos na Itália.

"Esse acordo vai ter um impacto positivo no redelivery de aeronave, que tem um custo elevado por causa da necessidade de levantar o histórico e o tempo de vida dos componentes. Isso demanda auditoria dos componentes", diz o vice-presidente técnico operacional da Azul, Flavio Costa.

O vice-presidente da TAM, Ruy Amparo, observa que o acordo entre Anac e FAA, dos Estados Unidos, vai abrir oportunidades de negócios para o novo centro de manutenção que o grupo terá em Guarulhos, por exemplo. "A Latam já tem uma solução muito competitiva para atender aviões estrangeiros que ficam o dia inteiro em Guarulhos, entre manhã, quando pousam, e a noite, quando decolam para o exterior. Lá podemos fazer o check A, disse, Amparo, referindo-se à manutenção leve de rotina. "Como temos alguns custos fixos que já estão lá, na hora em que você provê serviços no meio do dia isso dilui custos", disse o executivo.

Para Amparo, ao fechar acordos com Easa e FAA, a Anac vai atrair outros órgãos nacionais. "Tendo acordos com FAA e Easa, o resto do mundo segue", afirmou Amparo, projetando que haverá demanda por manutenção de aéreas asiáticas e do Oriente Médio também. In “Defesanet” - Brasil

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Macau – Rendimento Nacional Bruto 2014

Segundo a Direcção dos Serviços de Estatística e Censos de Macau o Rendimento Nacional Bruto (RNB) de 2014 a preços correntes cifrou-se em 380,23 mil milhões de Patacas. Quando comparado com o Produto Interno Bruto (PIB) de 2014 a preços correntes (443,30 mil milhões de Patacas), o RNB foi inferior em 63,07 mil milhões de Patacas, o que significa que se registou o mesmo valor das saídas líquidas no saldo dos rendimentos de factores externos, equivalentes a 14,2% do PIB. Quanto ao RNB per capita situou-se em 611999 Patacas, enquanto o PIB per capita correspondeu a 713514 Patacas.














As saídas totais dos rendimentos de factores externos, que se referem aos rendimentos obtidos pelas empresas e investidores não residentes no Território, atingiram 98,13 mil milhões de Patacas em 2014, subindo 11,9%, em termos anuais, em virtude principalmente do aumento de 7,7% dos rendimentos do investimento directo (85,11 mil milhões de Patacas) duma parte das empresas e investidores não residentes no Território. Por seu turno, os rendimentos de outros investimentos (10,50 mil milhões de Patacas) e os rendimentos da carteira de investimento (759 milhões de Patacas) também cresceram 47,8% e 103,4%, respectivamente.

As entradas totais dos rendimentos de factores externos, que se referem aos rendimentos obtidos pelas empresas e investidores residentes no exterior, atingiram 35,06 mil milhões de Patacas no ano em análise, ou seja, verificou-se um crescimento de 53,5%, face a 2013, devido sobretudo à subida dos rendimentos da carteira de investimento (13,40 mil milhões de Patacas) e dos rendimentos de outros investimentos (19,49 mil milhões de Patacas), duma parte das empresas e investidores residentes no exterior, os quais registaram acréscimos de 85,9% e 38,0%, respectivamente. Por seu turno, os rendimentos do investimento directo (829 milhões de Patacas) e os rendimentos de activos de reserva (1,34 mil milhões de Patacas) expandiram-se 170,2% e 11,8% em termos anuais, respectivamente.

O RNB em 2014 cresceu 6,7%, em termos reais, face a 2013 e o RNB per capita também registou um acréscimo de 1,8%, em termos reais, os quais se deveram ao aumento do poder de compra real de Macau no exterior (devido à subida do preço de exportação de bens e serviços ser superior à do preço de importação de bens e serviços) e ao decréscimo nas saídas líquidas do saldo dos rendimentos de factores exteriores relativamente a 2013.

O RNB refere-se ao rendimento total que os residentes de uma economia obtêm por realizarem actividades económicas dentro ou fora dessa economia, correspondendo à soma do PIB mais o rendimento obtido pelos investidores residentes que investiram no exterior, menos o rendimento obtido pelos investidores não residentes em Macau.

Para mais informações, aceda aqui. Direcção dos Serviços de Estatística e Censos de  Macau - Macau


Moçambique – Centro agrícola fundado pela China desenvolve formação

Um centro de tecnologia agrícola fundado pela China em Moçambique já deu formação a mais de 1000 moçambicanos, de acordo com a agência oficial chinesa Xinhua.

Criado na capital moçambicana, Maputo, em 2007, o centro foi o primeiro de uma série de organismos congéneres em África.

De acordo com a Xinhua, a China tem vindo a reforçar a cooperação agrícola com Moçambique, fornecendo ao país equipamento e sementes capazes de permitir o cultivo durante todo o ano.

Por exemplo, a empresa chinesa de processamento de produtos agrícolas Wanbao Grains & Oils Co investiu, entre 2011 e 2013, US$200 milhões num projecto de cultivo de arroz com 20.000 hectares na província moçambicana de Gaza. O objectivo é aumentar a produção deste cereal no país, segundo a Xinhua.

Em declarações à agência noticiosa chinesa, Sérgio Chichava, investigador do Instituto de Estudos Sociais e Económicos de Moçambique, afirmou que os projectos chineses podem ajudar a combater a crise alimentar que a nação africana enfrenta. In “Fórum Macau” - Macau

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Portugal - IKEA Portugal investe 4 M€ para fornecer as lojas com energia solar

A IKEA Portugal vai investir quatro milhões de euros (4M€) na instalação 10000 painéis solares nas três lojas que tem atualmente no país. Segundo anunciou a retalhista sueca de mobiliário doméstico trata-se do maior projeto em Portugal, ao nível de potência energética em coberturas.

A instalação solar fotovoltaica «enquadra-se no objetivo estabelecido pela IKEA de, até 2020, ser autossuficiente a nível energético, conseguindo assim produzir a mesma quantidade de energia renovável que consome em todas as suas unidades, a nível global», explica um comunicado divulgado nesta segunda-feira.

A iniciativa do grupo IKEA em Portugal estará concluída até à próxima primavera e vai permitir que quase toda a energia produzida pelos painéis solares (98%) possa ser utilizada pelas lojas, o que, por sua vez, representa 26% do total da energia consumida pelas lojas IKEA no país.

O investimento energético nas lojas portuguesas da rede sueca vem no seguimento do compromisso dos 1,5 mil milhões de euros pelo grupo e pela IKEA Foundation em energia sustentável e no apoio às comunidades mais afetadas pelas alterações climáticas. In “Dinheiro Digital” - Portugal

Portugal – Convento de São Francisco do Monte em Viana do Castelo ao abandono

Situado na encosta do Monte de Santa Luzia, em Viana do Castelo, o Convento de São Francisco do Monte data dos finais do século XIV e pertenceu à Ordem Franciscana, tendo sido o terceiro desta congregação em Portugal.

Atualmente encontra-se em estado de completo abandono e degradação, sujeito a toda a espécie de pilhagens e até utilizações menos próprias do local como a prática de “cultos” estranhos que podem inclusivamente colocar em risco a segurança da área florestal envolvente. E, a sua sorte parece indiferente a todas as entidades que superintendem a preservação do património histórico e artístico…

Em 2002 foi iniciado o processo de classificação como monumento nacional e foi preciso esperar mais de uma década para a Direcção-Geral do património Cultural chegar à conclusão de que o imóvel não reúne “as condições necessárias a uma distinção de âmbito nacional”, tendo mandado arquivar o processo.

Na sequência da extinção das Ordens Religiosas decretada por Mouzinho da Silveira em 1834, o antigo Convento de São Francisco do Monte foi adquirido em hasta pública pelo Visconde de Carreira, o qual criou uma exploração agrícola na área da cerca conventual. Porém, a partir de meados do século passado, o edifício começou a ficar degradado e, em 1987, foi pelo seu proprietário à época, Rui Feijó, doado à Santa Casa da Misericórdia de Viana do Castelo. Em 2001, esta entidade procedeu à sua venda ao Instituto Politécnico de Viana do Castelo, pela quantia de 250 mil euros.

Perante o estado de degradação e abandono a que chegou o Convento de São francisco do Monte, em Viana do Castelo, não deixam de ser irónicas as palavras que constaram do relatório enviado ao rei D. Pedro IV por altura da extinção das Ordens Religiosas: "Senhor: Está hoje extinto o prejuízo que durou séculos, de que a existência das Ordens Regulares é indispensável à Religião Católica e útil ao Estado, e a opinião dominante é que a Religião nada lucra com elas, e que a sua conservação não é compatível com a civilização e luzes do século, e com a organização política que convém aos povos".

O Convento de São Francisco do Monte é um monumento histórico que faz parte do nosso património e a sua recuperação interessa a Viana do Castelo e ao próprio país em geral pelo que, perante a inércia dos poderes públicos, deve a sociedade agir em defesa dos seus interesses e do património histórico e artístico que nos foi legado. Carlos Gomes – Portugal in “Blogue do Minho”

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Angola – Porto de águas profundas em Cabinda

As obras de construção do Porto de Águas Profundas de Cabinda, na localidade de Caio Litoral, devem iniciar no primeiro trimestre do ano de 2016, afirmou em Cabinda o presidente do conselho de administração do Porto de Cabinda, Nazareth Neto.

Falando sobre os planos da empresa para o próximo ano, Nazareth Neto referiu que a edificação do Porto de Águas Profundas de Cabinda a partir do primeiro trimestre de 2016, em conjunto com algumas empresas, é das mais importantes apostas. “Estão criadas as condições para o início da construção do Porto de Águas Profundas de Cabinda, depois de ultrapassados todos os constrangimentos vividos em 2015” confirmou.

O PCA do Porto de Cabinda, que falava no habitual balanço anual, avançou também que para o ano de 2016 a empresa portuária de Cabinda arranca com outras obras de destaque, como as do quebra-mar na zona costeira de Cabinda, com o objectivo de abrandar as calemas que assolam a região, dando melhor segurança à atracagem dos navios e às operações de descarga e carga de mercadorias.

Do mesmo modo, foi projectada a construção do Terminal Marítimo de Passageiros, tendo em conta o programa nacional de transporte de cidadãos de Cabinda para outros pontos do país, através de embarcações apropriadas, essencialmente para operar as rotas Cabinda-Soyo-Luanda e vice-versa. O melhoramento do parque do recinto portuário com betão armado, a construção de um pavilhão (armazém) de estrutura metálica modular pré-fabricado e a demolição do antigo edifício onde funcionaram os serviços aduaneiros, são igualmente projectos que, a partir do trimestre do próximo ano, devem ter as obras iniciadas, com o fim de se dar outro alento ao desenvolvimento da empresa portuária de Cabinda e, consequentemente, ao crescimento da província de Cabinda.

A futura infra-estrutura portuária, cujas características assemelham-se às dos portos de Luanda e do Lobito, terá um calado mínimo de 12,5 metros de profundidade, suficientes para receber navios de grande porte vindos da Nigéria, África do Sul e de outros países do mundo, bem como embarcações ao serviço das empresas petrolíferas.

A primeira fase, avaliada em seiscentos milhões de dólares, comporta um terminal com 675 metros de comprimento de cais para navios de grande porte, 31 hectares de área de terreno desenvolvido com quebra-mar, para proteger-se dos ventos e de outras ondulações.

A via de acesso ao porto de água profunda da província de Cabinda terá 12,5 metros, para permitir a entrada fácil de embarcações, assim como contará com uma área de manutenção geral de cargas e pilhas de contentores com respectivo terminal. No final dos trabalhos, estima-se que venha a movimentar anualmente mais de 50 mil contentores, contra os actuais 26 mil 156 de mercadoria diversa. In “Jornal de Angola” - Angola